Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

02 de novembro de 2020 | 03h00


Desgoverno Bolsonaro

Desprestígio em alta


Lendo o Estado dos últimos dias passei a perceber quanto o presidente Jair Bolsonaro está perdendo o prestígio conquistado com a ajuda financeira conhecida como “corona voucher”. Cheguei a pensar que fosse pela demora na definição do programa Renda Cidadã. Mas, não. A razão, cada vez mais clara, é o comportamento do mandatário, exemplificado pela vergonhosa atitude perante o povo maranhense, pelo menosprezo aos paulistas e pela postura xenofóbica relativa à vacina chinesa, recheada de ataques ao governador de São Paulo. A coisa degringolou a ponto de candidato a prefeito que liderava a disputa despencar nas pesquisas após receber apoio público de Bolsonaro. Desse jeito acabará perdendo o “guarda-chuva” do seu governo, que são os generais ainda fiéis ao capitão.


TOSHIO ICIZUCA toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba



Renda Cidadã


Bastaria cortar 10% dos penduricalhos dos três Poderes para bancar o programa. E ainda sobraria dinheiro.


MILTON BULACH mbulach@gmail.com

Campinas



Agora ou nunca


O mundo em compasso de espera e o Brasil mergulhado na mais profunda crise econômica, social e até política. A alta inflacionária é galopante e o fim do auxílio emergencial, desesperador para os carentes. É agora ou nunca que Bolsonaro terá de mostrar a sua capacidade.


CARLOS HENRIQUE ABRÃO abraoc@uol.com.br

São Paulo



CNJ

Filho de ministro


A aprovação pela Câmara do nome do filho do ministro Napoleão Nunes Maia, do STJ, para compor o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), é um verdadeiro acinte, pois advém da influência do pai entre os deputados. Mário Nunes Maia – pasmem! – tem apenas um ano de aprovação no Exame da OAB, é, portanto, um advogado inexperiente, sem o notável saber jurídico exigido pela Constituição. Todo o procedimento está errado, a indicação de nomes para aprovação pelo Congresso não é regida por critérios técnicos, mas feita de qualquer modo. Resta agora ao Senado corrigir tamanha desfaçatez.


DARCI TRABACHIN DE BARROS darci.trabachin@gmail.com

Limeira



Fiscal de juízes


Na avaliação da indicação do filho do ministro, vale lembrar o que dispõe o artigo 103-B da Constituição, que define composição e competência do CNJ. O que chama a atenção é que, na composição do colegiado, o item XII desse artigo diz que dois membros serão indicados pelo Conselho Federal da OAB e dois pelo Congresso, um pela Câmara e outro pelo Senado (inciso XIII), dentre cidadãos de notável saber jurídico e reputação ilibada. São esses os requisitos para a indicação de não integrantes do Judiciário. Pela reportagem de 31/10 (A13), deduz-se que a indicação partiu da Câmara. Pergunto: alguém com um ano de advocacia detém notável saber jurídico para exercer o cargo e fiscalizar as atividades do Poder Judiciário? Tempos esquisitos.


ANTÔNIO DILSON PEREIRA advdilson.pereira@gmail.com

Curitiba



Rumo ao título


Após breve período na docência me descobri apaixonado por lecionar e sempre me perguntam: “Por que, então, não volta a dar aulas?”. Respondo que as instituições “cobram” mestrado para contratar professor em nível de graduação. Respeito o critério de seleção, embora, para mim, o mestrando (ou o mestre) seja um cientista, e ser professor ou não é uma opção de carreira. Recentemente, contudo, vimos um caso de doutorado sem aprovação de tese, pós-doutorado obtido antes do doutorado, mestrado “feito” em alguns dias, etc. Quando pensei que já tinha visto de tudo, eis que surge o caso do advogado habilitado há cerca de um ano que cursa mestrado em Lisboa e três “pós-graduações” (presumo especializações lato sensu) no Brasil, simultaneamente, e ainda encontrará tempo para atuar no CNJ! Impressão minha ou a questão da “titulação”, por aqui, anda meio estranha?


RODRIGO MARIN adv.rsmarin@uol.com.br

Osasco



Carreira profissional

Educação continuada


Em reportagem no Estado de 31/10, a jornalista Renée Pereira observa que o aprendizado continuado (lifelong learning) talvez seja antigo. Realmente é. Em Campinas temos o Curso de Atualização Cultural “Marina Homem de Mello”, há 50 anos (desde 1971) em permanente atividade – só agora interrompida temporariamente pela covid.


NEUSA VERGINELLI THUT, professora aposentada – coordenadora

neusathut@gmail.com   

Campinas



Planos de saúde

Aumentos abusivos


Li que a cobrança retroativa de reajustes de planos de saúde deverá ser parcelada. Espero que, em razão da pandemia, as operadoras e a ANS estejam atentas para que os aumentos não sejam abusivos, muito mais altos do que a inflação, como tem sido. Está difícil a situação financeira de grande parte das pessoas que se esforçam para manter seus planos. E ninguém deixa claro como são feitos os cálculos desses reajustes.


TANIA TAVARES taniatma@hotmail.com

São Paulo



Doação de sangue

No HC


Ouvi no rádio que o Pró Sangue estava com o estoque a zero, havia tipo de sangue que não durava mais um dia. Fui até o Hospital das Clínicas (HC),

arrisquei minha saúde, gastei  R$ 25 em estacionamento e quando cheguei lá deparei com uma fila única, imensa, para todos os que precisavam entrar no prédio. Espero que tomem esta manifestação como uma crítica construtiva e tomem medidas para facilitar a entrada de quem vai doar sangue, no intuito de se obterem mais doações.


AMANDA DONHA amandadonha@gmail.com

São Paulo


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



PROFISSÕES DO FUTURO


Investigador ou cientista de dados, gerente de frota de veículos autônomos, alfaiate digital e outas coisas que nos parecem esquisitas são as profissões do futuro identificadas pela multinacional de tecnologia Cognizant (Estado, 26∕10, B7). A empresa tem uma lista das 21 profissões previstas para até 2028. Para nós, que somos do tempo em que o curso de datilografia era importante e terminava com formatura festiva, é o admirável e assustador mundo novo se concretizando. Ficam perdidos no passado os tempos da vida num rancho de criação ou em oficinas artesanais. A tecnologia veio para substituir tudo, com vantagens. Estamos na era em que os aparelhos e máquinas “conversam entre si e substituem o humano nas funções repetitivas”. É preciso, agora, adaptar as leis para este novo tempo. No Brasil, a legislação trabalhista octogenária tem de ser mudada. A política paternalista que priorizou sindicatos e até ensejou que eles atuassem política e ideologicamente tem de ser totalmente alterada. Só deve sobreviver o sindicato que cuidar dos interesses do associado e, com isso, convencê-lo a pagar as mensalidades. A tendência é todos ganharmos com esta nova situação.


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                    

        

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REFORMAS


Em recente entrevista com o economista-chefe do Goldman Sachs para a América Latina, Alberto Ramos, publicada no dia 26/10 no Estado, lemos o que estamos cansados de saber. O governo do presidente Bolsonaro precisa fazer as reformas prometidas, com urgência. É preciso, senhor presidente, enfrentar as grandes corporações, enfrentar os privilégios dos funcionários públicos, fazer as privatizações necessárias. Não se deixe iludir pelo poder, sr. presidente. Tenha em mente o melhor para o nosso país.


Cleo Aidar cleoaidar@hotmail.com

São Paulo


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DISSIMULAÇÃO


Quando o presidente Bolsonaro “vendeu a alma” ao Centrão para poder justificar a possibilidade de governar o País e aprovar reformas importantes, nada está acontecendo. Parece que foi só para eventuais apoios para a família e a eleição de 2022. O Brasil merecia melhor sorte.


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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ENQUANTO PASSA A BOIADA


Enquanto “passa a boiada”, o presidente Jair Bolsonaro, de camarote, vê os investimentos internacionais caírem 50%; vê a Bolsa derreter; vê o dólar subir vertiginosamente; vê a reforma tributária e a administrativa inertes; vê as privatizações paralisadas; vê as queimadas e o garimpo ilegal em alta; vê o auxílio emergencial em extinção; vê o combate à pandemia e à saúde totalmente desamparados; vê o Centrão governando e exigindo cargos e verbas, enquanto ele permanece rezando para ser reeleito, como já disse lá atrás. Pobre Brasil!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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PRESIDENTE-PROBLEMA


O presidente Bolsonaro é sempre parte do problema, e nunca parte da solução. A péssima gestão da pandemia, o holocausto ambiental, a disparada do dólar, a volta da inflação, a fuga de capitais e de investimentos, a inoperância na educação e na cultura, tudo culpa de Jair Bolsonaro. O mercado internacional já nem toma conhecimento do Brasil, Bolsonaro não seria recebido por nenhum líder europeu, seu único apoio estrangeiro, Donald Trump, deve encerrar a carreira nesta semana que se inicia. Além da catastrófica gestão, Bolsonaro acumula escândalos de corrupção dignos dos piores momentos de Lula e Dilma. A bancada da corrupção deve estar realmente muito contente com Bolsonaro, só isso explica o fato de ele ainda não ter sofrido o impeachment por unanimidade. Com a palavra, Rodrigo Maia.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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NOTICIÁRIO


“Não existe uma só notícia de corrupção”, repete Bolsonaro. O homem está cego. É só o que aparece nos jornais todos os dias.


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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DO NADA A LUGAR ALGUM


Depois da transfiguração da ode à tubaína em nomeação no Supremo Tribunal Federal (STF), a homofobia explícita na demonização do guaraná cor-de-rosa no Maranhão. No Brasil, sem sair do lugar, já fomos do nada a lugar algum. Este Jair já cansou...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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VISITA AO MARANHÃO


O presidente Bolsonaro é o exemplo mais transparente de como o Brasil está precisando, e muito, de investimento em educação.


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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UTI URGENTE


As comadres Heleno & Ramagem, madrinhas de Flavinho Bolsomito, o enfant terrible do messias, nos dão conta de que temos um governo doentio e que precisa ir para a UTI com a máxima urgência. Atônita, a sociedade aparenta estar encantada pelo mago Merlin, enquanto a balbúrdia generalizada mantém a anestesia (e o torpor aumenta). Há quem se pergunte “como pode isso acontecer?” e há quem saiba a resposta, porém não se encontram as atitudes realmente patrióticas necessárias para evitar essa tragédia anunciada. Ao contrário da Física, da Química e das ciências em geral, o ser humano é uma expressão do caos contido e instável; dificilmente se sabe exatamente quando ele vai explodir. Tomados pela pandemia mais rápida e disruptiva de que se tem notícia, muitos países e respectivos governos também parecem meio perdidos com o microscópico e imprevisível vírus que vem chacoalhando nossa civilização. Mas o Brasil do messias e os EUA de Trump são os recordistas mais notórios da estupidez humana, com destaque para nós, que vencemos em todos os piores quesitos sociais e econômicos. Enquanto isso, militares da pior qualidade (escolhidos a dedo por um medíocre capitãozinho) continuam a se esfarrapar e perder uma credibilidade duramente reconquistada depois dos “anos de chumbo”. Até quando suportaremos este estado de calamidade e mesquinhez é uma questão dificílima de responder, especialmente porque isso depende em primeiro lugar de uma Educação ampla e com qualidade coreana ou finlandesa, realização que não depende de apenas um governo: é um resultado de longo prazo, para gerações futuras. Num balanço geral e pelo andar das carruagens desde 2003, teríamos boas expectativas? Ou nosso destino seria para chorar mesmo?


Nelson Sampaio Jr. n.sampaio@hotmail.com

Curitiba


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RECALL NO BRASIL


Depois de um prolongado e promíscuo governo petista, é frustrante que o seu sucessor, para conseguir governar, só encontre como caminho a aliança com o que há de pior no Congresso Nacional, o Centrão. O povo desesperançado quer novos caminhos, como o mecanismo da moção de censura de que o Parlamento britânico dispõe desde 1782. A moção de censura, uma vez aprovada, poderia dar ensejo à renúncia do Executivo e à dissolução de todo o Congresso, com convocação de eleições gerais. Não há outra solução senão entregar ao povo as rédeas de uma reforma que leve à mudança dos atuais costumes éticos e morais dos políticos e governantes brasileiros. Neste momento, mais do que isso – e seria um bálsamo à desesperança –, só o voto distrital com recall, do presidencialismo americano, como defende o jornalista Fernão Lara Mesquita, poderia dar ao eleitor o poder de destituir o parlamentar que não estiver honrando o seu mandato ou que lhe pareça desonesto, mesmo sem provas.


Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo


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‘NÃO É SAUDÁVEL’


Davi Alcolumbre, que estava igual a passarinho na muda, calado e recolhido, reapareceu na semana passada para dizer que “não é saudável que um ministro ofenda outro publicamente”. Correta a observação do presidente do Senado. Alguém, porém, escutou dele alguma crítica ao vergonhoso episódio do dinheiro escondido por um senador em sua cueca? Será que isso foi saudável?


Luiz Rapio lrapio@yahoo.com.br

Rio de Janeiro


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BRIGA DE MOLEQUES


Assistimos estarrecidos, na semana passada, a uma briga de moleques entre representantes dos Três Poderes. Eles não se vexam de exibir um comportamento que seria indecoroso até num botequim. É bom nos lembrarmos deles nas próximas e futuras eleições. São partidos políticos que dão guarida a esta corja desqualificada. Nossa repulsa tem de vir num voto de protesto. Fora com eles.


Marize Carvalho Vilela marizecarvalhovilela@gmail.com

São Paulo


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O FILHO DO MINISTRO


A indicação do filho do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para uma vaga vitalícia e com aposentadoria integral de conselheiro no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) – e ele tem apenas um ano como advogado – não é uma surpresa. Em se tratando de Judiciário, lembremos que o atual presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, arrumou nada menos que uma vaga de desembargadora para a própria filha, sem experiência – apenas porque, como ele mesmo salientou, ela merecia.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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O CÂNCER BOLSOMANNO


O eterno “cavalo paraguaio” Celso Russomanno, em viés de queda acentuada nas pesquisas de intenção de voto, como é de praxe em seu retrospecto, ultrapassou de longe os limites do comportamento ético e civilizado exigidos numa disputa eleitoral ao dizer numa entrevista a uma TV, do alto de sua insignificância política, que o prefeito Bruno Covas pode não concluir seu mandato em razão do câncer de que é vítima. Como bem disse o editorial do Estadão de 30/10 Os padrões do comportamento civilizado (A3), “é absolutamente repugnante que um candidato explore a doença grave de um adversário para tentar lhe tomar votos”. São Paulo não votará na pérfida dupla Bolsomanno, esta, sim, um verdadeiro câncer maligno e letal para a cidade e o Brasil. Xô, Bolsonaro! Xô, Russomanno!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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ESCOLHA DIFÍCIL


A que ponto chegamos: achar que a escolha passa por ladrão inteligente, fanático obtuso ou imbecil inerte. Essa tem sido a pergunta mais ouvida nestas últimas eleições. Não sabemos mais quem causa mais estragos. Futuro é que não dá. Tivemos os que foram muito ativos e foram pegos, mas deixaram algum legado, uns bons, outros não. Fanáticos obtusos costumam ter um olhar muito, mas muito estreito, mesmo, o que por si só é um baita problema. Não olham o todo, atendem só a interesses muito específicos e ou pessoais deixando para trás discórdias, ódios e mais problemas do que havia. E tem o imbecil inerte que não anda para a frente, e não o faz porque não tem capacidade, não entende, compreende, que não resolve, mas é bonzinho, o que agrada aos incautos. Bom, estamos experimentando um egocêntrico fanático obtuso, que é inerte e tem se mostrado um imbecil que cada dia está mais próximo de muitas coisas suspeitas. Ou seja, é o único que preenche todas as qualidades, reais ou imaginadas, do que hoje se deseja de um político brasileiro. Mas estamos progredindo; somos a maioria que desliga imediatamente o som e a imagem quando entra o horário político obrigatório na TV e nas rádios, também conhecido como horário político gratuito (gratuito para quem?). Ele serve para quê? Nestas muitas eleições pós abertura política, todos os candidatos que foram sinceros, coerentes e falaram a verdade foram vergonhosamente derrotados. Fica claro que não temos qualquer interesse em discutir nosso futuro com seriedade, em cima dos fatos, dos números, das possibilidades, do plausível. Me engana que eu gosto!


Arturo Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo


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PARABÉNS, POLÍTICOS BRASILEIROS!


Vocês conseguiram! Graças a vocês, os brasileiros não aguentam mais ler, ouvir ou falar de política, estão enojados... Só tem um porém: isso é péssimo para o Brasil.


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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CAMINHO INICIAL


Candidatos às eleições de 2020 trazem as mesmas propostas dos últimos 20 anos para os mesmos problemas das cidades sem solução. O ideal seria compartilhar gabinetes e tecnologias, reduzirem 50% de todos os salários, benefícios e número de assessores, além de obrigá-los a irem às ruas de segunda a sexta-feira para conhecerem a cidade e repetirem suas promessas na frente dos habitantes. Todos deveriam ter vale-refeição para usarem no comércio e disponibilizados apenas os serviços de saúde da Prefeitura, para que fiquem horas esperando por uma consulta, o que ajudará a conhecer eleitores sempre deixados de lado. Essas ações podem ser o caminho inicial para acabar com a corrupção sistêmica e com a velha guarda de vereadores que não quer mudar nada.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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SORTE AOS CHILENOS


O povo chileno participou em massa do plebiscito, há alguns dias, e 80% votou a favor de uma nova Constituição que dê ao povo uma maior proteção social com melhores aposentadorias e subsídios aos estudos e à saúde. Aqui, no Brasil, fizemos o mesmo com resultados amargos. A famosa “Constituição cidadã” de 1988 criou muitas benesses mostrando a boa intenção de nossos constituintes. Os tributos subiram de 24% do PIB para 35% do PIB e nos últimos anos temos acumulado déficits de 5% do PIB. Ou seja, passamos de um Estado pequeno para um Estado paquidérmico que, porém, em vez de atender à Constituição, desviou os recursos para uma casta que se locupletou sem fazer o que sonharam em 1988. Tomara que nossos irmãos chilenos tenham melhor sorte.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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OS ROYALTIES DO PETRÓLEO


Cidades fluminenses temem o colapso dos serviços básicos com a perda dos royalties do petróleo. Mas, vem cá, está tudo errado. Serviços básicos não têm de depender dos royalties. Estes, e outros serviços, têm de ser pagos com a receita ordinária. Royalties não são receitas ordinárias. Me expliquem: como era nos idos de 1970, 1980, quando não havia royalties? Esses serviços básicos não existiam ou, então, não eram feitos? A verdade é que após a decretação dos royalties para os Estados/municípios onde há petróleo, jogou-se tudo para os royalties. O Estado do Rio, por exemplo, corre o risco de não ter dinheiro para a folha de pagamento dos ativos e inativos, se aprovada a nova distribuição dos royalties. E por que jogaram essa despesa nos royalties, uma receita incerta? Perguntem ao ex-governador Sérgio Cabral. O básico, o dia a dia de um Estado ou município, tem de ser atendido pelas receitas ordinárias. Com as receitas extraordinárias faz-se algo mais, mas o dia a dia está atendido, não precisa da receita extraordinária. Mas...


Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro


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S.O.S. RIO


O Brasil e suas lideranças precisam olhar com muita atenção a situação do Rio de Janeiro, que vive um momento complicado de sua história. Milícias ocupam grande parte de seu território e, agora, a ameaça de ter grande parte dos royalties do petróleo diminuída, o que pode levar à falência financeira deste ente da Federação.


José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

 

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