Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Rato que ruge


Em menos de 48 horas tivemos direito a três pérolas presidenciais. Ao se referir à interrupção dos testes da Coronavac devida ao falecimento de um voluntário, ele comemorou ter ganho “do Dória”. Não é o caso de comentar, o Estado já o fez em A morte da decência (11/11, A3). A seguir declarou não podermos ser um país de maricas. Deixando de lado a interpretação homofóbica, vamos ficar com a definição alternativa do Houaiss: que ou aquele que é dado a ter medo, que facilmente se acovarda; medroso, covarde, poltrão. Convenhamos, um apelo pouco lisonjeiro. Finalmente, respondendo a afirmações do presidente eleito dos EUA, Joe Biden, relativas à Amazônia, informou que se a saliva não for suficiente será a vez da pólvora, manifestação que teria agradado ao ator Peter Sellers na famosa comédia O Rato que Ruge. Só não ficou claro se essa atitude viril seria tomada antes ou depois da posse do 46.º presidente dos EUA. O Brasil já vai (novamente) à guerra, cantava Juca Chaves nos anos 1960.


ALEXANDRU SOLOMON

ALEX_SOL@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO


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Quixotada


O presidente Napoleão ameaçou os EUA e o país amanheceu tremendo. De tanta gargalhada!


ADALBERTO AMARAL ALLEGRINI

ADALBERTO.ALLEGRINI@GMAIL.COM

BRAGANÇA PAULISTA


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Poder de fogo


Bolsonaro radicaliza e fala em pólvora para proteger a Amazônia. Ao ouvir essa e outras barbaridades, como sobre a pandemia, concluí que se trata de um caso de “idiotia amaurótica”. Há falta de discernimento total sobre o que é uma pandemia, mas o pior é falar em pólvora. A cegueira se instala. Cabe aos jornalistas especializados em “pólvora” mostrar ao sr. presidente que somente um porta-aviões de países de Primeiro Mundo tem mais poder de fogo que todo o arsenal da América Latina. Quanta bobagem!


NELSON MATTIOLI LEITE

NELSONMLEITE@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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‘A morte da decência’


As chocantes palavras de Bolsonaro referindo-se à morte de um voluntário da Coronavac lembram, pela indecência, o gesto do petista Marco Aurélio Garcia quando do acidente do avião da TAM em Congonhas, em 2007, com dezenas de mortes. A falta de padrões mínimos de moralidade no despreparado presidente, como destaca o editorial, nos lembra como os extremos se igualam nos valores, nos exemplos familiares e até nos meios que usam para alcançar seus objetivos políticos. O mínimo que se requer é a destituição do presidente.


NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

NOO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Desapontamento


Se desgosto matasse, eu já teria morrido por ter confiado meu voto ao presidente Bolsonaro. Sua mediocridade já era esperada. Mas seu desdém pela pandemia e, principalmente, pelas vítimas dela é chocante. Espero que 2022 nos reserve algo melhor, pois de petismo e de bolsonarismo já estamos cheios.


SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

SEPASSOS@YAHOO.COM.BR

PORTO FELIZ


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País de maricas


Os “maricas” exigem o impeachment desse lunático.


FILIPPO PARDINI

FILIPPO@PARDINI.NET

SÃO SEBASTIÃO


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Quem é quem


Já passou da hora de iniciar o processo de impeachment desse irresponsável mandatário. Maricas é sua família, que se esconde atrás do foro privilegiado, e não os mais de 160 mil brasileiros mortos pela covid-19. Onde está a nossa oposição, acovardou-se de novo?


MÁRCIO MARCELO PASCHOLATI

MARCIO.PASCHOLATI@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Responda rápido


Quem é maricas, quem tem medo do coronavírus ou quem tem medo de enfrentar os privilégios do funcionalismo público e a corrupção dos políticos?


JOSÉ BENEDICTO MARONI

JBMARONI@ICLOUD.COM

SÃO PAULO


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Coragem do brasileiro


Interessante esse Bolsonaro. Quando está protegido, fala como machão. Mas esconde as questões potencialmente não republicanas: rachadinhas em conjunto com o filho senador e muito provavelmente com os outros filhos e esposas anteriores; a relação com Fabrício Queiroz e com o chefe do Escritório do Crime na área das milícias; o dinheiro milagroso que só aparece em papel-moeda e ninguém sabe de onde veio; outras relações ainda a serem esclarecidas com advogados de comportamento estranho, como Frederick Wassef e outros. E quem se esconde da verdade, seja porque se sente protegido por esquemas corruptos como o do Centrão ou pela posição que ocupa, de autoridade legitimada pelo voto, no meu entender, é maricas, frouxo, covarde. Corajosos somos nós, o povo brasileiro, que ainda temos de aguentar a burrice desse homem, sua covarde submissão aos porta-vozes do atraso e sua incapacidade de perceber a realidade, como a dos dias de hoje.


RICARDO AUGUSTO FRANÇA LEME

RAFLEME@GMAIL.COM

CAMPINAS


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Impeachment já


Até quando o sr. Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, vai retardar e/ou postergar a abertura de processo de impeachment do presidente da República? Aguarda o quê? Que ele insanamente provoque uma irremediável tragédia para os cidadãos de bem do Brasil e para toda a Nação no contexto mundial? Qual o motivo de não agir? Aja, rapaz! Ou será cobrado, em futuro próximo, por compactuar com os desmandos de alguém absolutamente despreparado para conduzir o País.


LUÍS ALBERTO ORSI SAVAZONI

LUISSAVAZONI@GMAIL.COM

MAIRIPORÃ


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Conselho da Amazônia

Rir pra não chorar


Os chineses estariam interessados na água brasileira, mais especificamente da Amazônia. Resta-nos perguntar: querem natural ou gelada?


GIOVANI LIMA MONTENEGRO

GIOVANI.LIMAMONTENEGRO@GMAIL.COM

SÃO PAULO



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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



BOLSONARO EXTRAPOLOU


Nesta semana Jair Bolsonaro extrapolou, ao festejar a morte de uma pessoa voluntária no teste da vacina chinesa em parceria com o Instituto Butantan como mais uma vitória do Jair, além de ofender a população brasileira apelidando-a de “maricas”, porque simplesmente se protege em casa da pandemia que já matou mais de 160 mil pessoas! É bom ele pensar que, certamente, nessas mortes ele tem parcela de culpa, primeiro, por não tomar medidas preventivas necessárias contra o coronavírus, que já assustara a Europa e certamente chegaria ao Brasil, seja por ar, mar ou terra – em vez de agir, ele simplesmente desprezou os avisos de seu perigo e a apelidou de “gripezinha”. Além dessa falha, ele passou a ironizar os governadores que tomaram providências como recomendar o confinamento das pessoas e o uso de máscara para evitar o aumento do contágio. Ele passou a encontrar grupos de pessoas sem usar a máscara recomendada, algo perigoso demais, porque ao povo o presidente do país é como um guia e, se ele não segue as recomendações, ele está certo e o copiam. Não bastassem esses absurdos, ele também tomou partido na eleição norte-americana – que ele ainda crê que Donald Trump venceu. Mas, se for Joe Biden, como apontam os votos apurados lá, Bolsonaro sem mais nem por que já disparou uma declaração sem nexo sobre negociações com os EUA: “(...) quando acaba a saliva, tem de ter pólvora (...)”. Nessa questão das eleições norte-americanas, seu comportamento pode criar problemas sérios amanhã tanto com os EUA como com a China, hoje nosso maior parceiro comercial, e isso trará prejuízos imensos ao Brasil.


Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça


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PATÉTICO


Na contramão de outros líderes mundiais que cumprimentaram o presidente eleito dos EUA, Joe Biden, o presidente Bolsonaro, sempre fanfarrão e patético, surpreendendo seus aliados mais próximos, usou termos chulos para: ameaçar os EUA com uma possível guerra (“depois que acabar a saliva”); e dizer que o Brasil é um país “de maricas”. Com a marca de mais de 160 mil mortes por covid-19, com uma economia frágil e a hiperinflação batendo à nossa porta, Bolsonaro poderá trazer prejuízos incalculáveis à economia brasileira se não começar a governar e parar de destruir a Floresta Amazônica. Em tempo: será que ele esqueceu que a pólvora foi inventada pelos chineses?


Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva


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DELÍRIO


Aprendi hoje duas coisas: que somos uns maricas e que vamos declarar guerra aos EUA se eles não se comportarem... Acho que Bolsonaro tomou um banho de LSD na juventude, só pode! É muito delírio!


Radoico Câmara Guimarães radoico@gmail.com

São Paulo


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NOSSA PÓLVORA


O monarca de um reino da América do Sul declarou guerra contra a potência do norte. Dentre os muitos generais do seu castelo, chamou o mais obediente e o encarregou de arregimentar tropas em Rio das Pedras. Reengajou um porta-aviões aposentado e enviou sua força para atacar o inimigo. Pelo Golfo do México, suas tropas desembarcaram na Baia de Tampa, avançaram até Orlando e tomaram o Magic Kingdom hasteando a bandeira do rei na torre mais alta do Castelo da Cinderela. Deram ultimato para o presidente eleito da potência do norte se render em 24 horas. O mundo perplexo aguarda os novos acontecimentos.


José Tadeu Gobbi tadgobbi@uol.com.br

São Paulo


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O RATO QUE RUGE


O falastrão, boquirroto e irresponsável Jair Bolsonaro, depois de falar em pólvora para defender a Amazônia, está parecendo o líder do Grão Ducado de Fenwick, país fictício que declara guerra aos EUA com o propósito de ser derrotado e, depois, conseguir financiamento para sua reconstrução, história retratada na comédia O rato que ruge (1959), de Jack Arnold.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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DIAS DIFÍCEIS


Bolsonaro atravessa dias difíceis: o Zero 1 denunciado pelo Ministério Público e um passo mais próximo das grades e o amigo desde criancinha Donald Trump derrotado tiraram o prumo (se é que ele o tinha) do nosso presidente. Mas esses problemas não lhe dão o direito de nos desrespeitar, todos nós que pagamos o seu salário, nos desqualificando como “um país de maricas”, porque nos cuidamos para evitar a contaminação pela covid-19. Afinal, um dia todos morrem.


R. Fantoni rffantoni@identidadesegura.com.br

São Paulo


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TRÁGICO


O presidente Bolsonaro foge apavorado dos jornalistas que querem saber a posição do Brasil ante o eleito Joe Biden, mas acha que não podemos ter medo da covib-19, senão seremos um país de “maricas”. Parece cômico, mas é muito trágico!


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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COVARDIA


O presidente chamou de “maricas” os brasileiros que procuram defender sua família da covid-19. Covardes são os que usam o poder público para defender sua família da Justiça.


Luiz Ribeiro Pinto

Ribeirão Preto


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PROTEÇÃO


Pare de tanto proteger os filhotes!  Vão acabar virando maricas. Deixe que eles paguem pelo que fizeram. 


Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia


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MARICAS É QUEM FALA!


Maricas, senhor Jair, é quem faz ameaças infantis – “quando acabar a saliva, tem de ter pólvora” – por falta de argumento. Vai declarar guerra aos Estados Unidos, é isso?! O povo brasileiro, que o senhor despreza, ao contrário do que o senhor disse, é corajoso, porque viver no Brasil que o senhor governa exige coragem, e a cada dia mais.


Elisa Maria P. C. Andrade elisa@portuguesemforma.com

São Paulo


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O MACHO E A PIADA


“Tem de deixar de ser um país de maricas”, disse Bolsonaro sobre a covid-19 (Estado, 10/11). Não vejo relação alguma entre machismo e covid-19, doença que já causou mais de 160 mil mortes no Brasil. Se Bolsonaro quer aparecer, recomendo vestir-se como Bozo e fazer comícios na Praça dos Três Poderes.


Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo


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CADA VEZ PIOR


Bolsonaro está cada vez pior em suas colocações em seus discursos, lives e outras situações que tais. Trata-se de uma figura grotesca que pensa ser um deus que está acima de tudo e de todos. Na terça-feira, em alto e bom som, disse que o Brasil precisa deixar de ser um país de maricas e passar a enfrentar a pandemia de peito aberto. No caso da vacina Coronavac, vangloriou-se, antes de saber que o voluntário que fez uso da Coronavac havia se suicidado, e não morrido em decorrência da vacina chinesa, e se considerou vitorioso contra Doria, bancou realmente o bobo da corte. Para completar o rol de idiotices, este fulano ainda fez ameaças com uso da pólvora contra os EUA de Biden, caso este venha a se utilizar de barreiras econômicas contra o Brasil se Bolsonaro não diminuir o desmatamento e as queimadas na Floresta Amazônica. Isso é de fazer rir, para não chorar, pois se trata de um insulto à inteligência de cada um de nós, brasileiros de bem, que tenha o mínimo de bom senso. Bolsonaro ainda é um dos poucos líderes mundiais a não reconhecer a vitória de Joe Biden nas eleições dos EUA, acreditando ainda numa reviravolta do fanfarrão e outro idiota Trump. Com essas atitudes todas geradas por Bolsonaro, Ernesto Araújo, Ricardo Salles e outros tantos de seu desgoverno, o Brasil estará fadado a se tornar um pária no cenário mundial e acabar por ficar isolado no besteirol de Bolsonaro e seus seguidores, enquanto os demais países que agirem de maneira mais decente e lógica vão surfar com o crescimento pós-pandemia.


Boris Becker borisbecker@uol.com.br

Praia Grande


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‘MARICAS’ E O ASNO


Ouvi uma vez que um bando de leões comandados por um maricas é um bando de maricas. Me recuso a acreditar que um bando de maricas comandado por um asno seja um bando de asnos!


Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo


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OFENSAS GRATUITAS


Presidente Bolsonaro, tenho 81 anos de idade, 2 filhos, estou viúvo após passar 60 anos casado. Chamar o povo brasileiro de “maricas” me ofende de uma forma muito brutal. Vivi toda a minha vida trabalhando em empresas privadas, sem os privilégios governamentais, passando por bons e maus momentos. Quero que V.Sa. esclareça o seguinte: V.Sa. que se considera machão por ter sido infectado pela covid-19, ficou em tratamento no palácio, tendo assistência de inúmeros médicos especialistas, aparelhamento de última geração e demais recursos. Por que não recorreu ao SUS? Por medo? É fácil ofender os outros quando se tem recursos privilegiados. Presidente, respeite mais o seu povo.


Adalberto Amaral Allegrini adalberto.allegrini@gmail.com

Bragança Paulista


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JAIR BOLSONARO


Este senhor rotula de “maricas” quem busca obedecer aos cuidados com a pandemia determinados pela ciência e pela OMS, bem como procura se comportar preventivamente de acordo com as políticas públicas de enfrentamento ditadas pelos governantes dos Estados da Federação que felizmente têm demonstrado competência e juízo. É triste viver num país com um presidente que despreza o sofrimento daqueles que morreram vítimas da covid-19. É triste vê-lo dar a entender que foram “maricas” por terem sido contaminados mesmo tomando todos os cuidados. Foi o caso de meu irmão, que, garanto, foi mil vezes mais homem do que este senhor, ao longo de toda a sua vida de trabalho, bondade, integridade e compaixão pelos seus semelhantes. Jamais faltou a quem precisasse de sua ajuda. Por ele, é preciso que se diga que o sr. Jair Messias Bolsonaro não é ninguém, ou melhor, é um ser desprezível e não tem moral para governar este país. Está na hora de tirá-lo de lá para que pare de agredir com sua virulência todos os que conhecem a dor da perda, do luto e o significado das palavras compaixão e, sobretudo, decência.


Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas


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INCOMPARÁVEL


Numa fala na terça-feira, Bolsonaro finalizou com as seguintes palavras: brasileiro é maricas. Já vi vários processos de impeachment no Brasil, pelas mais variadas causas, mas nenhuma se compara à gravidade do desprezo deste homem pela vida dos brasileiros. Onde estão os juristas deste país que não o denunciam como genocida e psicopata, a fim de cessar a mortandade da população que vem sendo causada por ele?


Shirley Schreier schreier@iq.usp.br

São Paulo


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DECLARAÇÃO DE GUERRA


O Brasil acaba de entrar para o seleto grupo de países que se atrevem a desafiar militarmente os Estados Unidos da América. O presidente Bolsonaro ameaçou usar a pólvora contra o recém-eleito presidente dos Estados Unidos. O uso da pólvora remete ao emprego de armas militares, ou seja, a fala de Bolsonaro é praticamente uma declaração de guerra. A Constituição brasileira é bem clara, a fala do presidente Bolsonaro ameaçando usar a pólvora contra o presidente eleito Joe Biden é um crime de responsabilidade contra a existência política da União: “Cometer ato de hostilidade contra nação estrangeira, expondo a República ao perigo da guerra, ou comprometendo-lhe a neutralidade”. O Brasil espera que o impeachment de Jair Bolsonaro ocorra antes da posse do novo presidente americano, e que as boas relações entre os dois países seja retomada rapidamente.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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NÃO DÁ MAIS


Já que Deus é brasileiro, rogo a Ele fervorosamente para que o Congresso retire esse imbecil da presidência do nosso país antes que ele nos enterre com suas estultices.


Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião


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DESPERCEBIDO


Ofuscado pelas traquinagens do presidente Jair no assunto da Coronavac – motivo de reprovações em várias páginas do Estado de ontem, 11 de novembro, desde o editorial A morte da decência, seguido do Fórum dos Leitores e das manifestações das articulistas Vera Magalhães e Rosângela Bittar –, passa praticamente despercebido o conluio para o “assassinato” da Operação Lava Jato. Na reportagem de Breno Pires Na ‘estreia’, Marques contraria a Lava Jato (11/11, A12), inicia-se o alinhamento do recém-empossado Kássio Nunes Marques com os garantistas Gilmar Mende e Ricardo Lewandowski em decisão relâmpago (1 minuto e meio) que pavimenta o caminho para o fim da Lava Jato. Aliás, em 7 de outubro o presidente Jair afirmara que o seu governo acabou com a Lava Jato porque o governo não tem mais corrupção, desmentido logo a seguir pelo episódio número 2 do dinheiro na cueca. Assim, o novo ministro escolhido a dedo pelo presidente – tal qual o procurador-geral da República Augusto Aras, ambos com antecedentes ligados ao PT – prepara-se, ao que tudo indica, para o voto decisivo que reverterá a condenação de um corrupto condenado em três instâncias jurídicas, o chefe do mensalão e do petrolão, Lula da Silva, que poderia se candidatar à Presidência da Republica em 2022.


Antonio Carlos Gomes das Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo


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TESTE DE FOGO


O novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques – indicado por Jair Bolsonaro para a vaga –, vai julgar Flávio Bolsonaro sobre o foro privilegiado e em qual instância 01 será julgado pelas rachadinhas. Afinal, como o ministro entrou pela porta da frente no tribunal, os brasileiros de bem saberão, realmente, qual o grau de gratidão que ele tem com a famiglia Bolsonaro. Agora é só aguardar.


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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PRIVATIZAÇÃO DA CEDAE


A Companhia de Água e Esgoto do Estado do Rio de Janeiro (Cedae), no decorrer dos anos, tem-se mostrado uma instituição ineficiente e inviável. O objetivo de sua privatização está em pauta. O longo episódio – humilhante e revoltante – de suas águas contaminadas pela geosmina, afetando a saúde da população, liquidou de vez com as pretensões de permanecer estatal. Somente a privatização poderá lhe conceder o status de eficiente e confiável.


Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

 

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