Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2020 | 03h30

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br de segunda-feira, 223/11/2020


Segundo turno

Renovação

Cumprimento o Estado pelo editorial Não é hora para aventuras (22/11, A3), que recomenda o voto em Bruno Covas para a Prefeitura paulistana, mas alude com absoluto respeito e reconhecimento ao potencial político e amadurecimento do adversário, Guilherme Boulos. Este deveria, sim, como preconiza o editorial, abjurar do que consta em seu programa originário de ideias-tronco e estáticas, sobretudo a “superação da ordem capitalista”. O capitalismo, em todo o mundo, mostra-se um regime antipopular e beneficiário de minorias não por sua essência, mas por sua selvageria. Dessarte, cumpre a uma esquerda renovada aperfeiçoar-se no sentido de “superação da ordem capitalista selvagem”, com erradicação da desigualdade social, que impede todos os membros da sociedade, principalmente os “remediados da classe média”, de respirar; ao lado de expor claramente que propugna por uma democracia como valor universal, não como trampolim para uma “ditadura do proletariado”. Superadas essas arranhaduras ideológicas pelo universo sociopolítico que circunda Boulos, poderemos, sim, pensar na saída da crise gravíssima e na criação de um novo mundo, caracterizado pelo rodízio de ideias, porém marcado pela fundamentalidade do binômio economia de mercado-democracia irrestrita.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

AMADEUGARRIDOADV@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Não é para iniciantes

Creio que ninguém daria o seu cérebro para ser operado por um recém-formado em medicina. Nem mesmo os apoiadores do sr. Boulos. Mas e a sua cidade? Um “cérebro” igualmente complexo não demanda anos de especialização? Compreendo o desejo do candidato, pode até ser que entender de acampamentos, tendas e numeração, ocupação de prédios, etc., seja um primeiro passo. Mas operar uma megalópole certamente não é para iniciantes.

SANDRA MARIA GONCALVES

SANDGON46@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Na prática

A campanha do segundo turno vai chegando ao fim, mas os dois candidatos a prefeito de São Paulo nada falam sobre questões importantes para os jovens, como quadras esportivas públicas nos bairros mais carentes de atrativos. Neles, em geral, os jovens nada encontram com que ocupar mente e espírito, quando poderiam reunir-se em determinados pontos para partidas de basquete, vôlei, futebol de quadra, tênis. Nem precisam ser cobertas, basta existirem, e haverá jovens para bem saber usá-las, em seu proveito e, em consequência, da sociedade. Os candidatos falam em urbanização de favelas, mas não explicam em que consistirá e se omitem quanto ao saneamento básico, especialmente no que diz respeito a rios, córregos e proteção de nascentes. Tomar da caneta para nomear guardas civis e fiscais, como apregoam, é fácil, mas não leva, aparentemente, à eficaz solução de problemas.

JOSÉ GERALDO DE JACOBINA RABELLO

JACOBRABELLO@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Violência e crime

João Alberto

Mais um caso de violência brutal culminando com a morte. É claro que o fato de a vítima ser um negro não é coincidência. E mais uma vez “apenas” nos indignamos. Isso é pouco, mas, infelizmente, parece rotina. A única “novidade” é o lamentável negacionismo do governo. E agora? Vamos ficar aguardando o próximo caso? Até quando? Basta, precisamos agir de forma antirracista no dia a dia e exigir punição rigorosa nos limites da lei e políticas antirracistas já!

LUIZ ROCHA

DRLUIZROCHA@UOL.COM.BR

GUARULHOS

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Nada de novo

As declarações de Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão sobre o brutal assassinato de João Alberto Freitas nada trazem de novo. O primeiro, incrustado como uma craca no casco de sua realidade paralela, com a falta de empatia habitual, é a própria negação de qualquer sombra de decência que possa haver na personagem, relegada, essa, sim, e desde sempre, ao lixo da História. O segundo, o “minimizador-geral” da República, encena o papel de sempre. Para eles, racismo é nos EUA. Destruição de florestas é na Europa. Por aqui, tudo às mil maravilhas.

RENZO GALUPPO

RENZO.GALUPPO@GMAIL.COM

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

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Diversidade e inclusão

João Alberto Silveira Freitas, de fato, foi assassinado por um único motivo: ser negro. Humanização rima com educação. A sala de aula, desde o processo mais básico, deve enfatizar temas como empatia, diversidade, propósito, ética e solidariedade. Cada um de nós é uma mídia: todos somos responsáveis por conscientizar a sociedade sobre a importância de sermos diversos, inclusivos e tolerantes. Sem preconceito e com mais respeito.

MAURO WAINSTOCK

MAURO.WAINSTOCK@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Despreparo

Fica evidente que os seguranças do mercado se mostraram totalmente despreparados para a função. Entendo que a empresa deve ser responsabilizada de acordo com nossas leis e punida exemplarmente – tudo noticiado pela imprensa para que fatos como esse não se repitam. O Estado já noticiou em outras oportunidades o despreparo de seguranças particulares. É hora, ou já passou da hora, de as autoridades tomarem providências urgentes e efetivas.

ANTONIO BARROS

ANTONIO123BARROS@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Todos importam

A pintura #VIDAS PRETAS IMPORTAM no asfalto da Avenida Paulista, feita com tinta para paredes (PVA com resina acrílica), aumenta a probabilidade de acidentes automobilísticos, porque, quando molhada, essa tinta é escorregadia. Ela deve ser removida, pois não é apropriada como a tinta não escorregadia usualmente empregada na pintura de faixas para pedestres e afins (borracha clorada). Todas as vidas importam.

PEDRO PAULO PRADO

PEDROPAULOPRADO@INSTALE.ENG.BR

SÃO PAULO

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UM BRASIL RACISTA

Depois da morte de um negro por espancamento cometido por dois brancos num supermercado, as reações que se seguiram dão destaque para Jair Bolsonaro declarar que no Brasil não há racismo. Ele diz algo idiota como que sempre quando questionado e não saber responder, então faz piada dizendo que “não vê racismo no Brasil porque é daltônico, então não distingue cores”. Maneira de evitar opinar sobre um problema sério que existe e ele não sabe resolver, então, como sempre, faz como em outras situações em que o País necessita, mas ele não tem gabarito para tal. Da resposta de Bolsonaro, vamos ao seu vice, Hamilton Mourão, que passava a impressão de ser o contrário do presidente e tinha nossa simpatia, mas, qual o que, ele simplesmente endossa a opinião de seu chefe, que volta e meia o deprecia. Quanto ao racismo, não é porque certos lugares não exibam placas com dizeres “proibida a entrada de negros” que não exista o preconceito racial. 

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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RACISMO

“Não existe racismo no Brasil”, disse Mourão ao comentar morte de homem negro no Rio Grande do Sul (Estado, 20/11). Pois existiu, existe e sempre existirá enquanto governantes continuarem a raciocinar como o vice-presidente.

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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CEGO, SURDO E MUDO

A despeito da última bravata populista de Bolsonaro se declarar daltônico e enxergar todos os brasileiros da mesma cor (talvez no próximo feminicídio se declare anjo e não veja gênero), penso tratar-se de autodiagnóstico equivocado, visto ser caso de cegueira absoluta (aliada à sandice) às inúmeras mazelas que assolam o País, surdez (e irritabilidade opressiva) a toda e qualquer crítica e de boca fechada ajuda muito.

Marco Dulgheroff Novais marcodnovais@hotmail.com

São Paulo

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OREMOS

Entre outras barbaridades, o presidente Bolsonaro já disse que o coronavírus é apenas uma gripezinha, que não é preciso usar máscara para se proteger e que nunca houve ditadura no País. Seu vice, o general Hamilton Mourão, depois de negar de pés juntos que haja queimadas e desmatamento na Amazônia, acaba de dizer, preto no branco, que não existe racismo no País. E dizer que a vida de mais de 200 milhões de brasileiros por mais dois longos anos está nas mãos destes dois iluminados, entre outras criaturas estranhas do governo federal. Oremos...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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COR

Jair Bolsonaro não tem nada de verde e amarelo. Sua cor é o preto da morte.

Etelvino José Henriques Bechara ejhbechara@gmail.com

São Paulo

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UM PRESIDENTE IGNORANTE

Racismo não existe no Exército brasileiro. Você conhece ou viu um general negro na elite da tropa terrestre? O presidente Bolsonaro não passa de um hipócrita ignorante. Em 1910, entre os dias 22 e 27 de novembro, o Exército brasileiro, sob o comando do presidente Marechal Hermes da Fonseca, mandou assassinar todos os marinheiros participantes da Revolta da Chibata, sob o comando do almirante Negro.

Moacyr Forte coronelforte@gmail.com

São Paulo

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ADEUS A JOÃO

João Alberto Silveira Freitas entrou com a esposa no supermercado e não voltou para casa. João foi espancado pelos seguranças do estabelecimento. Os profissionais, que deveriam defender clientes e funcionários, liquidaram João. Esse ato de selvageria nunca poderia ter acontecido e deverá ser punido com todo o rigor da lei. Não sabemos ainda os verdadeiros motivos para tamanha bestialidade, mas o desequilíbrio dos assassinos está evidente. A causa da morte de João não foi um acidente de carro nem uma bala perdida, mas um comportamento despropositado de seguranças incapazes de exercer tal função.

José Carlos Saraiva da Costajcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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TRAGÉDIAS DIÁRIAS

Por uma questão biológica de pigmentação, algumas pessoas têm a pele mais clara e outras, mais escura. Simples assim! Porem existe um contingente enorme de pessoas que acham que essa pigmentação faz diferença. Às vésperas do dia da consciência negra, o gaúcho João Alberto foi assassinado num supermercado Carrefour em Porto Alegre. Simplesmente lamentável! Por quê? Por causa dessa pigmentação mais escura... Não tive vontade de assistir ao vídeo, porém li a matéria do Estado. Oito covardes, ops, quis dizer “seguranças” impediam qualquer tentativa de evitar o assassinato por dois outros covardes “seguranças”, apesar dos gritos da vítima, inclusive pedindo ajuda à sua esposa, que assistiu a tudo sem poder reagir e sem ser ajudada. Ironicamente, o vice-presidente vem a público dizer que racismo não existe no Brasil. Queria ouvir essa mesma frase dele, se a pigmentação da pele fosse de um tom mais escuro. Para completar, o nosso teórico “presidente” disse ser daltônico. Não sei se ele quis ser engraçado, se é que caberia um comentário neste caso, mas o fato é que mais uma vez o messias perde a chance de ficar calado. Que esse triste assassinato possa ser o estopim pacífico de uma mudança nos rumos da questão étnica em nossa Terra Brasilis. Último país a abolir a escravidão e com um histórico tão terrível de assassinatos de pretos e pardos, conforme reportagem de sábado, já passou da hora de colocarmos um basta nessas tragédias diárias.

Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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EXISTE DESIGUALDADE RACIAL ENTRE HUMANOS?

Sempre acreditei que temos uma raça no mundo, a raça humana. A Revolução Francesa, tão aclamada no Ocidente, é a revolução da Liberté, Egalité, Fraternité. Et Vive la France! Assim, no mundo, ninguém é diferente. Mais ainda no Brasil, nos Estados Unidos, terras onde todos vêm em busca da igualdade e do progresso. Vivi na França. Vi árabes vivendo em guetos. Bem, dirão, é porque são todos quase terroristas, invejosos de uma terra de liberdade total. Minha filha se casou com um senegalês. Homem muito educado, fazia doutorado em Economia. Tiveram uma filha, linda, depositária dos mais variados genes, árabe, mediterrâneo, africano. Hoje com 13 anos, vive com a mãe na França. O pai, no Senegal. Família múltipla, com irmandade ramificada, franceses, brasileiros, africanos. Durante a aula de música, a professora, francesa, lá da terra da Liberdade, Igualdade, Fraternidade, estava falando das negresses, em francês de hoje algo como neguinhas em Português. Aicha (este é o nome da menina de quem falo), perspicaz e direta (eu diria, como o avô), imediatamente disse à professora: “Mas, senhora, este termo pode ferir o sentimento de muita gente afrodescendente. A professora insistiu que não, num diálogo que se seguiu por algum tempo. Inconformada, Aicha escreveu no próprio caderno: minha racista favorita, referindo-se à professora. Afinal, não era a primeira vez que ela sofria este tipo de ofensa. Já havia sido acusada injustamente de várias coisas na escola, tendo inclusive sofrido ameaça física. Ela sempre foi a primeira aluna da classe. Nota máxima da classe em quase todas as matérias. O pai dela dizia que ela iria enfrentar isso. Quando esteve no Brasil, anteriormente a este caso, e me disse que tinha sofrido intimidação física de um colega, eu disse (nisto confesso, sou mau): “Filhota, se um menino vier intimidar você, feche seu punho com o polegar atrás dos dedos para não se machucar, dê um soco com máxima força no nariz e um pontapé no meio das pernas”. O padrasto, francês, um homem geralmente muito sensato, embora simples, foi frontalmente contra, dizendo que o menino estava só brincando. Quase brigamos. Enfim, voltando à história anterior, mais atual, a professora de música, tendo visto o caderno de Aicha, foi à polícia pedir nada menos que retratação, multa (12 mil euros, pelo que entendi de minha filha) e prisão da menina de 13 anos! Ainda por cima, um imbecil da escola veio comparar Aicha com o muçulmano que degolou um professor recentemente na França. Diz minha filha que colocar menores na prisão, ainda que por horas, acontece na França em vista de tais casos. Não sei o que acontece de modo geral, mas gostaria de ter a Aicha mais perto. Talvez não fosse bom para mim, pois realmente fecharia os punhos, o que não posso fazer ou dizer como professor, devo ser mais civilizado, e enfrentar questões como me ensinam os cânones da Revolução Francesa. O que fazer?

Elcio Abdalla, professor titular da Universidade de São Paulo Instituto de Física, membro da Academia Brasileira de Ciências eabdalla@if.usp.br

São Paulo

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NEGACIONISTAS

A morte violenta e injustificável de João Alberto no estacionamento do supermercado Carrefour de Porto Alegre, justamente na noite anterior ao Dia Nacional de Consciência Negra, comoveu o País, causando protestos em muitas cidades. O governo, sempre insensível, seguiu tranquilo, com o vice-presidente Hamilton Mourão e Sérgio Camargo, presidente da Fundação Palmares, declarando que não há racismo estrutural no Brasil. O presidente Jair Bolsonaro aproveitou para mostrar uma camisa do Santos autografada por Pelé. Aliás, não faltam atitudes negacionistas do governo nos campos ambiental (não reconhecemos as fotos dos satélites), de saúde pública (dispensamos o uso de máscaras; somos contra a vacinação, especialmente pela vacina “comunista” paulista Sinovac/Butantan da covid-19) e econômico (não precisamos da China, União Europeia ou Mercosul). A desgraça é que a negação não resolve nada. A situação nos Estados Unidos de Trump serve como exemplo?

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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LUTO

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que “no Brasil não há racismo”. Quando o povo brasileiro pensava que o vice estaria salvando o País das loucuras e aberrações do presidente Jair Bolsonaro – que disse ser daltônico, sobre o mesmo caso de racismo –, ele escorrega e frustra os seus seguidores. A morte do consumidor João Alberto Freitas na loja do Carrefour calou a asneira dita por Mourão e Bolsonaro. Ora, egresso de Porto Alegre, ele deve fazer suas compras também no próprio Carrefour sulino. Na verdade, pêsames à vitima João Alberto e pêsames pelo cinismo da dupla que diz governar o Brasil. O País está de luto!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PROTESTOS VIOLENTOS

Qualquer protesto pacífico em virtude do homem morto no Carrefour de Porto Alegre é aceitável. O que não podemos é deixar acontecer aqui, no Brasil, o que ocorreu nos EUA, onde baderneiros danificaram e furtaram objetos públicos e particulares, tendo como pano de fundo a indignação por uma morte. Lamentável se isso acontecer.  Nada justifica que em protestos contra crimes se cometam outros delitos. Isso beira a selvageria. Aos que protestam com dignidade, sem ofender o próximo, temos de elogiar. Aos que são desordeiros, aplica-se a lei.

Reinner Carlos de Oliveira reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba

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IGUALDADES

O protesto pelo assassinato, descambando para a depredação e violência, terminou por igualar manifestantes e criminosos...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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ELEIÇÃO EM SÃO PAULO

Pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo indica que o tucano Bruno Covas, que tenta sua reeleição, larga bem para o 2.º turno em São Paulo e tem 47% das intenções de voto, ante 35% de Guilherme Boulos (PSOL). Fica evidente que os eleitores da capital vão rejeitar uma cria de Lula para administrar a cidade. Boulos seria um grande retrocesso. Nos debates, ele fala grosso, embroma, porém mostra não conhecer a realidade da cidade. Mesmo porque não tem nenhuma experiência na administração pública. E São Paulo não é para amadores ou para um invasor de áreas urbanas.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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MILAGRES

Guilherme Boulos conseguiu dois milagres em 2020. Vai disputar o segundo turno contra Bruno Covas e, o segundo milagre, foi conciliar Lula e Ciro Gomes para apoiá-lo. Sonha com o terceiro milagre, mas é muita areia para o seu PSOL/MTST se eleger prefeito de São Paulo.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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CAOS

Guilherme Boulos é o que de pior há na consistência do PT. É tentativa de mobilizar até a gentalha. Cometeu invasões. Portanto, é criminoso. Promete vantagens gratuitas, quer dizer, sem contrapartida de desempenho. O trabalho, a competência e a reponsabilidade nem constam de seu vocabulário. Não há nada de construtivo e de sustentável no seu discurso nem no seu currículo. Um êxito na eleição para a Prefeitura de São Paulo seria um passo na direção de condições venezuelanas. Não se trataria de uma democracia socialdemocrata, mas de caos. Esperemos que esta aparição não passe de uma recaída, de um soluço passageiro. O PSOL representa a escória da escória da cultura política brasileira.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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JOVEM PAÍS VELHO

A prefeitura do Recife está sendo duramente disputada por duas tradicionais famílias locais, os Arraes e os Campos. São sobrenomes tradicionais do feudo nordestino, em embate semelhante a muitos que ocorrem em vários municípios e Estados. Constituem confirmações eloquentes de que o País ainda se encontra loteado, desde a condição de colônia, e de que são mínimas as expectativas de oxigenação da estrutura de poder já instalada naqueles tempos. Contamos com mais de 500 anos de história para nos consolidar como organização institucional, tempo semelhante ao de outras histórias com origens mais ou menos simultâneas, mas que tomaram caminhos de formação diversos do nosso, alguns fazendo hoje parte do mundo desenvolvido e outros, como a nossa terra Brasilis, engalfinhando-se nas malhas do subdesenvolvimento. Neste ponto de vista, parece correto nos definirmos como um jovem país velho que, ao que tudo indica, permanecerá preso às teias do passado, com eternas imposições de atraso.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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A ELEIÇÃO AMERICANA E O BRASIL

No Espaço Aberto de sábado (21/11), Paulo Sotero inaugura seu artigo prevendo que Joe Biden não hostilizará o Brasil. Concordo, e por uma razão muito simples. A América Latina, incluindo o Brasil, nunca foi alvo de interesse do partido democrata. Independentemente disso, Biden terá outras prioridades na sua agenda, incluindo Afeganistão, Irã, Iraque, Síria, Coreia do Norte, China, Europa e o Congresso americano. Vocês acham que sobra tempo para dar atenção a Jair Bolsonaro? Fala sério.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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SAUDAÇÃO

Caro Joe Biden, é com muita satisfação e alegria que venho comunicar ao sr. que a sua eleição foi comemorada por muitos brasileiros que têm um espírito democrático e valorizam a liberdade. Espero que o sr. possa ajudar o meu povo a conseguir da melhor forma possível as novas vacinas que despontam no horizonte. Este indivíduo que ocupa atualmente a Presidência da República Federativa do Brasil não nos representa mais há bastante tempo e, portanto, não tem mais nenhuma legitimidade como mandatário da Nação (a não ser para uma minoria sectária e acéfala). Se ele fosse uma pessoa equilibrada e com discernimento, pediria renúncia ou os seus pares nas Câmaras Alta e Baixa decretariam o seu impedimento, mas infelizmente não é este o caso. Dessa forma, reitero mais uma vez que nós, que somos o povo brasileiro de verdade, contamos com a sua colaboração. Seja muito bem-vindo, nós, povo brasileiro, o saudamos.

Amilton Moreno sailor1908@gmail.com

São Caetano do Sul

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AGÊNCIAS REGULADORAS

Parabéns à leitora Izabel Avallone, por sua carta sob o título O vespeiro das agências reguladoras (21/11). Faço minhas suas palavras. Eu escreveria exatamente as mesmas ideias ipsis literis, porém sem o mesmo brilhantismo.


Carlos Gonçalves de Faria sherifffaria@hotmail.com

São Paulo



 

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