Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

05 de janeiro de 2021 | 03h00

Desgoverno e pandemia

Incoerência acima de tudo

A Fiocruz anuncia a compra de 2 milhões de doses prontas da vacina produzida pela AstraZeneca/Oxford. O Instituto Butantan anuncia que pedirá nesta primeira semana do ano o registro da Coronavac, produzida em conjunto com a chinesa Sinovac. Parecem notícias alvissareiras. Mas com que seringas se fará a vacinação, se o governo federal ainda não as comprou? O nível de incompetência e de desprezo pelo certo, no governo Bolsonaro, é incrível. Todos sabiam da necessidade de comprar seringas e demais materiais de suporte para a imunização, há muito tempo, mas por negacionismo ou incompetência não o fizeram, deixando a Nação completamente vulnerável. Diziam que o general da Saúde era um expert em logística, imaginem se não fosse...

RAFAEL MOIA FILHO

RMOIAF@UOL.COM.BR

BAURU

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Nosso destino

Se Mandetta estivesse lá, estaríamos todos vacinados. Com Pazuello em seu lugar, estamos todos desamparados.

LAIRTON COSTA

LAIRTON.COSTA@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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Só 2 milhões...?

Num país continental com 212 milhões de habitantes não há que comemorar a liberação pela Anvisa de 2 milhões de vacinas – menos de 1% dos brasileiros imunizados. Certo que é um começo, mas muito tíbio, diante do avanço de vários outros países. Entre nossos graves defeitos e padecimentos, os males da burocracia também têm lugar destacado.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

AMADEUGARRIDOADV@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Nos EUA

Quem usa cuida

O ainda presidente Donald Trump agora está pretendendo “encontrar” milhares de votos no Estado da Geórgia. Ele ainda não se convenceu de que perdeu mesmo as eleições? Essa insistência de Trump na possibilidade de fraude nas eleições americanas me deixa desconfiada: se ele tem tanta certeza de que pode ter havido fraude, não será porque ele mesmo usou (ou ao menos tentou usar) esse artifício para ser eleito?

SARAH DE CASTRO FONTES BARBOSA

SARAHDECFONTESBARBOSA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Estado, 146 anos

Coerência, sempre!

Parabéns pelos 146 anos de coerência, como muito bem sintetizou editorial de ontem (A3). Talvez o Estado seja hoje uma das mais importantes instituições do nosso país, e deve ser tratado como tal. Manter uma empresa por cinco gerações, e na mesma família, é inédito em nosso instável Brasil. Considerando todas as dificuldades e os desafios destes 146 anos, o feito dos Mesquitas deve ser reverenciado e descrito como exemplo mundo afora. Um excelente 2021 a todos, com muita saúde!

BASILIO JAFET, Secovi-SP

IMPRENSA@SECOVI.COM.BR

SÃO PAULO

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Coragem e princípios

Em meu nome e de toda a diretoria e do conselho da Associação de Marketing Promocional (Ampro), parabéns ao Estado pelos 146 anos de coerência. Coerência, coragem e princípios são atributos raros da mídia nos dias de hoje e o Estado os cumpre sem condescendência. Longa vida ao Estado!

ALEXIS THULLER PAGLIARINI

ALEXIS@AMPRO.COM.BR

SÃO PAULO

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Confiabilidade

Parabéns à família Mesquita e a cada um dos profissionais pelos 146 anos do Estado, que leio há mais de 70 anos, desde criança, na casa de meu pai, onde o jornal chegava diariamente, menos às segundas-feiras. O Estado sempre manteve, ao longo desse longo período, sua posição em defesa da democracia e de uma economia liberal, o que lhe confere a confiabilidade desejável de um órgão de imprensa. Vamos para os 150 anos!

MARIO ERNESTO HUMBERG

MARIOERNESTO.HUMBERG@CL-A.COM

SÃO PAULO

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Seriedade e independência

Como bem disse o poeta inglês William Blake, há mais de dois séculos, “quando a imprensa não fala, o povo é que não fala. Não se cala a imprensa. Cala-se o povo”. Cumprimentos ao Estado pelos 146 anos de jornalismo sério e independente, marca fundacional de imprensa livre, democrática e republicana. Hip, hip, hurra!

VICKY VOGEL

VOGELVICK7@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Trincheira democrática

“Se tivesse de escolher entre um governo sem jornais e um jornal sem governo, certamente ficaria com o segundo.” Concordo com Thomas Jefferson: um jornal responsável, independente e coerente é o que há de mais importante para a manutenção da democracia e do Estado de Direito. Por isso sou assinante e leitor do Estado desde a década de 60. Fui correspondente do jornal em minha cidade e até hoje ele é para mim leitura obrigatória. Lembro-me da resistência do jornal à censura imposta pela ditadura. No lugar das matérias eram publicados versos de Os Lusíadas, de Luís de Camões. O Estado nunca se submeteu ao que fosse contrário a seus princípios e essa linha de coerência perdura nestes seus 146 anos de existência. Sorte nossa, seus leitores, e sorte do povo brasileiro.

JOSÉ ROBERTO DE JESUS

ZEROBERTODEJESUS@GMAIL.COM

CAPÃO BONITO

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Milagre

Um simples parabéns pelos 146 anos do jornal. É palavra simples, porém é preciso salientar que são 146 anos de luta pelo bom jornalismo, pela pluralidade de opiniões, num país que passou por 21 anos de ditadura militar e hoje flerta vergonhosamente com o período castrense por meio do presidente Bolsonaro. Ademais, viver da leitura num país que bate recordes de analfabetismo é um milagre.

MARCOS BARBOSA

MICABARBOSA@GMAIL.COM

CASA BRANCA

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Faróis

A cada vela no bolo, mais claro fica o caminho para o “arauto”.

A. FERNANDES

STANDYBALL@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


ESTADO, 146 ANOS

O Estadão ontem (4/1/2021) comemorou os 146 anos de fundação do jornal, eis que foi lançado em 4 de janeiro de 1875. Essa data para a imprensa brasileira é de um valor patriótico inestimável, pois este ínclito jornal, com fidelidade, sempre agiu, desde o início, visando ao bem e ao respeito à democracia do Brasil. Sinceras congratulações.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

São Paulo

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Quero desejar meus votos de felicitações ao Estadão e a todos os seus profissionais. Um jornal mais que centenário, que preza pela democracia e em que, como assinante desde 2017, pude ler grandes reportagens, colunas e capas históricas – tenho várias guardadas. Um jornal que tem grande influência em minha decisão de estudar jornalismo desde 2019. Vida longa e mais 146 anos ao jornal!

Calebe H. Bernardes de Souza calebebernardes@gmail.com

Mogi das Cruzes

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Aniversariou ontem o Estadão. Completa 146 anos, e vai altaneiro rumo aos 150 anos, singrando o seu caminho sempre voltado para a informatização completa e, além de seguir as peculiaridades do progresso, assume a cada ano a sua condição de periódico que tem ética e coragem, desafiando governos e poderes mal geridos da República. Como consequência, com orgulho somos assinantes deste prestigioso jornal há décadas. Auguramos, ademais, que ele atinja suas ambições tecnológicas, porque as outras lhe são sempre parte integrante da existência.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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Para não ficar no clichê dos parabéns, destaco que coerência pressupõe esclarecimento, e assim o fez e faz o Estado, quando toma partido em eleições ou defende causas polêmicas (146 anos de coerência, 4/1, A3). É o oposto de Tunéscio, que precisa justificar sua adesão cega ao bolsonarismo para que não se evidenciem as próprias falcatruas cometidas. Junto ao jornal aniversariante, expomos diariamente nossas opiniões neste espaço, e fica a sugestão de, na elaboração das festividades do sesquicentenário, reconhecer a contribuição desses missivistas contumazes como parte da construção do jornalismo plural.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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Inicialmente, cumprimento o jornal O Estado de S. Paulo pelos seus idosos 146 anos. O título do editorial 146 anos de coerência (4/1, A3) reflete-nos a seriedade e sua história. Ao mesmo tempo, novamente elogio o espaço para opinião do jornalista J. R. Guzzo em O custo das liberdades (4/1, A5). De seu texto, destaco “a Constituição brasileira é violada todos os dias” e “as pessoas, em condições normais, estão sempre mais dispostas a abrir mão de seus direitos do que dos seus interesses”, críticas repetidas já em artigos anteriores a certas atitudes do Supremo Tribunal Federal (STF) e aos nossos governantes em todos os níveis. Essa é a coerência do Estadão, que abre espaço para a pluralidade democrática. Seus leitores agradecem, pois neste jornal não perdemos nossas liberdades de elogiar e ou criticar.

Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo

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‘O CUSTO DAS LIBERDADES’

O artigo de J. R. Guzzo de ontem (4/1, A5) deve estar fazendo as delícias de Jair Bolsonaro, posto que é tudo aquilo que o criminoso que nos governa vem pregando desde o início da pandemia. Ou seja, a defesa da liberdade que as pessoas têm de se infectarem e infectarem os demais; a defesa da liberdade de a população descumprir as recomendações médicas no sentido de respeitarem os protocolos sanitários; a defesa da liberdade de a população rejeitar as determinações legais de governadores e prefeitos “autoritários” (?), no sentido de guardarem o isolamento social por meio da quarentena, tudo isso para impedir a disseminação do vírus e salvar vidas. Julga atitude ditatorial do STF, e não quando atua no sentido de impedir a influência nefasta de Bolsonaro sobre o Ministério da Saúde e a Anvisa. Interessante o articulista se preocupar com as violações à Constituição, sem se lembrar de que o seu querido presidente, sobre o qual até o momento não relacionou quaisquer dos crimes praticados pelo mandrião cominados na Carta Magna, em artigo algum, desde que se tornou articulista deste jornal. Bela preocupação tem J. R. Guzzo com as liberdades individuais dos brasileiros, responsáveis, até este início de 2021, pelas 200 mil mortes causadas pela covid.

Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto luizgonzaga@udemo.org.br

São Paulo

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‘SUPREMO DÁ AS ORDENS’

Excelente o artigo de J. R. Guzzo Supremo dá as ordens (Estado, 3/1, A6). Lembro que o artigo 52-II da Constituição prevê remédio para o grave problema do desvio de conduta de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), dispondo caber ao Senado processá-los e julgá-los nos crimes de responsabilidade. Por outro lado, o artigo 49-XI estabelece competência ao Congresso para “preservar sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes”. E onde ficam as obrigações do Ministério Público, o fiscal da lei, e da Advocacia-Geral da União nesta perversa extrapolação de competências constitucionais, paradoxalmente promovida por aqueles ditos “guardiães da Constituição”, contexto jurídico que já feriu de morte o sagrado princípio da “harmonia e independência dos Poderes da União”, basilar ao funcionamento da ordem democrática. Fora da Constituição não há solução, apenas existirão dias sombrios ao nosso já combalido Estado de Direito.

Rui da Fonseca Elia rui.elia29@gmail.com

Rio de Janeiro

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SUPREMO

Brilhante o artigo do jornalista J. R. Guzzo de 3/1/2021 comentando as ações do Supremo Tribunal Federal. Seus ministros, que não receberam nosso voto, foram escolhidos pelos motivos os mais suspeitos, como todos nós sabemos. Ao invés de serem os guardiões da Constituição, rasgam-na com frequência. Invadem a competência dos outros Poderes, quando no artigo 2.º da Constituição está escrito que os poderes são harmônicos e independentes entre si. Consideram-se deuses. Mandam soltar criminosos condenados pelos mais variados crimes, mas mandam prender quem os critica mesmo não tendo cometido qualquer crime. Decidem sobre nomeações, prerrogativa da Presidência, e dão determinações sobre vacinas, como se cientistas fossem. Acreditam que têm o direito de impor o que podemos fazer. Infelizmente, estamos sob uma ditadura da toga. A quem recorrer?

Miguel Russo Junior mrussojr@uol.com.br

São Paulo

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O PODER SUPREMO

Na teoria, os Três Poderes da República são autônomos, independentes e funcionam harmonicamente. Na prática, como diz J. R. Guzzo, quem manda, de fato, são os 11 ministros do STF. Decisões monocráticas, às vezes arbitrárias e insensatas, são tomadas e os 210 milhões de habitantes são obrigados a cumprir, calados. Como dizia Montesquieu, em O espírito das leis, quem detém o poder tende a abusar desse poder.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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DESDÉM

Muito bom o artigo de J. R. Guzzo Supremo dá as ordens (3/1), pois, realmente, o Supremo Tribunal Federal se transformou num partido político, com militantes e facções, porém sem qualquer sistema social de controle sobre as suas decisões. Mas devo dizer que há uma turma do STF com a qual simpatizo e de cujas decisões geralmente também gosto, enquanto aquela capitaneada pelos ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski é de uma desfaçatez que envergonha qualquer cidadão ciente das responsabilidades de governantes, legisladores e julgadores, pois, e como um exemplo, dar liberdade a quem participa das corrupções de alto grau e de alto escalão, num país tão desigual e tão injusto como o Brasil e sob o leviano argumento da legalidade e da constitucionalidade, como é de praxe do ministro Gilmar Mendes, principalmente quando se trata de compadres e de amigos, é praticar a mais alta das leviandades possíveis por aqui, e mais, é desdenhar da ordem pública sob o falso e desmoralizador emblema do Direito que se tem.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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DESTINO INGRATO, MAS COERENTE

“O governo enfrenta dificuldades na compra de insumos para completar kits e, por isso, 6,5 milhões de testes encalhados em um galpão em Guarulhos podem ir para o lixo” (primeira página do Estado, 4/1/2021). Há quem não compreenda por que elegemos um Lula, uma Dilma, um Maluf, um Brizola e até Cacareco (rinoceronte fêmea que em 1959 recebeu 100 mil votos para a Câmara Municipal de São Paulo). Num país assim estranho, não há surpresa em termos chegado ao ponto extremo de eleger um Bolsonaro (e 3 pimpolhos dele – 01, 02 e 03). Com esse tamanho e visibilidade, num país cujo maior e mais conhecido feito cumulativo é (ou foi) o pentacampeonato mundial de futebol em 2002, ainda que haja pessoas competentes e até brilhantes (muitas já mortas há tempos, é certo) que aqui vivem e produzem (por ora), não há como negar o papel ridículo que representamos no mundo. EUA, China e outras potências também têm seus problemas, mas com um legado histórico de peso reconhecido internacionalmente. E contando... Trump já sumiu, Boris Johnson (nascido em Nova York) é o que é, porém Bolsonaro ainda tem dois anos de destruição pela frente. Nós, brasileiros, resistiríamos ainda a uma eventual reeleição?

Nelson Sampaio Jr. n.sampaio@hotmail.com

Curitiba

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VACINAÇÃO, A GRANDE TAREFA DE 2021

Passadas as festas, voltamos à rotina. A grande diferença de 2021 é que a vacina está chegando e, agora, temos novos prefeitos. A tarefa mais urgente dos governantes – federal, estaduais e municipais – é a vacinação para o combate à pandemia de covid-19, que nos permitirá a volta à vida normal. O governo federal vai providenciar as vacinas e os insumos para a sua aplicação. Os estaduais receberão os produtos e repassarão aos municípios. E os municípios, pelo sistema tripartite do Sistema Único de Saúde (SUS), aplicarão o imunizante nas respectivas populações. Temos, inclusive, a iniciativa privada se movimentando para também adquirir vacinas, o que é muito bom, pois, se uma parte da população custear a sua própria proteção, restarão mais doses das adquiridas pelo governo, para atender mais rapidamente as camadas mais vulneráveis da população, especialmente os que não podem pagar. Vamos aproveitar a experiência que nossas equipes de saúde reúnem em vacinação contra outras moléstias para vencer o coronavírus e devolver à população o ambiente saudável em que todos possam cuidar da própria vida e, com seu trabalho, contribuir para o desenvolvimento da sociedade. Não temos tempo nem paciência para assistir à saúde da população transformada em instrumento de disputas e apetites político-eleitorais. Temos todas as condições objetivas para voltar à vida normal, na qual cada um poderá usar os próprios esforços, produzir e ser próspero e feliz.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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SEM VERGONHA

Bailes funk. Bares cheios. Festas clandestinas. Praias lotadas. Propaganda oficial incentivando o turismo. Liminares liberando medidas restritivas. Aglomerações mil. Nessas, nenhum resquício de responsabilidade própria ou respeito à vida alheia. Perdeu-se a vergonha na cara. E as autoridades se eximem de tê-la...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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CASO DE POLÍCIA

Água tratada encanada, esgoto, vacinas contra a poliomielite, raiva, febre amarela e sarampo contribuíram para o aumento da longevidade da população. Os médicos trabalham no sentido de evitar doenças infecciosas. A imunidade comunitária é extremamente importante. O Brasil está bem atrasado em relação aos países civilizados, que já estão vacinando as suas populações contra a covid-19. Os jovens brasileiros aproveitaram as festas de fim de ano para se abraçarem e beijarem livremente, como se não houvesse uma pandemia solta pelo País. A irresponsabilidade das autoridades também não é diferente, pois até agora a vacinação dos 200 milhões de brasileiros não começou. Isso é um verdadeiro crime, é um caso de polícia.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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SANDICES CRIMINOSAS

O governo Bolsonaro não comprou as seringas necessárias para imunizar a população, alegando preço muito alto. Ficam evidentes a desimportância e a má vontade do governo para lidar com a covid-19 e a vacina. O presidente Bolsonaro já afirmou que não vai tomar a vacina, desacreditou o usa da máscara e o distanciamento social; Bolsonaro manifestou também temor de que as pessoas se transformem em jacarés caso tomem a vacina. O presidente Bolsonaro prefere que as pessoas se contaminem e, dessa forma, se tornem imunes. As consequências da visão leiga, negacionista e terraplanista do presidente Bolsonaro já atrasou irremediavelmente a vacinação no Brasil. O País não comprou até agora as vacinas nem as seringas necessárias para imunizar sua população. As ações e inações do presidente Bolsonaro vão custar a vida de centenas de milhares de brasileiros. É inacreditável que ninguém consiga dar um basta às sandices criminosas que Bolsonaro está fazendo.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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CRIME E CASTIGO

Relendo Dostoievski em Crime e castigo, encontrei passagens adaptáveis às circunstâncias em que vivemos! Nas pessoas normais e sensíveis a morte provocada por ação, ou até por inação, causa um tal remorso que, mesmo cumprida a pena imposta pelos tribunais, não há como mitigar! Haverá alguma diferença entre a morte causada diretamente em choques pessoais e aquela causada indiretamente por convicções políticas egoístas, e que causam um grande número de vítimas sem rosto? Terão esses últimos direito à impunidade? O remorso deve, espero, ultrapassar este direito artificialmente criado.

Décio Antônio Damin deciodamin@gmail.com

Porto Alegre

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GOLPE DE BOLSONARO

Tem razão o jurista Miguel Reale Júnior, quando em seu artigo publicado no Estadão de 2/1 (página A2), com título Lei marcial cabocla, diz “qual a razão de Bolsonaro pregar contra a imprensa livre para policiais militares?”. E, lembrando que num recente evento de formatura de militares, no Rio de Janeiro, lamentavelmente o presidente afirmou que “soldados arriscam a vida na proteção de todos, enquanto a imprensa defende canalhas” e que “a imprensa jamais estará do lado da verdade, da honra e da lei”. Lendo essa excrescente fala do presidente, dá para saber quem é o verdadeiro canalha. Este, prevendo não se reeleger em 2022, eleição para a qual deseja que o voto seja impresso (possibilidade já negada pelo STF), busca insistente aproximação com os militares, o que vem ocorrendo porque, como diz Miguel Reale, o presidente já tem preparado terreno para uma Lei Marcial. Ou seja, o golpe de Bolsonaro.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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‘LEI MARCIAL CABOCLA’

O artigo de Miguel Reale Júnior na edição de sábado, intitulado Lei marcial cabocla, é dotado de uma lógica difícil de ser refutada – o que é muitíssimo preocupante e, como diz o autor, deveria “acender a luz amarela do perigo”. Resta-nos o consolo de saber que, apesar de serem sujeitos maus e execráveis, os patifes que ora ocupam a Presidência da República (Carlos, Eduardo, Flávio e Jair, nesta ordem) são também burros, estúpidos e incompetentes o bastante para, talvez, ainda não terem tido a ideia que foi exposta no artigo. Em todo caso, nosso articulista acaba de dá-la. E de nos alertar.

Rodrigo Donizéti da Silva rodrigoddas@outlook.com

São Bernardo do Campo

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DOIS ANOS

Miguel Reale Júnior, com sua usual maestria, mostrou no Espaço Aberto do Estado a razão de Bolsonaro pregar contra a imprensa livre a policiais militares. De fato, ele está seguindo os passos para alcançar o paraíso de Chávez, na Venezuela. Mais alguns passos, e o reduto do Legislativo está próximo de ser alcançado. Restará o trecho mais íngreme, o Judiciário, que ele espera vencer nos próximos seis anos. Quando o “mito” empunharia o cetro vitalício. Só temos dois anos para interromper esta funesta caminhada: com o impedimento, se o Legislativo conseguir superar seus interesses particulares e cumprir sua missão; ou pelo voto, em 2022, dos brasileiros que desejam a democracia neste país. O Estado, bem como a esmagadora maioria da imprensa, vem cumprindo seu objetivo de bem informar, com coragem e exatidão, sempre defendendo a verdadeira democracia. Esperamos que não sejam as única bandeiras a prosseguir desfraldadas.

Luiz Ribeiro Ponto brasilcat@uol.com.br

Ribeirão Preto

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TEM TEMPO!

O ex-presidente Michel Temer teve 2 anos e 4 meses (de 31/8/2016 a 31/12/2018, cerca de 20,4 mil horas para tentar consertar os estragos e as trapalhadas causadas por seis anos de desgoverno de Dilma Rousseff e 8 anos do governo Lula, e até que não se saiu tão mal assim. 17,5 mil horas é tempo suficiente para corrigir o rumo do País, se Bolsonaro quiser e a covid-19, a oposição e a imprensa deixarem.

João Manuel Maio clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos

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IMPEACHMENT

Cumprimento o grande Miguel Reale Júnior pelo artigo Lei marcial cabocla. Finalmente alguém coloca de forma clara e muito bem embasada as pretensões do sr. Bolsonaro. Por outro lado, seria interessante que o Estadão lamentasse menos as 17,5 mil horas restantes de governo (1/1/2021, A3) e investisse mais na análise de todas as ilegalidades e inconstitucionalidades que podem construir o impeachment e emparedar a oposição e todo este Congresso que só tem se limitado a assistir a todas essas aberrações de camarote.

Mara Calor mscalo@hotmail.com

São Paulo

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DORIA E BOLSONARO

O governador João Doria foi criticado e, de imediato, voltou das férias em Miami. Mesmo com a crise da pandemia, o presidente Bolsonaro passa mais de oito dias no litoral paulista, e mais: passeia sem usar máscaras. Como aceitar essa situação?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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INOPORTUNO

Em plena pandemia fora de controle e às vésperas da explosão do número de casos e do flagrante atraso em relação ao início da vacinação, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad encontrou um tempinho para lançar a candidatura de Lula às eleições presidenciais de 2022. Independentemente da procedência da proposta, é evidente que Haddad aproveita o momento turbulento pelo qual passam o País e o mundo para polemizar e, nesse aspecto, em nada difere da postura criticável de Jair Bolsonaro, que já há muito tempo se encontra em plena campanha. Atitude inoportuna que pode vir a ser verdadeiro tiro no pé.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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