Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Código vermelho


A dramática situação do País foi muito bem retratada em dois editoriais deste domingo (A3). Uma dívida fora dos padrões enfoca a dívida pública, que em setembro chegou a 90,6% do PIB, podendo se aproximar de 100% já no fim de 2020. O alarme foi disparado pelo mercado. Sem confiança, a instabilidade cambial aumenta por insegurança quanto à política fiscal e ao futuro da dívida. Valores muito altos vencerão no curto prazo. Em Briga de lavadeiras, a questão do desemprego, que foi a 14,4% no trimestre encerrado em agosto e está em aceleração. O próprio governo projeta que chegue a 18,5% em 2021. Enfim, com Pantanal e Amazônia em chamas, a votação do Orçamento travada no Congresso e a disparada do dólar, com fuga dos investidores, o País caminha para o abismo econômico, com a escalada da dívida pública e a previsão de alta dos juros e da inflação. A situação real, de caos, está longe das brigas e picuinhas virtuais. A diminuição do valor do auxílio emergencial vai agravar a tensão social. E a pandemia ainda está longe do fim. Ante a pressão por recursos vinda das cidades e uma forte demanda de políticas públicas após a posse dos novos prefeitos, a profunda crise política que se aproxima pode arruinar o governo federal e corroer o que ainda possa restar de credibilidade ao presidente. Jair Bolsonaro precisa ler o terceiro editorial, Uma voz a ser escutada.


LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

LRCOSTAJR@UOL.COM.BR

CAMPINAS


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De responsabilidades


Precisamos ter convicções e metas, tal como lugar de criminoso condenado é na cadeia, seja quem for. Qual é a dúvida possível? E o lugar de juiz que solta criminoso condenado? Afinal, trata-se de uma irresponsabilidade que se faz conivente. Como disse Angela Merkel, “viver em liberdade é exercer responsabilidade”. Não é só desfrutar e perceber, eis que a omissão é culposa porque compromete a liberdade. E até mais. Conhecemos as nossas responsabilidades. Logo, cumpramos e exijamos o cumprimento das responsabilidades.


HARALD HELLMUTH

HHELLMUTH@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Quando a esperteza é muita...


Enquanto nós, espertos brasileiros, fazemos o jogo americano em sua política agressiva contra o crescimento chinês, destratando diariamente nosso maior parceiro comercial, este, que não é bobo e faz comércio há milênios, desenvolve a alternativa africana investindo na produção da mesma pauta de produtos que adquire no Brasil (café, chá, frutas, carne bovina, etc.). Os chineses, que seguramente não são terraplanistas, sabem que menor distância resulta em menor custo de frete, além de que é mais fácil a vida sem os desaforos brasileiros. Já firmaram parcerias com ao menos seis países africanos, a última com a Tanzânia para produzir soja. Depois, tchau aos investimentos chineses e não adiantará chorar o leite derramado.


ALBERTO MAC DOWELL DE FIGUEIREDO

AMDFIGUEIREDO@TERRA.COM.BR

SÃO CARLOS


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Falência


Numa demonstração de burrice, Bolsonaro fez do Brasil parceiro de um perdedor, quando devia fazer parceria com os chineses. Ele vai levar o Brasil a mais pobreza e à falência.


FRANCISCO ANÉAS

FRANCISCOANEAS66@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Devastação ambiental


De grão em grão, o governo vai destruindo o nosso país. O alvo agora é o paraíso ecológico de Fernando de Noronha. Liberar a pesca de sardinha alterará o equilíbrio ecológico e desestabilizará o ecossistema. Com as bênçãos do ministro do Meio Ambiente, que promove ações constantes de degradação da natureza, o secretário da Pesca fala como se a proibição não visasse a preservação do lugar. O governo só parará quando tudo estiver acabado e não sobrar pedra sobre pedra.


LUCIA HELENA FLAQUER

LUCIA.FLAQUER@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Nhonhices de alienados


Governo de “palhaços” supera em idiotices a série Chaves.


FILIPPO PARDINI

FILIPPO@PARDINI.NET

SÃO SEBASTIÃO


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Apoio da caserna


Comentaristas políticos acreditam que os militares estejam tão fulos com Bolsonaro que podem desembarcar da nau de insensatez que é o desgoverno desse deslumbrado com o poder, que se crê mais popular que astro de futebol. Ele falhou nas providências para reduzir os malefícios da “gripezinha” que levará cerca de 200 mil vidas até o fim do ano. Mas não creio que os militares possam abandonar esse doido capitão, mesmo depois da humilhação que infligiu ao general de três estrelas que ele pôs no comando da Saúde. Isso seria possível num país sério. Não no Brasil.


LAÉRCIO ZANNINI

SPETTRO@UOL.COM.BR

GARÇA


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‘A República das Milícias’


Esse é o título de livro de Bruno Paes Manso que mais parece um conto de terror. Ele conta em detalhes como as milícias se estão apoderando do Rio de Janeiro com a participação de policiais e políticos, fazendo pensar que seu objetivo é dominar todo o País, com apoio de Bolsonaro. O presidente mostra dupla personalidade. De um lado, fala bobagens que poderiam ser ditas num botequim e nos distraem do que efetivamente ele está preparando. Sua outra personalidade liberou o comércio de armas, que abastecem os milicianos do Rio, entregou ao Centrão áreas que não lhe interessam, mas têm muito dinheiro, como a Educação, apoia ostensivamente Polícias Militares de todos os Estados, dando suporte a suas rebeliões, aparelhou o poder público com gente que o protege e a seus filhos e está envolvendo paulatinamente tudo o que lhe servirá para seu plano de impor uma ditadura ao Brasil. Se o Congresso e o Supremo não souberem reagir a esse assalto, teremos pouco tempo de liberdade antes de sermos dominados pelo que há de pior.


ALDO BERTOLUCCI

ALDOBERTOLUCCI@GMAIL.COM

SÃO PAULO



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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



JOE BIDEN E O BRASIL


Em razão do declarado e descabido alinhamento e apoio do governo Bolsonaro a Donald Trump, cabe citar o que bem disse o pesquisador Roberto Menezes, da Universidade de Brasília, caso o democrata Joe Biden vença a eleição nos EUA: “Hoje, os EUA são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. Se Biden vencer, o governo brasileiro teria de fazer um esforço dobrado para conseguir menos coisas e tendo de ceder ainda mais”. Diante do oportuno alerta, cabe ao Zé Carioca Bolsonaro pôr as barbas de molho caso o Mickey Mouse Biden passe a ocupar a Casa Branca a partir de 2022. Pobre Brasil...


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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SORTE LANÇADA


A sorte está sendo lançada neste histórico 3 de novembro. O mundo e, principalmente, o Brasil serão afetados pela decisão que eleitores americanos estão tomando hoje. Pouquíssimos são os governantes mundiais torcendo pela permanência de Donald Trump na Casa Branca, entre eles o clã Bolsonaro. A maioria absoluta dos países civilizados e politicamente responsáveis espera que Joe Biden vença de maneira categórica esta eleição emblemática da política mundial. O bom senso deverá prevalecer sobre a postura destrutiva e arrogante de um narcisista populista e demagogo, como Donald Trump, e seus seguidores. Biden na Casa Branca e Trump de volta a seu branco Taj Mahal, em Atlantic City, dos apostadores de jogos de azar.

    

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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BOM SENSO


A vitória de Biden nos EUA, se ocorrer, será uma vitória do bom senso, e ainda assim poderá sofrer um revés nunca visto numa democracia, se a alta Corte judicial do país interferir de maneira a dar a vitória a Trump.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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DERRETENDO


As pesquisas sobre a eleição americana à presidência, apesar de indicar uma provável vitória de Joe Biden, ainda está causando dúvidas. Todavia, caso se concretize, Jair Bolsonaro vai, literalmente, derreter por completo. Ora, sem o apoio do maluco americano, o maluco brasileiro se sentirá órfão de pai e mãe. Talvez sem este pseudoapoio americano Bolsonaro comece a exercer sua função no Palácio do Planalto. Vamos aguardar.


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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PANDEMIA


Primeiramente, nosso mais profundo respeito pelo Dia de Finados e às famílias que têm o costume de reverenciar a data e seus entes queridos que partiram. E, neste momento de profunda dor, em que o Brasil e o mundo vêm perdendo a batalha para um vírus que já ceifou mais de 1 milhão e 200 mil vidas, impossível deixar de chorar, coletivamente, e pensar na tragédia. Tanto quanto deixar de apontar responsáveis, culpados mesmo, por algo que poderia ser minimizado se ações tivessem sido tomadas, como no caso dos governos brasileiro e americano, se Bolsonaro e Trump deixassem a indiferença e as questões políticas de lado e pensassem que o mais importante seria – e ainda é – priorizar vidas. O que estes dois fizeram, e deixaram de fazer, tem de ser tratado como um genocídio pelas futuras gerações e julgado pelo Tribunal Penal Internacional como crime contra os direitos humanos.


João Di Renna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)


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FINADOS


Mais de 160 mil brasileiros morreram. Tombaram diante de um vírus que se mostrou suficientemente poderoso para se contrapor a todos os dirigentes que tentaram minimizar sua importância. Ontem foi o dia de homenagear essas pessoas que se foram.  Velhos, moços, crianças, homens e mulheres. Um vírus impiedoso. Mortos que nem sequer puderam ser enterrados com acompanhamento da totalidade de sua família. Um impacto econômico colossal, já que nos obriga a mudar rotina de trabalho, de lazer, de estudo, de vida, enfim. Mas para estes que se foram foi pior, porque não haverá possibilidade de volta. É o momento de nos solidarizarmos com todas essas famílias enlutadas.


Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba


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FLÁVIO DAS RACHADINHAS 


Não fosse a denúncia da imprensa que Jair Bolsonaro odeia, seu filho Flávio, o das rachadinhas vis, mais uma vez teria utilizado recurso público para suas orgias: o senador viajou a passeio com sua esposa para Fernando de Noronha e, na maior cara de pau, pediu ao Senado Federal ressarcimento no valor de R$ 1.316,19 gastos com passagens. Depois, sem ruborizar, disse que foi um equívoco de sua assessoria. A família do presidente da República, investigada por movimentação financeira supostamente ilícita e íntima de Fabrício Queiroz, faz lembrar os filhos de Lula, também investigados por desvio de recursos públicos. Coincidência ou não, o prometido combate à corrupção foi abandonado por Bolsonaro.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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NÃO COLOU


Flávio Bolsonaro alega “equívoco” em gastos com viagem. Como não colou, pediu desculpas. É mesmo um malandro!


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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‘BRIGA DE LAVADEIRAS’


Foi indulgente o editorial de domingo deste tradicional diário ao, depois de expor que somos governados por gente sem estrutura funcional, rumo político mínimo e marcado por dissensões internas contínuas próprias de botecos periféricos, ante a frase “está dando certo a economia nossa”. Jair Bolsonaro não seria desculpado por Fernando Pessoa, a quem desassossegava profundamente tal esbordoamento da linguagem: “(...) Minha pátria é a língua portuguesa (...) E  odeio, com ódio verdadeiro, com o único ódio que sinto, não quem escreve mal português, não quem não sabe sintaxe, não quem escreve em ortografia simplificada, mas a página mal escrita, como pessoa própria, a sintaxe errada, como gente em que se bata, a ortografia sem ipsiolon, como um escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse” (O Livro do Desassossego, Edição Libório Manoel Silva, p. 62).  Dolorosa aos ouvidos da nação mais essa frase do atual presidente da República, ao qual basta o grotesco e a desconstrução da linguagem, como se, assim como nossa bandeira, o português, se não erudito correto, não fosse filho dileto da nação brasileira. E se querem patriotas...


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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CRISE POLÍTICA


No Espaço Aberto de domingo, 1.º/11, Fernando Henrique Cardoso pondera no final de seu artigo (escrito com a elegância de sempre) que vivemos, “como cordeiros”, “o início de uma crise política” e indaga “com o que se preocupa quem tem nas mãos as rédeas do poder?”. Ora bem. Particularmente, imagino que as “rédeas do poder” deveriam estar sob a propriedade dos cidadãos e estes as delegariam aos representantes mais honestos e confiáveis para administrar, da melhor maneira possível a res publica em nome aos cidadãos que neles votaram. Diante desse idílico cenário, com certeza de 100%, pode-se concluir que (...) “não vai rolar” na realidade – nem no mundo da fantasia. O ideal é alcançável apenas nas ciências exatas, especialmente devido ao suporte da Matemática, esta sim, perfeita. O restante é como aquela música Paroles parole (Dalida e Alain Delon, 1973). Fala-se demais, escreve-se demais, pensa-se demais e enquanto gastamos tantas “parole” – a fundo perdido porque a maioria dos os eleitores não sabe a diferença entre a realidade a as mentiras que os candidatos (quase todos) dispersam por todos os meios e com uma sanha assustadora por trás de um rosto sorridente (mais falso que uma nota de 13 reais). Parodiando a frase de James Carville, assessor de de Bill Clinton da campanha de 1992, que criou a frase “É a economia, estúpido!”: aqui o buraco é bem mais embaixo – é a educação, estúpidos! E não periga melhorar.


Nelson Sampaio Jr. n.sampaio@hotmail.com

Curitiba


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‘A TEMPESTADE E A BONANÇA’


Leio com tristeza a deterioração do pensamento de FHC. A base de um raciocínio deve sempre passar pelo momento, analisando fatores internos e externos. A situação econômica atual advém de uma crise sanitária que nunca imaginei que veríamos, mas como médico (que sou) sabia ser possível. O Brasil parou, ouvi ontem que após sete meses serão abertos cinemas e teatros com distanciamento. Quase o tempo da gestação de uma criança. Imagino o estrago financeiro e para empregos neste setor. E não foi o único segmento da economia afetado. Olho para fora e vejo a Alemanha, a Inglaterra e a Espanha em lockdown. Espera aí, FHC está analisando muito mal. Dá para imaginar o que acontecerá com a economia mundial. Quanto ao assunto vacina, de fato uma não há, nem chinesa nem inglesa ou americana, e quando alguma tiver, ou mesmo algumas houver, vai faltar em quantidade para vacinar todo mundo. Assim, se importar com o latido dos  “guaipecas” que estão no poder federal ou no de São Paulo é perder o tempo precioso que nos sobra como velhos. As vacinas virão de diversas fontes, chinesas ou não, e somente idiotas se importarão com sua origem. Afinal, o que de fato será essencial é que funcionem. Mas voltando à economia: o pior está por vir. A situação econômica dos países terá uma depressão com esta parada de atividades e afetará a parte financeira das pessoas, com consequente freio no consumo, o que impedirá que haja inflação. A atual é de alimentos, puxada por aumento de demanda pela China e o dólar a quase seis reais. Este setor se aprumará a partir de janeiro próximo, quando a nova safra iniciará a colheita. Não sejamos pessimistas ao extremo, pois este Armagedom imaginado neste artigo não acontecerá, apesar dos políticos de uma forma geral, mas sem querer generalizar, pois o texto ao lado do seu é de um político que me surpreendeu.


Nelson Mattioli Leite nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo


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‘NOVA CONSTITUIÇÃO?’


Quando a inteligência humana se oferece para iluminar uma questão, ganhamos de presente o belo texto Nova Constituição? (1.º/11, A2), do ex-presidente Michel Temer. Com precisão e segurança, eu diria científicas, ele nos guia nos meandros da Carta Magna de tal forma que não importa se gostamos ou não do homem, do seu partido ou da sua atuação como político. Durante os minutos em que nos dedicamos à leitura, sentimos que é possível, sim, vencer o obscurantismo que paira sobre o País. É texto curto que merece ser lido e relido, renovando nossa esperança em que a inteligência e o conhecimento humanos nos salvem do retrocesso.


Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo


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NOVA CARTA


Humildemente, ouso discordar do nosso ex-presidente sr. Michel Temer, a nossa Constituição nunca foi cumprida pelos políticos para garantir o mínimo ao povo brasileiro, principalmente aos pobres. Nossa Constituição foi engendrada para favorecer os políticos e se valer de meios corruptos para governar, o toma lá dá cá. O ocupante do Executivo fica à mercê de seus pares do Congresso de onde normalmente é oriundo. O povo é mero detalhe e paga alto preço para sobreviver num país injusto, onde o pobre é taxado com alta carga tributária para sustentar um Estado caríssimo e o rico paga com menos esforço tirando dos pobres seus ganhos. Enfim, o povo brasileiro é um acomodado e não tem meios de cobrar o que lhe é de direto: uma vida digna. Resta-lhe ir às ruas manifestar, porém está inerte, sem força. O voto é depositado numa latrina, de onde é eleito o lixo da sociedade. Estamos à mercê de pessoas más, que se valem de uma pseudodemocracia e de um sistema político bom para alguns em detrimento da maioria. Uma Constituinte só seria boa sem todos os leões “bons de bico” que hoje mandam. Não vejo alternativa. Está péssimo o País, passados 32 anos da Carta Magna de 1988.


Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo


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‘ANATOMIA DO AMORALISMO BRASILEIRO’


Concordo ipsis verbis com o artigo Anatomia do amoralismo brasileiro (31/10, A2), do brilhante Bolívar Lamounier. A falta de caráter, mais do que a ignorância, talvez explique a ida para o segundo turno de Bolsonaro e Haddad, tendo como opções, no primeiro turno, Henrique Meirelles e Álvaro Dias. Há alguns anos, os paulistas elegeram o conhecido saqueador dos cofres públicos Orestes Quércia, desprezando o notável patriota Antônio Hermírio de Morais.


Eduardo A. Sickert Peixoto de Melo vovonumero1@hotmail.com

Marília


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PIX E JABUTICABAS


Não entendi. O PIX entra em testes agora, mas o Banco Central (BC) já avaliou que é seguro! Como? O PIX é uma nova jabuticaba, como a urna eletrônica, o kit de primeiros-socorros e a CPMF para a Saúde? O PIX será imposto, ou permanecerá como transação alternativa? Se o governo brasileiro quiser exportar o PIX, terá mais sucesso do que teve com a urna eletrônica? Por uma questão de segurança das pessoas físicas e das pessoas jurídicas, interessa saber se o PIX é usado em algum país desenvolvido, como já sabemos que a jabuticaba CPMF não é. Simples assim.


Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br

São Paulo


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‘O HOMEM QUE CALCULAVA’


Dois meses após lançamento, Guedes diz que nota de R$ 200 deve durar pouco (Estado, 29/10). Só para lembrar: no dia 6 de setembro, numa reunião em Brasília, Paulo Guedes deu um show de conhecimento durante a sessão que celebrou o lançamento da nova moeda. Provando ser um grande economista, Paulo Guedes revelou que a nova cédula de R$ 200 seria equivalente a 4 notas de R$ 50, 20 notas de R$ 10 e 200 notas da extinta cédula de R$ 1, caso ela ainda existisse. Capaz de raciocinar com tal brilhantismo, somente Malba Tahan, em seu livro O Homem que calculava.


Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo


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RADAR-PEGADINHA PROIBIDO


Desde domingo, 1.º de novembro, está proibido o radar oculto na fiscalização de trânsito. O equipamento só pode operar visível, com sinalização da velocidade máxima permitida, e as autoridades de trânsito têm de divulgar os detalhes de todos os trechos fiscalizados. Acabam as ardilosas armadilhas do aferidor em árvores, atrás de placas ou curvas para enganar o motorista. Finda também odiosa indústria de multas que só serve para Estados, municípios e concessionária arrecadarem, mas nada faz pela segurança e para evitar mortes. Com o radar sinalizado, só excederá a velocidade quem quiser e, por isso, terá de pagar multa. A situação que perdurou anos é, no mínimo, injusta. Cada morto no trânsito acaba custando R$ 1 milhão em gastos do SUS, pensões e aposentadorias decorrentes de sua morte e parada abrupta das atividades. Isso é pago pela União, com os impostos arrecadados da sociedade. A arrecadação de Estados, municípios e concessionárias encarregadas das vias é absurda. Tão absurda quando a campanha de alguns ditos “especialistas” em trânsito que continuam defendendo o radar-pegadinha. Querendo ou não, eles pregam a indústria da multa e ignoram a necessidade de evitar, com radares estrategicamente colocados, os acidentes e as mortes.            

            

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo   


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NOVA E JUSTA LEI


Até que enfim acabou a sacanagem dos radares escondidos. A partir de 1.º de novembro de 2020 radares escondidos estão proibidos. Tal sistema nunca focou na prevenção ou orientação. A finalidade foi sempre de penalizar e arrecadar. Era comum visualizar policiais rodoviários escondidinhos entre arbustos ou dentro da viatura com radares de mão (arma da vergonha), ou radares camuflados de diversas formas. Não é verdade? O sistema era tão rentável que foi terceirizado. Enfim, os novos radares terão de ser visíveis, com sinalização de velocidade e distância predefinida, etc., e os já instalados terão 12 meses para se adequar à nova e justa lei. Reflexão: a moralidade aconteceu; antes tarde do que nunca.


Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré


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LOURO JOSÉ


O Mais Você está desfalcado e Ana Maria Braga, de luto. Após mais de 20 anos de parceria, Tom Veiga, intérprete de Louro José, aos 46 anos, nos deixou. O Pai o chamou e ele vai, ao lado de São Francisco de Assis, enriquecer o céu com seu delicado humor e deliciosas receitas.


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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007


O espião 007 foi criado pelo escritor Ian Fleming (1908-1964). O glamour da espionagem foi levado às telas do cinema, durante a guerra fria (1947-1991), como reflexo de sua época. A interpretação marcante de Sean Connery (1930-2020), com trilha sonora e abertura do filme, com o personagem, criou um padrão estético. Ele chegou a voltar à ativa para um sétimo filme, embora não oficial na contagem da franquia. Roger Moore (1927-2017) também interpretou o famoso agente em sete filmes. O fim da guerra fria coincide com os dois filmes de Timothy Dalton e o posterior hiato de longos seis anos sem lançamentos. O agente 007 interpretado por Pierce Brosnan (4 filmes) e Daniel Craig (5 filmes), em contexto de pós-guerra fria, mostra a renovação do personagem num mundo mais complexo, com desafios e ameaças distintas. O personagem é eterno assim como a interpretação dos atores que deixam saudade.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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