Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

25 de dezembro de 2020 | 03h30


É Natal

Novos tempos

Natal é sinônimo de família. E a família é sagrada. Como família podemos considerar também os amigos. Não as centenas, quando não milhares, das redes sociais, mas aqueles que estão conosco, nem sempre fisicamente, mas de coração. O símbolo do Natal foi sendo esquecido através dos tempos e o povo em geral se perdeu na ânsia da diversão, do consumismo, do prazer imediato, da futilidade. Quem sabe esse mal que está assolando este nosso planeta nos faça perceber a importância de estarmos no aconchego da família, valorizar o ser, e não o ter. E prezarmos quem realmente importa: as pessoas que se preocupam conosco; as que perguntam como estamos e, de verdade, querem saber; aquelas que nos corrigem, e que tenhamos a humildade de aceitar por sabermos que não somos perfeitos; as pessoas que estão conosco nos momentos bons, mas também nos ruins, principalmente; as que querem nos ver bem; as que nos dizem a verdade, apesar de, no mais das vezes, ela nos chocar; as que nos aceitam como somos, a despeito dos nossos defeitos; e, enfim, as pessoas verdadeiras.

APARECIDA GAZIOLLA

APARECIDAGAZIOLLA@GMAIL.COM

SÃO CAETANO DO SUL

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Em família

Não há dúvida de que teremos hoje um lindo Natal, primeiro, pelo fato de termos superado circunstâncias tão adversas e, depois, porque o mundo inteiro vai estar em casa, em família. Viveremos o ineditismo da união de preces e da comunhão global, ninguém de fora, todos juntos como uma nave única em busca de melhores destinos. Feliz Natal, planeta!

RICARDO C. SIQUEIRA

RICARDOCSIQUEIRA@GLOBO.COM

NITERÓI (RJ)

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Jesus ama Jesus

Jesus mora nas ruas, sem água, sabão e álcool em gel. Não pode sequer vender o almoço para comprar a janta. Jesus não sabe se será vacinado contra o tal do coronavírus e todo dia teme ser morto. Jesus escreve seu nome em garranchos com a letra gê. Ele sabe que seu xará faz aniversário no Natal. E esse Deus-menino é sua única esperança de redenção, pois Ele foi pobre também e entende suas dores. O feliz Natal de Jesus é o próprio Jesus, cujo retorno aguarda, ansioso. Jesus ama Jesus.

TÚLLIO MARCO SOARES CARVALHO

TULLIOCARVALHO.ADVOCACIA@GMAIL.COM

BELO HORIZONTE

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Irresponsabilidade fiscal

Podíamos passar em essa

Na edição do Estado de ontem, à página 2 um artigo de esperança sobre o futuro, mencionando a importância da Lei de Responsabilidade Fiscal sobre o equilíbrio das contas públicas, que mostra que o Congresso consegue nos oferecer coisas boas. Entretanto, à página 3 a coisa muda de figura, ficamos sabendo que com uma liminar a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a exigência dessa mesma lei. Podíamos passar o Natal do ano da covid-19 um pouco mais esperançosos.

WALDYR SANCHEZ

WALDYRSANCHEZ@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Em São Paulo

Idosos sacrificados

Deplorável a atitude do governador João Doria e do prefeito Bruno Covas de amputar o direito dos idosos acima dos 60 anos e abaixo dos 65, que não poderão mais usufruir o direito da gratuidade das passagens de ônibus, metrô e trens. Simultaneamente, porém, o prefeito sancionou a elevação de seu próprio salário a um nível inimaginável para estes tempos pandêmicos. Isso só pode ter aprovação, mesmo, dos beneficiados. Cabe ao universo conspirar por justiça.

RICARDO YAZIGI

RYAZIGI@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Gratuidade x aumento

Aumento de 46% para um servidor público é um disparate, entretanto, se considerarmos a situação atual de desemprego em nosso país decorrente desta epidemia, trata-se de um profundo desrespeito à sociedade. O mais triste é que não temos a quem recorrer. Tudo o que podemos fazer é latir muito alto, porém a caravana de homens públicos continua a passar, eles sempre sorridentes e felizes. Por que, em vez de tirar gratuidade de idosos no transporte público, não cancelam esse aumento de salário do prefeito, do vice, dos secretários e outros? Isso daria para manter a gratuidade de idosos.

MARCO ANTONIO MARTIGNONI

MMARTIGNONI@IG.COM.BR

SÃO PAULO

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Boas-festas

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano novo de Adilson Roberto Gonçalves, Adriano J. B. V. Azevedo, André Farias – Vida de Suporte, Associação Comercial de Araçatuba, Equipe Auroraeco, Equipe iEduc, Equipe IRI/BPC, Automotivos Net.Com, Brics Policy Center, Camisetas Express, Centro Panamericano de Fiebre Aftosa y Salud Pública Veterinaria de la Organización Panamericana de la Salud, Conexis, Equipe de Comunicação da Delegação Regional do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Equipe ExpoGestão, Fundação João Paulo II/Canção Nova, Gabriela Cuerba, Garatuja Educação, Genielli Rodrigues – LC Agência de Comunicação, Greg Harris – Rock & Roll Hall of Fame, Humberto Schuwartz Soares, Imagica & Live Digital, Instituto Sou da Paz, Jorge M. Fonseca – George Career Change Consultants, Jose Alcides Muller, José Antonio Braz Sola, Julia Dias Leite – Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), Lairton Costa, Kalamazoo, K2 Web, Luiz Fernando Rangel de Camargo Fidelis, Luiza Erundina, Marcelo Dias – TM Comunicações, Marcos de Azevedo Castro, Marcus Vinicius Rodrigues, Mismatic Screen Printing Machines, Mundiware – Tecnologia Editorial, Nelson Augusto Rigobelli, Oficina do Texto, Observatório de Justiça e Conservação, Panayotis Poulis, Percival e Mariza Puggina, PortDance, Regus, Rio Shop Serviços, Seção de Imprensa e Diplomacia Pública da Embaixada da China no Brasil, Vera Moreira Comunicação, Vicente Renato Paolillo – Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Ubiratan Bossoni e família, Warde Advogados e Xiamen Tea Fair.

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

NATAL 2020, ESPERANÇA RENOVADA

O cristianismo não se reduz, com querem alguns, a dogmas intelectualizados, catálogo de preceitos, regras e deveres, lista de pecados. É, antes de tudo, uma Pessoa e um acontecimento. A Pessoa é Cristo. O acontecimento, a irrupção de Cristo na humanidade. Natal celebra o acontecimento e traz para o nosso meio a Pessoa. Que esta certeza de fé confira ao seu Natal sua plena dimensão e se prolongue, tonificante, por todo o novo ano de 2021, trazendo paz, renovando esperança e multiplicando alegria. Que seja um ano de crescimento e positivismo para todos.

José Ribamar Pinheiro Filho pinheirinhosb@gmail.com

Brasília

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FÉ INQUEBRANTÁVEL

Que no Natal deste distópico, tenebroso e bissexto annus horribilis, Papai Noel traga de presente, além da vacina salvadora, paciência de sobra, estômago fortalecido e fé inquebrantável para que o País possa suportar de pé 2021 e realizar a troca do presidente da República em 2022. Feliz Natal, Brasil.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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‘UM CONTO DE NATAL’

Sensacional Gilberto Amêndola e seu conto de Natal. Descreveu nosso presidente de forma chocantemente realista.

Catarina Gomes D’Abreu cathi.dabreu@uol.com.br

São Paulo

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PLACEBO NELES!

Notícia de véspera do Natal: Depois do STF, Tribunal Superior do Trabalho (TST) pede prioridade para vacina. Putz, anteriormente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já apresentara o mesmo pleito. O que é isso? Que cota é essa? Que vacina? Será que os juízes supremos/superiores, doravante, trabalharão todos os dias úteis, fazendo audiências ou despachando em praças públicas? Usarão os voos comerciais e os transportes coletivos nos horários de pico? Tudo que ver com as famosas carteiradas de triste memória, ressuscitando o “sabe com quem está falando?”. Desclassificadas as insolentes e descaradas justificativas, o povo vota pelo indeferimento, vez que, independentemente da pandemia, os referidos magistrados sempre trabalharam isolados dentro de bolhas, fazendo-se de cegos, surdos e mudos para os anseios da sociedade. Placebos neles, está de bom tamanho!

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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ABSOLUTO REPÚDIO

Diante da triste notícia trazida pela imprensa de que Supremo Tribunal Federal (STF) e Superior Tribunal de Justiça (STJ) teriam pedido reserva de vacinas para seus membros, diretamente à Fiocruz, a postura dos juristas e cidadãos, brasileiros e brasileiras, deve ser de crítica e absoluto repúdio a este tipo de atitude antidemocrática e antirrepublicana. A Fiocruz já teria indeferido pedido anterior do STJ, dizendo que as vacinas seriam entregues ao Ministério da Saúde. Há alguns dias, outra notícia lamentável, a de que membros do Ministério Público pretendiam prioridade no recebimento de vacinas, em pedido formulado ao procurador-geral do Ministério Público de São Paulo, o chefe do MP, que o teria indeferido sumariamente, porque francamente descabido. Não sabemos de quem partiram tais iniciativas, nem interessa saber. Demonstram a permanência de sentimento e convicção de desigualdade, contra o Direito, contra a Constituição e contra os tratados internacionais de que o Brasil faz parte. A permanência lamentável de um sentimento de que alguns estariam acima da cidadania, que existiria uma hierarquia na sociedade. A prioridade para as vacinas deve seguir estritamente critérios científicos, fixados internacionalmente. Não cabe a órgão nenhum, a autoridade nenhuma desejar impor seu próprio critério na distribuição das vacinas, buscando chegar primeiro ao benefício público. Todos e todas devem dizer “não!” a tais demonstrações e desejos de quebra dos liames de solidariedade que deveriam caracterizar nossa sociedade. As autoridades públicas estão mais sujeitas à obediência aos deveres constitucionais do que qualquer cidadão/cidadã. E isso aconteceu a menos de 48 horas da festa do Natal. Realmente, lamentável. Inaceitável.

Alfredo Attié, presidente da Academia Paulista de Direito presidencia@apd.org.br

São Paulo

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VERGONHA X ATITUDE

Com certeza falta vergonha ao STF e ao STJ ao fazer pedido para a Fiocruz “reservar” vacinas aos integrantes das Cortes. Aos deuses, a vacina da Fiocruz; e aos tolos, a vacina chinesa. A eles falta vergonha e a nós falta atitude.

Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

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FORA DE SI

“STF afirma que a reserva das doses possibilitará o cumprimento de dois objetivos: imunizar o maior número possível de trabalhadores do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ‘contribuir com o País nesse momento tão crítico da nossa História’, ajudando a acelerar o processo de imunização dos brasileiros” (Estado, 23/12, A18). Que o Brasil muitas vezes parece incorporar à perfeição o conceito de “terra de ninguém” não deve ser apenas uma sensação minha. No entanto, o trecho destacado acima é o fim da poesia. Essa prerrogativa “autodeclarada” pela Suprema Corte tupiniquim rima bem com o esfacelamento dos costumes aparentados com a Ética. De quem será que partiu essa estapafúrdia ideia? A impressão é de que posturas éticas e republicanas “da gema” definitivamente saíram de moda na mais alta Corte de Justiça do País. Ou estão todos fora de si, com sonambulismo...

Nelson Sampaio Jr. n.sampaio@hotmail.com

Curitiba

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BRASIL DOS PRIVILÉGIOS

Do alto de seu pedestal, o STF solicitou à Fiocruz uma reserva de 7 mil doses de vacina para os seus servidores. “É uma forma de contribuir com o País num momento tão crítico”, alegou. Não dá nem para comentar. Danem-se os brasileiros! Primeiro o STF!

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

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CADA PAÍS COM SEU EXEMPLO

Enquanto em outros países as autoridades dão o bom exemplo mostrando que como todos devem tomar a vacina, aqui os excelsos do Ministério Público de São Paulo, STJ e STF solicitam reserva de vacina para eles, justamente para mostrar que são superiores a todos. Querem mais?

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

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PRIVILÉGIO

Uma vergonha os ministros das Cortes superiores pedirem para  ter o privilégio de serem primeiros vacinados contra a covid-19. Será que a saúde deles é mais importante do que a dos outros brasileiros? Quanto altruísmo!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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MESQUINHARIA DO STF

Classe de privilegiados que acha que pode mais, e por isso tudo lhes é de direito, procura a Fiocruz para acertar a “reserva” de vacinas e afirma não se tratar de privilégio (STF, STJ). “Considerando se tratar de um produto novo e ainda não autorizado pela Anvisa, gostaria de verificar a possibilidade de reserva de doses da vacina contra o novo coronavírus para atender a demanda de 7.000 (sete mil) pessoas” e “contribuir com o País neste momento tão crítico da nossa História”, ajudando a acelerar o processo de imunização dos brasileiros. “A intenção não é se antecipar ao plano nacional de imunização, mas sim dar sequência à política supramencionada, preparando-se tempestivamente para a imunização de seus trabalhadores. Além disso, tais ações também contribuem com o País, pois permitem a utilização dos recursos humanos e materiais disponíveis no Tribunal para ajudar a desafogar outras estruturas de saúde e acelerar o processo de imunização da população” (sic diretor-geral do STF, Edmundo Veras dos Santos Filho). É doloroso ler justificativas tão mesquinhas vindas da Suprema Corte do País.

Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião

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ACIMA DE TODOS

O STF fez um pedido à Fiocruz de 7 mil doses da vacina contra o coronavírus. O pedido foi feito pelo diretor-geral do STF. Ele tem autonomia para isso? O presidente do STF, ministro Luiz Fux, foi consultado sobre isso? Atitude vergonhosa, como bem colocou o ministro Marco Aurélio Mello. O STF acha que está acima de tudo e de todos.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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7 MIL DOSES?

Pelo que me consta, são apenas 11 os ministros do STF. Por que pedido de reserva de 7 mil doses? Até então, eu acreditava que a corrupção estivesse restrita aos Poderes Executivo e Legislativo, mas chegar ao STF já é demais. Absurdo!

José Aluisio Câmara aluisiozeze@gmail.com

São Paulo

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MUITO BEM, OBRIGADO

A cada morte por covid-19 que acontece por falta de recursos e leitos, devemos nos lembrar dos fraudadores da Saúde que estão muito bem, obrigado, em suas mansões, desfrutando da boa vida a partir das decisões tão bem fundamentadas do nosso Supremo Tribunal Federal nos sempre esclarecedores pareceres dos senhores ministros capitaneados pelo compadre Gilmar Mendes, este insigne baluarte da democracia e do Poder Judiciário brasileiro.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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O STF E O RECESSO

Que grata surpresa neste Natal! Quatro ministros do STF querem trabalhar no recesso! Nunca se viu tanto esforço, tanta disposição como agora da parte desses ministros. São eles: Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, os mais conhecidos da Corte Suprema, porque os mais citados em todas as mídias. O que houve? Será que pretendem diminuir as montanhas de processos acumulados há décadas no Supremo Tribunal Federal, ou teriam em mente outros propósitos, e essa seria apenas uma manobra para conseguir atingi-los? Ou seja, aprovar todos os casos prioritários que a eles interessa julgar, na ausência do presidente Luiz Fux neste recesso, cientes, porém, de que esse procedimento é contra o regimento da Corte. Não, não posso crer, pois, embora sempre tenha ouvido dizer que “há leis que em nosso país não pegam”, isso não poderia ocorrer no espaço superior da nossa Suprema Corte, de onde deveriam  partir os melhores exemplos para a população.

Neiva Pitta Kadota npkadota@terra.com.br

São Paulo

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SE COLAR, COLOU

Em país de 5.º mundo, a casta vive como se o povo não existisse. Numa votação simbólica, os vereadores de São Paulo votaram o aumento salarial do prefeito em 45%, e em seguida vem o efeito-cascata. É possível que essa votação tenha ocorrido sem o conhecimento do prefeito? Claro que não. É o famoso se colar, colou. Resta, agora, ao prefeito Bruno Covas vetar, pois para dar aumento é necessário ter caixa e ter merecimento. Numa cidade abandonada como São Paulo, qual o merecimento para esta batida na carteira do cidadão paulistano?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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REAJUSTE ABSURDO

Na atual conjuntura, é vergonhoso o índice de 46% para reajuste do salário de prefeito, e que levará por efeito-cascata os demais políticos do município. O argumento de que não é reajustado desde 2012 não é digno dos funcionários que não têm sequer reposição inflacionária e estão com baixos salários. Enquanto isso, o Odorico Paraguaçu do Morumbi resolveu “assaltar” os funcionários e aposentados do Estado com aumento da alíquota da previdência sobre o que ultrapassar o salário mínimo, causando grande impacto na vida e na mesa de centenas de pessoas que trabalham ou trabalharam. E, em seguida, reajusta em 70% as verbas publicitárias para se autopromover. Espero que o Ministério Público use a lei para barrar esta safadeza. Sem contar o aumento de carga tributária que está fazendo em produtos básicos.

Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo

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DESAFORO

Num momento em que as dificuldades financeiras se abatem em toda a população, o aumento de 46% concedido ao prefeito Bruno Covas é um desaforo.

Marcos Barbosa  micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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INDIGNAÇÃO

A Câmara dos Vereadores de São Paulo aprovou, em primeiro turno de votação, aumento do salário do “novo” prefeito Covas em 46%. Com essa aprovação, também serão majorados os salários do vice-prefeito, dos secretários municipais e demais servidores públicos municipais. E quem vai pagar esta conta? Lógico, somos nós, o povo, os idiotas que votamos neste “novo” prefeito!

Artur Topgian topgian@terra.com.br

São Paulo

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EXIGÊNCIA

Os vereadores realizaram uma “manobra” interna para aprovar um aumento de 46% em seus vencimentos. Isso é um assalto num momento de pandemia, quando o povo está fragilizado e a Economia em frangalhos. Precisamos urgentemente exigir que, se houver aumento, que seja o mesmo dado aos aposentados e pensionistas.

José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo

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CASA SEM VERGONHA

Todo final de ano a Câmara Municipal de São Paulo vota projeto de reajuste indecente dos vencimentos de prefeito e vereadores, com efeito cascata devastador no funcionalismo. Até quando?

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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FINAL DE ANO

Eleitos prefeitos e vereadores em tese representantes do povo, aqui em São Paulo majoram em 45% seus vencimentos, ao passo que o Estado mais cruel em relação ao funcionalismo é São Paulo, conforme dados do jornal Estadão. Sempre teremos a mesma fórmula: arrocho salarial para o servidor e aumentos de Papai Noel para governantes. Por isso que o Brasil é um país atrasado e o limite de teto fiscal está nas alturas.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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UM DESCALABRO SEM SENTIDO

O PSDB, que governa o Estado de São Paulo há 25 anos, represa o salário do governador para prejudicar a carreira dos servidores públicos em São Paulo. O governador recebe hoje R$ 23.048,59. Apenas a título de comparação, o prefeito de São Paulo irá receber a partir de janeiro de 2021 a remuneração de R$ 35 mil e os secretários municipais terão remuneração de R$ 31 mil. Percebam que o prefeito da capital e seu secretariado vão ganhar muito mais do que o governador do Estado. Além disso, muitos prefeitos das capitais brasileiras ganham mais do que João Doria. Algo estranho de explicar, visto que a importância e a responsabilidade de ser governador do maior Estado brasileiro estão acima das demais capitais do País. Também a título de comparação, o governador do Estado do Paraná recebe R$ 33.763,00. O do Rio Grande do Sul recebe R$ 25.322,00 e o de Goiás, R$ 25.052,00. Então por que os governadores do PSDB de São Paulo mantêm os salários abaixo da maioria dos políticos e da responsabilidade imensa que assumem? Por um motivo nada nobre, como poderíamos pensar a princípio. Eles querem evitar que os servidores de carreira, como médicos, professores e demais profissionais recebam um salário maior. Mas por que isso acontece? A Secretaria da Fazenda aplica um redutor salarial sempre que o servidor tem um vencimento acima do teto salarial do governador. Com isso, forçam uma economia à custa de algo imoral. Nem o teto constitucional aplicado no Poder Judiciário, por exemplo, precisa deste tipo de artifício. Os desembargadores, juízes, ministros e a alta cúpula dos Três Poderes recebem muito mais do que o teto constitucional, que hoje é de R$ 39.200,00. Porque para eles o julgamento é diferente: podem incluir adicionais de todo tipo e ordem que não são considerados como vencimentos. Enquanto em São Paulo isso não acontece também, qualquer adicional acrescido ao salário é considerado como vencimento e se aplica o redutor salarial. Além da injustiça da aplicação do teto, ainda acontece o represamento do vencimento do governador em São Paulo. A Justiça obviamente defende o Estado nos casos em que um servidor contesta. E olha que a Fazenda Estadual aplica o redutor até em quem nunca foi servidor público, caso dos aposentados da Cesp que entraram na empresa antes de maio de 1974. Os absurdos são tantos e à margem das leis e da Constituição federal que estes empregados ainda sofrem nos seus avisos de pagamento descontos a título de “contribuição previdenciária” na faixa de 11% ao mês, quando na ativa eram celetistas e foram aposentados pelo INSS. Um escárnio cometido pela Fazenda Estadual paulista, que jamais poderia acontecer.

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

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