Fórum dos leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos leitores, O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2020 | 03h00

Desgoverno e corrupção

Muito abuso


Em vez de o presidente dar o exemplo à Nação a respeito do imbróglio das rachadinhas de seu filho Flávio, deixando para a Justiça resolver o caso, ele o protege no estilo pai de garoto mimado, cujas faltas serão sempre justificadas, desculpadas e acobertadas. Errado é quem tem a ousadia de investigar o caso, nada abonador, como manda a lei. O presidente chegou a usar de sua posição envolvendo um ministro general, chefe do GSI, e o diretor da Abin em reuniões com advogados do primogênito. Absurdo, revoltante! Vergonha para o povo brasileiro, que assiste a essa atitude vexaminosa de seu mandatário, cuja conduta deveria pautar-se pela regra da impessoalidade, bem como à do general que aceita submeter-se a isso, tudo feito por baixo dos panos, enxovalhando o prestígio das Forças Armadas. Sem contar a participação do sr. Alexandre Ramagem, da Abin. Mas o que causa desalento, mesmo, é tudo isso ser tratado pelas autoridades envolvidas como se não houvesse nada de anormal e nós, o povo, tivéssemos de engolir tamanho abuso. A que ponto chegaram as coisas neste país! E pensar que Jair Bolsonaro chegou lá prometendo fazer tudo diferente...


ELIANA FRANÇA LEME

EFLEME@GMAIL.COM

CAMPINAS


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Monarquia


O editorial Espírito monárquico (27/10, A3) revela o quadro exato do desgoverno assentado em Brasília. Não por menos, grupos monarquistas apoiaram a candidatura sem projeto ou programa de Bolsonaro. Mas, até onde sei, dom Pedro II não comandava uma “familícia”, nem se esperava que seu governo se prestasse ao papel de bobo da corte travestido de larápio da coisa pública.


ADILSON ROBERTO GONÇALVES

PRODOMOARG@GMAIL.COM

CAMPINAS


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Frase da semana


De uma candidata à Prefeitura de São Paulo: “Um é ladrão, outro é maluco e o terceiro é megalomaníaco”.


JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

JROBRISOLA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Nova Constituinte

Poder do povo


O líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros, defendeu a realização de plebiscito para que os cidadãos brasileiros decidam sobre a elaboração de nova Constituição, sob o argumento de que a atual transformou o Brasil num “país ingovernável”. Excelente! Finalmente poderemos, nós, os detentores do poder soberano, ter nossa vontade respeitada em aspectos essenciais e que sempre nos foram negados. Como o cumprimento da pena após a condenação em segunda instância de Justiça, o aumento das penas por corrupção e morte dolosa e a transitoriedade de ministros dos tribunais superiores. Outro ponto crucial é a responsabilidade financeira de Estados e municípios, podendo chegar ao bloqueio de bens de seus maus administradores. E tantas coisas mais que farão do Brasil um país mais democrático e republicano, e menos um país de propriedade de classes e grupos devotados ao corporativismo.


MARCELO GOMES JORGE FERES

MARCELO.GOMES.JORGE.FERES@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO


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Patético


Essa ideia estapafúrdia do líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros, de uma nova Constituinte nada mais é do que outra tentativa de abrandar as penas de seus coleguinhas envolvidos em falcatruas e aumentar os deveres da população. Parece aquele molequinho dono da bola que quando vê que seu time está perdendo quer melar o jogo e criar uma regra que lhe convém. Patético.


EDMIR DE MACHADO MOURA

NEGRINHO10@HOTMAIL.COM

CAÇAPAVA


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Questão de caráter


Sem vergonha na cara, não há Constituição que sirva. Em especial para políticos vigaristas.


A. FERNANDES

STANDYBALL@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


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Pandemia

Vacinas


Nessa estou com Bolsonaro: vacina é assunto de saúde, e não da Justiça. Mas, por suas atitudes infantis e insanas, ele próprio jogou esse assunto no colo dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).


MAURÍCIO LIMA

MAPELI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Disponibilidade


Caberá ao STF (só no Brasil!) decidir se a vacina contra a covid-19 será ou não compulsória. Seja qual for a decisão, o importante será obrigar o governo a oferecê-la a todos os cidadãos.


MÁRCIO DA CRUZ LEITE

MARCIO.LEITE@TERRA.COM.BR

ITU


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Estado da Nação

Nau sem rumo


Apesar de não ser uma imagem nova, é o Brasil à perfeição. Como nave desgovernada, seguimos para destino indefinido, guiados por piloto considerado por alguns um ás no início da viagem, mas que se mostra incapaz de estabelecer um plano de rota, que nem ele sabe qual é. O capitão, cuja maior preocupação é manter o seu posto, fixado em “conspiração” para derrubá-lo, gasta o tempo discutindo onde os passageiros devem ficar, que trajes usar, quem pode ou não frequentar o convés. Não se preocupa com o consumo do combustível poluente, com os gastos da tripulação e com o equilíbrio das finanças, mas promete revisões estruturais nunca realizadas, apesar de dizer que não admite aumento no preço das passagens. Os tripulantes dessa farsa de viagem tampouco se preocupam com o estado do barco, mais ocupados com as próprias vantagens. Os passageiros da primeira classe, impassíveis, ocupam-se em manter regalias. Enquanto isso, a segunda classe, insegura, não consegue fazer planos para o futuro, dado o destino incerto da viagem. Finalmente, a terceira classe, no porão, compraz-se com a ração enviada pelo capitão, enquanto sofre as mazelas do ambiente inóspito. Enfim, estamos todos nessa nau sujeitos aos riscos do iceberg que virá, só não se sabe quando.


ALBERTO MAC DOWELL DE FIGUEIREDO

AMDFIGUEIREDO@TERRA.COM.BR

SÃO CARLOS


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



VACINAÇÃO OBRIGATÓRIA


Não bastasse um confinamento de benefícios cada vez mais questionáveis por fatos científicos que emergem toda semana, agora estamos diante de uma discussão no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre se o Estado pode obrigar um cidadão a tomar qualquer vacina contra a sua própria vontade (Estado, 26/10). Só os desatentos não percebem que estamos marchando a passos largos em direção a um neoautoritarismo sob o pretexto de sempre: é para o seu bem. Existem hordas (crescentes) de pessoas que acham que qualquer vacina faz mal. Ao redor do mundo, essas pessoas são observadas com certo grau de espanto e até ironia, mas, como se sabe, não é ilegal ser burro. A covid-19 não é radicalmente diferente de outras gripes conhecidas. Todo ano temos pelo menos dois ou três tipos de vírus gripais circulando por aí e matando centenas de milhares de pessoas. Mas em nenhum lugar do planeta houve uma obrigação de vacinação da população contra qualquer tipo de gripe ou qualquer tipo de vírus. Quem não quer se vacinar assume o risco de forma informada. Aliás, quantos neoautoritários filhos da covid-19 já se vacinaram contra os vírus gripais circulando este ano?


Oscar Thompson OscarThompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba


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RESPONSABILIDADE


A obrigatoriedade da vacinação pelo STF não configuraria exercício ilegal da Medicina? Seus membros não deveriam arcar com as possíveis consequências dos efeitos colaterais da vacina?


Luiz Philippe de Faria lphilippefaria@terra.com.br

Pindamonhangaba


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A REVOLTA DA VACINA


Salvo engano, estamos vivenciando uma versão contemporânea da Revolta da Vacina no século 21.


Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo


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O GRIPEN VAI CAIR


Resistores, capacitores, indutores, diodos e transistores são componentes eletrônicos vitais na aviação e, em sua maioria, são fabricados na China. A tecnologia sueca do caça Gripen não pode prescindir desses componentes. Ou seja, em algum lugar do novo avião da Força Aérea Brasileira (FAB) o made in China está presente. Se considerarmos o pensamento obtuso do presidente Jair Bolsonaro, revelado na questão da vacina chinesa, é questão de tempo para essa aeronave dar defeito e cair.


Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte


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CONSCIÊNCIA E RESPONSABILIDADE


A obrigatoriedade de vacinação não pode ser uma decisão do STF.  Qualquer cidadão com um mínimo de consciência e responsabilidade vai  apoiar  campanhas de vacinação, principalmente contra a covid-19, apesar de ser crescente o movimento antivacina. Será que o Supremo, mais uma vez, vai agir como a voz da razão?


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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EXEMPLO


Assim que chegar a vacina chinesa, pela pressão do governador João Doria, de Rodrigo Maia e dos senadores e deputados federais, estes devem fazer uma fila para serem os primeiros a receber a vacina, e deve ser em praça pública, para dar exemplo a todos os brasileiros.


Jorge Peixoto Frisene jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo


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VACINAS E... VACINAS


Ironia à parte, uma vacina para imunizar a população contra o coronavírus seria certamente um grande alívio para todos os políticos que se dizem preocupados com a saúde da população!


Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

Nazaré Paulista


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ASNEIRAS


Vacina não é ‘santinho’ para ser distribuído antes da eleição (Fernando Reinach, Estado, 24/10). Excelente o artigo do colunista do Estadão. Pena que nosso presidente não leia jornais, porque, se lesse, deixaria de dizer asneiras sobre a obrigatoriedade da vacinação por toda a população brasileira.


Cláudio Moschella asquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo


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A VACINA CHINESA


Ainda quero entender por que Estados Unidos, sendo o primeiro do mundo em mortes e contágios pela covid-19; Inglaterra, sofrendo uma segunda onda; Alemanha, com número de contaminados aumentando diariamente; e muitos outros países da Europa com índices de contaminação assustadores não estão adquirindo a famosa vacina chinesa. Poder econômico para adquiri-la não seria problema para estes países ricos.


Carlos Alberto Duarte carlosadu@yahoo.com.br

São Paulo


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CONTRAMÃO


Estamos, outra vez, na contramão dos países infestados pela covid-19. Verificam-se na Europa, em países como Inglaterra, França, Espanha, Irlanda e Itália, duras medidas para evitar novo contágio massificado pela doença. Por aqui, nada parece incomodar. As autoridades responsáveis, que não são muitas, deveriam alertar a sociedade sobre a manutenção da cautela enquanto elas, autoridades, se encarregariam de dar suporte dificultando as aglomerações, como tem ocorrido. São Paulo, por exemplo, quer reabrir os parques, que representam um potencial foco de contatos e riscos inerentes. Enfim, alertas não faltam, creio faltar coragem de tomar medidas que possam influenciar nas eleições. Pobre Brasil.


Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo


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O MESMO ERRO


Repetindo os erros do carnaval: eleições liberadas e pandemia no mundo em sua segunda onda. Teremos o mesmo desfecho? Quem viver verá...


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

   

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ELEIÇÃO NA PANDEMIA


Num País com mais de 5,4 milhões de testes positivos (o 3.º no mundo) e cerca de 160 mil óbitos, para que a disseminação e o contágio da mortífera covid-19 sejam evitados, é recomendada a obrigatoriedade da vacinação; já a obrigatoriedade da votação é totalmente dispensável. Vacina, sim, voto, não.


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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TREINO É JOGO


Há muito não se vê um pleito eleitoral que, a pouco mais de 15 dias de sua realização, tenha despertado tão pouco interesse dos que são obrigados a ir às urnas. Afinal, trata-se do preenchimento de cargos influenciadores diretos do dia a dia do cidadão: o de prefeito, que no Brasil faz as vezes de mero síndico, responsável pela operacionalidade das cidades e por boa parte de serviços essenciais como a educação e a saúde públicas, embora sem participação na segurança da população; e o de vereadores, que vêm a ser os responsáveis pela elaboração das leis no âmbito municipal. Nas ruas, é comum constatar que as pessoas ainda não sabem em quem pretendem votar segundo critérios de merecimento, mas têm certeza sobre os candidatos que não são dignos de sua preferência, e, assim, acabam se decidindo pelo chamado voto útil, sufragando os postulantes com maior probabilidade de vencer, de acordo com as pesquisas que, no Brasil, intoxicam o eleitor pelo exagerado número, dando a impressão – tomando emprestada uma figura do futebol – de que o treino é mais importante que o jogo propriamente dito.


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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FISCALIZAÇÃO DE RUA EM SP


Em relação à reportagem Fiscalização de rua sofre queda contínua na capital (25/10, A4), ela é interessante, porém incompleta, pois não levou em conta os 41 agentes vistores na lotados na Secretaria Municipal das Subprefeituras (dado de abril de 2020 – portal da Prefeitura de São Paulo).


Fernando T. H. F. Machado fthfmachado@hotmail.com

São Paulo


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A CIDADE E O VOTO


Muito interessante a reportagem sobre a queda de fiscais na Prefeitura para atuar, vistoriar e punir as irregularidades que há em toda a cidade, principalmente o lixo de papéis de candidatos. É uma vergonha, os fiscais somente atuam para aplicar multas e encher o cofre da Prefeitura e, em contrapartida, a cidade de São Paulo está largada, com muito buracos nas ruas, lixo em vias e praças, sem contar a dificuldade do munícipe de acessar as praças de atendimento para solicitar serviços essenciais (pouco pessoal, jogo de empurra-empurra, descaso, omissão e negligência), principalmente aqui, na Subprefeitura Pirituba. Tenho um imóvel que todo ano sofre com enchentes e alagamentos, e tenho requerido isenção, conforme previsto em lei (Lei 14.493 e Decreto 48.767, ambos de 2007), mas ali eles criam dificuldades com o intuito de não conceder o “benefício” aos imóveis afetados por essas ocorrências. Tenho mais de sete processos ali parados, desde 2014, ligo várias vezes para a Regional, em dias e horários alternados, e envio vários e-mails aos envolvidos (não retornam os recados que deixo e não respondem aos e-mails enviados), e também não consigo falar com o subprefeito Edson Brasil. Uma vergonha. Com certeza, ele está nas ruas fazendo boca de urna para o atual prefeito. Enquanto isso, vamos pagando com muito sofrimento os altos impostos (IPTU) para sustentar esta cambada de profissionais que agora visa a manter os seus cargos e seus altos salários e se esquecem de atender às necessidades do cidadão com as benfeitorias de que a cidade necessita, entre elas sistema de drenagem de águas pluviais e piscinão. Não gastam em benfeitorias, mas torram nossos impostos em suas campanhas, e logo a cidade volta a ter enchentes e alagamentos. O povo sofre e o descaso na Regional Pirituba continua. Uma vergonha. A Corregedoria Municipal serve para quê?


João Luis Ortiz jlortiz@outlook.com.br

São Paulo


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REELEIÇÃO NO RJ


A lei eleitoral deveria exigir dos candidatos a cargo eletivo prova de conhecimento de administração pública. Se isso ocorresse, com toda a certeza o sr. Marcelo Crivella seria reprovado e nem seria candidato. Com sua voz maviosa e tudo, está sendo considerado o pior prefeito da história do Rio de Janeiro. Os inúmeros pedidos de impeachment na Câmara contra ele só confirmam a bruta insatisfação geral com sua administração. Fico assustado com a falta de senso de autocrítica do prefeito ao querer ser reeleito.


Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro


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PROPAGANDA ELEITORAL


A propaganda eleitoral gratuita instituída pela Lei n.º 9.504/1997 não ajuda em nada na escolha dos candidatos a prefeito e vereador, apenas incomoda os cidadãos com as inserções nas rádios e demais veículos de divulgação. As mensagens ininteligíveis e grotescas dos candidatos irritam aqueles que desejam conhecer possíveis projetos e melhorias para seu município. É lamentável que nos tempos de redes sociais e tecnologia pujante esta lei não tenha sido revogada. Haja paciência!


Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Petrópolis (RJ)


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‘A FAB E O LEGADO DE SANTOS-DUMONT PARA O PAÍS’


Em 23/10/2020 (A2), o jornal Estado publicou A FAB e o legado de Santos-Dumont para o País, do tenente brigadeiro do ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, comandante da Aeronáutica.  Cuida ele no texto, com propriedade, da importância da FAB para o Brasil. Na 3.ª coluna de seu texto, 2.º §, ele escreve tecnologias, quando o termo correto é técnica. A palavra técnica progressiva e impropriamente está sendo banida na língua falada e escrita em favor de tecnologia. Na 3.ª coluna, último §, escreve que “estamos sempre em busca do novo, do mais moderno e, principalmente, do aprimoramento de nossos profissionais para acompanharem essas inovações”. Ora, “o novo”, “o mais moderno” não significam o melhor, o mais adequado à realidade atual. De passagem: são muito pouco aproveitáveis os portais de nossas instituições militares e universitárias. Sistematicamente falta neles o “e-mail” ou “correio-e”.


Claudio M. Chaves claudiochaves@brasilereformaagraria.com

Piracicaba


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HONRARIA PARA A EMPULHAÇÃO


Os brasileiros não mereciam ser tratados com o escárnio que o Ministério das Relações Exteriores lhes impôs, na quinta-feira passada, condecorando o sr. Ricardo Salles com a maior honraria brasileira (Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco) por “serviços meritórios e virtudes cívicas”. Serviços meritórios? Provavelmente, pelo esforço gigantesco no apoio à destruição do meio ambiente e como membro dos conselhos de administração das concessionárias de serviços públicos que administram os aeroportos de Guarulhos e Brasília (para não fazer nada – êta dinheirinho bom e fácil). Virtudes cívicas? Provavelmente, por “passar a boiada” e pelo desrespeito total por seus colegas de governo e pelo povo brasileiro. Isso demonstra que o Messias não pretende nos livrar desta praga.


Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião


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UM GOVERNO CONTRADITÓRIO


Nenhum governo brasileiro teve atitudes contraditórias e deselegantes como o atual. Embora nem sempre o savoir faire fosse a tônica a imperar entre os ocupantes do alto escalão do poder, sempre havia alguma reserva entre o chefe e seus auxiliares diretos, ou se de fato houvesse existido algo em sentido adverso jamais teria ultrapassado os umbrais do paço. Nos dias atuais a insolência, o despudor, a injúria e até a parvoíce tornaram-se habituais e atormentam os cidadãos esclarecidos de nossa sociedade. Diante de tantos dissabores, parodiando Cícero,  indaga-se: Quo usque tandem, abutere Bolsonaro, patiencia nostra?


Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo


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NENHUMA MULTA AMBIENTAL


Nenhuma multa ambiental foi cobrada em um ano no Brasil, graças a um decreto de Jair Bolsonaro que travou a punição a crimes ambientais. Desde sua posse, Bolsonaro vem trabalhando com afinco para eliminar ou contornar a legislação ambiental e abrir caminho para o crescimento insustentável do agronegócio. Sem mudar as leis, Bolsonaro manobra nos bastidores, torna a legislação inoperante com emendas, desarticula os órgãos de fiscalização como o Ibama e o ICMBio, pune os fiscais que se atrevem a fazer o trabalho, afaga os madeireiros ilegais, e o resultado é o recorde absoluto de queimadas e desmatamentos. Os criminosos da floresta agem com a certeza da impunidade, avançam em áreas de mata nativa, que jamais serão recuperadas, desmatam, queimam, soltam uns bois e pedem a posse das terras. Os criminosos sabem que o presidente da República irá apoiá-los, sabem que os eventuais processos e multas não vão dar em nada, serão perdoados e esquecidos. O Brasil tem de acabar com o governo Bolsonaro antes que o governo Bolsonaro acabe com o Brasil.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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FERROGRÃO


Ministério Público pede para TCU suspender concessão da Ferrogrão (Estado, 22/10). O governo consulta os índios e eles dizem “não”, aí a Ferrogrão vai para o espaço, assim é difícil de governar. Quando residências são desapropriadas para a construção de uma avenida, os moradores são consultados?


Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo


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O STF E O RESPEITO À CONSTITUIÇÃO


Como cidadão indignado, que escreveu a carta Impedimento, publicada neste Fórum dos Leitores (Estado, 7/10, A3), sugerindo a Kassio Nunes Marques declarar-se impedido à vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o que não o fez, agora espero que o STF se recuse a aceitar a nomeação dele, como já foi divulgada no Diário Oficial da União. Lemos, em ponderadíssimo editorial recente Sem aprovação automática (Estado, 20/10, A3), que ao Senado cabe decidir sobre a aprovação, ou não, do nome do indicado. Entretanto, na sabatina que os senhores senadores aplicaram a Kassio, e que deveria ter seguido os preceitos determinados pela Constituição federal, ou seja, do “notório saber jurídico” e da “ilibada reputação”, parece-me que estranhamente não os observaram, apesar de inúmeros fatos questionados e divulgados pelo Estado e pela imprensa em geral, que desaprovavam essa indicação. A aprovação previsível e decepcionante de Kassio ocorrida foi mais um tapa no rosto dos eleitores brasileiros, reforçando o sentimento de serem traídos pelos que elegeram para o Congresso Nacional. Agora, peço ao digníssimo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, que leve ao plenário da Casa a discussão sobre a eventual falta de validade constitucional da aprovação pelo Senado, por desrespeitarem o que determina a Constituição federal. É hora de o STF se impor naquilo que lhe cabe: obrigar respeito à Constituição federal pelos Três Poderes da República.


Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut h.halbsgut@hotmail.com

Rio Claro


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REPÚBLICA HIPÓCRITA DO BRASIL


Temos um novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques, aprovado num jogo de cartas marcadas. Muito antes da decisão, já se sabia o desfecho. Como pode ser? A exigência de reputação ilibada não tinha nenhum valor. Em qualquer país decente, a fraude curricular seria o suficiente para nem ser cogitado ao cargo. Aqui, como desconhecem o que seja uma conduta ilibada, não foi nem levado em conta. Triste país o nosso. Fica claro que a decisão veio de cima. Tudo tem de passar pelo crivo do Jair, senão não tem valor.


Sydney sydney@gourmand.com.br

São Paulo


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O CURRÍCULO DO MINISTRO


O presidente indicou. O Senado aprovou. Mas o currículo bichado eternamente será lembrado.


Jose Wilson Gambier Costa jwilsonlencois@hotmail.com

Lençóis Paulista






 

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