Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2020 | 03h00

Desgoverno e pandemia

A roupa nova do rei

Todos nós, o mundo todo, vivemos preocupados e voltados para a incessante procura de soluções para exterminar esse perigoso vírus, o intruso que infesta nossa saúde, sepulta nossos entes queridos, intranquiliza nossa segurança e nosso bem-estar, além de afetar nossa busca por um futuro melhor. Pois justamente neste momento de tamanhas preocupações e incertezas nosso presidente parece pouco se importar e age com indiferença, ou talvez ainda não convencido de que estamos sendo afetados por um mal imensamente maior que uma “gripezinha”. Pelo menos é o que se deduz do Estado de ontem, que na primeira página estampa a preocupação presidencial com a exuberância da sua vestimenta pessoal e da sua esposa quando de sua posse na Presidência.

LUIZ GALESI

LUIZITO2011@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Exposição

De fato, com tantos problemas no País, o presidente e a primeira-dama estão “desfilando” trajes. Que pobreza!

CLARICE KIERTSMAN

CLARICE@KIERTSMAN.COM.BR

SÃO PAULO

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Breguice

Realmente, Bolsonaro não tem o que fazer! Convoca seis ministros – Luiz Eduardo Ramos, Braga Netto, Ernesto Araújo, Jorge Oliveira, Onix Lorenzoni (que andava sumido) e Marcelo Álvaro Antônio – para inaugurar a exposição dos trajes usados por ele e por sua mulher no dia da posse... Faltou o traje do Carlos Bolsonaro, que acompanhou o pai empoleirado na limusine. Nada mais brega que o culto a si mesmo! Mas pior mesmo é ver a quantidade de súditos que veneram isso. Até quando vamos ter de aguentar tanta tolice, enquanto o Brasil afunda?

CECILIA CENTURION

CECILIACENTURION.G@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Chorar e rezar

Crise sanitária, mais de 6,5 milhões de doentes, quase 180 mil brasileiros mortos, 14 milhões de desempregados, governo paralisado e sem propostas, auxílio emergencial terminando, reformas paradas, apagão, desmatamento recorde... E o presidente da República mobiliza o seu primeiro escalão para o evento de inauguração da exposição de roupas usadas por ele e esposa na cerimônia de sua posse?! Só nos resta chorar, mesmo. E rezar.

MARIA STELLA BARROS DE MACEDO CODA

STELLA@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Terceiro-mundismo

Sinceramente, o que esperar de um presidente que promove exposição dos trajes usados por ele e a esposa na posse, quando há assuntos demais a serem resolvidos e que estão numa espera angustiante? Nada. Mas isso explica o porquê de o Brasil continuar no Terceiro Mundo.

LAÉRCIO ZANINI

SPETTRO@UOL.COM.BR

GARÇA

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Impeachment

Agora que o Supremo Tribunal Federal barrou sua reeleição, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre deveriam pautar o impeachment de Bolsonaro, para deixarem a chefia da Câmara e do Senado com o dever cumprido. Os brasileiros de bem só agradeceriam. Coragem!

ARISTIDES C. ANDRADE DE SÃO THIAGO

A.CAST@UOL.COM.BR

CAMPINAS

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Basta de Bolsonaro

Esse senhor desdenha da queima e destruição do nosso meio ambiente e cria conflitos, sem nenhum sentido, com grandes parceiros comerciais do Brasil, como a China e a União Europeia. Desde a sua posse a educação regride, de cultura não se fala e o conhecimento científico é chamuscado por conceitos grotescos e negacionistas. Mesmo com quase dois anos de governo, ele foi incapaz de conduzir as reformas administrativa e tributária, afundando-nos ainda mais no atoleiro da insolvência do Estado. Suas manifestações são ridiculamente inexpressivas e as imagens, grotescas, como aquela em que seu filho aparece com uma arma na cintura. Desde o início da pandemia ele se exime, irresponsavelmente, de coordenar nacionalmente o enfrentamento à covid-19. Acrescente-se o seu comportamento debochado, sem uso de máscara e ignorando o distanciamento social, situações que certamente contribuíram para incrementar a expansão da doença e a perda de vidas. Mas agora, diante da solução do problema sanitário, protelar a vacinação dos brasileiros por questões eleitorais, aí já é demais. Se isso realmente se concretizar, espera-se que o presidente da Câmara tenha a decência de desengavetar o impeachment, para dar um basta ao sr. Bolsonaro.

HONYLDO ROBERTO PEREIRA PINTO

HONYLDO@GMAIL.COM

RIBEIRÃO PRETO

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Bate o pé

Desde o início da pandemia o presidente tomou posição negacionista e crítica do lockdown, pelos efeitos econômicos negativos do isolamento geral para o País, na visão de Sua Excelência. No entanto, quando a vacinação acena com a retomada da normalidade, Bolsonaro bate o pé. Às favas com a lógica!

LUIZ C. BISSOLI

LCBISSOLI46@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Logística da vacina

O governo anuncia a negociação de 70 milhões de vacinas da Pfizer. Como são necessárias duas doses, só 35 milhões de cidadãos serão imunizados. O governo ainda não fechou a compra das seringas nem o armazenamento dessas vacinas, que têm de ser mantidas a -70 graus. Espera-se urgência na solução dessas questões, para não acontecer o mesmo que com os milhões de exames estocados e quase vencidos.

LUCIA HELENA FLAQUER

LUCIA.FLAQUER@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Currículo

Sem vacina, sem seringa, sem gaze, etc. Onde foi parar a especialidade logística do nosso ministro da Saúde? Pelo visto, ela existe somente no currículo.

ROBERT HALLER

ROBELISA1@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO



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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


O FREIO

Desde o início do mandato de Jair Bolsonaro à frente da Presidência da República venho me perguntando qual seria o freio para suas sandices. Não o foram o Supremo Tribunal Federal (STF), o Congresso Nacional e a imprensa. Todos estes alimentaram o complexo de perseguição do capitão, fomentando o discurso e a prática do ódio no Palácio do Planalto. Mas o que pode fazer o presidente diante da reprovação pública? Por definição, o populismo fascista, cujos traços Bolsonaro incorpora, requer comunicação direta entre chefe do Executivo e população – sem a intermediação da representação parlamentar. Esta suposta aprovação popular suportaria os excessos contra os direitos civis. Mas, findado o auxílio emergencial e estando o cidadão ansioso pela volta ao trabalho e, por conseguinte, à geração de renda, qual crédito sobrará ao presidente junto à opinião pública? Não restam dúvidas de que, num futuro muito próximo, seu negacionismo terraplanista acerca da vacinação será identificado ao atraso de vida de todos os brasileiros e brasileiras. Assistiremos ao mundo inteiro retornando à normalidade e, então, estaremos nos questionando o porquê da completa desarticulação e omissão do Ministério da Saúde – em última medida, do governo federal. Será, enfim, este o freio para as sandices bolsonaristas: a opinião pública.

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

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DESORGANIZAÇÃO ANUNCIADA

A corrida atabalhoada de prefeitos e governadores por vacina contra a covid-19 é desorganização anunciada. É evidente que do governo federal negacionista de Jair Bolsonaro não se poderia esperar atitude proativa alguma. São os governadores e prefeitos que já deveriam ter adotado a estratégia amplamente divulgada já há muito tempo por especialistas nacionais e internacionais – mais precisamente a partir dos resultados promissores das vacinas da Pfizer e Moderna – de diversificar o portfólio de vacinas, a exemplo do que fizeram países europeus. Além disso, é também sabido há tempo que tanto o Instituto Butantan quanto a Fiocruz não conseguiriam produzir a quantidade necessária de vacinas para satisfazer a demanda nacional. Não foi por falta de aviso e erraram governadores e prefeitos ao aguardarem de braços cruzados ações afirmativas do Ministério da Saúde.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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BOLSONARO X DORIA

No mesmo dia em que o País registrou 177.338 mortes pelo coronavírus, o presidente da República, Jair Bolsonaro, como se governasse outro país, inaugurou uma exposição com os trajes dele e da primeira-dama, Michelle, usados na posse em 2018. No mesmo dia, o governador de São Paulo, João Doria, anunciou a data prevista para início da vacinação no Estado, contando que o aparelhamento conduzido na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pelo capitão não crie nenhuma barreira, se todos os protocolos exigidos pela conceituada  agência estiverem contemplados na documentação enviada. A desconfiança não é infundada, pois até suicídio já foi usado para comprovar uma morte e inviabilizar a vacina chinesa, fato que acarretou, inclusive, na suspensão temporária e supersônica dos testes. Embora não seja apropriado, por causa da situação dramática, não dá para deixar de anotar. Que me desculpem os demais leitores desta coluna, mas nesta Jair Messias Bolsonaro perdeu mais uma para João Agripino Doria.

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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VACINAÇÃO POLÍTICA

Inusitada a antecipação da campanha política para a Presidência da República em 2022, do oportunista e apressado governador João Doria (SP). Usurpando a competência da União, agendou para 25 de janeiro de 2021 – data festiva para os paulistanos, aniversário da cidade – o início da vacinação contra a covid-19 em seu Estado, ao atropelo dos protocolos ainda não finalizados, deixando claro que todos os brasileiros lá estando serão vacinados sem qualquer discriminação de naturalidade. Cara legal, né? Será que o governador quer dissociar o Estado de São Paulo da República Federativa do Brasil, criando a República dos Calças Apertadas? Senhor Doria, precisa combinar com os demais governadores, com o Congresso, o STF e buscar o reconhecimento dos briosos e laborativos irmãos paulistas. Caia na real. Unidos somos mais. Quem fala demais dá bom dia a cavalos e morre afogado na praia. Na política, faltam ouvidos aos boquirrotos a caminho (ou já estão lá) do ostracismo, pelo ridículo de suas campanhas e atitudes. Por cansaço na imagem, qual a audiência e a credibilidade de seus mambembes talk shows, governador?

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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A ‘GUERRA’ DESNECESSÁRIA

Perguntar não ofende: como é possível marcar o dia 25 de janeiro de 2021 para o início da vacinação em São Paulo, se a Anvisa não recebeu do Instituto Butantan os resultados da fase 3 e outros documentos necessários? Por que o governador João Doria assume o compromisso de vacinar “qualquer brasileiro que estiver em solo do Estado” e enviar vacinas para outros Estados, se não tem vacina suficiente para os paulistas? Quando o “suposto” ministro da Saúde vai assumir sua responsabilidade de organizar um programa nacional de vacinação e usar todas as vacinas, inclusive a Cronavac, ao invés de deixar os Estados tentando arrumá-las, cada um como puder?

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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EUROPA E BRASIL

Na Europa, países já começaram sua vacinação contra a covid-19, em busca de voltar o quanto antes ao normal; enquanto isso, no Brasil, ficamos numa briga fratricida, com um presidente inepto, ignorante e negacionista. A conta que já passou de 150 mil mortes, num futuro não muito distante, terá de ser cobrada.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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COMPETÊNCIA

Quer dizer que nosso ministro de “logística” e Saúde não previu o uso de seringas e agulhas na aplicação das vacinas anticovid-19? Além da subserviência ao presidente, no que mais é confiável?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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VACINAÇÃO EM MASSA

O Brasil é, mesmo, um país paradoxal: para eleições nacionais se consegue levar urnas eletrônicas a todos os 5.570 municípios brasileiros, mas o mesmo não ocorre quando se trata de vacina para os cidadãos. Será que o voto do cidadão na democracia é mais valioso que a vida?

Pedro Luiz Bicudo plbicudo@gmail.com

Piracicaba

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IDEIA DE JERICO

E quando se pensa que o Planalto vai acelerar a vacina contra o coronavírus, eis que nos deparamos com uma exposição com os trajes que Bolsonaro e Michelle usaram na posse... Não fosse o ridículo do fato, e seis ministros vão lá puxar o saco do mandatário-mor. Acredito que a mostra tenha como cenário aquela foto emblemática do filho Carlos se equilibrando no carro. Pobre Brasil... Que vergonha...

Eliana Pace pacecon@uol.com.br

São Paulo

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A FALTA DO QUE FAZER

É algo de impressionante a falta do que fazer do nosso presidente da República e a primeira-dama, que, pela notória falta do que fazer nas funções que ocupam, resolveram promover uma exposição das roupas com as quais participaram do dia da posse no cargo de presidente da República. Alguém precisa avisar urgentemente o nosso presidente de que o País se encontra em meio a uma pandemia provocada pela covid-19 e tem muito mais coisa importante para fazer em prol do povo do que ficar exibindo as roupas do dia da posse. A minha educação não me permite dizer o que eu penso do presidente e da primeira-dama, que deveriam se preocupar um pouco mais com o povo do que ficar exibindo os trajes da posse. Diria que a atitude foi uma ofensa ao sofrido povo brasileiro.

Luiz Roberto Costa lrcosta101@gmail.com

São Paulo

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QUE IDEIA!

Claro que todo ex-presidente desfrutou, em algum momento, de paz e tranquilidade. Só não entendo como nenhum deles teve a brilhante ideia de expor as suas roupas da posse.

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

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EXPOSIÇÃO DE ROUPAS DA POSSE

Deixe de ser ridículo, presidente!

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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DESRESPEITO

Inacreditável. Este é o único termo a ser aplicado em relação à última “grande ação” do governo federal. O assunto vacinas, exames vencidos, meio ambiente, economia, entre outros, não são prioritários. O que importa é a exposição dos trajes usados pelo presidente (?) e a primeira-dama durante a posse, provavelmente imaginando como serão aqueles a serem apresentados em 2022. E o cordão de ministros bajuladores participa alegremente desse despautério. A vida em meio a esta pavorosa pandemia, bem como a morte de mais de 170 mil brasileiros não têm qualquer importância para este elemento e sua camarilha.

Heleo Pohlmann Braga heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto

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CLIMA SURREAL

Realmente, vivemos um clima surreal. Com tantos assuntos vitais para o desenvolvimento nacional irresolvidos, vemos o presidente mobilizar seis ministros para a inauguração da inominável exposição de trajes usados por ele e sua mulher na cerimônia de sua posse. Alguém já imaginou, por exemplo, uma exposição dos trajes que Angela Merkel usou para ir ao supermercado a semana passada? Começo a crer na teoria de que o presidente é vítima de uma síndrome de pura e simples “descompensação mental”.

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo

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DESVIO DE FINALIDADE

O ministro do Meio Ambiente age cada vez mais como um corretor imobiliário que enxerga grandes possibilidades de desenvolvimento nas áreas de preservação ambiental. A última descoberta genial de Ricardo Salles foi empreender dentro do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O prédio que abriga o museu do meio ambiente seria transformado num hotel-boutique. Logo mais o esperto ministro vai implantar prédios dentro do Parque do Ibirapuera, casinos em Fernando de Noronha e, ainda, vai transformar as cataratas do Iguaçu num parque aquático no estilo da Disney. Não há ninguém defendendo o meio ambiente no governo, Ricardo Salles e seu chefe, o presidente Bolsonaro, têm o objetivo de acabar com a natureza para permitir todo tipo de avanço, seja do agronegócio, seja, agora, da especulação imobiliária, acabando com o pouco que resta de áreas preservadas. Que venha logo o impeachment deste catastrófico governo.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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AFRONTA AO PATRIMÔNIO

A cada momento o Jardim Botânico do Rio de Janeiro sofre ataques de todos os lados. Após as invasões em seu território, até hoje e para com trânsito em julgado sem solução prática, agora aparece um ministro do Meio Ambiente que demonstra não entender o significado de um espaço tão importante para a história, para a ciência, para a cidade e para o País. Transformar o Museu do Meio Ambiente em hotel-butique dentro do Jardim é uma afronta ao patrimônio da Nação, um desrespeito e um sacrilégio a um lugar sagrado, como se fosse transformar a Capela Sistina do Vaticano numa lojinha de souvenirs.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Petrópolis (RJ)

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HOTEL NO JARDIM BOTÂNICO

Fico admirado (ou nem fico) ao ver como as iniciativas boas são aprovadas ou reprovadas pelos influenciadores (mídia tradicional, inclusive), liminarmente, sem pesar prós e contra, segundo quem as lance. Pareceu-me magnífica a ideia de transformar o museu do Meio Ambiente do Jardim Botânico, do Rio, em hotel-boutique. Parte do acervo manter-se-ia exposta e os demais itens, constituir-se-iam em respeitável reserva técnica. Isso iria torná-lo autossustentável, como se deseja quando de trata de meio ambiente. Mas não, foi ideia de Ricardo Salles, vamos descartar. Por que é tombado? Quantos visitantes/ano ele recebeu? 50? Duvido! Vejam o Forte de Copacabana, tombado, terceiro espaço mais visitado do Rio: pela vista, pela Colombo, pela ambiência militar. De passagem, o visitante ingressa no Museu do Exército e encanta-se. Em tempo, fora Ricardo Salles!

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

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IDEIA SENSATA

A transformação do prédio de dimensões confortáveis localizado ao lado da bilheteria do Jardim Botânico do Rio de Janeiro em hotel-boutique é sensata. Nomeá-lo museu é excesso de linguagem. Ainda, do ambiente, contrassenso. O próprio Jardim Botânico, com suas palmeiras centenárias, árvores, plantas, arbustos, ervas, orquídeas, é o museu a céu aberto saudando o ambiente. E decorado com vias, obras de arte e magnífico relógio solar. Sem mordomias e privilégios, o hotel-boutique avivaria o Jardim Botânico, como seu teatro, seus restaurantes. Inicialmente, o Jardim foi a fábrica de pólvora estabelecida pelo regente dom João. Atualmente, as ruínas da fábrica foram escavadas e são mostradas ao público no interior do Jardim. As poucas peças do prédio onde será o hotel-boutique poderiam ser transferidas para as ruínas com novo olhar e decoração da fábrica de armas (e espalhadas pelo Jardim). Coisa cafona o museu do ambiente dentro de quatro paredes. Museu do ambiente seria o Rio dos Macacos com águas límpidas, despoluídas, desaguando na lagoa.

Fabio Gino Francescutti fabiogino565@gmail.com

Rio de Janeiro

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É POSSÍVEL MELHORAR

Excelente a iniciativa do TRT-15, que inaugurou a primeira usina de energia fotovoltaica no fórum trabalhista de Rio Claro (SP), mas dá para melhorar. Agora falta reduzir o aluguel com imóveis locados, escolhendo imóveis menores, pois não há mais necessidade de tanto espaço para arquivo de processos físicos (exemplo: fórum trabalhista de Americana); reduzir varas e cargos comissionados, graças à diminuição de processos após a reforma trabalhista (exemplo: fórum trabalhista de Americana, cujo distribuidor foi desativado. Se não existe distribuidor, por que ter duas varas?); diminuir o valor da indenização de transporte dos oficiais de justiça, pois atualmente com as ferramentas eletrônicas eles trabalham mais em home office do que nas ruas, e cortar auxílios da folha de pagamentos dos magistrados que causam indignação à população brasileira, que está cansada de pagar impostos para sustentar tantas mordomias dos altos servidores públicos dos Três Poderes. Boas iniciativas merecem reconhecimento e elogios, mas muitas lições de casa precisam ser feitas, para que o Brasil possa sair da crise e deixar de ser uma republiqueta de bananas.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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