Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

01 de novembro de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Carestia


O custo de vida está nas alturas. Cada vez que se vai ao supermercado, menos alimento se leva para casa. Ponho-me a pensar em como está sendo a vida dos quase 14 milhões de desempregados do País. Se está difícil para quem tem trabalho, imagine-se para quem não tem. Arroz, óleo de soja, tomate, leite e carnes se destacam no aumento dos preços. Mas é melhor não reclamar com o presidente da República, vai doer menos. Um cidadão que o abordou no domingo passado queixando-se do preço do arroz recebeu uma resposta inaceitável para um governante. Todo o cuidado é pouco.

JEOVAH FERREIRA jeovahbf@yahoo.com.br

TAQUARI (DF)


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Parlapatices


Quando será que Jair Bolsonaro vai raciocinar, fechar a boca e deixar de dar declarações sem um mínimo de senso?


LAERT PINTO BARBOSA laert_barbosa@globo.com

SÃO PAULO


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Ideia fixa


Temos dois graves problemas: pobreza e desemprego. A pobreza resolve-se em longo prazo com educação e treinamento. Já o desemprego exige investimento em curto e médio prazos. Mas o governo está perdido, sem plano para o País, só pensando na reeleição.


MANUEL PIRES MONTEIRO manuel.pires1954@hotmail.com

SÃO PAULO


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Expediente


“Nhonhar” em Fernando de Noronha com tudo pago pelo contribuinte é um dos maiores esforços já feitos por autoridades para tirar o País do buraco.


A. FERNANDES standyball@hotmail.com

SÃO PAULO

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Nova Constituição?!


O editorial O avesso da democracia (29/10, A3) combate, com razão, a absurda proposta de nova Carta de um líder deste governo, que nem consegue distinguir o que é democracia. Nossa Constituição merece, sim, alguns retoques. E eu apontaria um que vem sendo cada vez mais exigido: a previsão de uma ação muito mais efetiva contra o uso do poder público em benefício próprio. Exemplos não faltam. Os mais recentes e repulsivos: no Executivo, o presidente tentando usar a Abin para proteger o filho; e no Legislativo, legislando em causa própria, corre um projeto para reduzir o combate à corrupção. Mas novas emendas à Constituição só quando tivermos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário plenamente democráticos. Vamos tentar em 2022.


LUIZ RIBEIRO PINTO brasilcat@uol.com.br

RIBEIRÃO PRETO


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Pandemia


Isolamento


Chegando a quase oito meses de quarentena, o humor e o astral descem mais um degrau. Conversando com amigos ao telefone, concluo que, se antes havia apenas o isolamento social do início do período pandêmico, agora há também o isolamento em relação a quem não está mais isolado – a sensação de estar isolado no isolamento, uma vez que, por vários fatores, muitos já não o seguem. E há o isolamento do País. Seja qual for o resultado da eleição nos EUA, nosso isolamento do mundo já é inegável. Quantos isolamentos ainda virão? Quantos degraus mais desceremos? Que porão é esse para onde vamos?

CLAUDIA FREIRE clofreire@gmail.com

SÃO PAULO


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Três Brasis


Um dos ensinamentos da pandemia é que somos três países dentro de um só. O primeiro é o dos 14 milhões de desempregados, que lutam dia após dia para sobreviver e ter alguma esperança. Mesmo na lona, têm de pagar impostos pelo pouco que consomem (água, luz, comida) sem ter nada em troca. O segundo país é o dos cerca de 90 milhões de trabalhadores da iniciativa privada, aposentados e empresários de todo tipo. Estes vivem cada dia em sobressalto, criando riquezas e pagando impostos altos para tocar suas atividades. Para essa turma um ano é longo prazo. O terceiro país é o dos servidores públicos e inativos, mais de 25 milhões consumindo de forma injusta, e sem criar riqueza, os recursos do País. Ali o tempo não conta, salvo para computar benefícios e mordomias. Tem gente boa, sim, mas, infelizmente, apenas uma parte. Nesta pandemia cada um desses grupos vive de forma diferente, com perspectivas desiguais. O Brasil é injusto desde o DNA do cidadão.


ANDRÉ LUIS COUTINHO arcouti@uol.com.br

CAMPINAS


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Depois da covid


Protegidos pelo distanciamento social imposto pela pandemia, nossos homens públicos, supostamente eleitos ou escolhidos para representar e defender a sociedade, não têm medo ou vergonha de perpetrar barbaridades contra os interesses do povo. Eles estão blindados momentaneamente contra a indignação popular. Não fosse o vírus, nesta hora já haveria grandes manifestações de rua. Os casos de corrupção na saúde em que estão envolvidas altas autoridades, as declarações cheias de cinismo contra a Lava Jato, as decisões a favor da soltura de bandidos, a escolha e aprovação de magistrados só por serem amigos do rei, tudo isso faz aumentar a ira dos cidadãos conscientes, momentaneamente represada. Há quatro anos, quando das manifestações que resultaram em impeachment, a grande maioria dos que foram às ruas não estava interessada em direita ou esquerda. Apenas defendia a ideia de que nossos representantes têm a obrigação de tratar com decência a coisa pública. Essa ideia vai ressurgir forte assim que a pandemia acabar.


MANOEL LOYOLA E SILVA magusfe@onda.com.br

CURITIBA


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Em São Paulo


IPTU de 2021

Os candidatos a prefeito e vereador não se têm manifestando sobre o IPTU. Mas sabemos que depois da eleição, na calada da noite, vão manobrar para nos impor mais um aumento abusivo, como tem sido feito nos últimos anos. Olho vivo!


JOÃO ERNESTO VARALLO jevarallo@hotmail.com

SÃO PAULO


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



NÃO PRECISAMOS DE OUTRA CARTA


Francamente tendenciosa e estapafúrdia a observação do líder do governo na Câmara, Roberto Barros, de que a Constituição de 1988 tornou o Brasil ingovernável por ter uma “situação inviável orçamentariamente”. A questão orçamentária sempre foi política e de gestão, não tem nada que ver com o texto fundamental da Constituição. Quanto à necessidade de “equilibrar os poderes”, pois segundo ele o “poder fiscalizador ficou muito maior que os demais”, é justamente o contrário: é porque os poderes estão equilibrados que a Constituição funciona, e são os freios e contrapesos entre eles que irritam certos setores da sociedade, alguns políticos e membros do governo, a começar pelo presidente Jair Bolsonaro, de quem, a despeito de se declarar respeitador da Carta Magna, não foram poucas as manifestações de indiferença e até de desprezo por ela desde o início de seu mandato. A atual Constituição está longe de ser perfeita e existem vários pontos polêmicos, mas é graças a ela que vivemos sob a égide da democracia há mais de 30 anos.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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MAIS UM ALGOZ


A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em nota, manifestou-se e concluiu ser inconstitucional e, mesmo, uma ruptura da ordem constitucional democrática a sugestão de um parlamentar pela realização de um plebiscito nacional sobre a feitura de uma nova Constituição federal. Mas desde quando plebiscitos dessa natureza são inconstitucionais? Desde quando rompem com ordens constitucionais e democráticas? Só se for desde que a OAB se tornou um reduto de interesses antidemocráticos, um reduto de ideólogos afeitos às fortunas defendidas por advogados que, democraticamente, constitucionalmente, enchem suas burras com grande parte do dinheiro que corruptos de sempre retiram do bolso dos cidadãos que nem sequer têm a OAB para lhes socorrer, tendo-a, justo e já agora, como mais um algoz de emboscadas, algoz feroz, isso sim, da própria democracia. Francamente, senhores!


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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BALÃO DE ENSAIO


Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo Bolsonaro na Câmara, está propondo uma nova Constituição, alegando que os cidadãos brasileiros têm muitos direitos e poucas obrigações. Claro que é um balão de ensaio que não vai adiante. Mas dá para sentir o que pretende o governo. Não vai conseguir...


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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CONSTITUIÇÃO


A respeito da polêmica fala do líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), sobre a realização de um plebiscito para a convocação de uma Assembleia Constituinte para redigir uma nova Constituição, retratada no oportuno editorial O avesso da democracia (29/10, A3), cabe lembrar que há pouco, num gesto tresloucado à Luiz XIV, o presidente Bolsonaro chegou a dizer em alto e bom som “eu sou a Constituição”. Vai que...


J. S. Decol  decoljs@gmail.com

São Paulo


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O PROFÉTICO CHACRINHA


Quando Chacrinha criou os bordões “na televisão nada se cria, tudo se copia” e “eu vim para confundir, não para explicar!”, não sabia, mas foi profético. Os dois servem muito bem para definir a linha mestra do governo Bolsonaro. Tão logo tomou posse, passou a copiar, para azar nosso, os atos do presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, que não deveria ser exemplo para ninguém. E começou pelo que ele representa de pior: a teimosia em não reconhecer o aquecimento global, negando o que já foi comprovado pela maioria dos cientistas do planeta. Os apoiadores do presidente brasileiro, enquanto não tiveram as asas cortadas pela Justiça, desfilavam pela esplanada em Brasília empunhando ilegalmente a nossa bandeira, onde se lê Ordem e Progresso, pedindo intervenção militar, com Bolsonaro de presidente. Copiavam passeatas contra o governo Dilma – na época corretas e necessárias – propondo agora, nada mais, nada menos, que um golpe de Estado, com o apoio ilegal do presidente. No decorrer do tempo, o presidente sempre foi criando empecilhos em quase todas as iniciativas necessárias para o País, destacando-se a indevida oposição ao isolamento social necessário para combater a pandemia. Não bastassem todas essas péssimas decisões, agora o líder do governo na Câmara dos Deputados copia o que vem ocorrendo no Chile, num contexto totalmente diferente do nosso país, e propõe que façamos uma nova Constituição, já que, segundo ele, a nossa tem muitos direitos e poucos deveres – copiando, para dar um efeito ao seu pleito, célebre fase do presidente Kennedy, dos Estados Unidos. A pretensão de uma tentativa de conseguir prorrogar, sabe-se lá por quanto tempo, o mandato de Bolsonaro é por demais escancarada. Enquanto isso, grileiros, “garimpeiros” e madeireiros vão dizimando as nossas florestas, que são a esperança da nossa civilização para frear o aquecimento global e evitar catástrofes ponderáveis. Como diria o meu pai, que também era da Toscana, “ca nisciuno e fesso”.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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PRIMEIRO GRAU


O ministro do Meio Ambiente chama os coleguinhas de “Maria fofoca” e de “Nhonho”; o presidente da Câmara dos Deputados puxa as orelhas do presidente do Banco Central; o ministro da Economia dá tapinhas na cabeça do seu desafeto, o secretário de Desenvolvimento Regional; e o presidente da República bota um guardanapo na boca do ministro da Saúde, seu puxa-saco. Assim a República de Brasília não é mesmo para ser levada a sério. O ambiente por lá mais parece uma escolinha de primeiro grau.


Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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APELIDOS NO GOVERNO


O ministro Ricardo Salles realmente se preocupa com o seu meio ambiente, dando apelidos a companheiros próximos. Entretanto, quanto ao nosso meio ambiente, seus resultados e atitudes, ele pode torná-lo conhecido como nhem nhem nhem.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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DESTRUIDOR


A fala de Rodrigo Maia de que Ricardo Salles, não satisfeito com destruir o meio ambiente, quer agora destruir o próprio governo, carece de um item: de dizer que Salles destrói o meio ambiente com o beneplácito de seu chefe, Jair Bolsonaro.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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ATÉ QUANDO?


Ricardo Salles perde mais uma! Até quando vamos ter de aturar o ministro? Tomara que seja atropelado por uma boiada.


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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O MINISTRO ERRADO


Se Ricardo Salles fosse ministro da Saúde, ele iria derrubar todas as restrições ao tabagismo, usaria argumentos como livre arbítrio e defesa dos empregos para reestabelecer as propagandas de cigarros, inclusive nas escolas. Todas as principais ações do ministro do Meio Ambiente têm o indisfarçável objetivo de prejudicar o meio ambiente. A presença de Salles no cargo representa um evidente conflito de interesses e desvio de finalidade. O Brasil espera que o novo ministro do Meio Ambiente seja alguém disposto a lutar pela causa da preservação do meio ambiente, que se oponha de forma saudável e construtiva às pretensões da bancada ruralista e que reverta a péssima imagem do País na área ambiental.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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BRASIL DESGOVERNADO


Mais um decreto assinado por Jair Bolsonaro, este sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), apresentado sem consultar as partes interessadas, autoritário que é o presidente, sofre duras críticas e acaba sendo logo em seguida revogado. Por incrível que possa parecer, este decreto aventava a concessão das Unidades Básicas de Saúde (UBS) à participação privada, porém não trazia a assinatura do ministro da Saúde, mas do ministro da Economia, Paulo Guedes. Uma piada! É assim, nas coxas e sem dialogar com o Congresso e interessados, que este governo resolve apresentar projetos, como foi com a reforma tributária e com a administrativa, por exemplo. Da mesma maneira, o governo Bolsonaro tem um Ministério da Educação que há 22 meses não dialoga com Estados e municípios, enquanto o da Saúde, nesta pandemia, foge das suas responsabilidade, mesmo em meio a quase 5,5 milhões de infectados e 156 mil mortes em razão da covid-19! Ora, não dá para dizer que o Brasil está sendo governado.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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INSANIDADE


A revogação do decreto presidencial determinando que o Ministério da Economia promovesse estudos para a entrega das Unidades Básicas de Saúde à iniciativa privada mostrou a discordância dos sistemas públicos de saúde contra a medida. Neles, ninguém foi consultado sobre o assunto. Tratou-se, mesmo, de mais uma insanidade do atual ocupante da Presidência.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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SUS


O SUS foi uma das conquistas da sociedade na Constituição de 1988. A questão é que não funciona. Sem entrar no mérito se há uma procura exagerada por atendimentos médicos pelo SUS e deficiência de pessoal, a verdade é que não funciona a contento. Tudo é demorado. Quem fez ou faz uso sabe disso. Os telejornais estão aí para mostrar. Aí, fala-se em privatizar, e há uma grita. Concordo, em parte. Não se tem garantia de que funcionará. Temos exemplos das privatizações feitas no governo FHC. Lembram? O mote era de que a concorrência melhoraria e as empresas, com novas técnicas e tecnologias, prestariam um serviço melhor. Eu não estou vendo concorrência nem melhoria. Energia, por exemplo, no que o País foi fatiado em áreas e em cada uma temos uma concessionária. Essa que é a concorrência? Na telefonia, estamos à mercê de três operadoras que fingem competir entre elas, mas que no fundo é tudo farinha do mesmo saco. De novo, pergunto, cadê a concorrência? E assim seria com o SUS privatizado. Não que não seja a favor, mas com mecanismos e salvaguardas para o governo se garantir e não permitir que aconteça o que acontece com as privatizações feitas até agora. Há privatização nas quais o serviço foi delegado a uma empresa. Isso é concorrência? Eu aprendi que isso é monopólio. A proposta do governo, que já foi revogada, estabelecia que o governo faria os pagamentos pelos atendimentos, procedimentos, etc., já que como o SUS, pela Constituição, é gratuito, não se pode privatizar e criar um ônus para a sociedade. Também é para se pensar seriamente, sem paixões políticas, se do jeito que está adianta de alguma coisa.


Panayotis Poulis  ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

  

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VOTO OBRIGATÓRIO


Por que o voto é obrigatório no Brasil se a vacina contra a covid-19, ainda em desenvolvimento, pode não ser? Manter esse modelo político não democrático é mais importante que a vida dos cidadãos? Esse modelo só é defendido por aqueles que dele tiram proveito de todo tipo, por legislar em causa própria, em detrimento da população anestesiada com programas ditos sociais, como Bolsa Família e outras modalidades. A nossa tão comemorada, bajulada e elogiada Constituição está toda emendada (ou remendada), quase desfigurada, à mercê dos membros da aristocracia política e jurídica, além de manipular políticas enfatizando a exclusão social. Exemplo: política de cadastramento só digital para auxílio emergencial.


Massafumi Araki massafumi.araki@gmail.com.

São Paulo


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A VIDA EM PRIMEIRO LUGAR


É indignante, deprimente e estarrecedor saber que no Brasil, mesmo depois da morte de quase 160 mil pessoas, a aprovação do uso de uma vacina salvadora da pátria deve ser objeto de discussões e discórdia política. O fato de que assim o seja no Brasil é uma evidência da pandemia da gestão desastrosa ideologizada por parte do governo de Jair Bolsonaro. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já tem de se ocupar com decisões sobre a compra de insumos para a fabricação do imunizante por aqui surgido até o momento. Trata-se da vacina Coronavac, fabricada pela empresa chinesa Sinovac e encomendada pelo governo paulista. E daí, qual o problema? A China é hoje um dos países que detêm tecnologia de primeira em tudo o que desenvolve, produz e fabrica. Esse processo virou uma rixa entre Bolsonaro e o governador João Doria, prováveis adversários nas eleições de 2022. O presidente faz campanha irracional contra a adoção da vacina e a obrigatoriedade da imunização – e o Instituto Estadual Butantan, responsável pela fabricação da vacina no País, alega que a Anvisa retarda a aprovação da importação dos insumos – o que, no mínimo, se é verdade, seria um grave crime lesa-pátria, contra o cidadão brasileiro que reza para que o quanto antes surja uma vacina eficaz que evite a morte de outros milhares de brasileiros.


Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul


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A REGRA É CLARA


Quanto mais pessoas vacinadas, menos pessoas infectadas, por isso que o Supremo Tribunal Federal (STF) já demonstrou tendência para que a imunização seja declarada compulsória. Afinal, não foi compulsório o pagamento da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF)? E quanto à obrigatoriedade da apresentação da carteira de vacinação em dia para conseguir matricular um filho na escola? Afinal, estamos combatendo com unhas e dentes a pandemia no Brasil e a obrigação é de todos os brasileiros. Imbecilidades à parte, não adianta o negacionista Bolsonaro dizer que “a vacina não é uma questão de Justiça, mas uma questão de saúde”.


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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PERDA DE TEMPO


Temos um presidente que nem sabe falar, mas fica o tempo todo falando de Medicina, vacinas, meio ambiente, relações internacionais e, pior que tudo, os cidadãos pensantes passam o tempo todo discutindo essas tolices. Erramos em nossa escolha na última eleição, vamos pensar como poderemos reencontrar nosso rumo.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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SINAIS TROCADOS


Ah! Benditos editorialistas que nos emprestam suas palavras para expressar nossos sentimentos. O editorial de ontem Os padrões do comportamento civilizado (30/10, A3) retrata com perfeição a baixeza com que são tratados adversários de certos candidatos que, quanto mais agressivos e cruéis, mais são sentidos como fortes por aqueles que subvertem os valores de ordem ética, do respeito mútuo e da cidadania. Parece que essa decadência do processo civilizatório tem influenciado mais especialmente aqueles que são escolarizados e com acesso a fontes de informação. E os candidatos mais educados e civilizados, ao contrário de apreciados, são percebidos como fracos surpreendentemente, quando deveria ser exatamente o contrário. Exemplo claro disso é o caos que se estabeleceu no País com Jair Bolsonaro, que não consegue liderar nem governar adequadamente com seu comportamento errático e disruptivo, mas que assim mesmo passa para uma parcela da população uma sensação de que só dessa forma irá defendê-los de fantasias paranoicas e surreais da invasão de chineses e toda sorte de “comunistas” prontos para tomar nosso país de assalto, isso sem contar outras crenças mirabolantes. E, para tanto, pode-se “fazer o diabo”, como dizia Dilma Rousseff, que também achava normal valer-se de qualquer estratagema para esmagar o adversário. Usando a mesma estratégia despudorada, o sr. Celso Russomanno insinuou que o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, poderia não concluir seu mandato caso eleito – justo ele que, mesmo em meio a um tratamento penosíssimo, conseguiu continuar governando, o que prova sua força e competência. Que horror tudo isso! Que o povo brasileiro consiga atravessar logo esta fase de insanidade, porque com ela caminharemos para o abismo, ao invés de caminharmos para o nosso tão necessário e sonhado desenvolvimento social e humano. Nossos descendentes merecem um futuro mais promissor do que isso que temos agora a partir dessa ambiência com sinais trocados.


Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas


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FORÇAS SADIAS


O número de crimes por motivos eleitorais aumenta de ano para ano no Brasil. Tal fato reflete o caráter violento, turbinado por ódios pessoais e às vezes ideológicos, que se manifestam quando está em jogo a disputa por cargos eletivos. Além dessas motivações, há, no entanto, um fator paralelo, talvez ainda insuficientemente considerado, que concorre para o crescimento das referidas ações ilegais e vem corroendo lenta e inexoravelmente as bases da sociedade organizada, além de ameaçar a boa prática democrática. Trata-se da invasão gradativa do crime organizado e suas ramificações no processo de conquista de poder político mediante o patrocínio a candidatos e a interferência nas atitudes dos eleitos, influenciada pelos líderes desta atividade criminosa que tem integrantes infiltrados nos setores de segurança e dispõe de representantes nas Câmaras  Municipais, Assembleias e até em tribunais, atraídos coercitivamente ou por esquemas de corrupção. Sua influência é tal que, em algumas metrópoles, já domina o modo de vida de boa parte a população. Urge que as forças sadias  responsáveis pela correta condução do Estado Democrático de Direito se mobilizem e pressionem os instrumentos de Estado no sentido de travar a perniciosa marcha.


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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A COVID-19 E O CARNAVAL


Em fevereiro, tem carnaval, diz a música País Tropical, de 1969. Mas fevereiro de 2021 será diferente. Organizadores e escolas de samba do Rio de Janeiro decidiram não realizar a festa sem a chegada das vacinas e a imunização da população contra a covid-19. É uma decisão que as outras cidades que também fazem carnaval terão de tomar, inclusive quanto aos clubes. Para os mais preciosistas, o ideal teria sido não fazer nem o carnaval de 2020, quando já haviam notícias de que o coronavírus varreria o mundo. As restrições sanitárias ainda vigentes (uso de máscara, não aglomeração e distanciamento pessoal) inviabilizam a realização de desfiles ou bailes carnavalescos. Se eles acontecerem, poderão provocar uma nova onda de infestação. Países europeus enfrentam esta segunda onda agora, com o vírus mudando em relação ao da primeira fase. E a Organização das Nações Unidas (ONU), num estudo realizado por 22 cientistas, diz que o mundo está sujeito a uma “era de pandemias”, existindo 500 mil vírus que podem atacar o homem. É preciso muita cautela...                        


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo           

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