Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Dois anos de mandato

Estamos terminando o segundo ano do mandato de Jair Bolsonaro e parece que já lá se vão 20 anos... Nestes dois anos aprendemos que o presidente é um atleta e, por isso, não precisa se preocupar com “gripezinhas”. Realmente ele é um atleta e sua especialidade é a natação: nada de educação, nada de saúde, nada de economia, nada de relações exteriores, nada de meio ambiente, nada de direitos humanos, nada de nada. E eu achava que Dilma Rousseff havia sido a pior péssima presidente. Comprovada a máxima: de onde menos se espera é que não sai nada mesmo.

RENATO FLAVIO FANTONI

RFFANTONI@IDENTIDADESEGURA.COM.BR

ITATIBA


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Esquerda ressuscitada

Com muita sorte e sem trabalho, a esquerda brasileira ganhou seu maior cabo eleitoral: Jair Messias Bolsonaro. Foram tantos os lances errados e tantas as peripécias bolsonaristas que a esquerda tem material de ataque à vontade: da “gripezinha” de covid-19 a ingerências contra o regime democrático, intromissão na Polícia Federal, defesa sem precedentes de interesses familiares e de adeptos, manutenção de ministros ineficientes e de uma política que estagnou a Nação, a agenda pode ser aumentada com pouco esforço da canhota brasileira. Em 2022 teremos a resposta.

JOSÉ CARLOS DE CARVALHO CARNEIRO

CARNEIRO.JCC@UOL.COM.BR

RIO CLARO


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Vacinas

O birrento super-homem Bolsonaro bate o pé. Garante aos apoiadores que não tomará vacina contra a covid. Problema dele. Assim sobrarão vacinas para os brasileiros que respeitam as normas sanitárias.

VICENTE LIMONGI NETTO

LIMONGINETTO@HOTMAIL.COM

BRASÍLIA


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Futuro

Passamos 14 anos sendo assaltados pelo lulopetismo, não serão os quatro de Bolsonaro que nos vão tirar dos trilhos. A questão para 2022 será se existe neste país “estadista para nos colocar na rota do desenvolvimento em bases democráticas”.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

FRANSIDOTI@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Democratas sinceros

Esperança para o Brasil

Belíssimo o artigo Uma sociedade à beira de alguma coisa (28/11, A2), do professor Marco Aurélio Nogueira: “(...) é insensato desgastar adversários que precisarão ser amigos amanhã(...)”. Quem dera nossos entes políticos pudessem ler e sinceramente pôr isso em prática. É o único caminho de esperança para o futuro do Brasil.

RITA DE CÁSSIA GUGLIELMI RUA

RITARUA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Educação

Condições esclarecidas

Como professor e cidadão brasileiro, entendo que o artigo Desculpas pelo atraso (28/11, A2), de Cristovam Buarque, reflete bem o que deve ser feito para termos chance de melhorar as condições para uma vida digna dos brasileiros. Não adiantam reformas econômicas, do funcionalismo público, judiciária, etc., se não houver uma nova estrutura educacional. Base de qualquer civilização, a educação no Brasil está abandonada, politizada e é corporativista. Os pontos para começar a mudança estão dados, esperemos não chegar ao ponto de ruptura para que a elite do Brasil acorde.

FLAVIO GONÇALVES SILVA

FLAVIOFFGS@GMAIL.COM

ITAQUAQUECETUBA


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Tributação

Distorções irreversíveis

Com a eliminação, por força de lei, da correção monetária nos balanços, foram introduzidas distorções irreversíveis nas demonstrações financeiras das empresas. O fato de a inflação estar mais “civilizada” só torna menos drásticos os disparates. Com a recente decisão do STJ de manter a tributação sobre rendimentos financeiros, os magistrados validaram a sanha arrecadadora da Receita, que, por sua vez, se baseia em instrumentos legais, é bom que se diga. Sem querer voltar ao século passado, aos tempos da reserva para manutenção do capital de giro próprio, consideremos um casinho simples. Uma empresa compra um ativo financeiro qualquer por 100 e ao final do exercício vende-o por 102 (2% na atual conjuntura nada tem de anormal). Caso a inflação tenha sido de 3%, os nobres magistrados hão de concordar que houve perda. No entanto, a empresa terá de pagar IR e CSLL sobre esse “lucro de 2” e ainda pagar aos acionistas dividendos sobre essa “imitação de lucro”. Antigamente isso levava o nome de diluição da substância patrimonial. Hesito em qualificar essa bizarrice. O problema não é novo, esse exemplo expõe apenas uma faceta dessa adversidade. A solução deve estar em algum lugar distante.

ALEXANDRU SOLOMON

ALEX_SOL@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO


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Tunga

Selic em 2% ao ano e dívidas de mais de R$ 10 trilhões (dívida interna + ações judiciais + precatórios). O governo está brincando conosco, não paga nem a inflação sobre o que lhe emprestamos e pretende nem devolver o principal, via cobrança de novos impostos. Isso é roubo!

FILIPPO PARDINI

FILIPPO@PARDINI.NET

SÃO SEBASTIÃO


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Ônibus interestaduais

Aglomeração

Dias atrás precisei fazer uma viagem interestadual de ônibus e esperava que eles circulassem com redução da capacidade – afinal, é assim com todos os outros serviços em espaços confinados – shoppings, cinemas, bares, restaurantes, escritórios, etc. Que nada! O trajeto, de mais de seis horas, foi feito com lotação plena, 52 passageiros sentados lado a lado. Descobri que o órgão regulador (ANTT) não baixou nenhuma norma impondo diminuição, o que é absurdo, inadmissível. Já me queixei à ANTT, ao Ministério Público Federal, à Câmara dos Deputados, à associação das empresas. Recorro agora à imprensa, à espera de providências antes que venha a segunda onda de covid-19.

WAGNER DE ALCÂNTARA ARAGÃO

WAASANTISTA@PROTONMAIL.COM

CURITIBA (PR)


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



VAMOS À LUTA

Prezado prefeito Bruno Covas, agora que nos livramos do aventureiro Guilherme Boulos, que tal começar sua nova gestão assumindo o cargo com uma cidade um pouco melhor? Fazer um mutirão até o fim do ano para tapar os inúmeros buracos que assolam as ruas de São Paulo e pelo menos planejar a atualização do sistema semafórico, tão prometido por inúmeros prefeitos e nunca realizado. Parabéns pela vitória.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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VITÓRIA DA ABSTENÇÃO

Tal qual ocorreu no primeiro turno das eleições municipais, o descaso do TRE-RJ e do Colégio Recanto, no Recreio dos Bandeirantes, bairro nobre do Rio, com o eleitor deficiente físico, grávidas e afins se repetiu. O colégio de elite, com amplas instalações e ricas mensalidades, não liberou o elevador para conduzir os eleitores necessitados às suas seções eleitorais nos pavimentos superiores. Foi humilhante vê-los se arrastando ao corrimão e ao colo de parentes para vencer os cruéis degraus da íngreme escada. Não adianta o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE, o Tribunal da Democracia, cáspite!, alugar nossos ouvidos em rede nacional com mensagens de autoajuda para cumprirmos nossos deveres cívicos se nos negam os meios democráticos e os recursos materiais para tal. Em solidariedade à dor dos deficientes e afins, sob protestos, voltei para casa sem votar, mesmo dispensado em razão da idade. Por aí se vê o porquê de as abstenções serem as vencedoras das urnas Brasil afora. Precisa desenhar, ministro?

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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RECADO DAS URNAS

O recado das urnas sobre abstenções, votos nulos e em branco é um alerta para o Congresso, que covardemente traz o eleitor no cabresto. Obrigatoriedade não combina com democracia. Fim do voto obrigatório e voto distrital. O eleitor está cansado de ser voto útil. A falta de líderes expõe cada vez mais este sistema viciado e retrógrado.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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VOTO OBRIGATÓRIO

A obrigatoriedade do voto tem de ser entendida como um incentivo à participação. É a avaliação das propostas dos candidatos de modo a eleger quem tem compromissos com a sua cidade, seu Estado, seu país. Ou seja, temos de votar, mas também acompanhar o trabalho dos eleitos, cobrando o encaminhamento de propostas que não se limitem a interesses corporativos.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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ATRASO

Assim como suas falas, sempre ignóbeis, truculentas, a exaltar o atraso, a tortura, as armas, a violência como saída para tudo, Jair Bolsonaro pede a volta do voto impresso.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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RESSACA

As eleições municipais se encerram finalmente quando são fechadas as urnas relativas aos segundos turnos nas cidades onde eles foram necessários e apurados os resultados. Com o término, fica concluída uma fase fundamental do processo que provavelmente conduzirá a mídia, a partir desta segunda-feira, a focar no embate presidencial de 2022, sem permitir ao eleitor que recupere o fôlego perdido na presente ressaca do voto. Caso se materialize tal suspeita, poderá parecer ao resto do mundo que o Brasil é um país onde nada mais acontece e onde se vive um eterno clima de disputa de gladiadores na arena do poder político, sem valorizar, mesmo durante o silêncio temporário das urnas, aspectos que visem ao bem-estar direto da população e ao atendimento de suas necessidades mais prementes. Que tal começar a analisar com mais frequência os resultados positivos da Economia, obtidos apesar das atuais circunstâncias marcadas pela pandemia, ou estimular, mediante o poder dos meios de comunicação, os esforços de empreendedores brasileiros que, mesmo em ambiente instável, decidem acreditar?

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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QUE 5G CHINESA, QUE NADA

Depois de tomar conhecimento dos repetidos ataques (infelizmente) bem-sucedidos de hackers às nossas instituições (Estado, 28/11), a preocupação com a hipotética espionagem da Huawei passará para um segundo plano?

Alexandru Solomon alex_sol@terra.com.br

São Paulo


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BRASIL EM PERIGO A PARTIR DE 2021

Há preocupação entre nossos economistas com relação ao Brasil a partir de 2021, graças a erros políticos gritantes praticados pelo clã Bolsonaro, como segue: a teimosia de Jair em não aceitar a vitória do Joe Biden nas eleições americanas para presidente, decepcionado pela derrota de Trump (Truão soa melhor), mas se esquece de que, mesmo torcendo pelo seu ídolo, este não trabalhou para colocar nosso país no mercado América, antigo Nafta, que abrange os EUA, Canadá e México. Bolsonaro resolveu brigar com a França por questões ambientais, o que levou aquele país a trabalhar contra um acordo entre o Mercosul e o Mercado Comum da União Europeia, que traria resultados econômicos ótimos para o Brasil, como maior economia da América Latina. No momento, fica difícil de entender por que  o clã Bolsonaro quer arrumar atrito com a China, de há bom tempo  nosso maior parceiro comercial, principalmente nos arroubos do deputado federal Eduardo, filho do presidente, que coloca na internet críticas àquele país quando declara ser contra o sistema 5G da empresa Huawei chinesa para celulares, que, segundo ele, servirá para espionar os países que o adotarem. Esses ataques de Eduardo, pelo seu cargo na Câmara Federal, como presidente da Comissão de Relações Exteriores, soa como palavra oficial do governo e causou numa dura resposta chinesa, que avisa que poderá trazer complicações futuras nas relações comerciais entre os dois países. Duas questões nessa idiotice: o Brasil, um dos maiores mercados de celulares do mundo, portanto com poder de negociação, teria de agir no momento por uma cautela e esperar sabiamente no futuro saber qual seria mais interessante em eficácia e eficiência, e daí negociar qual deles seria adotado. A segunda questão está nessa birra infantil do clã Bolsonaro contra a China, parecendo não saber que nestes dias os chineses, associados ao Japão, Coreia do Sul, Austrália, Nova Zelândia, Indonésia e países periféricos, criaram um Mercado Comercial do Leste Asiático, que atenderá uma população de mais de 2 bilhões de pessoas. Acertado o acordo, deixaram  uma porta aberta para a entrada da Índia, se esta vencer a oposição contrária ao tratado, então, este mercado atenderia a mais de 3 bilhões de pessoas e cerca de 1/3 em valores comerciais do mundo. Como se pode ver, o Brasil não está no antigo Nafta, no mercado da União Europeia e, agora, se continuar esta birra antichinesa, também perderá com esse  gigantesco tratado comercial do leste asiático. Ficará para o Brasil apenas o Mercosul, com apenas quatro países em situações econômicas que poderão levar o Brasil a perder mais como maior país-membro. Como mudar essa triste previsão não minha, mas de estudiosos de nossa economia, quando o dirigente maior nada enxerga dessa ameaça futura, fala demais, ouve menos quem poderia ajudar, o que deixa o Brasil à deriva?

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça


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‘DIPLOMATICAMENTE ERRADO’

O vice-presidente Hamilton Mourão disse que a embaixada da China agiu “diplomaticamente errado” ao responder às excrecências gratuitas postadas pelo deputado Eduardo Bolsonaro, que, infelizmente, é o presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Câmara dos Deputados do Brasil. Ora, com a maior cara de pau, ele mais uma vez afirmou e ridicularizou que a rede G5 chinesa iria espionar o Brasil. Na verdade, quem começou este imbróglio foi a própria famiglia Bolsonaro, que, aliás, é integrante ferrenha do “gabinete do ódio”. Afinal, chumbo trocado não dói, não é mesmo? Que decepção, Mourão!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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HOMENS E HOMENS

“Saudades de viver em um mundo onde homens eram homens!” (sic Bolsonaro 03). Por quê? O vereador tem dúvidas de ser?

Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião


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O PAÍS DO ‘E DAÍ? É NÓIS NA FITA, MANÔ’

Impasse sobre provas pode levar processo contra Lula à prescrição é apenas mais um assunto no Estado deste domingo (29/11) e mais uma confirmação de que o Brasil é um país de ficção & absurdos inimagináveis – antes de se tornarem “realidade fantástica”. A sensação que me submerge é de estar vivendo num hospício, e não num país que se possa considerar real, com gente de carne e ossos, vias públicas transitáveis, cuidados normais com a saúde da população, instituições políticas com solidez (alguma, ao menos) ou uma sociedade com noção estruturada sobre como deve ser o comportamento saudável para uma cidadania decente. É entontecedor procurar compreender como e por que o “brasileiro” não consegue ter nem mesmo uma pálida imagem de seriedade internamente (e, em especial, no estrangeiro) que minimamente dê ensejo a se pensar que o País esteja no rumo certo em algum aspecto importante, qualquer que seja e tenha alguma relevância para a sociedade. São tantas, tão variadas e frequentes as diatribes de que se têm notícia diariamente pelo País adentro que se nós aqui ficamos em dúvida acerca de ser ou não verdade, imagine-se como outros países nos veem? Como exóticos, no minimum minimorum, “no úrtimo”. A certeza do ridículo, predatório e generalizado comportamento dominante dos brasileiros “como um todo” é apenas para atônitos profissionais aguentar, pois amadores atônitos explodiriam. Talvez seja por isso que muitos países estrangeiros (institucionalmente) e seus cidadãos nativos nos veem com olhos arregalados, arrepiados de medo contido como o público que assiste a espetáculos de horror ou crueldades. Aos 72 anos de idade, hábito de leitura reflexiva, amante das principais formas de arte e vivência imersiva em alguns países fora daqui, pouca esperança me resta quanto a uma probabilidade alentadora de evolução social significativa para o País “deitado eternamente em berço esplêndido” – mesmo sem o “salve, salve” do primata n.º 1 e seus “primataminions”.

Nelson Sampaio Jr. n.sampaio@hotmail.com

Curitiba


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‘IDIOTAS COM INICIATIVA’

Felicitações ao sr. Leandro Karnal por seu excelente artigo de domingo, Idiotas com iniciativa (29/11) – o que não é novidade – e permitimo-nos recordar que o fabuloso Johann Goethe deixou assentado que: “A coisa mais terrível que existe é uma ignorância ativa”; definição precisa esta que a ver verdade, é cabível em seu precitado excelente artigo de ontem. Tendo sido ontem um dia de eleição, havia que ser bem pensado em quem se votaria, certo como definido, respectivamente, pelos imortais Carlos Drummond de Andrade e Abraham Lincoln: “A ignorância, a cobiça o interesse a má-fé também elegem seus representantes políticos”. “Os políticos são pessoas que só vêm os próprios interesses e não trilham a senda das pessoas honradas.”

Fernando de Oliveira Geribello fernandogeribello@gmail.com

São Paulo


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MICHEL TEMER

Li com prazer o artigo escrito pelo ex-presidente Michel Temer (Vidas negras e a igualdade, 29/11, A2). Sei que muitos vão discordar de mim e dizer que ele é desonesto. Não sou juiz deste assunto e de nenhum outro, diga-se de passagem. Entretanto, tenho de dizer que foi um prazer ler o artigo de ontem. Foi um presidente que entrou num cenário mais que desfavorável, mas não se abateu. Num curto período de tempo, fez bastante pelo Brasil, mesmo tendo adotado algumas medidas não simpáticas, mas necessárias. Pensou no Brasil. Entretanto, o que mais me chamou a atenção foi a habilidade de escrever um texto com sentido, ser capaz de expor uma ideia sem usar cinco palavrões e inverdades a cada afirmação, sem atacar outros e criar conflitos. Nosso presidente atual representa um retrocesso para o Brasil. Precisamos pensar nas próximas eleições e procurar alguém que consiga unir este país e adotar medidas necessárias ao invés de criar conflitos. Na realidade, gostaria que não precisássemos esperar as próximas eleições, mas parece que o nosso presidente consegue se manter no cargo apesar de afirmações homofóbicas, uso indevido de horário eleitoral, etc. Só rezo que Deus tenha piedade deste país e nos inspire para uma eleição com candidatos adequados em 2022.

Heloiza Maria Zanella-Goodrich goodrich.heloiza@gmail.com

São Paulo


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RACISMO EXISTE

Quero cumprimentar o ex-presidente Michel Temer, pelo seu oportuno artigo publicado no Estado com o título Vidas negras e a igualdade. De forma sóbria e conhecedor aprofundo da nossa Constituição, Temer diz “a discriminação pode ser declarada ou disfarçada, mas é sempre crime”. E conta como foi importante, e próximo seu relacionamento desde criança, na cidade de Tietê (SP) com amigos negros. E, diferente de Jair Bolsonaro, e do vice Hamilton Mourão, que enfaticamente negam que existe racismo no País, Temer dá sua importante contribuição em defesa do respeito a “vidas negras e a igualdade”.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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NOSSAS RIQUEZAS

Brasil vive uma das maiores crises financeiras dos últimos anos e continua cobrando um valor mínimo de compensação financeira em exploração mineral. Enquanto o Brasil cobra 2% do faturamento líquido em minério de ferro, zinco e cobre, países como Austrália, China e Indonésia cobram mais do que o dobro de seus produtores locais. Ainda mais absurdo são os dados apresentados num estudo legislativo brasileiro demonstrando que no setor mineral não existe participação especial e a compensação financeira arrecadada do setor mineral foi 35 vezes menor do que o petróleo, para a União, Estados e municípios. Até quando prefeitos, governadores e o presidente permitirão que sejam sugadas e enviadas ao exterior toda riqueza mineral sem nenhuma compensação satisfatória? Contraditório que há 200 anos, na inconfidência mineira, Tiradentes foi enforcado por protestar contra a cobrança de 20% de impostos sobre o ouro em Minas Gerias, que era levado para Portugal, e atualmente o Estado brasileiro e seus produtores nacionais recebem uma ínfima parte desse valor sem nenhuma revolta ou indignação.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Peçanha (MG)


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INCÊNDIO NA F-1

Um dos grandes objetivos da Fórmula 1 é o constante aperfeiçoamento visando à segurança, mais ainda desde o acidente com Senna. No incêndio no GP de Bahrein, ontem, para evitar a bola de fogo que aconteceu com Grosjean, ficou clara a necessidade da mudança radical: banir a gasolina. Que a partir de 2021 todos os carros da F-1 sejam elétricos.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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