Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2020 | 03h00

Brasil hoje

Ontem comecei o dia já com o estômago embrulhado diante das notícias sobre fatos que dia a dia deixam sublinhado e explícito que nós, brasileiros comuns, somos golpeados escandalosamente, diariamente, pela ingerência, pelo descaso e pela irresponsabilidade dos que nos governam. A Presidência vai de mal a pior; desvios de dinheiro público são, há anos, corriqueiros e diários; o Supremo Tribunal Federal (STF) ignora a Carta Magna e faz o que bem entende; certas categorias, que teoricamente deveriam defender a justiça e a igualdade, tentam judicialmente furar a fila para ter prioridade na vacinação contra a covid-19; a falta de dinheiro público para a manutenção básica dos direitos dos cidadãos continua sendo ignorada pela classe privilegiada estatal, que mês a mês leva o suor do nosso trabalho e as lágrimas da nossa miséria. E por aí vai. Uma lástima, temos por aqui uma privilegiatura que escraviza o povo, um governo que nos humilha, um futuro de sonhos, mas com concretas derrotas. Está muito difícil ser brasileiro.

ANA SILVIA F. P. PINHEIRO MACHADO

ANASILVIAPPM@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Desgoverno e pandemia

Cruel e criminoso

O editorial Um governo cruel (4/12, A3) explicita parte significativa da gestão distópica da crise pandêmica em curso. É preciso que se diga que Jair Bolsonaro não é só cruel, mas também criminoso. Mata por inépcia e omissão e sente prazer em fazê-lo, dado o seu sórdido histórico com loas à tortura e à prática de atentados. E não nos esqueçamos de que o benefício exclusivo à sua família passa por proximidade escancarada com milícias. A conivência do Parlamento é gritante ao mantê-lo na Presidência.

ADILSON ROBERTO GONÇALVES

PRODOMOARG@GMAIL.COM

CAMPINAS


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Na rabeira

Perfeito o editorial Um governo cruel. Já passa da hora de profissionais proeminentes da saúde se unirem para exigir do governo uma condução séria do enfrentamento à covid-19. Exigir que o ministro, que deveria voltar já para o quartel, mostre em que estudos sérios se baseia para falar em “tratamento precoce” da doença. Que ele mostre um país sério do mundo civilizado que use esse “tratamento precoce”. É urgente esquecer divergências políticas e garantir a vacinação, no menor espaço de tempo, do maior número possível de pessoas. Não há necessidade de tornar a vacinação obrigatória, a grande maioria da população a quer. Exceção são os que acreditam que a Terra seja plana e a cópia tupiniquim do Trump, um bom governante. A vacina da Pfizer pode ser usada com sucesso em algumas situações, no Brasil. Por exemplo, em hospitais. No quesito vacinação, estamos ficando para trás até dos nossos vizinhos.

MÁRIO CORRÊA DA FONSECA FILHO

MARIO@MARIOFONSECA.COM.BR

SÃO PAULO


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Ministério da doença

O editorial Um governo cruel foi direto ao ponto: para fazer o que faz, o subserviente general Eduardo Pazuello e seu oneroso batalhão poderiam ser perfeitamente substituídos por um cabo e dois soldados.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

NOO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Círculo vicioso

A conta é claríssima: quanto mais tempo Jair Bolsonaro permanecer no poder, maior será a duração da pandemia de covid-19 no Brasil. As consequências estão aí e já são devastadoras: número de mortes ascendente, desemprego recorde, evasão escolar, êxodo de investimentos, democracia sob risco, insegurança em relação à vacinação. Precisamos sair deste círculo vicioso. Instituições e sociedade civil têm de se unir, sim, para pôr fim ao processo doentio de negação da verdade, da ciência, da ética, da sustentabilidade e da cidadania. O problema começou no início de 2019, mas sua solução é urgente.

MARIA LUCIA R. JORGE

MLUCIA.RJORGE@GMAIL.COM

PIRACICABA


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Falou e disse

É do cacique Raoni a mais sensata observação sobre Bolsonaro: “O que ele fala não interessa”. Realmente, do que interessa, a começar pela pandemia, Bolsonaro só diz o que não deve. Quanto às reformas visando a melhorar as contas públicas, ele nem se mexe, só se dedica à politicagem de fundo de quintal, enquanto o País esmorece. Falta confiança aqui e lá fora, sem a qual tudo piora. O mínimo que se poderia transmitir seria o suficiente para trazer credibilidade às intenções governamentais, senão a inflação sobe, os juros idem e a desgraça avança. Mas nada parece sensibilizar o presidente, exceto justificar atos dos filhos, três patetas que só criam problemas e dão maus exemplos.

MARIO COBUCCI JUNIOR

MARITOCOBUCCI@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Com arma no gabinete

A foto, no Estado de ontem, de Jair Bolsonaro com os quatro filhos, Eduardo com arma na cintura, vai rodar o mundo e mostrar que tipo de dirigentes tem o Brasil. O presidente está se complicando cada vez mais e não temo preconizar que ele mesmo e os filhos vão acabar provocando a implosão de seu governo. Muitos dos que votaram nele estão desiludidos e perdendo as esperanças de um país melhor. Só fica um grupo de fanáticos que continuam apoiando esse tipo de governo. Lamentável. Que decepção!

KÁROLY J. GOMBERT

KJGOMBERT@GMAIL.COM

VINHEDO


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‘Summit Agronegócio’

Cumprimentos

Parabéns ao Estado pelo caderno especial do Summit Agronegócio. Ao destacar a busca da convergência entre produção e proteção ambiental, o evento e a consequente cobertura mostraram com proximidade a realidade do agronegócio brasileiro, que cresce em produtividade ancorado em boas práticas, amigáveis para com o meio ambiente. As atividades que não compactuarem com essas premissas estarão presas ao passado.

CESARIO RAMALHO DA SILVA, produtor rural, presidente institucional da Abramilho

RO.LUIZ.MENDES@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



REDE DO ÓDIO

Li estarrecido – assim como, imagino, milhões de outros brasileiros – que o atual desgoverno pagava (pasmem!) até R$ 100 mil por mês para os disseminadores de plantão no tal gabinete do ódio. Uma médica diz que um freezer para armazenar uma das vacinas contra a covid-19 custa R$ 31 mil – ou seja, sem contar outras destinações, esses recursos poderiam comprar no mínimo três freezers e inúmeras doses da vacina a ser armazenada. Se isso não é inépcia ou, mais coerentemente, genocídio, me expliquem, por favor, o que significa este uso mais do que inadequado de verbas públicas. Se só isso já não for motivo para um impeachment, vamos esperar mais o quê?! Do nada sai nada, como diz o filósofo... Já estamos fartos deste irresponsável! Chega! Basta!

Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo


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CRUEL E DANTESCO

Não bastasse o governo federal ser cruel pelas razões muito bem elencadas no editorial Um governo cruel, a revelação dos detalhes sórdidos do inquérito sigiloso que apura o esquema dos atos antidemocráticos confere agora a este governo contornos dantescos e maquiavélicos, para dizer o mínimo. Comunicação direta entre o Planalto e youtubers mal intencionados, palavras de ordem incendiárias e mentirosas publicadas nas redes sociais por esses grupos e somas vultosas de dinheiro envolvidas são apenas alguns desses detalhes. Seja lá o nome que se dê a isso – organização criminosa ou formação de quadrilha –, o fato é que quem participa desse esquema se encaixa perfeitamente no perfil de traidor da pátria.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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A FAMIGLIA

A foto publicada nesta semana nas redes sociais pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), em que aparece com um revólver na cintura (!) ao lado do presidente da República e de mais três irmãos, à famiglia Corleone ou como um bando de milicianos, é absolutamente surreal. Só de pensar que ainda faltam dois longos anos de mandato, é de causar arrepios e tremores, pois não? A nona economia do mundo, lar de 210 milhões de pessoas, nas mãos armadas de gente deste calibre. A que ponto chegamos!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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BANDIDAGEM

Como brasileiro e paulista, fiquei estarrecido com a foto de uma reunião entre cinco figuras no mínimo problemáticas com relação à lei. Nesta ocasião, o deputado por São Paulo (vergonha!) Eduardo Bolsonaro, com uma arma na cintura, encontra-se com o pai presidente da República e com os irmãos – um senador, outro vereador e o caçula já bem entronizado na escola das milícias e do crime organizado. Cena típica do ambiente que conhecem tão bem e com que nos afrontam com sorrisos idiotas nos rostos marcados pelo vírus da corrupção.

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo


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BOA-GENTE

O deputado Arthur Lira, candidato de Jair Bolsonaro para presidente da Câmara dos Deputados, ganhou fama de “rei das rachadinhas”, em Maceió, quando era deputado estadual, segundo denúncias do O Globo e do O Estado de S. Paulo. O prendado Lira se junta, assim, a outro especialista no assunto, Flávio Bolsonaro, hoje senador, época em que o filho do hoje chefe da Nação foi deputado estadual no Rio de Janeiro. Tudo em casa. Todos boa-gente.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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DEMOCRACIA BRASILEIRA

Com provas abundantes e cabais de participação criminosa milionária em esquemas de corrupção, o deputado Arthur Lira, do Partido Progressistas de Alagoas, apontado como o líder de um esquema responsável por desviar R$ 254 milhões dos cofres públicos entre 2001 e 2007, se mantém como líder do Centrão e candidato do Palácio do Planalto para comandar a Câmara nos próximos dois anos. Isso, e assim, é a democracia brasileira, forte, robustecida pela tradição e assentada no que se tem de pior em matéria de legitimidade e moralidade, de justiça e interesse público, porém consagrando o fato de que temos, no mundo, diversos tipos de democracia, umas, que honram tal qualificativo, outras que honram a desonra de toda uma inteira nação.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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FAZENDO ÁGUA

Ninguém é santo no meio político, mas as denúncias apontadas contra Arthur Lira (PP-AL) são extemporâneas. Sua campanha para a presidência da Câmara, ao que parece um compromisso por parte do Palácio do Planalto, tende a “fazer água”. Por algum motivo, desistiram da ideia.

Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi Mirim


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LIRA E AS RACHADINHAS

Não conheço e nunca tive qualquer simpatia ou antipatia pelo sr. Lira, mas fico indignado que fatos ocorridos 15 anos atrás tomem ares de um imenso tsunami pelo fato de tentar presidir a Câmara dos Deputados. Creio que esse tipo de sensacionalismo é tão desagradável quanto fake news.

Waldyr Sanchez waldyrsanchez@gmail.com.br

São Paulo


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JEITINHOS INFAMES

O parágrafo 4 do artigo Art. 57 da Constituição federal estabelece expressamente: “Cada uma das Casas – Câmara dos Deputados e Senado – reunir-se-á em sessões preparatórias, a partir de 1.º de fevereiro, no primeiro ano da legislatura, para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas, para mandato de 2 (dois) anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente (Redação dada pela Emenda Constitucional n.º 50, de 2006)”. Fica claro, por tal dispositivo, que as reeleições que aparentemente estão sendo articuladas por alguns segmentos do Congresso Nacional, de Rodrigo Maia (DEM -RJ) – embora este, como sói acontecer no âmbito das malandragens políticas, já tenha negado, em ocasião recente, ser candidato – e Davi Alcolumbre (DEM-AP), para a presidência da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, respectivamente, viola frontalmente o espírito da Carta Magna. Apesar disso, a tese da recondução já está sendo acolhida favoravelmente, com base em precedente anterior, por alguns togados do Supremo Tribunal Federal (STF), órgão que tem por missão guardar a Constituição. Brasil, país dos jeitinhos infames.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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REELEIÇÃO NO CONGRESSO NACIONAL

Sob a égide da Constituição de 1946, a recondução para o mandato seguinte era vedada para o Executivo. Não havia reeleição para presidente da República. Enquanto isso, o presidente da Câmara dos Deputados e o presidente do Senado federal podiam ser reeleitos, como foram os casos de Ranieri Mazzilli e Auro de Moura Andrade. Este último declarou vaga a presidência da República, na madrugada de 2 de abril de 1964, quando o presidente João Goulart ainda estava em Porto Alegre. Houve um telefonema para o presidente do Supremo Tribunal Federal a fim de saber a posição da Corte sobre o assunto. A resposta de Ribeiro da Costa foi de que era um assunto interno do Congresso Nacional e não precisava consultar o plenário. Em 2020, alguns querem mudar as regras da Constituição de 1988, mas é vedada a recondução de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre. O plenário do Supremo pode autorizar algo que está expressamente proibido, pois é um assunto interno do Congresso Nacional. A História nos ensina que uma afronta ao texto constitucional será seguida por outras medidas, como ocorreu depois de 1964: bipartidarismo, prorrogação do mandado presidencial, eleição indireta, AI-5 e Constituição de 1969 (substituindo a efêmera Constituição de 1967).

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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ESTUPRO

Sem competência, toga e caneta para decidir quais mandamentos constitucionais devem ser questionados, causou-me espécie ver que os doutos supremos cavaram cada um a sua jabuticaba jurídica (putz!) para atropelar o artigo 57, parágrafo 4.º, da Constituição federal, que, cristalinamente, veda a reeleição dos comandantes da Câmara e do Senado. Pior ainda é saber que a solução intermediária apresentada pelo recém-empossado Kássio Marques, chamado ironicamente de ministro bolsonarista pela suja mídia esquerdista, recebeu grande destaque e covardes ataques, passando em branco os demais ministros. Por que não os atrelam aos nada saudosos padrinhos que os nomearam? O lote de petistas é bem farto e muitos estragos estão fazendo, que digam os Toffolis, Lewandowskis, Fachins, Fuxs e Barrosos da vida, entre outros. Decisão posta, é certo que, com os guardiões de que dispõe, a Constituição Cidadã não precisa de oponentes, adversários e inimigos. Bastam os deuses supremos para estuprá-la. Revogue-mo-la, pois, em nome da indecência! Garçom, a saideira! Manda a conta pro STF.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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REELEIÇÃO

Sempre se disse a boca pequena que o STF é um tribunal político, e na situação atual esse entendimento prevalece no que toca à reeleição nas Casas legislativas. Com o resultado de momento, os juízes quase sempre submetidos ao Executivo, Gilmar Mendes e Dias Toffoli, prevalece a tese do “liberou geral”, ou seja, as duas Casas poderão reeleger seus presidentes. Já o novel ministro Nunes Marques veda a reeleição na Câmara e permite no Senado, bem mais ao gosto do Planalto, ao qual se inclina servilmente, e que está sabidamente interessado em eliminar prováveis concorrentes a Bolsonaro, leia-se especificamente Rodrigo Maia.  Aguardemos, portanto, o desfecho, que mudará certamente as definições de “vedado” e “legislatura” tal como constantes da Constituição federal.

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo


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MAIA E ALCOLUMBRE

Até o STF quer rasgar a Constituição para a reeleição na Câmara e no Senado? Socorro!

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas


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MORAL

Se os ministros do Supremo Tribunal Federal, ditos guardiães da Constituição, a aviltam, desmoralizando nossa única Lei Maior, que moral têm para julgar qualquer outra pendência? Temos de mudar como escolher os ministros de notável saber jurídico, além de reputação ilibada (sic)!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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VERBO TRANSITIVO DIRETO

É a característica do verbo vedar, que, de acordo com o Aurélio, significa “obstruir completamente”. Mas, para o STF, pode significar outra coisa, desde que essa inovação na Língua Portuguesa seja conveniente e especificamente utilizada para reconduzir amigos às presidências da Câmara e do Senado federal. A desfaçatez do STF é tamanha que ignoram que o verbo vedar é utilizado outras 97 vezes na Constituição federal e outras incontáveis vezes ao longo do ordenamento jurídico nacional. Imaginem se agregado ao significado de “vedar” vier o entendimento expresso e referendado pelo STF de “dependendo da capa do processo”. Seria o último prego no caixão da já moribunda Constituição brasileira, que seria mortalmente ferida por justamente quem deveria protegê-la.

Oscar Thompson OscarThompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba


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BARBARIDADE

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) está mais preocupada em encontrar meios de dificultar a vida do ex-juiz Sergio Moro, que teve a ousadia de condenar Lula da Silva, do que em se opor ao Supremo Tribunal Federal (STF), que está caminhando para uma inconstitucionalidade. Os guardiões da Carta Magna do País estão prestes a jogá-la no lixo por uma questão de viés político. Permitir a participação de Rodrigo Maia (DEM-RJ) na reeleição para a presidência da Câmara dos Deputados mostra que a parcialidade está presente, também, na Suprema Corte do País. É uma barbaridade!

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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A ESCOLHA DE MORO

Sergio Moro julgou a Odebrecht e seus executivos, prendeu, multou, etc., conforme a lei. Saneou a empresa. Agora, vai ajudar a recuperá-la, devolvendo ao mercado uma construtora livre de corrupção e conchavos com governantes. Nada a censurar. O que existe é gente com inveja, porque ele foi rejeitado, pisoteado e deu a volta por cima sozinho, apoiado simplesmente na sua competência e honestidade.

Paulo Cesar Moreira pcmoreirass@uol.com.br

São Paulo


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TRABALHO, RIQUEZA & INVEJA

Sergio Moro é alvo de críticas por conseguir trabalho como consultor. À moda Barack Obama, que ganhou e ganha milhões com seus livros e palestras, o ex-juiz pode enriquecer com isso. Mas há muitos que preferem outras maneiras, que não o trabalho honesto...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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LEI DE RECUPERAÇÃO

Nada obstante a abalizada opinião dos articulistas Luis Felipe Salomão e Daniel Carnio Costa (Revolução na insolvência empresarial, Estado, 4/12, A2), nenhuma lei, por mais moderna que seja, combaterá os 14 milhões desempregados e mais de 500 mil empresas fechadas. Apenas pusemos uma mão de tinta na legislação, saindo um pouco do modelo europeu para o norte-americano e com gravíssimo handicap com a entrada desabrida da Fazenda Pública. O mais o tempo provará.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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