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Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

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Desgoverno e pandemia

Lerdo capitão

Jair Bolsonaro disse que não dá bola para o tardio início da vacinação contra a covid-19 no Brasil. Ora, o presidente não dá a menor bola para a inflação galopante, que fica escondidinha nos números divulgados pelo governo. O capitão reformado tampouco dá bola para as empresas estatais que já deveriam estar privatizadas, segundo a sua própria campanha eleitoral em 2018. O estagnado ex-deputado federal, que ficou décadas no Congresso, não dá bola para as importantes reformas de que o País precisa. Bolsonaro só dá bola para os três filhos metidos em graves encrencas com dinheiro público – seus mimados descendentes nunca fizeram nada que prestasse durante seus mandatos. Ficamos orgulhosos quando marcamos um gol na Copa e festejamos nos bares durante horas. Mas ante a lentidão do início da vacinação nada fazemos, apenas ficamos hipnotizados diariamente com os números de mortes causadas por essa pandemia. Autoridades incompetentes causam mortes, sim. Simples assim!

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

JCSDC@UOL.COM.BR

BELO HORIZONTE

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Vacina

Enquanto em países governados por líderes que primam pelo bem comum de seus povos o processo de vacinação já está em andamento, no nosso Brasil o foco é traçar estratégias para, primeiro, politizar ao máximo a questão. Jogando dúvidas desnecessárias e absurdas sobre as vacinas, nas redes sociais, para que os ideologicamente fanáticos e irracionais as propaguem. Já passou da hora de as pessoas de boa-fé fazerem uma séria autocrítica pela falta de ações concretas e agirem energicamente contra essa situação, que está causando retrocesso e prejuízos inadmissíveis e vergonhosos para nós, brasileiros, até com relação a outros países latino-americanos.

LOTARIO WESSLING

LOTARIOWESSLING@YAHOO.COM.BR

VENÂNCIO AIRES (RS)

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No fim da fila

Graças à asinina teimosia do presidente da República, o Brasil vai disputar os últimos lugares na corrida para adquirir e aplicar as vacinas que poderão conter a terrível covid-19. Não dando bola para os quase 200 mil mortos (todos nós vamos morrer um dia...), ele só olha para a reeleição, a ponto de não perceber o estrago que a pandemia causa à economia, ameaçando até a própria sobrevivência dos brasileiros mais pobres e mais fracos. Cercado por cegos e aduladores interessados em regalias, não vê que, ao contrário do que pensa, essa marcha só lhe tira votos. Além de lhe preparar um futuro sombrio. Está na hora de o capitão acordar e bater em retirada para a trincheira de onde avançou.

LUIZ RIBEIRO PINTO

BRASILCAT@UOL.COM.BR

RIBEIRÃO PRETO

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Charlatanismo

Num país sério como a França, o Conselho Nacional da Ordem dos Médicos apresentou queixa no início de dezembro contra seis médicos, incluindo os professores Didier Raoult e Christian Perronne, por charlatanismo. A recomendação da cloroquina para uso de maneira extensiva contra o coronavírus é controversa, pois tal medicamento tem eficácia comprovada apenas contra a malária, causada por protozoário, e doenças autoimunes como lúpus e artrite reumatoide. Enquanto isso, aqui, no Brasil, o ministro das Relações Exteriores defendeu amplamente esse medicamento perante diplomatas em evento de fim de ano. Ernesto Araújo atacou quem duvida da eficácia da cloroquina. E eu duvido da eficácia da diplomacia brasileira e se haverá tratamento possível em meio à pandemia.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

LRCOSTAJR@UOL.COM.BR

CAMPINAS

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Saudades

Ah, que saudades dos tempos em que, na véspera das festas natalinas, o presidente se dirigia ao povo com uma mensagem de saudação e esperança de tempos melhores. Mas nada podemos esperar de um governante totalmente despreparado para o cargo e quase sempre limitado a transmitir via Twitter impropérios e grosserias.

JORGE SPUNBERG

JSPUNBERG@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Fixação

De tanto falar nisso, a fixação de Bolsonaro pela “calça apertada” de João Doria já está dando o que falar.

VICKY VOGEL

VOGELVICK7@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Meio ambiente

O vice e a Amazônia

Ao ler o artigo Tudo pela Amazônia! (27/12, A2), do general Hamilton Mourão, tive a impressão de que há dois governos no Brasil. Um liderado pelo vice-presidente e outro largado ao léu pelo presidente. Diz Mourão: “A sociedade brasileira confiou no governo Bolsonaro e nós daremos a resposta que ela espera: tudo pela Amazônia...”. Só falta combinar com o “desministro” do Meio Ambiente e com o próprio “desgovernante” Jair Bolsonaro.

LUIZ LOUREIRO

LOUREIROEFABIANA@GMAIL.COM

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

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Enxugar gelo

No artigo Tudo pela Amazônia!, o vice-presidente da República relata o esforço do Conselho Nacional da Amazônia Legal, que comanda, contra o desmatamento ilegal, ao mesmo tempo que, em outras páginas, o Estado reporta a recente retenção de balsas e mais balsas carregadas com milhares de toras abatidas ilegalmente. O grande volume de madeira retido dá uma ideia da intensidade e da continuidade do abate florestal, que está levando grandes áreas da Amazônia à savanização. Esperamos que o que vem de ser feito não seja similar ao que se faz com as drogas, em que a polícia se vangloria da apreensão de algumas toneladas, enquanto dezenas e dezenas delas passam despercebidas. A nota do vice-presidente é bem informativa, mas não menciona se os criminosos ambientais foram multados e presos e suas madeireiras, desmontadas. Sem isso o combate ao desmate será como enxugar gelo.

WILSON SCARPELLI

WISCAR@TERRA.COM.BR

COTIA

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CRASSA ESTUPIDEZ

O negacionista presidente Jair Bolsonaro disse que os laboratórios é que devem oferecer suas vacinas ao Brasil, e não o contrário. Bolsonaro já ficou para trás das dezenas de países que já iniciaram a imunização de sua população contra a covid-19. Certamente, ele deve estar esperando que haja alguma “xepa” de vacinas para se candidatar à compra. Ora, se o Supremo Tribunal Federal (STF), os governadores e os prefeitos não tomarem as rédeas da situação, a imunização ficará para o próximo presidente – pois o atual não será reeleito. Crassa estupidez!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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IRRESPONSABILIDADE

Na cabeça do presidente Bolsonaro, são os laboratórios que devem se preocupar em vender vacinas, já que somos mais de 200 milhões de “consumidores”. Ele confunde lucro dos outros com a nossa morte. O resto do mundo é que está errado, pressa para quê?

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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ALÔ, TERRAPLANA CHAMANDO!

Na cabeça dos terraplanistas, o sol gira em torno da Terra. Só isso pode explicar a postura do presidente Bolsonaro, que acha que os laboratórios têm de correr atrás do Brasil para vender as vacinas contra a covid-19. No mundo real, os países é que correram atrás dos laboratórios, a demanda por vacinas é muito maior que a oferta, não há vacinas suficientes para todo mundo nem haverá tão cedo. O ministro da Saúde, leigo, acredita que vai comprar e receber as vacinas a hora que ele quiser, pretende fazer as encomendas só depois que a toda-poderosa Anvisa tiver se debruçado por meses analisando os resultados. No mundo redondo, os laboratórios não estão remotamente interessados em atender o Brasil, toda a produção de vacinas já está empenhada para os países que participaram do desenvolvimento e fecharam os pedidos mesmo antes de as vacinas terem sido desenvolvidas, testadas e aprovadas. Graças à iniciativa bem-sucedida e oportuna do governador de São Paulo, o Brasil poderá contar com ao menos uma vacina viável, negociada há meses, com transferência de tecnologia e produção local no Instituto Butantan. Graças ao presidente Bolsonaro, o Brasil está hoje no fim da fila das vacinas, junto com a turma do Terceiro Mundo, esperando algum milagre – quem sabe algum país rico doa um lote de vacinas para o Brasil, depois se ter vacinado duas vezes sua população, lá pelo fim do ano que vem? Oremos.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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PRESSA

“Temos pressa em obter uma vacina segura, eficaz e com qualidade, fabricada por laboratórios devidamente certificados”, escreveu Jair Bolsonaro usando suas redes sociais. Disse, também, que “a questão da responsabilidade por reações adversas de suas vacinas é um tema de grande impacto e que precisa ser muito bem esclarecido”. Espera aí, senhor presidente, o povo brasileiro também tem pressa da vacina e a responsabilidade por reações adversas das vacinas já foi exaustivamente definida pelas autoridades de saúde em vários países. Vamos deixar de nhenhenhém e iniciar imediatamente a vacinação?

Cláudio Moschella claudiomoschellaarquiteto@gmail.com

São Paulo

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BOLSONARO TEM PRESSA

“Não dou bola para isso.” Agora, tem pressa por vacina. Alguém consegue adivinhar o que passa na cabeça do presidente? Não dá bola no exterior, muito menos aqui, no Brasil.

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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RUSSO

Enquanto 47 países já começaram a vacinação contra a covid-19, no Brasil já há estudos fazendo análise de como iremos armazenar as vacinas em baixas temperaturas. É como diz o ditado: aqui, no Brasil, a coisa está russa!

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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LISTA

Tenho o desprazer de enumerar a seguir algumas pérolas de nosso capitão: “gripezinha”; voo de helicóptero, cavalgada e passeio de motocicleta no início da pandemia; nenhuma providência sobre vacina; nomeação dos piores ministros da história: Relações Exteriores e Meio Ambiente; nomeação de um nazista como embaixador; depois, nomeia outro nazista como diretor do Banco Mundial; nomeação de general para a Saúde, ora o pior ministro dessa pasta; pior degradação da Amazônia e do Pantanal; hostilizou a China, nosso maior parceiro comercial; ignorou eleição de presidente dos EUA por longo tempo (só precedeu a Coreia do Norte); tem como guru uma “múmia” que pensa estar viva; zero de projetos para o País; tornou o Brasil um pária internacional, nem sequer convidado para reunião sobre o Acordo de Paris; em dois anos, o PIB está em marcha à ré (com contribuição da pandemia); corporativismo militar excessivo para manter apoios; ofende a Nação com a exposição de trajes de posse em momento de pandemia; desemprego continua avançando; ignorante, desequilibrado, obsessivo (família e reeleição), só sabe abrir conflitos. Vai passar para a história como um dos piores governantes, fazendo companhia a Dilma; e, por fim, costuma mentir.

Francisco P. Pampado do Canto francisco@mcquimica.com.br

São Paulo

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DOIS ANOS DE GOVERNO

O presidente Bolsonaro está aparentemente sem rumo. Em dois anos, deixou para trás ministros experientes. Promessas de campanha já ficaram de lado. Trouxe para o presente o finalzinho da pandemia e para o futuro, sua reeleição e a companhia dos seus filhos, custe o que custar.

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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2020

O ano de 2020 será marcado como um dos annus horribilis da história da humanidade. Pandemia, fome e, no Brasil, um presidente lunático e negacionista. 190 mil mortes.  Desânimo para conviver mais dois anos com o capitão insano e seus filhos enrolados.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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O VÍRUS PODER

Na natureza humana, o Poder age como um vírus, que luta contra anticorpos existentes no paciente infectado e, uma vez vitorioso, passa a destruir quaisquer defesas remanescentes até atingir um domínio total. Um dos principais efeitos do vírus Poder é impedir o infectado de reconhecer os próprios erros. Depois de certo grau de infecção, o único tratamento possível é o afastamento radical do Poder. Um exemplo perfeito desta semelhança é a comparação de Jair Bolsonaro, retratada pelo Estado em editorial recente (que pôs à luz um presidente prepotente, que na área da Saúde pública, levou sua incompetência do ridículo às raias do crime contra a saúde pública), com Jair Bolsonaro ainda não infectado, que admitia não ter nascido para ser presidente. E agora, que o Brasil não aguenta mais dois anos de desgoverno, o afastamento de Jair Bolsonaro do Poder se impõe. O caminho normal para isso seria um impedimento. Mas isso exigiria dois terços do Congresso, e o vírus Poder também ataca o Legislativo: quase a metade já se aliou a Bolsonaro, em troca de mais Poder e/ou benesses, no usual toma lá, dá cá (que o Bolsonaro pré-Poder jurava que extirparia). Assim, aos sofridos brasileiros resta apenas a esperança de que o próprio Bolsonaro consiga vislumbrar a realidade e perceba que desse jeito não só não será reeleito, como será cobrado pelos males que seu desgoverno causou ao Brasil. E aí, desista da reeleição, cale seus filhos e resolva recompor o tripé inicial, passando a dedicar-se exclusivamente ao combate à corrupção (porque disso ele aparenta entender), e dê carta branca irrevogável ao Posto Ipiranga para gerir a área econômica, e outra ao vice-presidente Mourão, para gerir todo o resto do governo . Só assim passará tranquilamente os próximos anos, e até talvez passe à História com saldo positivo.

Luiz Ribeiro Pinto brasilcat@uol.com.br

Ribeirão Preto

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DISCUSSÃO RACIONAL

O artigo do general Hamilton Mourão Tudo pela Amazônia (Estado, 27/12, A2) é passível de críticas, até por não mencionar palavras e ações inaceitáveis de Jair Bolsonaro e de Ricardo Salles, como se nada tivessem que ver com o assunto. Mas não tenho dúvidas de que o radicalismo de ambientalistas, locais e internacionais, com ótimas intenções e outras não tão louváveis, impede uma discussão racional sobre um problema tão complexo. Espero que os movimentos citados pelo general Mourão levem à construção e adoção de medidas inteligentes e inovadoras para uma exploração sustentável das riquezas da região, com benefício para a natureza, para o povo local e para todo o planeta. Afinal, eu gostaria que me mostrassem um único lugar do mundo dedicado à agropecuária, à produção de madeira e celulose, de petróleo, carvão, xisto, diamantes, ouro, ferro e outras riquezas, de produção industrial, em que a natureza não tenha sido de alguma forma afetada, ainda que de forma racional. É ilusório imaginar que as riquezas da Amazônia devem ficar intocadas, porque aí, sim, se manterão abertas as oportunidades, em associação com os moradores locais, para a exploração ilegal, de difícil enfrentamento e controle.

César Garcia cfmgarcia@gmail.com

São Paulo

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‘TUDO PELA AMAZÔNIA!’

Em seu artigo de domingo no Estadão, o vice-presidente Mourão explicou o que tem sido feito pela Amazônia através do Conselho Nacional da Amazônia Legal, que ele conduz. Começa descrevendo a situação em que encontrou a área, ouviu os Estados participantes da região, fez planos para resolver os problemas encontrados, mostrou os resultados conseguidos e falou sobre o futuro, tudo de uma forma compreensível e equilibrada. Que bom seria se pudesse assumir a Presidência!

Alroger Luiz Gomes alroger-gomes@uol.com.br

Cotia

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OS MELHORES LIVROS, SEGUNDO O PRESIDENTE

Para se contrapor ao ex-presidente Barack Obama, que anualmente publica sua lista anual de livros recomendados em que exalta o socialismo, o feminismo, a miscigenação e a ideologia de gênero, o presidente Bolsonaro, para instruir o gad..., digo, seus seguidores, passa a divulgar sua lista anual de recomendações literárias. A seguir, os maiores lançamentos editoriais de 2020, segundo o presidente: 1) Obras Completas de Paulo Guedes: obra dividida em dois volumes de 700 páginas totalmente em branco, cada. O primeiro tomo contém as teses que o grande doutor da Universidade de Chicago nunca conseguiu desenvolver em sua vida acadêmica. No segundo tomo, as privatizações que o ministro deixou de efetivar e os projetos que deixou de apresentar na Assembleia para turbinar a economia. 2) Cloroquina, a panaceia do século 21, Biblioteca do Exército Nacional. Amplo estudo sobre as virtudes do miraculoso medicamento disseminado pelo presidente Trump para conter a propagação do vírus chinês e outros males criados em laboratórios comunistas para solapar as bases da democracia. No prefácio, Osmar Terra demonstra que a covid-19, na verdade, matou menos gente que unha encravada. E faz um vaticínio definitivo: a falsa pandemia será improrrogavelmente debelada até o dia 23 de janeiro de 2021, dois dias antes de ser iniciada a imunização de João Doria em parceria com o Instituto Butantan. Ao final, um adendo mostrando os perigos da vacina que pode causar mutações genéticas irreversíveis que tornam seus usuários vassalos do domínio vermelho. 3) O legado do governo Médici, editora Ame-o ou Deixe-o, edição comemorativa patrocinada pelas Forças Armadas com histórico depoimento in memoriam do saudoso coronel Ustra sobre os gloriosos tempos do AI-5 e da eliminação da esquerda do cenário político. Ricamente ilustrada com os sofisticados aparelhos para tortura desenvolvidos no DOI-Codi com tecnologia totalmente nacional. 4) O Brasil, baluarte contra a expansão do globalismo, de Ernesto Araújo, com prefácio de Olavo de Carvalho, editora Itamaraty, apresentando as bases do terraplanismo científico e do combate ao multiculturalismo que assola a decadente Europa. Detalha, ainda, os ameaçadores princípios da conspiração ecológica promovida pela perigosa ativista Greta Thunberg para redução do aquecimento global e implantação de uma ditadura rubro-verde nos países ocidentais. 5) Amazônia em chamas, editora Agro é Pop, com prefácio do ambientalista Ricardo Salles. O livro mostra como será a Nova Amazônia, após “a passagem da boiada”, tomada pela soja, pelo pasto, pelo garimpo e pelas madeireiras, com a eliminação do mato, das atrasadas comunidades indígenas e das ONGs que atravancam o progresso. 6) Projeto atômico para um Brasil grande, de Enéas Carneiro (edição comemorativa de 25 anos): Enéas sobressaiu-se no cenário político professando uma ideologia conservadora e aliciando um enorme rebanho. Antecipando os preceitos do Twitter, conseguiu condensar todo seu complexo ideário numa única frase de efeito poderoso e nenhum significado: Meu nome é Enéas. 7) A Bíblia, edição especial publicada pela Igreja Universal com prefácio do bispo Edir Macedo. A fim de restabelecer a moralidade, foram suprimidos trechos utilizados pelos esquerdistas para atentar contra os tradicionais valores judaico-cristãos. Na versão revisada, Maria Madalena é enviada por Cristo a um prostíbulo, os ladrões, ainda que bons, são renegados na cruz (seguindo à determinação “ladrão bom é ladrão morto”) e os mercadores do templo, ao invés de expulsos, são convidados a colaborar com o dízimo. Prefácio de Damares Alves. 8) Combate à corrupção, de Roberto Jefferson, com prefácio de Arthur Lira. Mostra como a Lava Jato, o STF e o Congresso ajudaram a disseminar a corrupção no País. 9) Ajude seu filho a montar um arsenal bélico doméstico. Manual didático de como motivar as crianças, desde cedo, a montar uma coleção de armas, ajudando a proteger a casa contra a invasão dos sem-terra e das milícias bolivarianas, vindas de Cuba ou da Venezuela. Como adendo, sugestões práticas para transformar o espaço reservado para bibliotecas em um charmoso estande de tiros. 10) Black is beautiful, de Sérgio Camargo. O presidente da Fundação Palmares expõe sua tese de que o negro, através da meritocracia e aprendendo práticas civilizadas, pode ser tão bem sucedido quanto o branco. Basta adotar os valores da civilização cristã e renegar os costumes atrasados provindos da África como candomblé, ilê ayê, maculelê, agogô e mimimi. Com depoimentos exclusivos de Pelé e Ronaldinho Gaúcho. Bônus: 11) A grande família (no prelo), obra com financiamento coletivo, sobre a saga da família Bolsonaro, o capitão e seus quatro filhos, pessoas de bem e com valores cristãos, que salvaram o País do comunismo ateu do PT. Prefácio de Alexandre Garcia.

Sérgio Sayeg sygsergio@gmail.com

São Paulo

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IPTU EM SÃO PAULO

Caro sr. prefeito, como em janeiro de 2019 a Prefeitura lançou o IPTU de imóveis nos Jardins e outros bairros com 46% de aumento, e por causa da “revisão de valor venal” do prefeito Haddad o IPTU já vinha com aumento de 10% ao ano desde 2013 (portanto 6 x 10% + 46%), então essa abominável “revisão” já atingiu seu objetivo, até o ultrapassou. O valor venal de meu imóvel, de R$ 139.401,00 em 2013, passou a ser de R$ 409.737,00 em 2020. Assim, os imóveis penalizados com os 46% de aumento em 2019 mais os 10% em 2020 também deverão ter seu boleto de 2021 com o valor carnê de 2020. Seria o correto!

Maria Veronika Keri marika.keri@gmail.com

São Paulo

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ENTENDI!

O IPTU de minha casa aumentou 46% em 2020. Entrei com um recurso no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) reclamando desse aumento abusivo e desproporcional, e, é claro, perdi a causa, pois consideraram que a Prefeitura de São Paulo tem o direito de efetuar esse reajuste. Agora eu entendi por que: é para subsidiar o aumento salarial de nosso prefeito. É mais do que justo!

Marcelo L. Z. Bernabe zbernabe@hotmail.com

São Paulo

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‘A ÚLTIMA SEGUNDA-FEIRA DE 1992’

Excelente o artigo de Bernardo Pasqualette, A última segunda-feira de 1992 (28/12). Também eu, assim como milhares de outros indignados brasileiros, sempre considerei que jamais houve justiça para Daniella Perez com a prisão por meros sete anos do casal de assassinos Guilherme de Pádua e Paula Thomaz. Porém, o que mais incomoda e constrange é verificar que desde então, e desde sempre, as autoridades que compõem os Três Poderes da República, em especial o Poder Legislativo, jamais se preocuparam com as injustiças que são cometidas constantemente com as famílias de todas as vítimas de crimes neste país, fazendo questão absoluta de serem partes do problema, mas jamais de qualquer solução minimamente consoladora e reparadora.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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FEMINICÍDIO

Os feminicídios são recorrentes e cotidianos no Brasil há anos, e nem Congresso nem Executivo tomam qualquer iniciativa de endurecer de forma severa as penas para tais delitos. Uma juíza foi morta e esfaqueada na frente das filhas na véspera do Natal. A inoperância em tudo sempre foi a marca do Brasil. Um país de ineptos. Esta cambada de débeis mentais, indivíduos ruins e perversos e que se acham no direito de matar suas ex-mulheres por mero capricho, deveria apodrecer na prisão. Prisão perpétua é o mínimo para autores de tais crimes. Na minha modesta opinião, a pena correta seria pena de morte. Infelizmente, neste país do “ai, coitado”, bandido tem sempre toda a condescendência da lei brasileira. Matam e, em dois/três anos, estão nas ruas! A lei penal, a lei de execução penal e a Constituição são covardes e coniventes com o crime. Algo simples de explicar na mente obtusa de nossos juristas que sempre consideram estas bestas humanas vítimas da sociedade. Para estes senhores não existe maldade no mundo, os perversos são apenas pessoas incompreendidas.

Paulo Alves pauloroberto.s.alves@hotmail.com

Rio de Janeiro

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O CRIME NO BRASIL

Os crimes de feminicídio e corrupção carecem de maior punição aos criminosos. Enquanto a Justiça for branda, nada vai mudar. O recente assassinato da juíza Viviane deu nova visibilidade: bloqueio financeiro e provável rigor punitivo ao criminoso. Quanto à corrupção, com nocivas consequências generalizadas, ainda não é levada a sério. Veja o exemplo do condenado em duas instâncias e réu em oito processos: cumpriu parcialmente a pena num autêntico spa, cheio de regalias, se diz inocente e continua solto e flanando por aí, num claro atestado de que no Brasil o crime compensa.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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CIVILIZAÇÃO E PERVERSIDADE

Quem ama não mata, título da coluna de Eliane Cantanhêde no Estado de 27/12, que analisa esta “patologia social” de nossa tradição colonialista-machista, pode ser estendida a toda nossa hipócrita moral de civilização de perversidade consentida. A mesma humanidade que atinge píncaros de desenvolvimento científico e tecnológico continua na caverna da falta de ética e de visão míope de costumes e de perversa convivência entre pretensos seres sapiens. Enquanto houver guerras, injustiça social e homens matando mulheres, como objetos materiais de propriedade privada, não somos dignos de nos considerar gente, e muito menos gente civilizada. Não passamos de disfarçados animais ferozes e predadores de seres da mesma espécie.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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‘QUEM AMA NÃO MATA’

Irretocável o artigo de Eliane Cantanhêde! Também concordo que a educação dos filhos, dos meninos, em particular, é fundamental. Em Como criei filhos fortes e felizes, em e-book na Amazon, relato como criei meus filhos sozinho, mesmo após uma descida aos infernos, depois da separação.

Albino Bonomi acbonomi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

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VETO-BOMBA

A pauta-bomba é muito comum no Brasil. O Legislativo age de maneira irresponsável fiscalmente, forçando o Executivo a vetar projetos de aumento de gastos sem a devida dotação orçamentária. Lá nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump introduziu agora a figura do veto-bomba. O Legislativo aprova um plano de ajuda negociado por ambos os partidos que concordaram, de maneira responsável, com um pacote de US$ 900 bilhões para ativar a economia devastada pela pandemia e que acabou com milhões de empregos. Entretanto, o Executivo vetou de maneira irresponsável para prejudicar o presidente eleito e que toma posse apenas em 20 de janeiro. Prejudicar o futuro governo democrata, sabotar o entendimento político, divulgar fake news e evitar a recuperação econômica do país são medidas tomadas pelo republicano com o claro objetivo político de tentar voltar ao poder nas eleições de 2024.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

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