Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2020 | 03h00

Feminicídio

Fim da impunidade

A morte da juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, no Rio Janeiro, amplia a lista de crimes praticados contra a mulher. O ex-marido matou-a a facadas diante das filhas. Qual a pena para essa barbárie? Aqui, no Brasil, impunidade. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, compromete-se a erradicar a violência contra mulheres e pergunta o que poderia ter sido feito para evitar a morte da juíza. Em primeiro lugar, mudar a lei e depois cumpri-la, sem dar margem a brechas. Se o assassino sabe que ao cometer um crime dessa natureza terá castigo à altura, certamente repensará suas vontades. Quantas mulheres têm de morrer até que as punições sejam endurecidas? A questão é como enfrentar esse tipo de crime. Não faltarão defensores de criminosos dizendo que é um problema social, abrindo uma discussão interminável. Urge que medidas sejam tomadas para dar um basta a essa criminalidade. Estamos envergonhando a Nação com a falta de atitude dos nossos legisladores, que não se debruçam sobre o tema.

LUCIANA LINS

LUCIANAVLINS@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Combate prioritário

A contínua tragédia do feminicídio, que se repete a toda hora, mostra como o machismo estrutural patológico perdura em nossa sociedade, independentemente de estrato social, como exemplifica o brutal assassinato da juíza na véspera do Natal. Como disseram dois ministros do STF, o combate a tão infame crime deve ser prioritário, com vista a extinguir essa barbárie, que nos envergonha.

JOSÉ DE ANCHIETA NOBRE DE ALMEIDA

JOSEDALMEIDA@GLOBO.COM

RIO DE JANEIRO

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De boas intenções...

Os casos de feminicídio no Brasil têm aumentado assustadoramente. E tudo o que temos conseguido dos responsáveis pelo Judiciário, como sempre, são discursos de indignação.

LUIZ FRID

FRIDLUIZ@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Crime e castigo

Segunda instância

2020 já é ano velho. Já vai tarde. E nossos deputados federais e senadores, mesmo com a opinião pública exigindo a sua aprovação, engavetaram a prisão após condenação em segunda instância. Ficou para 2021, o amanhã que sempre fica mais distante. E os malfeitores continuam rindo de nós, que, para eles, somos otários.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

HS-SOARES@UOL.COM.BR

VILA VELHA (ES)

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Desgoverno Bolsonaro

Bolsovarianismo

Primeiro, a facilitação para a entrada e compra de armas. Na sequência, o indulto a militares e policiais que “se excederam sem querer”. Junte-se a expressa intenção de emplacar o excedente de ilicitude, com apoio dos novos líderes do Congresso. E, finalmente, a conhecida ligação com milicianos. Só um cego não vê o grande perigo de espelharmos a Venezuela e sua Guarda Nacional. Não se diga depois que não houve aviso.

GUILLERMO ANTONIO ROMERA

GUILLERMO.ROMERA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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De indultos

Sabe-se que o presidente da República em exercício tem a prerrogativa de indultar condenados. Entretanto, por se omitir no enfrentamento da covid-19, abandonar as promessas de campanha que possibilitaram sua eleição, eximir-se de encaminhar e negociar com o Congresso as reformas estruturantes extremamente urgentes e necessárias para o País, dentre outras iniciativas e atitudes irresponsáveis, o sr. Jair Bolsonaro passará à História como o pior presidente que o Brasil já teve e, por isso, jamais receberá a prerrogativa do perdão.

HONYLDO ROBERTO PEREIRA PINTO

HONYLDO@GMAIL.COM

RIBEIRÃO PRETO

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Excludente de ilicitude

Realmente, a agenda do presidente não contempla temas sérios e de interesse do País (A peculiar agenda de Bolsonaro, 26/12, A3). Não sei se o termo certo é peculiar. Talvez irresponsável seja mais adequado. O País massacrado pela pandemia, com a economia em frangalhos, sem a menor indicação de que o Poder Executivo pretenda dar atenção às reformas que precisam ser feitas, e o presidente da República recorre a Deus na esperança de no próximo ano aprovar o esdrúxulo projeto que trata do excludente de ilicitude... Pergunto: se aprovado, no que esse projeto contribuirá para a recuperação da economia e dos empregos, retirando-nos do buraco em que estamos metidos?

ANTÔNIO DILSON PEREIRA

ADVDILSON.PEREIRA@GMAIL.COM

CURITIBA

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Mais um cabidão

Na atual situação do nosso país, em vez de NAV Brasil, precisamos de uma Saúde Brasil. Não é hora de esse presidente gastar dinheiro do povo controlando viagens, nem com mais cargos para políticos aliados. Estamos morrendo em casa, sem viajar. Ele que deixe 2022 para depois e cuide de 2021.

CARLOS GASPAR

CARLOS-GASPAR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Dor de cotovelo

Em live na véspera de Natal, ao usar termos mais que pejorativos para se referir à viagem do governador de São Paulo, João Doria, o incompetente só deixa claro seu nível de inveja. Doria foi a Miami em seu avião e ele foi para Santa Catarina, com familiares, à nossa custa, em avião da FAB. E haja cartão corporativo para as despesas!

JOSÉ ROBERTO PALMA

PALMAJOSEROBERTO@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Irresponsabilidade fiscal

Incentivo

A ministra Rosa Weber, do STF, pelo que mostrou o editorial Incentivo à irresponsabilidade fiscal (24/12, A3), entende que violar a Lei de Responsabilidade Fiscal é permitido desde que o estouro de gastos seja com o Judiciário. Que Constituição ela está defendendo? Sem contar que uma das mais caras estruturas de Justiça do mundo é exatamente a brasileira, e também uma das mais ineficientes.

JOSÉ ELIAS LAIER

JOSEELIASLAIER@GMAIL.COM

SÃO CARLOS


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


O BRASIL NA PANDEMIA

O Brasil é um dos países mais castigados pela pandemia, com quase 200 mil brasileiros mortos. É inacreditável que o presidente da República continue com seu negacionismo cego, surdo e burro. Jair Bolsonaro torce contra as vacinas, especialmente contra a vacina do Instituto Butantan; Bolsonaro comemorou a morte de um brasileiro que participava da pesquisa; e, agora, comemora com grande euforia o atraso na divulgação da eficácia da vacina. Bolsonaro não autorizou a compra das vacinas de outros laboratórios, como a Pfizer, e desautorizou qualquer iniciativa nesse sentido. O País nem sequer providenciou seringas para aplicar as vacinas. O Brasil foi procurado, mas não fechou as compras, e agora estamos no fim da fila da vacina, com a turma do Terceiro Mundo. Hoje o Brasil assiste a países como Argentina, Chile e México começarem a imunizar sua população, e graças ao presidente Bolsonaro o Brasil continua parado, sem qualquer perspectiva de começar a vacinar o povo brasileiro. É inacreditável que Jair Bolsonaro continue a presidir o País depois de todo o estrago que ele já causou e vai continuar causando. Remover Bolsonaro da Presidência da República é o primeiro passo para o Brasil vencer a pandemia.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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O BRASIL ATRASADO

Enquanto o pequeno Chile já deu início à vacinação de sua população, o gigantesco Brasil, nona economia do mundo e maior e mais importante país do Hemisfério Sul, em meio a mais de 7 milhões de infectados e cerca de 200 mil óbitos, continua a absurda e descabida discussão política do desgoverno negacionista Bolsonaro sobre a obrigatoriedade e origem da vacina a ser ministrada. Enquanto isso, o vírus segue a sua macabra e tenebrosa trajetória, contaminando e ceifando vidas País afora. Pobre Brasil.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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CADÊ A VACINA?

Enquanto interesses políticos atrapalham o início do programa de vacinação do governo brasileiro, membros do Poder Judiciário, do Legislativo e do Ministério Público se valem de suas prerrogativas para furarem a fila. Como se a ordem de vacinação fosse definida por classe social, e não por utilidade social e grupo de risco.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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DISPUTAS PELO IMUNIZANTE

As sociedades e os governos diversos estão prestes a vivenciar seu verdadeiro reflexo nos espelhos da pandemia de covid-19, e assim veremos com que sinceridade tantas instituições, grupos e pessoas se declaram democráticas e republicanas, pois as disputas pelas vacinas – poucas para tantos – vão mostrar a verdadeira natureza humana de todos os envolvidos. Já tivemos, por aqui, no Brasil, manifestações como as do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF) no sentido de se verem privilegiados na alocação de reserva de vacinas. Assim, é mais que previsível que teremos, com relação às vacinas, ocorrências como mercado negro, contrabandos, falsificações, golpes, roubos e furtos e tudo o mais que existe de mais degradante em termos de convivências sociais e dinheiro. E veremos, finalmente, como uma espécie de laboratório, se a pandemia irá favorecer a agregação ou a desagregação social e, ainda, até que ponto religião e religiosidade são conceitos ultrapassados ou não dentro dos estudos das humanidades.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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CONSTRANGEDOR

O ministro Luiz Fux, presidente do STF, como todo bom carioca – como diz Romário – gosta de viajar no assento da janela do ônibus. Aliás, segundo próceres petistas, foi assim que alcançou o cargo na mais alta Corte do País. Em outros momentos, utilizando do mesmo artifício, teria obtido benefícios para integrantes de sua prole. Mas nestes anos de Supremo ficou marcado pela liminar que adiantava o auxílio moradia para todos os magistrados do Brasil – inclusive ele. Esse penduricalho vigorou por longo tempo de forma precária até obter uma regra legal. Agora, na condição de presidente da mais alta Corte – num gesto constrangedor para seus colegas e demais cidadãos de bem –, tenta furar a fila da distribuição de uma vacina que ainda nem está disponível, oficiando à Fiocruz para requisitar a reserva de 7 mil doses do imunizante inglês para atender os membros do Supremo Tribunal Federal. O conceituado órgão de pesquisa repeliu com cortesia, mostrando ao ministro sobre a inconveniência daquele pedido. Interpelado em entrevista pelo Canal da Justiça, teve a petulância – aliada do despudor – de tentar justificar o injustificável, sustentando que os ministros e funcionários ficam expostos ao vírus. Uma balela – para não dizer um impropério – a que o ministro fez jus.

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

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PLEITO ABUSIVO

Decepcionante e desconcertante a defesa que o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, fez da solicitação de tratamento vip pleiteada pelo órgão à Fiocruz, para reserva de 7 mil doses da vacina contra o vírus da covid-19, com a marota e ofensiva desculpa de ser “uma forma de contribuir com o País neste momento tão crítico”. Será que o glorioso STF quer ser o primeiro a se vacinar para que possa garantir aos membros a prerrogativa de ser o último a errar?

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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MORAL

A dúvida que assalta as pessoas de bem do Brasil é, entre outras, se tem condições de presidir a mais alta Corte judicial do País um cidadão que defende para si e seus companheiros que a vacinação contra a covid-19 os priorize em detrimento dos demais cidadãos. Que isenção moral tem essa pessoa?

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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FOME DE PRIVILÉGIOS

Assim como promotores de Justiça de São Paulo, agora foi a vez de o STF pedir privilégios quanto à vacinação contra o coronavírus, mas é totalmente compreensível tal pedido, afinal, quando se fala de privilégios, o Poder Judiciário é o mais faminto.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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A VACINA DE MADUREIRA

Já que o STF insiste em receber primeiro as 7 mil doses de vacina, que tal tomarem a de Madureira? O povo, com certeza, aplaudiria!

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

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‘A PANDEMIA VAI COMEÇAR’

Sugiro aos integrantes do MP, do STJ e do STF que pediram “reserva” de vacinas contra a covid-19 que aproveitem o recesso do Judiciário e incluam em suas leituras os artigos dos economistas e colunistas do Estado Pedro Fernando Nery, A pandemia vai começar (20/10) e O ano das mães sozinhas (15/12), e Ana Carla Abrão, Papai Noel não morreu (22/12). Nunca é tarde para uma mudança de mentalidade.

Maria Lucia Ruhnke Jorge mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

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O QUE DEVE VIR?

A descrença nos bons propósitos da nossa Corte Suprema é tão superlativa que a iniciativa de quatro dos ministros – Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello, especialistas em libertar perigosos bandidos, de Ricardo Lewandowski, conhecido por rasgar a Constituição quando garantiu os direitos políticos de Dilma Rousseff mediante fatiamento das sanções decorrentes do processo de impeachment, e de Alexandre de Moraes – de não folgar durante o recesso da Corte desperta na população a sensação de que decisões tristemente impactantes estão por vir, na esteira de justificativas ligadas artificialmente a urgências da covid-19, embora tudo sugira que a verdadeira finalidade é esvaziar os poderes do presidente do STF durante este período, ministro Luiz Fux, numa provável atitude de “vingança” por alguns dos posicionamentos deste último, que contrariam os projetos sinistros dos dedicados “trabalhadores”. Deve ser acrescentado ainda o fato de que, pelo menos nos últimos 15 anos, não se observa um número tão grande de togados decididos a trabalhar no recesso. O que deve vir por aí?

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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NAUSEANTE

É de embrulhar o estômago ver qualquer notícia referente ao STF. Como um simples mortal que trabalha e paga seus impostos regularmente, me dá náuseas e revolta quando vejo este tipo de notícia sobre privilégios e abusos que eles cometem na maior cara dura, diante de toda a Nação.

Lourival Gomes lori.oliveirago@icloud.com

São Paulo

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FRATERNIDADE?

O Natal passou, com sua grande mensagem, que é o nascimento de Jesus. Deixou-nos o legado de fé que prega o amor e a fraternidade entre nós. Mas, ao ler as matérias no Estadão de 24/12 (página A9), me deparei com nossa realidade, pois deixamos de ouvir e, principalmente, praticar Suas palavras. Em países pobres, segundo a Agência Reuters, o mecanismo de distribuição vacinal contra a covid-19 corre risco de acabar em fracasso, pois bilhões de pessoas podem ficar sem acesso às vacinas até o fim de 2024! Segundo relatório da People’s Vaccine Alliance, em 70 países pobres, somente 1 em cada 10 pessoas se vacinará em 2021. Enquanto isso, os ricos terão vacinado sua população: União Europeia, duas vezes; Reino Unido e EUA, quatro vezes; e o Canadá, seis vezes. Em todos temos enfeites de Natal maravilhosos, luxuosas vitrines de lojas, presentes, etc. todos os anos. Realmente, são fraternos e “vivem hipocritamente” com os ensinamentos que Ele nos legou.

Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo

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IRRESPONSABILIDADE COLETIVA

Em meio à guerra das vacinas entre o governo federal e o governo estadual de São Paulo, o total de vítimas está chegando a 200 mil pessoas. Priorizar uma vacina com vírus inativado, estabelecer prazo de início de imunização e adiar a divulgação da eficácia da vacina abrem espaço para o movimento antivacina ganhar força em meio às fake news. Quanto maior o adiamento, pior a situação da disseminação da doença por causa das duas variantes encontradas do novo coronavírus. Vacinas com RNA mensageiro podem ser mais bem adaptadas para esta situação, por incorporar mais rapidamente as mudanças, mas dependem de geladeiras a menos 70° para armazenamento em hospitais e geladeiras térmicas para transporte, distribuição e aplicação das doses por 15 dias. A completa falta de organização, planejamento e execução na compra dos insumos e de seringas, aliada com a falta do uso de máscara e a ausência de distanciamento social formam um conjunto explosivo de irresponsabilidade coletiva para 2021.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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FISCALIZAÇÃO CAPENGA

Socorro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não conhece a covid-19. Informou o Estadão que a agência vem fazendo fiscalização de todas as aeronaves que chegam do Reino Unido ao Brasil, procurando identificar passageiros com sintomas da covid-19 para isolá-los da população. Pode alguém ensinar à Anvisa algo que até os paralelepípedos sabem, que na primeira semana da infecção o doente pode não apresentar nenhum sintoma e, mesmo assim, transmite o vírus? É por esse motivo que outros países põem em quarentena de dez dias todos os passageiros que a eles cheguem, com sintomas ou não.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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SP NA FASE VERMELHA

O governador realmente parece que se empenha em fazer uma burrada atrás da outra: voltou o Estado de São Paulo à fase vermelha nos dias 25, 26 e 27 de dezembro e, logo em seguida, nos dias 1, 2 e 3 do ano novo, obrigando lojistas, restaurantes e outros serviços ditos não essenciais a fecharem suas portas para evitar a disseminação do vírus. Fico pensando nos restaurantes que se prepararam para receber os clientes com matéria-prima a mais, os garçons e cozinheiros que estavam contando com um extra para melhorar a renda mensal. As pessoas que tinham se programado para almoçar fora tiveram de correr para se programar para o almoço. Shoppings com portas fechadas que também estavam contando com alavancar suas vendas. É muito fácil pescar peixe pequeno, mas o gestor valentão não tem peito para pescar tubarão. Na manhã de Natal, vimos, na TV, o que vai acontecer todos estes dias até o ano novo e além: pancadões, pancadaria, bailes funk com milhares de jovens se aglomerando, bêbados, drogados, até armados e, aí sim, levando o vírus para dentro de casa: presente de Natal para seus pais, avós e outros também. Com este povo ninguém mexe, não tem plano A ou B. É ou não para causar indignação as barbaridades deste gestor?

Isabel Cristina Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

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AJUDA DOS CÉUS

Para que sejam respeitadas as restrições sanitárias como o uso de máscara e o distanciamento social, os brasileiros estão recebendo uma grande ajuda dos céus: o Reino de Deus resolveu dar uma ajudinha contra os que insistem em desrespeitar tais regras e enviou chuva e temperaturas mais baixas, desestimulando os despreocupados de plantão. Praias vazias e ambiente chuvoso devem manter todos em casa. Agradecemos mais uma vez pela providencial ajuda do nosso Criador.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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JUSTIÇA CEGA

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou liberdade a Oswaldo Eustáquio, que liderou atos antidemocráticos, e o presidente do STJ, Humberto Martins, concedeu habeas corpus ao prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, acusado de chefiar grupo que embolsou milhões de reais de dinheiro público. Que Justiça é esta?

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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COMO PODE?

Estou tão indignado como o ministro do STJ, Humberto Martins. Como pode Marcelo Crivella, com as denúncias robustas por crimes cometidos, quase ter completado um dia preso? Um verdadeiro absurdo!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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JOSÉ MARIA MAYRINK

Como católico, não posso deixar de lamentar a morte do jornalista José Maria Mayrink, que lia com assiduidade no Estadão. Nos embates mais acalorados sobre as posições da Igreja Católica, na época da ditadura civil-militar, seus artigos e reportagens demonstravam equilíbrio e ponderação, fundamentados em boas pesquisas e fontes seguras. A última vez que o ouvi foi no Museu da Resistência, falando sobre seu livro, 1968 – Mordaça no Estadão. Vai fazer falta.

Rubens Micheloni r.micheloni@terra.com.br

São Paulo

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