Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Brasil para escanteio

Em Um país sem amigos (22/11), assiste razão a Lourival Sant’Anna quando diz que a inconsequente e incendiária gestão de Jair Bolsonaro deixou o Brasil isolado, tal a sua nulidade diplomática. Pelo desprezo ao meio ambiente, o País deixou de receber centenas de milhões de dólares de países europeus, a fundo perdido. Também se indispôs com a China, nosso maior parceiro comercial. E não digerindo críticas de presidente eleito dos EUA, Joe Biden, estarreceu o mundo ao dizer que “quando acabar a saliva, tem que ter pólvora”. Enfim, se em 23 meses só acumula intrigas explosivas internamente, como apoiar invasão do Supremo Tribunal e do Congresso, na área internacional é um desastre jamais visto em nossa História. Como bem diz Lourival, o Brasil, que por décadas investiu “na formação de um dos corpos diplomáticos mais respeitados do mundo”, hoje é motivo de chacota. E sendo amigo e idólatra do desnaturado Donald Trump, infelizmente, como presidente Bolsonaro se mostra um desastre, deixando o Brasil escanteado e sem amigos.

PAULO PANOSSIAN

PAULOPANOSSIAN@HOTMAIL.COM

SÃO CARLOS


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Diplomacia ruim

Concordo, a diplomacia de Bolsonaro é de péssima qualidade. Mas lembro que o Itamaraty eficaz só existiu até a gestão do ex-presidente FHC. A diplomacia do PT também foi péssima, nesse período tivemos a bajulação a países insolventes e o uso da Odebrecht e similares como ponta de lança da ação internacional. Numa análise comparada, qual a diferença de qualidade entre o chanceler Ernesto Araújo, e seu guru Olavo de Carvalho, e a eminência parda petista Marco Aurélio “Top Top” Garcia e seu guru Fidel Castro? Nestes 18 anos de péssima diplomacia, cabe ver se o celebrado antigo Itamaraty ainda pode ser relançado num almejado próximo governo adequado ao desenvolvimento do Brasil.

SUELY MANDELBAUM

SUELY.M@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO


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Siameses

Trump resiste a reconhecer derrota e Bolsonaro evita cumprimentar Joseph Biden pela contundente vitória. São dois perdedores que comandam os campeões de mortes por covid-19. Tendem a morrer abraçados.

J. A, MULLER

JOSEALCIDESMULLER@HOTMAIL.COM

AVARÉ


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Voto impresso

A ideia do presidente Bolsonaro e mais alguns políticos de voltarmos ao voto impresso é retornar à Idade da Pedra. Se já há demora para votar pelo atual sistema computadorizado, imagine-se com cédulas de papel – escrever os votos e depois lê-los e registrá-los. Vimos a confusão nos EUA, onde se vota em papel. Na contramão, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quer, sim, avançar e testar o voto via internet. Já poderia ser mais avançado se, ao digitarmos na urna, os votos fossem de imediato registrados numa central do TSE.

HEITOR VIANNA P. FILHO

LAGOS@ARARUAMA.COM.BR

ARARUAMA (RJ)


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Racismo

Negação do óbvio

O problema não é alguém negar o nosso passado de colonização, extermínio dos povos nativos, escravidão dos povos africanos e desigualdade social, porque isso já está escrito para sempre nas páginas da nossa História e de outros países, mas dizer que isso não existe mais.

JOÃO MANUEL MAIO

CLINICAMAIO@TERRA.COM.BR

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS


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Segurança pública

US$ 1,2 bilhão do BID

Alvíssaras! US$ 1,2 bilhão, ou R$ 6,4 bilhões, não é pouca coisa e ajudará muito a segurança pública do País, tão desprovida de recursos. Nossos louvores à iniciativa do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) de financiar programas de segurança pública e cidadania no Brasil (Metrópole, 23/11). Resta saber se pelo menos uma parte de todo esse dinheiro será destinada a investimento nos recursos humanos, extremamente carentes de salários, cuidados com a saúde e com condições de trabalho precárias.

JARIM LOPES ROSEIRA

IPA.SAOPAULO@IPA-BRASIL.ORG.BR

SÃO PAULO


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Contra mulheres

A violência policial contra mulheres durante abordagens tem chamado muito a atenção em 2020, com vídeos sendo divulgados na internet. Em janeiro uma mulher foi arrastada pelos cabelos, no centro de São Paulo. Em fevereiro uma mulher grávida foi agredida no chão da calçada de uma rua em São José do Rio Preto. Em março uma mulher teve a perna quebrada ao ser atirada no chão para ser algemada, em Santa Catarina. Em setembro, uma mulher foi agredida e levou uma rasteira, em Macapá. No mesmo mês, uma mulher algemada e sentada numa cadeira foi agredida com socos e pontapés dentro de um batalhão, em Mato Grosso do Sul. Não há justificativa nem nenhum tipo de explicação aceitável para os casos acima listados. O último caso viralizou e, por isso, chamou a atenção da imprensa nacional para a covardia nessas ocorrências envolvendo mulheres.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

LRCOSTAJR@UOL.COM.BR

CAMPINAS


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Administração pública

Transparência

Não é surpresa que a Lei de Acesso à Informação não seja obedecida pela grande maioria das prefeituras. Afinal, depois das eleições nossos eleitos adquirem vida própria, julgam-se liberados de supervisão, podem tudo. Munícipes questionadores são considerados chatos, problemáticos ou invejosos. E a imprensa, criadora de caso, busca pelo em ovo... Na verdade, essa omissão de informação é risível. Informações de qualquer natureza relativas ao uso do dinheiro público deveriam estar prontas para ser apresentadas a qualquer cidadão. Afinal, é ele que paga os impostos e a ele se devem, portanto, satisfações. O voto para o cargo de prefeito, em geral, não obedece a critérios objetivos, pragmáticos. Vota-se no menos pior. O castigo vem durante a gestão.

SERGIO HOLL LARA

JRMHOLL.IDT@TERRA.COM.BR

INDAIATUBA



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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


TESTES DE COVID-19 NO LIXO

O Brasil, que já começa a viver uma segunda onda da devastadora pandemia de covid-19, não pode aceitar de braços cruzados que, por irresponsabilidade do Ministério da Saúde, 6,8 milhões de testes RT-PCR, para diagnóstico do coronavírus, poderão ir para o lixo, porque perderão a validade entre dezembro e janeiro. Serão R$ 290 milhões dos contribuintes jogados no lixo, pela incompetência do governo federal. Também foi para o saco a promessa de que seriam testadas 24 milhões de pessoas. Questionado, o Ministério da Saúde culpa os Estados e municípios, que não requisitaram estes testes. Porém esses entes federativos respondem que não os solicitaram porque estão sendo entregues incompletos e sem possiblidade de serem processadas as amostras. Ora, se essa resposta dos Estados e municípios não é verídica, por que o ministro Eduardo Pazzuello não veio meses atrás a público denunciar o caso? No seu silêncio reflete a culpa... Lembremos que este desgoverno desprezou a ciência para salvar vidas nesta pandemia e, para o desumano Jair Bolsonaro, os mais de 6 milhões de infectados e quase 170 mil mortes por covid-19 não passaram de uma “gripezinha”, além de chamar o povo brasileiro de “maricas” porque tem medo da doença.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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ESTRATÉGIA EQUIVOCADA?

Claro, cristalino e de leitura obrigatória o artigo País vai ter vacina em 2021?, do biólogo Fernando Reinach (Estado, 20/11). Reflete objetivamente sobre a estratégia adotada pela Fiocruz e Instituto Butantan na questão das vacinas contra a covid-19: não somente comprá-las, mas importar a tecnologia e produzi-las aqui mesmo. Tal estratégia tem, sem dúvida alguma, funcionado muito bem até agora em relação à prevenção de inúmeras doenças infecciosas, entretanto, no caso da Sars-COV-2, não deveriam os governos aplicar uma atitude mais pragmática e de efeito imediato, ou seja, comprar estas e outras vacinas e deixar a questão da produção própria para outro momento? É evidente que, mesmo se a Coronavac e a Oxford se mostrarem eficazes, não haverá tempo hábil para a produção de vacinas em grande quantidade no curto prazo, e, então, qual será a alternativa? Sem querer ser alarmista, mas já sendo: o retardo no início da vacinação em massa pode trazer consequências sanitárias, econômicas e políticas desastrosas.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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‘DESCUIDO MORTAL’

Nada mais correto do que o editorial de 19/11/2020, alertando que o vírus está aí e atacando. Não é tempo de afrouxar as prevenções, principalmente do uso de máscara, uso de álcool gel, e evitar aglomerações e qualquer contaminação que possa possibilitar ao vírus penetrar pelo nosso sistema respiratório. Comparemos o Brasil com a China. Pelos números de hoje do Johns Hopkins Coronavirus Research Center, até hoje o Brasil registrou 5.945.849 casos e 167.455 mortes, enquanto a China registrou 91.918 casos e 4.742 mortes. A diferença entre os dois países é absurda e demonstra a pouca eficiência de nossos controles. A China consegue ter esses números baixos devido ao cerrado controle à doença. Como exemplo desse controle, a edição de 19/11 do jornal também informava que um grupo da Anvisa que foi à China vistoriar fábricas de vacinas ficará em quarentena por 14 dias antes de começar a trabalhar. É assim que se conseguem contágios baixos e poucas mortes. Não é com festas e baladas e outras aglomerações. É verdade que não se podem aplicar aqui as medidas que são impostas lá, mas se vê que não é conveniente relaxar. Nosso povo precisa ser mais educado nas medidas a tomar e os homens públicos devem dar o exemplo. Caso não deem o exemplo, podemos imputar a eles a maior intensidade de mortos por aqui.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia


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A COVID-19 DEPOIS DAS ELEIÇÕES

Mesmo com a baixa no número de mortes, a pandemia da covid-19 ainda preocupa, pois não temos a vacina e o vírus continua ativo. Especula-se, inclusive, que poderemos ter uma segunda fase da pandemia, conforme ocorre hoje na Europa. O fundamental, no entanto, é que não se repita a politização ocorrida meses atrás quando da chegada do vírus ao País. A tendência é de que isso não ocorra, pois boa parte dos prefeitos que assim se comportaram já perdeu a reeleição (alguns com votações ridículas). Espera-se, também, que a pandemia não seja combustível para dar partida precoce à corrida das eleições de 2022. As autoridades sanitárias têm de definir os protocolos para este momento, mas evitar as quarentenas radicais enquanto esperamos a chegada da vacina. A população deve continuar se cuidando com máscara, álcool gel e distanciamento social. E os governos, assim que desativam leitos e hospitais de campanha, devem destinar os recursos empregados na pandemia, especialmente respiradores e equipamentos de UTI, para equipar os hospitais fixos. Com isso, poderão evitar que pacientes graves continuem morrendo nas filas de internação. Esse problema é anterior à covid-19 e está aí à espera de solução.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

                                                                                                    

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‘OS 74 MILHÕES’

A excepcional análise das eleições americanas de Moisés Naím publicada no Estadão ontem (23/11) trouxe à tona a assustadora votação de 74 milhões de americanos em Donald Trump, exatamente por concordarem com seus pontos de vista após quatro anos de desgoverno na Casa Branca. O Partido Republicano continuará refém de Trump ainda por muito tempo, pagando o preço de ter se utilizado de um arrivista incompetente e sem caráter para ganhar a eleição de 2016. O Brasil de Bolsonaro, que fez a mesma opção populista dos republicanos americanos, poderá repetir o fenômeno de ficar refém de uma direita alucinada e retrógada.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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ESCURIDÃO PRESIDENCIAL

O presidente Jair Bolsonaro visitou o Amapá e fez o que os políticos sabem fazer: afagos, fotos, promessas e um pouco de dinheirinho para segurar a impaciência e os votos. Enquanto isso, também continuam às escuras as denúncias contra Flávio Bolsonaro, envolvendo muito do nosso dinheirinho e acabando com a nossa paciência e votos desperdiçados.

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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PARLAMENTO EM CHAMAS

As cenas do Parlamento em chamas na Guatemala deveriam causar preocupação em toda a América Latina mergulhada em recessão e desemprego, em meio à pandemia do novo coronavírus. O corte de verbas nas áreas da saúde e da educação provoca revolta social. As decisões tomadas de maneira centralizada pelo presidente com apoio do Congresso são opostas aos anseios da sociedade. Invadir e colocar fogo no Legislativo são um recurso extremo para mostrar a total desconexão entre os representantes, totalmente alheios à realidade, e os representados.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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FOGO NO CONGRESSO

Manchete do fim de semana: Manifestantes colocam fogo no Congresso da Guatemala. Por aqui, esses manifestantes não têm vez. Há anos, o nosso Congresso está a arder em chamas pela ação de seus incendiários congressistas, fazendo ouvidos moucos aos alardes da sociedade que lhes fornece nas urnas, de quatro em quatro anos, extintores, mangueiras e equipamentos de combate aos criminosos e incontrolados incêndios que consomem a esperança democrática do brasileiro de bem. O dia a dia do Parlamento está a denunciar que os dispositivos constitucionais deixaram de ser adequados para exterminar os piromaníacos parlamentares, PhDs em tungas ao erário e à República, que se tornam cidadãos imaculados na boa-fé (putz!) a cada eleição, sempre citando que seus números foram aprovados pelos Tribunais de Contas, entre outras maledicências. Crime perfeito? Pobre povo, que nisso tudo acredita, sempre votando no calor da boiada. Barbaridade!

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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FOGUEIRA DE VAIDADES

A disputa pela presidência da Câmara dos Deputados parou o Brasil. Nada se vota, nada se decide. E pensar que muita gente considera Rodrigo Maia um primeiro-ministro do Parlamento. Menos, minha gente, o País é maior do que esta fogueira de vaidades em Brasília.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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COPIAR O BOM É BOM

Portugal está realizando a sua reforma administrativa fugindo da pressão política e entregando-a a uma agência reguladora de RH, especializada na temática. Assim procedeu a nação irmã, para não ficar adstrita a reforma às injunções políticas, o que ocorreria, certamente, no Brasil. Não seria interessante e conveniente que os Poderes Legislativo e Executivo entrassem em acordo para que a reforma administrativa brasileira ficasse a cargo de empresa especializada em RH, mediante contratação por licitação?

José C. de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro


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SEGUNDO TURNO EM SÃO PAULO

Sobre o editorial Não é hora para aventuras (22/11, A3), dizer que Bruno Covas é o melhor caminho e melhor candidato é muito justo, porque já mostrou serviço e já está testado. Agora, dizer que Guilherme Boulos está amadurecido e deixou de lado o figurino de agitador é muito temerário. Pelas experiências anteriores, temos de saber quem é ou quem são seus marqueteiros ou instrutores, que estão colocando em suas falas esta conversa mole e frases de efeito que não condizem com seu interior nem com a realidade. Lembrando que conversas e falas de campanha são somente conversas e falas de campanha. Só isso mesmo.

Arcangelo Sforcin arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo


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DISSIMULAÇÃO

O Boulos “paz e amor” está no ar. Quase chora de emoção nos vídeos gravados para seu horário político. Acha que ninguém vai se lembrar da violência das manifestações do MTST. É muito dissimulado...

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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GUILHERME BOULOS

Será que o sr. Boulos vai incentivar invasões nos prédios e terrenos em São Paulo, ou vai impedir as desapropriações, quando forem realizadas, portando-se à frente para impedir as autoridades de realizar a ordem judicial, porque é só isso o que este senhor sabe fazer? E ainda escolhe para ser seu vice uma das piores prefeitas que São Paulo já teve. São Paulo não merece isso. Morei em São Paulo por 39 anos. Sei o que falo.

José Claudio Canato jccanato@yahoo.com.br

Porto Ferreira


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EXTREMA-ESQUERDA

Se a sórdida e corrupta esquerda petista de Lula e Dilma fez o estrago que fez no País, imaginem do que seria capaz a extrema-esquerda psolista de Guilherme Boulos em São Paulo?

J. S. Decol  decoljs@gmail.com

São Paulo


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NO CRAVO E NA FERRADURA

Guilherme Boulos (PSOL) promete, se eleito, quebrar os velhos esquemas de desvio de dinheiro público na saúde, na educação, nos transportes, na coleta de lixo e na segurança, que, segundo ele, são práticas comuns na Prefeitura de São Paulo. Boulos é crítico ferrenho da Operação Lava Jato, que desmontou o maior esquema de corrupção já visto na história brasileira, que foi operado pelo seu grande aliado Lula da Silva. É uma no cravo e outra na ferradura. É contra a corrupção, mas defende um grande corrupto e quer ser prefeito da maior e mais rica cidade do País. Talvez no Dia de São Nunca.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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NÃO É SÓ UM SEGUNDO TURNO

Parafraseando: “não tenho nada contra a vice (Erundina) de Boulos, e este nunca ocupou um cargo público, mas o que precisamos saber é ‘o que em 21 anos como deputada federal por São Paulo ela fez por nós, paulistas e paulistanos?’. A Prefeitura de São Paulo não é uma aventura e experiência conta nesta hora. São Paulo já foi governada por muitos oportunistas. Chega!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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POBRES POPULAÇÕES!

A maior cidade do País tem como candidato à prefeitura em segundo turno um elemento que propõe como solução para reduzir o enorme déficit da Previdência municipal o aumento do número de contratações para ocupar cargos públicos, sob a justificativa de que, com maior contingente, as contribuições cobririam o buraco, esquecendo-se de considerar, porém, a carga de salários a ser bancada pelos contribuintes. Na segunda maior metrópole, outro candidato, também em segundo turno, tenta se eleger pela segunda vez. No primeiro mandato, transcorrido no embalo da cornucópia dos Jogos Olímpicos, foi responsável, entre outros tristes acontecimentos, pelo sumiço, até hoje sem explicação, de enormes vigas metálicas que serviam de estrutura a extenso viaduto demolido; pela desfiguração da principal avenida do Centro, mediante a implantação de uma linha de  bonde que, quase sem passageiros, mais  se assemelha a um trem fantasma; e pela construção de ciclovia panorâmica que, após pouco tempo de funcionamento, foi destruída pelo mar, com vítimas fatais. Deve-se acrescentar, também, que seu secretário de Obras no período se encontra preso até hoje por corrupção. Caso vençam, pobres das respectivas populações!

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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BRUNO COVAS

Sou do interior de São Paulo, acompanho a política da Capital paulista e, na minha opinião, no segundo turno vejo um homem arrogante e um batalhador, que supera inúmeros obstáculos que é  governar uma das maiores cidades do mundo. Quem é ele?

Judisney Tadeu de B. Albuquerque judisneybarros@gmail.com

Sarapuí


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ÂNIMOS ATIÇADOS

Há dois anos, no bairro do Embaré, em Santos, na casa de show Bacará, um jovem branco, por discordar da cobrança de R$ 15,00 a mais em sua comanda, foi espancado e morto por seguranças da casa, que foram indiciados. O chefe da segurança e o proprietário do local estão desaparecidos, o assunto foi esquecido e a vida continuou, para desespero dos familiares. Na semana passada, um homem negro se desentendeu com uma funcionária de um mercado e foi seguido por dois seguranças até o estacionamento. Lá, houve nova confusão quando ele agrediu um dos seguranças e ele foi espancado e morto por eles. Neste caso, o assunto ganhou notoriedade nacional, porque está sendo rotulado como racismo. Numa análise ponderada, sem nenhum ranço de qualquer tipo, fica claro que os dois casos se assemelham, isto é, morte provocada por indivíduos intitulados de seguranças, sem treinamento adequado e tampouco preparados para exercerem tal tipo de função. A única diferença entre os dois incidentes, se podemos dizer assim, é que uma das vítimas era branca e a outra, negra. Somente isso. O Brasil está passando por um estresse emocional e financeiro provocado pela pandemia de covid-19 e não merece que se criem novos fatos, sem fundamentos, para atiçar ainda mais os ânimos. Neste tipo de jogo não há vencedores e todos, brancos e negros, perderão sem dúvida.

Ademir Alonso Rodrigues rodriguesalonso49@gmail.com

Santos


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GOVERNO BOLSONARO, MUNDO DAS FALÁCIAS

Sustentou o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, que no Brasil não existe racismo estrutural. Recorrendo a uma falsa analogia ou falácia, disse que viveu dois anos nos Estados Unidos e lá presenciou o racismo explícito, o que não há por aqui. Numa óbvia falácia, reduziu a verdade ao explícito. Porém, há a realidade larvada, implícita, latente, disfarçada, enganadora,  muito mais difícil, inclusive, por essas solércias, de ser combatida. Com fulcro nessa derrapagem lógica, cravou o vice-presidente da República que o assassinato do homem negro num supermercado no Rio Grande do Sul, na semana passada, foi “conjuntural, não estrutural”. Não se esperaria, efetivamente, rigor lógico de integrantes do governo Bolsonaro. Corretamente expressaram a ONU e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o racismo no Brasil é estrutural, e como tal merece ser combatido. É preciso analisar a fundo os fatos, antes de extrair uma conclusão por superficial operação comparativa.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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