Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2020 | 03h00

Eleições

Representatividade


A esta hora, a esmagadora maioria dos municípios brasileiros já sabe quem será o prefeito em 1.º de janeiro, pois não há segundo turno para cidades com menos de 200 mil eleitores. Calcula-se que em 2 mil municípios tanto o Legislativo quanto o Executivo representarão menos de 50% dos eleitores. São as regras. Mas, em que pese o editorial Uma eleição fundamental (15/11, A3), o voto anti-Bolsonaro há de ter sido vitorioso, para retirar um pouco do cinza político que paira sobre nós.


ADILSON ROBERTO GONÇALVES prodomoarg@gmail.com

Campinas


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Barbas de molho


Os resultados das eleições municipais não preconizam automática e invariavelmente as nacionais, mas revelam preferências por partidos e coligações. Quem venceu não pode dizer que indubitavelmente vencerá as nacionais em 2022. Mas quem teve seus candidatos acachapantemente derrotados, como o incurial e insólito presidente Jair Bolsonaro, deve pôr as barbas de molho.


AMADEU R. GARRIDO DE PAULA amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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Desgoverno Bolsonaro

Forças Armadas no Planalto


Esclarecedor o editorial O papel das Forças Armadas (14/11, A3), ao relembrar que elas se destinam “à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”, como determina o artigo 142 da Constituição. Com todo o respeito às nossas Forças Armadas, infelizmente, tudo indica não ter sido boa ideia a participação de grande número de militares de alta patente na gestão do medíocre ex-deputado federal e pior ainda presidente. Creio que entraram num beco com pouca saída. O ex-capitão expulso do Exército por grave indisciplina não respeita nem a sombra da corporação. Frustrado e soberbo, ele se compraz em humilhar militares em público, até generais, como já fez, por exemplo, com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Ele não respeita nem seu vice, general Hamilton Mourão, que tem funcionado como colchão para amortizar decisões irracionais do presidente. Pior ainda, põe as Forças Armadas numa saia-justa quando diz, de forma esquizofrênica, absurdos como “quando acabar a saliva tem de ter pólvora” contra os EUA... Que insanidade! Ninguém, nem mesmo os militares graduados dentro desse desgoverno, consegue controlar as loucuras de Bolsonaro. Por que, então, pôr em risco a imagem das Forças Armadas?


PAULO PANOSSIAN paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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Papel constitucional


Todos os pronunciamentos das mais altas autoridades das Forças Armadas, em especial os do comandante do Exército, general Edson Pujol, são no sentido de que os militares não devem conviver com a atividade política e esta não deve entrar nos quartéis. É diretriz constitucional, que, repetida, serve de lembrete ao presidente de que a mistura de política e militares já deu maus resultados para o País, como já se viu no passado.


JOSÉ CARLOS DE CARVALHO CARNEIRO carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro


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Espelho mágico


A proclamação nas redes sociais de algo como “fui eu que nomeei Pujol” é descabida e imprópria. Mas revela a imagem que Bolsonaro vê em seu espelho mágico: o “imperador” do Brasil, que tudo sabe e tudo pode. A cada dia, a cada declaração, o “imperador” se desnuda mais. E nós, que o elegemos e confiávamos no poderoso tripé que lhe dava condição de fazer um governo capaz de acabar com a corrupção, a ineficácia e os privilégios que infectam o Brasil, vimos Bolsonaro desmantelá-lo. Começou com Sergio Moro, que garantia o combate à corrupção, por ameaça a interesses da família Bolsonaro e aliados. Depois, ao negar apoio ao ministro Paulo Guedes quando medidas econômicas sérias e necessárias foram propostas, pelo receio de afetarem sua reeleição. Restou-lhe o apoio de bem-intencionados militares, mas este já sofreu um primeiro balanço. Para substituir o tripé ele busca o Centrão, que não garante o futuro do reinado. Os olhos dos brasileiros estão, finalmente, se abrindo.


LUIZ RIBEIRO PINTO brasilcat@uol.com.br

Ribeirão Preto


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Só bola fora


Bolsonaro perdeu para o governador Doria no caso da Coronavac e na manutenção da Fórmula 1 em São Paulo. Perdeu quando apoiou Donald Trump. Perdeu quando apoiou candidatos a prefeito. Perdeu para seu vice, que admitiu a vitória irreversível de Joe Biden. Ou seja, todo dia uma bola fora, e não se emenda. Isso é o que pode chamar de “estadista de visão”!


JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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Maktub


O destino do nosso presidente fanfarrão será igual ao de seu “amigo” Trump na próxima eleição para presidente, em 2022.


ARTUR TOPGIAN topgian@terra.com.br

São Paulo


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Lemas


Hoje está claro que o verdadeiro slogan do presidente dos EUA sempre foi “Trump first”, como fica cada vez mais evidente que no Brasil o que vale é “Bolsonaro acima de todos”.


ROBERTO MENDONÇA FARIA faria@ifsc.usp.br

São Carlos


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Pandemia

Segunda onda


Os europeus lutam novamente contra a difusão da covid-19. Em apenas 22 dias o número de casos de contaminação dobrou na França e na Itália em apenas 17 dias. A segunda onda prenuncia outro desastre sanitário. Os laboratórios correm para desenvolver e testar vacinas contra o vírus, mas ainda vai demorar para que as populações sejam imunizadas. Os testes são realizados com muita cautela e o início da distribuição está previsto apenas para abril de 2021. Somente a imunização generalizada trará de volta a tranquilidade para a população mundial.


JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



ELEIÇÕES, UM JARAGUÁ DE DECEPÇÕES


A velhice trouxe-me o benefício de me calar no aflitivo dia que é o dia das eleições. Finalmente, estou desobrigado dessa escolha maldita, e, quando escuto na rádio ou vejo na TV sobre a roubalheira endêmica, desfilando do Alvorada ao Congresso Nacional a passos largos, posso hoje dizer “não fui culpado disso, pois não votei naquele canalha”. Houvesse meia dúzia, só fosse, de gente honesta entre eles, mesmo idoso, eu arriscaria ir às urnas. Todavia, desde 3 de outubro de 1960, meu primeiro voto (e votei em Jânio Quadros para presidente), até 7 de outubro de 2018 (quando votei em Bolsonaro), desde então, um a um, todos a quem eu jurei fidelidade me decepcionaram profundamente, sequencialmente. Um Jaraguá de decepções. Quero estar errado, mas nem sequer dois ou três candidatos honestos, entre milhares que se apresentam, ali se veem. É uma turba multa de analfabetos, um chorrilho de ignorantes, cujo único propósito é empanzinar-se com o dinheiro público, imiscuir-se na burguesia endinheirada, abalançando-se na mordomia do Il dolce far niente, com o nosso dinheiro! Eis aí o breve, o verdadeiro, o sucinto relato do nosso político. Nenhum há que, eleito, embrenhe-se no serviço público, com alma e coração, para combater a vida miserável das periferias das capitais. Nenhum há que pense num Brasil melhor. Olhe-se a calamidade em que vive o território federal do Amapá! Nós, brasileiros, cobrimos os olhos de vergonha! Não tenho dúvida de que ali está o dedo do político corrupto, a matar os pobres e miseráveis à míngua. Todos, a uma, voltam-se para a gatunagem. Que os bons me perdoem, se os houver, mas essa é a triste realidade.


Antonio Bonival Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo


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BOLSONARO, A VACINA E A POLÍTICA


Com a manifestação do presidente Jair Bolsonaro indicando o tenente-coronel Jorge Luiz Kormann para substituir a farmacêutica Alessandra Bastos Soares em diretoria técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), caracteriza-se mais uma absurda intervenção de um leigo em órgão técnico. O motivo é sempre o mesmo: ter alguém à frente do órgão que goze da irrestrita confiança de Bolsonaro e aceite aplicar o que entende ser o melhor em sua ótica deturpada. Assim, o tenente-coronel Kormann deverá lutar pela rejeição da aprovação da vacina Coronavac pela Anvisa, porque ao presidente isso não convém, já que daria ao governador de São Paulo, João Doria, uma vantagem sobre ele. Como é praxe em todas as suas decisões, mais uma vez relega o interesse público a seu interesse particular, visando apenas à sua reeleição. Pena que as Forças Armadas sejam vilipendiadas a tal ponto.


Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo


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O APARELHAMENTO DA ANVISA


A Anvisa é uma agência reguladora cuja finalidade é fazer vigilância sanitária. É de supor que os ocupantes dos cargos de direção sejam pessoas de notório saber técnico ou, no mínimo, preencham os requisitos necessários para executar sua tarefa. No entanto, a escolha de Jair Bolsonaro para uma vaga de direção recai sobre mais um militar, alinhado com o governo, que, segundo alguns senadores que terão a missão de avaliá-lo, não tem nenhuma qualificação para o preenchimento do cargo. Ora, depois querem que confiemos na decisão da Anvisa quando manda interromper um processo de pesquisa de uma vacina contra a covid-19 sendo levado a cabo pelo super respeitado Instituto Butantan! É preciso que tenhamos a segurança absoluta de que qualquer decisão em relação a essa vacina pela Anvisa não esteja impregnada de ranço político-ideológico, que venha a reforçar a suspeita de motivação política gerada a partir de sua interrupção por um evento trágico sem nenhuma relação com a vacina. Sem contar a forma estranha como essa interrupção se deu, sem que o responsável pela condução da pesquisa, dr. Dimas Covas, fosse sequer notificado antecipadamente de maneira adequada. Isso tudo é grave e triste, porque se percebe que há por trás desse episódio lamentável um interesse subliminar em desacreditar a Coronavac, a que chamam jocosamente de “vacina do Doria” ou a “vacina chinesa”.


Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas


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ATÉ QUANDO?


Até quando os demais Poderes da República irão assistir inertes ao presidente Bolsonaro desmontar por completo os órgãos de Estado e submetê-los ao comando de pessoas despreparadas, não só tecnicamente, como adeptas a teorias específicas contrárias à ciência aceita pela nossa civilização? A pergunta é necessária, pois, segundo as notícias dos últimos dias, o presidente acaba de indicar para dirigir a Anvisa o tenente-coronel Jorge Luiz Kormann. De acordo com o perfil do indicado, contido na reportagem, sem qualquer demérito pessoal, ele não possui as qualidades técnicas necessárias para conduzir a Anvisa, mormente durante uma pandemia. Até porque, defende teorias que não se enquadram com aquelas adotadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em consonância com as quais médicos e a própria Anvisa têm de atuar. Seguidor de Olavo de Carvalho, o indicado ironiza a OMS, critica a Coronavac, a vacina chinesa que está sendo desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan, e aprova o kit-covid do presidente. Ora, a indicação por motivo político e pessoal está escancarada neste caso. Mas, para assumir o posto na Anvisa, Kormann precisa ter o nome apreciado pelo Senado. O desembarque do Centrão no Senado não é coincidência e, se ele for aprovado, ficará claro que os congressistas estarão atuando como cúmplices de medidas que poderão agravar mais a situação crítica da área da Saúde em face da pandemia. Há tempos, o Estadão publicou reportagem em que o deputado Rodrigo Maia, que vem segurando uma série de pedidos para a saída de Bolsonaro, afirmou ser muito complicado destituir um presidente. Cabe a ele responder agora o que é mais complicado: recuperar biomas como a Amazônica e o Pantanal, assistir a um número de mortos pelo coronavírus muito maior do que poderia ter sido, ou tirar um presidente que vem destruindo o País e a própria população? Há muito tempo o presidente já ultrapassou o limite do tolerável e agora, aparentemente, pretende bater o recorde de mortos pelo vírus. Ora, Bolsonaro em dois anos de governo já produziu mais estragos para o País do que os outros dois presidentes que foram depostos.     


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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RETRATAÇÃO


Com o esclarecimento do lamentável episódio que vitimou um voluntário do teste da vacina Coronavac, será que leremos nas redes sociais do presidente uma manifestação dizendo “mais uma que Jair perde; e de goleada”? Acredito que seja querer muito de uma cabeça oca uma retratação e sentimento de tristeza também pela perda de uma vida. Não deve ser o seu forte.


Adib Hanna adib.hanna@bol.com.br

São Paulo


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FÓRMULA 1 EM SP


Como empresa detentora exclusiva do ©opyright no Brasil e no exterior das marcas Pole Position® e 1ONE®, registradas em 40 países, cumprimentamos o governo de São Paulo pela renovação do contrato para a realização do já consagrado mundialmente Grande Prêmio de Fórmula 1 no icônico Autódromo de Interlagos, pelos próximos 5 anos. Bravo! Acelera, SP!


J. S. Decol, Ðecol, J.S. Marketing & Copyright Worldwide decoljs@gmail.com

São Paulo


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MAIS UMA VITÓRIA DE JOÃO DORIA


Jair Bolsonaro fez campanha para construir um autódromo novo no Rio de Janeiro, gastando uma fortuna e destruindo uma área verde para levar a Fórmula 1 para lá. Em silêncio, João Doria respondeu com um novo contrato de cinco anos para Interlagos, sem gastar fortuna e sem destruir área verde. Essa, sim, é que é vitória.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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GRID DA FÓRMULA 1


Dupla Doria/Covas deu a partida, a dupla Bolsonaro/Rio ficou no box.


Adalberto Amaral Allegrini adalberto.allegrini@gmail.com

Bragança Paulista


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TRISTE E DESGASTANTE


É triste e desgastante ver diariamente o mandatário de nosso país disparar com sua peculiar verborragia imbecilidades em seus discursos destrambelhados. Fica patente que estamos sendo desgovernados por um psicopata, líder de uma clã de postura insana e maligna. Assumo-me como um liberal de centro-direita e não vejo outra saída para nossa nação que não seja chutar os fundilhos desse déspota expondo suas imbecilidades aos quatro cantos do Brasil e do mundo, de forma a desmascarar este sujeito. Chamar de palhaço este maluco é ofender a instituição circense. Suas patacoadas ficarão registradas nos anais do anedotário político brasileiro. Uma expressão conhecida diz que “nada é tão ruim que não possa piorar”, e é a pura verdade em se tratando do Brasil, pois tivemos de penar com um ladrão travestido de trabalhador, uma anta incompetente e, agora, um imbecil doloso, que para piorar ainda arrasta para o seu nível de canalhice instituições seríssimas e admiradas por todos e que não mereciam este desgosto. As Forças Armadas e seus comandantes precisam pular fora deste Titanic, cujo capitão é um inconsequente buscando um iceberg para se arrebentar e com isso encontrar um culpado. A união de todos os brasileiros, independentemente de partidos ou ideologias, é necessária neste momento para estancar e expurgar este mal de nosso meio.


Ronaldo de Almeida ronaldodealmeida1@gmail.com

São Paulo


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VEIO PARA AVACALHAR


Jair Bolsonaro está careca de saber que não tem nenhuma chance para a reeleição, é carta fora do baralho. Como ainda não teve competência para assumir seu cargo, optou por brincar de presidente chorão. Chama o povo brasileiro de “maricas” e de covarde, aliou-se à covid-19, desrespeita as instituições, tudo e todos, e por fim foi acusado de fazer campanha eleitoral irregular para seus apadrinhados. Afinal, ele sabe que veio para avacalhar, e não para governar!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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O NEGACIONISTA


Deve ser que o presidente Jair Pólvora Bolsonaro esteja esperando a recontagem do último voto eleitoral nos EUA antes de reconhecer o resultado das eleições americanas, para congratular o presidente eleito Joe Biden. Aliás, negacionismo é a marca registrada desse presidente. Foi assim nas catastróficas queimadas na Amazônia Legal, apesar de os satélites que forneceram as imagens serem americanos. A pandemia não passou de uma “gripezinha”; a preocupação com uma segunda onda da covid-19 é “conversinha”; e a vacinação, especialmente com a vacina comunista Sinovac/Butantan, não é prioritária para sair da pandemia. Bolsonaro é uma cópia tupiniquim de Donald Trump. Este vai embora em janeiro próximo. Em comparação, no “país de maricas” temos de aguentá-lo até 2022!


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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QUANDO ACABA A SALIVA


O dublê do Tiririca mais os seus zeros à esquerda ameaçam os EUA com o seu exército de Brancaleone. Quando a realidade supera a ficção...


Pedro Luiz Leopardi leopardi73@gmail.com

São Paulo


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DECLARAÇÃO DE GUERRA


Prezado presidente, como sou “maricas” com relação à covid-19, embora não o seja com relação a defender o Brasil, peço humildemente que não declare guerra nem a outro país nem aos brasileiros. O presidente cujo símbolo era uma vassoura ambicionava invadir a Guiana Francesa, mas renunciou com cerca de sete meses de governo alegando “forças ocultas” ou coisa assim. Lembre-se de que a Guiana Francesa é parte integrante do território francês. Portanto, mesmo que lhe desagrade fisicamente a esposa do presidente de lá, abstenha-se de trocar a diplomacia pela pólvora. Não é possível esquecer o resultado da incursão de nossos hermanos nas Malvinas em 1982.


Carlos Gonçalves de Faria sherifffaria@hotmail.com

São Paulo


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ALUCINADO


Muitos brasileiros acreditavam que Bolsonaro era um ignorante, mas, até por causa de sua histórica limitação intelectual, com pouca capacidade de causar maiores prejuízos ao País. Sua atuação como presidente tem demonstrado que sua inépcia vai muito além de acobertar seus filhos e agregados. Ele se supõe investido da mesma autoridade que os czares russos. Haja rede de postos Ipiranga para frear seus delírios de grandeza. Nossos senadores, deputados federais e demais associações da sociedade deveriam ir pensando numa alternativa capaz de conter seus delírios e alucinações. Seu caso é mais da alçada psiquiátrica: no século 21, falar em resolver qualquer problema com pólvora precisa de camisa força urgente!


Marize Carvalho Vilela marizecarvalhovilela@gmail.com

São Paulo


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TEMPOS DE TRUMP E BOLSONARO


Brasil e Estados Unidos, além de tempos de dias difíceis, passam a fazer a conta, literalmente, dos dias do tempo que falta para o término dos governos Trump e Bolsonaro: 67 intermináveis dias para Trump sair, por bem ou por mal, da Casa Branca em 20 de janeiro; enquanto o Brasil vai penar 777 dias até 2023. Só até 31 de janeiro de 2022, e nenhum dia mais. Diziam que Deus era brasileiro. Era só uma piada!


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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PRAXE


Muito envergonhada com a ridícula posição do meu país não cumprimentando o vencedor das eleições nos Estados Unidos, como é de praxe, e, como o homem que atualmente nos governa não me representa, resolvi enviar mensagem ao embaixador dos Estados Unidos no Brasil. Esta: “Excelentíssimo Embaixador Todd C. Chapman, Senhor Embaixador, como o presidente do meu país não tem educação e até agora não cumprimentou o novo presidente dos Estados Unidos pela eleição, solicito a Vossa Excelência enviar ao novo presidente meu abraço e a seguinte mensagem: Congratulations, mr. Biden, God bless you and your country! Grata pela sua gentileza.”


Regina Helena de Paiva Ramos reginahpaiva@uol.com.br

São Paulo


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ELEIÇÃO NOS EUA


Tenho a honra e o raro prazer de, no dia comemorativo da Proclamação da República em nosso país, cumprimentar o novo presidente dos Estados Unidos, Mr. Joe Biden, e a sua vice, Mrs. Kamala Harris, vencedores por ampla margem das eleições presidenciais do dia 3, augurando a ambos que a luz divina ilumine o vosso caminho nesta difícil tarefa em busca da paz, da justiça e do bem-estar de vosso povo.


R. Dagoberto Aranha Pacheco dagopache@terra.com.br

Guarujá


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DE VOLTA À NORMALIDADE


Encerrada a eleição para presidente dos EUA, maior potência econômico-militar do planeta, almeja-se o retorno à normalidade que o mundo aspira, inobstante o presidente Trump insistir em vociferar que a eleição foi fraudada, sendo, por isso, objeto de recontagem em alguns Estados. A propósito, pode parecer paradoxal que, em pleno século 21, os EUA adotem, ainda, a sistemática chamada “voto de papel”, enquanto “países evoluídos” como o Brasil adotam a eleição eletrônica, cujo resultado é conhecido imediatamente ao término da eleição. Afora esses pequenos incidentes, só nos resta, ao contrário do governo brasileiro, que até o momento se omite em cumprimentar o candidato vencedor, augurar excelente e profícuo governo ao presidente eleito dos Estados Unidos da América: Joe Biden.


Gary Bon-Ali garybonali@globo.com

São Paulo


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APAGÃO NO AMAPÁ


No apagão no Amapá, resultante da negligência e da irresponsabilidade dos que deveriam fiscalizar o sistema, estes não deveriam ser obrigados a assumir os custos da contratação das usinas térmicas? É justo todos termos de pagar por isso?


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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AMAPÁ – PRIVADO E ESTATAL


Fora de propósito que incidentes como o ocorrido com a energia elétrica no Amapá tenha que ver com administrações privadas. Em empresas estatais já ocorreram graves incidentes e acidentes, como o caso do quase naufrágio de uma plataforma da Petrobrás. No Rio de Janeiro, a companhia de saneamento Cedae passou e passa por vários incidentes: grandes vazamentos que inundaram ruas e, agora, uma poluição incontrolável na captação de água. Aliado a esses fatos, as estatais pagam salários e vantagens exorbitantes, mais de três vezes em relação à iniciativa privada – e todos pagam por essas mordomias, nas contas de serviços e produtos.


Heitor Vianna P. Filho lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)



 

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