Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Importação de armas

Decididamente, o presidente Jair Bolsonaro quer instalar o caos no Brasil. Sua postagem nas redes sociais enaltecendo sua medida zerando a alíquota da importação de armas (revólveres e pistolas) é um acinte. Afronta todos os que assistiram às cenas recentes em Araraquara (SP), Criciúma (SC) e Cametá (PA), quando homens fortemente armados puseram em situação de desespero moradores dessas cidades.

JORGE DE JESUS LONGATO

FINANCEIRO@CESTADECOMPRAS.COM.BR

MOGI-MIRIM

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Piada sem graça

Realmente, a cada dia mais me convenço de que o Brasil é o país da piada pronta. Acabam de isentar de imposto a importação de pistolas. Os ladrões agradecem, vai baratear o custo dos assaltos. Dá-lhe, Brasil.

ISAC REISMANN

ISAC.REISMANN@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Liberalidade injustificável

Há três afirmações com as quais até o mais empedernido negacionista há de concordar: o Estado brasileiro está endividado, a pandemia de covid-19 continua a devastar nossa população e quanto mais armas em circulação, mais aumentam as mortes por acidente e na mão de criminosos. A partir dessas verdades, do conhecimento de qualquer humano pensante, como justificar a liberalidade de Bolsonaro de retirar os 20% da taxa de importação de armas?

MARIZE CARVALHO VILELA

MARIZECARVALHOVILELA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Tarifa zero

Enquanto o governo zera o imposto de importação de armas, continuamos a pagar impostos para importar certos medicamentos não fabricados no País. Deputado Rodrigo Maia, não está na hora de desengavetar os pedidos de impeachment...?

CLÁUDIO MOSCHELLA

CLAUDIOMOSCHELLAARQUITETO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Tiro ao vírus

Em reunião com os governadores, o ministro da Saúde, apesar de comandar a pasta há mais de seis meses, demonstrou ignorar que o Instituto Butantan pertence ao governo do Estado de São Paulo. Também disse que não será possível começar a vacinação da população brasileira em janeiro de 2021 por causa dos prazos necessários para que a Anvisa possa assegurar sua eficácia e segurança. Isso apesar do disposto na Lei 14.000/20, sancionada pelo próprio presidente. Porém, a partir de janeiro, o brasileiro poderá importar revólveres e pistolas isentas de imposto de importação. Dada a inversão de prioridades, parece que o governo Bolsonaro acredita que o brasileiro poderá matar o vírus a tiros.

GILBERTO PACINI

BENETAZZOS@BOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Desinformado...

A briguinha virtual e inconsequente entre Eduardo Pazuello e o governador João Doria sobre a questão do plano de vacinação contra a covid-19 fez o ministro da Saúde, em tom irônico, declarar que a Coronavac não é do Estado de São Paulo, é do Butantan. O general Pazuello deveria saber que o Instituto Butantan, fundado em 23 de fevereiro de 1901, é uma dependência do governo do Estado de São Paulo e da Secretaria de Saúde paulista. Portanto, é, sim, da terra dos bandeirantes.

J. A. MULLER

JOSEALCIDESMULLER@HOTMAIL.COM

AVARÉ

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Vacinação ou molecagem?

O fato é que só quando Doria divulgou a data de 25 de janeiro para iniciar a vacinação em São Paulo nosso presidente se interessou pelo assunto. Não para salvar vidas, que ele não dá a mínima para isso, mas pensando na reeleição em 2022. Já se fala à boca pequena que ele quer obter algumas vacinas da Pfizer, pouco importa quantas, para fazer a primeira vacinação no Rio de Janeiro, talvez até com a foto do Messias sorridente para, como já disse ele, alardear “mais uma vitória de Jair Bolsonaro”. É muita molecagem com o nosso pobre Brasil.

ALDO BERTOLUCCI

ALDOBERTOLUCCI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Simples assim

Diante da pergunta do governador João Doria sobre se o governo federal vai comprar ou não a Coronovac, o ministro da Saúde tergiversou e disse que todos os imunizantes aprovados serão comprados. E soltou esta pérola de ressalva: “Isso se houver demanda”. Ora, num país que tem 177 mil mortes, mais de 6 milhões de casos e sofre o recrudescimento da pandemia, o “gênio da logística” que ocupa a pasta mais importante neste momento ainda questiona se há demanda para mais vacinas além da de Oxford?!

LUÍS LAGO

LUIS_LAGO1990@OUTLOOK.COM

SÃO PAULO

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O general da Saúde

Uma verdadeira aberração, uma ofensa à nossa inteligência, o sr. ministro dizer que vai comprar a Coronavac se houver demanda. É o mesmo que dizer que vai comprar água para o Deserto do Saara se houver demanda por lá do precioso líquido. Também, esperar o que deste governo, que nomeou ou quis nomear gente que falsifica currículo? Não admira um general comandando a Saúde.

PAULO SÉRGIO PECCHIO GONÇALVES

PPECCHIO@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Volta às origens

Volte pra caserna, general Pazuello, enquanto é tempo. Porque a cada dia fica mais desmoralizado, não só pelo capitão presidente, mas pelos gestores públicos de saúde estaduais e municipais, que têm demonstrado competência e responsabilidade com a vida e a saúde dos brasileiros. O desgoverno Bolsonaro conseguiu desmoralizar o Ministério da Saúde e a Anvisa, em que ninguém mais confia. Talvez na caserna seus conhecimentos de logística militar ainda se apliquem, porque na Saúde têm sido um fracasso. Ah, e poderá vir a fazer companhia ao capitão nos tribunais pelos milhares de mortes por covid-19. A revolta pela vacina já está aí, inversa do movimento negacionista contra Oswaldo Cruz, no início do século passado.

WALTER WANDERLEY AMORAS

WWAMORAS@GMAIL.COM

BELÉM


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


PRIORIDADES

O ministro da Saúde, em reunião com governadores, declarou que haverá compra das vacinas se houver preço e demanda. Demanda? Como assim? O ministério emite agora um comunicado de que liberará a vacina da Pfizer no final de dezembro ou janeiro em pequenas doses, se o laboratório entregar as vacinas. Conversas de bastidores dizem que o Estado do Rio de Janeiro seria o privilegiado, por ser politicamente alinhado ao governo e ser o Estado do presidente. Aliás, num encontro tão vital, o governador do Rio de Janeiro não esteve presente. Seria algum sinal de acordo secreto? O governo federal não quer que a Coronavac, vacina produzida pelo Instituto Butantan, maior produtor de vacinas e com sede em São Paulo, tenha autorização da Anvisa. Como não pensar que o governo federal politizou e não deseja que seja autorizada essa vacina, por acreditar dar crédito ao governo de João Doria? Como aceitar um ministro da Saúde que somente obedece aos desejos do presidente e, expert em logística, não montou plano algum? Que todos os brasileiros tenham em mente que o presidente não governa para os brasileiros, mas para seu grupo. Que o presidente reflita que atitudes como esta cancelam quaisquer planos de reeleição. Enquanto quase 180 mil mortos estão na conta da “gripezinha”; com a falta de vacinas, seringas e plano de vacinação para todos os brasileiros, o presidente zera a taxação na compra de pistolas e revólveres do exterior, mas remédios continuam taxados e muitas vezes inacessíveis aos que precisam, além de exames essenciais aos portadores de HIV, aids e hepatite serem cancelados por fim do contrato, com promessa de futura licitação. O presidente – que é quem manda, como sempre gosta de afirmar – prioriza a morte à vida.

Lucia Helena Flaquer lucia.flaquer@gmail.com

São Paulo

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FALTA DO QUE FAZER

Com tantos problemas para resolver no País, Bolsonaro reúne seis ministros e dezenas de assessores para “inaugurar” exposição com um manequim vestido com o terno da sua posse e outro com o vestido da primeira-dama. É brincadeira?

Marina R. B. Malufi mmalufi@terra.com.br

Olímpia

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VACINA

Com mais de 700 mortes de brasileiros por dia pela covid-19, o governador João Doria e o presidente Jair Bolsonaro continuam com a discussão sem nexo sobre a necessidade de iniciar a vacinação o mais rápido possível, mesmo porque vários países do Primeiro Mundo já o fizeram. Emergência é como pronto-socorro e ninguém pode adiar a internação no pronto-socorro.

Cláudio Moschella claudiomoschellaarquiteto@gmail.com

São Paulo

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QUANDO FALTA O PÃO

João Doria, governador de São Paulo, anunciou que a imunização contra o coronavírus no Estado terá início em 25 de janeiro. A resposta do governo federal, por meio do ministro Eduardo Pazuello, que não quer ficar para trás, foi imediata: o plano de vacinação será nacional e a partir de fevereiro. Essa disputa de egos, já vislumbrando as eleições de 2022, entre Bolsonaro e Doria, está se encaixando perfeitamente naquele velho dito popular de que “em casa que falta pão, todo mundo grita e ninguém tem razão”. Dois cabeças-duras que se digladiam em busca de protagonismo, enquanto o vírus nada de braçada.

J. A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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A BOA E A MÁ POLÍTICA

Creio estar certa em dizer que o governador Doria usou a política da forma correta, a favor dos cidadãos, quando anunciou a vacinação contra a covid-19. Afinal, para que serviria a política, senão para que um político agisse em benefício do povo e, ao mesmo tempo, obtendo por consequência a aprovação daqueles para quem governa? Que mal há nisso? Errado seria usar a política para atuar contra os interesses da população, mas em benefício próprio, quando, por exemplo, o governante tenta interferir na Polícia Federal e na Justiça para impedir que delitos familiares sejam desvendados e condenados. Ou quando usa dinheiro público para uma solenidade inútil e fútil para expor roupas da posse como se fosse uma relíquia rara. Portanto, feita essa distinção, pode-se dizer que, quando o governador Doria luta pela vacina produzida pelo nosso respeitado e sério Instituto Butantan, ele está praticando a boa política. Se será beneficiado eleitoralmente por isso, que seja! Seria mais do que merecido, pois, sem dúvida, e não se pode negar, ele trouxe de volta a esperança para milhões de brasileiros e nos devolveu um pouco do nosso orgulho perdido por tantas iniquidades há anos praticadas por nossos dirigentes. Demonstrou extrema seriedade, foco e determinação naquilo que se propôs a fazer. E é bom lembrar que o Butantan é patrimônio brasileiro, e não apenas paulista, e é quem tem fornecido a todo o Brasil a grande maioria das vacinas que todos tomamos. Com certeza, até dia 15 de dezembro teremos todos os dados necessários para que “a vacina chinesa do Doria” seja aprovada por qualquer agência de vigilância sanitária nacional ou internacional e que a população brasileira como um todo possa ser por ela beneficiada o mais rápido possível. Assim, se o presidente Bolsonaro, por intermédio do Ministério da Saúde, for capaz de praticar a boa política, ele não só facilitaria o trâmite necessário para a aprovação da Coronavac, como também possibilitaria a distribuição a todos os Estados da Federação. Afinal, o governador Doria não pode ser punido ou censurado por ser um gestor de políticas públicas eficiente, proativo e ágil, que soube se colocar ao lado da população na luta contra esta “gripezinha” que já matou 180 mil brasileiros e infectou quase 7 milhões dentre nós. Que, então, venha a Coronavac, que com certeza trará resultados finais muito alvissareiros. É o que tudo indica! Governador Doria e dr. Dimas Covas, muito obrigada e a todos que colaboraram nesta luta pela vacina contra a covid-19.

Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas

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OPORTUNISMO MACABRO

Como a Constituição estabelece que a saúde é um direito de todos e dever do Estado, esperava-se que as gestões de políticas públicas nesse sentido fossem geridas harmonicamente entre os governantes. No entanto, sobre a vacinação contra a covid-19, assiste-se a um cruel embate entre os chefes desses poderes, com destaque para Jair Bolsonaro e João Doria. Não há nenhum resquício de boas intenções de nenhum dos lados nesta briga. A questão de fundo são as eleições vindouras. As quase 180 mil mortes, os milhões de contaminados e as milhares de famílias afetadas e enlutadas são vilmente utilizados como um lúgubre calçamento às pretensões políticas desses dois personagens. Daí conclui-se, sem qualquer dúvida, que no Brasil pratica-se uma enganosa e ordinária política, cujo palco é um ringue de vale-tudo, sem qualquer regra, e agora também ausente o respeito com os brasileiros afetados por essa tragédia. O aproveitamento desta catástrofe sanitária que vivemos está a exibir um vil oportunismo macabro e desumano.

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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DIÁLOGO RIDÍCULO

O diálogo arisco entre o ministro Pazuello e o governador João Doria em nada amenizou a ansiedade das pessoas em relação ao futuro da pandemia. Ao contrário, só fez aumentá-la. Se, de um lado, o governador parece querer impor a Coronavac de qualquer jeito a tudo e a todos, como se fosse o melhor dos mundos – sendo que não há ainda evidência científica do alcance de sua eficácia –, do lado do governo federal Pazuello em nada ajuda com suas respostas robóticas e burocráticas, entre elas a do exagerado tempo de espera de 60 dias (!) para aprovação de alguma vacina pela Anvisa. Enquanto o Reino Unido inicia a vacinação em massa, nossos governantes patinam na politicagem e na retórica.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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VACINA PARAGUAIA

O ministro Pazuello não está com pressa nenhuma em relação à vacina. Só faltou ele lembrar que, quando houver vacina, não haverá seringas para todos. Não é difícil de imaginar que os brasileiros terão de ir tomar vacina contra a covid-19 em outros países. O governador João Doria poderá montar postos de vacinação na Ponte da Amizade, na tríplice fronteira, e em outros locais fora da jurisdição dos negacionistas, ou começar a agir para derrubar o governo terraplanista de Jair Bolsonaro.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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‘SERINGAS VAZIAS?’

Seringas vazias? Pergunta Eliane Cantanhêde no Estadão de 8/12. Pressionado por governadores, prefeitos, imprensa e pela população esclarecida e não contaminada pelo vírus negacionista cultivado no Palácio das Intrigas do Planalto, o Ministério da Saúde, abalado pela incompetência de seu titular, responde que está estudando a questão e comprará as aprovadas pela Anvisa, que avisa vai aprovar em regime emergencial as vacinas que solicitarem registro. 212 milhões de brasileiros aguardam perplexos a lentidão burocrática e a absoluta má vontade do desgoverno federal em atender às demandas da Nação em relação à saúde e à educação em processos de destruição. Não são só as seringas que estão vazias, mas há um imenso vazio de vontade política, em relação a tudo o que é importante na vida dos brasileiros, da parte desta gente instalada na cúpula do governo, cuja prioridade e desmantelar tudo o que funcionava bem na estrutura pública do Brasil. É como se uma nuvem de gafanhotos parasitas atacasse tudo o que gerações plantaram na seara nacional, por puro ódio ao que mantém a Nação funcionando bem para o bem de todos. Uma seringa cheia de vacina contra o ódio precisa com urgência ser injetada neste governo atacado pelo vírus da raiva.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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A VIDA EM JOGO

Se a Anvisa for usada como cacife político, o responsável terá de assinar os atestados de óbito das vítimas de covid a partir do momento que o fizer...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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RESPEITEM A POPULAÇÃO

O ministro da Saúde precisa melhorar seus conhecimentos a respeito dos diversos tipos de vacina, de suas indicações, condições de armazenamento e distribuição. A necessidade de critérios de aprovação mais prontos de parte da Anvisa decorre da gravidade e aceleração da pandemia. Além disso, necessita de informações mais precisas a respeito de outros Estados afora Brasília, por exemplo, ao contrário de suas declarações. O Instituto Butantan é uma instituição pública ligada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, do Governo do Estado de São Paulo desde sua fundação, produz e fornece há várias décadas vacinas de excelente qualidade para toda a Nação. Pazuello precisa, também, entender melhor o significado do termo “demanda”. Só para esclarecimento na atual situação, a demanda pela vacina é a quase totalidade da população brasileira e difere de etapas, prazos e grupos a serem vacinados. O governo do Estado de São Paulo vem informando há vários meses nossa população e adotando medidas preventivas e socioeconômicas com o objetivo de minimizar os efeitos do coronavírus, na falta de uma atitude minimamente coerente e imprescindível de parte do governo federal. O negacionismo, a incompetência, a falta de sensibilidade demonstrados pelo presidente só contribuíram para piorar a atual situação. A gravidade da pandemia impõe a união de toda a Nação e em todos os níveis, e a politização é execrável.

José Paulo Cipullo j.cipullo@terra.com.br

São José do Rio Preto

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VACINAÇÃO PELO BRASIL

O governador Ronaldo Caiado, de Goiás, disse que não é justo que os Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, por terem laboratórios com a vacina em desenvolvimento, saiam na frente da vacinação. Disse o governador inverdades. Em primeiro lugar, a Fiocruz é um organismo do Estado federal. Não está submetido ao governo estadual do Rio de Janeiro. Logo, o Rio não teria mesmo como ter protagonismo e sair na vanguarda vacinando a sua população. Ao contrário, o Instituto Butantan é paulista e, com o dinheiro de nossos impostos, fez o governo estadual atual o correto em investir no combate daquilo que mais nos aflige em um século, a covid-19, enquanto titubeia feio o governo federal. E fez mais: ofereceu e oferece insistentemente a produção da vacina anticovid-19 para ser incorporada ao SUS e, se não, para a venda direta a outros Estados, caso continue sendo ignorada pelo governo federal. Portanto, a culpa não é do governo de São Paulo o atraso do calendário de vacinação nos outros Estados, e sim exclusivamente do governo federal. O paulista Butantan (sim, sr. ministro da Saúde, o Butantan é São Paulo) é uma das soluções de vacina aos brasileiros. Que o governador Ronaldo Caiado não vá reclamar ao bispo, mas ao “ditadorzinho” responsável pelo caos atual na saúde: o presidente Jair Bolsonaro. O resto é inveja de certos políticos da iniciativa, ciência e desenvolvimento paulistas.

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@hotmail.com

Marília

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GOVERNO MEDÍOCRE

Nosso pseudoministro da Saúde – capacho de um presidente abaixo do medíocre – agiu como cigarra durante 2020, o ano da pandemia global. Agora, com a única salvação verdadeira à vista, com as vacinas chegando, ele e a cúpula do governo federal resolveram reivindicar o protagonismo de uma situação que sua tosca visão de mundo jamais foi capaz de entender.

Felipe Pugliesi Jr. pugliesijr@gmail.com

São Paulo

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MINISTÉRIO DA SAÚDE

O general Eduardo Pazuello não entende de saúde nem de logística e estratégias. Talvez só com batalhas lúdicas com soldadinhos de chumbo num tabuleiro se saia melhor. Que vergonha para o Exército e para o Brasil! Talvez uma “generala”, inteligente e sensível, seja melhor como ministra da Saúde.

Etelvino José Henriques Bechara ejhbechara@gmail.com

São Paulo

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A ESPERA POR UM MILAGRE

Quanto à vacina para o coronavírus, está mais importante definir quem será o pai da escolha do que o fabricante e sua eficácia. De qualquer forma, dois efeitos colaterais já são conhecidos: a dúvida na população e a chantagem política. O Brasil está cada vez mais doente e, ao que tudo indica, sem remédio. Resta a espera por um milagre.

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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CRACOLÂNDIA – ATÉ QUANDO?

Até quando teremos de testemunhar atos de violência absurda contra cidadãos contribuintes privados de seu direito de ir e vir em sua própria cidade? Aos políticos que recomendam a empatia no trato com esses marginais, seria o caso de sugerir que acionassem os recursos de seus partidos no sentido de construírem clínicas e equipamentos apropriados para abrigar essas pessoas que, como já é de conhecimento de alguns, mas infelizmente não de todos, recusam o tratamento que deveria ajudá-las a se livrar de sua dependência. Nem todo dependente químico é um marginal, mas ocorre que entre eles existem criminosos que claramente estão se aproveitando da impunidade que certas leis mal elaboradas lhes propiciam, e como via de consequência só aumentarão. Por outro lado, não estamos falando aqui de doenças físicas, mas de sintomas decorrentes do uso de drogas que, ninguém ignora, têm o poder de alterar o comportamento e como tal impedir que os seus usuários possam ser responsabilizados por seus atos – daí esperar que saibam o que poderá ser melhor para si é uma utopia. A Cidade de São Paulo e seus habitantes estão sendo desrespeitados diariamente por uma violência indesculpável, mas explicável, daí a indignação que aumenta a cada dia quando vemos pais de família, trabalhadores, mães e filhos acuados pelo medo de talvez não poder voltar vivo para casa. As cenas de terror vistas na tarde de terça-feira ao vivo e em cores em pleno Centro de São Paulo, local muito importante por sua história, suas memórias e a beleza de seus logradouros, agora destruídos estranhamente não pela violência de alguns marginais, mas de algumas leis que os protegem em detrimento dos moradores que amam e respeitam a cidade onde vivem.

Vera Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo

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RESPONSABILIDADES

O centro de São Paulo está se tornando numa grande Cracolândia, agora com pessoas agressivas. Pergunto: ninguém tem nada com isso? De quais autoridades podemos cobrar responsabilidades? Assim não pode continuar!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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A VOLTA DA INFLAÇÃO

E o dragão da inflação, que parecia adormecido, recomeçou a soltar fumaça pelas grossas narinas: 0,64% em setembro, 0,86% em outubro e 0,89% em novembro. Pelo jeito, seu período de sono acabou. A conferir nos próximos meses...

J. S. Decol  decoljs@gmail.com

São Paulo

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DIA DE RACHADINHA

Ontem, dia 9/12, o mundo, que sofre de todo mal causado pela covid-19, “celebrou” o Dia Mundial de Combate à Corrupção. Outra doença que mata milhares de pessoas todos os dias, por todo o planeta, seja pela abismal diferença social existente, seja pelo racismo, seja pelo roubo e desvio, principalmente, dos recursos públicos que contribuem para aumentar a desigualdade existente. O Brasil, cujo governo gaba-se em dizer que “a corrupção não entra lá” (como se fosse um favor), parece não vir convencendo a maioria, pois as rachadinhas, que ainda pairam sobre a cabeça dos Bolsonaros, é uma das formas mais claras de peculato, desvio de dinheiro dos outros, de falta de vergonha na cara. De uma corrupção que, por aqui, não dá motivo algum para comemorar.

João Di Renna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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‘DIA MUNDIAL CONTRA A CORRUPÇÃO’

Cumprimento, pelo espetacular artigo Dia mundial contra a corrupção, o dr. Modesto Carvalhosa, publicado no Estadão de terça-feira (8/12/2020)!

Carlos Alberto Garcia d.garcia@terra.com.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO E CONSTITUIÇÃO

Em 8/12/2020, dois artigos no Estadão me chamaram a atenção. O primeiro, Dia mundial contra a corrupção, de Modesto Carvalhosa (A2), como sempre, brilhante. Em dezembro de 2019, relatório do Tribunal de Contas da União registrou 14 mil obras públicas paralisadas, abandonadas e irrecuperáveis, de um total de 30 mil financiadas com recursos federais, gerando prejuízo de R$ 144 bilhões! Dentre 180 países, estávamos em 2018 na 106.ª posição, e também em 2019. Relatório da Transparência Internacional sobre o Brasil publicado em 2020 menciona que nenhuma medida anticorrupção efetiva foi criada em 2019, como prometido na campanha eleitoral de 2018. O nosso Congresso Nacional, por exemplo, criou a obrigatoriedade de o Estado pagar multas e honorários de advogados dos políticos julgados por corrupção, e “2019 foi o que poderia ser chamado de ‘ano da leniência e do combate à Lava Jato”. Outro texto, o editorial Vitória apertada da Constituição (A3), fez-me lembrar que não existe meia gravidez. Ela é clara na defesa da democracia: “Não pode haver reeleição para os presidentes da Câmara e Senado”, e ponto final. O placar do julgamento recente do STF deveria ter sido de 11 a 0. É o cumprimento do Direito, sem exceções. Os ocupantes daquela Corte têm obrigação de zelar pela Constituição ou não?

Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo

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ELEIÇÕES NA VENEZUELA

As eleições legislativas na Venezuela apontaram vitória do partido de Nicolás Maduro, com 67,6% dos votos. Houve uma expressiva abstenção de 69% e o comparecimento às urnas foi de apenas 31% do eleitorado. Portanto, o regime de Caracas conta com o apoio diminuto de cerca de apenas 21% dos eleitores do país. Observadores internacionais do Irã, da Coreia do Norte, da Rússia e da China acompanharam a lisura do pleito para avalizar o resultado final. Estes dois últimos países dão apoio financeiro e militar à Venezuela, que conta ainda com o apoio diplomático de Cuba e o apoio político do Partido dos Trabalhadores (PT), entre outros partidos da esquerda latino-americana. A composição do parlamento era de 167 cadeiras. Foram criadas mais 110 vagas, elevando o número de deputados eleitos para 277. Facilitando, assim, o controle do Legislativo pelo Executivo, que está no poder desde 1999, primeiro com Hugo Chávez e, agora, com seu sucessor, já que nunca houve alternância de poder. O país segue a repressão contra manifestações de rua, a liberdade de imprensa e a oposição política.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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