Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2020 | 03h00

Desgoverno e pandemia

Inconsciência do cargo

Mais uma vez Jair Bolsonaro escancara sua inconsciência do papel de presidente da República, principalmente num regime presidencialista. Pressionado, seguiu a Anvisa quanto ao uso emergencial de vacina contra o novo coronavírus, mas o desincentiva ao dizer que não a tomará. O mal que esse presidente causa à Nação jamais foi visto em toda a nossa História.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

AMADEUGARRIDOADV@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Foro íntimo

Quer dizer que não vai tomar a vacina? No mundo todo a vacina será obrigatória: não tomou, não viaja. Que história é essa? O próprio governo exige carteirinha atualizada de vacinação para manter benefícios. O presidente, que afirmou ser a pandemia uma “gripezinha” e fez apologia da cloroquina (repararam que ele parou de propagandear seus efeitos milagrosos?), afirma categoricamente: “Não vou tomar a vacina, ponto final”. Como presidente da República, S. Exa. é exemplo, para o bem e para o mal. Seria o caso de plagiar o ex-rei de Espanha: por que não te calas?

JOSE PERIN GARCIA

JPERIN@UOL.COM.BR

SANTO ANDRÉ

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Miudezas presidenciais

Há quem considere miudezas os desatinos do transtornado sr. Bolsonaro e que, como tal, não devem ser levadas a sério. Acontece que, além de o besteirol ser enorme, o que faz das miudezas uma montanha, prejudicando nosso país aqui e acolá, temos palavras e atitudes que matam. Quando fala de educação, economia, trabalho, saúde, segurança e meio ambiente, certamente não são miudezas. E tudo piora quando se trata de covid-19 e ele fala em “gripezinha” e que não tomará vacina, além de politizar o assunto de forma tão mórbida. Só resta lamentar, não só pelas atitudes de transtorno de personalidade do sr. Jair, mas também pela submissão dos seus seguidores.

SÉRGIO BARBOSA

SERGIOBARBOSA19@GMAIL.COM

BATATAIS

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Sobra mais

Agradeço sinceramente ao sr. presidente Jair Messias Bolsonaro por abrir mão de seu direito constitucional de ser vacinado contra a covid-19 e por incentivar seus asseclas, interesseiros e idólatras a não se vacinarem. Sabemos que o número de vacinas a serem postas à disposição nos próximos meses não será suficiente nem para os trabalhadores da saúde. Sou do grupo de risco e não me posso dar ao luxo de escolher a origem ou nacionalidade da vacina, mas manifesto minha preocupação com as que exigem a assinatura de um termo de compromisso isentando o governo da União por eventuais efeitos colaterais. São mais confiáveis as vacinas sem tal restrição.

CARLOS GONÇALVES DE FARIA

MARSHALFARIA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Paúra

Gostaria de formular uma hipótese sobre o porquê de Bolsonaro ter apregoado que não vai tomar vacina: medo de agulha. Baseio minha hipótese nas conversas que tenho tido com minha netinha de 4 anos sobre a vindoura vacinação. Os argumentos dela, embora diferentes no conteúdo, seguem a mesma lógica e têm a mesma inconsistente estrutura de negação. Só consigo um argumento para responder a ambos: não se preocupem, é só uma picadinha no braço, não dói nada, nadinha...

BRENO LERNER

BLERNER@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Os imperdoáveis

A pandemia no Brasil, segundo levantamento do consórcio de imprensa, já causo mais de 182 mil mortes e cerca de 7 milhões de contaminações. Mas nossas autoridades, em negligência imperdoável, ainda discutem qual das vacinas, produzidas em vários países, é a mais apropriada para nós. O Reino Unido já está vacinando em grande escala. Aqui as mortes continuam.

ANTONIO BRANDILEONE

ABRANDILEONE@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Diplomacia

Aval bolsonarista

Jair Bolsonaro, enfim, reconheceu a vitória nas urnas do presidente eleito Joe Biden. Bingo! Já imaginaram o que seria dos EUA se o presidente Bolsonaro não o reconhecesse...?

CLÁUDIO MOSCHELLA

CLAUDIOMOSCHELLAARQUITETO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Governo das ‘fake news’

A revelação das análises e informações falsas sobre a contestação do resultado da eleição americana feitas por nosso embaixador nos EUA, Nestor Forster Jr., foi suficiente para motivar a decisão do presidente Bolsonaro de adiar até terça-feira passada o reconhecimento da vitória de Joe Biden. Mas isso não causa surpresa, pois a indicação do diplomata só ocorreu após o repúdio à tentativa de entregar o cargo a Eduardo Bolsonaro, que faz parte do “gabinete do ódio”, liderado por seu irmão Carlos e disseminador das fake news a partir do Palácio do Planalto, pondo sob suspeita a credibilidade do governo brasileiro em nível nacional e mundial.

LAIRTON COSTA

LAIRTON.COSTA@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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Reconhecimento tardio

Podem ter a certeza de que os 38 dias de atraso não passaram despercebidos pelo futuro presidente Joe Biden e sua equipe.

JAMES ROBERT JERNIGAN

JIMMYJJERNIGAN@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Recesso de fim de ano

E o Judiciário?

Se, como diz o editorial O recesso e o descaso (15/12, A3), Executivo e Legislativo não deveriam, nesta quadra, entrar em recesso, indago: e por que não o Judiciário? As partes e seus advogados passaram o ano abandonados. Os Fóruns ficaram fechados por bom tempo e os prazos foram sendo sucessivamente suspensos. Atendimento, só para emergências. As dificuldades continuam, pois a maioria dos magistrados e servidores permanece em home office. Esse atendimento precário impacta diretamente a economia, pois é evidente que processos sem solução representam congelamento de recursos financeiros.

ROSANGELA DELPHINO

TOULIGADA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


ANEDOTÁRIO NACIONAL

Desta vez, Jair Bolsonaro exagerou: duas no mesmo dia. Primeira: “Eu não vou tomar a vacina e ponto final”. Podemos entender que ele quis dizer que será contaminado e dará adeus à vida, e ponto final? Será que a sua contaminação anunciada há alguns meses, aparentemente, não passou de uma farsa para promover a cloroquina? Segunda: governo vai impor exigência de assinatura de termo de responsabilidade por quem consentir ser vacinado. Essas pérolas do nosso brilhante e inigualável estadista se juntarão a tantas outras anteriores e farão parte do anedotário brasileiro. Que orgulho!

Adib Hanna adib.hanna@bol.com.br

São Paulo

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VITÓRIA DOS TERRAPLANISTAS

Ao contrário do que pretende o presidente Bolsonaro, se alguém tiver algum problema de saúde decorrente da vacina, um choque anafilático, por exemplo, essa pessoa deverá ser tratada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), pois é isso que manda a Constituição. A manobra de Bolsonaro de obrigar as pessoas a assinarem um termo isentando o governo de responsabilidade sobre a vacina tem o objetivo de dificultar a vacinação e atender aos interesses da bancada negacionista terraplanista do governo. É incrível o tempo que o Brasil perde com as ações criminosas de Jair Bolsonaro. O País deveria ser capaz de se livrar de um péssimo governante com muito mais rapidez e naturalidade.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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VACINA

Além de querer responsabilizar a população brasileira pela vacina anticovid-19, o que mais o presidente Bolsonaro sabe fazer?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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TERMO DE CONSENTIMENTO

Ficou claro se tem de reconhecer a firma no termo de consentimento?

Jorge Carrano carrano@carrano.adv.br

Niterói (RJ)

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GOVERNO BIRUTA

Biruta, o aparelho destinado a indicar a direção dos ventos, é o mais adequado comparativo para explicar o comportamento volúvel do governo Bolsonaro, em seus dois anos de errante e mutante direção. Este governo, de aparente cabeça de vento, na verdade tem uma agenda bem definida, que vai sendo adiada, em sua execução, conforme os ventos se mostrem contrários no momento de sua implementação. É uma estratégia de ataque e recuo, praticada pelo capitão presidente desde sua posse. A mudança de posição em relação ao plano de imunização pelas vacinas, apresentado dia 16 de dezembro, em cerimônia no Palácio do Planalto, com pronunciamentos do presidente e do ministro da Saúde, é emblemática desta estratégia de biruta que muda ao sabor dos ventos da opinião pública.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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‘BOÇALIDADE CONTAGIOSA’

A coluna de Vera Magalhães de ontem, Boçalidade contagiosa (16/12, A8) é leitura obrigatória para todos aqueles que ainda mantêm a decência, a consciência de cidadania e a racionalidade. Estou absolutamente perplexo e indignado diante das ainda razoáveis taxas de aprovação do desgoverno e, pior, do fato de que mais da metade da população isenta o presidente de responsabilidade pelos devastadores efeitos da pandemia da covid-19 entre nós. Ele não tem quaisquer qualidades e virtudes, nem tem praticamente nada de concreto e de positivo a mostrar em dois anos de desgoverno. Bolsonaro é um vórtice de defeitos, de falhas de personalidade, de deficiências de formação e de informação, um antiMidas que piora e estraga tudo o que toca. É incompetente, mandrião, ignorante e tosco; é pessoa má e cruel, que parece se regozijar diante do sofrimento alheio e que exibe traços evidentes de psicopatia. É um reacionário demagogo, um populista de ultradireita, um ser amoral destituído de empatia e que não se sensibiliza com a dor da população e com o avanço do número de infectados, mortos e sequelados. É um paranoico negacionista, que todo dia e de toda forma sabota as iniciativas de amenização e de controle da pandemia, desde o singelo uso de máscara até a campanha de vacinação (“eu não vou tomar vacina e ponto final, problema meu”). É, sem dúvida, o homem mais nefasto, deletério e destrutivo de nossa História, uma pessoa fora de controle que precisa ser detida com a máxima urgência, dentro da Constituição federal e das leis e mediante os instrumentos à disposição das autoridades do Legislativo, do Judiciário e da Procuradoria-Geral da República – autoridades que, porém e lamentavelmente, procrastinam, sentam em cima e até mesmo se acovardam, impávidas, enquanto os brasileiros se afligem, sofrem, correm risco gravíssimo de adoecer e de morrer ou de ficar sequelados, para não dizer dos ataques diários e seríssimos ao Estado de Direito, aos nossos biomas e à nossa economia. Seguimos ameaçados e infelicitados, párias do mundo, enquanto aqueles que podem tomar uma atitude seguem pusilânimes, tíbios e omissos perante a degradação da ética, da decência e da dignidade pública. Em nome da vida e da saúde, não é possível: alguém tem de aplicar a Constituição e as leis, e tem de ser para ontem!

Flavio Calichman ibracal@uol.com.br

São Paulo

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ODORICO E BOLSONARO

Odorico Paraguaçu, prefeito de Sucupira na deliciosa ficção de Dias Gomes; Jair Bolsonaro, presidente do Brasil na dura e terrível realidade deste desgoverno. Qualquer semelhança não é mera coincidência. Seria cômico, se não fosse trágico. Pobre Brasil...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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BOLSONARO CRIMINOSO

Bolsonaro não tem competência, altruísmo e equilíbrio emocional para ser o presidente do Brasil. Urge que seja cassado seu mandato. Se não tomar vacina, contaminar sua família e seguidores e ficar doente, é “problema dele”, não há o que fazer, pois se acredita cidadão acima de todos, liberado de cumprir a Constituição.    

Etelvino José Henriques Bechara ejhbechara@gmail.com

São Paulo

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O BRASIL NAUFRAGA

Parece impossível que na hora em que a solução (vacina) está prestes a chegar termos, como brasileiros (180 mil já morreram), subestimados, de ver em todas as TVs, ouvir em todas as rádios e ler em todos os jornais e revistas as barbaridades ditas por um ser irresponsável, belicoso e de instinto de serial killer (assassino, se preferirem) proferindo barbaridades, desestimulando o povo a fazer o melhor para todos. É mais do que hora de o sr. Rodrigo Maia desengavetar os pedidos de impeachment, pois motivos para isso sobram. Não podemos ficar assistindo ao assassinato de brasileiros por mais dois anos, enquanto o Brasil afunda.

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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A POLITIZAÇÃO DE UM FRASCO DE ESPERANÇA

Enquanto o número de óbitos por covid-19 apresenta alta e tendência de crescimento vertiginoso no próximo mês de janeiro, tendo em vista as festas de fim de ano, que provocam aglomerações, deparamo-nos com a urgência de um plano nacional de vacinação. Nossa nação aguarda ansiosamente pelas doses da vacina, para que possamos, gradualmente, retornar à normalidade e atingir a segurança sanitária. Ocorre que, infelizmente, notamos a politização deste recurso capaz de devolver a esperança à população. Politização esta que não traz benefício algum aos cidadãos. Apenas privilegia aqueles que detêm o poder da caneta e estão vislumbrando, no horizonte, o Palácio do Planalto – seja a permanência de quem já o ocupa ou a chegada de um(a) novo(a) ocupante. Demandamos, o quanto antes, uma vacina eficaz, um plano de vacinação capaz de levar as doses aos quatro cantos de nossa nação e mais senso de responsabilidade e coerência de nossos governantes.

Lucas Loeblein lucasloebein@hotmail.com

Gravataí (RS)

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INAUGURAÇÃO DE RELÓGIO

Infelizmente, o que estamos vendo hoje é no mínimo surrealista. Impossível entender que hoje o Brasil, com mais de 182 mil pessoas que perderam a vida vítimas da covid-19, tenha de ver nosso mandatário, Jair Messias Bolsonaro, no entreposto do Ceasa, em São Paulo, utilizando seu precioso tempo para inaugurar a reforma do relógio daquele entreposto. Durmam com um barulho deste, se conseguirem, é claro.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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TRISTE ESPETÁCULO

Nesta guerra que não é mais das vacinas, e sim uma guerra de egos que já está por via de consequência se transformando num grande e doloroso espetáculo de incompetência e vaidade, a vítima inocente e indefesa é o povo brasileiro. Enquanto políticos passeiam sua politiquice de aldeia em eventos banais e desnecessários, brasileiros estão morrendo por falta de atendimento em hospitais lotados que sofrem os efeitos da ausência de planejamento e organização, que já deveriam estar vigorando há muito tempo, tempo precioso que vem sendo desperdiçado por pessoas que foram colocadas nos lugares errados na hora errada, e por motivos pouco nobres. Guerra de vacinas e comédia ou tragédia de erros? Aqueles que perderam seus entes queridos certamente nunca esquecerão. Esta pandemia serviu para abrir as cortinas para a apresentação de um triste espetáculo: a mediocridade e a pobreza de espírito de alguns e a grandeza de alma dos muitos que lutaram e continuam lutando para fazer o que realmente importa: salvar vidas.

Vera Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo

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BAIXARIA

O presidente Bolsonaro vai à capital paulista e, na visita ao Ceagesp, declarou que “nenhum rato irá sucatear este empreendimento”. E como resposta o governador João Doria disse que “ele se referia a si mesmo”. Que fato lamentável. As nossas autoridades não entenderam que precisam servir de exemplo nos seus pronunciamentos?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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RATAZANA

Num discurso desnecessariamente inflamado na inauguração da torre restaurada do Relógio da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), o presidente Jair Cloroquina Bolsonaro declarou que “estamos desratizando o Brasil”. Bem que ele pode começar pela história, ainda inexplicada, do esquema de rachadinha na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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ACUSAÇÃO

O procurador-geral Augusto Aras disse o mais óbvio das obviedades dentro do direito, as acusações que recaem sobre alguém precisam ser provadas, e acerca do uso da Abin por Flávio Bolsonaro é grave e, se provado, o procurador precisa fazer seu trabalho e cumprir sua função.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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ACEITÁVEL

Em entrevista para o apresentador da TV Band Luiz Datena, o presidente Jair Bolsonaro dividiu a quantia depositada na conta de sua esposa, Michelle, por dez, que no arredondamento de malandro deu R$ 750 por mês, e então perguntou ao incrédulo apresentador: “Isso é propina?”. Na realidade, Bolsonaro reconheceu que os depósitos eram propina, dinheiro público roubado, mas devido ao valor ser abaixo e um valor-limite, que não forneceu, considerou aceitável!

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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CALAMIDADE PÚBLICA ATÉ JUNHO

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou na terça-feira (15/12) a prorrogação do estado de calamidade pública até o dia 30 de junho de 2021. Com isso, atendeu ao pedido do governador Ibaneis Rocha que, em resumo, amplia por seis meses os efeitos do Decreto n.º 2.284, de 2020, que autoriza o governo a ultrapassar os limites de gastos da Lei de Responsabilidade Fiscal para enfrentar a pandemia de covid-19. Nos próximos dias, certamente, o presidente da República e os governadores dos 26 Estados farão o mesmo, e os prefeitos, eleitos no mês passado, tomarão a providência logo depois da posse em 1.º de janeiro. O mesmo caminho deverá ser seguido pelos prefeitos eleitos ou reeleitos no mês passado, logo após tomarem posse, no dia 1.º de janeiro. Tudo porque, com o chamado “repique” nas infestações e mortes, continuam presentes os motivos que levaram à decretação da calamidade ora vigente. A população tem de seguir as medidas sanitárias de proteção e os governantes, providenciarem a vacinação do povo. Mas tudo sem politização nem extremismos como os vistos nos meses que se passaram. É preciso fazer tudo com responsabilidade e, acima de tudo, com humanidade. Sem isso, só aumentará o desprezo do povo pelos políticos e todos, como comunidade, seremos perdedores. 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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CARNAVAL DE 2021

Há um projeto para, em razão da pandemia e da proibição de aglomeração, transferir o próximo carnaval de fevereiro para julho de 2021. É consenso que, passado o réveillon, o Brasil só começa a funcionar após o carnaval. O Brasil já está devagar quase parando; já imaginaram o País em crise só, de fato, operar a partir de agosto?

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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A PONTA DO ICEBERG

A ser verdade, a “delação” do fundador da Qualicorp, legalmente autorizada pelo ministro Luis Roberto Barroso (STF), é a ponta do iceberg que surge – sem mencionar as violações à Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro; aos ditames do Código Civil e às disposições cogentes da Lei Fundamental pela precitada Qualicorp. Aguardemos, pois.

Fernando de Oliveira Geribello fernandogeribello@gmail.com

São Paulo

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EXTERMÍNIO

Que fazia o carro branco atrás da viatura da Polícia Militar no momento em que os policiais atiraram em Edson e Jhordan? A presença de um carro de passeio na cena filmada é sugestiva demais, para ser ignorada como peça-chave para possível elucidação da motivação do crime e indicar envolvidos. Além do fato de que o PM tirou alguma coisa do bolso de uma das vítimas. Afinal, a troco de que os garotos foram perseguidos e cruelmente trucidados? Essa pergunta precisa ser respondida.

Patricia Porto da Silva portodasilva@terra.com.br

Rio de Janeiro

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