Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

06 de dezembro de 2020 | 03h00

Desgoverno e pandemia

Gabinete do ódio

Parabéns ao Estado pelas denúncias ligando a Secretaria de Comunicação (Secom) do Planalto aos blogueiros pró-Bolsonaro. Isso nos mostra quão perverso é este governo em relação às instituições democráticas, usando instalações e organismos governamentais para desconstruir o País. E enquanto observamos absurdo atrás de absurdo deste desgoverno negacionista e displicente com vidas humanas, sem que ninguém faça nada, aumentam rapidamente os casos de covid numa população que clama por vacina. A esta resta tão somente a contemplação do início da vacinação em outras nações, que têm melhor sorte que nós por não terem a coincidência da pandemia com o obscurantismo. Esperamos que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não seja conivente com a arrogância e o deboche presidenciais, atrasando a aprovação da Coronavac só para sua liberação coincidir com a disponibilidade e o calendário da imunização com a vacina comprada pelo Ministério da Saúde.

JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIAS

ZAMBONELIAS@HOTMAIL.COM

MARÍLIA


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Bons exemplos

Obama, Bush e Clinton declararam que tomarão a vacina na frente das câmeras de TV, para aumentar a confiança da população na imunização. Essa é uma demonstração marcante do que a democracia é feita: liberdade e exemplos construtivos. A obrigatoriedade de vacinação pode até não ser o melhor caminho, por particularidades em cada família, em cada comunidade, a dificultar uma decisão de massa. Argumentos sólidos expostos à população demonstrando a necessidade de obtermos imunidade de ampla porcentagem do povo e, mais que tudo, exemplos consistentes dos líderes seriam, a meu ver, mais efetivos e respeitariam todos os brasileiros. União de alma entre liderados e governantes, maturidade de uma nação. Será pedir demais?’

JOÃO CRESTANA

JBAT@TORREAR.COM.BR

SÃO PAULO


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Congresso Nacional

Reeleição

A se confirmar o resultado final da votação no Supremo Tribunal Federal (STF) que indica, até o momento (4/12), concordância com a possibilidade de reeleição para a presidência da Câmara dos Deputados e do Senado na mesma legislatura, ao arrepio do que está claramente estabelecido na Constituição da República, nós, os simples mortais que habitamos o Brasil fora de Brasília, teremos o direito de questionar se os demais dispositivos desse diploma legal devem ser obedecidos. Esse, infelizmente, é o Brasil de hoje, que não oferece segurança jurídica nem quando as regras estão inscritas na Lei Maior em bom e claro português.

CARLOS AYRTON BIASETTO

CARLOS.BIASETTO@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Perplexidade

Qualquer estudante de Direito se sente perplexo, assim como o ex-ministro do STF Nelson Jobim, com a interpretação duplo twist carpado que se está dando à possibilidade, expressamente proibida na Carta Magna, de retorno dos atuais presidentes da Câmara e do Senado. Ficará, porém, como aula para professores de Direito Constitucional de como não se faz uma interpretação e principalmente, na minha opinião, como não devem ministros da mais alta Corte do País proceder.

MARCOS BARBOSA

MICABARBOSA@GMAIL.COM

CASA BRANCA


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Jabuticaba

Pelo jeitão, o STF vai confirmar que a Constituição não diz o que a Constituição diz. Sim, tem hora que vale e tem hora que não vale, sem que seja necessário desenhar...

A. FERNANDES

STANDYBALL@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


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Guardião da Constituição?

Se a função do STF é ser o guardião da Constituição, a reeleição dos presidentes do Congresso nem deveria entrar na pauta, muito menos ir a julgamento. O tema está claro no § 4.º do artigo 57 da nossa Constituição. Mas será que a nossa Constituição federal é a mesma do STF?

ARCANGELO SFORCIN FILHO

DESPACHANTE2121@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Corrupção

O Brasil de sempre

O deputado Arthur Lira (Progressistas-AL), líder do esquema de desvio de R$ 254 milhões dos cofres públicos entre 2001 e 2007, de acordo com o Ministério Público, teve as provas de seu envolvimento invalidadas por um juiz de Maceió. Seria cômico se não fosse trágico. Este é o Brasil de sempre!

CESAR ARAÚJO

CESAR.40.ARAUJO@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Rachadinha

O deputado Arthur Lira foi absolvido sumariamente da acusação de chefiar esquema de rachadinha porque, segundo o juiz, todas as provas são nulas por terem sido colhidas por instâncias investigativas incompetentes. Pelo visto, os amigos do rei podem fazer e desfazer à vontade, porque, nesta nossa democracia de “maricas”, uns são idiotas e pagam todos os patos e outros, fraudadores da moral e da legítima justiça, varrem as poeiras para debaixo dos tapetes de poderes invulgares. Mas paciência tem limite!

MARCELO GOMES JORGE FERES

MARCELO.GOMES.JORGE.FERES@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO


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Meio ambiente

Proteger os solos

O ilustre diretor-geral do IICA, Manuel Otero, preocupado, como muitos de nós, com a degradação dos solos e a desertificação, deveria conhecer a Embrapa e os trabalhos com a integração lavoura-pecuária-floresta. Hoje desenvolvemos projetos que resultam na melhoria dos solos e numa agricultura e numa pecuária que sequestram carbono. Deveria conhecer também o trabalho do pesquisador Allan Savory de combate à desertificação e recomendando a pecuária como única saída para evitar esse processo. Vamos trabalhar empregando a tecnologia para uma agropecuária sustentável e produtiva.

CARLOS VIACAVA, fazendeiro

CV@CARLOSVIACAVA.COM.BR

SÃO PAULO



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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



QUANDO O PAÍS É MALGOVERNADO

O Reino Unido começa a vacinar a sua população nesta semana; os Estados Unidos, antes do Natal; e o nosso ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, vai ao Congresso Nacional e diz que propostas de vacina para o Brasil não agradam, que poucos fabricantes têm a quantidade e o cronograma de entrega efetiva ao País. Ora, temos mais de 3 bilhões de habitantes no planeta e a maioria das vacinas exige dose dupla e é de difícil armazenagem, em temperaturas baixíssimas. Era óbvio ululante que uma empresa, qualquer que fosse, não poderia atender um país do tamanho do nosso, assim como que a hora em que as vacinas pudessem ser entregues para as populações haveria uma concorrência brutal. A realidade é que o ministério nem tem um plano nacional preparado para uma vacinação em massa. Já se aventou até a hipótese de que não haverá seringas suficientes, por falta de planejamento. O único culpado por dessa situação e de o Brasil ser o segundo com o maior número de mortos do mundo é o presidente da República. O ex-ministro Mandetta, da Saúde, quando deixou o cargo, previu que em novembro poderíamos chegar a 80 mil mortos. Em 30/11 atingimos a marca de 173 mil. Mandetta sabia o que teria de fazer para minimizar, tanto quanto possível, o problema. Bolsonaro, retrógrado e ignorante em Medicina, resolveu acreditar nos terraplanistas e filósofos do absurdo, e colocou um general, ignaro em Medicina, comandando a Saúde. O presidente, que também bateu recorde de desmatamento na Amazônia, além de cometer outros absurdos contra o meio ambiente, tem uma mentalidade retrógrada e já se firmou como o pior presidente de toda a história da nossa República. Parece crer que ainda vive num regime de exceção e que ele é o chefe supremo de tudo. Vem se dedicando apenas à campanha por sua reeleição em 2022. Fico estarrecido com tamanha pretensão. Foi eleito presidente em razão de uma conjunção de fatores absurdos, que jamais se repetirão. Entre eles, destaco o fator Lula. O ex-presidente não só foi o culpado pela eleição de Dilma Rousseff, como contribuiu para o fracasso da candidatura de Ciro Gomes, que num segundo turno ganharia de qualquer um. Quando Fernando Haddad, do PT, passou para o segundo turno, Lula, apesar de preso, obrigou-o a ir várias vezes a Curitiba para conversar com ele e culminou com a propaganda que dizia Haddad é Lula. O eleitor entendeu que ele representava um preso por desvio de dinheiro público. Soma-se a isso a ajuda de um empresário que anda vestido de verde-amarelo, atentando contra a democracia, a ordem e o progresso, que distribuiu absurdos pelas redes sociais e agora irá responder por interferir no resultado da eleição. Desta vez, nem Lula poderá salvá-lo, se chegar lá. O Congresso Nacional já deveria, há tempos, ter aprovado a sua destituição.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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DISPONÍVEL EM 2022

Totalmente sem nexo, infundada e absurda a avaliação do general de Intendência e ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, na semana passada. Visivelmente preocupado em não falar algo que pudesse desagradar o ex-capitão e presidente da República, Jair Bolsonaro, seu chefe, ignorou a visível realidade da volta da superlotação das emergências dos hospitais, afirmando não ter mais sentido falar em afastamento social ou mesmo em lockdown, usando as irresponsabilidades observadas na eleições municipais como se pudessem ser prova a favor de sua tese. Mas, traído pela realidade contundente, saiu um reconhecimento tímido de pequeno aumento na curva, logo corrigido com pedido de desculpas e visível engasgo, para “pequena mudança de fluxo de linha da nossa senoide”. Compreenderam? O vírus da covid-19 é preocupante e afeta mais fortemente a cabeça das pessoas que não acreditam na ciência e na Medicina. Mas tem outro, igualmente trágico, para o qual a vacina é o voto, mas esta só estará disponível em 2022.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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LOGÍSTICA

Ah, como seria bom que o Ministério da Saúde tivesse um melhor serviço de Logística. Já poderia estar quase concluindo um programa de vacinação.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia


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A COVID-19, A VACINA E AS FESTAS

A notícia de que o Reino Unido começa a vacinar sua população contra a covid-19 nos próximos dias nos enche de esperança, assim como saber que no Brasil os testes seguem bem e o governo já dispõe de meios para a compra das fórmulas. Mas é preocupante o viés político que se faz presente. A divergência entre o Ministério da Saúde, o próprio presidente da República e o governador de São Paulo, João Doria, quanto ao começo da imunização é preocupante. Nós, povo, não temos credenciais para saber quem está certo, mas eles próprios, antes de divergir publicamente, deveriam buscar uma mediação de especialistas insuspeitos. Até a informação de estarmos (ou não) num repique da pandemia merece vir acompanhada de alguma fala técnica e respeitável. A população não pode continuar pensando que a pandemia já acabou ou, de outro lado, amedrontada porque o pior pode estar por vir. É preciso seriedade para, com isso, se ter credibilidade. Em vez de rompantes e ameaças (de impedir festas familiares e de vacina obrigatória), o ideal seria a orientação para evitar que as pessoas continuem se expondo a riscos evitáveis. Uma possível nova “revolta da vacina” seria algo desastroso em nossos dias. 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

      

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A HORA DA CIÊNCIA

A nação brasileira, diante da decisão de que vacinas importar e aqui produzir, para imunizar a população do País, espera e exige que prevaleçam unicamente os critérios técnicos e científicos, e não paranoias políticas de nefastos ocupantes de um eventual e destrambelhado governo federal. A população deverá ser vacinada com as melhores e mais adequadas vacinas anticoronavírus, enquanto a cúpula do governo deve ser vacinada com a vacina antirrábica.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

   

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VACINAS EM SP

Enquanto Jair Bolsonaro e alquimistas do Palácio do Planalto ocupam o tempo cuidando da distribuição de cargos para apaniguados do Centrão, o governador João Doria prefere anunciar que São Paulo começa a vacinar a população contra a covid-19 em janeiro de 2021. Atitude saudável e bem-vinda de Doria, valiosa para alavancar sua candidatura à Presidência da República.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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LEI DE GERSON

Li que um grupo de promotores de São Paulo subscreveu manifestação ao procurador-geral de Justiça do Estado, Mario Sarrubo, e ao Comitê da Covid-19 da instituição, sugerindo a “análise da possibilidade” de que a categoria seja incluída numa das “primeiras etapas prioritárias” da vacinação, “dada a atividade funcional da carreira”. Procurando entender esse devaneio, reportei-me aos tempos em que os desfiles de carnaval eram bancados pelo poder público. Nos dias precedentes, havia uma acorrida de personalidades e autoridades aos palácios governamentais em busca de credenciais de acesso livre aos rega-bofes dos camarotes oficiais, à pista de desfile, etc. De motoristas/cobradores de transportes públicos e também de frentistas de postos de gasolina, entre outros, ouvi coisas impublicáveis sobre os procuradores signatários. Infelizmente, a prática da carteirada continua viva no seio daqueles que se acham mais iguais que os iguais, postura consagrada na Lei de Gerson, com o devido respeito ao nosso craque campeão mundial de futebol. Que vergonha! O que falta à Nasa para estudar o brasileiro?

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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DESPREZÍVEIS

Um grupo de promotores e procuradores do Ministério Público do Estado de São Paulo escreveu um abaixo-assinado encaminhado para o gabinete de crise contra a pandemia do governo do Estado de São Paulo solicitando que todos os membros do MP recebam a vacina contra a covid-19 antes da população em geral. E, assim, começa a surgir o que era esperado, mas que não deixará de causar perplexidades, a vil utilização do poder temporal, quase sempre político-econômico, por grupos que, regiamente pagos para a defesa dos interesses públicos, na verdade tratam sempre, primeiro, dos próprios interesses. Covardes! Covardes! Covardes! Pois que cada um deles, destes promotores e procuradores, receba em primeiro as doses de vacinas, mas que tenham seus nomes publicados no rol dos desprezíveis.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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PRIORIDADES

Agiu bem o procurador-geral do MP paulista, dr. Mario Luiz Sarrubbo, ao se recusar a levar avante a reivindicação dos membros do parquet bandeirante que exigiam prioridade para a classe, sob a alegação de que seu trabalho ocorre em público, gerando maior risco. Para o cidadão comum, até um coletor de lixo mereceria maior prioridade, posto que evita a disseminação das pragas que podem advir dos detritos acumulados. O critério correto deve ser sempre o do grau de risco de cada extrato social.  Nessa ordem, aqueles envolvidos no combate à covid-19, depois os idosos, e daí por diante, como recomendar o melhor critério científico. Ao procurador descontente cabe esperar sua vez na fila, sem nenhum privilégio.

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo


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IRONIA DO MP

Alguns membros do Ministério Público de São Paulo queriam ser classificados como prioridade para aplicação da vacina contra a covid-19. Meses atrás, o Instituto Butantan, a Fiocruz e algumas farmacêuticas estavam à procura de voluntários para testes. Por que eles não se cadastraram como voluntários? Falando nisso, João Doria, Dimas Covas e Jean Gorinchteyn já tomaram as doses da Coronavac feitas pelo laboratório chinês Sinovac? Tiveram reações?

Moyses Cheid Junior jr.cheid@gmail.com

São Paulo


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VACINAÇÃO NA REDE PRIVADA

Precisamos, também, da rede privada de Saúde na vacinação contra a covid-19. A Anvisa decidiu que a rede privada de Saúde não vai poder colaborar com a imunização da população brasileira aplicando as vacinas contra a covid-19. Porém, segundo o próprio governo, o setor público não tem infraestrutura para utilizar as vacinas que precisam de refrigeração muito baixa: “Fundamentalmente que ela (a vacina) seja termoestável por longos períodos, em temperaturas de dois a oito graus. Por quê? Porque nossa rede de frios, nas 34 mil salas, é montada e estabelecida com aproximadamente 2°C a 8°C”, declarou o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, no dia 2/12/2020, na BBC News Brasil. E, considerando que parte da rede privada de Saúde tem infraestrutura para comercializar as vacinas que exigem refrigeração baixa, questiona-se: por que não permitir que a rede privada de Saúde imunize os brasileiros com as vacinas que o poder público não tem capacidade de distribuir? Para evitar injustiças, o próprio governo poderia definir algumas regras, seguem exemplos: a vacinação na rede privada de Saúde teria de seguir os mesmos critérios da rede pública (primeiros, os profissionais de saúde, depois os mais idosos, em seguida os que correm mais risco de morte, etc.); poderia, também, exigir do setor privado que a cada vacina comercializada uma outra teria obrigatoriamente de ser aplicada em pessoa que é beneficiária do Bolsa Família, gerando um custo dobrado para os que pagarem pela vacina, porém com a vantagem de termos uma imunização socialmente equilibrada. A vacinação na rede privada de Saúde evitaria que mais pessoas procurassem o SUS, colaborando para uma vacinação pública mais rápida e eficiente, além do que, quanto mais brasileiros imunizados, menor o risco de contaminação para todos. Outra vantagem da vacinação acontecer também na rede privada de Saúde seria o retorno mais rápido da atividade econômica, com todos os fatores que isso gera: aumento da receita das empresas, ampliação da arrecadação dos impostos, redução do desemprego, etc. Neste momento difícil, numa pandemia com mais de 170 mil brasileiros mortos, precisamos unir a competência de todos os profissionais de saúde da nossa sociedade, sejam eles do poder público ou do setor privado.

Walter Barretto Jr. walter@barretto.com.br

Salvador


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NOVA ONDA. FECHA TUDO?

O Brasil volta a crescer e a covid-19 também. A opção “fecha tudo” não voltou, entretanto, à baila – o que é surpreendente. Mas, afinal, será que Jair Bolsonaro tinha razão quando relutava em ir além do isolamento social e pretendia que os negócios se mantivessem a pleno? Ninguém fala em fechar shopping e as escolas adotarão ano que vem, no máximo, um sistema híbrido. Sejamos, caros amigos da imprensa, justos, na resposta pública a essa questão.

Roberto Maciel rovisa681@gmail.com

Salvador


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ESMERO EM DESTRUIR

Se eu disser que o único setor econômico brasileiro que ainda está funcionando a contento é o do agronegócio, com certeza não estou errando. Temos visto com muita tristeza a quantidade de indústrias, lojas e serviços fechando as portas, isso já bem antes da pandemia, gerando desemprego e desespero, sem que se veja algum interesse do governo em mudar essa situação, porque prefere tentar achar dinheiro a todo o custo – que há muito já não tem – em vez de desenvolver o Brasil. Muito pelo contrário, não é que o atual governo se esmera com todas as forças em atacar o principal parceiro comercial do agronegócio, a China, além de afrontar as demais nações importadoras do nosso agro com o seu lado permissivo no tocante ao desmatamento, porque este só tem aumentado? Não conserta o estrago que fez e faz ao setor produtivo da Nação, e ainda quer complicar – e muito – a vida do único setor que está funcionando. O fundo do poço a que fomos levados ao longo do tempo parece ser pouco, porque, se ainda existe alguma coisa que funcione nesta nação, o atual governo se esmera em destruir, sobrando, assim, pouca coisa, ou mesmo nada, que nos tire desta situação aflitiva. Pobre família brasileira.

José Carlos jcpicarra2019@gmail.com

São Paulo


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REELEIÇÃO NO CONGRESSO NACIONAL

O governo Jair Bolsonaro está paralisado desde que começou. Por motivos vários, nosso presidente só fala bobagens sobre todos os assuntos – seu desconhecimento sobre tudo é notável –, e agora estamos paralisados com a discussão sobre a eleição para a presidência da Câmara dos Deputados e do Senado. E aqui se destaca um dos principais defeitos dos brasileiros: a lei é respeitada quando convém, senão muda-se a lei. A Constituição diz muito claramente que não pode haver reeleição para os dois cargos, por que insistir? É importante evitar que Jair Bolsonaro controle o Legislativo? Pois que nossos congressistas usem sua inteligência e encontrem uma forma legal de se oporem. Querem imitar nosso presidente desrespeitando a lei? Desse jeito, nunca seremos um país decente!

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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JULGAMENTO VERGONHOSO

Supremo deve abrir caminho para reeleição no Congresso e caso Lira preocupa Planalto (Estado, 3/12). Alô, ministros do STF, é necessário notório saber jurídico? Faz me rir...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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CONVENIÊNCIAS

O STF tem adotado o preceito da commodum iustitia nos seus julgamentos. Conhecido também como hypocrisi loquentium advocatorum.

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo


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SANGUE DE BARATA

Os brasileiros, disse Jair Bolsonaro em 7 de outubro, podem dormir tranquilos: a corrupção no governo federal não existe mais! Ao ler o Estadão de 3/12 (A4), pensei que ainda estava dormindo e tendo um pesadelo: Arthur Lira, candidato de Bolsonaro para substituir Rodrigo Maia no comando da Câmara, está à frente de um esquema milionário de rachadinhas, fazendo parte de um “grupo criminoso”, como destaca o processo contra ele. Com milhares de mortes evidenciando que a pandemia não é uma gripezinha e que a funesta corrupção está lá no coração do presidente, será que seus remanescentes apoiadores continuarão com sangue de barata ou vão finalmente fazer uma transfusão e seus neurônios abastecidos de sangue humano voltarão a funcionar permitindo que vejam a tristíssima realidade? Ou será que somente uma dedetização nacional vai nos livrar dos insetos?

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo


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FUTURO ANTIGO

O presidente Bolsonaro quer Arthur Lira na presidência da Câmara no lugar de Rodrigo Maia. Tudo “novo” na política do Planalto. Processo contra ele já foi engavetado no STF. Já estamos na fase pré-Lava Jato, e voltando...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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O TIME ESTÁ GANHANDO

O Brasil sabe que não se mexe em time que está ganhando. Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, respectivamente, são a garantia de que os esquemas de corrupção vão continuar prosperando como sempre. O presidente Jair Bolsonaro pode dormir tranquilo sabendo que os mais de 50 pedidos de impeachment jamais sairão da gaveta de Maia. Para que mexer em time que está ganhando de goleada? O Brasil segue em frangalhos, levando uma surra da pandemia, a saúde inoperante, a economia na lama, educação, cultura, meio ambiente, tudo vai muito mal e deve piorar mais ainda com a mudança de rumo radical nos Estados Unidos. As relações exteriores não existem mais, ninguém quer nem ouvir falar do Brasil em lugar algum do mundo. Nada disso importa, o governo brasileiro existe para criar e operar esquemas de desvios de dinheiro público, o Congresso existe para aprovar emendas parlamentares e nomear nulidades para novos ministérios, tudo isso segue sendo feito por Bolsonaro, Maia e Alcolumbre. Para que mexer neste time que ganha todas? A Constituição? Ora, que se dane a Constituição!

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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AS RACHADINHAS E O PLANALTO

Se não bastasse o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente da República, estar atolado até o pescoço em investigação sobre o crime das rachadinhas, e denunciado por organização criminosa e lavagem de dinheiro, mais um grande aliado de Jair Bolsonaro, o deputado do Centrão Arthur Lira, é suspeito e acusado de participar também das ilícitas rachadinhas e de participar de desvios que chegam a R$ 254 milhões, quando era deputado estadual de Alagoas. Lira é alvo da Operação Taturana, sobre esse crime em que os assessores são obrigados a devolver grande parte de seus salários ao parlamentar. E o presidente, que até aqui, como prometeu, não demonstrou nenhum compromisso com o combate à corrupção, ainda sonha eleger Arthur Lira presidente da Câmara dos Deputados em 2021. Foi atropelado, porque, graças à imprensa, que o presidente odeia, a sociedade brasileira, felizmente, segue informada sobre os que praticam crimes contra as nossas instituições.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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