Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2020 | 03h00

Eleição municipal

É hoje


Seus próximos quatro anos dependem do seu voto. Pense bem, pois, como disse Max Weber, “neutro é quem já decidiu pelo mais forte”. Ou podero$o!


TÂNIA TAVARES

TANIATMA7@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Dia de festa


Tudo pronto para a nossa festa da democracia. Mais de 5 mil prefeitos serão escolhidos, além de uma quantidade de vereadores que se aproxima dos 100 mil. Em boa parte dos cenários, os mesmos sobrenomes, presentes na rentável vida pública desde o Brasil colônia, a indefectível enxurrada de mentiras travestidas de promessas de campanha e os embates entre adversários que, em futuro próximo, podem tornar-se aliados, dependendo das conveniências e das oportunidades de ascensão ao poder. Como pano de fundo, o eleitor, que, incorrigível, continua a alimentar, sem reagir, um bilionário fundo eleitoral e espera que os escolhidos trabalhem pelo bem comum. Entre outras expectativas, ajudando a aumentar a oferta de trabalho para a população, embora esta esteja cansada de saber que político só cria cabides de empregos para apaniguados a fim de nutrir seus projetos particulares.


PAULO ROBERTO GOTAÇ

PGOTAC@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO


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Desgoverno Bolsonaro

Desalento


Nossa pátria não merece o que está acontecendo. Talvez com menos holofotes em Jair Messias Bolsonaro o Brasil sobreviva às suas atitudes de confronto permanente com instituições e pessoas. Não é possível que tenhamos elegido um presidente que desafia, desacata e acha que só a sua verdade nos permite evoluir... Rui Barbosa foi político, teve falhas e acertos, como todos nós, mas nos legou aquela frase lapidar que dedico aos políticos brasileiros, infelizmente fracos, com raras exceções: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver o poder se agigantar nas mãos dos maus, o homem chega-se a rir-se da honra e ter vergonha de ser honesto”. Nós, brasileiros somos reféns, a cada eleição, de candidatos de ocasião e dos já cooptados pelo sistema, que insistem em contemplar o seu bem-estar acima do da Nação, que eles deveriam representar. Triste fim de um país condenado ao atraso econômico, moral, cultural, tecnológico e humano.


PAULO ERNESTO CONRADT

PCONRADT66@YAHOO.COM

SÃO PAULO


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Escolha nossa


Nos últimos 30 anos o Brasil teve apeados do poder dois presidentes, um por falta de decoro e outro por crime de responsabilidade. Atualmente, temos um terceiro que protagoniza um combo das duas faltas. Sob o ponto de vista ético, se as faltas isoladamente foram consideradas suficientes para a remoção dos “pacientes”, o que dizer quando ambas são concomitantes? Embora algumas autoridades constituídas evitem o processo, por considerá-lo traumático, seria o caso de consultar a preferência popular: uma mudança drástica ou manter-se no purgatório com o atual desgoverno, sem propostas, perspectivas e futuro, que destrói o patrimônio da Nação e sua credibilidade, humilhada diariamente por um presidente alucinado, falso e incompetente?


ALBERTO MAC DOWELL DE FIGUEIREDO

AMDFIGUEIREDO@TERRA.COM.BR

SÃO CARLOS


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Estranha letargia


Forças democráticas que enchiam ruas contra a ditadura hoje se limitam a notas de repúdio. OAB, ABI, artistas, intelectuais, etc., assistem ao bufão do Trump a proteger milicianos, atacar a Constituição e, indiferente aos quase 170 mil mortes de brasileiros, sabotar vacina e investimentos estrangeiros, além de matar a Lava Jato para proteger políticos e partidos larápios, etc. Isso só agrada a patifes. Parece que o medo do ventilador da lei sobre esse ser vil é maior do que aparenta.


JOÃO BOSCO EGAS CARLUCHO

BOSCOCARLUCHO@GMAIL.COM

GARIBALDI (RS)


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Imperador ‘fake’


Nos jornais se lê que o Brasil aceitou entrar no programa norte-americano de barrar os equipamentos 5G da Huawei. É público e notório que essa decisão vai afetar seriamente, de forma técnica e financeira, as operações em 5G no País. Como se deu essa tomada de posição? Quem discutiu? Quais foram as cláusulas do acordo? O que considerou o Congresso Nacional, que representa o povo brasileiro e é responsável pelos tratados internacionais e pelo Orçamento da União? Tudo indica que foi decisão unipessoal do pretenso imperador do Brasil, o dono da BIC. Na mesma ocasião lemos que ao saber que o grupo do vice-presidente considerava sugerir a desapropriação de terras onde há desmatamento e queimadas ilegais, vetou “de pronto” a ideia, qualificando-a como “delírio”. O dono da BIC acha que seu cargo lhe dá poder legislativo superior ao do Congresso Nacional? Pode-se saber o que o Congresso e a Procuradoria-Geral da República consideram sobre esses dois casos em que o pretenso imperador está passando como um trator sobre seus súditos?


WILSON SCARPELLI

WISCAR@TERRA.COM.BR

COTIA


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Pária mundial


A insistência da “diplomacia” bolsonarista (dois termos antagônicos) em não reconhecer a eleição de Joe Biden parece inspirar-se num trumpismo às avessas: fazer o Brasil pequeno de novo! Caminhamos a passos largos para nos tornarmos um pária mundial. Felizmente, setores pensantes, como o agronegócio, constroem pontes, ao invés de muros.


MARCO DULGHEROFF NOVAIS

MARCODNOVAIS@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


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Em busca da felicidade


Bolsonaro teria dito que sua vida é uma desgraça, que não tem nenhum prazer em estar no cargo e não consegue paz. Como todos têm direito à felicidade, sugerimos que renuncie. A maioria do povo brasileiro lhe agradeceria pelo gesto de nobreza. Que ele nos brinde com sua ausência.


EDUARDO ALBERTO SICKERT P. DE MELO

VOVONUMERO1@HOTMAIL.COM

MARÍLIA



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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


DIA DE ELEIÇÃO


Votar e escolher um representante a um cargo público eletivo é, antes de um dever, um direito de cada um de nós, cidadãos e nacionais, enquanto capacitados ao sufrágio universal. O.k.? Tenho dito! Nem sempre o nosso voto elege aquele candidato em quem depositamos a nossa confiança. Outras vezes, conseguimos colocar aquele político lá, no cargo público pleiteado. É aquele negócio: “Não tem tu, vai tu mesmo!”. Linguajar feinho, né? Vem do povão. É o povo quem manda. Como não podemos todos nós ser eleitos e assumir aqueles trabalhos públicos, saem alguns poucos do meio do povo e vão nos representar e cuidar do patrimônio coletivo. Pena que muitos desses representantes populares passam a se achar donos do bem comum e a acreditar que os seus eleitores lhes devem favores ou, se receberem “favores”, lhes ficam devendo. Caramba! Como somos ainda atrasados na forma de pensar o poder público. E ainda ridicularizamos a época dos “coronéis” agropecuaristas da política das primeiras décadas – senão de todas – do século passado. Somos, verdadeiramente, a maior democracia do mundo ocidental. Somos, sim! Não venha ninguém me dizer que são os EUA. Afinal, aquela democracia do norte perde feio para a tupiniquim, quando falamos em quantidade de partidos representados nos Poderes Legislativo e Executivo, no poder do voto igualitário e direto, na urna eletrônica e segura, na rapidez impressionante da apuração de milhões de votos. Que outros países têm população eleitoral maior que a nossa pátria mãe? No mundo inteiro, afora os States, temos apenas duas maiores que nós: a da Índia, com 800 milhões de eleitores; e a da Indonésia, com 193 milhões. Aqui, qualquer cidadão pode se candidatar, de vereador a presidente da República, obedecendo previamente alguns critérios simples como ter nacionalidade brasileira ou ser naturalizado; estar em pleno exercício dos direitos políticos; estar alistado na Justiça Eleitoral; ter domicílio eleitoral na circunscrição há pelo menos um ano antes do pleito; e ser filiado a um partido político também há pelo menos um ano antes da eleição. Psiu! Ei! Mas, aqui pra nós, em “off”, não seria bom que todos os nossos políticos fossem providos de discernimento, educação e cultura? Seria tão bom se os candidatos e eleitores brasileiros tivessem a consciência da importância que é ter esta belezura de democracia! Mas, infelizmente, muitos – a minoria, creio eu – tentam manchar esse instituto de liberdade e civilidade, que demoramos anos a fio, com muito suor e sangue derramados – dito na sua verdadeira essência – para conquistar. Então, hoje, vamos nós, proprietários de títulos eleitorais, dar o nosso “testemunho” diante da maquininha musicada. Viva a democracia!


Cláudio Assunção meacarta@yahoo.com.br

Santo Antônio de Jesus (BA)


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QUATRO ANOS


Hoje é dia das eleições que vão definir quem serão nossos prefeitos e vereadores. Vote bem para que não tenha quatro anos para se arrepender.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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HORA DA VERDADE


Hoje é mais um daqueles dias para pensar, seriamente, se queremos as coisas como estão, por satisfazerem nossas necessidades básicas, entre elas serviços públicos como educação, saúde, geração de emprego e renda, segurança, transporte e lazer, no caso de candidatos à reeleição e indicados seus, ou se desejamos mudanças a serem implantadas por quem demonstra ou já demonstrou capacidade para tal. Com exceção do Estado do Amapá, onde a população não vai poder escolher (por causa de escolhas erradas e da incompetência de muitos que permitiram apagão físico, moral e psicológico), brasileiros e brasileiras do País todo vão às urnas eleger vereadores e prefeitos que legislarão e administrarão os municípios durante os próximos quatro anos. Detalhe: não são quatro dias, quatro semanas ou quatro meses. São quatro anos! Hoje mesmo, diferentemente do processo eleitoral dos EUA, que é lento, pouco transparente e, às vezes, antidemocrático, se tudo der certo a maioria dos candidatos “conhecerá a verdade” (João 8:32), levando para prefeituras e Câmaras quem soube convencer, mais e melhor, de alguma forma, a maioria. Portanto, hoje, e no dia 29 (em municípios onde houver segundo turno para escolha de prefeitos), quem queira e possa participar, é uma excelente oportunidade, um bom começo, para mostrar contentamento ou descontentamento com o que vem sendo feito no local em que vivem todos os cidadãos. Os que estão satisfeitos, os que não estão, os que querem mudar e os que querem que tudo fique na mesma.


João Di Renna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)


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ALÉM DO VOTO


As eleições deste domingo precisa motivar o eleitorado a escolher candidatos que tenham propostas efetivas e uma relação permanente com as coletividades. Mas não basta apenas o voto, é preciso acompanhar o desempenho de quem foi eleito.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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ELEIÇÕES E COVID-19


Para tudo foram encontradas medidas para aliviar os riscos de contaminação pela covid-19. As eleições poderiam ocorrer durante toda a semana, com ou sem mais regras como do rodízio de veículos. Agora, ter um prazo de 10 horas para toda a população se agrupar nos recintos de votação me parece uma insanidade.


Carlos Viacava cviacava@uol.com.br

São Paulo


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PRESIDENTE ‘PÓLVORA’


Em resposta ao vazamento do documento do Conselho Nacional da Amazônia Legal, que é presidido pelo vice-presidente Hamilton Mourão, o presidente Jair Cloroquina Bolsonaro declarou ser “delírio a ideia de tomar terras de quem cometeu crime ambiental”, e ameaçou demitir o responsável do governo, “a não ser que essa pessoa seja indemissível”. Ou seja, o governo brasileiro, representado pelo ministro contra o Meio Ambiente, Ricardo Salles, protege criminosos invasores de terra, derrubadores de mata, além dos incendiários que aumentaram este ano em 24% o número das queimadas na Amazônia em relação a 2019. O “cara” é pólvora, mesmo!


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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FÍGADO


A eficiência da “saliva” demanda competência do cérebro. Quando ela se esgota, o fígado produz a pólvora. Nosso presidente aparenta ter uns 30 quilos de fígado e 200 gramas de cérebro.


César Garcia cfmgarcia@gmail.com

São Paulo


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BRASIL, UM CARRO QUE NÃO PEGA


Com este governo incompetente, um presidente indecente que mente até a raiz do dente, desde que tomou posse Sua Excrescência é pífio “no úrtimo”. Seu vice, Hamilton Mourão, disse na quarta-feira (11/11) que a declaração do presidente Jair Bolsonaro sobre usar “pólvora” para proteger a Amazônia é uma referência a um “aforismo antigo” e complementou “achando” que ele (o presidente) quis dizer que, “quando acaba a diplomacia, entram os canhões, foi isso que ele se referiu”, afirmou na chegada à Vice-Presidência. Tomando isso pela lógica cartesiana, pode-se concluir que (agora então) ficaremos tranquilos e confiantes em saber que basta trocar “pólvora” por “canhões” e o Messias poderá ser visto como um verdadeiro estadista? É, estamos bem, sim – agora estamos bonitos, é...


Nelson Sampaio Jr. n.sampaio@hotmail.com

Curitiba


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A HORA DE MOURÃO


“Nunca antes na história deste país” o vice-presidente se destaca mais do que o presidente. Bom senso mostra quem é um verdadeiro líder.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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SEM ASSUNTO


O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou na semana que passou que Bolsonaro aguardava o fim da batalha judicial para se manifestar sobre as eleições norte-americanas. O presidente afirmou que não tem falado com o vice sobre as eleições nos Estados Unidos nem sobre qualquer outro assunto. Disse mais o presidente: o que Mourão falou sobre os Estados Unidos, “eu falaria na hora certa”, “é a opinião dele”. Mourão, se justificando, disse: tudo é apenas minha visão. “Só isso”. Não há polêmicas entre os citados.


Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

São Paulo


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VICE-PRESIDENTE


Hamilton Mourão é o atual saco de pancadas.


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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BOLSONARO X MOURÃO


Em 2018 o povo brasileiro elegeu um capitão e um general, um destemperado e o outro, ponderado e sensato. Com as muitas desavenças entre eles, gostaria de saber de que lado estão as nossas Forças Armadas.


Alroger Luiz Gomes alroger-gomes@uol.com.br

Cotia


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FRUSTRADO


Jair Bolsonaro só não foi expulso do Exército porque tinha amigo no Superior Tribunal Militar e lhe deram uma saída honrosa. Agora, descarrega sua frustração tratando mal alguns generais. A favor de nossa democracia, o general Edson Leal Pujol, comandante do Exército, deu um recado muito claro: que não envolva as Forças Armadas nos seus planos golpistas. Eu não sei se a deficiência mental de nosso presidente vai permitir que ele entenda, mas nós, brasileiros, já entendemos. É uma boa notícia para nossa democracia, que está à beira do abismo.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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SANIDADE MENTAL


Presidente reage a fala de Pujol e lembra que foi ele quem o nomeou (Estado, 13/11): “o general Edson Leal Pujol foi escolhido por mim para comandante do Exército” e as Forças Armadas “devem, por isso, se manter apartidárias, baseadas na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do presidente da República”. Será que também pretende usar a pólvora para subjugar o Exército? Deve fazer teste de sanidade mental!


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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BOLSONARO E PUJOL


Nomeou? Nomeado não é castrado!


Carlos H. W. Flechtmann chwflech@usp.br

Piracicaba


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DIREITA, VOLVER!


Se os militares não queriam se misturar com a política, por que aceitaram trabalhar no governo? Agora, que estão vendo que seu commander in chief é maluco, querem tirar o corpo fora. Direita, volver!


Elisabeth Migliavacca

São Paulo


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CUMPLICIDADE


O Brasil espera que as Forças Armadas percebam, finalmente, que são cúmplices e coniventes de cada sandice que o presidente Bolsonaro pratica. As Forças Armadas são cúmplices da destruição sem precedentes da Amazônia e do Pantanal, do caos na saúde, do dinheiro na cueca, das rachadinhas, cada barbaridade que Bolsonaro comete e não é repreendido, não é criticado, torna todos a sua volta cúmplices e coniventes. O Brasil espera que as Forças Armadas cumpram o seu dever e vençam a guerra que está sendo travada contra a milícia carioca.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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SALIVA E PÓLVORA


Parece que depois da saliva dos diplomatas na proteção da Amazônia creio que haveremos de vislumbrar uma guerra de poderio atômico e poderoso não apenas com a pólvora do presidente, mas também com ajuda dos bravos índios com seus arcos e flechas. Às vezes uma arma rústica e primitiva pode alcançar a vitória, a exemplo de Davi, que liquidou o gigante Golias, no século II a.C., com sua funda e uma pedra lançada na testa do inimigo. Quem sabe se o presidente tem uma arma que pode vencer os invasores da floresta? 


Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Petrópolis (RJ)


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SABEDORIA


Na qualidade de eleitor de Bolsonaro em 2018, hoje, mais de dois anos depois do início de seu governo, uma preocupação invade meu espírito. A sequência de intervenções personalistas e às vezes inoportunas em setores nos quais sua influência teria de se fazer de maneira mais sutil e, por conseguinte, mais eficiente, pois para isso dispõe de instrumentos apropriados, me permite concluir que sua imagem se encontra no momento meio desgastada, com repercussões nas expectativas para o pleito de 2022, no qual tentará a recondução ao cargo máximo do País. Desejando sinceramente continuar a me manter como um de seus votantes e apoiadores, sugiro ao presidente que, a partir de ontem, assuma, em proveito próprio, uma postura mais inteligente e passe a agir com mais sabedoria no trato dos complexos problemas com os quais o Brasil e o resto do mundo estão envolvidos.


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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A TRAGÉDIA DE BRUMADINHO


Um cheiro putrefato começou a exalar com força quando a Vale iniciou suas compensações financeiras pelo desastre de Brumadinho (MG) não na forma de reparação ambiental, mas na forma de favores políticos, como a construção de estradas, hospitais e escolas. Agora apareceu o cadáver. Não o cadáver de uma das vítimas ainda não encontradas no desastre, mas o acordo entre a Vale e o governo de Minas, que, estimam as fontes consultadas pelo Estadão, economizarão cerca de R$ 24 bilhões à mineradora. É preciso que se tenha muito claro que a Vale só faz o que faz porque encontra apoio importante nas três esferas de governo. Enquanto a Vale e políticos comemoram em segredo, as famílias das vítimas e o meio ambiente choram.


Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba


 

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