Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas elo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Diplomacia inercial


Em 15 deste mês foi fechada a Parceria Econômica Regional Abrangente (Rcep, na sigla em inglês), um tratado de peso, mas pouco divulgado por aqui. Trata-se do maior acordo de livre comércio do mundo, que abrange nações da região Ásia-Pacífico e representa 30% da população e do PIB mundial. Assunto diplomático de muita importância para o Brasil, que no momento hostiliza o Mercosul, afasta-se dos EUA, cria atritos com a União Europeia e se tornou sinofóbico. Estamos caminhando perigosamente para um isolacionismo diplomático que pode custar caro ao Brasil no médio e no longo prazos.


LUIZ A. BERNARDI

LUIZBERNARDI51@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Eterno atraso


O mega-acordo econômico fechado entre várias nações da Ásia, algumas poderosíssimas, vai potencializar ainda mais uma região que será o centro do mundo no novo milênio. País sem mercado interno, sem poupança, com péssimo ambiente de negócios e totalmente fora dos grandes mercados mundiais, o Brasil continuará a ser eternamente uma nação marginal. Nossa governança – das mais atrasadas do mundo – insiste em pôr o País sempre e sempre na berlinda do atraso, fato aliado à completa ausência de educação para o povo.


PAULO ALVES

PAULOROBERTO.S.ALVES@HOTMAIL.COM

RIO DE JANEIRO


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Desmonte ambiental


O caricato sr. Jair Bolsonaro, querendo tapar o sol com peneira, anunciou que divulgará a relação de países europeus que importam ilegalmente madeira do Brasil. Ele deveria, isso sim, é divulgar o que efetivamente, além de nada, está fazendo para impedir que isso aconteça, uma vez que desmontou toda a estrutura de fiscalização existente nesse sentido.


LAURO BECKER

BYBECKER@GMAIL.COM

INDAIATUBA


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Peroba


Lá atrás, o próprio governo Bolsonaro já havia flexibilizado as exigências para exportação de madeira brasileira. E agora acusa os países compradores? É muita cara de pau!


CLÁUDIO MOSCHELLA

ARQUITETO@CLAUDIOMOSCHELLA.NET

SÃO PAULO


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Em xeque


Qual é o destino das madeiras apreendidas? Acusar compradores não passa de encenação para desviar atenções. Quem conhece os compradores não desconhece os vendedores. Estes são protegidos por políticos, ou são mesmo políticos. Se assim não fosse, seria mais fácil acabar com esse “negócio”, que é crime ambiental. Mesmo a Amazônia sendo vasta, os pontos de recepção e embarque são, por natureza, poucos e acessíveis. A polícia saberia chegar aos mandantes e encarcerá-los. Eles também têm contas bancárias. Conclui-se que as autoridades estão permissivas e o presidente foi posto em xeque pelos políticos, dos quais depende.


HARALD HELLMUTH

HHELLMUTH@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Finanças públicas

Corte de gastos


Em excelente entrevista ao Estado, ontem, o brilhante economista Affonso Celso Pastore defende a necessidade de “medidas duras de corte de gastos”, uma reforma administrativa que inclua todos os que recebem do Estado: “Pegar todas as benesses que estão distribuídas para A, B ou C, cortar e fazer uma ajuda emergencial dentro do teto de gastos”. Aponta também a necessidade de convencer o Congresso a aprová-la. O problema, contudo, é maior ainda. Faltou, a meu ver, apontar e superar um último e talvez o maior entrave: conseguir que o Supremo Tribunal, sempre tão alheio à situação econômica do País e às dificuldades do Brasil real, não embargue o que venha a ser aprovado no Congresso.


MARCOS ALMEIDA PRADO

LEFEVRE.PART@HOTMAIL.COM

CURITIBA


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Amapá

O apagão e a Aneel


O leitor sr. Wilson Scarpelli (18/11) foi preciso em sua análise sobre a (ir)responsabilidade da Aneel pelo apagão no Amapá. Nada a estranhar, todavia. No setor público brasileiro casos similares acontecem diariamente, mas nada muda, pois, em razão das mil e uma proteções dadas pela estabilidade do servidor público, concursados preguiçosos ou incompetentes nunca são demitidos por negligência ou mau desempenho.


HERMAN MENDES

HERMANMENDES@BOL.COM.BR

BLUMENAU (SC)


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Segundo turno

Bomba-relógio


O candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, vem se esmerando em equívocos contábeis quanto a rejeições eleitorais e em sugestões inaceitáveis para reequilibrar as contas públicas municipais referentes à previdência. Assim, traz à tona duas questões que suscitam dúvidas nos eleitores. A primeira é que ou ele desconhece a expressão “empate técnico”, tão usual em tempo de eleições, ou, acostumado a usar uma retórica distorcida para seus eleitores com menos conhecimento de linguagem, esqueceu-se de que se dirige também a um público mais esclarecido e informado. A segunda se refere a solucionar o problema de déficit da previdência com aumento de contratações, aprofundando ainda mais a crise da folha de pagamentos da Prefeitura. “Genial”, disseram economistas, ironizando a ideia estapafúrdia do candidato.


NEIVA PITTA KADOTA

NPKADOTA@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO


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Dia da Bandeira

Lábaro abandonado


Nossa pátria tem sido, nos últimos tempos, muito desrespeitada, como temos visto. Ontem foi o Dia da Bandeira, símbolo da nossa pátria amada. Alguém já reparou no estado em que se encontram as bandeiras hasteadas nas pontes do Rio Pinheiros, especialmente as da ponte Cidade Jardim? Desbotadas, rasgadas, enxovalhadas... Não seria melhor retirá-las? Talvez substituí-las, conservando-as e respeitando-as? Ou não?


CARLOS E. BARROS RODRIGUES

CEB.RODRIGUES@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO



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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



VACINA CONTRA COVID-19


Jair Bolsonaro, que sempre é do contra, disse que o Brasil só testa vacinas estrangeiras contra a covid-19 e que ele vai buscar uma “vacina própria”, para reverter essa situação. Na verdade, o presidente nunca levou a sério a pandemia nem mesmo a vacina, mas, com os revezes humilhantes sofridos nos últimos dias, certamente deve estar se referindo àquela vacina que traz “invalidez e anomalia”, como disse o infeliz estadista.


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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POR QUÊ?


O presidente Rodrigues Alves nomeou o sanitarista Oswaldo Cruz para resolver os problemas que afligiam o Rio de Janeiro no início do século passado. Lutando contra tudo e todos, o Rio de Janeiro foi saneado e acabou se tornando a cidade maravilhosa, como é hoje conhecida. Transcorrido tanto tempo, nosso país elegeu um negacionista que despreza a vida alheia, ironiza a ciência e atrapalha o bom relacionamento daqueles dedicados à saúde da população. E age assim por quê? Realmente, não se sabe. Uns o acusam de fazer tudo visando à sua reeleição; outros afirmam que somente se interessa pelo bem-estar de sua família, o que seria louvável se seus filhos desfrutassem de uma vida honesta e impecável; alguns mais dizem que ele ficou deslumbrado com o tratamento que recebeu de Donald Trump, recebendo-o na Casa Branca e tratando-o como um estadista, o que, com a derrota de Trump, jamais se repetirá e o impede de reconhecer seu sucessor. Finalmente, vários membros da imprensa vêm duvidando de seu pleno exercício das faculdades mentais graças às últimas declarações a ele atribuídas. Levando em conta o que já aconteceu com alguns de seus antecessores, nada custa indagar por que demoram tanto em afastá-lo do poder antes que o estrago seja impossível de reparo, como já ocorreu no passado.


Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo


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É PERIGOSO NEGAR


Esperar uma atitude proativa do governo federal diante do aumento flagrante do número de casos e de mortes por coronavírus no Brasil inteiro é ilusão. São os governadores que precisam agir, e com presteza, a começar pela divulgação mais enérgica da necessidade de continuidade do uso das máscaras e da manutenção do distanciamento social, e, se necessário, decretar medidas mais restritivas. De nada adianta torcer para alguma vacina – pois não há perspectiva de vacinação em massa no curto prazo –, e postergar ações na esperança de que esse aumento seja meramente circunstancial é perigosíssimo. Se a doença está recrudescendo com força na Europa e nos EUA, não há razão plausível que nos faça acreditar que o mesmo já não esteja acontecendo por aqui.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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CONSPIRAÇÃO


Estados Unidos, Europa e Brasil, diante do surgimento de uma talvez mais agressiva segunda onda de coronavírus, veem o número de casos aumentar e encaram um quase esgotamento da capacidade dos sistemas de saúde para enfrentar a nova situação. A existência de uma sinistra e pouco verossímil teoria de conspiração, modelada por estratégia arquitetada por misteriosos grupos globais no sentido de dar novos formatos à economia mundial e à distribuição de poder político, leva as mentes mais inquiridoras, no entanto, a uma indagação perturbadora. Por que são quase inexistentes as notícias a respeito da real situação da pandemia na China, país onde o vírus foi chocado? Sem muita probabilidade de acerto, posto que a informação é rigidamente controlada pelo governo da potência asiática, a alegação mais frequente dá conta de que pouco há a reportar, uma vez que o avanço da doença foi lá devidamente controlado, mediante a adoção de rigorosas medidas de distanciamento social. Tal argumentação, todavia, não resiste à menor análise, pois o continente europeu também impôs à sua população draconianas medidas de controle e, mesmo assim, assiste a uma nova investida da doença. Será importante manter latente o estado de pânico até que as vacinas atualmente em estudo estejam completamente prontas para uso? Neste insano mundo, qualquer pensamento é válido.


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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ELEIÇÕES – UM ALERTA


Barroso vê ‘motivação política’ e aponta articulação de ‘milícias digitais’ em ataques contra TSE (Estado, 16/11). As declarações do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luiz Roberto Barroso, são um alerta para os brasileiros. As milícias digitais não vêm para construir, mas para operar celeuma e caos, e os grupos extremistas que desejam um governo não democrático e pautado nas ações de força e despotismo atuaram nas eleições passadas para conturbar a ordem e a disciplina no TSE e nos Tribunais Regionais Eleitorais dos Estados. Não conseguiram sucesso no seu intento, mas deixaram um recado que merece servir de precaução para os próximos pleitos, embora nosso sistema eleitoral seja satisfatório e regular.


José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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INDIGNAÇÃO


Esperei a versão do ministro Barroso, do TSE, para a incompreensível lentidão na apuração dos votos no domingo, principalmente na cidade de São Paulo. Sem surpresa nenhuma, mas com muita indignação, recebi a notícia de que ele suspeita de articulação de grupos extremistas que clamam pela volta da ditadura. Claro, ele tinha de jogar a responsabilidade da incompetência do TSE em garantir a inviolabilidade das maquinetas em alguém, e nada melhor que culpar os extremistas de direita. Creio que tenho ainda a liberdade de emitir minha opinião sem ser censurada pela mídia social (a conferir): eu acho coincidência demais o “apagão de duas horas” ter acontecido em duas eleições que deram resultados, no mínimo, discutíveis. Em 2015, duas horas de espera pelo resultado, aguardando uns poucos votos que viriam do Acre e que não fariam diferença no resultado final, de acordo com as previsões até ali divulgadas: Aécio Neves sairia vencedor, mas depois desse “apagão” quem levou foi Dilma Rousseff, causando revolta e desconfiança total. Agora, em 2020, vem também uma “lentidão” suspeita de duas horas, e o declarado “novo fenômeno político”, Guilherme Boulos, chegou em segundo lugar, como queria a extrema-esquerda. Um novo mito está sendo forjado pela mídia, tal como fizeram com Lula, o pobre metalúrgico migrante nordestino cuja mãe nasceu analfabeta, segundo ele próprio confessou. Agora, mudança de perfil do personagem: um riquinho filho de papai burguês, culto, bem falante e tão solidário que invade propriedade alheia para dar aos pobres. O próximo passo é o endeusamento pela mídia externa, e será criado o novo ídolo da esquerda internacional. O tempora, o mores, até quando seremos forçados a viver tempos deploráveis? Assim clamou Cícero nas Catilinárias. Nada mudou de lá para cá.


Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo


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APURAÇÃO ELETRÔNICA


Com a devida vênia, é inconsistente a justificativa apresentada pelo meritíssimo ministro Luiz Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, de que “houve um atraso na totalização dos resultados por força de um problema técnico. Um dos núcleos do processador do supercomputador que processa a totalização falhou e foi preciso repará-lo”. Parabéns ao presidente do TSE, que corajosamente declarou: “Não tive simpatia por essa opção, mas foi a opção estabelecida”. Não podemos deixar de ressaltar que a eleição na forma como a que domingo se realizou para escolher os vereadores e os prefeitos do País também será a mesma que irá ser utilizada para escolher os deputados estaduais, federais, governadores, senadores e o próprio presidente da República. Daí a necessidade de cercá-la de todos os cuidados e segurança possíveis. Afinal, os eleitores e os escrutinadores que dela participam, biologicamente falando, são cognominados de “animais racionais”. Está passando da hora de se decidir pelo retorno do voto em papel, forma segura e confiável de eleger os membros do governo brasileiro. Por derradeiro, registre-se, en passant, que o país mais importante e poderoso do planeta Terra, os EUA, vale-se da utilização do chamado antigo voto de papel, cuja apuração e fiscalização são feitas por todos os membros, representantes dos partidos políticos contendores e sob a supervisão do Poder Judiciário.


Gary Bon-Ali garybonali@globo.com

São Paulo


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HACKERS NAS ELEIÇÕES 2020


A ação dos inimigos da democracia tem no presidente Jair Bolsonaro sua razão de ser. É o que se induz quem lê, sem ideologia, o editorial “cabeça” de 18/11/2020 no Estado (Como agem os inimigos da democracia). Que o sistema pode ser fraudado, nem pensar! Temos aí, pelas instituições nacionais, arautos da lisura, da “ilibadez” e do iminente saber jurídico, que hacker algum poderá vencer, como coronavids ante máscaras!


Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

Nazaré Paulista


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COMO AS NUVENS


As eleições do último domingo confirmaram a velha máxima do ex-governador Magalhães Pinto de que “política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”. Dos 78 (!) candidatos que registraram Bolsonaro como sobrenome, apenas 1 (!) foi eleito: o filho Carlos (Republicanos-RJ). E a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), que em 2018 obteve mais de 1 milhão (!) de votos em sua estreia na política, agora somou pouco mais de 82 mil votos na disputa pela Prefeitura de São Paulo. Pois é...


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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CHANCE PERDIDA


O presidente Jair Bolsonaro usou a estratégia da confrontação em sua campanha eleitoral, porém não a transformou na necessária estratégia da congregação, uma vez eleito. Erro primário e desastroso, pois as disputas exigem o confronto, mas as vitórias sempre reclamam a união, a reunião de todos. Tais contextos e suas respectivas e necessárias atuações são da boa índole e do bom discernimento pessoais, coisas que elevam ou soterram as pessoas públicas em suas trajetórias pela história. Teve a sua chance – mas perdeu, capitão!


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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RECADO DOS ELEITORES


Se fosse verdade que presidentes interferem nas eleições municipais, Lula teria emplacado Marta Suplicy na prefeitura e, no entanto, como presidente, elegeu seu poste Dilma. Portanto, Bolsonaro não perdeu. O recado veio dos eleitores, cerca de 3 milhões de abstenções, votos brancos e nulos, sem contar o vexame do TSE. No Japão, os culpados seriam punidos; aqui, são promovidos.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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POUCA ALEGRIA


Eleição no Brasil traz muita tristeza e pouca alegria. Em São Paulo, é triste ver o eterno e inútil político Eduardo Suplicy ser novamente eleito e o sr. Milton Leite, reeleito, que continuará sendo o “dono” do Legislativo municipal. Alegria pelo maior número de mulheres na Câmara Municipal, desde que não sigam os exemplos políticos de Marta Suplicy, Dilma Rousseff, Gleisi Hoffmann e Benedita da Silva, politicamente inúteis.


Paulo Boin boinpaulo@gmail.com

São Paulo


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OS NOVOS PREFEITOS E O SANEAMENTO


Avolumam-se a falta de água, os esgotos não tratados e o lixo descartado irregularmente. Esses problemas foram citados intensamente nas campanhas eleitorais deste ano. Esperamos é que os prefeitos eleitos, ao tomar posse, coloquem-se em campo em busca das soluções. São questões meramente eletivas. A estiagem acontece todo ano e é previsível, o tratamento dos despejos é de lei e a destinação final do lixo também, embora os três itens constituam um grande passivo. O município, com sua função governativa, tem de exigir comportamento adequado da população. Abastecê-la com água potável, mas fiscalizar para coibir o uso indevido, assim como adotar práticas que combatam a poluição em seus diferentes aspectos. Seria de bom alvitre que, se não tiver condições de realizar o serviço por conta própria, o município recorra à companhia estadual de saneamento e esta se encarregue da prestação adequada e da arrecadação de tarifas, como já acontece em muitas localidades em relação à água e ao esgoto. O futuro já chegou. Mãos à obra.


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                 


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ÁREAS VERDES NOS BAIRROS


A Prefeitura de São Paulo não incentiva a manutenção de árvores e áreas verdes dentro dos terrenos particulares dos bairros da nossa cidade. No bairro Cidade Jardim, onde moro, existem milhares de árvores dentro dos terrenos particulares, o que ajuda muito na boa qualidade do ar, impede enchentes, oferece alimentos aos pássaros do bairro, além das outras inúmeras vantagens que todos conhecem. Se o terreno abriga árvores e áreas verdes, o proprietário é punido pelo fato de não construir toda a área permitida (potencial construtivo) dentro do terreno. Árvores nada valem. Quando é que algum prefeito vai dar prioridade a esses aspectos tão importantes para quem vive na cidade? Gostaria de chamar a atenção do sr. Bruno Covas, para que incentive e beneficie os moradores que mantêm, à sua custa, as árvores em suas propriedades, deduzindo do valor do IPTU as áreas que tenham árvores e áreas verdes permeáveis. Primeiro mundo já.


Camillo M. M Ferreira camillommferreira@gmail.com

São Paulo


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DESVIO DE DINHEIRO PÚBLICO


‘Descuido’ de Queiroz deixou ‘vestígios concretos’ do uso de verba pública para quitar cobertura de Flávio, diz MP (Estado, 18/11). O “descuido” de Queiroz que compromete Flávio Bolsonaro. Seria este o fato definitivo para condenar o filhinho do papai?


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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INSUSTENTÁVEL


A situação do senador Flávio Bolsonaro está se tornando insustentável. Que este caso sirva para o Brasil finalmente acabar com a figura do assessor parlamentar. Não é tolerável que cada parlamentar tenha um exército de assessores pagos com dinheiro público. Os parlamentares brasileiros já são pouco produtivos, seus assessores não produzem absolutamente nada, custam uma fortuna aos cofres públicos e são uma inesgotável fonte de corrupção e desvio de dinheiro público. Que seja apresentado um projeto de lei acabando com essa roubalheira generalizada, a lei Flávio Bolsonaro, extinguindo a figura do assessor parlamentar. O eventual trabalho de assessoria parlamentar deveria ser exercido de forma gratuita pelos políticos de cada partido que não foram eleitos, que poderiam ajudar seus pares eleitos a desempenhar suas funções.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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PRESCRIÇÃO À VISTA


Pelas redes sociais, soube que o bandido Lulla da Silva, a partir de 19 de dezembro próximo, poderá obter a prescrição (prazo reduzido à metade para os réus com idade acima de 70 anos) dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro na ação penal em que é investigado por receber R$ 12 milhões da Odebrecht, na forma de um terreno para sediar o seu instituto. Mesmo sem saber o teor do que advirá, a defesa está lutando bravamente para obter a prescrição da pretensão punitiva, mediante o adiamento, o máximo possível, da sentença prolatória. Enquanto isso, no Supremo Tribunal Federal (STF) impera o conivente silêncio sobre as referidas ações do ex-presidente, parecendo ser uma bem-ensaiada estratégia de seus supremos advogados da segundona, em obediência e gratidão ao decadente “chefe” que lhes concedeu as cadeiras supremas quando tinha extremos poderes sobre a política nacional. E pensar que o ministro Dias Toffoli, então presidente da Corte, em suas alocuções de gestão, teve a cara de pau de dizer que os escaninhos e gavetas dos gabinetes estavam “sobrenaturalmente” em dia, atestando (?) que seus pares são todos proativos no trato da coisa pública e resilientes no enfrentamento de suas feridas. “Me engana, que eu (não) gosto.” STF, vergonha nacional!


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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CORRUPÇÃO


Quando leio sobre corrupção e prisões de políticos, tenho dúvidas atualmente se a matéria em questão é sobre o Rio de Janeiro ou o Peru.


Márcio Roberto Lopes da Silva marcioped.itu@gmail.com

Itu


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GRAVE CRISE POLÍTICA NO PERU


Peru caminha para uma encruzilhada constitucional em que nada parece dar certo com os presidentes e o sistema político do país. O destino político reservou surpresas desagradáveis para os presidentes: Alberto Fujimori (preso), Alejandro Toledo (exílio), Ollanta Humala (preso), Alan Garcia (suicídio), Pedro Pablo Kuczynski (prisão domiciliar) e Martín Vizcarra (impeachment). A atual crise política ocorre em meio a protesto nas ruas, em conturbado quinquênio presidencial que terminará apenas em julho do próximo ano. Pedro Pablo Kuczynski renunciou e assumiu o primeiro vice-presidente, que acabou de sofrer impeachment. Antes disso, a segunda vice-presidente, Mercedes Aráoz, já havia renunciado, quando houve a dissolução do Parlamento e a convocação de novas eleições legislativas, que foram realizadas em janeiro. Depois disso, o Congresso continuou hostil ao presidente Martín Vizcarra até a sua controvertida destituição. Agora, seguindo a linha sucessória, Manuel Merino (presidente do Congresso) assumiu o poder como presidente. Sua falta de legitimidade acirrou a crise institucional pela qual passa o país andino. O excessivo uso da força contra manifestantes resultou em mortes e vários ministros do gabinete renunciaram em protesto. Manuel Merino renunciou ao cargo menos de uma semana após ser empossado. Em meio à brutal recessão econômica e à grave crise sanitária provocada pela pandemia do novo coronavírus, chegou-se ao esgotamento do modelo da democracia peruana.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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APAGÃO NO AMAPÁ


É mais comum do que muita gente pensa o desastre que as liberdades individuais conseguem produzir no âmbito coletivo. O direito à liberdade individual não se nega, desde que acompanhado de responsabilidade, informação e o famoso “pés no chão”. Vejam o que ocorre no Estado do Amapá. Lamentável sob qualquer aspecto. Certo? Pois bem, é preciso lembrar que durante 24 anos o cidadão maranhense José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, que alterou seu nome para José Sarney de Araújo Costa, mais conhecido por José Sarney, foi senador pelo Amapá. Não se pode esquecer que ele foi votado, portanto nada a reclamar. O que ele fez pelo Amapá? Quem ganhou com três seguidas eleições? O individual ferrou o coletivo.


Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

        

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