Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2020 | 03h30

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br de domingo, 22/11/2020


Violência e crime

Assassinato no mercado

Assustadores dois trágicos acontecimentos de que tomamos conhecimento no Dia da Consciência Negra. O primeiro, o assassinato num supermercado em Porto Alegre, onde seguranças brancos mataram à pancada um cliente negro, cena dantesca filmada por outro cliente do estabelecimento comercial e por câmeras internas do local. O outro foi a fala do vice-presidente da República, que ao ser indagado sobre esse fato negou haver racismo no Brasil. São duas realidades que retratam o racismo estrutural que ainda perdura entre nós e precisamos urgentemente corrigir para evitar que venham a acontecer outras tragédias desse mesmo quilate, que envergonham todos os que têm consciência.


JOSÉ DE ANCHIETA NOBRE DE ALMEIDA

JOSEDALMEIDA@GLOBO.COM

RIO DE JANEIRO


*


Racismo estrutural

O governo Bolsonaro tem dois astronautas. Um é o ministro Marcos Pontes, da Ciência e Tecnologia. O outro é o vice-presidente, general Hamilton Mourão, que ao negar a existência de racismo no Brasil mostrou viver no mundo da lua.


TÚLLIO MARCO SOARES CARVALHO

TULLIOCARVALHO.ADVOCACIA@GMAIL.COM

BELO HORIZONTE


*


Preconceito racial

Ao negarem o preconceito racial no Brasil, o presidente e seu vice devem ter-se inspirado na ridícula letra de música, sucesso na década de 1950, que dizia: “Preto, sim, porém feliz, porque tive a sorte de nascer neste país (...) onde não há preconceito, o homem que é direito é senhor do seu nariz”. Algum negro hoje repetiria isso?


JARVIS VIANA PINTO

JARVISVP@UOL.COM.BR

RIBEIRÃO PRETO


*


Bestas-feras

Dois trogloditas fantasiados de seguranças bateram furiosamente num cliente negro de supermercado, levando-o imediatamente à morte por asfixia. Como explicar tal selvageria?


NIVALDO RIBEIRO SANTOS

NIVASAN1928@GMAIL.COM

SÃO PAULO


*


Fator de risco

A cor da pele não deve e não pode ser fator de risco. Num país onde parte expressiva da população é negra, é inadmissível termos casos como a brutal morte de um brasileiro, o cidadão João Alberto Silveira Freitas, que saiu de casa apenas para ir ao supermercado e perdeu a vida por causa de sua cor, sim. Triste e vergonhoso. A que ponto chegamos neste país!


LUIZ THADEU NUNES E SILVA

LUIZ.THADEU@UOL.COM.BR

SÃO LUÍS (MA)


*


Protestos

Realmente chocante o acontecido com o cidadão João Alberto Silveira Freitas. Mas protestar contra a violência com mais violência tira o valor e a força de qualquer manifestação. Protestar, sim, mas de forma civilizada, que significa pacífica. Caso contrário nos igualamos àquelas pessoas que deveriam ter controlado sua força e feito uso racional dela, usando-a tão somente para contenção.


VERA BERTOLUCCI

VBERTOLUCCI@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO


*


Pandemia

Segunda onda

Todos temos de ficar alertas. Diferentemente da primeira onda da pandemia, que começou nas principais capitais (Rio de Janeiro e São Paulo), no litoral e depois se interiorizou, desta vez, como todas as cidades do Brasil têm casos de covid-19, o aumento será geral e rápido. É preciso monitorar leitos hospitalares e de UTI, urgentemente. Teremos dias, semanas, talvez meses muito difíceis até a vacina estar disponível.


MÁRCIO ROBERTO LOPES DA SILVA

MARCIOPED.ITU@GMAIL.COM

ITU


*


Rapidez nas decisões

Há uma oferta de vacinas contra a covid-19 para utilização no País. Nas últimas duas semanas as vacinas da Pfizer e da AstraZeneca apresentaram dados altamente favoráveis de eficácia, além da Sputnik. Os dados preliminares da Coronavac também estão disponíveis. O Estado noticiou a visita de representantes dos laboratórios à Anvisa, que deve decidir qual ou quais vacinas podem ser utilizadas, com base no perfil de eficácia e segurança, viabilidade de estocagem e transporte, custo e possibilidade de fornecimento. A corrida pelas vacinas é mundial e há um mercado pressionado e comprador, agora que se sabe da possibilidade de haver surtos anuais sucessivos da doença, com término imprevisível. No Brasil, em especial, estamos em fase de limitada elevação de casos, mas, com base no outono-inverno europeu, é de prever forte incremento, com segunda onda em abril/maio de 2021. Precisamos vacinar antes desse período, se possível. Portanto, as decisões da Anvisa devem ser céleres, técnicas e pragmáticas, para que vidas e a economia sejam salvas.


BERNARDO EJZENBERG

BERNARDOEJZENBERG@YAHOO.COM

SÃO PAULO


*


Eleições 2020

Política cidadã

Pelos resultados das eleições de domingo passado, alguns analistas se apressam a comemorar a volta da boa e velha política. Será isso motivo de celebração? Todos podemos concordar que o rótulo de “nova política” foi desmoralizado pelo mau uso, pois alguns dos políticos que diziam que iriam trazer novos princípios não tinham qualificações para tal. Também é certo que o panorama pós-eleições melhorou consideravelmente ao revelar o enfraquecimento das correntes que motivaram um cenário de radicalização e polarização. Afinal, boa política se faz com diálogo construtivo a favor dos interesses do País. Mas a velha e desastrosa cultura política nacional continua sendo o que sempre foi: uma das causas maiores do atraso do Brasil. Precisamos agora promover uma transformação na forma de fazer política, com a mesma intensidade com que desejávamos que isso acontecesse antes da eleição de 2018. Infelizmente, a renovação naquele ano foi insuficiente e desvirtuada. Resta a esperança de renovação ainda maior e melhor em 2022. E do que eu designaria como “política cidadã”, para consertar o Brasil.


MANOEL LOYOLA E SILVA

MAGUSFE@ONDA.COM.BR

CURITIBA


*


O HORROR


Na véspera do Dia da Consciência Negra, João Alberto Silveira Freitas, cidadão gaúcho, negro, acompanhado da esposa, como cliente assíduo foi às compras no supermercado Carrefour em Porto Alegre. Porém, ocorre uma barbárie: João, mesmo pedindo ajuda à esposa e aos presentes, foi covardemente espancado até a morte por um segurança da loja e um policial militar. Mais um caso de horror neste Brasil que acumula, anualmente, mais de 50 mil assassinatos, feminicídios, flagrantes atos de racismo, etc., e que tem como presidente da República um irresponsável e perverso, Jair Bolsonaro, que deseja armar a população. Ora, não bastasse a angústia das famílias brasileiras pelos quase 6 milhões de infectados e 169 mil mortes pela covid-19, neste país da impunidade somos horrorizados com cenas de selvageria como a da morte deste cidadão, João Alberto Silveira Freitas. O supermercado Carrefour, de sua parte, parece não ter zelo pela contratação de seguranças. Lembremos, por exemplo, que em março de 2019, numa loja na região do ABC, em São Paulo, um deficiente físico, em cadeira de rodas, foi duramente agredido pelos seguranças dentro da loja só porque abriu uma lata de cerveja, mesmo dizendo que ia pagar por ela. Não há limites para a covardia nesta terra tupiniquim.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


*

CONSCIÊNCIA NEGRA


A morte de um cliente no Carrefour em Porto Alegre não foi ignorada, está sendo apurada e os culpados serão legalmente punidos. Em consequência, vândalos, documentados pela imprensa, danificaram e invadiram o Carrefour em São Paulo e também devem, legalmente identificados, ser punidos e responsabilizados pelos prejuízos causados. É assim a forma correta de a lei funcionar.


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


*

CANSADOS DE IMPUNIDADE


Não precisa quebrar nada, nem mesmo jogar uma pedrinha com estilingue contra a loja. Desde que assassinaram uma cachorrinha a golpes de barra de ferro no Carrefour de Osasco, há uns dois anos, eu e minha família nunca mais entramos numa loja deles nem compramos mais nada online. Agora, se superaram, assassinando um cidadão negro. São culpados, sim, ao contratarem empresas ou pessoas que fazem isso. Boicote já, amplo e absoluto, ninguém compra mais nada no Carrefour. Em 6 meses eles fecham as portas e saem do Brasil, simples assim.  Mas para isso nós temos de puni-los, e desta forma, pois nossa Justiça nós conhecemos bem, vai fazer o mesmo que fez na época do assassinato da cachorrinha, ou seja, nada. Nós somos cidadãos, eles são assassinos e nós estamos cansados de impunidade.


Paulo Sérgio Pecchio Gonçalves ppecchio@terra.com.br

São Paulo


*

EXEMPLO


O bárbaro assassinato do cidadão João Alberto Silveira Freitas, cometido por dois seguranças do supermercado Carrefour em Porto Alegre, às vésperas do dia em que se comemora a consciência negra, tem de ser repudiado. Os covardes assassinos têm de ser julgados e condenados com pena máxima, exemplarmente, com o objetivo de que tal barbárie não mais se repita. Quem tornar a cometê-la poderá ter a mesma pena máxima.


José Carlos de Castro Rios castroriosjosecarlos@gmail.com

São Paulo


*

CONVERSA FIADA


A ministra Damares Alves fez uma manifestação meramente formal a respeito do assassinato de João Alberto Silveira Freitas em Porto Alegre, dizendo que iria apoiar a viúva. Quero ver o “apoio” que lhe darão. Certamente, é mais uma manifestação vazia num governo no qual nosso vice-presidente afirma que não existe racismo no Brasil. Em toda a sua vida, este senhor nunca percebeu que todas as vezes em que esteve num restaurante nunca viu um negro ao seu lado? É muita burrice!


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


*

ESCULHAMBAÇÃO


Numa leitura dos 22 meses e meio do governo Bolsonaro, não encontrei nada que eu pudesse classificar como uma boa decisão. O principal problema neste período foi combater a pandemia de covid-19, mas o presidente resolveu acompanhar o errático Donald Trump. Em consequência, o Brasil é o segundo colocado mundial em número de mortos, logo atrás dos Estados Unidos. Bolsonaro assumiu a Presidência também em plena luta da nossa civilização contra o aquecimento global, fato confirmado pela comunidade científica mundial. Mas ele se colocou entre aqueles que não aceitam essa realidade, apesar dos sinais claros das suas consequências sobre a humanidade. Cientistas atestam que as florestas serão as nossas melhores armas para diminuir a escalada do aquecimento. Como a maior floresta está em nosso território, os demais países contavam com nossa colaboração nesta luta, que é de toda a humanidade. Mas Bolsonaro também não acredita nisso e considera a Amazônia boa, sim, para a indústria do extrativismo. Seu governo bateu todos os recordes de queimadas e desmatamento em nossos biomas. Agora, volta-se para o nosso mar territorial, outra fonte enorme de riquezas se soubermos gerenciar sabiamente. Bolsonaro já decidiu explorá-lo de maneira a degradá-lo também. Agora, o que ocorre no Amapá, com um apagão que já dura tantos dias, a que estamos assistindo atônitos, é o suprassumo da esculhambação. É o resultado de o presidente estar desmontando todos os setores técnicos, substituindo especialistas por pessoas subservientes. Como engenheiro, fico indignado, pois sei dos absurdos e das displicências que foram cometidos para chegar àquela situação, a ponto de a Justiça no Amapá determinar o afastamento provisório das diretorias da Aneel e do ONS, responsáveis por fiscalizar e operar o sistema elétrico nacional. Pela sua localização, Amapá e Roraima já deveriam ter usinas fotovoltaicas instaladas. Bolsonaro conseguiu transformar o Brasil na autêntica República das Bananas, para a nossa vergonha e sofrimento.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


*

A MADEIRA DA AMAZÔNIA


Bolsonaro recua e agora diz que não vai acusar países de importar madeira ilegal (Estado, 19/11). Argumentos errados têm origem em só duas coisas: ignorância e/ou mentiras. E quem neles acredita ou só é ignorante ou é por ser interessado nos resultados. O presidente da República deve saber que madeira ilegal não tem cheiro diferente de madeira legal, nem pode ser facilmente escondida em cuecas. Para que um país importador possa discernir entre madeira oriunda de exploração legal ou ilegal, teria de investigar sua origem, mantendo até fiscalização própria em nossa Amazônia. A menos de total ignorância, não é isso o que nosso presidente pensa. Portanto, as acusações por ele lançados aos “países importadores de madeira ilegal” foram meros fake acusatórios, dirigidos, na verdade, aos seus fiéis seguidores. Ele insulta nossos parceiros comerciais para demonstrar ser o “mito durão”. À custa dos interesses do Brasil, viva o bolsonarismo!


Luiz Ribeiro Pinto brasilcat@uol.com.br

Ribeirão Preto


*

UM PARTIDO PARA O PRESIDENTE


Esta medalha ninguém tira da Aliança Pelo Brasil, partido que o presidente Jair Bolsonaro está tentando fundar: ele já está metido em corrupção antes mesmo de conseguir registar sua legenda no Tribunal Superior Eleitoral. Quem pode pode!


Marize Carvalho Vilela marizecarvalhovilela@gmail.com

São Paulo


*

CASO FLÁVIO BOLSONARO


O presidente Jair Bolsonaro se encontrará com corregedor de tribunal que analisa denúncia contra Flávio Bolsonaro. Com que propósito será esse encontro?


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


*

LEI FLÁVIO BOLSONARO


Tem toda a razão o leitor sr. Mário Barilá Filho (Fórum dos Leitores, 20/11). Não dá para conviver mais com esta indecência dos assessores parlamentares que automaticamente viram funcionários-fantasma, evidenciada no gabinete da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro do ex-deputado, agora senador, Flávio Bolsonaro, mas que deve remontar à época do Império. Vamos provocar um movimento de incentivo e cobrança, para que esta lei seja aprovada. Que algum parlamentar digno da sua função assuma essa ideia e a faça prosperar. Lei Flávio Bolsonaro já.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


*

RESCALDO DAS ELEIÇÕES


O primeiro turno das eleições em plena pandemia terminou, embora com algumas confusões na totalização dos votos. Entre mortos e feridos, ou seja, entre eleitos, ainda sobreviventes e descartados, todos saíram ilesos, aparentemente. Mas a luta continuará daqui a uma semana para decidir quem sobe e quem vai lamentar a queda. Porém o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, que não via a hora de soltar o resultado final, pois não esperava que o casamento entre um dinossáurico sistema de votação (20 anos de idade) com o novo sistema de totalização (jovem que nasceu ano passado) desse tanto trabalho por motivo de incompatibilidade técnica. Todo mundo sabe que a diferença de quase 20 anos em Tecnologia da Informação (TI) é uma eternidade. Está na hora de atualizar o sistema de votação, né? Será que dá tempo para a próxima eleição presidencial, em 2022?


Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba


*

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO TSE?


Alguém poderia explicar por que é necessário usar um sistema de “inteligência artificial do supercomputador” (Estado, 20/11, A4) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se o processamento de dados das eleições limitam-se a somar dados por região? Para isso são necessários apenas imbecilidade automática (IA) e alguns reles computadores comuns.


Valdemar W. Setzer setzerv@gmail.com

São Paulo


*

BALANÇO


Parabéns ao TSE e a todo o sistema eleitoral brasileiro pelo sucesso das eleições municipais, apesar dos inimigos da democracia. Parabéns aos institutos de pesquisas pelos números apresentados, que corroboram a lisura das apurações em todo o Brasil. Parabéns aos veículos de comunicação (jornais, TVs, rádios), pelos serviços de Primeiro Mundo em favor da democracia.


José dos Santos Martins martins.santos.jose@gmail.com

São José do Rio Preto


*

O VOTO NO SEGUNDO TURNO


Vivemos, em 57 municípios brasileiros, inclusive São Paulo, a campanha de segundo turno. É uma nova eleição, com os dois mais votados do primeiro turno. Preocupam, no entanto, a abstenção e os votos nulos e brancos daqueles cujo candidato naufragou no turno inicial. Mesmo havendo cidades que tiveram até 16 candidatos no último dia 15, já tivemos a ausência e os votos de protesto. Agora, com apenas dois, o protesto, se ocorrer, será verdadeiramente prejudicial. O indicado é o eleitor comparecer e votar naquele que entender ser o “menos pior”. Se não votar, estará automaticamente favorecendo o que acha “mais pior”. Também há o caso do voto ideológico, em que o eleitor comparece e vota como se estivesse encabrestado. Se o eleitor que se acha democrático não comparecer ou votar branco ou nulo, estará favorecendo o ideológico. Por isso, o bom é comparecer. O voto é a gênese da democracia. Quem o negligencia permite que outros decidam em seu lugar e, depois, nem tem o direito moral de reclamar se as coisas não estiverem bem.


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

        

*

VEREADORES


A história contemporânea tem confirmado a justeza da célebre declaração atribuída a Sir Winston Churchill, segundo a qual a democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as demais. Ao receber, porém, pelo noticiário, com perturbadora frequência, relatos dando conta de golpes de corrupção praticados por prefeitos e vereadores eleitos, a sociedade tem o direito de indagar se não caberia um aperfeiçoamento do nosso regime, mediante o qual este segmento capilar, no caso de representação de populações inferiores a um determinado limiar – 30 mil habitantes, por exemplo –, passasse a ser não remunerado, constituindo os respectivos mandatos nada além de uma espécie de estágio probatório para candidaturas a cargos mais abrangentes. Certamente, tais modificações, em face do incrível número de municípios brasileiros nestas condições, representariam uma sensível redução do custo de nossa perdulária democracia.


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


*

BOULOS E A PREVIDÊNCIA MUNICIPAL


Seria cômico, se não fosse trágico, o despreparo do candidato da “nova esquerda” que concorre para o cargo de prefeito da maior cidade do Brasil. Em sua entrevista ao Estadão, ele propôs a contratação de funcionários para cargos públicos como uma forma de mitigar o monstruoso déficit da Previdência municipal. Isso porque, na estreita inteligência econômica do candidato, este novo contingente passaria a contribuir e cobriria, então, o buraco fiscal, não considerando ele o gasto que isso acarretaria ao município com os novos salários a serem pagos. Como dizia o Barão de Itararé, de onde menos se espera, daí é que não sai nada.


Ademir Alonso Rodrigues rodriguesalonso49@gmail.com

Santos


*

MESSIANISMO


Surpreendeu-me o conceituado articulista do Estadão Celso Ming, ao induzir subliminarmente, até no título do seu artigo, que o candidato a prefeito de São Paulo Guilherme Boulos representa uma nova esquerda. Nova esquerda? Na minha modesta opinião, considero Boulos, com seu messianismo, como um novo Antônio Conselheiro. Já na sua primeira proposta econômica foi duramente criticado por vários economistas abalizados.


José Luiz Abraços octopus1@uol.com.br

São Paulo


*

PERIFERIA DE PINHEIROS


Ironia das urnas: o famigerado líder dos invasores de propriedades privadas Guilherme Boulos, da extrema-esquerda radical e raivosa do PSOL, recebeu a maior votação no primeiro turno da periferia do bairro de classe média-alta de Pinheiros. Recomenda-se aos donos de imóveis fechar com cadeado e tranca suas casas, apartamentos, sítios, chácaras e fazendas. Vai que dê zebra e o cara ganhe no segundo turno... Socorro, polícia!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


*

CÓPIA


Boulos nunca escondeu que Lula da Silva é seu ídolo. Até procura imitar o discurso do personagem. Os paulistanos não precisam desta cópia...


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


*

ESTRATÉGIA


Até o próximo domingo os candidatos à Prefeitura de São Paulo serão os maiores “santinhos”, mas ambos escondem seus apoiadores. Bruno Covas esconde João Doria e Guilherme Boulos esconde Lula. E você, eleitor, prestou atenção nessa estratégia?


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


*

ELEIÇÃO EM SÃO PAULO


Entre o ruim e o pior, o paulistano com certeza vai optar pelo ruim. E eram os melhores dos 14, imaginem o resto!


Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo


*

FALEM MAL, MAS FALEM DE MIM


Acho que a mídia em geral, inclusive alguns colegas do Fórum dos Leitores, do Estadão, estão fazendo propaganda gratuita do adversário de Bruno Covas no segundo turno das eleições para prefeito de São Paulo. Estão repetindo o nome desse soturno personagem, debatedor agressivo, genérico do ex-presidente, barbudo e demagogo como ele, nefasto apoiador de invasões de propriedades, explorador da esperança de pessoas sem-teto, inexperiente em administração municipal e por aí vai. Melhor seria manter o nome dessa figura na obscuridade nas eleições do segundo turno. Seria deveras benéfico para São Paulo.


Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo





 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.