Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Ilícitos atrás de ilícitos

“Chega, acabou!” – essas foram as palavras do disfuncional (para ser educado) PR Jair Bolsonaro contra os outros Poderes, ameaçando-os de golpe. Agora tais palavras devem ser usadas é para censurar as imoralidades do pior Executivo da História do Brasil, que em plena pandemia de alta mortalidade tem a insensibilidade de inaugurar inútil museu de vestimentas do casal presidencial, que bem poderiam ter outra serventia. Seriam manifestações de psicopatia? Também se autoincrimina esse desgoverno por provável falsidade ideológica nas assinaturas não autorizadas dos técnicos do Ministério da Saúde num pseudoplano nacional de imunização, que nem data de início tem. Foi o mesmo modus operandi usado na assinatura digital de Sergio Moro para exonerar o ex-diretor geral da Polícia Federal delegado Maurício Valeixo, sem autorização do então ministro. São ilícitos atrás de ilícitos. Ainda quanto à saúde, o ministro general Eduardo Pazuello, se brios tivesse, pediria demissão por ter tido dizimada a sua palavra, que durou só 24 horas, quando, a mando de seu capitão, disse e desdisse a compra da vacina do Butantan. Não só ele, também os outros generais que dão suporte e emprestam uma suposta confiabilidade das Forças Armadas ao Executivo, já que é inconcebível pregar ordem, disciplina, ética, perfeccionismo e honra para as tropas quando eles mesmos negociam o “toma lá da cá” com políticos dos piores matizes e se acumpliciam no uso de instituições republicanas para defender a família Bolsonaro. Chega, acabou! Queremos juízes, parlamentares, procuradores dignos e com coragem (de hipócritas e covardes já estamos cheios) que iniciem qualquer processo legal que impeça o avanço dessa incompetente e vergonhosa administração federal.

JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIAS

ZAMBONELIAS@HOTMAIL.COM

MARÍLIA

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Contrapesos necessários

O editorial Em nome dos filhos (12/12, A3) já demonstrou perfeitamente que o presidente usa, repetida e abertamente, o poder público em benefício de seus filhos, não se importando em ferir a Constituição em atos que chegam a demandar o seu impedimento. É para evitar e punir abusos de poder que a democracia tem o chamado sistema de pesos e contrapesos. O contrapeso normal (impedimento) deveria ser aplicado pelo Legislativo, que, infelizmente, não o fará, por estar corroído... Assim, será necessário o uso de todos os outros contrapesos possíveis para evitar que Bolsonaro prossiga no caminho de Hugo Chávez, que vem seguindo passo a passo, e acabe transformando o Brasil numa gigantesca Venezuela.

LUIZ RIBEIRO PINTO

BRASILCAT@UOL.COM.BR

RIBEIRÃO PRETO

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Pandemia

Imunização

Sempre soube que essa aventura eleitoreira que elegeu o atual presidente custaria muito caro ao País. Mas jamais imaginei que em meio a uma pandemia ele pudesse ser tão irresponsável e nocivo para o País.

MARIA ÍSIS M. M. DE BARROS

MISISMB@HOTMAIL.COM

SANTA RITA DO PASSA QUATRO

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‘Guerra grosseira’

Com relação à coluna de J. R. Guzzo de domingo, sobre a questão das vacinas, entendo que, em vez de duras críticas ao governador João Doria e à Coronavac, deve-se, sim, ressaltar que, não fosse sua atitude firme de agendar o início da vacinação em São Paulo, o governo federal continuaria “sentado”, em sua habitual inércia, ignorando o assunto, como se o vírus fosse desaparecer por obra divina. No mínimo, o governo do Estado de São Paulo, diferentemente do federal, preocupou-se em negociar uma vacina, preparar o Instituto Butantan para a produção em escala e em apresentar um cronograma de imunização. Goste-se ou não do governador Doria, o fato é que é o único que se tem mostrado empenhado e capaz de enfrentar essa situação genocida em que estamos todos inseridos.

CÉLIA R. CANHEDO

CECANHEDO@GMAIL.COM

VINHEDO

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Disputa, como?

Entende-se haver disputa quando dois lados buscam alcançar o mesmo objetivo. Bolsonaro tentou encontrar alguma vacina, durante toda a pandemia, para nós, brasileiros? Então, porque, ante a inoperância do governo federal, Doria se antecipou a planejar uma vacinação em massa, essa iniciativa é tratada como disputa com o presidente? Doria não ofereceu a vacina ao Ministério da Saúde, que a recusou por motivo puramente ideológico e preconceituoso? Se Bolsonaro nada fez para que tivéssemos uma vacina e Doria lutou por ela, via Instituto Butantan, competiu com quem? Quer dizer que quem tenta encontrar uma solução tão importante para a Nação é tratado como competidor, quando quem deveria fazê-lo não o faz? A régua passou a ser a falta de iniciativa? Revoltante!

ELIANA FRANÇA LEME

EFLEME@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Vaidades e burocracia

Se eu fosse inglês, já teria sido vacinado. Se fosse americano, poderia tomar a vacina nesta semana. Melhor ainda, com a vacina da Pfizer, empresa confiável e com muitos investimentos no Brasil. Como sou brasileiro e paulista, tenho de aguardar o desfecho das lutas de vaidades e o despertar das regras burocráticas. Haja burrocracia!

CARLOS VIACAVA

CVIACAVA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Imposto de Renda

Bom senso

Dentre as várias promessas de campanha não cumpridas pelo capitão, a que está causando maior perda de renda é a criminosa não correção da Tabela do Imposto de Renda. O trabalhador, claro, não tem direito a nenhum auxílio emergencial. Mas sofre com a defasagem, pois seu sustento fica comprometido, dado o aumento do custo de vida. Não se pede “esmola”, apenas bom senso. A continuar nessa toada, logo, logo, quem ganha salário mínimo também será taxado. Uma vergonha!

LUIZ ANTONIO AMARO DA SILVA

ZULLOAMARO@HOTMAIL.COM

GUARULHOS


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


ENROLAÇÃO

Após receber um pseudoplano de vacinação para a pandemia, entregue pelo titular do Ministério da Saúde ao Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Ricardo Lewandowski deu prazo de 48 horas para que aquele ministério informasse as datas de início e fim das fases do programa nacional de vacinação. E não poderia ter tomado outra atitude. Quem trabalhou na administração pública conhece o expediente adotado por aqueles que não têm condições de responder a uma determinada indagação num processo administrativo, geralmente por incompetência ou ausência de elementos para fazê-lo corretamente: despacha-o com alguma informação incompleta ou idealiza uma pergunta qualquer como resposta, para ganhar tempo. Foi a conclusão a que cheguei ao ler o “plano”, publicado nos jornais. Plano de vacinação sem nenhuma data se enquadra no jargão conhecido na administração pública como enrolation. Dirigido ao STF, é um vexame e um desrespeito. Não foi à toa que os técnicos consultados por aquele ministério se apresaram a divulgar um comunicado, distribuído à imprensa, afirmando que não tinham nada que ver com aquele monstrengo administrativo. Utilizar o expediente do enrolation, aliado a uma disputa política indecente, durante uma crise nacional já seria condenável. Durante uma pandemia, enquanto as pessoas vão morrendo às centenas todos os dias, deveria ser considerado crime e os seus autores, processados na forma da lei. Principalmente quando se sabe que o Ministério da Saúde não providenciou até agora os insumos necessários para a aplicação da vacina, como refrigeradores apropriados, agulhas, seringas, luvas, algodão, etc. Obviamente que, numa pandemia, a procura por esses produtos é extraordinária e as suas requisições, mormente diante da quantidade necessária em curto prazo, aliada às exigências da Lei 8.666/93, que regulamenta as licitações públicas, já deveriam estar sendo providenciadas há tempos.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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A CARRUAGEM E OS BOIS

Como dar datas de vacinação se nem vacina aprovada temos? Se os próprios fabricantes não pedem à Anvisa a aprovação de seus produtos, o STF quer colocar a carruagem na frente dos bois. Se não podem ajudar, parem de atrapalhar!

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

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SAIA-JUSTA

Quando não se tem planejamento nem diretriz, os integrantes do Ministério da Saúde jogam com o que têm. Bem fizeram os professores em retrucar no episódio infeliz do uso de seus nomes pelo Ministério da Saúde para informar o STF sobre o tal plano de vacinação contra a covid-19. Agora, o ministro Lewandowski concedeu 48 horas para obter informações sobre data de início e fim da vacinação. E a saia-justa de todos, como os deixa?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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RESPONSABILIDADE

STF dá 48 h para governo informar datas de vacinação. Isso nos mostra e espelha a face de nosso querido Brasil. Quanta falta de bom senso. Discutir vacinas é de pensamento de gente rasa, pedir tempo para entrega das vacinas é burrice extrema. Um princípio básico em administração se chama fatores externos não controláveis. Como há falta de inteligência em Pindorama, explico: é tudo aquilo em planejamento de um ciclo ou sistema administrativo que depende de outros e que de nada adiante sermos os mais eficientes do mundo, ou seja, nada mudará. As vacinas estão sendo disputadas por todos os países e estão em fase de produção. Produção esta que demanda tempo e tem limite de quantidade. Logo, é impossível termos datas precisas de quando quais vacinas serão aplicadas. Cabe lembrar, aqui, duas coisas: o SUS é composto por profissionais nos três níveis de administração, com funções de Estado independentes da cor de quem está governando; e, segundo, em vacinação em massa o Brasil tem muito a ensinar a outros países de Primeiro Mundo. Sobre pensamento raso, é trazer à baila um assunto técnico para tentar ganho político. A Anvisa, como diz o primeiro “A”, é uma agência, ou seja, presume-se que seja técnica e responsável pela análise e adequação das vacinas. Liberar a vacina de qualquer jeito, por latidos frequentes de políticos, seria uma tremenda irresponsabilidade. Assinar a liberação implicará responsabilidade de quem libera. Se houver algum problema causado pela vacina, os técnicos que a deixaram passar sem análise conforme mandam as normas serão responsabilizados. Não podemos cobrar celeridade da agência, se lá não chegaram os dados da terceira fase do estudo. Mais, quando lá chegarem, será necessário tempo para análise. São vários volumes com informações, que devem ser vistos em detalhe. Pessoalmente, como médico, já participei em comitê de ética médica e pesquisa de hospital e analisei processos de pesquisas com medicamentos em fase de teste em voluntários. Eram estudos de medicamentos novos em fase 3 para aplicação em pessoas doentes. Vinham vários volumes com os resultados das fases 1 e 2, junto com o método de pesquisa e avaliação propostos. Posso afirmar: isso demanda tempo e, principalmente, responsabilidade de quem analisa e dá o aval para o seguimento da pesquisa em seres humanos. Se não respeitarmos o tempo e as normas da Anvisa, o melhor será acabarmos com ela. Aqui reitero, sou um social-democrata órfão de partido, que agora entende a posição do ex-governador Alberto Goldman em votar contra João Doria. Para dar uma pitada de graça ao texto, achei ótima a comparação do governador com o personagem de novela Odorico Paraguassú, cuja bandeira política era a inauguração do cemitério da cidade. Aqui, é a inauguração da vacina. Só rindo!

Nelson Mattioli Leite nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo

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48 HORAS

Já anunciaram tempestade solar em 48 horas, tecnologia sequenciando o coronavírus em 48 horas, Justiça determinando o bloqueio do WhatsApp por 48 horas, o Japão consertando um buraco gigante em 48 horas, identificada segunda morte por Ebola em 48 horas no Congo, entre outras mensagens alarmantes. Agora, o ministro Ricardo Lewandowski intima Eduardo Pazuello a dar em 48 horas o plano de início e término da vacinação. Que tal darmos ao ministro 48 horas para levantar da sua majestosa poltrona e procurar os responsáveis para discutir soluções que resolvam os problemas que o incomodam ou lhe dão popularidade?  E se intimarmos o ministro para resolver em 48 horas seus antigos e demorados processos? Agita, ministro. A história pode levar mais de 48 anos para esquecer como beneficiou Dilma Rousseff no processo de impeachment.

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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PRIORIDADE TOTAL PARA O ESSENCIAL

O plano nacional de vacinação para a covid-19 foi apresentado pelo governo federal ao STF, e não à população. Divulgado por diversas agências de notícias e noticiários, prevê iniciar-se pelos idosos e só na quarta etapa imunizará pessoal de serviços essenciais. Mais, segundo matéria do próprio Estadão digital, “o quantitativo não daria conta de imunizar nem 20% de todos os profissionais de todo o País”. Absurdos e absurdos federais! Tenho netos, meus amigos têm filhos e netos e o futuro destes e de toda população do País está em manter funcionando os serviços essenciais, sistema de saúde e todos ligados à educação do País. O Jornal Nacional divulgou uma pesquisa que aponta que parte da população não aceita vacinação obrigatória ou não quer ser vacinada. O futuro está, como sempre esteve, a história prova, não no que o indivíduo acha certo e pretende fazer, mas no que é correto fazer para o futuro do coletivo, todos. Prioridades. Mas o que fazer? A baderna é tanta que o JN terminou com uma nota dos cientistas que trabalharam no plano de vacinação nacional dizendo que não assinam o documento porque não lhes foi entregue o texto final para leitura, além de fazer a recomendação que faço aqui: prioridade para o essencial. Eu, Arturo Condoí Alcorta, tenho 65 anos e, como todo brasileiro que passou dos 60 e por qualquer razão saiu ou foi saído da ativa, virei descartável, não interessando qual o saber acumulado pela vida, prefiro deixar minha vacina para quem realmente possa ajudar o futuro deste Brasil.

Arturo Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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MINISTÉRIO DA SAÚDE OU ‘DA MORTE’?

A frase “Inês é morta”, expressão conhecida da Língua Portuguesa, significa que não adianta mais, é muito tarde para tomar uma atitude. No caso, em relação à vacinação da covid-19. Mas parece que este desgoverno está chegando tarde, sem planejamento para enfrentar a pandemia. Que “inveja” da Inglaterra.

Laura Celia Daltrino lauracdaltrino@yahoo.com

Bragança Paulista

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SERVIÇAL GOIANO

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, exibe, sem constrangimento nem pudor, colossal vocação para recadeiro engravatado  do ministro da Saúde, Eduardo Pazuelo (Estado, 11/12). A ordem para o recruta Caiado é bater em João Doria.  Caiado ainda não juntou os cacos e os caroços de pequi da derrota eleitoral para Maguito Vilela na disputa para a prefeitura de Goiânia.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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POLITICAGEM NÃO

Sr. Caiado, sr. Pazuello, por favor, tomem nota: São Paulo não está fazendo politicagem, trabalha sério e já está produzindo a vacina para os brasileiros. Isso enquanto o charlatão, como um chefe pomposo, ficava propagando a cloroquina e desprezava as medidas que evitariam a disseminação do vírus.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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OBVIEDADES NÃO AJUDAM

Vejo políticos se manifestando sobre a vacinação no Estado de São Paulo e no País, na perspectiva da aprovação da Coronavac. Acredito que a discussão possa ser mais racional se buscarmos o número de brasileiros com mais de 60 anos, que acredito que sejam 30 milhões de pessoas. Como 70% das pessoas que vão a óbito devido à covid-10 têm mais de 60 anos, com 60 milhões de doses da vacina o número de mortos pode ser reduzido. A previsão de produção da vacina Coronavac é de 40 milhões de doses e o Instituto  Butantan pretende atingir a meta de produzir 1 milhão de doses por dia. Portanto, acredito que até o final de março as 60 milhões de doses poderiam ser produzidas. O excedente a 60 milhões de doses a serem produzidas no período atenderiam aos interesse do Estado de São Paulo. A população indígena, a população carcerária, as pessoas em asilos, profissionais da saúde poderiam ser incluídas no grupo de 30 milhões, o que acresceria alguns milhões a mais. A partir de março o contrato do Brasil com o AstraZeneca poderá estar dando algum resultado, o que compensaria a inclusão dos grupos prioritários na meta de e Coronavac produzir e entregar 60 milhões de doses para a população de mais de 60 anos. Acredito que a imprensa possa conduzir a discussão dos políticos utilizando números e raciocínio lógico, pois o que se tem visto, como o discurso do senhor Ronaldo Caiado, falando obviedades, não ajuda ninguém.

Maria C. Cordeiro Dellatorre cristina.cordeiro1414@uol.com.br

Itatiba

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COVID-19 – NOVAS RESTRIÇÕES

O coronavírus não dorme, não sossega nem se importa com vidas. A segunda onda de covid-19 cresce no País e em São Paulo não é diferente. Com aumento na média diária de 23,6%, de novos casos, e média diária de 30,3% de óbitos, o governo de São Paulo não teve outra alternativa senão determinar restrições para o funcionamento de bares, lojas de conveniências de postos de gasolina e restaurantes. Tudo para que se evitem aglomerações, principalmente de jovens, grupo entre o qual o número de infectados cresce. Os bares poderão funcionar até as 20 horas e as lojas de conveniência e restaurantes, até as 22 horas. E só poderão servir bebidas alcoólicas até duas horas antes do fechamento. Quanto ao comércio, este poderá funcionar duas horas a mais, também para evitar aglomerações, respeitando, é lógico, todos os protocolos ditados pela comissão de ciência do governo. Essas medidas são providenciais porque, na Grande São Paulo, a ocupação de leitos está em 64,4% e no Estado, em 58,4%. E o número total de hospitalizados em razão da covid-19, na sexta-feira (11/12) cresceu 15,5%, chegando a 10.769 pessoas. Está mais do que na hora de respeitar o uso de máscaras, álcool-gel e o isolamento social. O melhor presente neste Natal e nas festas de fim de ano é a manutenção da vida.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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NÃO HÁ ATENUANTES

Erra feio o governador João Doria ao não determinar medidas restritivas mais duras para conter o aumento da disseminação do coronavírus no Estado. Não são somente as absurdas festas clandestinas noticiadas pelo Estado que preocupam: no último fim de semana, um número significativo de bares em São Paulo também desobedeceu à determinação de fechar até as 20h e a ampliação do horário de atendimento no comércio só fez aumentar as aglomerações. Não há dúvida alguma de que as festas de fim de ano irão causar explosão de casos em janeiro. E o fato de o sistema de saúde conseguir absorvê-los, as equipes médicas estarem mais experientes e a letalidade, ao que tudo indica, estar menor em relação aos últimos meses não pode servir como atenuante, pois o que está em jogo são as mortes que podem ser evitadas. Não faz sentido atribuir a pecha de genocida ao presidente Bolsonaro, se os demais mandantes e a sociedade não fazem sua parte.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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LEI SECA

As novas “regras” são contra a pandemia ou uma lei seca esquisita? Para aqueles que têm comércio de bares o governador assinou um decreto de falência e também seu atestado de óbito político para 2022. Não custa lembrar a votação do ex-governador sr. Alckmin em 2018. Governador Doria, da glória para a escória. Nelson Piffer Jr. pifferjr86@gmail.com

São Paulo

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NATAL DA COVID-19

Jesus nasceu numa manjedoura, dentro de uma estrebaria. Não foi num estabelecimento comercial como bares, restaurantes, hotéis e salões de festas, limitados agora por decreto do governo e pela fase amarela do Plano São Paulo. Precisou haver uma pandemia para que as pessoas comemorassem o Natal como deve ser: em casa e com a família. É o espírito de Natal que conta. O resto é comércio!

João Manuel Maio clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos

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COMPAIXÃO

O governador João Doria pede aos donos de bares e congêneres compaixão em relação à pandemia. É de uma desfaçatez! Ele mesmo não teve a tal compaixão ao mandar para a Assembleia Legislativa (Alesp) o Decreto n.º 65.021/2020, de 5/6/2020, em que basta a consideração pelo próprio governador Doria de déficit para que passem a descontar dos proventos de aposentados que recebem do valor mínimo até o teto do INSS. Isso só foi possível ser cobrado porque o governador declarou déficit e, então, a Lei Complementar 1.354/2020, de 5/6/2020, votada pela maioria dos deputados estaduais (e a pandemia?) teve de se “enquadrar”.

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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CENTAVOS IMPORTAM

Já que o governador de São Paulo faz questão de dizer que vidas importam, como pôde ter coragem de tirar o dinheiro dos pobres aposentados, e não só ele, mas a grande maioria dos deputados insensíveis da Alesp? Essa ganância e prepotência um dia terão fim. Qualquer centavo tirado dos aposentados importa. Lembrem-se disso.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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CORTE DE VERBA DA FAPESP

O que está acontecendo com a verba destinada à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) é mais uma das leis de Murphy: o político tomaria uma decisão claramente errada se achar alguém culpado. O Executivo encaminhou à Assembleia do Estado de São Paulo o Projeto de Lei (PL) 627 de 2020 sobre o orçamento do Estado para 2021, que prevê o uso da legislação Drem, ou seja, a desvinculação das receitas dos Estados e dos municípios, pelo Estado. Se votado, a Fapesp sofreria um corte significativo de 30%. Após muitos protestos da comunidade científica e da indústria paulista, o governador aparentemente “cedeu”. Coube ao relator do PL 627, o delegado Olim, se manifestar favoravelmente à corte, desobedecendo, assim, a Constituição paulista. Vale a pena destacar: a Fapesp não paga salários aos pesquisadores; gasta 95% de seu orçamento para promover a ciência e tecnologia no Estado; financiou o laboratório que identificou o novo coronavírus no Brasil e a empresa que fabricou respiradores de baixo custo, além de continuar a financiar a inovação nas empresas paulistas de pequeno e médio portes. A declaração, repetida à exaustão pelo governador, de que as decisões do Estado são “pautadas na ciência” era conversa para o boi dormir? Gerar conhecimentos e novas tecnologias não precisa de financiamento?

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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NATAL, ANO-NOVO E VACINA

Faltando alguns dias para Natal e o ano-novo, as datas mais comemoradas no mundo ocidental, a grande preocupação é encontrar o formato ideal para as festas em tempo de pandemia, No repique da infestação, governantes já decretam restrições e o povo reage. Diferentemente do ocorrido na chegada da covid-19, quando o desconhecimento do mal ensejou a cultura do medo e do terror, temos hoje o esperançoso quadro proporcionado pela vacina, que logo estará disponível. Dos governantes, esperamos que apenas cumpram suas obrigações de provimento, mas não façam novas restrições. Comprem a vacina, mantenham a estrutura, mas não ponham a mão na massa, para não atrapalhar. A distribuição e aplicação de vacinas é uma das coisas que o Sistema Único de Saúde (SUS) faz com mais competência e envolve seus três níveis: federal, estadual e municipal. O esquema não precisa do protagonismo do presidente da República, dos governadores, prefeitos nem do Supremo Tribunal Federal. Quanto ao povo, basta, com esperança e alegria, esperar por mais algum tempo, até que a vacina comece a fazer efeito. Quando isso acontecer, a vida terá voltado ao normal e a covid-19 será apenas mais uma pandemia entre muitas que já passaram. Enquanto não temos imunização, devemos continuar com máscara, álcool gel e distanciamento.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                    

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A CIÊNCIA E A TRANSCENDÊNCIA

Notável e belíssimo o artigo de Carlos Alberto Di Franco Natal (14/12, A2). Mensagem que resgata o distanciamento do homem atual das forças divinas inexplicáveis pela razão, e também envolvido que está emocionalmente, e cada vez mais, pelos avanços inegáveis e imprescindíveis da ciência. Contudo, ele se depara com uma força maior: um vírus que o apavora, o imobiliza e o faz pensar na afirmação de Dostoievski , segundo Di Franco, “se Deus não existe, tudo é permitido”. Sim, pois tudo agora está no plano das incertezas, das apostas no escuro, do jogo intermitente das sombras do sim e do não que impedem uma visão clara do amanhã. Este será um Natal diferente, mas talvez se torne positivo se nos levar a  entender que a razão e a ciência não excluem a transcendência, mas que  ambos são imprescindíveis para a evolução psíquica e cognitiva do homem.

Neiva Pitta Kadota npkadota@terra.com.br

São Paulo

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NATAL 2020

Este Natal será com tecnologia, muita ciência e, com certeza, muito em espírito. O Espírito Santo do Menino Jesus estará dentro de nós, direto da manjedoura! Fisicamente, estaremos algemados pela pandemia.

Arcangelo Sforcin Filho despachante2121@gmail.com

São Paulo

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‘ESTADO DO CRIME’

Houve-se bem o autor do texto Estado do crime (Notas & Informações, 12/12, A3). Aprofundou-se nas causas e nos efeitos do mal, mas se esqueceu daqueles que tratam da sua cura: os policiais. É como se ocupar demais com a covid-19 e se esquecer daqueles que estão trabalhando, dia e noite, na busca da vacina. Há muito venho alertando que os policiais estão desmotivados por causa dos baixos salários e das condições precárias de trabalho. Estão envelhecidos e doentes. Fazem o que podem, heroicamente. Seja como for, falando de São Paulo, aqui, felizmente, não existe “Estado paralelo”, ainda.

Jarim Lopes Roseira ipa.saopaulo@ipa-brasil.org.br

São Paulo

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