Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

09 de janeiro de 2021 | 03h00

EUA e Brasil

‘Vândalos da democracia’

Conciso, preciso e necessário o editorial Vândalos da democracia (8/1, A3). Só não concordo com o rótulo de apenas “mau perdedor” para Donald Trump, uma vez que desde sempre ele causou atritos na gestão internacional da democracia e liderou uma tentativa de golpe, ação até então inexistente na História republicana dos EUA. O arremedo de imitador trumpista daqui também é antidemocrático desde sempre e já apregoa argumentos para o golpe que pretende dar no ano que vem. Se no país do norte o tempo é curto para impedir a permanência do criminoso no poder, aqui não faltam crimes e argumentos para retirar Jair Bolsonaro já do poder. Basta o novo presidente da Câmara dos Deputados não dormir sobre a meia centena de pedidos de impeachment que chegaram ao seu predecessor. Urge não nos tornarmos uma “republiqueta de hambúrgueres”.

ADILSON ROBERTO GONÇALVES

PRODOMOARG@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Fora, Trump

A saída de Donald Trump do governo dos EUA, seja por renúncia ou impedimento, seria uma maneira de dar uma satisfação ao mundo sobre os nefastos acontecimentos de 6 de janeiro. Entendo que será um desrespeito ao presidente e à vice-presidente eleitos receberem a faixa presidencial das mãos de um marginal que só manchou a História americana. Mantê-lo até o dia 20 será premiar o malfeitor. Sua retirada é uma questão simbólica. Uma clara mensagem a todos os que são contra a democracia.

JOÃO ISRAEL NEIVA

JNEIVA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Democracia minada

O artigo Não foi golpe, mas democracia se esvai devagar, de Amanda Taub, no New York Times e reproduzido no Estado (8/1, A9), é um alerta. Os EUA sentiram na carne como a lenta degradação das instituições destroem uma democracia, mesmo vigorosa e inspiradora como a americana. Foi exatamente assim, devagar, sem golpes de Estado ou levantes militares, que ocorreu na Rússia, na Hungria, na Turquia e na Venezuela. Uma lição para o Brasil.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

NOO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Erva daninha

O dia em que a horda antidemocrática invadiu o Congresso dos EUA ficará como uma cicatriz gigantesca no corpo daquela que consideramos o modelo de uma democracia moderna e madura. Espera-se que as instituições americanas reajam para curar essa ferida o mais depressa possível, cortando logo o mal pela raiz, ou ele retornará como erva daninha se lhe apararem apenas uns poucos galhos. Cá do outro lado, temos urgência de que as instituições brasileiras se preparem para combater o seu arremedo tropical e assim prevenir uma infestação de rasgos na carne da nossa jovem democracia, conquistada com o sangue e o suor de gerações anteriores.

EDUARDO BARBOSA

EDUARDO.BARBOSA.CSO@GMAIL.COM

SÃO CARLOS

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Mais uma vergonha

Enquanto o mundo inteiro repudia, censura, condena a atitude do presidente Trump de incitar a invasão do Capitólio, o sr. Jair Bolsonaro aparece alinhado a seus medíocres seguidores afirmando que tem informações “verdadeiras” de que houve fraude nas eleições americanas. Mais de 40 processos solicitando averiguações da votação popular foram rejeitados pela Justiça dos EUA. Nada foi provado. Por que o nosso presidente insiste em ir contra a verdade? Ora, apenas continua nas suas atitudes negacionistas, como não recomendar a vacina contra a covid-19 e outras atitudes egoístas. Que vergonha!

HEITOR PORTUGAL P. DE ARAUJO

HEITOR.PORTUGAL@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Fraude eleitoral

Como cidadão brasileiro, eu me pergunto: o que impede o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de cobrar o presidente, pela via judicial, para que ele apresente provas das constantes declarações sobre a ocorrência de fraudes, até mesmo no pleito que o elegeu? Estamos cansados de declarações protocolares das autoridades do TSE. Será que ficarão indefinidamente aceitando tais acusações sem reação concreta?

CARLOS AYRTON BIASETTO

CARLOS.BIASETTO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Dedução lógica

Se o sr. presidente acha mesmo que o nosso sistema eleitoral, pelo qual ele foi eleito, é fraudulento, então ele reconhece que foi ilegalmente eleito?

TOMOMASA YANO

TYANOSAN@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Tudo a perder

A insistência de Bolsonaro em afirmar que a eleição americana foi fraudada não trará nenhum ganho ao Brasil e o seu apoio incondicional a Trump será prejudicial nas relações com o presidente Joe Biden e o mundo livre. Trump, o pato manco, ao deixar a presidência dos EUA voltará à vida empresarial e esquecerá que um dia conheceu Jair Bolsonaro.

J. A. MULLER

JOSEALCIDESMULLER@HOTMAIL.COM

AVARÉ

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Traição aos seguidores

Palavras de Trump: “Os invasores do Congresso não representam o país”. Além de se tornar o pior presidente da História dos EUA, o psicopata Trump mostrou-se um covarde traidor dos terroristas que comandou e incitou descaradamente.

ABEL PIRES RODRIGUES

ABEL@KNN.COM.BR

RIO DE JANEIRO

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Em São Paulo

Incoerência

O prefeito da maior cidade do Brasil mostra-se incoerente. Corta o passe livre de idosos de 60 a 64 anos no transporte público e reajusta o seu vencimento e o de seus funcionários de alto escalão em R$ 12 mil. E na surdina paga R$ 100 milhões (!) para ter uma corrida de Fórmula 1 em São Paulo. Coerência no discurso e nas atitudes do prefeito faria bem ao povo e à cidade.

EDMAR AUGUSTO MONTEIRO

EAMONTEIROEA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


200 MIL MORTOS

O Brasil já acumula 200 mil óbitos por causa da covid-19. Há cinco meses, esse número era de 100 mil mortos. Estamos com quase 8 milhões de casos confirmados, o dobro do que tínhamos no início de setembro de 2020. O número de óbitos no Estado de São Paulo se aproxima do número de homicídios registrados no Brasil todos os anos. Não entendemos o motivo pelo qual o Brasil ainda não iniciou a vacinação de sua população. Faltam seringa, agulha, logística ou simplesmente a vontade política de salvar vidas?

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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AGORA É TARDE

Excelente o discurso do ministro da Saúde na quinta-feira (7/1), Eduardo Pazuello, se estivéssemos em agosto de 2020. Nem ficou constrangido.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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ARMADILHA PARA BOLSONARO

Nosso presidente iniciou uma ação ridícula. Fez de tudo para atrapalhar o Ministério da Saúde demitindo dois ministros “certos” e escolheu um errado no afã de imitar Donald Trump, o homem dos seus sonhos. De repente, a notícia de que João Doria pretende iniciar a vacinação contra a covid-19 no dia 25 de janeiro em São Paulo foi um choque, e ele pôs o ministro errado para correr e se antecipar ao “inimigo”. Seria ridículo se Doria fizesse a brincadeira de iniciar a vacinação com placebo no dia 10 e ver a cara deste senhor ridículo e ignorante que nos enganou em 2018. Cruz credo!

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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A FOTO DA VACINA

Não se deixem enganar. O que Bolsonaro quer é que seu governo tenha antes de São Paulo a foto da primeira vacina contra a covid-19 no Brasil. Só por isso a Índia entrou em cena. Os laboratórios indianos são a única chance real de este governo federal conseguir vacinar alguém antes do governador de São Paulo. Ao invés de trabalhar nisso meses atrás, Bolsonaro e sua equipe preferiram negar a vacinação depois de negar tantas vezes o vírus, as máscaras e tudo o mais relativo à pandemia.

Geder Parzianello gederparzianello@yahoo.com.br

São Borja (RS)

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NOSSO FUTURO

Enquanto milhões morrem de covid-19 nos Estados Unidos, vimos seguidores de Donald Trump invadindo o Congresso daquele país como se se tratasse da ditadura da Venezuela. Dá para entender como existiu um Hitler... Olhem o que nos espera com Jair Bolsonaro, desde já questionando a eleição.

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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ATAQUE À DEMOCRACIA

A marcha sobre Washington foi convocada pelo presidente Donald Trump. A invasão do Congresso norte-americano impediu a apuração dos votos do Colégio Eleitoral. A insurreição demonstra o maior clima de extrema radicalização política e divisão partidária desde a Guerra de Secessão (1861-1865). Antes mesmo da posse de Joe Biden, o clima de antagonismo é o pior possível por causa de fake news, de teorias da conspiração e dos ressentimentos provocados pelo resultado da eleição presidencial. O plano parece ser inviabilizar a próxima administração para tentar voltar ao poder na eleição de 2024.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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INCITAÇÃO AO ÓDIO

Profundamente lamentáveis as cenas de invasão ao Capitólio norte-americano. Na verdade, não há nenhuma surpresa. Num país onde se pode comprar livremente armas de grosso calibre e onde se defende com unhas e dentes esse direito, basta um louco insuflar a massa, ou não, basta ver os diversos massacres recentes para que a turba se ache no direito de invadir o local de proclamação da vitória de Joe Biden. O senhor da peruquinha amarela deveria ser responsabilizado e até sofrer uma sanção criminal, na minha modesta opinião, por ter causado toda aquela balbúrdia. Muito triste e o pior é ouvir nosso teórico “presidente” dizer que houve fraude na eleição daquele país... Insiste nos votos em papel aqui, apesar de ter sido, infelizmente, eleito nas urnas eletrônicas. Difícil de imaginar que a América, como os norte-americanos gostam de se referir ao seu país – como se não houvesse América Central e do Sul –, vai viver dias tranquilos. Lá, como aqui, a turma dos rifles e espingardas vai fazer de tudo para que, quanto pior, melhor. Que nossas instituições se preparem para o que vem pela frente. O Brasil não está quebrado nem o será por esta turminha autoritária e flertadora da barbárie, da tortura e de outras ações que fazem parte de um passado triste de nosso país.

Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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O VEXAME NORTE-AMERICANO

O ataque ao Congresso norte-americano, que suspendeu os trabalhos e teve saldo de quatro mortos, mostrou que até os contidos americanos, quando incitados pelo psicopata Donald Trump, se comportam como violentos vândalos, coisa de República de bananas! Alguns políticos americanos chegaram a discutir a aplicação da 25.ª Emenda à Constituição americana: “Se o presidente se tornar incapaz de fazer seu trabalho, o vice-presidente passa a ser o presidente”. A razão é que a saúde mental de Trump não permite sua permanência no comando, nem por poucos dias. Devemos introduzir algo equivalente em nossa Constituição federal, para poder remover o presidente, além do doloroso processo de impeachment. Vale sugestão: algum partido político deve pedir ao Supremo Tribunal Federal uma avaliação isenta da saúde mental do perturbado Jair Cloroquina Bolsonaro, para avaliar se deve, ou não, permanecer no cargo. Se não, o Brasil que tem gente que “não sabe fazer quase nada” vai se tornar um país realmente “quebrado”.

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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TRUMP ACABOU COM OS EUA

Incrível! Os Estados Unidos da América se tornaram a mais recente republiqueta de bananas, acompanhando seu colega Bolsonaro. Cuidado com 2022!

Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião

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ESCONJURO!

Quatro mortos e 52 prisões foi o rescaldo da inédita invasão ao Capitólio, na maior democracia do mundo, os EUA. Infelizmente, o mau exemplo despertará outras democracias nem tão fortes, que têm motivos diversos para justificar (?) a sua rebeldia e intolerância contra seus dirigentes e agentes públicos, que estão a dever aos seus juramentos de posse e termos de investidura. Em terras brasilis, nas redes sociais, o povo está amplificando o seu grito contra os desmandos da Suprema Corte, a legislar do “penico ao infinito”, às barbas do omisso e conivente Legislativo. Que o exemplo advindo dos norte-americanos fique gravado no consciente dos supremos ministros e parlamentares tupiniquins. Cada caso é um caso, certo, mas os seus cruéis e violentos efeitos interagem entre si, quase sempre afrontando a ordem constitucional. Esconjuro!

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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O SONHO DE BOLSONARO

Donald Trump realizou o sonho de Jair Bolsonaro: mandou o povo invadir o Congresso e tomar o poder. A palhaçada promovida pelo presidente dos Estados Unidos poderia ter tido um final muito diferente se ele contasse com o apoio das Forças Armadas. Quatro pessoas morreram obedecendo às ordens do presidente norte-americano, e Trump terá de responder pelos seus atos. Trump não será lembrado como um grande presidente, não terá estátua para Trump no Monte Rushmore, não haverá biblioteca nem escolas com seu nome, ele será lembrado com desprezo, será lembrado como o presidente que traiu a confiança da América, traiu a Constituição, traiu a democracia, será lembrado como o presidente que agrediu a República, agrediu a Pátria. Bolsonaro é muito mais fraco do que Trump e, se continuar seguindo por este caminho, seu destino será muito pior que o triste fim que aguarda o traidor da Pátria Donald Trump.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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GRAND FINALE

O aloprado presidente norte-americano, Donald Trump, não poderia deixar de se despedir do cargo de forma rompante com direito a grand finale: incitado por ele, um bando de fascistas truculentos e violentos, descontentes com a derrota de seu líder na eleição, invadiu o Capitólio com clara intenção de perpetrar um golpe de Estado. Não há dúvida alguma de que Jair Bolsonaro tentará fazer o mesmo por aqui, caso perca as próximas eleições presidenciais – aliás, ele é o único mandante tão obcecado com a possibilidade de fraude eleitoral que consegue a proeza de afirmar que a eleição em que ele próprio venceu foi fraudada (!). Mas não há o que temer: a democracia prevaleceu nos EUA e prevalecerá no Brasil também.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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O BRASIL EM 2022

A baixaria provocada pelo negacionista Donald Trump, incitando seus apoiadores a invadirem o Capitólio (Congresso norte-americano), serviu de exemplo para o também negacionista Jair Bolsonaro, que ficou muito interessado. Ora, ambos são idênticos na grossura, na negação ao combate à pandemia e não estão preparados para a derrota. Na verdade, se nada acontecer antes a Bolsonaro, o “efeito Orloff” virá nas futuras imagens de Brasília em 2022. Quem viver verá!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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TRUMP, BOLSONARO E 2022

Temos sorte. O que aconteceu nos EUA deve ser um sinal de o que pode acontecer no Brasil em 2022. É tempo de mudar... Aqui, a questão é do descolamento da realidade dos políticos da realidade do cidadão comum. Resolver isso passa por dar maior foco ao nosso Legislativo, que é onde se decide o destino de 94% dos recursos do Orçamento. O Executivo tem o poder apenas de gerir esse orçamento. Felizmente para o governo Bolsonaro, que, se fosse diferente, faria um estrago maior. Mas a mudança verdadeira ocorre lá. E é lá onde, mais do que nunca, precisamos ter líderes que não sejam um reflexo de nossa sociedade fragilizada e polarizada, mas de pessoas habilitadas e com a percepção de que numa sociedade desse tipo o dissenso deve ser valorizado (e saídas, construídas em conjunto), e não ignorado o confrontado, como se nossa sociedade não precisasse de mudanças. Mudanças em que os polos se façam representar. Comecemos pelos privilégios dos políticos. Seria um bom sinal de se lá, em Brasília, ainda existe esse interesse.

Bruno Hannud hannud.bruno@yahoo.com

São Paulo

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PONTO FINAL

A saída de Donald Trump da presidência dos EUA praticamente porá um ponto final na aliança formada pelos quatro países até então tidos como governos conservadores e contrários ao globalismo: Estados Unidos, Brasil, Polônia e Hungria. Temas como o nacionalismo, o controle de fronteiras e o resgate da agenda conservadora e contrária ao aborto ficarão enfraquecidos.

Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi Mirim

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LIMITE PARA TUDO

O presidente Trump está nos dando um presente ao criar este quadro de desordem no Capitólio. Mostrou que sua iniciativa repercutiu positivamente com extremistas, num país onde acreditávamos ser impossível que aquilo acontecesse. Surpresa geral. Logicamente, soou vitória para quem compartilha a mesma cartilha. Em contrapartida, mostrou àqueles países onde a democracia é exercida em proveito próprio de alguns que há um limite para tudo. O que é democracia frágil? Manter indicação de candidatos por um grupo seleto? Ter políticos eleitos subsidiados por organizações duvidosas? Ter um lobby poderoso que permite que setores econômicos sejam privilegiados? Manter um nível de desemprego intolerável e negar que este pessoal não tenha o que comer, passe fome? São países onde oposição não se opõe, porque ela também está comprometida com atividades duvidosas. Chega uma hora em que ou se fazem alterações no sistema político-partidário ou se é engolido por aqueles que usam o sistema para se perpetuar no poder. Eles contam com a omissão do sistema. Não há milagre!

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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DEMOCRACIA

Na contramão da maioria das avaliações sobre as degradantes cenas ocorridas no Capitólio dos Estados Unidos, entendo que na realidade o país confirmou a sua fama de ser a mais robusta democracia do mundo, se levarmos em conta que tudo foi orquestrado pelo presidente em exercício, Donald Trump, que, apesar de não concordar com o acachapante resultado das urnas, foi obrigado, por essa força institucionalizada, a tirar seu troglodita time de campo e engolir a derrota. Esperamos que os degradantes fatos sirvam de exemplo, mais à frente, para um outro país americano, onde o atual presidente, eleito num processo limpo e democrático, assim mesmo denuncia fraudes no primeiro turno da eleição, irresponsavelmente e sem apresentar nenhuma prova.

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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MULHER DE MALANDRO

O presidente Jair Bolsonaro é o único líder mundial que corrobora as acusações, sem fundamentos e provas, do presidente norte-americano Donald Trump com relação a fraudes na eleição dos Estados Unidos. Assim, comprovado está que Bolsonaro busca sempre firmar-se nos solos movediços e lamacentos das oposições nonsense e a priori, ou seja, aquelas oposições a tudo e a todos e que só existem para dar algum chão a quem está praticamente solto e à espera de que algo ocorra para simplesmente salvá-lo do completo vazio de um vaguear sem sentidos. E, ainda no melhor papel da mulher de malandro, que mais se apaixona quanto mais apanha, Bolsonaro foi seguidamente menosprezado por este mesmo Trump que ele, Bolsonaro, sempre apoiou. Pobre Brasil, tão longe da democracia efetiva e tão próximo de suas alegorias.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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PESADELO

Os acontecimentos de quarta-feira no Congresso dos Estados Unidos causaram em mim pesadelos. Sonhei que, num país da América do Sul, num processo democrático, fora eleita uma pessoa que prometia mundos e fundos, prometia acabar com a corrupção, governar para todos e por aí vai. Em menos de um ano, já estava em campanha para sua reeleição. Aparelhou seu governo com militares de todas as mais importantes patentes, nem todos competentes, assim como com civis despreparados. No meu sonho-pesadelo, ele se reelege e, após 35 mil horas de governo, resolve que não vai sair e dá um golpe. Ufa! Acordei. E, graças, ainda estamos em 2021 e podemos mudar esse enredo.

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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UM SOLDADO E UM CABO

Se foi fácil uma invasão no Congresso norte-americano, imaginem numa “República das bananas”? Para derrubar o nosso, talvez “um soldado e um cabo” bastem.

Oswaldo Baptista Pereira Filho oswaldocps@terra.com.br

Campinas

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MALUQUICE

Do que assistimos na quarta-feira nos EUA poderemos ter repetição no Brasil em 2022. Lembrando aquela frase: seremos vocês amanhã. Nada a esperar em caso de derrota na urna, pois este nosso dirigente gosta de copiar aquele americano. Dois malucos.

Alberto José Caram albertojosecaram@gmail.com

São Paulo

 

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