Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2020 | 03h30

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br de domingo, 29/11/2020


Segundo turno

Hoje, o nosso futuro

Governar a cidade de São Paulo não é para amadores e tampouco se pode “devolver” o voto. Quatro anos podem ser uma eternidade de erros!


TÂNIA TAVARES

TANIATMA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


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Instituto da reeleição

O ‘recall’

A reeleição deve ser descrita de forma que coloque o candidato na real situação em que se encontrará: a chance de o eleitor avaliar sua gestão e conceder-lhe mais um ciclo de gestão. Reeleição serve também como recall, a opção de afastar o gestor mal avaliado. Deveríamos ter recall para todo detentor de cargo eletivo. Eleitos, omissos durante mandato, que preferem continuar no palanque devem ser negativamente avaliados e até demitidos. Reforma do modelo eleitoral, efetivamente favorável ao povo, deve conter voto distrital puro e possibilidade de recall a cada dois anos, nas eleições bienais, para todos os cargos eletivos, de vereador a presidente. Só assim o povo estará no comando e eleitor e candidatos terão foco na efetiva execução dos mandatos.


JOSÉ SIMÕES NETO

JSMANTRAREG@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Desgoverno Bolsonaro

Destruição ambiental

O governo de Jair Bolsonaro segue impávido na destruição da natureza. A última vítima é o ipê, árvore-símbolo do País. A medida que retira a proteção dos ipês favorece os interesses dos madeireiros. Desde sua posse, Bolsonaro e o pseudoministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, não tomaram uma única decisão que possa ser remotamente ligada à preservação ambiental, todas as medidas dessa dupla foram para favorecer a destruição das florestas. O Brasil espera que surja uma nova liderança que valorize as riquezas nacionais, especialmente sua exuberante natureza, seja capaz de enxergar os evidentes sinais do aquecimento global, que já afeta o Brasil, e se alinhe com o mundo civilizado na busca por soluções. A destruição sistemática e irreversível dos biomas brasileiros que Bolsonaro está promovendo é um dos mais importantes e urgentes motivos para impeachment.


MÁRIO BARILÁ FILHO

MARIOBARILA@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO


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Brasil e China

O Itamaraty e o vice-presidente Hamilton Mourão acusaram a Embaixada da China de ter utilizado erroneamente a mídia social para responder aos disparates do deputado Eduardo Bolsonaro acerca da escolha da tecnologia 5G de telefonia celular pelo Brasil, quando o correto seria mandar o filhinho do presidente se retratar pela ofensa à China. Uma vez mais, atitudes muito estranhas quando se trata do clã Bolsonaro.


DARCI TRABACHIN DE BARROS

DARCI.TRABACHIN@GMAIL.COM

LIMEIRA


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Inimigo na trincheira

O subserviente vice-presidente Mourão defendeu perante a imprensa um dos mimados filhos de “sua majestade”, criticando o embaixador da China por ter reagido às manifestações de Eduardo Bolsonaro pelas redes sociais. Como militar, o sr. Mourão deveria saber que numa guerra nada é pior do que ter um inimigo na trincheira e deveria, sim, criticar não o embaixador da China, mas aquele que consciente e deliberadamente ataca e agride o maior parceiro comercial do Brasil, pondo em risco divisas de bilhões de dólares, de que tanto precisamos. Pobre pátria amada, Brasil.


LAURO BECKER

BYBECKER@GMAIL.COM

INDAIATUBA

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Espionagem

Eduardo Bolsonaro associou o 5G com espionagem dos chineses. Por que a China teria interesse em espionar o Brasil? Seria para entender como os brasileiros vivem com um salário mínimo, sem saúde, sem educação? Ou como 100 milhões de brasileiros vivem sem saneamento básico e 50 milhões sobrevivem sem água potável? Talvez como estão vivendo os 14 milhões de desempregados. Ou como estão o arsenal e a situação das nossas Forças Armadas – lembrando que Bolsonaro sugeriu cortes na Defesa porque não tinha como fornecer alimentação aos praças. O 03 deve ser muito fã de filmes de 007.


ALEXANDRE PERACINI

DIREITOSDOSBRASILEIROS19@GMAIL.COM

SÃO PAULO CAPITAL


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Corrupção

Outro filho do presidente, Flávio Bolsonaro, é acusado de esquema que teria desviado R$ 6 milhões da Alerj. E pensar que essa família que comanda o Brasil dizia que vinha para acabar com a corrupção. Muitos acreditaram, caíram como patinhos.

E estamos pagando caro, pois, além do mais, o presidente se mostra absolutamente despreparado para o cargo que ocupa.


MARCOS BARBOSA

MICABARBOSA@GMAIL.COM

CASA BRANCA


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Obscuro projeto anti-Brasil

Beócios e patifes patológicos replicam estas metástases morais. Que por preguiça, e não racismo, 54% da população constitui a maioria sem escola, sem hospital, subempregada, assassinada e encarcerada. Que a destruição da Amazônia é coisa de ONGs. Que a covid já passou. Que o mito miliciano não roubou dinheiro público em toda a sua vida política. Que ciência, cultura, tecnologia, indústria, capitalismo, democracia, justiça, enfim, civilização é coisa da esquerda.


JOÃO BOSCO EGAS CARLUCHO

BOSCOCARLUCHO@GMAIL.COM

GARIBALDI (RS)


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Eterna espera

Ando cansada de tudo isso, desses lamentáveis acontecimentos no Brasil – na política, na educação, na saúde, etc. A sensação é de profunda tristeza, de desânimo. O eterno complexo de vira-latas vai nos acompanhar ainda por décadas. Quem se importa? Onde estão os estadistas? Cadê os verdadeiros homens públicos? Cadê os honestos e probos? Envergonhadas por essa ausência, a moral e a decência fizeram as malas e partiram. Para onde eu não sei. Enquanto isso, nós continuamos esperando Godot...


LILIAN M. MANSUR

LMM2002@TERRA.COM.BR

PORTO ALEGRE


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SAUDADES


O vereador Carlos Bolsonaro, melindrado pelo depoimento à Polícia Federal do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que fez acusações contra o clã Bolsonaro, afirmou em seu Twitter que tem saudades de viver num mundo onde homens eram homens. Porém, também muitos cidadãos brasileiros têm saudades de quando a dignidade pessoal valia mais que palavras vãs de bravata, despeito e contrariedade, chegando então, inevitavelmente, ao sincero e real desejo de esclarecimento de situações dúbias e contraditórias e à colocação em pratos limpos de acusações consideradas mentirosas e ultrajantes, e tudo pelo deslinde dos casos de litígio via Justiça e Direito, mas não via poses e carantonhas.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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GUINADA DE 180º


O procurador-geral da República, Augusto Aras – considerado como “o cão de guarda de Bolsonaro” –, estava certo de que seria nomeado para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), o que não aconteceu. Deve estar frustrado com a situação e tem colocado Jair Bolsonaro à prova, defendendo abertamente que “Estados definam vacinação obrigatória, se o governo federal não agir”, bem como criar “unidades” de combate à corrupção, contrariando Bolsonaro, que disse “acabei com a corrupção no Brasil”. Não obstante, a pressão de Aras sobre Bolsonaro continua. Existe uma investigação que apura a organização de atos antidemocráticos – nos quais Bolsonaro esteve presente – e outra que busca esclarecer se o presidente interferiu ilegalmente na Polícia Federal. Aliás, essas duas investigações podem até mesmo “derrubar” o presidente. Muito cuidado com as promessas feitas ao pé de ouvido, pois tudo pode acontecer, até uma quinada de 180º, “táoquei”, Bolsonaro?


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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JULGAMENTO TELEPRESENCIAL DA RACHADINHA


Independentemente de se cuidar de processo de interesse do presidente Bolsonaro, merecedor, no âmbito do devido processo legal, de uma carga de sanções civis e criminais, o novo ministro Kassio Nunes Marques provoca o fim de um dado julgamento virtual, pronunciamento judicial inadequado, que não deveria ser aplicado a nenhum processo judicial brasileiro. O relator emite sua decisão monocrática e, sem nenhuma discussão, sem nenhuma verificação vertical do caso por cada um dos membros do colegiado, pratica-se um dos atos mais relevantes da vida de uma pessoa: julga-se-a. Por isso alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm lavrado, em casos que considera importantes – como se houvesse processos mais e menos importantes – o denominado destaque, que faz com que o processo siga a exame de julgamento telepresencial, a única forma que se pode admitir num Estado Democrático de Direito,  em que os juízes não podem reunir-se fisicamente em razão da pandemia. O pedido nesse sentido, isolado de uma partes, pode não ser atendido, o que é uma violência num regime de liberdades. Necessitamos de um projeto de lei urgente que estabela a faculdade irrecusável de uma das partes opor-se eficazmente ao julgamento virtual, que é o de primeira instância replicado, apenas por um relator do órgão de superposição, ainda que tenha aparência de participação coletiva, a essência dos Tribunais. Acompanha-se ou não  o relator, não se analisa a fundo os fatos sob suposta "análise".  Foi criado para desafogar a Justiça Brasileira,  um rio assoreado e lançar suas águas sujas pela planície onde deveria estar plantada em terra diáfana a árvore do bom direito.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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APOSTA


Aposto um picolé que o procurador-geral da República, Augusto Aras, vai mandar arquivar a denúncia do ex-ministro Sergio Moro, sobre a tentativa de interferência do presidente Bolsonaro no comando da Polícia Federal.


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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‘DESCULPAS PELO ATRASO’


Cristovam Buarque, sempre coerente com suas ideias e ideais (Estado, 28/11, A2). Há muito comungo com suas ideias, e creio que uma “boa” parcela da população o apoia. A grande parcela da população poderia apoiar suas ideias se as soubessem. Outra grande parcela da população não quer que essas ideias sejam colocadas em prática, pois na prática o ideal é que o povo continue em sua mediocridade secular. Neste ponto, gostaria que o Grupo Estado tomasse à frente para a divulgação e aperfeiçoamento das ideias do professor Cristovam. Para que isso seja possível, há que deixar de lado as pendências políticas e os melindres por essas tendências partidárias. O que devemos buscar incessantemente,  assim como fez a Coreia do Sul, é prioridade à educação de base, e com isso ensinar, ensinar a pensar, ensinar a fazer, ensinar a pesquisar, ensinar a desenvolver, desenvolver o ensino. Creio de forma inequívoca que o Brasil tem jeito, o brasileiro quer mudar para um futuro melhor, e a melhor forma para o futuro melhor é começar agora essa mudança, paulatina e permanentemente engajados em mudar. Todos juntos, independentemente da cor, do credo, de tendências e/ou ideologias políticas, etc., para um objetivo comum, o engrandecimento do ensino com o consequente ganho educacional dessa vontade coletiva.


Manoel Lucio Padreca padreca@padreca.com.br

Salto


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EDUCAÇÃO


Que as ideias de Cristovam Buarque reverberem, sejam ouvidas pelos governantes e que possamos contar com mais homens como ele no Brasil!


Marília Montoro mariliamontoro@gmail.com

Ribeirão Preto


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ATAQUES DE HACKERS


Os sistemas dos entes governamentais estão sendo invadidos com cada vez maior frequência por hackers. Isso comprova, mais uma vez, de que desde sempre o setor público abriga pessoas que têm “QI”, pouco importando sua competência. Já vimos entidades como Anatel, Aneel, e outras de mesma importância serem “premiadas” com nomeações de pessoas despreparadas e incompetentes. A debacle de nosso país decorre, também, dessa ação entre amigos que não pode continuar.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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ELEIÇÃO EM SÃO PAULO


O problema não é Boulos conseguir “invadir” a Prefeitura. O problema será acomodar a multidão de “invasores”...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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IPTU


Aumentar o imposto nos bairros ricos é proposta de Guilherme Boulos. Há anos ocupando um assento no Senado e o discurso maniqueísta e infantiloide à Robin Hood continua o mesmo: tirar dos ricos para dar aos pobres, mas  nunca se pergunta como os ricos ficaram ricos. Roubando, não, com algumas exceções, mas trabalhando.


Vera Bertolucci vbertolucci@yahoo.com.br

São Paulo


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REELEIÇÃO AUTOMÁTICA


Anteriormente, os candidatos a prefeito realizavam os costumeiros trabalhos de marketing: deixavam as obras de aparência para o último ano de mandato; no último ano de mandato, beijavam crianças, se sentavam nas calçadas, além de muitas outras peripécias. Mas, na atualidade, a situação mudou. Os eleitores avaliam todo o período de governo, a constância administrativa, a insistência com temas de importância e as demais obrigações de um alcaide. E por tais motivos é que muitas reeleições caíram por terra. Como exemplo, podemos citar São Paulo: até agora os eleitores aprovaram os itens referidos na administração Covas.


José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro


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ADEUS, LULA


Neste histórico dia 29 de novembro, para fechar o caixão e dar adeus a Lula e seus comparsas, basta não eleger os candidatos petistas no Recife e em Vitória.


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.b

Vila Velha (ES)


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‘GIGANTE SOLITÁRIO’


Excelente a sugestão do jornalista Fernando Gabeira, no artigo Gigante solitário (27/11, A2), de, a exemplo do que fizeram os governadores da Amazônia – uniram-se para negociar unilateralmente uma agenda ambiental com a Europa e os EUA – que as capitais do Sudeste  fizessem o mesmo. É fato que o desastre sanitário decorrente do coronavírus seria muito maior não fosse a atitude afirmativa de governadores e prefeitos, respaldada pelo STF, de ignorar as orientações negacionistas do governo federal e aplicar as medidas necessárias que seguramente salvaram vidas, e essa mesma atitude pode muito bem ser aplicada nas questões ambientais dentro do possível. Não há sinais de que o negacionismo bolsonarista irá arrefecer nos próximos dois anos, pelo contrário, pode até piorar. Enquanto isso, há, sim, saídas possíveis.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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ATENTADO NO IRÃ


O assassinato de Mohsen Fakhrizadeh, principal cientista nuclear do Irã, pelo serviço secreto de Israel, como vem sendo apontado, seria uma maquiavélica maquinação de Benjamin Netanyahu para satisfazer o desejo de Donald Trump de levar os Estados Unidos a um Estado de Guerra, como pretexto para  permanecer no poder? Esta dupla é capaz de fazer qualquer loucura para se manter em seus cargos. Seria uma troca de favor de Netanyahu pela ação de Trump ao aproximar alguns emirados árabes ao governo de Israel recentemente. O chefe das operações de pesquisas nucleares do Irã estava na mira do exército de Israel há muito tempo. O momento de matá-lo coincide com a necessidade para Trump de um evento de catástrofe nacional como uma declaração de guerra ao Irã, como já cogitou Trump mais de uma vez. Os chefes militares americanos não cairiam nesta louca aventura de Trump.

      

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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A APOSTA DE TRUMP


Donald Trump joga todas as suas fichas nas legislaturas dos Estados de Michigan, Wisconsin, Pensilvânia, Arizona e Geórgia. Controladas por republicanos, Trump confia que, no próximo dia 14, eles possam alterar seus integrantes do Colégio Eleitoral, confirmando sua reeleição. Caso isso ocorra, será um grande golpe, deixando o mundo perplexo e com sérias consequências na ordem e segurança nacional daquele país.


Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi-Mirim

 

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