Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

01 de dezembro de 2020 | 03h00

Segundo turno – rescaldo

Covas (re)eleito

Bruno Covas combateu o bom combate e provou que a palavra branda acalma o furor. Mais uma vez foi possível comprovar que a virtude está no meio.

VERA BERTOLUCCI

VBERTOLUCCI@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO


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Luz própria

O discurso da vitória do prefeito Bruno Covas, que a atribuiu ao triunfo da mensagem de centro político (30/11, D3), é algo para pensar. Sua vitória foi pessoal, pouco teve que ver com lideranças que pudessem ajudá-lo. No combate à covid-19, por exemplo, Covas tomou iniciativas que bateram de frente tanto com o presidente quanto com o governador, de quem foi vice-prefeito. E mostrou humildade para admitir erros e revogar o que não deu certo. Agiu com seriedade, como deveriam fazer todos os administradores. A partir desta eleição, fica patenteada sua luz própria no cenário político. E, a exemplo do avô, o saudoso Mário Covas – um turrão no embate, mas nunca um radical nas atitudes –, envereda pelo espectro centrista da política, que, bem analisado, é o que mais simpatizantes deve reunir fora da militância política. Seu nome já está inscrito ao lado das lideranças nacionais, o que o credencia para importantes voos sem a dependência de supostos caciques que o possam tolher ou incentivar. Sua idade, 40 anos é outro ponto positivo.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

ASPOMILPM@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO


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A equipe

Um bom governo se faz com pessoas capacitadas e dedicadas a fazer uma gestão pública eficiente. Podemos ter a esperança de ver isso em São Paulo, com a nomeação de secretários e subprefeitos vocacionados e com garra para fazer a diferença? Ou teremos aquele velho loteamento dos cargos via indicações políticas? Isso não leva a cidade a lugar algum. Vamos esperar para ver.

FRANCISCO EDUARDO BRITTO

BRITTO@ZNNALINHA.COM.BR

SÃO PAULO


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Reconhecimento

Covas conversou com Guilherme Boulos após ser declarado vitorioso. Agradecido, certamente terá reconhecido que Boulos foi seu maior cabo eleitoral.

OSCAR THOMPSON

OSCARTHOMPSON@HOTMAIL.COM

SANTANA DE PARNAÍBA


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Recado das urnas

Pela fala das urnas que ecoa por esses Brasis afora, ou Jair Bolsonaro muda de jeito, ou elas o farão mudar de endereço. Chega de obscurantismo. Chega de martelar contra a ciência. O curandeirismo bolsonariano é página virada. Seria de bom alvitre que alguém explicasse ou desvendasse esse misterioso daltonismo de que sofre o presidente da República, atravessando os sinais vermelhos da ciência como se verdes fossem. O revanchismo, como estágio da barbárie, é escola ultrapassada. Será que o presidente não teria uma meia hora para fazer um exame de consciência e se perguntar por que as urnas, tão pródigas em 2018, viraram a chave contra ele? De primeiro ímpeto, certamente ele dirá a si mesmo que o povo está errado. Será? A voz das urnas é a voz do povo. E o povo hoje é bem mais esclarecido do que pode supor sua vã filosofia.

ANTONIO B. CAMARGO

BONIVAL@CAMARGOECAMARGO.ADV.BR

SÃO PAULO


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De fraudes

“Como presidente da República, quero voto impresso já. Eu ganhei em 2018 só porque tinha muito, mas muito mais votos”. E esse desatinado ainda diz que tem informações de que a eleição nos EUA foi fraudada! Quando é que esse indivíduo vai começar a dizer coisa com coisa? Preparemo-nos, as eleições de 2022 já começaram a ser fraudadas.

NELSON PENTEADO DE CASTRO

PENTECAS@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Eufemismo petista

Segundo Gleisi Hoffmann, “o segundo turno mostrou que as esquerdas sabem lutar”. O fato é que o PT, não elegendo nenhum prefeito nas capitais, se não foi surrado, foi, pelo menos, “descapitalizado”.

A. FERNANDES

STANDYBALL@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


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O eixo da vitorioso

A polarização pelos extremos, na gangorra política do Brasil, na eleição presidencial de 2018 convergiu para o eixo central nestas eleições municipais, revelando mais uma vez o comportamento variável dos eleitores brasileiros, embora as motivações na escolha de candidatos para a administração municipal sejam muito distintas das que levam o eleitor a sufragar um presidente da República, muito mais ideológicas. Tudo indica que um candidato de partido de centro, competente e com perfil de conciliador, voltado mais para a administração do que para o debate político-ideológico, terá muito mais chances de atrair o apoio, e o voto, da população. Em 2022 será a vez do centro, do administrador comprovado e do tão procurado estadista para a Presidência do Brasil. Amém.

PAULO SERGIO ARISI

PAULO.ARISI@GMAIL.COM

PORTO ALEGRE


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Amadurecendo

As “extremas” foram refreadas nestas eleições. Isso é bom para fortalecer o Estado democrático. Creio que estejamos a passar por um processo de amadurecimento do exercício da democracia. A democracia se consolida pelo exercício cotidiano da paciência, que se materializa no resultado de cada eleição.

JOSE JOAQUIM ROSA

JOSE.ROSA1945@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


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A voz dos ausentes

Quase 30% de abstenção. Só não vê quem prega e não pratica a decência na vida pública: a política está perdendo credibilidade. Na democracia à brasileira, a República parece pasto para a serventia de espertos com entojado discurso direita-esquerda-centro. Há no ar o cansaço de votar, votar e nada mudar. Faltam homens com caráter, honra, compromisso com o bem comum e zero teor de delinquência. Ouçam, srs. eleitos, a voz dos ausentes das urnas.

JOSÉ MARIA LEAL PAES

TUNANTAMINA@GMAIL.COM

BELÉM


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



O DESAFIO DOS TRANSPORTES

Entre os desafios para São Paulo, os principais são aqueles advindos das decisões erradas, tomadas nas administrações passadas, que criaram um sério problema quando substituíram a excelente malha de bondes da cidade, movidos a eletricidade, por serem “trambolhos” atrapalhando o trânsito. Ficamos com ônibus equipados com motor a diesel, que provocam uma grave poluição, responsável por um número significativo de mortes por ano. Foi uma decisão política, sem nenhum amparo técnico. As cidades da Europa ainda contam com eles, muitos deles mais modernos, conhecidos como VLT. São Paulo ficou na contramão das maiores cidades do planeta, que contam com VLTs e o metrô. A Prefeitura de São Paulo chegou a criar a Companhia do Metrô, porém, depois, ela passou para tutela do Estado, a meu ver uma decisão infeliz. A visão do governador é diferente daquela do prefeito. Cito como exemplo o ramal criado pelo governador Geraldo Alckmin ligando o Jabaquara à linha Amarela, na Estação da Av. Francisco Morato, passando pelo Aeroporto de Congonhas. Seu objetivo principal era o Estádio do Morumbi, para viabilizá-lo para um dos jogos da Copa do Mundo em 2014. Projetado num elevado para ser construído mais rápido, deixou de ser prioritário quando o estádio não sediou nenhum jogo da Copa. Após seis anos, temos um aleijão arquitetônico incomodando os que moram em torno do seu percurso, que, inclusive, já está sendo ocupado por moradores de rua. Foi um desperdício de verba pública, que seria mais bem empregada na conclusão de ramais mais importantes para a cidade, como a linha Amarela até a Vila Sônia, atenuando o trânsito da Av. Francisco Morato. Ou as outras linhas em construção pela cidade. Com o Metrô e o VLT sob a direção municipal, seria muito mais fácil de planejar o transporte público da cidade, sem a poluição provocada pelos motores dos ônibus. Agora será possível minimizar o erro, com os ônibus movidos a eletricidade.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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RESCALDO DA ELEIÇÃO

O prefeito reeleito em São Paulo, Bruno Covas, prometeu governar até o fim de seu mandato. Cumprida essa promessa, a eleição de 2022 apresenta um problema a ser considerado desde já. O atual governador vai enfrentar Jair Bolsonaro para concorrer ao pleito nacional e dificilmente será convencido a tentar a reeleição, na qual seu partido (PSDB), sem nenhum candidato até agora, terá pela frente seguramente Guilherme Boulos (PSOL), o novo Lula das esquerdas no Estado. Se João Doria viesse a ser convencido a tentar a reeleição, as consequências seriam outras, mas pelo seu passado, a ambição e a pressa falarão mais alto.  Como em nível nacional o PSDB também não tem nenhum líder em evidência, e muito menos em preparação, Doria não será desestimulado. Teremos em 2022 dois problemas, já que não apareceu quem possa suceder Doria e este não será páreo para quem vier a concorrer à Presidência, pela sua notória falta de capacidade de liderar e de governar. Isso vale até para o próprio Bolsonaro, que não pode ser descartado de antemão.

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo


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NEGAR O NEGACIONISMO

Num primeiro momento, a afirmação do prefeito vitorioso de São Paulo, Bruno Covas, “restam poucos dias para o negacionismo e o obscurantismo”, pode parecer exagerada, mas talvez não seja. Jair Bolsonaro certamente acusou o golpe de ter visto a imensa maioria dos seus apoiados sucumbir nas eleições municipais, e a única saída que lhe resta quanto às suas próprias pretensões eleitorais é mudar de estratégia. Não foi por acaso que há poucos dias, antevendo a derrota, ele negou que tivesse chamado a covid-19 de “gripezinha”. No afã de sobreviver, Bolsonaro começa a negar o próprio negacionismo.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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PROMESSA CUMPRIDA

Com sua eleição para prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes já cumpriu a sua primeira promessa de campanha, que consistia em retirar do comando da cidade o pior e mais mentiroso prefeito do País, o bispo Marcelo Crivella, apoiado presencialmente pelo presidente Bolsonaro no primeiro turno e abandonado à própria sorte no segundo turno. Existem enormes desafios pela frente, nesta cidade completamente abandonada, mas este foi vencido. Podemos e devemos comemorar.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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NINGUÉM MAIS AQUENTA

Ninguém mais aguenta o negacionista Jair Bolsonaro. Ora, sabendo que não tem a mínima chance de reeleição, menospreza o sistema eletrônico eleitoral brasileiro, insistindo na volta do voto em papel – talvez para interferir na contagem. Retrógrado como sempre e inferiorizado em suas ideias improdutivas, já disse que o sistema brasileiro não é confiável, pois em 2018 ele havia ganhado a Presidência em primeiro turno. Na verdade, ele já está pavimentando sua derrota em 2022 e se alinhando ao perdedor Donald Trump, que ainda não reconheceu sua fragorosa derrota. Aliás, após 25 dias, o nosso estadista também não teve coragem de cumprimentar Joe Biden pela vitória. Afinal, Bolsonaro com esse retrospecto, faz jus a um profundo tratamento médico.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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PARANOIA

A análise do comportamento paranoico de Donald Trump feita pelo jornal Washington Post e publicada no Estado de 30/11 é o mais esclarecedor e estarrecedor documento histórico já feito pela imprensa sobre o estado mental doentio de um presidente, que tem tudo que ver com o Brasil e as teorias conspiratórias de uma alma gêmea de Trump, no Palácio do Planalto, em Brasília. A matéria termina assim: “Você realmente tem que entender a psicologia de Trump”, disse Anthony Scaramucci, ex-diretor de comunicações da Casa Branca, que se afastou do presidente. “Os sintomas clássicos de alguém como ele é que tem de haver uma conspiração. Não são minhas deficiências, mas há uma cabala contra mim. É por isso que ele é afeito a essas teorias da conspiração”. Isso lembra alguém no Brasil?

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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DEMOCRACIA DE VERDADE

O Brasil deu um show na eleição, votação rápida, segura e apuração quase instantânea – quanta diferença do processo arcaico dos Estados Unidos. É patético que se fale em volta do voto de papel. Devemos pensar em votação online, isso sim, mais modernidade e zero fraude. Para o Brasil se tornar uma democracia de verdade, só falta o povo participar da escolha dos candidatos. Hoje essa escolha é feita pelos partidos políticos, sem qualquer participação da população nesse processo. As eleições no Brasil só servem para o povo escolher entre os escolhidos pelos partidos políticos. Isso precisa mudar, é preciso acabar com o monopólio dos partidos políticos, permitir a candidatura de pessoas sem vinculação partidária. Quando isso for feito, o Brasil será uma democracia de verdade.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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FALTA DE CONFIANÇA

Uma das conclusões de boa parte dos analistas políticos neste pós-eleição é de que os resultados, pelo menos na maioria das capitais, expressaram uma espécie de envergamento do País para o centro, o que seria um fato alvissareiro, não fosse o índice de abstenção – quase 30% no Rio de Janeiro –, provavelmente parecido em outras metrópoles, que, neste segundo turno foi ligeiramente superior ao do primeiro e o maior desde 2000, quando alcançou a “estratosférica” taxa de 16,2%. A tendência de volta à vertical do pêndulo, portanto, e da vitória da política, o que quer que isso signifique, alardeada por alguns dos vencedores e comentaristas, não podem ser interpretada como fenômeno característico do atual eleitorado, mas, dada a espantosa quantidade de não-votos, como falta de confiança da população nos que pretendem governá-la e representá-la.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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DECEPÇÃO

A esquerda, o PT, as mulheres e a abstenção foram as maiores decepções nas eleições municipais. Somente Palmas (TO) será governada por uma mulher. O PT, desacreditado mais uma vez, não conseguiu levar nenhuma capital, e a abstenção atingiu nível recorde neste segundo turno (29,5%). De positivo, é salutar ressaltar que oito capitais serão administradas por candidatos autodeclarados negros, num momento de recrudescimento de atos racistas.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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O FALECIDO PT

O Partido dos Trabalhadores (PT) não elegeu prefeito para nenhuma capital no segundo turno das eleições de 2020. O PT está acabado, pois o povo não quer mais acreditar nas mentiras do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem de Dilma Rousseff. Os dois comandaram o País enriquecendo os empresários, banqueiros e empobrecendo cada vez mais os menos favorecidos. Os antigos governadores do PT e os prefeitos também brincaram com o dinheiro dos cofres públicos, arrasando a Saúde, Educação e Segurança do Brasil. A pandemia da covid-19, por exemplo, deixou claro que o dinheiro foi desviado sem a menor responsabilidade e os efeitos das péssimas administrações dos petistas terão reflexos negativos ainda por muito tempo.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte


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RESPOSTA NAS URNAS

Conforme havíamos previsto, o povo deu a devida resposta aos candidatos apoiados pelo presidiário e pela facção criminosa PT. Em São Paulo e Porto Alegre, uma derrota implacável. Na Bahia, nas cidades de Feira de Santana e Conquista, a facção criminosa não teve vida mole e perdeu feio as eleições. Desenha-se o cenário para as eleições presidenciais de 2022. Se Jair Bolsonaro não cometer nenhum ato de corrupção, poderá ser eleito no primeiro turno. O recado das urnas foi dado. Fora da lei não há salvação, asseverou Ruy Barbosa.

Moacyr Rodrigues Nogueira Moaca14@hotmail.com

Salvador


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PT

Lembrando a famosa frase de José Dirceu: “O PT não rouba nem deixa roubar”. Os brasileiros estão mostrando nas urnas o quanto acreditaram nisso.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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EXIGÊNCIA

Lula foi uma péssima opção para atrair votos para o PT nestas eleições. A participação deste partido foi um fiasco total. O garoto propaganda não era dos melhores e não deu certo a sua participação. O povo se cansou dos desgovernos e preferiu qualquer outro, que era uma opção melhor. Ao seu líder, resta o ostracismo. E da agremiação partidária a voz das urnas está exigindo uma reformulação completa.

Reinner Carlos de Oliveira reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba


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BRASILEIRO CANSADO

Muito significativo, mais uma vez, o número assombroso de abstenções nas eleições de 2020. Ouso dizer que, se o voto não fosse obrigatório, apenas 10% da população compareceria, justo aqueles envolvidos direta ou indiretamente na divisão do bolo. O brasileiro comum está farto desta política de promessas e de ver outras instâncias, como o Judiciário (incluso o próprio TRE), imiscuídos nas entranhas políticas. Entediado também com a reedição de erros dos institutos de pesquisa, com o uso político do vírus chinês, com o uso político da vacina contra o vírus chinês e, de certa forma, estupefato com a parcialidade de alguns meios de comunicação, surpreendentemente muito à vontade em todo este contexto político. O brasileiro está cansado, cansado, cansado.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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PESQUISAS ELEITORAIS

Absolutamente todas as pesquisas eleitorais erraram (fora da margem de erro) favorecendo candidatos de esquerda nestas eleições. Todas! Tem melhor definição do que essa para fake news estimulada e paga?

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba


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FAKE NEWS?

Eis as respostas dos institutos de pesquisa para justificar erros grotescos, especificamente em São Paulo, Porto Alegre e no Recife nas eleições municipais deste ano. Datafolha: “Depois que a pesquisa de véspera é divulgada, muitos eleitores observam o resultado desse levantamento, articulam-se e, somado a outros fatores, mudam de voto. A única pesquisa que pode ser comparada com o resultado oficial é a boca de urna”. Ibope: “Eleições municipais, especificamente, são bastante dinâmicas, pois lidam com assuntos que impactam diretamente o eleitor e ele deixa para decidir seu voto na última hora”. Só não explicaram para que, então, fazer pesquisas. Pesquisas agora também são fake news ou estão usando uma metodologia não científica?

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo


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O REI ESTÁ NU

Surreal! Institutos não fizeram pesquisas de boca de urna no 2.º turno. Por sobrevivência, reconheceram que seus trabalhos há muito vêm fugindo à verdade ao sabor do tilintar das moedas? A ficha caiu. Não se consegue enganar a todos por todo tempo. A sociedade descobriu que o rei está nu. Acordem!

Bruno Pereira David de Oliveira  brunopdavid@gmail.com

Rio de Janeiro


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DATAFOLHA E IBOPE

Se um time de futebol que está na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro quiser um alento que o permita acreditar até mesmo na possibilidade de ser campeão, ainda que a competição esteja próxima do seu fim, que contrate o Datafolha e o Ibope para calcular suas chances de galgar posições na tabela. Pelos erros gritantes e suspeitos desses institutos de pesquisa nas eleições municipais, qualquer time ameaçado de ser rebaixado pode sonhar em levantar a taça.

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte


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VOLTA ÀS AULAS PRESENCIAIS

Assim como os pais de alunos entram na Justiça para garantir a volta às aulas presenciais em São Paulo, os profissionais de educação deveriam entrar na Justiça para garantir seu direito ao distanciamento social. Afinal, há um grande contingente da categoria em situação de vulnerabilidade para a covid-19: idade, doenças pré-existentes e comorbidades. Sem vacina, sem aula.

Marcelo Kawatoko marcelo.kawatoko@outlook.com

São Paulo


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TEREMOS VACINA?

As notícias sobre a vacina da covid-19 não são animadoras. O presidente Jair “cloroquina” Bolsonaro não fala mais sobre o assunto. O “autodidata” ministro da Saúde despareceu e delegou a tarefa de nos informar ao veterinário (algo que ver com imunidade de rebanho?) Elcio Franco. Ele e Francieli Fontana, graduada em Enfermagem, nos informaram o que suspeitávamos: não haverá vacina para todos em 2021. A quantidade supostamente disponível, se for recuperado o atraso do projeto Oxford/AstraZeneca, será suficiente para vacinar 65 milhões de brasileiros em cada semestre em 2021. Assim, chegaremos ao limite inferior da almejada imunidade da população somente no final do próximo ano. Ou seja, o Brasil vai continuar pagando muito caro pela ineficiência fenomenal deste desgoverno, e sua inexplicável aversão de qualquer coisa ligada à China, mesmo se for mais uma vacina (Sinovac/Butantan) para acelerar nosso retorno à vida quase normal. Acorda, Brasil!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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BRASIL DE VOLTA À F-1

Enfim um brasileiro de volta ao grid da Fórmula 1. Pietro Fittipaldi substituirá Romain Grosjean na próxima corrida no anel externo do circuito de Sakhir. Pietro tem potencial para superar seu companheiro de equipe, Kevin Magnussen. Que faça uma boa corrida e se firme como piloto titular em breve. Estarei na torcida. Espero que ele possa nos dar orgulho nos próximos anos, mesmo que não seja uma estrela, um piloto brasileiro no grid abre muitas portas ao esporte no País. É só deixar o DNA falar mais alto que tudo dará certo! Oportunidade, essa é a palavra! É o Brasil de volta ao grid. Estamos todos com você! Acelera, Pietro!

José Ribamar Pinheiro Filho pinheirinhosb@gmail.com

Brasília


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SLEEPING GIANTS

Excelente o artigo Milícia da intimidação anônima, de Carlos Alberto Di Franco (Estado, 30/11, A2), deixando claro o comportamento da organização Sleeping Giants, milícia que se arroga o direito de dizer quem podemos ou não ler. “Gigantes” como este fariam melhor se continuassem dormindo, e não agindo. Pena não sabermos quais empresas que, covardemente, se submeteram à chantagem desta milícia digital.

Marcos Lefevre lefevre.part@hotmail.com

Curitiba

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