Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2020 | 03h00

Pandemia

Plano nacional de imunização

Às pressas, o governo apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido, o seu Plano Nacional de Imunização Contra a Covid-19. A meu ver, porém, o plano não é nacional, porque o Estado de São Paulo foi excluído. Aliás, um plano sem data de início nem fim não é plano, apenas um esboço de futuro plano. Eu disse que São Paulo foi excluído porque o Estado mais importante do País não foi citado em nenhum lugar do pseudoplano. Talvez pela existência de um verdadeiro plano elaborado e anunciado pelo governador João Doria. Mas os paulistas não ficaram tristes ao ler o tal esboço de plano federal, pois viram que o governo da União não tem capacidade de cumprir o que está escrito ali. A meu ver, esse plano é lá para o ano de 2022, se sair...

TOSHIO ICIZUCA toshioicizuca@terra.com.br

PIRACICABA

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Qualquer coisa

Aprendi na Faculdade de Administração que um plano ou um projeto deve claramente apresentar seu objetivo, os passos, a estratégia e as táticas necessários para sua consecução, tempo e custo previstos. Como sou formado há muito tempo (turma de 1976 da FGV-SP), pode ser que a definição e o conceito do que é um plano tenham mudado nestes 44 anos. Se isso não aconteceu, como desconfio, o governo entregou qualquer coisa ao STF no que tange ao plano nacional de imunização, menos um plano.

BRENO LERNER blerner@uol.com.br

SÃO PAULO

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Euforia sem horizonte

O governo negacionista diz que vai vacinar mais de 51 milhões de brasileiros no primeiro semestre de 2021, todavia, como sempre, há imprecisão quanto a datas e logística – na verdade, inexistentes –, o que causa uma falsa euforia pela vacinação. Afinal, como “um manda e o outro obedece”, devemos estar diante de mais um estelionato de promessas, pois só pôr no papel não garante sua execução. Basta ver os testes de covid-19 que continuam trancados a sete chaves nos galpões do governo federal. Quem viver verá.

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA jrobrisola@uol.com.br

SÃO PAULO

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O intendente

Eduardo Pazuello é um general subserviente que, como fica claro, durante sua carreira militar não aprendeu absolutamente nada de logística. De saúde, então, muito menos. Aliás, ele não sabia nem o que era o SUS! Assim, com essas credenciais Pazuello poderia, no máximo, ser indicado para gerir um modesto posto de enfermagem, mas Bolsonaro, impressionado com seu currículo, não hesitou em nomeá-lo ministro da Saúde.

PEDRO LUIZ LEOPARDI leopardi73@gmail.com

JUNDIAÍ

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É fraude

O plano de vacinação apresentado pelo Ministério da Saúde ao STF exibe a chancela de centenas de pesquisadores cientistas, que agora vieram a público dizer que não tiveram sequer conhecimento do tal plano. Isso é fraude. Simples assim. Ficávamos pasmos com as asneiras que Dilma falava. Eram tão bizarras que viraram folclóricas e nos perguntávamos como ela poderia ser presidente. Porém o que o atual presidente fala e faz, já que ele é que manda, como sempre diz, não tem nada de bizarro. É mórbido. Estamos falando de vida e morte. Já não bastam as mais de 180 mil mortes para encararem tudo com seriedade? E como integrantes do governo se prestam a fazer os absurdos que fazem? A mania de se achar deus tomou proporções que não dão mais a Bolsonaro viabilidade de governar o País. Tornou-se o dr. morte.

LUCIA HELENA FLAQUER lucia.flaquer@gmail.com

SÃO PAULO

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Ética e solidariedade

Estamos chegando à marca de 200 mil mortos e, enquanto isso, nossos governantes montam um circo e fazem teatro. Deveriam eles tomar a vacina da ética, da moral, da solidariedade, pensar mais na população e menos na eleição de 2022, a única forma de eliminar o vírus e colocar o Brasil nos trilhos do crescimento e desenvolvimento.

CARLOS HENRIQUE ABRÃO abraoc@uol.com.br

SÃO PAULO

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O custo dos recuperados

Um fato sobre a covid-19 a que os governantes não se atêm é o que diz respeito ao custo da despesa continuada, que sobrecarregará a saúde pública, pelas sequelas que muitos terão para o resto da vida. Prevenir é tão importante para garantir a qualidade de vida dos cidadãos como também para garantir a saúde dos cofres públicos.

FRANZ JOSEF HILDINGER frzjsf@yahoo.com.br

PRAIA GRANDE

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Congresso Nacional

‘Se dividir, Bolsonaro leva’

Vera Magalhães fez esse alerta no Estado de ontem. E aí vamos pro brejo. A disputa para a presidência da Câmara e do Senado será decisiva para preservar a independência do Congresso Nacional relativa ao Palácio do Planalto. A oposição aos candidatos do governo precisa se unir para manter o controle do Parlamento e evitar as pautas do atraso programadas para 2021 e 2022 pelo Executivo em seus dois últimos anos de mandato. Para completar sua obra de desconstrução geral da estrutura do Estado brasileiro, o clã Bolsonaro e sua turma precisam do controle do Legislativo. A sociedade deve pressionar deputados e senadores para se manterem independentes e vigilantes. Não é hora de disputas mesquinhas e narcisistas. É a hora dos estadistas, que põem a Nação em primeiro lugar e a democracia como bem maior. Antes que seja tarde demais.

PAULO SERGIO ARISI paulo.arisi@gmail.com

PORTO ALEGRE

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Só queria entender...

Se os três Poderes da República são de fato independentes, por que, para eleição dos presidentes das duas Casas do Congresso Nacional, há de haver um candidato representando o Executivo federal? Onde fica a necessária autonomia?

NIVALDO RIBEIRO SANTOS nivasan1928@gmail.com

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



ENGANO LETAL

É assustadora a atitude do presidente Jair Bolsonaro ao dizer que a pandemia está “no finalzinho” e que o Brasil foi um dos países que mais soube enfrentar este vírus. Essa esquizofrênica forma de manifestação tem o poder de confundir uma grande parcela de nossa população, levando-a a relaxar as recomendações das autoridades sanitárias, que pregam justamente o contrário. Isso a conduz de forma inconsciente para um cadafalso mortal, que poderá levar o presidente a responder penalmente por essa postura inconsequente e de morte.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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DESINFORMADO OU MANIPULADOR

As cerca de 800 mortes diárias de pessoas contaminadas pela covid-19 não foram suficientes para convencer o presidente Bolsonaro, que em público declara que “vivemos o finalzinho da pandemia”. A que ponto chegamos, com o ocupante do cargo maior da República agindo como um desinformado ou, pior, como um manipulador da realidade! É lamentável.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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PIRAÇÃO NA PANDEMIA

Depois de ler as colunas Seringas vazias? (Eliane Cantanhêde, 8/12), Acossado pela vacina (Vera Magalhães, 9/12) e Os prazos e o desespero (Rosângela Bittar, 9/12), destas três excelentes colunistas, além de diversas outras de outros analistas em outros dias e também notícias diversas que venho acumulando em meus atribulados (e espantados) neurônios desde – apenas como linha de corte – o início desta espantosa pandemia e o continuum deste infeliz e desgovernado messias de fancaria, que ficaria melhor num papel de bobo da corte ao contrário, porque não sabe fazer rir nadica de nada, apenas “tocar o terror” (grotescamente), enfim, além de ter sido forçado a controlar a respiração para não perder o fôlego, também consegui compreender a máxima “de onde menos se espera, daí é que não sai nada”, do inesquecível Apparício Torelly, o Barão de Itararé. Enfim. Voltando. O Brasil sempre foi complicado, coisa para profissionais, como disse Tom Jobim. Bem. Recuperado o fôlego de meus surrados neurônios: a realidade fantástica em que mergulhamos, não diria alegremente, pois desesperadamente seria o termo apropriado, assim como adequado seria a palavra distópico para o comportamento neurótico (e um tanto robótico também) da vida humana neste “planeta azul” para endoidar desde o clima até nosso comportamento errático alavancado pelas disruptivas redes sociais, a ciência de ter presente neste exato instante a existência de 7.831.269.150 pessoas vivas no planeta (e contando ininterruptamente, fonte https://www.worldometers.info/pt/). É mesmo muita informação para processar. Todas lutando por um espaço que, eventualmente, poderá ser retirado de, digamos assim, de você! Mas mantenha a calma, pois é mais fácil ganhar na loteria do que este raio cair bem na sua cabeça. Mas isso acontece e é sempre com alguém que está vivo, desprevenido. O.k., chega de tergiversar – deve ser efeito colateral da pandemia e basta respirar fundo para voltar ao normal. Ao novo normal? Acuda, alguém! Respirar fundo. Pronto. Então devo concluir. A insanidade deste desgoverno de trevas é cristalina, basta analisar (tentar) qualquer coisa que venha da cabeça de Jair Bolsonaro, seja por meio de palavras ditas (não sei se ele escreve ou se apenas assina seu nome), atitudes, jeito de se mexer, olhar (parece com algumas aves de rapina, olhos que se movimentam estranhamente e cabeça que se mexe de forma bem esquisita). O fato, de fato, é que ele demonstra um desassossego doentio, um jeito instável de existir, dá uma sensação de que alguma coisa imprevista sempre está prestes a acontecer. Sim, é muito estranho. Eu jamais deixaria um filho ou filha sob seus cuidados sem me sentir preocupado ou inseguro; talvez ficasse até em pânico, caso me visse em circunstâncias que me obrigassem a fazer isso. Sei lá, é uma sensação que sua catadura faz se infiltrar em mim. E não deve ser apenas imaginação minha. Vejamos, por exemplo, os filhos dele 01, 02 e 03: algum deles parece confiável, normal, alguém que nos inspire bons sentimentos? Que não vai nos furtar a carteira, a caneta ou um óculos? Não sei, não. Realmente, não me inspira a menor confiança e nada do que ele diz me parece razoável e sincero ao mesmo tempo. Que o universo é complicado de compreender não há a menor dúvida. Mas também uma pessoa como JMB, que é tida como pessoa humana, gente, enfim, embora não se compare em grandeza e sofisticação com o misterioso universo, certamente é mais imprevisível. Por sinal, espero que ele não leia isso (ou que não leiam este texto para ele). E, enquanto escrevi este texto, a população mundial passou para 7.831.280.846 de seres humanos – contado já o presidente Bolsonaro. Saudades imensas de Millôr Fernandes... P.S.: ei, presidente, nada disso é por mal nem uma crítica à sua pessoa física ou jurídica, tá certo? Passar bem. Ah, e a população no mundo aumentou em 11.696 pessoas enquanto escrevi isso, o.k.?

Nelson Sampaio Jr. n.sampaio@hotmail.com

Curitiba

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SERINGAS, O PROBLEMA?

Será que não existir seringas para vacinar é fato real ou os compradores estão deixando para a última hora para receber propina? Não pode ser verdade, mas já vi muito isso acontecer, neste e em outros governos. Acorda, Brasil.    

Itamar Trevisani itamartrevisani@gmail.com

São Paulo

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O BRASIL AGLOMEROU

O Brasil promoveu um evento gigantesco com aglomerações no País inteiro: milhões de pessoas que estavam cumprindo a quarentena em casa saíram para votar, pegaram ônibus, metrô, fila, e o resultado está bem claro no avanço brutal da pandemia. Que o erro não se repita nas festas de fim de ano.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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ZONA VERMELHA

A falta de coragem do sr. João Doria é simplesmente irritante. Não existe mulher “mais ou menos grávida”, assim como não existe mais ou menos quarentena: ou se está ou não está, ou é ou não é! Tenha coragem, governador, proíba aglomerações, feche praias e escolas, nada de bares ou restaurantes abertos, feche o Estado, incluindo a administração pública. Ou em janeiro e fevereiro faltarão caixões.

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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PRIORIDADES QUESTIONÁVEIS

Um dia após promotores do Ministério Público de São Paulo terem encaminhado pedido de priorização do plano de imunização contra a covid-19 ao procurador-geral de Justiça do Estado, representantes dos motoristas de ônibus fizeram o mesmo junto ao governo, seguidos agora pelos delegados e professores. É compreensível que não somente essas como outras categorias profissionais estejam ansiosas pela vacina, mas é preciso ficar claro que o mundo inteiro compartilha dessa mesma ansiedade e por razões tão ou mais justas que as evocadas por estes profissionais específicos. A questão que não se discute mais é que, no Brasil, não haverá vacina para todos no curto prazo, portanto um escalonamento será necessário baseado em critérios estritamente científicos e técnicos. Puxar a sardinha para um determinado lado por motivos meramente corporativos ou pessoais só agregará mais confusão a um ambiente já por demais conturbado.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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CARTÃO VERMELHO

O presidente Jair Bolsonaro reafirmou a confiança em Paulo Guedes, mas afirmou também que “quem falar em Renda Cidadã, cartão vermelho”. Cuidado, ministro, porque você já tem muitos cartões amarelos!

Cláudio Moschella claudiomoschellaarquiteto@gmail.com

São Paulo

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SOM NA CAIXA

Do muito prometido, pouco entregue. Há tempos dólar cotado a mais de R$ 5,00. E o ministro da Economia renova promessas. Agora, com fundo musical. Em mi mimimi enorme, andante quase-parando, é o concerto Só blablablá para Bolsonaro e Lira”...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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MAIS DO MESMO

Incrível como o governo Bolsonaro está ficando casa vez mais parecido com o do PT. Por “coincidência”, também, querem o mesmo deputado (Arthur Lira) para a presidência da Câmara dos Deputados. Quem diria...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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ESTAMOS PERDIDOS

Estamos perdidos com nossos políticos e governantes. O comandante temporário Jair Bolsonaro diz que a pandemia está “no finzinho”, incentivando que não há o que temer. Realmente, para ele e seus familiares há o Hospital Militar com todos os aparelhos  e profissionais de todas as especialidades para atendê-los. Já o povo tem de contar com o que conseguir ou morrer, afinal era uma “gripezinha”. Como classificar as atitudes de Bolsonaro? Onde estão os políticos que não veem nada, pois também se precisarem de socorro voam para os melhores hospitais de São Paulo? Outro é o governador de São Paulo, João Doria, que alegou déficit no governo, sem comprovar, e alterou a forma de contribuição à SPPrev. Vem  detonando os salários dos funcionários públicos aposentados, das faixas de um salário mínimo até o teto do Regime Geral de Previdência Social, chegando a até 16%. Será que ele e os deputados da Assembleia Legislativa que apoiaram isso, em algum momento, foram fazer as contas e saber como ficariam estes aposentados com essa contribuição? Não. Este déficit acabará? Duvido. Teve uma deputada que assinou e, depois, alegou não saber que ia prejudicar aposentados. Pode? Não leem o que assinam? Há outras incongruências deste governo, aprovadas pela maioria da Assembleia Legislativa de São Paulo, que deve estar trocando apoio pelas emendas parlamentares.

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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SEM SEGURANÇA

João Doria está tentando uma escalada rápida para a Presidência, passando a jato pela Prefeitura e dedicando muito tempo a aparecer. Foi à China logo depois da eleição ao governo do Estado, aparece com destaque nas manifestações a respeito da covid-19, mas parece que a segurança pública não lhe interessa. Já tivemos a morte dos jovens de Paraisópolis, no Centro os ataques aos motoristas no centro das drogas, com o qual o ex-prefeito ia acabar, e agora, no bairro do Itaim-Bibi, onde há uma delegacia com policiais civis e PMs, ladrões a pé, armados (com patrocínio de nosso presidente), assaltam pedestres na maior tranquilidade, pois não há policiais nas ruas. Essas campanhas estão nos prejudicando. Cidadãos que só gostariam que tudo funcionasse ficam à mercê dos vários candidatos. Pela sua obra até agora, nossa vida só vai piorar...

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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FECHEM PORTAS E JANELAS

Zerando a alíquota do Imposto de Importação de armas,  o Executivo federal assina sua confissão de incompetência e incapacidade em colaborar com as unidades federativas no que se refere à segurança pública. Fechem suas portas e janelas, pois o tiroteio vai chegar e Bolsonaro não está nem aí se a vítima for você. Afinal, o que se pode esperar de um indivíduo acossado pelas incertezas de sua reeleição, e apregoando o fim da pandemia à revelia de todos os dados recentes? Sempre afirmou que o coronavírus não passava de uma “gripezinha”, desrespeitando todas as regras de isolamento e uso de máscara, chegando ao auge de demitir ministros competentes da Saúde, trocando-os por um general mandrião que nem sequer é capaz de formular a logística de um plano de vacinação. Nossa opção é ou morrer pela ação da covid-19, que parece se reinventar, ou pelas mãos dos bandidos rearmados pelo capitão.

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo

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ARMA CONTRA A COVID

Atrapalhado, errado e fora da realidade, Jair Bolsonaro resolveu, em plena pandemia, zerar as alíquotas para importação de armas. Desdenhando de programas de vacinação contra a covid-19, Bolsonaro dá mais um tiro no próprio pé. Na verdade, deveriam seus assessores alertar ao Bozo de que a melhor arma para sua permanência no cargo é a arma contra o coronavírus, e não as armas como revólveres e pistolas. Fica a dica!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PARA REFLETIR

Em época de pandemia, zerar imposto sobre importação de armas não faltaria dinheiro para a saúde incentivando homicídios?

Anízio Menuchi amenuchi@uol.com.br

Praia Grande

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IMAGEM RUIM DO BRASIL

O presidente Bolsonaro não mostra ações que possam melhorar sua imagem diante da população daqui, bem como diante de outros países, mas por quê? Num dia, jornais destacam o presidente inaugurando uma exposição montada para vermos os trajes que ele e sua esposa usaram no dia da sua posse. Bem, até aí, é coisa de breguice ímpar. Noutro dia, uma foto registra para a posteridade cena familiar do presidente junto com seus quatro filhos no Palácio, mas um deles (Eduardo), com o paletó aberto, deixa escapar estar armado com uma pistola na cintura. Bem, foi apenas distração e é melhor ser cuidadoso, ainda que esteja na justificativa de ser um direito para sua proteção, talvez por sentir ameaças a si e à família. Se não foi distração – até porque outras fotos o têm mostrado armado com uma pistola –, então se revela a  disposição para algo que não sabemos o que, mas dá o direito de imaginarmos uma ameaça que não é salutar para o País, e creio passar do momento de as Forças Armadas darem um basta nisso, antes que haja aqui milícias armadas como na Venezuela.

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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A VENEZUELA CHAVISTA E O SONHO DO PT

Nas eleições parlamentares de 6 de dezembro, a ditadura de Nicolás Maduro recuperou o controle do Congresso venezuelano. Agora, o chavismo domina os três poderes e as Forças Armadas do país. A abstenção nessas eleições ultrapassou os 70% e foi boicotada pela oposição. O Partido dos Trabalhadores (PT) se  congratulou com Maduro afirmando que as eleições foram uma grande manifestação da vontade popular contra os golpistas e o imperialismo. O projeto de poder dos petralhas era transformar o Brasil numa “democracia” igual à da Venezuela, à de Cuba e da Nicarágua.  O PT, depois de mais uma fragorosa derrota eleitoral, este ano, vai sonhar durante muito tempo.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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DITADURAS

A Declaração Universal dos Direitos Humanos serviu como norteadora dos países para que  as barbáries ocorridas na Segunda Guerra Mundial não ocorressem novamente. Infelizmente, ainda hoje, 72 anos depois que foi promulgado, esse documento é desrespeitado por países como Cuba e Venezuela, onde há regimes ditatoriais que não respeitam os direitos básicos do cidadão. A ONU, que deveria fazer reclamações contra essas nações, fica inerte, não tomando nenhuma atitude. Lamentável.  Vai levar muito tempo para que essa declaração seja efetivamente respeitada.

Reinner Carlos de Oliveira reinnercarlos@uol.com.br

Araçatuba

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O GOLPE DO INSS

Por causa da pandemia, passei a evitar ir a agências bancárias. Fazia retiradas esporádicas de dinheiro com meu cartão de benefícios do INSS em caixas eletrônicos. Há uns 15 dias, ao consultar o extrato da minha conta, descobri que tinha menos de um terço do que deveria ter. Era um domingo e me assustei, achando que meu cartão havia sido clonado. Só no dia seguinte, ao ser atendido na agência do Bradesco que emitiu meu cartão, descobri que o INSS havia retirado o dinheiro da minha conta! E sem nenhum aviso, nem a mim nem mesmo ao banco! Liguei para o 135 e, depois de quase 1 hora de espera, finalmente uma atendente me informou que o dinheiro havia sido tomado pelo INSS por falta de movimentação – o que não é verdade, pois eu fiz saques em caixas eletrônicos e pagamentos em estabelecimentos comerciais. E, pior, que os pagamentos futuros da minha aposentadoria foram bloqueados! Ela abriu um procedimento interno e me disse que em dez dias o dinheiro seria devolvido e os pagamentos, regularizados. Hoje (10/12) já se passaram os dez dias e, obviamente, meu dinheiro não foi devolvido: meu processo continua “em análise” e, segundo a atendente do aplicativo Meu INSS, não há nada que eu possa fazer. Trata-se de um confisco absolutamente injustificável. Afinal, o dinheiro é meu, fruto de toda uma vida de trabalho.

Wilson Moherdaui wilson@forumeditorial.com.br

São Paulo

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FALTA DE LUZ

Entregaram à Enel a exploração dos consumidores. Em fim de semana com chuva forte, sempre dá um estouro no transformador da Rua Monsenhor Alberto Pequeno com a Rua Itajubá, e metade desta rua fica sem energia. Minha mulher e eu (idosos de 85 anos), deficientes, iniciamos a maratona de reclamações na Enel, que antes eram atendidas e há um mês deixaram simplesmente de sê-lo. Uma gravação automática nos dá um protocolo que a Ouvidoria declarou não lhe ser transmitido e, de duas em duas horas, transmite-nos um recado dizendo estar reparando a avaria. No fim de semana passado – como no anterior –, após dois dias sem energia, conseguimos contatar uma senhora dentro da Enel que disse que iria resolver o nosso problema. Como até aí ninguém nos tinha atendido, duvidamos, mas, passadas menos de duas horas, ligaram a energia. Na segunda-feira (7/12), tocou a minha campainha um jovem de boas maneiras perguntando se estávamos sem luz. Foi informado de tudo isso, foi até o transformador e, depois de 15 minutos, ligou a energia. Depois, passou de novo para explicar que ninguém tinha sequer tentado, e prometeu tentar mudar a situação. Como todos os poderes estarão ao lado da Enel, se recorrermos ao Judiciário morreremos antes de uma solução.

José Verdasca j.verdasca@uol.com.br

São Paulo

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