Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2020 | 03h00

Bolsonaro & filhos

O atleta

Lá atrás, em março deste ano, conforme publicado pelo Estado, disse Jair Bolsonaro: “Depois da facada, não vai ser uma gripezinha que vai me derrubar”. Ele ainda se referiu pelo menos mais uma vez ao que considera a irrelevância da covid-19. Declarou também que não pegaria o novo coronavírus por causa de sua condição de atleta. Essa declaração foi publicada por toda a mídia, foi até assunto comentado neste Fórum dos Leitores. E não é que agora, nesta última quinta-feira, Bolsonaro alegou em live que nunca chamou a covid-19 de “gripezinha”?! Disse que não disse, mas disse!

CLÁUDIO MOSCHELLA

ARQUITETO@CLAUDIOMOSCHELLA.NET

SÃO PAULO


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Fosfosol nele

Após mais uma mentira do presidente Bolsonaro, negando ter comparado a covid-19 a uma “gripezinha”, ele deveria, urgentemente, tomar Fosfosol, indicado para a perda de memória. Ou há um remédio mais indicado e eficiente para que o nariz de Pinóquio pare de crescer?

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

JROBRISOLA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Pega na mentira

A “gripezinha” virou mentirinha. A verdade é que estamos vivendo sob o preocupante governinho do sr. Bolsonaro.

CARLOS GASPAR

CARLOS-GASPAR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Culpa no cartório

Já são mais de 170 mil brasileiros mortos pela pandemia do coronavírus. É a maior tragédia da História do País em seus 520 anos. Causa perplexidade e revolta que o maior responsável por essas mortes gratuitas e desnecessárias seja o próprio presidente da República, Jair Bolsonaro, e que nada seja feito contra ele. De forma inconsequente, irresponsável e criminosa, Bolsonaro sempre negou a gravidade da pandemia e a chamou, sim, de mera e inofensiva “gripezinha”. Seu descaso e sua omissão são criminosos, odiosos e genocidas. Em qualquer país minimamente sério Bolsonaro já teria sido afastado do cargo e estaria preso. Mas no subdesenvolvido e emburrecido Brasil de hoje, Bolsonaro segue na Presidência como se nada tivesse acontecido, em inaceitável e vergonhosa impunidade. Até quando vamos tolerar tamanho absurdo?

RENATO KHAIR

RENATOKHAIR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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A troco de nada

O deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, no afã de endossar os esforços do seu clã, que nitidamente não se importa com os reais interesses nacionais, senão com os da própria famiglia, deve acreditar que bancando o xerifão de um velho oeste tupiniquim vai fundamentar qualquer política como justificada e idônea, qualquer objetivo glorioso ou, quem o sabe, uma entrada triunfal em palco iluminado da História. No entanto, as precauções e os educados cuidados de zelo que os verdadeiros políticos necessitam ter lhe fogem do alcance por precariedade de uma formação verdadeiramente democrática. E assim, pela atuação precária do deputado Eduardo Bolsonaro na questão do 5G, o Brasil incorre no perigo de antagonizar uma superpotência, a China, a troco de nada. E por conta de paparicar os EUA de Trump, também a troco de nada.

MARCELO GOMES JORGE FERES

MARCELO.GOMES.JORGE.FERES@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO


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Quem avisa amigo é

É preciso alertar Eduardo Bolsonaro para que tome cuidado com o que posta nas redes sociais. A maioria, aqui e no exterior, considera que suas publicações representam, sim, a opinião do presidente Jair “cloroquina” Bolsonaro. É preciso avisá-lo de que o Brasil não é os EUA para comprar briga desnecessária com a China, nosso maior parceiro comercial, por causa do sistema 5G. Poderiam aproveitar para perguntar-lhe se há algum ganho para o Brasil com mais truculência, irresponsabilidade e negacionismo.

OMAR EL SEOUD

ELSEOUD.USP@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Responsabilização

Quero saber: se sofrermos retaliações comerciais da China, a família Bolsonaro, com sua conduta infantil e ridícula, pode ser responsabilizada?

LUIZ FRID

FRIDLUIZ@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Interdição

Os brasileiros não aguentam mais os disparates do Bolsonaro pai e dos zeros à esquerda. Precisamos dar um basta e para isso é só recorrer ao Código Civil: ação de interdição.

PEDRO LUIZ LEOPARDI

LEOPARDI73@GMAIL.COM

JUNDIAÍ


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Quase embaixador

Se, como presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, acusa o Partido Comunista da China e empresas chinesas de praticar espionagem cibernética, o que ele não faria se tivesse sido nomeado embaixador em Washington? É possível acreditar na ignorância do deputado, bem como na sua incultura e seu obscurantismo. Mas o buraco é mais fundo. Os fatos estão a indicar que, de tempos em tempos, a família Bolsonaro e seus asseclas criam um fato ou forjam uma gafe, um escândalo, uma polêmica para abafar evento anterior, de forma que a imprensa acaba por eclipsá-lo. Tudo isso numa espiral infinita que termina por catalisar a atenção e saturar a cena midiática. Essa do deputado, a meu ver, foi criada para abafar as últimas declarações do presidente sobre a “maricagem” dos brasileiros e a da pólvora. Certamente amanhã alguma outra criação vai eclodir para abafar esta última do deputado. Esses são os Bolsonaros.

MAURO LACERDA DE ÁVILA

LACERDAAVILA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Fugindo da raia

Jair Bolsonaro abriu mão de depor no inquérito sobre suposta interferência na Polícia Federal. Medo de confrontar o ex-ministro Sergio Moro? Isso me parece atitude de maricas...

ALROGER LUIZ GOMES

GOMES@UOL.COM.BR

COTIA


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


TRAGÉDIA ANUNCIADA PARA 2021

Nem Jair de Ogum, nem Mãe Dinah, nem o Padre Quevedo previram isso. Os EUA ficarão com os bônus das exportações de US$ 60 bilhões e nós, brasileiros, com o ônus e um orangotango no colo do presidente da República, que insiste em silenciar sobre a necessária saída de seu filho da presidência da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados. Enquanto isso, Hamilton Mourão só aparece para tapar o sol com peneira, é muito pouco. Em 2008 o economista catastrófico Nouriel Roubini fez as previsões da tragédia na bolha mundial dos derivativos imobiliários em todo o mundo, que provocou a quebra do Banco Lehman Brothers, estendendo ao mundo inteiro seus prejuízos bilionários. Todos pagaram a conta, inclusive o Brasil, com a suposta “marolinha” que virou um tsunami. Agora, para 2021, o ecologista planetário faz as suas previsões para o agronegócio entre Brasil e China. Eduardo Bolsonaro, um dos filhos de Jair Bolsonaro, pode colocar tudo a perder nas nossas exportações – que em 2019 (commodities de soja) chegaram a US$ 58 bilhões. Resolveu atacar a China acusando-a de espionagem por meio de sua rede 5G, para favorecer o presidente Donald Trump contra a Huawei. Mas Trump será despejado da Casa Branca em janeiro de 2021, e o presidente eleito, Joe Biden, poderá ganhar todo este mercado de commodities da soja sem nenhum esforço, e por aqui todos os produtores brasileiros ficarão com os estoques de milhões de toneladas em sua propriedade. Moral da história: os EUA ficam com o bônus e o Brasil, com o ônus. Mais que um mico, ficaremos com um orangotango no colo, comendo uma bananinha. Trágico e bizarro.

José Pedro Naisser jpnaisser@hotmail.com

Curitiba


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REAÇÃO CHINESA

Eduardo Bolsonaro fez uma postagem em rede social que foi verdadeira provocação à China, que importa matérias-primas e muitos produtos agrícolas brasileiros. A reação chinesa pode incentivar o fechamento desta parceria comercial. Lastimável.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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CONTRA O BRASIL

Não é mais possível suportar a desfaçatez do clã Bolsonaro metido em atos irresponsáveis no seio das nossas instituições. Se o patriarca Jair Bolsonaro já não governa e só gera intrigas absurdas internas e externas, agora o deputado Eduardo Bolsonaro, assim como o pai vivendo de cócoras para Donald Trump, cria um contencioso diplomático com a China, nosso maior parceiro comercial e que mais investe no Brasil. Eduardo, que infelizmente preside a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, acusou a China de espionar os governos por meio de sua rede 5G, tal qual o discurso de Trump. Com razão, a Embaixada da China reagiu duramente a isso, interpelando o Itamaraty dizendo que o Brasil poderá “arcar com as consequências”. E prossegue dizendo que Eduardo “solapou” a relação “amistosa” entre os países. Ora, qualquer reação da China, reduzindo importações de produtos e investimentos no Brasil, e milhões de empregos serão extirpados no Brasil, aumentando o já assustador número de quase 60 milhões de brasileiros entre desempregados e subempregados. O clã Bolsonaro age contra o País! Jair Bolsonaro, na pandemia, é capaz de desprezar a ciência, negando salvar vidas. O vereador Carlos monta uma central do ódio dentro do Palácio do Planalto, para promover excrescentes fake news contra todos os que discordarem do desgoverno. O senador Flávio, que está sendo investigado por organização criminosa e lavagem de dinheiro, está metido até o pescoço com o crime das rachadinhas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. E, agora, o medíocre deputado Eduardo Bolsonaro – que já falou que “basta um soldado e um cabo para fechar o STF” – estupidamente fere as relações do Brasil com a China. Precisamos dar um basta nesta selvageria institucional.

Paulo Panossian Paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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AS OBRAS DE BOLSONARO

Ao terminar o segundo ano de mandato, são estas as principais realizações do “governo Bolsonaro”: o PIB do Brasil caiu da 8.ª para a 12.ª posição no ranking mundial; a taxa de desemprego passou de 8% para 14%; a dívida pública pulou de aproximadamente 70% para quase 100% do PIB; a inflação voltou a mostrar a sua cara; o Brasil conseguiu se indispor comercialmente com os três principais blocos geopolíticos: Estados Unidos, China e União Europeia; e o Brasil virou “pária internacional” no que se refere a meio ambiente e direitos humanos. Será que o País aguenta mais dois anos?

Maria Júlia Pacheco de Castro juliapcastro@gmail.com

São Paulo


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O REMÉDIO CORRETO

A entrevista de ontem com o economista Samuel Pessoa (Sem uma política para reduzir a dívida, volta da inflação é inevitável, 27/11, B5) leva a um questionamento. Alega o economista que a medida a ser tomada para conter a inflação seria a alta dos juros. Porém, como todos os brasileiros sabem, não existe correlação entre a taxa de juros Selic e a taxa de juros cobrada pelos bancos. Na verdade, a taxa anual Selic talvez seja a taxa mensal de juros cobrada dos consumidores. Portanto, o aumento da Selic só piora a situação do orçamento do País, não inibe o consumo, porque, como pudemos ver, quando as pessoas têm dinheiro elas compram comida, ou seja, gêneros de subsistência – acredito que isso tenha que ver com a política de produção de alimentos e insumos agrícolas. Portanto, o que tem de ser estudado e resolvido é a produção de bens necessários à alimentação, a sobrevivência das pessoas. Por que os preços dos alimentos aumenta? Por que a produção de fertilizantes depende de importações? Por que o custo da logística (transporte) é elevado? Por que importamos sementes? Por que não produzimos alimentos para os brasileiros, mas soja para alimentar o gado europeu, chinês, ou seja, produzimos cereais de baixo custo para produzir proteínas nos países desenvolvidos? Uma coisa impede a outra? Produzir soja e milho para exportação impede a produção de alimentos para os brasileiros? Por que temos políticas voltadas para a concentração da população em áreas urbanas, esvaziando as áreas rurais? Por que os incentivos para a retomada econômica são sempre o incentivo à construção civil, à construção de moradias nas áreas urbanas e incentivos à indústria automobilística? Não faz muito tempo a Caixa Econômica Federal organizou leilões de grande número de imóveis não comercializados, ou devolvidos por insolvência dos compradores, existem milhares de imóveis comerciais e residenciais em São Paulo vazios, e ao invés de financiar a infraestrutura de transporte, modernizando a logística, o que vemos é a construção de mais edifícios. Desde que tiveram início a reforma administrativa, o desmonte das estatais e a política de aumento de juros como instrumento de controle da inflação, tivemos o aumento da concentração de renda, o declínio da participação da produção industrial na economia, o desemprego dos engenheiros e o aumento do abismo tecnológico entre o Brasil e os países desenvolvidos. Com todas as privatizações e incentivos dados às empresas privadas na recente prorrogação da malha paulista de ferrovias, por exemplo, vimos que a empresa Rumo pretende investir R$ 5 bilhões nos próximos 30 anos, o que é muito pouco para a intensidade de tráfego nas rodovias paulistas. Por acaso o senhor Samuel Pessoa já dirigiu um carro na Rodovia dos Bandeirantes? Por acaso ele já dirigiu um carro na Anhanguera de Ribeirão Preto até São Paulo? Já viu o enorme fluxo de caminhões de carga bitrens na Anhanguera, na Dom Pedro I, na Bandeirantes? O Estado de São Paulo, com os recursos que arrecada no pedágio, não pode investir R$ 3 bilhões numa ferrovia paralela à Anhanguera? Um contrato de concessão é um contrato, e como qualquer contrato pode ser negociado, e acordos podem ser feitos. O senhor Samuel Pessoa pode calcular qual seria a economia para o Estado de São Paulo se tivéssemos transporte de cargas ferroviário no Estado de São Paulo? Existem nas listas de publicações classificadas com A, B e C, nas universidades brasileiras para efeito dos trabalhos de mestrado e doutorado, publicações que relacionam transporte e desenvolvimento econômico? Temos de mudar o nosso discurso, a Economia é uma ciência nova, mais nova ainda é a sociedade de consumo, coisa inventada na década de 50 do século passado, esquecer os discursos estéreis e repetidos dos economistas, e procurar ver qual a produção dos países que têm melhor desempenho que o Brasil com certeza têm melhor logística, têm produção de alimentos organizada, e a literatura utilizada nas universidades não é a que atende a quem ganha com a mesmice e o aumento dos juros, mas voltadas aos vetores básicos do desenvolvimento.

Maria C. Cordeiro Dellatorre cristina.cordeiro1414@uol.com.br

Itatiba


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CONFIANÇA NO ESTADO

Formou-se um grupo de milionários da América do Norte, da Europa e da Oceania que pede para que seus membros sejam mais tributados, numa tentativa de diminuir a desigualdade e para que os seus respectivos governos possam arcar com os gastos decorrentes da pandemia do coronavírus. No Brasil não há um movimento semelhante entre ricos, que têm preferido praticar a filantropia pessoal, certamente desconfiados da capacidade e da lisura com que o Estado federal brasileiro iria cuidar deste dinheiro doado em benefício de outros seres humanos carentes e necessitados. Sim, o mundo parece estar mudando, forçado por necessidades novas e por interesses diferentes, mas sempre pela sobrevivência. Já mudanças por amor ao próximo ainda permanecem no âmbito ou das religiões ou das demagogias hipócritas, coisas apenas para recintos fechados ou palanques escancarados. Porém, o que se torna mais claro e lamentável, em ocasiões assim, é como é tão frágil a confiança que temos na instituição Estado para que seja encarregada de qualquer iniciativa que necessite de maiores tradições de lealdade ao povo e de moralidade com a coisa pública.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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CASSINOS

O senador José Serra abordou com propriedade a questão da ilusão dos cassinos em seu artigo Vendendo ilusões a preço de ouro (26/11, A2), como bem chama a atenção o leitor sr. Dacio Aguiar (Fórum dos Leitores, 27/11, A3). Todavia, a componente de custos mais volumosa para a sociedade é a criação de um departamento sofisticado de fiscalização dos cassinos e das máquinas de jogo, bem como uma atenta corregedoria de fiscalização. Afinal, a tentação do enriquecimento fácil não é só dos jogadores.

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos


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COVID-19 E ELEIÇÕES

Como esperado, aumentam os casos de covid-19 de dez a 15 dias após o primeiro turno das eleições municipais, quando 150 milhões de brasileiros foram confinados num período de dez horas. Evitem aglomerações, fiquem em casa, menos para votar. Agora, no segundo turno, novas aglomerações. Por que não estender para o prazo de uma semana a obrigação de votar?

Carlos Viacava cv@carlosviacava.com.br

São Paulo


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PLANO SÃO PAULO

A atualização do Plano São Paulo para um dia depois da eleição é, no mínimo, um crime que o governador João Doria está cometendo contra os paulistas, em especial os paulistanos. A fim de garantir que o seu candidato à eleição na capital, Bruno Covas, não perca a eleição, o governador altera conscientemente a data para anunciar novas restrições. Tanto Doria como Covas cometem um crime por razões puramente eleitoreiras, não se importando com a vida da população do Estado e da cidade. E depois dizem que Guilherme Boulos é o radical. O cinismo é patente.

Flávio Magalhães Piotto Santos flavio.magalhaes.santos@usp.br

São Paulo


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FORÇANDO A BARRA

Guilherme Boulos recebeu um manifesto de empresários e agentes do mercado financeiro no qual é tratado como um bem-sucedido empreendedor social e político. Já não se sabe mais quais adjetivos são usados para tapear o povo. Desde quando invadir prédios e construtoras é ser empreendedor social bem-sucedido? Com relação a ser um bom político, nada contra, pois a política é a arte de enganar pessoas, mas levar o nome de empreendedor bem-sucedido é de uma cara de pau sem tamanho. Boulos é um lobo com capa de cordeiro, até parou de berrar em seus discursos, pois sabe que não pegam bem e lembram muito o mesmo estilo do asqueroso que roubou este país e até esteve preso. Vamos parar com esta forçação de barra. São Paulo não merece tamanha patrulha.

Luciana Lins lucianavlins@gmail.com

Campinas


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EXTREMOS

Como se já não bastasse o terrível pesadelo de o Brasil estar sob o obscurantista e negacionista desgoverno de extrema-direita de Bolsonaro, causa arrepios e tremores a ameaça de São Paulo ter na Prefeitura um governo de extrema-esquerda do líder radical dos invasores de propriedades públicas e privadas Guilherme Boulos, do radical e raivoso PSOL.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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ESTRELA DECADENTE

No Estado de São Paulo, 16 cidades disputam o segundo turno nas eleições municipais amanhã, e o que chama a atenção é que o PT estará presente em apenas 3 delas, o que comprova mais uma vez o descrédito do eleitor com a estrela vermelha. Cachorro picado por cobra tem medo de linguiça. No governo Lula, todos os pobres foram alçados à classe média. Guilherme Boulos diminuirá impostos, dará teto a todos os sem-moradia, terra aos sem-terra, passe livre e engordará as aposentadorias. Assim como a classe média de Lula, que só existiu na sua imaginação, as promessas de Boulos nunca serão cumpridas e muitos menos concretizadas.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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ITAPEVI

Na edição de 17/11/2020, página A13, este prestigioso jornal, que muito admiro e respeito e do qual sou assinante há mais de meio século (desde os saudosos Mesquita), noticiou, sem nenhum destaque especial, que o prefeito de Itapevi, na Grande São Paulo, sr. Igor Soares, município com mais de 100 mil habitantes, foi reeleito (concorreu com mais dois candidatos) com porcentual de 98% dos votos válidos. Por se tratar de reeleição, consequentemente, a população daquele município teve fatos concretos para mantê-lo no poder. Tal acontecimento não é normal, é muito raro. É um fato importantíssimo, altamente significativo, que deve ser propagado e servir de exemplo para nossos políticos, pois infelizmente em nosso querido e amado País predomina a corrupção. A maioria dos eleitos deixa de pensar no povo, que lhes deu o poder, para tirar proveito do cargo, em benefício próprio.

Manoel Augusto Bersi manoelbersi@terra.com.br

Piraju


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CONDENAÇÃO DE SÉRGIO CABRAL

Preso desde 2016, o “idealizador de esquemas ilícitos”, segundo o juiz Marcelo Bretas, Sérgio Cabral foi condenado a 19 anos e 9 meses de prisão, condenações referentes à Operação Ponto Final. Suas penas chegam a 321 anos de prisão. Cabral não gostou da decisão. Nem eu, gostaria que no Brasil existisse prisão perpétua. Certamente, ele teria nisso muitos companheiros.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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DIEGO MARADONA

A repentina partida do astro Maradona, um dos melhores momentos do futebol mundial, encerra um capítulo especial do esporte mais venerado do planeta. Fácil, extremamente fácil, encontrar um brasileiro ou alguém, seja qual for a nacionalidade, que hoje esteja prestando uma homenagem justa, muito justíssima, a este magistral jogador de futebol, por tudo o que ele representou de bom, pela sua magia e pela sua elegância no trato da redondinha. Até os seus desacertos de vida são um exemplo forte para as pessoas que enveredam por caminhos sem retorno, extravagantes, vazios, sem sentido e incompreensíveis. Vá em paz, Maradona, e segura na mão de Deus. Obrigado, Dieguito, pela sua arte belíssima!

Moacyr Rodrigues Nogueira Moaca14@hotmail.com

Salvador


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A IMORTALIDADE

Para cada tipo de atividade, a imortalidade se manifesta de forma diferente. Para um esportista, se consuma no momento de encerramento da carreira, pois a partir dali o que existe é uma vida humana normal, que perdura até a morte. Isso é o que aconteceu com Dom Dieguito Maradona, que pendurou as chuteiras há mais ou menos 30 anos. A vida que levou depois não teve nenhum fato digno de destaque, mas a glória conhecida nos campos de futebol, esta durará eternamente.

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo


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NOSSOS POBRES HERMANOS

No início do século passado a Argentina era um país desenvolvido, com uma renda média equivalente à dos principais países do mundo. Ao longo do tempo, enamorou-se por líderes negativos como Perón e outros maus políticos que a fizeram perder até sua moeda, fazendo com que os cidadãos poupassem em dólares. Agora, perderam mais um de seus ídolos, um jogador estupendo, mas com ideias confusas que admirava Fidel Castro, um ditador que prendeu e matou muita gente para se manter no poder. Droga e álcool acabaram levando Maradona e, em sua despedida, milhões de argentinos sem máscara foram se despedir. Dentro de 15 dias veremos a herança final do último ídolo. Temos de tomar novos caminhos para evitar o mesmo triste fim.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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INVERSÃO DE VALORES

Diego Armando Maradona foi um dos cinco maiores jogadores de futebol de todos os tempos. Merece as sinceras homenagens dos amantes do futebol em todo o planeta. Apesar disso, causam perplexidade e espanto o exagero e a inversão de valores do mundo em que vivemos. As chamadas celebridades do esporte e da música pop são tratadas como se fossem verdadeiros deuses, e não como seres humanos de carne e osso e reles mortais, como somos todos, sem exceção. Curioso mundo em que a morte de verdadeiros heróis anônimos, como os profissionais da área da Saúde que se arriscam, se sacrificam e morrem diariamente na luta contra a pandemia da covid-19, não causa nenhuma comoção e é tratada com total indiferença. Já Maradona, Michael Jackson e companhia são tratados como mitos e endeusados pelas multidões e pela mídia. Fica a reflexão.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo


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LA MANO DE DIÓS

Toda homenagem ao incrível Diego Maradona é pouco, por tudo o que representou para o futebol mundial. Também concordo que o segundo gol contra a Inglaterra, na Copa de 1986, foi o mais bonito de todas as Copas. Agora, dizer que o primeiro, feito com a mão esquerda, foi genial, como fizeram alguns comentaristas esportivos, creio que por causa da compreensível emoção do momento, é um exagero. Se já existisse o VAR, o gol seria indubitavelmente anulado. É lógico que esse gol do gênio do futebol não tem nada de genial.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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ASSASSINATO NO IRÃ

O principal cientista nuclear do Irã foi assassinado num atentado em Teerã. Outros quatro cientistas já haviam sido assassinados entre 2010 e 2012. Isso comprova que vivemos numa nova guerra fria. Em janeiro deste ano, já havia ocorrido a morte do comandante da força de elite da Guarda Revolucionária. Operações secretas são montadas e executadas para eliminar alvos, isso tem ocorrido também por parte da Rússia. Interesses na geopolítica regional e mundial têm jogado um papel predominante em ações unilaterais, apesar de haver a possibilidade de retaliações do país que se sente atingido.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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