Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

09 de novembro de 2020 | 03h00

Eleição nos EUA

‘Alívio’


Qualquer defensor da democracia há de concordar com o editorial de ontem sobre o resultado das urnas (A3): foi realmente um alívio. Os (des)qualificativos para Donald Trump, que não tem “nenhum apreço pela política, pela lei e pela verdade”, aplicam-se também ao ocupante do Palácio do Planalto. Infelizmente, os dois primeiros anos do governo do republicano apenas despertaram a onda mais retrógrada no Brasil, configurada nas eleições de 2018. Esperamos que a vitória do democrata Joe Biden traga consequências positivas imediatas também para nós, pois a espera de outros dois anos será como uma espécie de morte lenta de uma sociedade.


ADILSON ROBERTO GONÇALVES

PRODOMOARG@GMAIL.COM

CAMPINAS


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Só nos envergonha


Mais uma vez o presidente Jair Bolsonaro dá uma clara demonstração de sua pequenez e falta de respeito e educação, agora para com o recém-eleito presidente dos EUA, o sr. Joseph Robinette Biden Jr.. A maioria dos grandes líderes do mundo imediatamente o cumprimentou. Não existe justificativa alguma para essa atitude medíocre, apoiada por seu ministro das Relações Exteriores, que é outro despreparado para o cargo que ocupa. Pobre Brasil, continuará à margem do mundo e sendo olhado apenas como uma republiqueta.


HEITOR PORTUGAL P. DE ARAUJO

HEITOR.PORTUGAL@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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República de bananas?


Não foi feliz, a meu ver, a coluna Banana Republic (8/11, A10), de J. R. Guzzo, zombando do método eleitoral norte-americano. Deve saber que lá se vota até para sheriff (delegado de polícia), e não só para presidente. Lá o povo tem voz, pode expulsar o eleito que não desempenha suas funções a contento. Aqui somos velozes na apuração, mas reféns por quatro anos de quem se acha intocável.


LUIZ JOSÉ FABIANI

LUIZ@FABIANI.COM.BR

SÃO PAULO


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Sem tapetão


Donald Trump não aceita que foi demitido pela população da maior democracia do mundo. Esperneia, diz que vai até a Corte Suprema atrás de seus direitos. Com argumentos infantis, vai ser derrubado pela maioria conservadora do tribunal, que certamente vai preferir a vontade da maioria dos cidadãos americanos a um sujeito que não aceita a derrota e em breve será uma cobra sem veneno. Lamentável a atitude dele. É um mau perdedor. Quer ganhar o título de presidente no tapetão.


REINNER CARLOS DE OLIVEIRA

REINNERCARLOS1970@GMAIL.COM

ARAÇATUBA


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Clown


Durante toda a minha vida assisti a inúmeros filmes sobre presidentes dos EUA. Todos muito dramáticos e com grande suspense. Mas se algum cineasta decidir fazer um filme sobre a presidência de Donald Trump, terá de ser, necessariamente, uma comédia pastelão. Demitido da Casa Branca pelo povo, o homem laranja poderá procurar emprego em algum circo...


LEÃO MACHADO NETO

LNETO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Maquiagem


Um demagogo populista fez de uma eleição uma pantomima mambembe, encenada numa nação feita circo decadente. Entre atores e plateia, impossível dizer quem são os palhaços.


A. FERNANDES

STANDYBALL@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


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Já vai tarde


Foi um parto difícil, doloroso, demorado, o resultado saiu a fórceps, mas enfim o mundo se livra do tresloucado Donald Trump. Venceu o bom senso, venceram os bons costumes, venceu a democracia. Para quem não tem nenhum respeito pelas instituições, nem pelas vidas humanas, só dando maus exemplos, sendo até copiado em algumas partes do mundo, o palhaço eletrônico deixa o poder no maior país democrático do planeta. Já vai tarde.


LUIZ THADEU NUNES E SILVA

LUIZ.THADEU@UOL.COM.BR

SÃO LUIS (MA)


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Fim da tragicomédia


Donald Trump tentou desestabilizar as instituições americanas, acusando tudo e todos de fraude. Na primeira noite da apuração dos votos fez uma festa para cem pessoas, já comemorando a vitória, que tinha como certa. Todos sem máscara e sem distanciamento social. A festança acabou com alguns assessores, entre eles seu braço direito, hospitalizados com covid. E na tarde de sábado foi em comitiva jogar golfe. De qualquer forma, foi o fim de uma comédia desastrada. Que sirva de exemplo para seu adorador Jair Bolsonaro, que se mantém calado, dizendo que ainda é muito cedo para reconhecer a vitória de Joe Biden.


JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

JROBRISOLA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Melhores dias


Joe Biden, eleito 46.° presidente, terá como primeira missão apaziguar os atuais Estados (des)Unidos da América. O problema até a posse de Biden, em 20 de janeiro, será a incômoda e perniciosa presença de Donald Trump na Casa Branca. Os líderes do Partido Republicano deveriam convencê-lo a renunciar em favor do vice Mike Pence, para preparar a transição sem traumas e melhorar a imagem do partido, em vez de embarcar na desgastante contestação judicial do resultado da eleição. Os republicanos entraram na aventura oportunista de aceitar um arrivista populista como Trump. Agora devem à nação e ao mundo um pedido de desculpas. O mundo vai viver mais descansado e esperançoso com a vitória de Biden e a promessa de melhores dias para todos.


PAULO SERGIO ARISI

PAULO.ARISI@GMAIL.COM

PORTO ALEGRE


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Equilíbrio delicado


Em tempos em que, numa economia liberal como a dos EUA, há pouca margem de manobra, se a pretensão for continuar a liderar o mundo, Joe Biden vai precisar calibrar bem a necessidade de ser criativo com a importância de ser cauteloso.


BRUNO HANNUD

HANNUD.BRUNO@YAHOO.COM

SÃO PAULO


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



A ELEIÇÃO DE JOE BIDEN


A vitória de Joe Biden traz enorme significado. Mostra que a voz das urnas é soberana e que a democracia pressupõe alternância de poder. Donald Trump pode bater o pé e levar o processo eleitoral, legítimo, aos tribunais ou mesmo à Suprema Corte. Resta saber, entretanto, sob qual base legal. Até aqui e até agora, não há comprovação de fraude eleitoral. Há, no máximo, suposições e especulações. Que os brasileiros também reflitam, no próximo domingo, sobre o futuro de seus municípios e comunidades. Que escolham prefeitos e vereadores comprometidos com a causa e a coisa pública. Que a voz das urnas seja soberana e traga boas perspectivas Brasil afora.


Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema


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EXEMPLO


O povo norte-americano amadureceu. Quando elegeu Trump, viu-se guiado por um mentiroso, xenófobo, racista, negacionista, mas não lhe deu uma segunda chance e elegeu Joe Biden. Que sirva de exemplo para o Brasil.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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BOM SENSO


A vitória de Biden é a vitória do bom senso, ao contrário da política do confronto. E Jair Bolsonaro ficou sem o seu aliado. Aliado, aliás, que nunca deu a mínima para o Brasil. Bolsonaro – e eu fui um eleitor de Bolsonaro – é um camarada sem a mínima postura de presidente. Homem tosco e totalmente despreparado para o cargo. O seu governo não tem projeto de nada. Qual o projeto de Bolsonaro para a carcomida educação pública, para a segurança, para a péssima e atrasada infraestrutura do País? Para a melhoria da empregabilidade e da renda das pessoas? Nada de nada! O Brasil nem sequer sabe cultivar investidores e aliados. A nossa economia, uma economia fechada, jamais se abre para o mundo para trabalhadores estrangeiros ou para grandes projetos de desenvolvimento. Que viessem 30/40 milhões de chineses para o Brasil para ajudar o nosso país a sair do eterno atraso! Bolsonaro só fica neste discurso ultrapassado e ideológico, mas nada apresenta para o País. O comunismo da China não é o comunismo idiotizado do PT, por exemplo. Sem este tipo de visão, o País jamais avançará.


Paulo Alves pauloroberto.s.alves@hotmail.com

Rio de Janeiro


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CONSEGUIRÃO?


Alguns estão classificando a vitória de Joe Biden como um triunfo do que se convencionou designar como centro, principalmente nas relações internacionais. Ingenuidade. As interações entre governos e países em nada se parecem com as dominantes entre as pessoas. Será impossível para os Estados Unidos manter o protagonismo mundial de que ainda desfruta, mediante a adoção de uma postura classificada como equilibrada, quando se trata da competição, impossível de evitar, com a segunda potência global, a China, galopando celeremente para firmar hegemonias tecnológica, política e militar sobre o resto do mundo, conseguidas por meio da degradação do valor da mão de obra lá em vigor, em comparação com o predominante no Ocidente, onde a carga trabalhista é muitas vezes superior, e da ausência de argumentações democráticas, sempre presentes nos países onde os governos são orientados pelo voto popular. Trump percebeu a ameaça que tal panorama representava para os valores americanos e procurou deter tal marcha, utilizando, infelizmente, para isso métodos pouco ortodoxos que acabaram respingando no bom andamento dos objetivos de aliados, afetando também os mercados de forma às vezes imprevisível, obrigando a desgastantes idas e vindas de decisão, que acarretaram frequentemente consequências nem sempre cooperativas. A esperança é de que os novos ocupantes da Casa Branca encontrem metodologias mais suaves, porém eficientes, para harmonizar os conflitos de interesse e poder entre as duas potências. Conseguirão?


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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A ERA DA DEMONIZAÇÃO


A manchete do Estado (8/11, A1) ressalta o que disse o novo presidente americano Joe Biden: “A era sombria da demonização acabou”. Ora, infelizmente o povo brasileiro ainda terá de aguardar – se nada acontecer de pior – um bom tempo para poder dizer também que “a era sombria da demonização acabou” por aqui. Afinal, Deus é brasileiro!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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ENFOQUE PRAGMÁTICO


Verificamos que novamente as margens de erro das estatísticas da vitória de Biden foram relevantes e com isso o país não está unido. Haverá que ser feito um trabalho exaustivo para que o radicalismo vigente nesse país não perdure. Pauta a se discutir melhor são os prognósticos de comportamento do presidente eleito americano em relação ao Brasil. Descrevem-se cenários negativos, antevendo dificuldades ao Brasil. Mas, ao mesmo tempo, salientam a conciliação como seu ponto forte. Seria, portanto, mais prudente aguardarmos os fatos concretos. Um relacionamento positivo só pode ser bem-sucedido se ambas as partes se entenderem. Isso sob quaisquer ideologias, e um exemplo disso é nosso relacionamento com nosso principal parceiro comercial: a China, uma ditadura comunista. Portanto, será possível haver este necessário entendimento com o novo governo americano. Cada país deve determinar suas estratégias comerciais e lutar por elas.  Deverá preponderar o comportamento pragmático. Talvez o enfoque crítico principal da imprensa devesse ser outro, não destacar o ideológico, mas o de gestão de nosso país. Sabemos das dificuldades deste governo em criar estratégias e planos de gestão. Sem saber o que se pretende, fica difícil estabelecer metas de relacionamento. A bola de fato está em nossas mãos.


Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba


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UNINDO OS AMERICANOS


Joe Biden se propõe a unir os americanos. Para começar, deve contribuir para tranquilizar a metade dos eleitores que não votou nele, garantindo que sua eleição foi justa e realizada com lisura. Como se faz isso? Refazendo a contagem dos votos em todos os lugares onde observadores foram privados de observar e conferir os procedimentos. Descartando todos os votos ilegais que vieram sem assinatura e outros identificantes exigidos pela lei, os votos de pessoas mortas, os votos falsificados, os votos que chegaram depois da data-limite, os votos com sinais evidentes de falsificação e os que chegaram em lotes de centena de milhar todos nominalmente a Biden – uma impossibilidade estatística, não utilizando mais programas com defeito para a contabilização, etc. Se procedendo assim, vier a ser eleito com os votos válidos, o ideal seria esclarecer a sua participação nas negociatas de seu filho envolvendo os países que estavam sob a sua tutela quando foi vice-presidente de Barack Obama, conforme consta no computador de Hunter. Bastaria isso para ter um excelente começo. 


Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


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BIDEN, LULA E BOLSONARO


No dia 7/11/2020, num canal de televisão, um repórter falando de lá, dos Estados Unidos da América, disse que sentia que o povo em festa nas ruas pela vitória de Biden se sentia livre não de quatro dias de tensão pelas apurações-tartaruga deles, mas de quatro anos de Trump (palavras minhas agora), da sua raiva, do seu obscurantismo, do seu “nós contra eles”, da sua burrice, da sua fanfarronice, etc. Quem inaugurou isso em terras tupiniquins não foi Jair Bolsonaro, ele deu continuidade (esperto, não?), mas o tal do Partido dos Trabalhadores (PT), em 1989, que foi contra tudo o que de bom foi feito no Brasil nos últimos 30 anos – Plano Real, Lei de Responsabilidade Fiscal, programas sociais e as bolsas, que eles ampliaram, mas jamais criaram –, por causa de voto, pelo projeto corrupto. E o resto o Brasil inteiro já sabe. Mas será que sabe, mesmo? E ainda, obra final, o tal de PT empurrou a nossa política para esta total falta de opções. Errar é humano, quem votou no atual presidente, milhões votaram por falta de opção, vai errar uma vez somente. O pior é errar durante 20 anos e ainda querer continuar no erro. Este tal de PT nunca fez, verdade sempre seja dita, absolutamente nada pelo Brasil, não precisava existir, porque, se assim fosse, nós nunca teríamos Bolsonaro. Tem gente que acha Lula inteligente, inteligente mesmo, sem brincadeira, “o cara”. “Os Estados Unidos estão divididos, Biden vai unir o país de novo.” E quem dividiu o Brasil? Não foi o tal de PT que fez “a obra”? E quem vai unir o Brasil novamente? Quem se habilita? Será que um dia ainda surge um outro Itamar Franco por aqui? Aqui, no Brasil, é o seguinte: jacu é considerado inteligente e inteligente é considerado jacu. Tem gente que acha Bolsonaro inteligente, inteligente mesmo, sem brincadeira, “o mito”. Pobres do Brasil e do mundo, cuidado com os discursos “progressistas” e “evangelistas”, com as “teologias” que arrebatam a fé em Deus que, no fundo, vocês nunca tiveram, e ainda não entregam o que de pão prometeram. “Infelizmente, não há remédio contra a hipocrisia” (Gandhi).


Luiz Alberto de Godoy Azeredo theokenos@gmail.com

São Bento do Sapucaí


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JOE BIDEN, UMA INCÓGNITA?


Joe Biden, uma incógnita? Não, para quem considera tudo melhor que o demoníaco Trump. Mas confiamos em Biden por mais, para a construção de um mundo, dependente dos EUA, melhor e menos dependente. Seu discurso – claro, pode ser apenas narrativa fictícia – foi um bálsamo para os que ainda creem no futuro, do alto de 70 anos, para os jovens sucessores. Se Biden apoiou a insana guerra do Iraque, saiba que as pessoas mudam, Gleen Greenwald, ex-Intercept. E o maior propulsor da mudança do planeta, paradoxal e doloridamente, foi a covid-19. O ex-vice de Barack Obama e o primeiro a ter uma vice-presidente afrodescendente será uma grata surpresa, neste momento diferente, para o que impulsiona o orbe – a classe média. Para mostrar o equívoco dos eternos descrentes na felicidade humana.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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GOOD LUCK, JOE!


O novo presidente dos Estados Unidos já mostrou que tem conduta de chefe de Estado. Joe Biden se comportou como um gentleman na disputa com Donald Trump. O mundo aguarda ansiosamente a volta dos Estados Unidos para o lado brilhante da força, esperamos que a América volte a liderar o mundo livre no caminho da prosperidade e da preservação da natureza. Good luck, Joe!


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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À MODA VENEZUELANA


Numa imitação esdrúxula e caricata de ditadores como Hugo Chávez, o falastrão e mau perdedor Donald Trump diz que a eleição nos EUA é uma fraude e pede a recontagem de votos. A pergunta que cabe é se os 70 milhões de votos dados a ele também devem ser questionados ou apenas os dados a Joe Biden. Em termos de eleição presidencial, os EUA não ficam nada a dever à Venezuela, pois não? A que ponto chegaram!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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ELEIÇÕES NOS EUA


País líder no mundo com sistema eleitoral ainda medieval!


Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo


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LÁ E CÁ


Nos EUA, a direita conservadora não quer aceitar a eleição de Joe Biden. Aqui, a esquerda criminosa não quer aceitar a eleição de Bolsonaro. A democracia em crise?


André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas


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DILMA’S LAW


Na eleição americana, ninguém ganhou e ninguém perdeu, pois quem ganhou não perdeu e quem perdeu não ganhou, e vice-versa, até porque quem ganhou perdeu e quem perdeu ganhou, de modo que todo mundo ganhou e todo mundo perdeu, isto é, ninguém ganhou e ninguém perdeu. Não havendo a possibilidade de um empate, a certeza absoluta de quem ganhou e de quem perdeu, só depois do julgamento dos recursos impetrados pelo Trump...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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LAVADA?


Trump: “Venci essa eleição, de lavada!” Além do nosso presidente, tem outro que também é cego!


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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‘QUEM NUNCA COMEU MELADO...’


A sabedoria popular explica a atitude do presidente Trump na atual eleição americana. Sendo ele uma pessoa estranha ao meio político, ao qual nunca de fato pertenceu quando se elegeu presidente, mesmo com uma visível minoria de votos em relação a Hillary Clinton, se ufanou tanto a ponto de justificar o brocado “quem nunca comeu melado, quando come, se lambuza”, que o leva a tentar desesperadamente a aferrar-se ao cargo, inventando toda sorte de invectivas contra seu atual adversário, Joe Biden, que sem alternativa o expurga do poder, com vantagem ainda mais acentuada em relação à eleição anterior. Houvesse a mínima possibilidade de justificar a corrupção alegada por Trump, as evidências já teriam formalmente surgido, e não se teria chegado tão longe no processo de apuração dos votos para impugnar o resultado que lhe é inexoravelmente adverso.


Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo


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BOLSONARO, ‘O LENTO’


O presidente Jair Cloroquina Bolsonaro não perde chance de interferir nas eleições de outros países. Após declarar suas não bem-vindas opiniões sobre as eleições em Argentina e Uruguai, opinou sobre as eleições americanas. “A esperança é a última que morre”, declarou quando o Donald Trump começou a perder a vantagem nas votações, tanto popular como a dos delegados eleitorais. Embora Biden tenha ganhado e sido felicitado pelos líderes mundiais, inclusive Boris Johnson, o amigo do peito de Trump, nosso presidente preferiu esperar um “quadro concreto” para se pronunciar sobre o resultado da eleição nos EUA. Parece que sua opinião faria alguma diferença, ou mudar o resultado. Trump e Bolsonaro têm algo em comum: invariavelmente, tomam posições toscas de caráter pessoal, e danem-se os interesses do correspondente país!


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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‘O TRUMP TUPINIQUIM’


Parafraseando o título da brilhante coluna de Eliane Cantanhêde de domingo, O Trump tupiniquim (Estado, 8/11), pode-se dizer que nosso “Trumpiniquim deve se recolher à sua solitária insignificância, junto de outras figuras pálidas da direita raivosa que ainda restam na política internacional, ao perderem seu guia e mentor Donald Trump, repudiado até pelas mais importantes lideranças republicanas, como Jeb Bush, ex-governador da Flórida, e Mitt Romney, ex-candidato à Presidência, que já parabenizaram Joe Biden pela vitória. Triste é reconhecer que após quatro anos de insana atuação na presidência dos Estados Unidos, Trump ainda receba 71 milhões de votos de ressentidos e ignorantes eleitores americanos. A grande questão é a disparidade de instrução em países como Brasil e Estados Unidos, em grande parte da população, facilmente manobrada por elites do mundo financeiro, que só pensam nos lucros imediatos que possam surrupiar da economia verdadeira. Presidentes populistas, sem as mínimas qualificações de estadista para liderar nações importantes, continuarão a ser eleitos enquanto houver eleitores tolos e interesses oligárquicos em nações de pouca instrução. 


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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CONDIÇÃO SINE QUA NON


O provável, quase eleito, virtual e eminente novo presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, que está sendo escolhido através de uma verdadeira gincana eleitoral – não vista em qualquer outro país que eleja o seu governante pelos meios democráticos –, não é o presidente dos sonhos de pouco mais da metade dos americanos, mas representa a volta do maior e mais importante país do mundo, ainda que com muitos percalços, à normalidade institucional interna e externa. Num imenso país da América do Sul, onde Donald Trump fez escola, confirmada essa derrota, o presidente terá de trocar imediatamente o seu chanceler, da sua aloprada política externa, e o ministro da destruição do seu meio ambiente. Condição sine qua non para garantir a esse país as condições para que possa se inserir nesta volta à normalidade mundial.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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ESPELHO


E agora, José? Ups, Jair? Seu mentor foi para o brejo, qual vai ser o seu novo espelho? Andrzej Duda?


Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião


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BIDEN ELEITO


Como diria Carlos Drummond de Andrade: “E agora, Jair?”


Luiz Rapio lrapio@yahoo.com.br

Rio de Janeiro


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DRUMMOND


Parodiando nosso poeta maior, pergunto: “E agora, capitão?” Seu amigão gangster perdeu. Espero que, depois de todas as demonstrações de vassalagem dedicadas ao fanfarrão derrotado, não lhe ocorra a triste ideia de consolá-lo com favores como os prestados a um antecessor dele por uma estagiária, em pleno salão oval.


José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo


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JUSTIFICATIVA


O presidente Bolsonaro tem dois anos para pensar e tentar justificar a sua derrota eleitoral em 2022, por fraude.


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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PÉ FRIO


O Brasil já tem um Mick Jagger para chamar de seu: Jair Messias Bolsonaro! Que o digam Trump, Russomanno, Crivella e todos os demais “abençoados”.


Marco Dulgheroff Novais marcodnovais@hotmail.com

São Paulo


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NO ESCURO


Bolsonaro tem tanto fascínio pela América que até o Brasil está entrando na fase do velho oeste: no Amapá está faltando energia há quase uma semana!


Sérgio C. Rosa sergiorosa@uol.com.br

Belo Horizonte


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IPTU JUSTO


Pelo valor do IPTU em São Paulo, o prefeito Bruno Covas demonstra falta de sensibilidade e de conhecimento da cidade, acreditando que somos todos ricos moradores de mansões nos Jardins. Péssimo gestor. Vamos votar num candidato que tenha compromisso com tornar o IPTU justo.


José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo

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