Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2020 | 03h00

Desgoverno e pandemia

Louco negacionismo

Vivemos a maior crise sanitária e financeira de todos os tempos e o presidente Jair Bolsonaro nega. Durante três décadas praticou – e parece ter ensinado à família – uma das formas de se apropriar de dinheiro público, com as chamadas “rachadinhas”, mas nega ser corrupto. Na campanha eleitoral, alegava abominar a velha política, a do “toma lá dá cá”, e caiu de cabeça no colo do Centrão, oferecendo cargos e bilhões de reais (recursos das emendas parlamentares) para alcançar seus objetivos (como vem fazendo para eleger o sucessor de Rodrigo Maia na presidência da Câmara). Com mais de 185 mil mortos pela covid-19, Bolsonaro disse que a “gripezinha” está passando, evita o distanciamento, incentiva aglomerações, não usa máscara e apregoa que não vai tomar a vacina. Sem falar em outros despautérios, do tipo “temos de deixar de ser um país de maricas”, “e daí?” para o avanço da doença, “vacina obrigatória só aqui no Faísca” (um cachorro), “vamos todos morrer um dia”, além de “prescrever” medicamentos sem nenhuma comprovação científica, negando a própria ciência, como tem feito desde o início da pandemia. Se tudo isso não for prova cabal de um perigoso negacionismo e de que o presidente precisa ser contido em seus acessos de desequilíbrio, só nos resta contabilizar muito mais perdas de vidas, de empregos, de credibilidade perante o mundo e aceitar, passivamente, o que sugeriu seu ministro da Saúde: “Pra que essa angústia? Pra que essa ansiedade?”.

JOÃO DI RENNA

JOAO_DIRENNA@HOTMAIL.COM

QUISSAMÃ (RJ)

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Angu

Então, a Pfizer não assume nenhuma responsabilidade por efeitos colaterais da sua vacina, como os já relatados no Reino Unido e nos EUA? Foi isso que o pseudoministro da Saúde declarou em entrevista na quinta-feira. E ele ainda se empenha em adquiri-la, aliás, pagando o dobro do preço de cada dose da Coronavac, esta em via de ter o resultado definitivo de seu estudo no Brasil apresentado nos próximos dias? A quem aproveita? Que filé suculento se esconde sob esse angu? Parece ou não haver algo de muito podre no reino de Brasília? Ah, além da gritante incompetência.

RICARDO HANNA

RICARDOHANNA@BOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Morrer e matar, a diferença

É impressionante o quanto Bolsonaro gosta de se fazer de burro: é claro que ele sabe que a liberdade de um indivíduo de escolher não fazer quimioterapia, e morrer, não é a mesma de um indivíduo não se vacinar, e matar. E mais impressionante ainda é ver milhões de brasileiros se fazendo de burros junto com ele. Nunca pensei que tantos fossem tão infantis e indolentes: dizer “não tomo” a vacina é fácil, é pura preguiça mental ou infantilidade. Pensar que eu posso ser um veículo da morte alheia e levar o outro em consideração demanda trabalho e dor mental, capacidade de enfrentar dúvidas e conflitos. E, sobretudo, pensar no outro não é para maricas.

SANDRA MARIA GONÇALVES

SANDGON46@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Atitude nefasta

Jair Bolsonaro afirmar que não vai tomar a vacina, se ainda fosse o capitão expelido do Exército ou o deputado insignificante e obscuro, seria até compreensível. Porém ele é o presidente do Brasil e com essa sua atitude nefasta, negacionista, põe em risco toda uma população, que já sofreu até agora a perda de mais de 185 mil vidas.

MARCOS BARBOSA

MICABARBOSA@GMAIL.COM

CASA BRANCA

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E daí?

Em 2022 só darei meu voto a quem comprovar ter sido vacinado. E ponto final.

TANIA TAVARES

TANIATMA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Pergunta que não quer calar

O Brasil aguenta mais dois anos de Bolsonaro?

LUIZ FRID

LUIZ.FRID@GLOBOMAIL.COM

SÃO PAULO

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Na Alesp

Flagrante de assédio

Situação inacreditável o assédio que um deputado estadual cometeu contra uma colega parlamentar durante sessão do Legislativo paulista. Como aceitar esse comportamento, e sem a menor preocupação com a repercussão pública? Agora ele vai ser submetido à Comissão de Ética, que precisa mostrar a devida competência, punindo exemplarmente esse deputado.

URIEL VILLAS BOAS

URIELVILLASBOAS@YAHOO.COM.BR

SANTOS

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Ilusão de onipotência

O que leva um parlamentar a praticar ato tão antiético em plena sessão, causando o repúdio de todos? O descompromisso com a realidade, a falta de comprometimento com seu eleitor, uma remuneração muita acima da média brasileira e outras tantas mordomias. Com tudo isso, algumas pessoas acabam achando que estão acima da lei e tudo podem.

JORGE DE JESUS LONGATO

FINANCEIRO@CESTADECOMPRAS.COM.BR

MOGI-MIRIM

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Boas-festas

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano novo de Antonio Penteado Mendonça – Penteado Mendonça e Char Advogados, Arcangelo Sforcin Filho, Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), Carlos Battesti – Convergência Comunicação, Eliane Tanaka e equipe Conecte, Engegrav, J. S. Decol - Ðecol, J. S. Marketing & Copyright Worldwide, Justino de Oliveira Advogados, Leitor Olheinfo, Luciano Harary, Marcus Lima Arquitetura e Urbanismo, Maria do Carmo de Oliveira – Rubens Barbosa & Associados, Marito Cobucci, Nelson Penteado de Castro, Patricia M. Shields e Connie Buscha – Inter-University Seminar on Armed Forces & Society, Paulo Panossian, Representação da Unesco no Brasil, Ricardo Fioravante Lorenzi, Roberto Macedo, Silvia Carneiro – Secovi-SP, The Economist Syndication and Licensing Team, Walter Cereja Pinto, Vicky Vogel, Vicente Limongi Netto e Virgílio Melhado Passoni.


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


VACINA OBRIGATÓRIA

Em meio ao macabro cenário de mais de 7 milhões de contaminados e perto de 200 mil óbitos vitimados pela tenebrosa covid-19 até o presente, felizmente o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela obrigatoriedade da vacinação da população (Estado, 17/12). Parodiando Fernando Pessoa, vacinar é preciso, viver é preciso, morrer não é preciso. Vacina já, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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SANÇÕES

Com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) tornando obrigatória a aplicação da vacina contra a covid-19, sob pena de sanções a serem aplicadas aos renitentes, ilustrando que isso não significa vacinação à força, e conferindo às autoridades estaduais e municipais o poder de definir as sanções aplicáveis, pode-se prever que serão excluídos os alérgicos, autoimunes e portadores de comorbidades, entre outros. Qualquer tipo de aversão gratuita de submeter-se à vacinação contra o coronavírus a ser compulsoriamente aplicada, conforme enfatizou o julgado, a exemplo do ocorrido no Rio de Janeiro com a vacinação obrigatória contra a varíola, no início do século passado, está a merecer sanção, por se tratar de proteção a toda a sociedade, não sendo cabíveis escolhas individuais que afetem direito de terceiros. Nesse particular, a pretexto do que já ocorre com as exigências para a matrícula em escolas, concursos públicos e pagamento de benefícios sociais, caberá às  autoridades estaduais e municipais acrescentar com absoluta clareza que qualquer cidadão, candidato a um cargo público, seja pela primeira vez, seja através de reeleição, será legalmente obrigado a apresentar a carteirinha comprovando a sua vacinação contra a covid-19, pena de ver sua candidatura impugnada inexoravelmente.

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo

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PEGA PARA VACINAR

Faz um certo sentido quando o ministro Ricardo Lewandowski argumenta que quem não se vacina põe em risco a coletividade e isso lhe tira o direito de escolher se quer ou não se vacinar contra a covid-19. Sim, mas este argumento pode ser brandido para todas as demais vacinas e outras atitudes até, de natureza não sanitária, que ponham em perigo a integridade do coletivo. Por exemplo, derramar esgoto in natura em rios, ou no mar, ou outras formas de poluição do ar ou do solo por indústrias ou fábricas que não filtram ou tratam seus subprodutos lançados pelas chaminés ou dutos vazados na superfície. E, vigendo a obrigatoriedade, o que fazer se um cidadão não quiser se vacinar, não por ignorância, mas por ter conhecimento de que a vacina é experimental e que a própria fabricante se escusa de garantir sua segurança, escusando-se de quaisquer danos que ela possa causar? Chama a polícia, como foi feito na campanha contra a febre amarela em 1685? Não seria mais fácil dar ao cidadão uma opção de firmar um documento, declarando que não quer tomar a vacina e que está cônscio da consequência do ato? Ah, mas sua atitude pode causar danos a terceiros, contaminando terceiros. Contaminando quem, pergunto acacianamente? E respondo com igual candura: contaminando outros que não quiseram se vacinar e assumiram o risco, pois não? Em mim ninguém vai injetar vacina de RNA mensageiro, fabricado inteiramente em laboratório e injetado no organismo como se parte do vírus fosse, esta, sim, definitivamente experimental, ninguém sabe as consequências disso no futuro. De imediato já se sabe que o choque anafilático que ela pode provocar, se acontecido fora do amparo hospitalar, é fatal. O que se pretende, ao que parece é: o Estado expede uma autorização precária/emergencial para uso de um produto, mas se precata fazendo o cidadão assinar um documento em que se exime de qualquer responsabilidade das consequências danosas advindas; o laboratório faz o mesmo advertindo na bula da vacina que o risco é de quem toma, não tem nada com isso. Num ponto, o capitão tem razão. Não precisa assinar documento nenhum aquele que tomar vacina com registro definitivo na Anvisa. Mesmo neste caso, a barra pesa para o lado do Brás, o tesoureiro do Brasil. Sim, porque, se alguém sofrer danos e acionar o Estado por eventuais efeitos danosos para ressarcimento material ou material, quem vai pagar somos nós, que mantemos a burra nacional.

Francisco José de Sousa Viana fcviana1947@gmail.om

São Luís

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VACINA COMPULSÓRIA, DEMOCRACIA E DITADURA

Decidiu incensuravelmente, na esteira do voto condutor do relator, ministro Ricardo Lewandowski, o plenário do Supremo Tribunal Federal, ao estabelecer sanções aos renitentes ao uso da vacina contra a covid-19. Ainda não deixamos de viver, malgrado claras intenções golpistas, sob um Estado Democrático de Direito. Logo, é preciso ter uma mínima noção do que se deve entender por Democracia. Segundo a clássica definição de Lincoln, “é o governo do povo, pelo povo e para o povo”. Não para indivíduos isolados. A democracia segue o princípio normativo do governo para a maioria (princípio majoritário). Não se trata, portanto, de ditadura, como expressou a boca torta pelo uso crônico do cachimbo nosso ilustrado presidente Jair Bolsonaro.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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A COVID-19 E AS DISPUTAS DANOSAS

Voltamos a mais de mil mortes diárias pela covid-19. Só isso já é motivo para a população usar máscara, evitar aglomerações, manter a distância mínima entre as pessoas e evitar locais favoráveis à proliferação do vírus. Os governos têm o dever de providenciar a vacina. Todos que detêm o poder deveriam se resguardar de polêmicas e atitudes midiáticas. O Supremo Tribunal Federal, por exemplo, em vez de facultar a Estados e municípios a compra de vacinas sem o laudo da Anvisa, deveria pressionar por celeridade no trabalho da agência. Até porque a Anvisa é órgão garantidor da sanidade dos produtos. Sem essa garantia, muitos poderão ter medo de se vacinar. É preciso encontrar o  ponto de equilíbrio. As escolas não podem continuar fechadas indefinidamente (e as públicas pagando salários a professores que não trabalham) nem as particulares cobrando mensalidades ou anuidades relativas a aulas que não ministram. A saúde pública tem de reunir condições de absorver todos os que vierem a contrair o vírus sem que isso inviabilize o tratamento das outras moléstias, que continuam existindo e ativas. No aumento das infecções do coronavírus, todos os hospitais de campanha que foram desativados quando os casos baixaram já deveriam estar realocados, mas ainda não estão. É preciso trabalhar de forma coordenada e colaborativa. Sem disputas e busca de lucros que não sejam o de ver a população sadia e livre da tormenta que a atinge desde o começo do ano...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                 

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FRUSTRAÇÃO

Com o recente voto do neófito ministro Kassio Nunes Marques, do STF, que foi o único voto no sentido da não obrigatoriedade da vacinação da covid-19, ficamos com uma imensa frustração pela não indicação do ex-ministro Sergio Moro para ocupar a vaga que surgiu no STF e que foi ocupada, enfim, por Nunes Marques. Aliás, frustração é o nome deste atual governo Bolsonaro, pois Jair Bolsonaro não só mentiu descaradamente em sua campanha eleitoral, como traiu covardemente todos aqueles que tanto esperavam por um presidente que não se colocasse a serviço dos mesmos divisionistas que ganham a vida fomentando divisões e discórdias.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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DILEMA CIENTÍFICO

Tomar ou não a vacina? Não sou contra a ciência e pelo fato de acreditar muito nela não gostaria de tomar agora nenhuma vacina. A própria ciência não garante os efeitos colaterais futuros que elas podem desencadear. Prefiro aguardar mais um pouco e tomar quando julgar mais seguro. Manterei as regras básicas: distanciamento social, uso constante de álcool gel e utilização de máscara. Neste ponto sou favorável à não obrigatoriedade.

Amilton Moreno sailor1908@gmail.com

São Paulo

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PROBLEMA DO BRASIL É A IGNORÂNCIA

O Brasil tem capacidade e experiência para promover campanhas de vacinação em massa com grande sucesso, o País já poderia estar aplicando as vacinas da Pfizer, que foram oferecidas meses atrás e têm a aprovação da toda-poderosa FDA americana. A ignorância e a falta de experiência dos envolvidos na definição do plano nacional de vacinação deixaram o País sem vacinas, sem seringas e sem a menor ideia do que fazer, no fim da fila do Terceiro Mundo. A fala do presidente Bolsonaro atacando o laboratório Pfizer é irresponsável e patética, reflete o absoluto desconhecimento sobre o assunto, todos os medicamentos, sem exceção, têm severas advertências na bula. Jair Bolsonaro e seu intendente de ordens, Eduardo Pazuello, nunca ouviram falar na Pfizer, não sabem que se trata do maior laboratório farmacêutico do planeta, não sabem o que significa a sigla FDA, a importantíssima e respeitadíssima Anvisa dos Estados Unidos. A ignorância, a arrogância e a falta de noção dos atuais líderes brasileiros na gestão da pandemia envergonham um país que tem grandes médicos e sanitaristas na sua história, envergonham um país que poderia estar ajudando a liderar o mundo no caminho da erradicação desta nova doença. O Brasil segue sendo a pálida sombra do país que poderia ser, graças à intolerável ignorância de seus líderes políticos.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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BRASIL VACINADO

Tivemos no Brasil vírus que deixaram sequelas tão ruins quanto ou piores que a covid-19. Tivemos Collor-90, Lulla-03 e Lulla-07, Dillma-11 e Dillma-14 e, mais recentemente, Bollso-19. Espero que, assim como se encontrou uma vacina para a covid-19, sejamos capazes de encontrar preventivamente imunizantes para os demais vírus e suas mutações que poderão ainda aparecer.

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

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JUIZ DE GARANTIA

Advogados tentam rever no STF veto a juiz de garantias  (Estado, 18/12). Impressionante como entra ano, sai ano e aqueles senhores da linguagem empolada ficam buscando brechas para soltar seus pacientes/ladrões. Juiz de garantia?! Só se for para garantir a impunidade... Aliás, a “alma mais honesta” que deveria estar encarcerada hoje vive numa modesta casinha de R$ 4,5 milhões num condomínio em Salvador, que por uma incrível coincidência é o mesmo local onde vive o senhor Odebrecht. A esta hora, eles devem estar na beira da piscina falando “Brasil, um país de tolos”. Sinceramente, espero que o STF não se curve e combata ferozmente essa vil manobra. Como diz o velho ditado, mudam as moscas, mas a m... é a mesma. Neste caso, nem as moscas mudam, são sempre os mesmos. Show de horror!

Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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MERECE ESTUDO

Tem razão o ministro Luiz Fux, presidente do STF, quando assevera que alterações no seio do Poder Judiciário devem ser feitas pelo próprio. Foi por este motivo que suspendeu a vigência da sistematização e implantação no País do juiz de garantias, achando muitos como ele que a figura desvaloriza do juiz do caso ou da causa. Realmente, mudanças muito acentuadas na disposição e posicionamento da judicatura para julgamentos frente aos códigos processuais merecem estudos mais acurados, o que não ocorreu quando da aprovação do pacote contra o crime pelo Poder Legislativo e sanção presidencial. Válida é a opção pelo juizado de garantia em países onde o instituto já se tornou tradição mais que centenária, como é o caso da França, mas aqui, no Brasil, a implementação do instituto é coisa muito nova e ainda a ser experimentada. O açodamento não é justificável, e melhores estudos devem ocorrer doravante.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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PEGANDO O BONÉ

Gilberto Kassab, afastado do governo Doria, por dois anos, por ser alvo da Polícia Federal, solicitou demissão da Casa Civil. Quem não acompanha a política de perto, certamente, deve achar um gesto nobre. Na verdade, só restou a Kassab pegar o boné. Ocorre que dias atrás foi divulgado que Kauê Macris, atual presidente da Assembleia Legislativa, irá para a Casa Civil. Tudo acertado, faltava o protocolo final, que não passa de uma farsa. Quanta hipocrisia!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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ORÇAMENTO

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) cortou ontem (18/12/2020) cerca de 30% da verba destinada à Fadesp (Fundo de amparo, desenvolvimento e pesquisa do Estado de São Paulo). Por que, ao invés deste absurdo “corte”, não reduziram os mais de 4 mil cargos ocupados na “Casa Legislativa Paulista” ou as verbas destinadas a cada parlamentar, para começar?

Fernando de Oliveira Geribello fernandogeribello@gmail.com

São Paulo

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ASSÉDIO

O assédio sofrido pela deputada Isa Penna, que teve seus seios tocados pelo deputado Fernando Cury, é mais um capítulo nojento, criminoso, diga-se, envolvendo o machismo reinante e estrutural de nosso país. O mínimo que se espera é que o deputado perca o mandato, mas numa Assembleia cheia de machos alfa é quase certa a impunidade.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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O RIGOR DA LEI

O deputado da Alesp Fernando Cury precisa ser punido com todo o rigor da lei por ter desrespeitado a deputada Isa Penna durante uma sessão do parlamento. Cury passou a mão no seio da deputada, diante dos outros deputados, que não reagiram à agressão sofrida por Penna. A covardia e a falta de moral se sobressaíram na atitude de um verdadeiro troglodita, vestido de terno e gravata, eleito pelo povo para defender os direitos dos paulistas.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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‘ENCOXADINHA’

Na política estadual além da “rachadinha”, aparece agora a “encoxadinha”. Realmente, muitos não são sérios e ou necessários.

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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DESCONTO PREVIDENCIÁRIO

Sou servidor público estadual aposentado. Como fiquei um tempo sem computador, fui verificar o meu holerite e deparei com um desconto no meu salário de R$ 333,00. Indaguei ao setor jurídico do CPP e me informaram que se trata de uma lei estadual que  permite esses descontos por tempo indeterminado. Observem: estamos há seis anos sem nenhum aumento, e o governo Doria vem com este absurdo. É necessário que este jornal faça uma denúncia para eliminar este absurdo. Um governo que, em vez de providenciar aumento de salário, tem a capacidade de diminuir ainda mais o rendimento salarial, é bom alertar. Se houve rombo na previdência do Estado, a culpa é dos governantes, e não dos funcionários. Não somos obrigados a cobrir déficits provocados por governantes inescrupulosos.

Percival Bento Rangel perci30angel@gmail.com

Caraguatatuba

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GOLPE CONTRA APOSENTADOS

Todos sabem que a aposentadoria ou pensão não pode ser paga em conta conjunta, em razão de determinação legal (Lei 9.527/1997, art. 10). Entretanto, pessoas próximas dos idosos (maiores vítimas) estão conseguindo, em momento posterior à abertura da conta, transformar a conta individual em conta conjunta. Obtém sucesso pois não há controle, eis que as agências bancárias, desatentas, nem sequer se dão ao trabalho de conferir se a referida conta é destinada para receber créditos de aposentadoria ou pensão. Resultado? Desvio de recursos do idoso. A mera atipicidade da circunstância (idoso “desejando” transformar sua conta em conjunta) seria suficiente, por si só, de merecer cautelas redobradas por parte da agência bancária. Com a palavra, o Banco Central e o Ministério Público.

Milton Córdova Junior milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

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VELHICE, APOSENTADORIAS E ARTIMANHAS

Toda pessoa com idade avançada, pela lógica, deveria ser considerada um ser humano bafejado pelas graças do Pai supremo. Principalmente se gozasse de boa saúde, se tivesse a garantia funcional e igualitária das leis, um forte e justo amparo social, uma proteção total para o presente e o futuro da sua família, um perfeito funcionamento do Estatuto do Idoso, que hoje funciona apenas no sentido figurado. Poderia ter para o resto naturalmente diminuto da vida a sua situação financeira intocável, sempre atualizada conforme o valor inicial da sua aposentadoria, que foi ajustada conforme a sua produção do passado. Mas não é isso o que acontece. O que vemos? A classe mais fragilizada de pessoas idosas, os sofridos aposentados, já sem aquele viço físico e mental da mocidade, são as maiores vítimas de um sistema bastante desequilibrado e injusto. Essa categoria é a mais atingida numa covardia sem precedentes, usada para correção de engrenagens que não se encaixam, originado pela própria inabilidade e imprudência dos nossos sábios operadores. Mas nada que nos preocupe por termos os aposentados do RGPS que nos servem de “válvula de escape”, pensam os insensíveis! Há mais de duas décadas que os aposentados e pensionistas do RGPS vêm reclamando deste irreal, esdrúxulo e desonesto critério, para atualizar aposentadorias com dois porcentuais diferentes! Criaram um preconceito e discriminação entre os velhos trabalhadores do passado, que contribuíam para INSS, conforme o valor dos seus vencimentos. Isso, por mais estranho que pareça,  não vale mais... Como podem homens responsáveis consentirem por duas décadas, uma eternidade, sem que mentes inteligentes e criativas procurassem corrigir tamanho disparate? Preferiram a acomodação a um raciocínio lógico mais justo e habilidoso, principalmente quando o objetivo se destina à segurança e o bem-estar de pessoas, já na reta final da vida! Estes não têm mais força e sabedoria para se defenderem. Fica fácil, portanto, lembrando aquele sábio ditado popular: “Como  tirar doce da mão de criança...”. A todo novo ano na nossa tão maltratada existência, os Poderes Legislativo e Executivo nos tiram uma pequena lasca da nossa tão surrupiada aposentadoria, já inferiorizada ante as aposentadorias públicas e militares. Concede-nos, por ganharmos ainda acima do piso, um índice corretivo inferior ao dado para os nossos pares do salário mínimo, todos, pertencentes ao mesmo regime! Foi maliciosamente bem engendrado, aumentando as aposentadorias do salário mínimo, enquanto, contrariamente, os que tem benefícios acima do piso, é travado, para nivelarem-se todas as aposentadorias proximamente. Enquanto isso, mofa já há 13 anos nas gavetas da Câmara dos Deputados o abençoado Projeto de Lei n.º 01/2007-Percentual Único de Correção das Aposentadorias, já aprovado pelo Senado Federal.

Almir Papalardo almirpapalardo@yahoo.com.br

São Paulo


 

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