Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2020 | 03h00

Eleições municipais

Balanço do primeiro turno


Há muita esperança, depois do primeiro turno das eleições municipais, com o que vai acontecer, e até mesmo já aconteceu, nas principais capitais do Brasil. Em São Paulo, Bruno Covas (PSDB) vai ser reeleito facilmente contra Guilherme Boulos (PSOL), para não mudar o que está dando certo. No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM) é uma superbarbada contra Marcelo Crivella (Republicanos), o prefeito mais mal avaliado do País. Em Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), reeleito com mais de 63% dos votos, vai dar sequência à sua boa administração. E em Salvador Bruno Reis (DEM), atual vice de ACM Neto, foi eleito com mais de 64% dos votos, prova cabal do sucesso da atual administração municipal. Acabou a fase da antipolítica, da negação, das retóricas, bravatas e fake news. Isso com certeza vai ter forte impacto em 2022. A esperada polarização dos odiosos extremos, da ultradireita e da esquerda xiita, não vai prosperar. Acabou, chega!


ABEL PIRES RODRIGUES

ABEL@KNN.COM.BR

RIO DE JANEIRO


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‘In medio virtus’


Radicalismo leva a radicalismo e, como dizia minha mãe, tudo o que foge ao equilíbrio não é bom. O resultado do primeiro turno em São Paulo mostra que nossa saída está no equilíbrio, no caminho do meio, nem tanto à esquerda nem tanto à direita. Então, precisamos nos unir neste momento para afastar o radicalismo e vivermos em paz.


SILVIA R. P. ALMEIDA

SILVIA_ALMEIDA7@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


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O futuro de Bolsonaro


O triste desempenho dos candidatos apoiados pelo presidente Jair Bolsonaro neste pleito revela que suas chances em 2022 ficam cada vez mais reduzidas. Apenas dois candidatos apoiados por ele vão para o segundo turno, e assim mesmo em segundo lugar. Essa realidade desmente a declaração do vice Hamilton Mourão de que isso nada tem que ver com o vínculo com Bolsonaro. E mais: é um alerta de que o sonho da reeleição está cada vez mais distante. Como inexiste possibilidade de mudança nos planos de governo de Bolsonaro, por sua reconhecida incompetência e incapacidade de trilhar novos rumos, o céu de 2022 fica desanuviado. Na minha opinião, seja quem for o oponente, a praga bolsonariana será extirpada.


LAIRTON COSTA

LAIRTON.COSTA@YAHOO.COM

SÃO PAULO


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Pé gelado


Nem para garoto-propaganda ele tem competência. Depois de seus esforços ilegais e indecentes para a eleição do Carlucho, conseguiu a proeza de que essa figura nefanda tivesse menos 36 mil votos que em 2016.


NELSON PENTEADO DE CASTRO

PENTECAS@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Milícias digitais


Milícias digitais atacaram massivamente o sistema eleitoral do Brasil, onde as eleições são digitais, com o mesmo propósito e o mesmo DNA fascista das milícias truculentas de arruaceiros da eleição nos EUA. Mas as instituições democráticas brasileiras e americanas não serão destruídas por aventureiros nefastos de extrema direita, extrema esquerda ou de qualquer ideologia totalitária.


PAULO SERGIO ARISI

PAULO.ARISI@GMAIL.COM

PORTO ALEGRE


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Mudança de paradigma


É um sopro de ar fresco a constatação da eleição de transexuais e travestis, mulheres negras, indígenas e mandatos coletivos, cujas pautas abrangem interesses LGBTQi+ e antirracistas. Se o lar é o primeiro locus onde se pode aprender a conviver com a diversidade humana, as ruas de nossas cidades são o segundo. Se nesse espaço cotidiano todos estiverem conectados em igualdade de direitos, muito menos suas demandas terão de ser dirigidas às instâncias jurídicas superiores, que, estando tão longe da experiência diuturna, acabam desidratando a questão ou apenas a intelectualizando. É preciso viver junto para aprender que somos todos iguais, embora as personalidades sejam múltiplas. Só o que realmente nos distingue é o caráter. Tolerância zero com o mau-caratismo!


SANDRA MARIA GONÇALVES

SANDGON46@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Economia

Alta sem trégua


Por que os preços dos produtos nos supermercados e feiras livres não param de subir, alcançando insuportáveis níveis estratosféricos, que atingem em cheio o orçamento, já debilitado, de milhões de famílias brasileiras? Por que o governo se mantém calado sobre isso e projetando inflação que foge totalmente à realidade do custo de vida? Os aumentos em muitos casos ultrapassaram os 100%!


ELIAS SKAF

ESKAF@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


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Pandemia

O vírus não para


EUA, Índia, Brasil e França totalizam 51% de todos os casos de covid-19 registrados no mundo e 44,6% dos óbitos. As duas ondas da pandemia estão se misturando e os números reportados pelas autoridades de saúde disparam o alarme de máxima atenção e cuidado. Só a vacinação em massa ajudará a minimizar o estrago que o novo coronavírus está causando. As festas de fim de ano, que costumam aglomerar pessoas em pequenos espaços, devem ser canceladas, assim como o carnaval, em especial no Brasil. Seriedade e responsabilidade são as palavras de ordem do momento.


JOSÉ COSTA

JCSDC@UOL.COM.BR

BELO HORIZONTE


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Hospitais de campanha


Hospitais no País estão ficando perigosamente lotados de pacientes de covid-19, tudo aponta para a segunda onda antes da chegada de vacina. O governo brasileiro continua a negar a gravidade da doença, o presidente referiu-se à segunda onda como “conversinha”. Os hospitais de campanha já deveriam estar sendo reativados e as medidas preventivas, reforçadas.


MÁRIO BARILÁ FILHO

MARIOBARILA@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO



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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



SEGUNDO TURNO EM SÃO PAULO


A despeito das derrotas de Jair Bolsonaro e do PT, o que se viu nas eleições paulistanas foi a ascensão de Guilherme Boulos (PSOL), que disputa o segundo turno em São Paulo com Bruno Covas (PSDB). O psolismo em sucessão à política igualmente nefasta do lulopetismo. A se confirmar essa possibilidade, teremos um retrocesso de mais 40 anos que afetará, de forma letal, a nossa jovem e frágil democracia. Mudam-se as moscas, mas o monte continua o mesmo...


Ricardo A. Rocha rochaerocha@uol.com.br

Navegantes (SC)


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APOIO DO PT


O PT, com sua insignificante participação nas eleições, saiu rapidamente apoiando Guilherme Boulos. Um verdadeiro Cavalo de Troia.


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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VOTO ÚTIL


Depois de o PT e o ex-presidente Lula manifestarem apoio à candidatura de Guilherme Boulos (PSOL), todos os eleitores que são de direita, centro-direita ou centro-esquerda, que não confiam nas propostas da extrema-esquerda ou apenas querem preservar a democracia para que o Brasil não se torne uma nova Venezuela, têm agora o compromisso histórico de votar em Bruno Covas (PSDB) para prefeito de São Paulo.


João Manuel Maio clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos


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MUDANÇA DE PARADIGMA


Os primeiros discursos dos dois candidatos finalistas à Prefeitura de São Paulo, Bruno Covas e Guilherme Boulos, foram marcados pelos dizeres “a esperança vai vencer o radicalismo”, do atual prefeito, e “a disputa é da mesmice com a esperança”, do candidato do PSOL. De fato, o que a sociedade paulistana ou, melhor, as pessoas de bem que compõem essa sociedade estão muito cansadas é da mesmice dos discursos radicais de ódio e de promessas eleitoreiras absurdas e surreais, e não foi por acaso que estes dois foram os mais votados. A eleição paulistana pode estar sendo o reflexo de uma mudança em curso de paradigma: o início do fim do radicalismo insano e emburrecedor tanto da esquerda quanto da direita.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


EGO


Cumprimento o candidato Bruno Covas pelo debate certeiro e equilibrado na noite de segunda-feira na CNN, e boa sorte a todos nós no dia 29 de novembro. Tenho certeza de que seu governo será muito bem-sucedido, dando continuidade às melhorias já iniciadas no mandato anterior na cidade de São Paulo, essencialmente cristã e próspera. O candidato Guilherme Boulos não pensa no povo nem mesmo no dia da votação do dia 15/11, pois obstruiu importante entrada para votação na PUC-SP com o seu “ego inchado”, concedendo entrevista às emissoras, em meio aos holofotes, na escada principal, forçando os eleitores a enfrentarem maiores aglomerados e nos expondo a um maior risco à infecção pela covid-19. Fim da picada atitudes como esta, egocêntricas, deste candidato.


Silvia R. P. Almeida silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo


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O VOTO EM BOULOS


Espero sinceramente que Guilherme Boulos seja eleito no segundo turno, vencendo o incompetente Bruno Covas, que promoveu aumentos de IPTU de até 20% e só causou transtornos na pandemia. É chegada a hora de por cobro à hegemonia do PSDB em São Paulo, Estado e Capital. Afinal, que credenciais tem Covas, além de ser neto do finado e bom governador? Nem eleito ele foi no seu primeiro e, queira deus, último mandato, herdando o comando da Prefeitura do ambicioso João Doria, que a usou de trampolim para ascender ao governo do Estado.


Luiz M. Leitão da Cunha luizmleitao@gmail.com

São Paulo


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NO PLANO DAS HIPÓTESES


O candidato a prefeito por São Paulo Guilherme Boulos disse que vai construir casas e tirar as pessoas das ruas. Quer dizer que esta imensidão de pessoas vivendo nas ruas está lá só porque não tem moradia? Ele também diz que vai criar empregos. Mas cabe ao prefeito criar empregos? O candidato faz muitas promessas que sabe não poderá realizá-las, pois vai depender do apoio dos vereadores. Governar é atender a cidade como um todo, e não a determinados nichos. Se quem está no poder não fez, quem quer entrar diz que vai fazer, será bom ficarmos atentos, pois continuamos no plano das hipóteses. Isso é ruim.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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O LÍDER DO MTST


Os pobres conhecem na prática Guilherme Boulos. Perguntam: “Cadê meu teto?” “Fui a tantas passeatas, assinei presença, mas nunca ficou claro como eu acumulava pontos para ganhar o teto. No fim, você, Boulos e os seus, sumiram.” Boulos é fake, pensam.


Dylan Rees dylan@drmg.com.br

São Paulo


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UM RADICAL


Com apoio e forte admiração das mídias e do eleitorado abilolado que acredita que, se eleito, São Paulo se transformará numa nova Xanadú, estamos vivenciando o nascer de mais um radical carbonário, piromaníaco social, sem-vergonha vagabundo e explorador de massas marginalizadas da sociedade. O Guilherme Boulos que está se vendendo para a população é tão falso quanto uma nora de R$ 3. Sua massa é podre e está enraizada até o talo em ideologias ultrapassadas, retrógradas e atípicas. É adepto do estatismo, em que o governo se mantém no controle da vida social e empresarial, e de políticas públicas delirantes com as quais promete o paraíso, não diz de onde pretende obter recursos para tal, e te entrega o inferno. É um dos últimos remanescentes do legítimo e ultrapassado regime comunista albanês. É um psiquiatra que até mesmo em sua  tese de doutorado explorou os sem-teto e não consegue se curar de seus delírios de poder. Se eleito, tenham a certeza de que sentiremos saudades do tempo em que fomos governados por seu guru e ídolo. O grande boquirroto e maior sem-vergonha do Brasil era apenas um oportunista e aproveitador sem viés político nenhum. Já este tem ambições muito diferentes das contidas nas cores de nossa bandeira. A conferir e torcer para que o pior não aconteça.


Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo


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A REENCARNAÇÃO DE LULA


O que Boulos nos relembra? Que, enquanto você não finca “uma estaca no coração do vampiro” (Lula), ele está vivo.


Jorge João Burunzuzian burunlegal@hotmail.com

São Paulo


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RESSURGE O MESSIANISMO


Vejo o ressurgimento do messianismo. Boulos é o novo Antônio Conselheiro. Relembra episódios tristes da nossa história ocorridos em Canudos, como bem relatado na obra monumental Sertões, de Euclides da Cunha. Não é com radicalismo que resolveremos os problemas do Brasil. Fundamental para um país desenvolver é uma educação forte e um sistema de saúde evoluído. Perdemos o bonde da história para diminuir a miséria, não implantando um sistema de controle de natalidade orientativo e seguro.


José Luiz Abraços octopus1@uol.com.br

São Paulo


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HISTÓRIA


Vou parafrasear aqui o título do livro do saudoso Mauro Chaves, E eu não disse? Há algum tempo, quando Guilherme Boulus era apenas um agitador, invasor de propriedades, fiz um paralelo, publicado por este veiculo, com Lula, nosso velho conhecido. À época, poderia parecer utopia, mas eis que ele hoje já representa mais de um quarto do eleitorado da maior cidade do Brasil. Sugiro que prestemos mais atenção neste rapaz. Nesta toada, podemos repetir a história, cujo desfecho já conhecemos.


Benedito Antonio Turssi turssi@ecoxim.com.br

Ibaté


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VICES


Muito bem, estão na balança do segundo turno em São Paulo Bruno Covas e Guilherme Boulos. Mas estão também os seus vices. Vamos dar uma olhadinha neles? Vou começar por Luiza Erundina, que Boulos define como a melhor prefeita que São Paulo já teve. Quando ela assumiu a Prefeitura de São Paulo, em 1988, quem governava a cidade era Jânio Quadros, um desafeto político seu e do PT. Jânio havia iniciado uma importante obra viária que ligaria a Av. 23 de Maio com a Marginal Pinheiros, com um trecho subterrâneo quase concluído, mas que Erundina achou por bem aterrar – isso mesmo, aterrar, jogando fora tudo o que foi investido em sua construção, por mero estrabismo político. Os prefeitos subsequentes refizeram o túnel, que hoje leva o nome de Ayrton Senna. Não satisfeita, a assistente social Luiza Erundina ficou muito penalizada com a situação dos moradores de rua instalados embaixo do viaduto Minhocão. Precisava dar uma solução para essa vergonha, no que concordo. Eis que veio a solução à Erundina: construir banheiros e chuveiros públicos e instalar tanques e varais para que os moradores de rua tivessem mais conforto e higiene. Com certeza ia ser um cortiço consolidado para sempre, ao longo dos 3,5 km daquele viaduto. Outros prefeitos que vieram depois construíram uma série de albergues no centro da capital como tentativa de solução, porém moradores de rua são rebeldes, são “livres” na sua miséria, não querem se submeter a horários de entrada e saída nem a banhos, não aceitam regras necessárias para o bom convívio, e com isso o problema continua por escolha deles mesmos. Os famosos mutirões de Erundina resolveram o problema habitacional em São Paulo? A ideia é linda, é nobre, mas a execução dela foi um desastre do qual sofremos a consequência até hoje. Luiza lotava ônibus no Nordeste e prometia terrenos para que esses migrantes construíssem suas casas pelo sistema de mutirão em terrenos desabitados. Assim surgiram invasões na zona sul de São Paulo junto das represas Billings e Guarapiranga, cujo entorno foi tomado pelos barracos, sem saneamento básico e contaminando a água que serve grande parte dos paulistanos. Lembrei também de um conjunto habitacional na zona leste de São Paulo que Erundina declarou ter sido construído com material de segunda, e por isso deveria estar condenado, pois iria pôr em risco a vida dos moradores. Ela achou por bem implodi-lo! Todas as emissoras de TV acompanharam o processo de implosão... espetacular, muito barulho e fumaça, mas o conjunto não veio abaixo, entretanto ficou impossibilitado de ser usado como moradia. Era outro caso de estrabismo político e desperdício do erário. Chega de falar da vice escolhida por Boulos como a melhor prefeita de São Paulo. Vamos ver quem é o vice escolhido por Covas, ou por João Doria, melhor dizendo. Ricardo Nunes é vereador em São Paulo pelo MDB, e dele quase nada sei, portanto me baseio no que encontro no tio Google. Ele é próximo a um setor conservador da Igreja Católica, é contra a teoria de gênero e a favor da família tradicional. É crítico de Jair Bolsonaro, mas defende suas ideias. Segundo ele declarou à Folha, sua contribuição será de extrema lealdade e ajudará nas boas relações entre os Poderes Executivo e Legislativo. A crítica maior que lhe faço é sua aparente submissão a Doria e seus planos para 2022, mas até lá chove e faz sol, como Ricardo Nunes mesmo afirmou: “Caminhos futuros deverão ser debatidos no momento oportuno”. Mais não posso dizer porque ele só vai mostrar a que veio depois que assumir seu cargo. Já quanto a Erundina, tenho de contar mais uma, senão não sossego: a família Matarazzo tinha uma mansão em plena Avenida Paulista, era um precioso bem de família, um marco de uma época de pujança industrial, que começou a ser construído em 1896 por Francesco Matarazzo. Pois bem, Erundina começou uma disputa judicial com a família Matarazzo e acabou tombando a mansão em 1989 para lá instalar o Museu do Trabalhador. Era um murro na cara da família que mais deu emprego aos operários desta cidade por muitas décadas. A revolta dos Matarazzo foi tanta que tentaram eles mesmos implodir o prédio. A estrutura resistiu, ainda bem, e em 1994 a família conseguiu reverter o tombamento e reaver a mansão. Dito isso, decidam em quem votar. Nunca se esquecendo de que vice também pode acabar governando, como é muito comum neste país.


Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo


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OPORTUNIDADE


Achei ótimo o resultado nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. Breve, teremos a migração das empresas e escritórios de lá para o interior do nosso Estado de São Paulo, com muitas oportunidades de negócios e empregos. Emprego, é o que a turma do interior mais precisa neste momento.


André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas


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MADEIRA ILEGAL


Em cúpula do Brics, Bolsonaro diz que vai revelar países que compram madeira ilegal da Amazônia (Estado, 17/11). Bolsonaro mostra que é um gênio político: vai acusar os países que compram os produtos brasileiros de serem criminosos. O governo Bolsonaro acabou com todos os mecanismos de proteção da natureza, estimulou a ação criminosa de grileiros e madeireiros ilegais, zerou as multas por desmatamento criminoso, incentivou a ação dos mineiros ilegais, anunciou aos quatro ventos que iria acabar com o Ministério do Meio Ambiente, enfim, todas as ações de Bolsonaro na gestão ambiental foram a favor do desmatamento e contra a preservação. Agora, numa jogada de mestre, vai culpar quem compra os produtos da destruição da natureza do País, que ele é incapaz de governar. O resultado será ainda mais má vontade da comunidade internacional com o Brasil, que em breve irá sofrer severas sanções do novo governo americano, que se juntará à Europa nas críticas à catastrófica falta de gestão ambiental do governo Bolsonaro.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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DISCURSO


Resumindo o discurso do presidente Bolsonaro à Cúpula do Brics nesta terça-feira: “Brasil, ame-o ou deixe-me”.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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AMAZÔNIA AZUL


Gostaria de cumprimentar o almirante de esquadra e chefe do Estado-Maior da Armada, Cláudio Portugal de Viveiros, por um dos mais importantes e fantásticos artigos que já li em todo o meu tempo como assinante do Estado de S. Paulo, Amazônia Azul, o mar que nos pertence (16/11, A2).


Aldo Matachana Thomé aldo@projex.com.br

Ourinhos


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JUNTOS NOVAMENTE


Lula da Silva vai morar em Lauro de Freitas, na Bahia, no mesmo condomínio onde vive Emilio Odebrecht. Depois do petrolão, a fome e a vontade de comer juntos outra vez. Qual será a próxima traquinagem?


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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REVISÃO DE OBAMA


Na Quarentena de 17/11/2020, o Estadão fala sobre o livro lançado por Barack Obama, Uma terra prometida, que mostra “um americano intranquilo”, um ex-presidente fazendo reflexões sobre seu governo. Eu pretendo ler o livro, deve ser interessante. Lendo a matéria, imediatamente pensei em Bolsonaro, lamentando que não terei oportunidade de ler o suposto livro dele, que seria lançado no futuro. Só se algum ghost writer escrever, porque dele não se pode esperar nada.


Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba


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EXPECTATIVA DE VIDA EM SP


Sobre o editorial Vive-se mais e melhor (Estado, 17/11, A3), vive-se mais e melhor, mas é preciso dinheiro para fazer 40 exames diagnósticos por ano; é preciso dinheiro para comprar os remédios; é preciso dinheiro para comprar os óculos; é preciso dinheiro para trocar a lente dos óculos; é preciso dinheiro para comprar o aparelho auditivo; é preciso dinheiro para comprar o stent; é preciso dinheiro para comprar o marcapasso; é preciso dinheiro para comprar a prótese do joelho; é preciso dinheiro para pagar o plano de saúde. E, por fim, é preciso dinheiro para comprar as fraldas.


Sergio Bruschini bruschini0207@gmail.com

São Paulo


 

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