Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

03 de janeiro de 2021 | 03h00


Desgoverno e pandemia

Jim Jones

A irresponsabilidade do presidente da República ultrapassou todos os limites do bom senso. Em ato reprovável, ao ver grande número de banhistas nas águas de uma praia paulista, até mesmo com crianças, motivado pelo pueril e incontrolável desejo de criar factoides, Jair Bolsonaro jogou-se de uma lancha e nadou até a areia, podendo provocar uma tragédia. Mas como imagem é tudo, o “mito” uma vez mais conseguiu ser manchete, da mais estúpida forma possível. A insanidade do presidente é apologia ao crime, num tempo que exige distanciamento e máscara. O ano é novo, mas as deprimentes atitudes de Bolsonaro são velhas e não mudam. No triste momento em que o Brasil vai cruzando a linha dos 200 mil mortos pela covid-19, a imagem desse sem noção é o prenúncio de que estamos prestes a nos afogar. Sob sua batuta, o Planalto sofre uma crise de insanidade. Sem nenhum compromisso com o respeito à vida, Bolsonaro é o nosso pastor Jim Jones.

LUIZ THADEU NUNES E SILVA LUIZ.thadeu@uol.com.br

SÃO LUIS (MA)

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Fora da lei

Há algumas semanas um desembargador, em Santos, foi execrado por se rebelar contra guarda municipal que o advertiu e multou por não usar máscara em ambiente público. Agora o presidente anda sem máscara no meio de multidões de apoiadores e ninguém o adverte. A obrigatoriedade da máscara não se aplica a ele? Qual a razão de a ele ser permitido fazer tudo o que lhe der na telha, contrariando leis e regulamentos, estimulando outros também a fazê-lo? A complacência com o presidente e alguns ministros e a crescente desobediência de muitos de seus seguidores sugerem dias ainda mais difíceis à frente.

WILSON SCARPELLI wiscar@terra.com.br

COTIA

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Vocação suicida

Essa espécie de vocação suicida de parte da nossa gente, aglomerando-se nas praias e festas nesta época de pandemia, faz parte da índole individualista dessa população. Tal tendência é agravada por atitudes semelhantes de alguns dirigentes do País, que cometem os mesmos desatinos, sempre com um sorriso maroto nos lábios, típico de quem não tem noção da realidade, de esquizofrenia, o que agrava mais ainda a tragédia que estamos vivendo e pode prolongar por mais tempo essa hecatombe que ceifa tantas vidas entre nós. Só rezando.

JOSÉ DE ANCHIETA NOBRE DE ALMEIDA josedalmeida@globo.com

RIO DE JANEIRO

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Império do desmando

É indiscutível: brasileiro é aquele que, encontrando uma placa dizendo “entre sem bater”, ele bate e não entra.

EDUARDO AUGUSTO DELGADO FILHO e.delgadofilho@gmail.com  

SÃO PAULO

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Prioridades bolsonaristas

O presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e vetou dispositivo que impedia a limitação de gastos com ações vinculadas à produção e distribuição de vacinas contra a covid-19, à imunização da população. Mas manteve o impedimento de limitação das despesas com a implantação do Sistema de Defesa Estratégico Astros 2020. Nenhuma surpresa com essas prioridades estabelecidas na LDO por Bolsonaro, mesmo porque ele sempre preferiu ser uma espécie de garoto-propaganda ou animador de clube de oficiais das Forças Armadas a ser o verdadeiro comandante da Nação.

MARCELO GOMES JORGE FERES

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

RIO DE JANEIRO

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Esperança na ciência

Na aurora do novo ano, erige-se com ele a perspectiva de definirmos novos rumos. Não é mais possível tolerar os erros do ano que findou. Com o advento de um novo ciclo se espera o completo abandono do achismo e a irrestrita adesão à ciência. Não será mais possível admitir que os devaneios do Planalto tragam mais um ciclo de atraso civilizatório, político, econômico e sanitário, com irreparáveis perdas de vidas. Que os delírios presidenciais não marquem este novo ano, que chega repleto de esperança na ciência. Cabe ainda, por bem, reforçarmos a confiança nas instituições livres e na imprensa independente, como pilares estruturantes e perpétuos de garantia suprema da democracia e das liberdades individuais e coletivas. Não ao retrocesso, sim à ciência e a um ano próspero e animador de renovações. Afinal, 2022 é logo ali.

RENATO MENDES DO NASCIMENTO renatonascimento@uol.com.br

SANTO ANDRÉ

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Vacinação

A vacina da Pfizer exige 70 graus negativos para conservação. O Brasil tem cerca de 50 mil postos de vacinação, que não contam com superfreezers para armazená-las e custam de R$ 30 mil a R$ 50 mil cada, ou mais, dependendo do tamanho. Só isso dá uns R$ 2,5 bilhões. Imaginem agora a logística para a distribuição dessas vacinas num país continental de mais de 200 milhões de habitantes com abissais diferenças socioeconômicas. Temos de aprovar logo a vacina de Oxford e/ou a Coronavac, que serão produzidas aqui mesmo, mais baratas e de logística mais viável.

VICTOR RAPOSO victor-raposo@uol.com.br

SÃO PAULO

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Carestia

Reajuste dos combustíveis e alta do preço nos postos no último dia do ano. Povo desmobilizado e mal informado é oficina da má política. Mesmo com queda do preço do petróleo no mundo e redução no consumo em razão da pandemia, sobem os combustíveis. Prova de que reajustes com a justificativa da alta do preço do barril no mercado internacional e da demanda mundial são conversa fiada. É todo mundo pensando apenas em garantir seu lucro. Enquanto isso, em plena crise e alto desemprego, praias lotadas e congestionamentos nas estradas. Bares e restaurantes cheios, com mesas nas calçadas. Como se não houvesse uma pandemia. Vai entender...

GEDER PARZIANELLO gederparzianello@yahoo.com.br

SÃO BORJA (RS)

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



JANEIRO DE 2021

O presidente eleito dos EUA, Joe Biden, anunciou que o mês de janeiro será tenebroso naquele país por causa das festas de fim de ano que resultarão num aumento violento de casos de coronavírus. Se será tenebroso lá, por aqui, no Brasil, não há adjetivo capaz de demonstrar o desastre anunciado para este mês, isso só no Estado de São Paulo. Aumento significativo de tráfego, principalmente para cidades litorâneas, desobediência ostensiva de prefeitos quanto à determinação de entrar na fase vermelha e o comportamento imprudente e displicente de turistas que insistem em frequentar aglomerações sem máscara foram apenas alguns dos fatores preditores da marca vergonhosa de 200 mil brasileiros mortos pela doença. Não sabemos como será 2021, mas certamente não começará bem.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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APÓS 14 DIAS...

Celebridades – e outras nem tanto – pouco se lixaram para a pandemia. Ora, o País com quase 200 mil óbitos, e a irresponsabilidade imperou no réveillon. Festas em ilha particular, outros em suas mansões, e aí por diante. Na verdade, se tivessem respeito pelos brasileiros, dariam um bom exemplo de civilidade e se manteriam em casa e com distanciamento social. Mas, afinal, conseguiram uma repercussão negativa pelo mundo. Só resta aguardar os 14 dias para saber o resultado desses festejos.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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RÉVEILLON

O réveillon dos brasileiros foi 14 dias antes da Festa do Coronavírus, cujo réveillon começa no dia 10 e vai até 14 de janeiro, com explosão de focos. Réveillon, em francês, significa reanimar, acordar!

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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2021, NÓS E A PANDEMIA

Viramos o ano com mais preocupações do que há um ano. Na virada de 2019 para 2020, sabíamos apenas da existência de um surto de febre na China. Ninguém imaginava que era o começo da pandemia que varreria o mundo. Só ficamos sabendo da gravidade em fevereiro, quando apareceram os primeiros contaminados e o governo montou a força-tarefa para repatriar brasileiros que viviam em Wuhan, a cidade chinesa onde o mal eclodiu. Hoje é diferente. Estamos severamente ameaçados pelo segundo estirão da pandemia. As infecções e mortes voltaram a aumentar. Espera-se que os governos se entendam sobre a vacinação e apressem essa providência. Que presidente e governadores não voltem a divergir e que, em vez de medidas de isolamento e outras práticas que se revelaram ineficientes durante 2020 não sejam repetidas. Que o governador João Doria e os prefeitos se entendam quanto ao isolamento ou não da população e tudo se ajeite. Que a população atue com responsabilidade e todos colaboram para encontrarmos, o mais rápido possível, o fim da covid-19. Oxalá 2021 seja um ano de entendimento, em que toda incompreensão e comportamentos de risco fiquem como maus exemplos do passado. Temos de fazer o possível para diminuir as infecções e mortes e, no menor tempo, vencer a pandemia.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo        

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CALAMIDADE PÚBLICA

A hermenêutica desta plêiade de cultores do Direito não causa mais nenhum espanto no País. Numa decisão monocrática, um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu uma liminar para a prorrogação do estado de calamidade pública. Em pleno recesso parlamentar, o Judiciário decidiu tomar uma decisão legislativa com efeito imediato e que não cabe nem sanção ou tampouco veto pelo Executivo.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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2021

Temos de resolver o seguinte problema em 2021: quais das vacinas contra a covid-19 devemos tomar, já que nenhuma foi ainda aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o número de doses disponíveis será muito menor que o necessário para chegar à “imunidade da população”, e o governo conseguiu comprar apenas 3% das seringas necessárias para aplicar a vacina.

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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BORDÕES

O governo anuncia o bordão “Brasil imunizado”. Descarada pantomima bolsonarista. Na realidade, sem vacinas, o País dispõe de outros irretocáveis bordões: Brasil ultrajado, vilipendiado, atrasado, humilhado, castigado, rasgado, destrambelhado, desfigurado, desrespeitado, desatinado, desgraçado, achincalhado, desacreditado, desativado, desonrado, desarticulado e envergonhado.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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DOIS ANOS

O atual presidente da República chega à metade do seu mandato, sem ter realizado nada de útil para a sociedade, a exemplo do que realizou ao longo dos seus 27 anos como deputado federal. Muito pelo contrário. Neste governo, foram estabelecidos todos os recordes de desmatamento, incêndios e invasões de nossos biomas, inclusive, mais recentemente, os localizados no Oceano Atlântico, tais como as praias do Nordeste e até Fernando de Noronha. Retrógrado, o presidente ainda prioriza a mineração, a pastagem e o turismo, em detrimento da preservação ambiental. Desacredita, a exemplo dos terraplanistas, do aquecimento global. Também não crê nos rios voadores, formados pela emissão diária de vapor de água pelas árvores da Amazônia, responsáveis pelas chuvas que irrigam as cidades e as fazendas das Regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Dentro desse entendimento, ao deixar que ocorram os desmatamentos e os incêndios naquela floresta, vem construindo um futuro com severas e irreversíveis estiagens nas regiões mais produtivas do País. Nem as nuvens de gafanhotos provocariam estrago maior. Se tal não bastasse, o seu desprezo pela pandemia é homérico. Nenhum outro chefe de governo da Terra colaborou tanto com o coronavírus, como o presidente do Brasil. Nem o seu ídolo norte-americano, Donald Trump, pois aquele país já está vacinando a sua população. Nós, ao contrário, estamos aguardando a nossa, sem data definida. Aparentemente, o presidente foi o castigo que nos foi enviado para aprendermos a não votar tão displicentemente.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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DESGOVERNO, HORAS A MENOS

Apenas não concordo com a dimensão da contagem regressiva expressa no editorial Ainda faltam 17,5 mil horas (1/1, A3). Primeiro, porque ela já poderia estar zerada e iniciada uma nova com Hamilton Mourão ou outro sucessor dele, caso Rodrigo Maia não estivesse se pautando apenas pelos interesses pessoais em face de mais de 50 pedidos de impeachment que a ele chegaram. Segundo, mesmo sem lograr a primeira hipótese, o total de horas de permanência de Bolsonaro na presidência deste belo país tem de ser bem menor que isso. Por isso as eleições para as presidências do Congresso Nacional são fundamentais. Não merecemos mais dois anos de desgoverno e destruição de tudo o que socialmente foi construído a duras penas.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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VACINA

A respeito do oportuno editorial Ainda faltam 17,5 mil horas (Estado, 1/1, A3), cabe dizer que felizmente as vacinas contra o corona já estão chegando neste início de 2021. Que chegue o quanto antes a vacina imunizante e salvadora contra o bolsonarovírus. Basta!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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O ANO DAS VACINAS

Que 2021 seja o ano das vacinas que acabarão com as duas terríveis pandemias que assolam este país: a covid-19 e a JB-2018!

Luiz Ribeiro Pinto brasilcat@uol.com.br

Ribeirão Preto

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2020

No ano que findou, nada foi mais desastroso do que o governo Bolsonaro, seu negacionismo, sua apologia à tortura, a ditadura, homofobia e racismo – sem falar no envolvimento sério com milícias, rachadinhas, etc.

Marcos Barbosa  micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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CONTA NÃO PAGA

Uma pergunta não respondida no macabro ano de 2020, que terminou, como uma conta não paga se renova, neste esperançoso 2021 que começa: Bolsonaro, por que Fabrício Queiroz depositou R$ 89 mil na conta da primeira-dama Michelle?

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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UM REAJUSTE FORA DE ÉPOCA

Nada justifica o reajuste salarial de 47% conferido pela Câmara Municipal de São Paulo aos salários do prefeito Bruno Covas, do vice e dos secretários municipais, e que se estenderá, no chamado efeito-cascata, para todo o funcionalismo. Não basta dizer que o aumento passa a valer só em 2022 nem afirmar que o teto salarial do município está defasado. A sociedade inteira está fazendo enormes sacrifícios para superar a crise e a pandemia e com muitas expectativas em relação ao início da vacinação contra a doença covid-19. Nós, dirigentes sindicais e trabalhadores, temos lutado muito contra a fragilização econômica dos setores produtivos, o desemprego, a redução da renda, a diminuição do poder de compra dos salários, os ataques aos direitos e os riscos à saúde no trabalho. Então, o que mais se espera dos representantes políticos nesta hora é responsabilidade, compromisso com a realidade, respeito à sociedade e apoio às lutas de todos contra a crise e o coronavírus. Assistimos, porém, indignados, à maioria dos vereadores dar as costas a tudo isso e, em pleno final de um ano difícil, de muita luta, luto e dor, aprovar um aumento indecoroso e irresponsável com a coisa pública. Cumprimentamos os vereadores que votaram contra o reajuste, apoiamos as iniciativas de barrar o mesmo na Justiça e gostaríamos muito de ver o poder público municipal recuar e pedir desculpas por este erro estúpido e mesquinho.

Chiquinho Pereira, Presidente do Sindicato dos Padeiros de São Paulo e da Febrapan susanabuzelijornalismo@gmail.com

São Paulo

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EFEITO-CASCATA

O escândalo do aumento dos salários do prefeito, vice e secretários sancionado por Bruno Covas não diz tanto respeito a esses servidores, cujos vencimentos de fato não eram compatíveis com as responsabilidades dos principais gestores de uma cidade do tamanho e complexidade de São Paulo, mas ao gigantesco efeito-cascata que inexoravelmente produzirá, reajustando em obscenos 46% os salários de milhares de servidores já muitíssimo bem remunerados.

Herman Mendes hermanmendes@bol.com.br

Blumenau (SC)

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SENSIBILIDADE ÉTICA

O recém-eleito prefeito da maior metrópole do País, Bruno Covas (PSDB), sancionou, na véspera do Natal, um aumento de 46% em seu salário, valor válido também para o do vice-prefeito e dos secretários municipais, medida previamente aprovada em sessão extraordinária convocada três dias antes pela Câmara dos Vereadores. O acréscimo gerou protesto da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (AFPESP), além de originar até manifestações de ilegalidade e inconstitucionalidade divulgadas na imprensa. O jovem político justificou a elevação ao afirmar que o teto então em vigor estava defasado. Mesmo que exiba alguma dose de razão ao assim opinar, ele, portador de sobrenome tão ilustre, faria melhor se debatesse a questão após algum tempo de exercício no cargo, quando, por meio de seus atos, poderia reafirmar aos que o escolheram a correção do voto, em vez de concretizar ato tão antipático poucos dias após a sua eleição, passando a incômoda impressão de que só aguardava o resultado final. Faltou sensibilidade ética.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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LAMENTO

Caro prefeito Bruno Covas, não sou seu eleitor, pois moro na grande São Paulo. Porém, temos algo em comum, que é a paixão pelo PSDB, partido de que seu avô, que tive a honra de conhecer, foi um dos fundadores e quem me fez ter a paixão que tenho por esse partido. Li diversas vezes o seu estatuto. Torci pela sua eleição e fiquei feliz pela sua vitória. Entretanto, fiquei absolutamente chocado pelo fato de ter sancionado a proposta do legislativo em aumentar em quase 50% o seu salário e, em cascata, o de todo o quadro público municipal. Qual o argumento? O último aumento ocorreu no ano de 2012! Fiquei absolutamente comovido. Só que a média salarial gira na faixa dos R$ 20mil! Rogo para que o sr. tenha em mente qual a média salarial dos restantes dos mortais da capital paulista, que o sr. lidera. Meu Deus! Temos algo parecido com 14% de índice de desempregados, que representam mais de 14 milhões de pessoas no nosso amado Brasil. Temos uma pandemia que já matou quase 200 mil pessoas! Paro nesses dois quesitos, o sr. sabe que a lista é muito maior. Não obstante, o sr. assinou o que o Legislativo, com total irresponsabilidade, propôs e, repito, sancionou! Que pena! Jamais deixarei de ser partidário do PSDB com visão de centro-direita, mas o sr. jogou no lixo da minha memória o que eu via no sr. como sucessor dos pensamentos do seu avô, que, aliás, o sr. citou muitas vezes em sua campanha eleitoral. Lamento profundamente!

Sergio Orlando sergioorlando@hotmail.com.br

São Caetano do Sul

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DOR NO BOLSO

Prefeito Bruno Covas e seus secretários, que deveriam dar o exemplo, deixaram tramitar e ser aprovado na Câmara de Vereadores projeto de aumento de seus salários. Aí mandar soldar as portas dos comerciantes no final do ano é fácil, porque não dói nada no bolso deles!

Francisco José Sidoti  fransidoti@gmail.com

São Paulo

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PACOTE DE MALDADES

Cidades no litoral funcionaram normalmente no final do ano, pois as prefeituras dependem do IPTU onde grande parte dos contribuintes possui imóvel para veraneio. Nos EUA foi aprovado um novo pacote de estímulo para ajudar a economia americana, portanto quem teve seu comércio ou empresas fechados terá ajuda do governo. Em São Paulo, governo e prefeito resolveram punir o cidadão de bem que paga os impostos e, inclusive, suas mordomias. João Doria fez um pacote de maldades para os paulistanos, punindo aposentados e pensionistas com descontos nos seus salários para pagar o próprio sistema previdenciário, a SPPREV, cortou o IPVA para deficientes que tinham isenções e, junto com Bruno Covas, retirou a gratuidade nos transportes públicos para idosos de até 65 anos. E o prefeito foi além: aumentou o próprio salário. Ambos deram de ombros para a população. E todos se calam. Foi a pandemia que acabou com a indignação do povo?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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ENEL

Absurdo a falta de energia, das 19 horas até quase de manhã do dia 31/12/2020 para 1/1/2021, pleno réveillon. Sabemos que alegarão excesso de ocorrências e prioridades, mas isso reflete incapacidade de atendimento às necessidades de uma cidade como São Paulo, em nenhum lugar do mundo isso ocorreria. Apreciaria saber como a Enel consegue ser contratada com tamanha deficiente operacional. Será que existe algo misterioso nesta negociação neste governo de “ECA”.

Leslie Fischbein leslie.fischbein@gmail.com

São Paulo

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SABESP

Inaceitável a conduta irresponsável, incompetente e o descaso da Sabesp com seus clientes. Já faz 10 dias – desde 21/12 – que foi solicitado o reparo do ramal de esgoto da minha casa, em Pinheiros, na zona oeste paulistana. Nada foi feito até agora (dia 31/12). Foram mais de dez ligações, com inúmeros pedidos e súplicas para que o serviço fosse efetuado pela Sabesp, mas ninguém apareceu. Tive de abrir quatro chamados diferentes. Em todos veio um funcionário, marcou com spray de tinta azul o local da calçada a ser quebrado, confirmou a necessidade e urgência do serviço e prometeu que iriam resolver em até 24 horas, no máximo. Mesmo assim, ninguém veio e nada foi feito. A caixa de esgoto está cheia até a boca – deveria estar vazia – e, quando chove, o esgoto sai, invade o quintal e a calçada, com mau cheiro e risco de doenças. É inacreditável. Salta aos olhos o descaso da Sabesp. Se fosse um serviço particular, eu já teria pago e realizado. Mas se trata de um serviço público essencial, monopólio da Sabesp, que é omissa, incompetente e deixa o cidadão na mão. Se a Sabesp fosse uma empresa privada, certamente já teria falido. Os atendentes da Sabesp informaram que o serviço é prestado por uma empresa terceirizada, mas simplesmente não é realizado. Repito: dez dias levando canos diários da Sabesp, que não dá satisfação e não executa o serviço. Uma situação surreal e extremamente desagradável e revoltante. Por favor, peço a ajuda deste jornal, como última esperança. Não sei mais a quem recorrer diante da omissão e do descaso da Sabesp.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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