Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

05 de novembro de 2020 | 03h00

Eleições nos EUA

Atualização do sistema


A maior democracia do mundo seguramente não dispõe do melhor sistema de eleição presidencial. Independentemente do resultado da eleição, o modelo de colégio eleitoral nos EUA – criado pelos patriarcas da democracia norte-americana por circunstâncias próprias e muito complexas da época, há mais de 200 anos –, definitivamente, nem sempre reflete a vontade popular de fato. É incabível que já em duas eleições presidenciais daquele país o vencedor tenha perdido no voto popular, e não é impossível que isso se verifique outra vez. A continuidade desse modelo é interessante para quem está no poder, isso é válido tanto para republicanos quanto para democratas. Só não interessa à autêntica essência da democracia, que é a vontade da maioria.


LUCIANO HARARY

LHARARY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


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De olho em 2022


Alguém poderia informar ao sr. Jair Bolsonaro que no Brasil existe Justiça Eleitoral e que é muita falta de bom senso afirmar que a atual eleição americana é um laboratório do que será a brasileira? A única coisa em comum, aí eu concordo, são os dois atuais presidentes, sobre os quais prefiro não tecer comentários, não vale a pena.


MÁRCIO PASCHOLATI

MARCIO.PASCHOLATI@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Questão amazônica


A preocupação no Palácio do Planalto com a eleição nos EUA é tão grande quanto a dos norte-americanos. Conforme recente reportagem do Estado, o governo predador de Bolsonaro já se prepara para as consequências de sua decisão de autorizar o sr. Ricardo Salles a dar asas à sua sanha destruidora do nosso meio ambiente. Bolsonaro não tem nenhuma política ambiental, ao contrário, sua meta é alavancar as atividades extrativistas. O Brasil já começou a ser retaliado e tudo leva a crer que a situação vai piorar. Se o presidente acredita que Donald Trump, se reeleito, viria ajudá-lo, haja ingenuidade! Ele se irritou com o democrata Joe Biden, que declarou que, se eleito, vai enquadrar o Brasil para parar de destruir as florestas. Bolsonaro reagiu dizendo que nossa soberania é inegociável... Ora, Biden não ameaçou a soberania do Brasil, falou em sanções econômicas, o que é bem diferente. Desinformado, Bolsonaro teima em não aceitar o aquecimento global e em aceitar os palpites de terraplanistas.


GILBERTO PACINI

BENETAZZOS@BOL.COM.BR

SÃO PAULO


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‘Capitis diminutio’


Embora ainda possa demorar um pouco o resultado definitivo das eleições americanas (recontagens, recursos), é possível fazer algumas considerações sobre suas consequências no que nos interessa. Se o vencedor for o presidente Trump, nada mudará. Mas se o eleito for Joe Biden, algumas dúvidas persistem. A principal refere-se à política ambiental brasileira. Com as queimadas se alastrando pelo País afora, o futuro do atual ministro da área corre o risco de sofrer capitis diminutio. Uma indicação dessa circunstância decorre da divisão do poder no setor ambiental do governo, com o vice-presidente sobrevoando a Amazônia com diplomatas de vários países sem que o ministro Ricardo Salles faça parte desse grupo.


LAIRTON COSTA

LAIRTON.COSTA@YAHOO.COM

SÃO PAULO


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Responsabilidade de todos


O voo sobre a Amazônia e o Pantanal com diplomatas estrangeiros, liderado pelo general Hamilton Mourão, nos leva a sugerir que, em vez de bater de frente com os países que se preocupam com a preservação dessas maravilhas da natureza, se abra espaço para admitir que o Brasil sozinho não dá conta de preservá-las, em benefício do mundo. Um convite à contribuição financeira desses países seria muito oportuno. Um conselho administrativo, com a participação de representantes das nações colaboradoras, acompanharia o destino e a aplicação dos recursos, devidamente auditados. Não é justo que se cobre e exija só do Brasil a proteção de um ecossistema que equilibra e beneficia o clima mundial.


RUBENS MORAIS

RUBENS@JUMIL.COM.BR

BATATAIS


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Corrupção

Rachadinha


Enfim o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) foi denunciado por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Como diz a sabedoria popular, um dia a casa cai...


SÉRGIO C. ROSA

SERGIOROSA@UOL.COM.BR

BELO HORIZONTE


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Violência e crime

Culposo?!


Neste país acontece de tudo. Agora surgiu a figura do “estupro culposo”, vejam só. Estupro é crime, essa invenção não existe e não é prevista em nenhuma lei. Coisa de um iletrado ou mal-intencionado. Só falta inventar o “boleto culposo”, o que surge de uma compra que a pessoa não tinha intenção de pagar... Ou não?


CARLOS E. BARROS RODRIGUES

CEB.RODRIGUES@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


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Sem jeitinho


Diante da grande indignação de todos com a audiência absurda e a tese de um juiz de Santa Catarina sobre o tal “estupro culposo”, o Conselho Nacional de Justiça vai promover agora uma investigação do caso. A sentença continuará do mesmo jeito ou juiz será punido? Esperamos que não prevaleça o habitual espírito de corpo.


MARCOS BARBOSA

MICABARBOSA@GMAIL.COM

CASA BRANCA


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Pandemia

Competição política


Numa atitude mesquinha e covarde, prevalecendo-se da pandemia, ideologias políticas buscam supremacia, indiferentes à tragédia. Vacinas chinesa, russa, de Oxford e outras competem entre si numa corrida louca para chegar em primeiro lugar. Talvez já tivessem encontrado o remédio contra o vírus se todos os cientistas, de todas as nações, se unissem no propósito comum de sua descoberta.


MARCELO DE LIMA ARAÚJO

MARCELODELIMAARAUJO@YAHOO.COM.BR

RIO DE JANEIRO



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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



ELEIÇÃO NOS EUA


Apesar de não estar acompanhando no detalhe a marcha da apuração das eleições presidenciais nos Estados Unidos, algumas ilações não essenciais relativas ao evento me vêm à mente, umas com bom grau de realidade, outras como produtos da imaginação de um não especialista. É impressão minha ou há, concretamente, uma torcida da imprensa nacional e de boa parte da internacional pelo Partido Democrata e seu candidato, Jose Biden, apesar das tentativas dessas instituições de exibir uma roupagem de imparcialidade? É somente especulação ou verdade que o nome de Donald Trump prevalece quase sempre sobre o do seu partido e, no caso democrata, o inverso ocorre, ou seja, o foco é menos dirigido a Joe Biden do que à agremiação a que pertence? Será pela sua falta de carisma, o que obrigou o ex-presidente Barack Obama a sair em campanha pública, quebrando de certa forma a tradição de discrição de ex-presidentes nas disputas? Finalmente, uma pergunta que intriga principalmente o eleitor brasileiro: por que não se adota lá o sistema de urnas eletrônicas como aqui? Será por causa da complexidade da apuração, o que, no entanto, recomendaria exatamente seu uso ou de uma variante; ou será porque tal esquema não inspira confiança? No mais, constata-se que o pleito americano tornou mais conhecido Wisconsin do que o Piauí.


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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DISPUTA ELEITORAL


Aqui, no Brasil, há muita gente preocupada com o resultado das eleições norte-americanas. Alguns torcem pela vitória de Donald Trump, outros torcem pela vitória de Joe Biden. Creio que, se aqui, no Brasil, tivéssemos um presidente competente, essa preocupação não seria necessária, até porque quem administra bem a sua casa não se preocupa com como o seu vizinho governa a casa dele.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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BIDEN OU TRUMP


Mais um problema esquenta a cabeça do governo Bolsonaro: é a eleição presidencial americana. Em 2022, o que dará lá vai dar aqui...


Sérgio C. Rosa sergiorosa@uol.com.br

Belo Horizonte


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O VETO À VACINA


A estratégia política de Jair Bolsonaro de afirmar que não comprará as doses da vacina chinesa coronavac, como solicita o governador de São Paulo, João Doria, pode lhe custar seu sonho de se reeleger em 2022. Isso porque no maior colégio eleitoral do País, a maioria dos paulistanos (67%) é contra esse veto insano do presidente, como indica pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo. Já entre os bolsonaristas, apenas 19% dizem concordar com sua decisão. Esse resultado positivo a favor da compra da vacina coronavac mostra que Bolsonaro entrou num barco politicamente incorreto e furado quando insistiu em propagar, sem embasamento algum, que a vacina chinesa não presta. E cada vez mais, como vem demonstrando no decorrer da pandemia, o presidente da República sinaliza que não está preocupado com a saúde dos brasileiros.


Paulo Panossian paulpanossian@hotmail.com

São Carlos


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‘EU TENHO VIDA’

‘É lógico que o governo vai comprar vacina desenvolvida na China’, diz Mourão a revista (Estado, 30/10). Uma aula de equilíbrio, moderação e raciocínio lógico, provando que pode, sim, existir vida no exercício da política e também, por que não dizer, felicidade. O homem que hoje é o vice-presidente do Brasil não só tem vida, mas sabe quem é e isso é o mais importante.


Vera Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo


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E AGORA, CAPITÃO?


Bolsonaro foi literalmente desmentido pelo seu vice, que declarou ser sua birra com a coronavac meramente política e que, no momento certo, o governo vai comprar a vacina chinesa. Pela primeira vez um general esfrega o dedo no nariz do presunçoso capitão, recolocando nos eixos a hierarquia militar. E agora, capitão? Ousará vestir a farda que lhe foi interditada, para prestar contas ao Exército, como fez usando a camisa do time do Sampaio Correia para se retratar do insulto feito aos maranhenses, quando trocou a Tubaína pelo rosado Guaraná Jesus?


Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo


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PATRIMÔNIO


“Não delego a ninguém tratar sobre qualquer assunto relacionado ao presidente da República. E a caneta Bic é minha e ainda tem tinta” (sic – JMB). Parece parlapatice de moleque que não quer ir para a escola ou comer a sopa. Sugiro ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que o sr. Jair Messias Bolsonaro seja reconhecido como patrimônio cultural do Brasil como expoente máximo da esculhambação da metáfora presidencial, em função da soberba e da sua capacidade ilimitada de gerar conflitos e transmitir balbúrdia e incompetência por meio de sua linguagem e trejeitos, capacidades estas nunca dantes vistas neste país.


Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião


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CALIGRAFIA


Os votos recebidos lhe concedem dizer que “a caneta Bic é minha”, mas não lhe conferem o título de propriedade. Ela está sob a responsabilidade de sua guarda somente enquanto durar o mandato. Nesse tempo, a condução dos destinos da Nação não lhe permite usá-la para escrever torto por linhas tortas. Mesmo um presidente deve ter a humildade de tentar aprender caligrafia...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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PRESIDENTE FULANO DE TAL


A busca pela popularidade do Fulano de Tal não tem fim. Manifestou-se contra o distanciamento social, minimizou o uso de máscara, fez propaganda da cloroquina, participou de eventos sem máscara e sem respeitar o distanciamento social, ameaçou com a privatização do SUS, disse que “virou boiola” após tomar guaraná cor-de-rosa no Maranhão e por aí vai. Não sei se minha opinião interessa, mas recomendo à mídia falada, escrita e televisiva não fazer propaganda gratuita do Fulano de Tal. Por minha vez, não vou citar seu nome em meus comentários no Fórum dos Leitores do Estadão. E digo mais: até 2022 seu verdadeiro nome estará esquecido e seu oponente vai vencer com larga margem.


Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

  

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SAUDADES DO TEMER


A Vingança do Conde Drácula não tardou nem 2 anos. Após apenas 22 meses de Bolsonaro e seus 3 zeros, já estamos com saudades do Temer, do Michelzinho e da bela Marcela. Nada como um Bolsonaro depois de um Temer, para valorizar nosso Conde Drácula e sua pálida clã, agora já promovida a uma simpática “Família Adams”. Volta, Temer! Temer sai do túmulo e Trump volta ao Taj Mahal.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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NADA OFICIAL


O senador Flávio Bolsonaro, o 01, dias atrás esteve em Fernando de Noronha fazendo turismo e, ao voltar, pediu reembolso das despesas ao Senado. Agora, chegou ao conhecimento de todos que, no ano passado, ele fez duas viagens oficiais para Las Vegas, Miami e Israel. Em sua estada americana, esteve na cidade da jogatina, visitando o ateliê de Romero Britto e em visitas técnicas a um hotel-cassino. Já em Israel, acompanhou um time de futebol de veteranos, entre outras missões impossíveis, tudo por conta dos impostos vindos dos brasileiros. Afinal, o Flávio rachadinha deveria usar a verba da própria rachadinha, não é mesmo?


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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R$ 17 MIL


Escolta de Flávio Bolsonaro em Noronha custou R$ 17 mil ao Senado. O que o delinquente foi fazer lá?


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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GASTOS DOS PARLAMENTARES


Os gastos dos parlamentares brasileiros com celular, passagens aéreas, hotel, comida, correio e despesas com a gráfica, no próprio Congresso Nacional, são astronômicos. O País passa por um grave momento de carestia, mas quase todos agem de maneira acintosa com o dinheiro público. De tal maneira que os eleitores deveriam exigir que: 1) a conta do celular fosse paga pelo próprio parlamentar, e, se a ligação telefônica for muito cara, que use a chamada de vídeo ou de voz do WhatsApp; 2) uma passagem área semanal deveria ser disponibilizada apenas da capital do Estado para Brasília (a ida às segundas-feiras e a volta às sextas-feiras); 3) passagens para o exterior deveriam ser restritas e reservadas apenas para comitivas oficiais a trabalho; 4) a comida está disponível no próprio Congresso Nacional, assim como o uso de moradia funcional na capital federal; 5) os gastos com gráfica e correio deveriam ser restritos para divulgação anual do trabalho legislativo; 6) tais medidas deveriam ser replicadas para Assembleias Legislativas e Câmara de Vereadores. A sociedade agradece se for feita essa economia de vários bilhões de reais que são gastos anualmente sem o devido respeito ao erário.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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UM CARGO NO CNJ


Por meio de uma articulação política, o advogado Mário Nunes Maia, que obteve sua carteira da OAB em 2019, foi indicado para uma vaga de conselheiro no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão de cúpula da administração do Judiciário, recebendo, então, vencimentos de R$ 37,3 mil, quase o teto do Poder Judiciário. Mário Nunes Maia vem a ser filho do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Napoleão Nunes Maia, e já teve seu nome aprovado pela Câmara dos Deputados, faltando apenas a aprovação pelo Senado. No Brasil, o conceito de República ganha, assim, conotações especiais, pois a coisa pública, a res publica, por aqui, não é tão pública assim, prevalecendo, mesmo hoje, a atávica satisfação senhorial das famílias dos coronéis que se reúnem ainda numa República tão velha quanto descarada, hipócrita, dissimulada e idiota.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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OS NAPOLEÕES


Mário Nunes Maia, filho com pouco saber jurídico do ministro Napoleão Nunes Maia, do STJ, é indicado e aprovado pela Câmara dos Deputados para vaga no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na qual receberá um salário de R$ 37,3 mil. O famoso Napoleão Bonaparte disse um dia: “Há duas forças que unem os homens: medo e interesse”. Neste caso, os desconhecidos Napoleões se uniram pelo interesse e os deputados, pelo medo da Justiça.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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NOTÁVEL FILIAÇÃO


A polêmica aprovação pela Câmara de Mário Nunes Maia, filho do ministro Napoleão Nunes Maia, do STJ, para compor o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), é o retrato deste macunaímico país de ponta-cabeça. Aprovado há apenas um ano no rigoroso exame da OAB, com quase nenhuma experiência na área, causa espécie saber que cursa atualmente mestrado em Lisboa e se diz possuidor de três pós-doutorados. Como se vê, trata-se de mais um caso explícito de nepotismo: em lugar do notável saber jurídico exigido pela Constituição, a notável filiação jurídica. Pobre Brasil...


J. S. Decol |decoljs@gmail.com

São Paulo


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SORTUDO


A pandemia continua a fazer estragos no mercado de trabalho, com o aumento no número de desempregados, que atingiu a taxa de 14,4%. Péssimo para milhares de pessoas, mas alguns não têm do que reclamar. É o caso do advogado Mário Nunes Maia, que com apenas um ano de OAB e formado há oito anos já foi indicado para compor o CNJ com salário de mais de R$ 37 mil. Vá ser sortudo assim lá na casa do chapéu!


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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O PAPEL DAS AGÊNCIAS REGULADORAS


Quero me juntar à leitora sra. Tania Tavares acerca dos reajustes dos planos de saúde (Fórum dos Leitores, 2/11). Nossos parlamentares têm seus planos de saúde pagos por nós, portanto pouco se importam com os reajustes. É uma falta de caráter – para não dizer outra coisa – darem aumento de 16% a 28%, quando a inflação está em um dígito. E o que faz o presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que não vem a público explicar esse abuso? Seria a garantia de seu emprego que o deixa tão confortável perante seus algozes? As agências reguladoras precisam explicar quais são suas funções. Com certeza, não é proteger o cidadão.


Luciana Lins lucianavlins@gmail.com

Campinas


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‘UM PAÍS MARAVILHOSO’


Espetacular o artigo de ontem do professor Ernesto Lozardo (Um país maravilhoso, B2), sobre a China. Sou de direita e liberal. Portanto, de opinião isenta de compatibilidade ideológica aos comentários do professor Roberto. Por favor, transmita a ele minha admiração.


Cesar Eduardo Jacob cesared30@gmail.com

São Paulo


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CAMPO DE MARTE


O Judiciário reconheceu que o espaço ocupado pelo Campo de Marte deve ser devolvido à Prefeitura de São Paulo. Nossa cidade tem pouco verde e poucos parques e tivemos a felicidade de ganhar o Parque do Povo recentemente, quando recuperamos um espaço invadido no passado. Agora, temos de ficar atentos para que também o Campo de Marte seja transformado em mais um parque, porque muito recentemente nosso ex-prefeito João Doria já estava se preparando para entregá-lo a um grupo privado para transformá-lo – Deus me livre – em mais um shopping center.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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IDA AO SHOPPING NA PANDEMIA


Domingo, 1.º de novembro, fui a um shopping pela primeira vez desde o início da pandemia, inclusive para consertar meus óculos. Escolhi o Morumbi Shopping, imaginando encontrar o cumprimento de protocolos de segurança. Estacionei no piso G-2. Ao ir tomar o elevador, vi que, dos dois elevadores, um estava em manutenção – primeiro absurdo em tempos de pandemia. Havia muita gente e, quando o elevador chegou, lotou: umas sete pessoas adultas, além de um carrinho de bebê. Não havia ar-condicionado no elevador – estava muito quente e abafado. Uma pessoa chegou a dizer “vamos parar de respirar até sair do elevador”. Por ter esquecido uma coisa no carro, tive de voltar a usar o elevador, portanto tive de usar um elevador lotado – literalmente lotado – quatro vezes. Não há opção de uso de escadas próxima dos elevadores para acesso aos pisos de garagem G-2 e G-3. Estou apavorada de talvez ter pegado o coronavírus. Aviso aos navegantes: quem for ao Morumbi Shopping, é melhor estacionar na área externa para usar as escadas internas e não ter de pegar elevador. Outra coisa: apesar de estar frio lá fora, dentro do shopping estava muito quente – parecia que o ar-condicionado estava desligado. Nota zero para o shopping, que até agora era o meu shopping preferido.


Lenke Peres

Cotia



 

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