Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2020 | 03h00

Incêndio em hospital

Outra tragédia anunciada


Um dos hospitais mais importantes do Rio de Janeiro, o federal de Bonsucesso, está interditado por causa de um incêndio de grandes proporções, que resultou na morte de três pacientes internados. Embora as causas não sejam ainda oficialmente conhecidas, qualquer cidadão pode deduzir qual o pivô da tragédia, dado que suas instalações nunca passaram por revisão e modernização de seus sistemas desde a inauguração, há mais de 70 anos. Certamente há muitas outras situações semelhantes de abandono e desrespeito à população no País. Além das devidas responsabilizações até criminais, espera-se que agora sejam feitos levantamentos rigorosos das condições de operacionalidade das unidades hospitalares Brasil afora, algumas tão antigas quanto a ora atingida, para que não se repitam as cenas presenciadas, de remoção de feridos e mortos como em tempos de guerra.


PAULO ROBERTO GOTAÇ

PGOTAC@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO


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Negligência


A história dos incêndios no Brasil não deixa dúvidas quanto à negligência do poder público. Os exemplos mais contundentes são os incêndios do edifício Joelma (1974), na capital paulista,  da boate Kiss (2013), em Santa Maria, e do Museu Nacional (2018), no Rio de Janeiro. Não vejo outra explicação que não seja a irresponsabilidade generalizada para que essas tragédias recorrentes aconteçam.


MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

MARIONEGRAO.BORGONOVI@GMAIL.COM

PETRÓPOLIS (RJ)


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Manutenção x tragédias


É da cultura brasileira considerar a manutenção um “gasto”, não um investimento. Para que gastar numa ponte, no Museu Nacional, num hospital, nas pastilhas de freios do carro e do caminhão que já estão aí funcionando, quando precisamos investir em mais pontes, museus hospitais e caminhões? Enquanto persistir tal mentalidade, continuaremos a sofrer tragédias.


RADOICO CÂMARA GUIMARÃES

RADOICO@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Corrupção

Lavagem de dinheiro


“Emocionado”, leio no Estado que um grupo de advogados criminalistas está pedindo a revisão da lei sobre lavagem de dinheiro – claro que em benefício dos ladrões, opa!, quero dizer, dos “pacientes” que defendem, aliás, em muitos casos utilizando recursos desviados. Recentemente a TV reprisou o belíssimo filme O Leopardo (Il Gattopardo), de Luchino Visconti, baseado na obra de Tomasi di Lampedusa. Há uma célebre frase proferida por Burt Lancaster, no papel do príncipe de Salina: “Se queremos que tudo continue como está, é preciso que tudo mude”. Esse grupinho de causídicos deve ter essa frase como Leitmotiv. Os Poderes da República não podem permitir tamanha excrescência!


RENATO AMARAL CAMARGO

NATUSCAMARGO@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO


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Crime hediondo


Um dia me perguntaram se o Brasil tem jeito. Respondi: tem saída, o aeroporto. Jeito, não. Olhem aí advogados querendo tornar a lavagem de dinheiro um crime menor. Até concordaria, em tese, se todo o dinheiro roubado fosse devolvido. Caso contrário, deve ser tratado como crime hediondo. Pena de 30 anos, no mínimo, imprescritível, irredutível e inafiançável já na primeira instância. Aí, sim, diminuirão os casos.


PAULO HENRIQUE C. DE OLIVEIRA

PH.COIMBRAOLIVEIRA@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO


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Raposa no galinheiro


A raposa parece estar tomando conta do galinheiro na Câmara dos Deputados. A comissão designada para discutir a atualização da lei de lavagem de dinheiro, formada em sua maioria por advogados criminalistas que defendem mudanças que contrariam convenções internacionais de que o Brasil é signatário, pode levar até a anulação de sentenças, como mostra a reportagem Advogados propõem esvaziar a lei de lavagem (28/10, A11). O descaramento do pessoal que defende políticos que avançam sobre os cofres públicos não tem limites!


JOSÉ ELIAS LAIER

JOSEELIASLAIER@GMAIL.COM

SÃO CARLOS


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Triplex no Guarujá


Enquanto o ministro Edson Fachin, do STF, nega pedido de Lula, o STJ adia o julgamento do recurso. Quando esses órgãos se vão entender?


ROBERT HALLER

ROBELISA1@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO


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Eleições

‘Partido’ do crime


Enquanto a Polícia Civil, a meu ver, perde tempo investigando a atuação (já antiga) do PCC coibindo a campanha de candidatos em suas regiões de controle, o que ela faz para desmascarar os candidatos obviamente apoiados pela facção criminosa, que, não por acaso, é chamada internamente de “partido”?


OSCAR THOMPSON

OSCARTHOMPSON@HOTMAIL.COM

SANTANA DE PARNAÍBA


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Desânimo


O clima de desesperança do eleitor é visível, já que bons candidatos não conseguem filiação partidária e sempre vemos a repetição de histórias do passado, o que nos entristece e enfraquece a democracia. Nosso sistema representativo precisa de mudanças. Sem reforma profunda, pelo que estamos vendo, vamos mergulhar em conflitos e exclusão social pós-pandemia.


YVETTE KFOURI ABRÃO

ABRAOC@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Em São Paulo

Desordem premiada


Muito oportuno o editorial Um prêmio para a desordem (28/10, A3). Oxalá chame a atenção dos candidatos a prefeito. A fiscalização não está nas ruas só para autuar, mas para garantir o ordenamento da cidade. Quanto mais fiscais nas ruas, mais empresas legalizadas, mais obras e propaganda regulares, menos buracos nas calçadas e lixo nas ruas, o que faz grande diferença na arrecadação de taxas e impostos. Hoje a Prefeitura cobra de todo o comércio, dos serviços e indústrias uma taxa de fiscalização, sem contrapartida.


M. BENEDITA CLARET ALVES FORTUNATO

MBCLARET@GMAIL.COM

SÃO PAULO



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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



A MORTE POR TRÁS DAS ELEIÇÕES


O levantamento (Estado, 28∕10, A4) que revela que só neste ano já morreram 76 pessoas por motivação eleitoral – 16 delas pré-candidatos a vereador e dois a prefeito – é preocupante. O número de vítimas vem aumentando todos os anos eleitorais e pode, até dezembro, bater nos três dígitos, como já ocorreu em 2018. A eleição, historicamente abordada como uma festa cívica, está se tornando algo perigoso. Isso sem contar os crimes ocorridos fora do período eleitoral que vitimaram prefeitos, vereadores e outros políticos. Em vez de criar discutíveis situações especiais, como a reserva de vagas e verba de campanha para mulheres e negros, os congressistas e a Justiça Eleitoral fariam melhor se buscassem meios de pacificação e contenção da violência. Nesse contexto, seria importante, por exemplo, elaborar mecanismos para barrar candidaturas sabidamente custeadas pelo crime organizado. O poder paralelo, infelizmente, existe, mas é ilegal e não pode nem deve ter assento nas instituições públicas. Este quadro conspurca a democracia.

           

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


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CRIME ORGANIZADO


Lendo o texto do Estado sobre as 76 mortes por motivação política no País, volta uma hipótese que me incomoda há tempos e se tornou mais presente desde que Marco Aurélio Mello libertou o traficante André do Rap: sou só eu ou mais alguém pensa que o juiz e seus colegas que tomam essas decisões esdrúxulas, incompreensíveis para a população, podem estar reféns (como também sua família) nas mãos do narcotráfico e de outras organizações criminosas que os sucessivos governantes, sem perdão para nenhum deles, deixaram proliferar sob seus olhos no País?


Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo


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ELEIÇÃO EM SP


O deputado Celso Russomanno, candidato à Prefeitura de São Paulo, descobriu que, agora, é um péssimo negócio eleitoral associar-se ao nome do presidente Bolsonaro, e mudou até a apresentação de seu jingle de campanha. Russomanno, parece, demorou demais para descobrir aquilo que muitos que votaram em Bolsonaro já descobriram há muito, que foi um péssimo negócio nacional terem acreditado tanto num candidato que, após eleito, mais não fez que agir contrariamente a quase tudo o que prometera, principalmente no que se referia à ética, ao combate à corrupção e ao respeito aos devidos sentimentos nacionais por uma administração pública sem vieses interesseiros e demagógicos.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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‘BOLSOMANNO’


Depois de ver seu nome começar a cair nas pesquisas de intenção de voto em São Paulo, como já é de praxe, o notório “cavalo paraguaio” Celso Russomanno deu de esconder o jóquei Jair Bolsonaro de sua campanha política. Pode? Paulistano não é otário. Fora, Bolsonaro, fora, Russomanno!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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INCÊNDIO NO HOSPITAL DE BONSUCESSO


Um dos hospitais de referência do Rio de Janeiro queimou em mais uma tragédia anunciada há anos. Há documentos que mostram os relatórios dos técnicos que retratam mais um desastre que repete o que aconteceu com o Museu Nacional e com dezenas de outros desastres de responsabilidade do poder público. Bombeiros, médicos e enfermeiros lutaram para salvar os pacientes, mas o que acontece com os responsáveis? Nada, absolutamente nada, e podem apostar que a população do Rio ficará muitos anos com uma assistência à saúde cada vez mais precária e os participantes da panelinha se lixando.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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O SUS PRIVATIZADO


O Brasil pode se orgulhar de seu Sistema Único de Saúde, o SUS, e o valor deste serviço ficou bem claro durante a pandemia. Uma internação por covid-19 nos Estados Unidos para uma pessoa que não tenha plano de saúde pode custar mais de US$ 1 milhão. Claro que, na visão tacanha do presidente Bolsonaro, um sistema como o SUS cheira a comunismo e tem de acabar. O SUS poderá ser privatizado e passará a buscar o lucro, e não mais o atendimento à população mais humilde. O Brasil está numa corrida contra o tempo: ou o País acaba com o governo Bolsonaro ou ele vai acabar com o País.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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DECRETO PRESIDENCIAL


Decreto sobre privatização de Unidades Básicas de Saúde é ensaio para desconstruir o Sistema Único de Saúde e decretar a morte do povo brasileiro que não tem dinheiro para pagar por consulta médica nem plano privado de saúde. Jair Bolsonaro e Paulo Guedes a caminho de decretar o extermínio em massa do povo brasileiro. Em marcha, um holocausto verde-amarelo, sonho da direita tupiniquim. Durou 24 horas o decreto de Bolsonaro para contemplar os interesses de Paulo Guedes, cujo sonho é privatizar tudo o que pode ser lucrativo para as grandes empresas.

      

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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OBRIGATORIEDADE DIFÍCIL


É compreensível a posição dos que apoiam a obrigatoriedade da vacinação contra o coronavírus. Evocam o princípio da supremacia do bem coletivo sobre a liberdade individual, na medida em que um indivíduo que se recuse a ser vacinado pode potencialmente contaminar outros. O Supremo9 Tribunal Federal (STF) julgará essa questão e, ao que tudo indica, defenderá esse princípio. Entretanto, convenhamos, como seria aplicada, na prática, essa obrigação? Obviamente, não será por força policial. O deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) protocolou projeto na Câmara propondo que, após 90 dias do início da vacinação, aqueles que não portarem uma carteira de vacinação – que seria obrigatória – e que não tomaram a vacina por vontade própria, caso sejam acometidos pela covid-19, serão obrigados a custear seus tratamentos. E aqueles que tomarem a vacina e, mesmo assim, forem acometidos pela doença, poderão acionar o Estado? Um eventual decreto de obrigatoriedade será sempre polêmico e de difícil aplicabilidade. Terá efeito meramente psicológico.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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A TOQUE DE CAIXA NÃO


A população brasileira não é gado para ser “espremida num curral” e, depois, tocada para o “corredor da morte", para o seu abate. Uma flexibilização nos parâmetros de aprovação da vacina, para agilizar a sua autorização pela Anvisa, a produção e a distribuição, com louros aos políticos envolvidos na façanha, claro, pode representar imensuráveis danos à saúde da população desavisada. Pior será se resolverem punir aqueles que não quiserem tomar a “vacina forçada”, pela falta de comprovação científica adequada de sua segurança e eficácia, enquanto os desavisados ou os que quiserem arriscar a sua saúde vão tomando uma vacina lançada a toque de caixa, sem o rigor científico apropriado, sendo verdadeiras cobaias – e sabemos que boas vacinas levam tempo para serem desenvolvidas, testadas e aprovadas adequadamente. Até agora não sabemos, por exemplo, o que aconteceu de fato com o jovem médico, voluntário nos testes da vacina de Oxford: ele foi infectado pela vacina e morreu das complicações decorrentes da covid-19? A população tem o direito de saber, na minha opinião. Como então se cogita da obrigatoriedade de uma vacina que ainda não existe e não se tem ainda a garantia de sua segurança e eficácia, com o rigor científico apropriado? A população vai aderir a uma boa vacina, comprovada cientificamente e sem flexibilizar no rigor de sua aprovação, mediante uma campanha de qualidade, que esclareça as suas dúvidas e inseguranças, que são muito pertinentes, não acham?


Silvia R. P. Almeida silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo


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GADO?


A mera análise da questão sobre a vacinação compulsória indica que nós estamos sendo tratados como gado. Mas tem um lado bom: vai nos acostumando ao método chinês de governança.


Oscar Müller Oscarmuller2211@gmail.com

São Paulo


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COMBATE AO VÍRUS


Os brasileiros precisam estar conscientes de que só existe uma forma eficaz de combater a covid-19: é a vacina. Vamos, então, respeitá-la, e venha de onde vier.


José C. de Carvalho Carneiro jcdecarvalhocarneiro@hotmail.com

Rio Claro


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BOLSONARO VACHINADO


A China é nosso maior parceiro comercial, entretanto, o digníssimo presidente da República (?) Federativa (?) do Brasil, o senhor Jair Messias Bolsonaro, ainda não percebeu que ele e seus ministros colaboradores (?), e quase o mundo todo, já estão vachinados (sic) compulsoriamente. Prova isso o que escreveu o leitor deste Fórum dos Leitores sr. Túlio M. Soares de Carvalho (Estado, 28/10, A3) informando que nossos aviões Gripen têm componentes eletrônicos – “resistores, capacitores, indutores, díodos e transistores” – fabricados na... China! Acrescento que, se o caça cair, o piloto, se salvo, será tratado com medicação e equipamentos médico-hospitalares produzidos na... China! Sabedoria ancestral e individual são cultuadas na... China! Aqui, Bolsonaro e seu desgoverno só fazem destruir as instituições que funcionam por causa do árduo trabalho de cidadãos de todos os matizes políticos, dedicados a servir a Pátria amada Brasil e o bem comum há muito tempo, sob a égide do Estado Democrático de Direito, tão aviltado na prática, mormente quando o presidente desdenha e desconstrói nossas instituições científicas, ignorando seus pesquisadores – parceiros imprescindíveis da indústria nacional – e desdenhando de nossos melhores profissionais em todas as áreas do conhecimento – incluindo, aqui, a imprensa séria –, quando age com soberba autoritária, tomando decisões pelo governo como se fosse o Estado e a Constituição, em detrimento do respeito à democracia. Cada vez mais Bolsonaro e Lula da Silva parecem faces de uma mesma moeda, defendendo os próprios interesses “políticos”.


Herbert Silvio Augusto Pinho Halbsgut h.halbsgut@hotmail.com

Rio Claro


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NOVA CONSTITUIÇÃO


Esperteza demais, às vezes, engole o esperto. A defesa de uma nova Constituição pelo líder do governo na Câmara expôs-se exageradamente, não sabendo nem esconder quem está por trás (alguém desconhece?) nem os principais alvos da proposta, as entidades que têm “direitos demais”: Ministério Público e agências reguladoras. Duvido, entretanto, que uma nova Constituição expurgasse o que foi herdado do entulho autoritário, sob a forma atual de lixo libertário: o terceiro senador “desbionizado” e sua excrescência, o suplente por compadrio ou laço familiar. Fora, líder...


Paulo M. B. de Araujo pmbapb@gmail.com

Rio de Janeiro


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SE COLAR, COLOU


O líder do governo, Ricardo Barros, além de citar o Chile como exemplo, que ainda adota a Constituição da época de Pinochet, colocou o tema de uma nova Constituição, já que esta “tornou o País ingovernável”. Apesar de dizer ser sua opinião pessoal, não há quem não acredite haver o dedo do governo. Não é a primeira vez que o governo tenta lançar ideias, forçar posição na tentativa de adquirir poder absoluto. É a tentativa do “vai que cola”. Afinal, o líder não colocaria a ideia sem o aval do governo. A fala provocou as mais duras críticas. Todos caíram matando na estapafúrdia tentativa. Quando o governo viu que ninguém comprou a ideia, resolveu ficar quieto e dar de desentendido. Não é a primeira nem será a última vez que o governo tenta. E mais uma vez caiu do cavalo.


Lucia Helena Flaquer lucia.flaquer@gmail.com

São Paulo


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A CONSTITUINTE NO CHILE


Com a deflagração no Chile de um plebiscito popular exigindo uma nova Constituição, com placar a favor de quase 79% da população, não se pode permitir que, de forma oportunista, se tente invocar no Brasil uma alteração em nossa Constituição, como apregoou o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). Isso seria, mesmo contendo nossa Carta imperfeições, uma “desconstitucionalização das garantias de saúde e educação públicas universais” (análise de Adriana Fernandes, Estado, 26/10). Ao ler a entrevista ‘Algumas demandas não exigem mudança’ (27/10, A9), do sociólogo chileno Eugenio Guzmán, chamaram-me atenção as mudanças pedidas, tais como maior intervenção estatal na economia a partir da criação de empresas estatais; o peso do Estado ser revisto quanto às concessões de certos bens e serviços como água e eletricidade; e migração para um regime semipresidencial (o que seria?). Surgem populistas de esquerda ou de direita dizendo que as mudanças devem ir numa ou noutra direção. Já estamos assistindo a este filme em países vizinhos na América Latina. Cabe-nos ficar atentos para sua evolução correta e que não retorne a passados bilateralmente comprometedores. Aguardemos, pois.


Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo


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RECADO CONTUNDENTE


A direita é burra, retrógrada, truculenta, desumana e só se sustenta no poder através do totalitarismo fascista, que ela tem como alvo. A vitória popular no plebiscito chileno, a provável eleição do democrata Joe Biden, nos EUA, e o êxito do candidato de Evo Morales na Bolívia, tudo isso é um recado contundente ao presidente Bolsonaro e ao seu bisonho séquito civil e militar. Que essa gente saiba que, mais dia menos dia, vai acabar na lata de lixo da História.


Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte


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O CHILE E O FUTURO HUMANO


O povo chileno, quiçá inconsciente da importância histórica de sua obra, em expressão quase unânime, deu passo deflagrador de um Estado Constitucional pós-pandêmico. Fundado na prevenção, na solidariedade e na contenção das desigualdades, para o bem de todos. E todos os governos e todos os sentimentos sociais, que oscilam na história, deverão movimentar-se sob os novos valores desse Estado. Isso porque, no constitucionalismo moderno, as Constituições devem ter como referenciais o Estado, uma estrutura sólida e permanente, “a ordem do Estado” (Hegel e os jusblicistas germânicos). Não as sociedades, um “corpo social”, como criam e propunham os primevos – Monstesquieu, Rousseau, Locke – ou governos – Montesquieu, Maquiavel. Conjecturemos trilhar o mesmo caminho do Chile, porquanto nossa Constituição atual antecedeu à queda dos muros e à inesperada pandemia. Não deve ser soberana, seguindo-se a atual experiência do país dos Andes, submetido o texto a um referendo em nove meses, que dirá “sim” ou “não” à proposta. Uma Carta submetida aos princípios de justiça e de direito internacional, porquanto injustiça e xenofobia indutora de conflitos entre nações é precisamente o que se deve pretender superar por meio de Estados formatados por constituições de resiliência da espécie humana.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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OS 80 ANOS DE PELÉ


Qual foi a homenagem que o presidente Bolsonaro fez ao maior jogador de todos os tempos?


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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IGNORADO PELO PLANALTO


Jair Bolsonaro, como ex-capitão expulso por indisciplina do Exército, prefere elogiar torturadores e ditadores a filhos nobres desta nação. Não teve a dignidade de cumprimentar o Rei Pelé, pelos seus 80 anos de idade. O maior craque da história do futebol mundial, que fez e continua fazendo muito pelo Brasil. Que, mesmo reverenciado em todo o mundo, infelizmente não foi homenageado pelo presidente do Brasil. E, enquanto o país do futuro não chega, vida longa a Edson Arantes do Nascimento, nosso Rei Pelé. 


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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MAURÍCIO DE SOUSA


Fez 85 anos um dos grandes gênios brasileiros, Maurício de Sousa, aquele que entrou no inconsciente coletivo de todas as crianças, jovens e muitos adultos, que ainda, como eu, adoram ler seus gibis e suas criações extraordinárias: Cascão, Mônica, Cebolinha e cia.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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