Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2020 | 03h00

Desgoverno e pandemia

Contra a vida

Inimaginável o que o governo Bolsonaro continua fazendo para aumentar o número de vítimas – infectados e mortos – pela covid-19. Desde o início da pandemia “oficial”, em março, ele e muitos de seus asseclas vêm estimulando ações a favor da doença e da proliferação do vírus – manifestações contra o uso de máscara, o distanciamento social, o uso de álcool em gel, etc. – e contra a vida. As falas principalmente do irresponsável e insano presidente servem de (mau) exemplo para que se negligencie a coisa toda, trazendo como consequência quase 200 mil mortos e outros milhares de doentes, que não veem luz no fim do túnel. Mas como neste governo miséria pouca é bobagem, a caterva bolsonarista ainda questiona a validade de todas as vacinas, fazendo o que pode para retardar o início de um possível plano – o Brasil continua sem ministro da Saúde – para minimizar um problema que o mundo todo considera gravíssimo e Bolsonaro diz ser apenas uma “gripezinha”.

JOÃO DI RENNA

JOAO_DIRENNA@HOTMAIL.COM

QUISSAMÃ (RJ)

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Sem vacinas

Até quando vai ficar esse empurra-empurra sobre o registro das vacinas? A Argentina já começou a vacinar, outros países do mundo já estão na segunda semana de vacinação e o pseudoministro da Saúde diz que só em fevereiro de 2021 vamos começar. O País está pegando fogo em razão da pandemia e o pseudopresidente, jogando bola e se lixando para a população, que está morrendo. Até quando, Brasil? Acorda!

JOSÉ CLAUDIO CANATO

JCCANATO@YAHOO.COM.BR

PORTO FERREIRA

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Horror

Até quando nosso país terá de aguentar o negacionismo, a ignorância, a falta de consideração e irresponsabilidade do presidente Bolsonaro? Estamos chegando aos 200 mil mortos por covid-19. Mais de 40 países já iniciaram a vacinação, alguns no nosso continente, e o presidente só preocupado em proteger, esconder e livrar seus pimpolhos de suas “travessuras” e com sua pretendida reeleição. Que horror! Até quando?

HEITOR PORTUGAL P. DE ARAUJO

HEITOR.PORTUGAL@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Na rabeira

Nosso ministro das Relações Exteriores, que já estava feliz por nosso país ter-se tornado um pária no mundo, deve estar esfuziante vendo que estamos na rabeira das vacinas. Com 40 países já vacinando, em breve o Brasil será alvo da chacota do mundo, dado o nosso atraso. Pouco importam os quase 200 mil mortos, realmente só importa salvar os filhos do capitão da Justiça. Precisamos de líderes que ponham todos esses milicianos na cadeia.

ALDO BERTOLUCCI

ALDOBERTOLUCCI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Um ano que não acaba

Quando vai chegando o fim de ano, é comum termos a esperança de que a simples mudança de número apague o que de ruim aconteceu e tudo será melhor dali em diante. Este ano, que já se esvai, nem deveria ter existido, uma vez que foi marcado pelos milhões de mortes no mundo causadas por um vírus que trouxe uma doença que até agora não sabemos com clareza como nasceu, porque oriunda de um país fechado – depois do fato, se logo tivesse buscado auxílio de outras nações, talvez já houvesse solução. Após experiências em vários países, chegou-se a vacinas cuja eficiência no combate ao vírus ainda varia quanto ao índice de eficácia. E possivelmente elas terão de sofrer alterações na sua composição, porque o causador dessa pandemia parece ter grande capacidade de sofrer mutações genéticas que podem impedir ou adiar a sua erradicação. Daí a sensação de que 2020 é um ano que não acaba.

LAÉRCIO ZANINI

SPETTRO@UOL.COM.BR

GARÇA

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Já vai tarde

Nunca um fim de ano será tão comemorado como este de 2020, por todas as pessoas do mundo, e pelo mesmo motivo: a pandemia. E nunca um novo ano foi tão aguardado, por trazer o remédio contra o vírus da doença mundial, como esse de 2021. Será o ano da vacina. Nossa esperança está materializada numa injeção que nos devolverá dias mais seguros e melhores. Terá esta longa quarentena nos ensinado a sermos mais sábios e menos egoístas, mais modestos e solidários, menos prepotentes e individualistas? Só o tempo dirá. A vida às vezes nos reserva surpresas para as quais não estamos preparados e nos podem derrotar ou nos tornar pessoas melhores, de mente e coração mais sábios.

PAULO SERGIO ARISI

PAULO.ARISI@GMAIL.COM

PORTO ALEGRE

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Em São Paulo

Orgulho do avô

Ao longo da campanha que o reelegeu, em várias ocasiões o nosso alcaide mencionou seu avô Mário Covas como fonte inesgotável de exemplos pessoais, públicos e políticos, dos quais se orgulhava e em que se espelhava. Finda a eleição e já nos estertores de um ano que todos queremos esquecer, pela pandemia que assolou o mundo e por todos os efeitos nocivos que causou na economia e na vida das pessoas, ele aprova o fim da gratuidade nos transportes públicos para pessoas com mais de 60 e menos de 65 anos e sanciona um reajuste de 46% no próprio salário, provocando mais despesas em cascata caudalosa para o Município. O avô estaria orgulhoso do prefeito?

RENATO OTTO ORTLEPP

RENATOTTO@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Incoerência

O PSOL fez campanha para Guilherme Boulos prometendo valorizar o servidor, salário incluído. Agora que Bruno Covas sancionou o aumento de salário para 2022, após dez anos sem reajuste, o PSOL questiona-o na Justiça. Não sabe que o salário do prefeito é o teto dos vencimentos dos servidores? Como aumentaria o salário dos servidores sem aumentar o do prefeito? É muito cinismo.

MARCELO KAWATOKO

MARCELO.KAWATOKO@OUTLOOK.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


O CORONAVÍRUS E A RESTAURAÇÃO FEDERATIVA

O governo paulista diz que vai acionar o Ministério Público contra os 19 municípios que não aderiram ao status “vermelho” determinado para Natal e ano-novo. É, no mínimo, uma atitude arrogante, pois vivemos num regime federativo em que a autoridade de um nível não se sobrepõe à do outro. Da mesma forma que os governadores divergiram do presidente da República, os prefeitos também têm o direito de não concordar com o governador. Os prefeitos que não adotaram a fase vermelha têm suas razões, entre elas suas cidades ou regiões não estarem com as UTIs lotadas. O governo de São Paulo – assim como os demais Estados – deveria evitar a deterioração nas relações com os municípios. Mesmo com toda sua autoridade, o governador jamais será capaz de realizar com os próprios meios a vacinação da população, que ocorrerá nos próximos meses e será responsabilidade municipal. A pandemia, que tantas mudanças tem trazido, poderá também reordenar as relações entre os níveis de poder, impedindo as pretensas subordinações. Oxalá também sirva para eliminar a relação espúria entre Executivo e Legislativo, em que o primeiro entra com o dinheiro (do povo) e o segundo vende os votos (que têm o dever de dar sem contrapartida). E que até o Judiciário se atenha à sua função de guardião da Constituição e das leis, sem jamais cair na tentação de governar ou legislar. Quando isso acontecer, teremos sociedade restaurada e melhores condições de vida.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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EM OUTRO TEMPO

Chegamos no Brasil à incrível marca de mais de 190 mil mortes e quase 1,5 milhão de infectados pelo vírus da covid-19, números inimagináveis no começo deste ano que, melancolicamente, está preste a terminar. No entanto, o que vemos nos jornais diariamente são fotos de muita aglomeração, no comércio, nos bares e nas praias, em completa contrariedade às recomendações da ciência médica. Por alguns instantes, até me reposicionar, imagino que aquilo possa ter acontecido num tempo diferente daquele em que realmente estou vivendo.

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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BONS PAGAM PELOS MAUS

Somente no fim de semana passado, a polícia recebeu mais de 5 mil chamados devido a aglomerações. A situação não está fácil para ninguém, mas São Paulo virou uma zona. Fecham shoppings e comércios em geral, mas os pancadões continuam sem serem incomodados, assim como festas que custam desde R$ 500,00. A sensação que fica é de que os bons estão pagando pelos maus.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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O CULPADO

Notícias tristes da segunda-feira gorda, 28 de dezembro: na Bélgica, 18 morrem em asilo após visita de “Papai Noel” com covid-19, e a África do Sul é o primeiro país africano com mais de 1 milhão de casos de covid-19. Fiquemos no aguardo da mídia esquerdopata, lideranças e seguidores vermelhos debitando essa culpa nas costas do presidente Jair Bolsonaro. Hum, se chover na virada do ano e a nova cepa do coronavírus chegar ao Brasil, já sei quem será o culpado.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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PANDEMIA DA IGNORÂNCIA

Bolsonaro, infelizmente, não se deu conta de que o cargo de presidente da República exige um mínimo de postura condescendente com a situação. Faz questão de desfilar pelas ruas exibindo o seu despeito com relação à covid-19, num exemplo claro de que a sua atitude grotesca e birrenta está acima de tudo e de todos. Como se fosse um jagunço a desafiar o perigo. Grande parcela dos brasileiros parece aplaudir e, seguindo à risca o exemplo que vem de cima, provoca aglomerações nas ruas, nos comércios, nas praias, sem o menor cerimonial de compaixão pelo próximo, sem o menor compromisso com a cidadania responsável. Dá-se até a impressão de que essa fatia da população preza pela truculência, pelo autoritarismo e desfaçatez, o que faz dela própria, aos olhos e atitudes do presidente, reles cidadãos que terão de morrer um dia, de um jeito ou de outro, mas com a certeza de que um Sírio-Libanês, um Einstein não estarão disponíveis para as aflições dos seus. É muita baixa autoestima coletiva. Ainda assim, com os dados alarmantes, têm eles a pachorra de bradarem em alto e bom tom que a “mídia marrom”, composta pelo Estadão, Folha, Veja, Band, Antagonista, Globo, além de OMS, cientistas, etc. mentem, forjam dados para prejudicar o tal Jair, o único comprometido com a verdade e vítima dessa insanidade. Com Lula já era assim, a mídia nefasta distorcia, inventava, caluniava..., agora, essas fontes são vítimas dos bolsonaristas fanáticos. Pobre Brasil, sempre atrasado, sempre inconsequente, sempre se oferecendo aos motivos de piadas pelo mundo afora, mas compromissado fielmente com a ignorância e desenfreadamente apaixonados por heróis vilões.

Ana Silvia F. P. Pinheiro Machado anasilviappm@gmail.com

São Paulo

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VACINAS DIFERENTES

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou recentemente que o governo federal estava negociando a compra de vacinas tanto da Coronavac quanto da Pfizer, contra a covid-19. A da Pfizer já tem eficácia comprovada de 95%. Enquanto isso, o secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, já confirmou que a eficácia da Coronavac está acima de 50%, mas certamente abaixo dos 90%. Bem, perante estes números díspares, o governo federal deverá ter – e esperemos que tenha – uma estratégia muito bem definida e justificada de quais grupos receberão qual vacina, já que existe certeza inconteste de que a da Pfizer é melhor do que a da Coronavac. Agora, ainda mais importante que isso é uma questão que precisa vir à tona: como se sentirá um indivíduo que for obrigado a ser vacinado com a Coronavac sabendo que a Pfizer lhe ofereceria uma maior probabilidade de proteção? Do ponto de vista social e ético, todos os cidadãos brasileiros deveriam receber a mesma vacina, ou vacinas diferentes, mas de mesma eficácia. A resposta simplista para esta questão, de que “cada país deve lutar com as armas que tem”, já que estamos em meio a uma pandemia, pode até ser pragmática, mas a situação será, no mínimo, moralmente desconfortável.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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A MORTE DA CORONAVAC

Sorrio triste, decepcionado com grande parte da mídia, que não noticiou a morte da Coronavac. Não importa se Bolsonaro rogou praga ou se Doria pagou mico. Foi um blefe, e todos se calam covardemente para não confessarem, humildemente, que o presidente tinha razão. Nem por isso acho que Bolsonaro age certo, no atacado.

Roberto Maciel  rovisa681@gmail.com

Salvador

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INSTITUTO BUTANTAN

O maior legado ou notoriedade, ou especialidade do Instituto Butantan sempre foi a produção de antídotos para venenos de cobras (salvou milhares de vida). Agora, com esta “mentira” ou falta de transparência a respeito da eficiência (50% ou 90%) da vacina Coronavac, fico em dúvida se a na direção não tem algumas cobras que precisariam de tomar o antídoto para cobras junto com alguns dirigentes. Nota: sou médico, sou a favor da vacina e vou tomá-la, talvez não esta.

Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

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DESCABIDO

A respeito dos testes de eficácia das vacinas, cabe dizer que a humanidade deve agradecer à eficácia da ciência e da biomedicina, que no curtíssimo período de apenas dez meses (!) – feito inédito na História – conseguiu produzir algumas delas para serem ministradas de imediato à população. Diante disso, é totalmente descabida a discussão e o queixume de que algumas ainda não superaram os 90% de eficácia e segurança. Quem em sã consciência poderia imaginar há um ano que laboratórios conseguiriam descobrir com incrível e inédita velocidade o gene causador de uma pandemia de grande monta e criar em menos de 300 dias uma vacina para combatê-lo? Aos cientistas e biomédicos, nossa eterna gratidão e aplausos de pé. Xô, corona! Vacina já!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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ONDE ESTÁ A VACINA?

Dezenas de países, que têm autoridades sérias, já iniciaram a vacinação contra a covid-19. Infelizmente, essa não é a realidade do Brasil, que já acumula 191 mil mortes em decorrência da pandemia. Durante 2020 tivemos notícias de verbas milionárias que foram destinadas ao combate à doença, seja na construção de hospitais de campanha, seja na compra de equipamentos médicos. Preocupante é perceber que não há uma logística desenhada até o presente momento, considerando a vacinação em nosso vasto território. Ninguém sabe ao certo se existem estoques suficientes de agulhas e seringas para realizar esta empreitada. Vamos começar a vacinação pelas regiões mais ricas ou mais pobres do País? A vacina estará à venda na rede particular? Como será feito o controle de quem já foi vacinado ou não? Nós desconsideramos as experiências de outros países, que já solucionaram vários problemas relacionados ao enfrentamento deste sério problema. É inquietante saber que as pessoas irão se aglomerar no último dia do ano, para beber e cantar, com bastante contato físico.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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BOLSONARO E A VACINA

Se depender de Bolsonaro, antes que lhe perguntem se ele quer comprar a vacina, nós estaremos perguntando quem poderá nos vender caixões...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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OPERATION WARP SPEED

Muito se fala negativamente do governo Trump quanto à covid-19, não sendo divulgada como devia a Operation Warp Speed, pela qual o governo americano investiu US$ 18 bilhões na indústria farmacêutica, até outubro, para o desenvolvimento de vacinas e medicamentos de combate à covid-19. Frutos desse investimento estão começando a aparecer. É interessante notar que a Pfizer não quis receber esse incentivo, mas foi auxiliada pela venda antecipada de US$ 2 bilhões de sua vacina. Vejam detalhes na Wikipedia. Enquanto isso, nós aqui temos o presidente, que se diz seguidor de Trump, apoiando o vírus, mal-e-mal apoiando a Fiocruz e continuadamente vilipendiando o esforço do governo paulista e do Instituto Butantan.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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COM MUITO AMOR

Homem educado, o governador João Doria mandará uma caixa com a vacina Coronavac para Bolsonaro, que passará a virada do ano-novo no Guarujá. De quebra, enviará um prato com rabanadas, para adoçar a chegada de 2021 do presidente.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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MORTES

Estamos a caminho de 200 mil mortos pela covid-19 no Brasil, e o maior responsável por esses óbitos é o presidente negacionista, ignorante, despreparado e fã declarado da ditadura militar.

Mica Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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IMPEACHMENT

Temos um assassino perverso no comando do País, que incorre em crime de responsabilidade, e um Rodrigo Maia que senta em cima dos pedidos de impeachment e, portanto, é cúmplice!

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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CUMPLICIDADE

As instituições brasileiras estão se tornando cúmplices do genocídio que está sendo praticado pelo presidente Jair Bolsonaro. Desde o começo da pandemia, Bolsonaro agiu contra tudo e contra todas para impor sua vontade. Demitiu dois médicos que não acataram suas sandices, receitou medicamentos sem ter gabarito para tanto, desautorizou todas as medidas de proteção como uso de máscaras e distanciamento social, desautorizou as tratativas para comprar as vacinas, comemorou os problemas que houve com a vacina do Butantan. Bolsonaro trabalhou com afinco para trazer o País a esta situação desesperadora que estamos enfrentando. Muitos países já estão imunizando suas populações, mas o Brasil nem sequer encomendou as seringas necessárias para a vacinação. Ministério Público, PGR, STF, Congresso Nacional, todas as instituições que têm poder para tomar providências, e não estão fazendo absolutamente nada para conter as sandices criminosas de Jair Bolsonaro, estão se tornando cúmplices e deverão responder criminalmente, junto com Bolsonaro, por crime de genocídio.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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CHEGA

O orgulhoso Jair Bolsonaro parece mais interessado em vencer imaginadas batalhas dialéticas verbais com o laboratório Pfizer do que servir aos interesses do povo brasileiro. Para este ex-deputado de 27 anos de exercício parlamentar e de 2 projetos de lei aprovados, que caiu de paraquedas circunstanciais eleitoreiras na cadeira da Presidência da República do Brasil, tudo, inclusive a vida dos brasileiros, se resume aos debates e disputas sobre quem é o melhor e quem é o melhor, ele ou qualquer um que ouse fazer-lhe sombra e oposição. O Brasil está cansado dessas encenações teatrais de personalidades bisonhas que pegam carona em nossa história, com seus egos inchados e sua mentalidade atrofiada. Chega de banalizar a Nação e a vida dos brasileiros, chega de banalizar o cargo de presidente do Brasil, chega de banalizar pronunciamentos e discursos oficiais de um presidente de país, chega, pois já estamos a ponto de desacreditarmos de eleições e de promessas de campanhas políticas, uma vez que, parece, para nada servem e de nada valem.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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PRISÃO NA CHINA

A China condenou a quatro anos de prisão uma jornalista que divulgou notícias sobre a covid-19, no início da pandemia. Mais um gritante exemplo da “liberdade democrática chinesa”; com a palavra, os defensores da esquerda.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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LIDERANÇA PÓS-COVID

Excelente a entrevista de Edison Veiga com Austen Ivereigh, vaticanista inglês, principal biógrafo do papa Francisco, sobre seu novo livro Vamos sonhar juntos. O caminho para um futuro melhor. Explica como ele “visa a uma economia que regenera, inclui e cuida do planeta”. Porém, deixa de registrar a forte defesa que papa Francisco faz da Renda Básica Universal que redefinará as relações de trabalho, “garantindo às pessoas a dignidade de rejeitar as condições de trabalham que as aprisionam à pobreza.” (p.143)

Eduardo Matarazzo Suplicy, vereador suplicy@sti.com.br

São Paulo

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FEMINICÍDIO

No Natal deste ano tivemos vários assassinatos de mulheres, alguns com aspectos hediondos, e o que tivemos? O Legislativo se manifestou iniciando um projeto para analisar a legislação com o objetivo de aperfeiçoá-la e aumentar as punições? Nada, não aconteceu nada! Agora vi a notícia de que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que pertence ao Judiciário, tem se reunido para procurar aperfeiçoar a lei. Que país é este? Quem deveria legislar não se interessa, e outro poder procura fazer o que não é sua incumbência? Se cada um fizesse o seu dever, aquilo para o que foi criado, seríamos um país mais decente.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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