Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2020 | 03h00

Conta de luz

Aumento em todo o Brasil

Não é só o Amapá, com seu apagão, que está pagando o preço da ineficiência dos órgãos de fiscalização e controle, mais precisamente a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Desde ontem todos os consumidores brasileiros, em meio à pandemia e ao aumento de preços dos alimentos, terão de pagar bandeira vermelha nas contas de luz. Um apagão no bolso do consumidor. O “reajuste” aprovado pela agência reguladora é de pouco mais de R$ 6 por KWh, mais uma conta com que o cidadão terá de arcar. Resta saber até quando os consumidores terão recursos para bancar tantos aumentos. Os salários não acompanham essas altas e o poder de compra, já corroído pela pandemia, agora é vítima do aumentaço da Aneel.

WILLIAN MARTINS

MARTINS.WILLIAN@GLOBO.COM

GUARAREMA


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Causa e efeito

Lado a lado, manchetes do estadão.com de 30/11 já diziam tudo: o desmatamento da Amazônia bate recordes e a escassez hídrica leva o governo a aumentar a conta de luz.

MARCOS ABRÃO

M.ABRAO@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO


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Tarifa e impostos

O Brasil tem uma das tarifas de energia elétrica mais elevadas do mundo. Nessa tarifa são embutidos vários tributos, o mais elevado é o ICMS, que é dos Estados e pode chegar a 32%, bem mais do que o cobrado em bebidas alcoólicas. Mas a energia é serviço essencial, sem opções para o cidadão. Além do ICMS, a tarifa embute PIS-Cofins, bandeiras e iluminação pública. Há alguns anos perdemos uma indústria multinacional para a Argentina pelo fato de a tarifa de energia lá ser bem mais baixa.

HEITOR VIANNA P. FILHO

LAGOS@ARARUAMA.COM.BR

ARARUAMA (RJ)


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Depois das eleições

Espaço para política

O editorial Um novo e positivo cenário (1.º/12, A3) traz em sua última frase – “Há amplo espaço para política” – uma esperança que pode tornar-se realidade se os políticos não insistirem em buscar para 2022 mais um outsider para presidir o País. Dutra, Jânio, Collor e Bolsonaro já bastaram como experiências malsucedidas. Na página ao lado, Espaço Aberto, o artigo 2020, o ano que não termina, de Paulo Hartung, simples, direto e bem concatenado, já mostra o caminho de um político experimentado e de sucesso administrativo que políticos imediatistas tentam aproveitar para dar-lhe o papel de incentivador de mais um outsider, animador televisivo. Se assim vier a ser, transfere-se a esperança para 2026.

PAULO MARIO B. DE ARAUJO

PMBAPB@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO


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Falta de lideranças

Passadas as eleições e as diversas análises a esse respeito, para mim fica um ponto crucial. A grande abstenção e o alto número de votos em branco e nulos mostram que os eleitores estão não somente incrédulos e descontentes com a política, mas também querendo se isentar de futuros resultados catastróficos. Esse é o reflexo da nossa falta de liderança política, social e sindical. Creio que existe aí um fracasso da nossa democracia. É de lembrar que temos muito mais tempo de governo civil e democrático (35 anos) do que de governo militar (20 anos) e tivemos tempo suficiente para corrigir todos os erros da administração dos militares

e aproveitar seus acertos. Não fizemos nem uma coisa nem outra. A falta de líderes traz consigo essa salada com mais de 30 partidos, a maioria deles inútil e sem programa. O grande objetivo dos políticos hoje é controlar cargos e orçamentos da administração pública e tomar o dinheiro fácil dos Fundos Partidário e eleitoral, que não têm nenhum controle (vai para milícias, traficantes, ONGs, certos jornalistas, advogados e artistas, etc.). Enfim, corrupção total. Até quando, não sei. A questão é: será que teremos líderes decentes no Brasil para as próximas gerações?

ANDRÉ COUTINHO

ARCOUTI@UOL.COM.BR

CAMPINAS


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Mais uma derrota

Mais uma vez Manuela d’Ávila não conseguiu chegar ao governo da capital gaúcha. O eleitor de Porto Alegre não se deixou levar pelo uso político de um homem negro brutalmente assassinado e pelo uso de mentiras para tentar desconstruir a imagem de Sebastião Melo, seu adversário. Só resta agora a Manuela o abandono do figurino que lhe foi imposto por seus marqueteiros e devolver a roupagem com que, inutilmente, tentaram alterar a sua imagem.

JOMAR AVENA BARBOSA

JOAVENA@TERRA.COM.BR

RIO DE JANEIRO


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Rejeição aguda

Ricardo Kotscho, que foi secretário de imprensa de Lula da Silva, disse que “o antipetismo ficou maior do que o petismo”. Essa é a obra e o verdadeiro legado de Lula.

ELY WEINSTEIN

ELYW@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO


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O verdadeiro Bolsonaro

Políticos têm reclamado que o presidente Jair Bolsonaro não é mais o mesmo de 2018. Claro que não. Na época sua imagem era falsa e agora ele mostra a real, após atingido o seu objetivo. Ele é isso que está aí.

LAÉRCIO ZANINI

SPETTRO@UOL.COM.BR

GARÇA


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Em São Paulo

Promessas de Covas

Com o sr. Bruno Covas reeleito, evitou-se que a cidade de São Paulo se tornasse mais um experimento socialista. Esperamos que agora o prefeito cuide melhor da zeladoria da cidade e modere certas “bondades”, como isentar de IPTU as escolas de samba e igrejas evangélicas, senão esse custo recairá sobre os demais munícipes pagadores dos carnês desse imposto. Covas será cobrado a honrar a sua promessa de não aumentar o IPTU e a cumprir o seu mandato até o fim, não se tornando mais um alpinista político como os antecessores de seu partido que abandonaram a Prefeitura para voos mais altos.

PAULO BOIN

BOINPAULO@GMAIL.COM

SÃO PAULO



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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



AINDA A PRIMEIRA ONDA

Pois é, como dá para perceber pelos números diários, a pandemia não acabou e estamos vivenciando ainda a primeira onda. Com a chegada do mês de dezembro e as festas de fim de ano, infelizmente, não teremos muito que comemorar, e talvez festejar não seja a melhor opção, já que reunir a família é um risco considerável de contaminação pela covid-19, que não vale a pena correr para não ter de lamentar. Há mais de uma semana a Grande São Paulo e todo o ABC vêm apresentando alta considerável no número de internações pelo novo coronavírus, atingindo o patamar de 45%, 16 novas internações para cada 100 mil habitantes. Este dado, de acordo com parâmetros do Plano São Paulo, retroage o Estado agora para a zona amarelo. Em tese, deveríamos, então, retroceder na flexibilização, fechando comércios não essenciais e barrando aglomerações em bares, restaurantes, shoppings, academias, praias e tudo o mais. Triste constatar que o medo de fechar o comércio hoje é maior do que o de perder um familiar para o coronavírus. Da parte dos governantes, há o temor da opinião pública e, também, o receio de a economia desandar de vez. O fato é de que, da parte da população, há sim um sentimento de que (falsa impressão) todo mundo que está ao redor já teve a doença e não a pegaria mais. Ledo engano, já que muitas pessoas estão apresentando mais uma vez diagnóstico positivo para o coronavírus, entre os quais jogadores de futebol e artistas.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul


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DORIA 2024?

Ao jogar a totalidade do Estado de São Paulo em zona amarela, aumentando as restrições de movimento e de funcionamento de negócios em razão da covid-19, o governador Doria demonstra não só que os boatos a respeito de aumento de restrições após as eleições eram verdadeiros, como também que ele tem um compromisso inegociável em abraçar seus erros. É esse tipo de homem que queremos para presidente?

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba


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LEITOS DISPONÍVEIS

Desculpem-me, não sou matemática, mas, para que se possa definir se houve ou não crescimento nos índices de ocupação dos leitos destinados ao tratamento de covid-19 em hospitais privados e públicos, é preciso saber quantos leitos foram destinados para esse fim no decorrer dos últimos nove meses. Tenho lido que os hospitais reduziram os leitos exclusivos para covid-19 para poder tratar os pacientes com outras complicações. Se o número de leitos diminuiu, é claro que a ocupação chegará ao limite mais rapidamente. Certo?

Maria Isabel Q. Nicotero Pestana  isabelpestana@uol.com.br

São Paulo


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ATITUDE DURA

Do sr. governador Joao Doria espero uma atitude dura, porém de estadista corajoso quanto a esta segunda onda de covid-19, ou seja: a proibição para ontem no Estado de São Paulo do réveillon com aglomerações públicas e no tocante às festas privadas com mais de 5 pessoas. Assim, quem sabe, ao menos se salvará o carnaval mais adiante. É isso ou assumir em breve a responsabilidade dos comboios de caminhões com pilhas de caixões dentro, assim como ocorreu na Itália, onde as autoridades eleitas foram covardes.

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos


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E A CREDIBILIDADE?

Mais fácil acreditar em Papai Noel do que crer que o anúncio do endurecimento das medidas restritivas contra o novo coronavírus no Estado de São Paulo, justamente no dia seguinte às eleições municipais, foi mero acaso. Esse endurecimento não só poderia, como deveria ter sido aplicado no final da semana passada, quando a piora dos indicadores de recrudescimento da doença já era galopante. Ora, se quem acusa o outro de fazer uso político da doença acaba fazendo o mesmo de acordo com a conveniência, como fica a credibilidade?

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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FATO & CONJECTURA

Conjectura é achar que novas restrições sanitárias foram aventadas só depois da apuração. Fato é que, se impostas, só o serão pela falta de cooperação da população antes da eleição...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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SELETIVO

Interessante, o coronavírus só infesta as pessoas que estão nas escolas, faculdades, repartições públicas e alguns escritórios de certas empresas e firmas privadas. Parte da população trabalha em home office e recebe os seus altos salários, sem muito esforço. Agora, nas praias, bares à noite, boates, bailes funks e de rua, o vírus tem medo de infestar. Solicito que cientistas do mundo inteiro venham observar este fenômeno sociopolítico e cultural da nossa sociedade. Infelizmente, estamos formando uma geração avessa ao trabalho e adoradora do ócio e lazer exagerados.

Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro


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AQUARELA DO BRASIL

Agora temos as bandeiras de avisos. Amarela para a covid-19, vermelha para a energia elétrica, verde para os preços dos supermercados, azul para os juros bancários, branca para nossos anseios e preta para nosso futuro. Finalmente, cor de ouro para os políticos... única que lhes interessa.

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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HORA DE CUIDAR DA ECONOMIA

A eleição acabou. Os partidos de centro, cúmplices do bom diálogo, foram os que mais elegeram seus candidatos para cargos majoritários pelos municípios do País. E, felizmente, a esquerda retrógrada ruiu e o extremista Jair Bolsonaro não elegeu ninguém. Não tem mais desculpa, a hora é de cuidar da economia, que nesta gestão de Jair Bolsonaro patina em frangalhos. E se a gestão federal, como infelizmente demonstra, não tem nenhuma preocupação para governar, o Congresso precisa manter seu protagonismo e urgentemente aprovar, como promete, a reforma tributária ainda neste mês de dezembro. E por que não também a reforma administrativa? Ora, o Brasil tem hoje os piores índices de desemprego, como divulga o IBGE, de 14,6%, ou 14,1 milhões de pessoas. E mais 28,3 milhões na informalidade ou subempregadas, além do flagelo de 13,7 milhões de brasileiros vivendo na miséria ou abaixo do nível de pobreza. Algo urgente precisa ser feito para que o setor produtivo seja estimulado a investir e alavancar o desenvolvimento econômico e social, hoje com índices medíocres. E somente com a aprovação dessas reformas estruturais citadas acima é que vamos ter a capacidade, sem traumas, de eliminar o déficit fiscal, que neste ano deve ficar em torno de R$ 1 trilhão, e recuperar a confiança dos investidores.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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MANSUETO ALMEIDA

Sobre a entrevista com Mansueto Almeida (Estado, 1/12, B4), por que o ex-secretário do Tesouro Nacional não fala em revisão e corte de gastos públicos como os supersalários, benefícios excessivos e funcionários em excesso e desnecessários? O Estado está inflado de gastos e parece que não tem retorno, somente avanço.

Orlando Sgarbi Filho osgarbi@hotmail.com

São Paulo


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REARRANJO DE FORÇAS

As opiniões dos leitores estão enviesadas pela influência da imprensa progressista. Esta eleição eliminou a extrema-esquerda e arrastou o campo do centro para a direita. O bolsonarismo se fortaleceu pela racionalidade das posições conservadoras. O progressismo perdeu Moro e a dupla com Huck desapareceu.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo


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ABACAXI

O novo prefeito do Rio de Janeiro construiu a ciclovia da Avenida Niemeyer quando governava em seu mandato anterior. Agora ele tem a oportunidade de consertar os estragos que ocorreram nas quedas da obra e indenizar os familiares das vítimas que morreram com o desastre. Será uma difícil decisão, porque, se ele insistir em manter a via, deverá gastar um recurso público que poderia ser aplicado para conter a covid-19, por exemplo. Trata-se de um abacaxi difícil de descascar.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Petrópolis (RJ)


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‘A CIDADE QUE A GENTE TEM’

Um telejornal falou sobre o transtorno causado pela paralisação do BRT no Rio de Janeiro, e um passageiro entrevistado disse que “é a cidade que a gente tem” ou algo parecido. Mas somos culpados disso. Quem botou esses administradores para cuidar da cidade? A cada dois anos votamos mal. Então, querem o quê?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro


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AMAZÔNIA

Para o negacionista desgoverno Bolsonaro, que insiste em dizer, sem corar de vergonha na cara, que não há um processo contínuo de criminosas queimadas na Amazônia, cabe citar a estimativa do Prodes, o sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de que o desmatamento teve uma alta de 9,55% no último ano e atingiu a maior taxa desde 2008: nada menos do que 11.088 km², área equivalente a nada menos que 7,2 vezes a da cidade de São Paulo. Se nada for feito para impedir que o crescente ímpeto destrutivo que visa somente a bilionários interesses econômicos prossiga no atual ritmo desenfreado das motosserras, em breve a maior floresta tropical do planeta, riqueza maior do País, terá sido transformada numa gigantesca savana. Pobre Brasil...

J. S. Decol  decoljs@gmail.com

São Paulo


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DEVASTAÇÃO

Alguém tem de avisar ao Jair Bolsonaro que a Amazônia é do Brasil, e não do presidente da República. Nos dois anos que faltam ele pode criar o deserto amazônico.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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E DAÍ?

Desmatamento da Amazônia tem alta de 9,5% em um ano e passa de 11 mil km². “Pois é, e daí? Floresta tem mato e madeira, então pega fogo mesmo, né? Na cidade também pega fogo volta e meia, por isso é que a gente tem de ter corpo de bombeiro. A solução seria criar também um corpo de bombeiro para cada floresta, aí a gente teria vários corpos de bombeiros nas florestas, certo? Agora, não vão dizer que o fogo é culpa do presidente, porque um presidente não taca fogo em floresta nenhuma, tá? Eu sou o dono da Bic, mas nem assim vocês me deixam trabalhar; tão sempre pegando no meu pé (que é de atleta, né)? Sempre reclamando disso, daquilo e de tudo de bom que eu faço por minha Pátria armada. Ser presidente é um baita castigo, eu sou criticado por tudo de ruim que acontece no Brasil e também fora daqui. Isso me deixa muito tristonho e é por isso que às vezes nem consigo trabalhar direto, porque todo mundo reclama de mim. Isso é muito injusto. É por causa disso que eu não reconheço o Biden como presidente deles, porque o meu amigo Donald sabe que teve fraude na eleição lá. Amigo é pressas coisas. Meu plano de governo agora será cancelar a urna eletrônica e fazer de novo o voto mais seguro que tem: em papel. Ah, e com uma nova inovação, que é fazer cada eleitor assinar seu voto e reconhecer firma no cartório eleitoral. Sim, eu também tenho um sonho!” (JMB).

Nelson Sampaio Jr. n.sampaio@hotmail.com

Curitiba


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RECADO DAS URNAS

Embora não tenha reconhecido que as causa do aumento da devastação nas áreas legais da Amazônia seja pela aplicação das políticas de “deixar a boiada passar”, comandadas pelo execrável ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, é um enorme avanço o vice Hamilton Mourão aceitar a realidade inegável dos contundentes números. Parece que Mourão entendeu o recado das urnas municipais. “Maricas” é quem vive distribuindo fake news em redes sociais e negando o que a ciência e a tecnologia nos fornecem de forma clara e inquestionável. Por outro lado, é triste ver o presidente Bolsonaro continuar sua ladainha, numa luta sem sucesso, para desacreditar as exitosas urnas eletrônicas. Talvez já prevendo que vai precisar dessa retórica para combater a realidade dos números, certamente desfavoráveis em 2022, se não tomar juízo até lá.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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HUMBERTO WERNECK

Humberto Werneck, na minha opinião o maior cronista vivo do Brasil, anunciou uma pausa nas suas colunas de terça-feira no Estadão (Crônicas agudas, 1/12, H6). O que será de nós? Este ícone da crônica, que já mereceria uma vaga na Academia Brasileira de Letras, é do mesmo quilate de um Rubem Braga, Paulo Mendes Campos ou Otto Lara Resende. Será muito difícil ficar à espera de que ele termine a biografia do magnífico Drummond para voltar. Não há lenitivo para sua ausência, que espero seja realmente temporária. Viva Humberto Werneck!

Octavio de Barros octaviodebarros@gmail.com

São Paulo


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‘CRÔNICAS AGUDAS’

Dezembro não começou bem, foi meu pensamento ao ler a crônica de Humberto Werneck ontem. Ainda que haja um bom motivo, lamentável não contar com as deliciosas crônicas que semanalmente me fazem correr para a última página do agora chamado Na Quarentena.

Elizabeth Alves de Freitas beth.freit@hotmail.com

São Paulo


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MAU ATENDIMENTO NA CEF

Escrevo a essa redação para reclamar do mau atendimento que tem caracterizado a agência n.º 3.081 da Caixa Econômica Federal (CEF), localizada no Litoral Plaza Shopping, em Praia Grande (SP), e que, infelizmente, tem se acentuado nesta época de pandemia de coronavírus (covid-19). Desta vez, na manhã de 1.º de dezembro de 2020, dirigi-me àquela agência, da qual sou correntista há mais de 15 anos, para transferir para a agência Estilo do Banco do Brasil, em Santos, uma quantia considerável e, em seguida, encerrar a conta corrente. No entanto, não pude sequer entrar na agência. Uma funcionária terceirizada, da empresa Plataforma, de nome Giovanna (cujo sobrenome não aparece no crachá), disse-me que eu teria de fazer o agendamento por WhatsApp ou aplicativo. Em seguida, forneceu-me o número (0800-7260104), que é de difícil contato e que também não tem como serviço disponível o encerramento de conta. Este número remete para outro número, que remete para outro número. E não se consegue falar com ninguém. Já um estagiário de nome Matheus (igualmente de sobrenome desconhecido) tentou fazer com que um dos subgerentes ou o caixa físico me atendesse, mas disse que antes eu teria de pegar uma senha e enfrentar uma fila com mais pessoas que aguardavam, na maioria, para receber o auxílio emergencial. Diante disso, desisti e retornei para casa. Antes disso, como lhe informei que sou jornalista, tive de ouvir que pessoas mais importantes que jornalistas, que chegam com malas cheias de dinheiro, já teriam também sido impedidas de entrar na agência. Quero ainda esclarecer que, com 69 anos de idade, não sou obrigado a conhecer novas tecnologias como WhatsApp ou aplicativos e, portanto, acredito que merecia um tratamento mais humano. Além disso, num país em que há indícios de irregularidades no pagamento do auxílio emergencial para mais de 620 mil pessoas, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), é difícil acreditar que do outro lado de uma ligação telefônica esteja alguém que possa merecer confiança. Por isso, acredito que mereceria a atenção de um atendimento gerencial ou do caixa físico, apesar dos problemas causados pela pandemia.

Adelto Gonçalves marilizadelto@uol.com.br

Praia Grande

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