Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

11 de janeiro de 2021 | 03h00

Desgoverno e pandemia

Ministro da Saúde precisa-se

Congratulo-me com o Estado pelo editorial Precisa-se de um ministro da Saúde (9/1, A3), que expõe aos brasileiros a incompetente e subserviente atuação do atual titular da pasta na condução da maior pandemia de todos os tempos, após a demissão de dois ministros que são médicos. Lamento pelo povo brasileiro, em especial pelas mais de 200 mil famílias que perderam seus entes queridos. Certamente teríamos menos mortes – e menos sequelas – se as recomendações oriundas da ciência tivessem sido acatadas e postas em prática pelo presidente da República, que agora comete outra barbaridade ao negar publicamente a intenção de se vacinar. Influenciando seus seguidores e os menos instruídos, continua colaborando para a multiplicação exponencial da covid-19.

ANTONIO CARLOS GOMES DAS SILVA

ACARLOSGS@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Até o papa

O papa Francisco já anunciou que tomará a vacina contra a covid, por “decisão ética”. Por sua vez, Bolsonaro não quer ser imunizado, por decisão aética. Cada um só dá o que tem.

VICENTE LIMONGI NETTO

LIMONGINETTO@HOTMAIL.COM

BRASÍLIA

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Despreparo gritante

O despreparo do (des)intendente ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, é tão gritante e profuso que daqui a pouco ele é capaz até de alegar que uma única seringa dá para ser utilizada em dezenas, quiçá centenas de pessoas, sem prejuízo da vacinação...

EDMIR DE MACHADO MOURA

NEGRINHO10@HOTMAIL.COM

CAÇAPAVA

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Corrida das vacinas

Quem imaginaria que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) poderá aprovar a “vacina do Bolsonaro” e atrasar a “vacina do Doria”? Milhares de brasileiros vão morrer por esse atraso, porque a “vacina do Bolsonaro” levará meses para chegar ao Brasil. Mas quem se importa? O governador João Doria agiu como chefe de Estado e trouxe uma solução ótima para nós. Até quando a Nação terá de sofrer nas mãos de Bolsonaro?

MÁRIO BARILÁ FILHO

MARIOBARILA@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Butantan errou

O Instituto Butantan parece ter errado, pois poderia ter enviado à Anvisa um relatório já pronto, prontinho, só faltando assinar. Saímos todos mal, pelo atraso causado por o Butantan ter enviado apenas todos os dados básicos para exame. Pergunta que resta fazer: a Anvisa não vai inspecionar a fábrica na Índia que produz a vacina que está sendo comprada pelo governo federal?

WILSON SCARPELLI

WISCAR@TERRA.COM.BR

COTIA

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Primeiros da fila

Todos os brasileiros que constantemente criticam o governador João Doria, fazem piadas, criam fake news, os adoradores do capitão cloroquina, durante o período de imunização deveriam passar do outro lado da calçada dos postos de saúde e dos locais de vacinação. Mas a cara de pau é tal que eles devem ser os primeiros da fila.

RUBENS MANOEL PARANHOS BELLO

RUBENSMANOELBELLO@GMAIL.COM

JANDIRA

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Nos EUA

Posse de Biden

O presidente Donald Trump não vai comparecer à posse de seu sucessor, Joe Biden. Fato que não ocorre há um século. Em 1921, o enfermo presidente Woodrow Wilson não compareceu à cerimônia do início do mandato de Warren Harding, mas recebeu-o para um chá na Casa Branca na véspera da posse. No século 19, três presidentes deixaram de comparecer por questões políticas: John Adams na posse de Thomas Jefferson, em 1801; John Quincy Adams, que foi sucedido por Andrew Jackson, em 1829; e Andrew Johnson, substituído por Ulysses Grant, em 1869. Neste último caso, o presidente havia sofrido processo de impeachment e não perdeu o cargo por apenas um voto no Senado. Trump vai fazer companhia aos outros dois casos, presidentes que perderam a reeleição e, inconformados com a situação, recusaram-se a estar presentes.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

LRCOSTAJR@UOL.COM.BR

CAMPINAS

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25ª Emenda

Infelizmente, não temos em nossa Carta Magna os termos da 25.ª Emenda, que consta na Constituição dos EUA...

ARTUR TOPGIAN

TOPGIAN@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Impunidade

Indústria dos recursos

Toda iniciativa no sentido de endurecer as penas no Brasil, país sabidamente de penas muito brandas, como mostra a reportagem Falta de lei dificulta punição a hacker que atacou o TSE (9/1, A4), é sempre louvável. Todavia é também sobejamente sabido que no Brasil a indústria de recursos intermináveis à disposição dos caros advogados criminalistas empurra para as calendas a aplicação das penas (o Supremo Tribunal Federal é o limite). O problema da impunidade no Brasil está mais relacionado com essa indústria milionária, que precisa ser extremamente reduzida.

JOSÉ ELIAS LAIER

JOSEELIASLAIER@GMAIL.COM

SÃO CARLOS

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Em São Paulo

Despoluição do Rio Pinheiros

Temos de aplaudir o trabalho de despoluição que vem sendo feito. Mas se o descaso com a fiscalização continuar, alcançar o número de 533 mil residências e esperar que isso resolva o problema é uma ilusão. Por incapacidade de fiscalizar, a cidade não consegue conter as ocupações irregulares, principalmente nas áreas de mananciais. A subprefeitura de Parelheiros conta com apenas dois agentes vistores para enfrentar a construção de centenas de casas nos loteamentos irregulares que surgem todos os dias, aumentando o esgoto lançado irregularmente nas represas.

CLARET FORTUNATO

MBCLARET@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


GUERRA DAS SERINGAS

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu impedir que o governo federal requisitasse seringas e agulhas compradas pelo governador de São Paulo, João Doria, destinadas à execução do plano estadual de imunização. Talvez fosse bom, agora, se o presidente Bolsonaro e todos os seus assessores e ministro ligados ao Ministério da Saúde aproveitassem a oportunidade e pedissem alguns conselhos para os seus colegas da área estadual paulista da saúde para, quem sabe, aprenderem melhor como se faz o que devem fazer. E nada de orgulho frustrado e vaidades feridas, pois o que mais importa é a vida do brasileiro, e não a foto daqueles que muito erraram e que já saíram muito mal nesta histórica e irretocável foto.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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TUDO É POSSÍVEL

Talvez o presidente Bolsonaro convoque uma rede nacional de transmissão para pessoalmente avisar da permissão da Anvisa para iniciar a vacinação no Brasil. Sabem como é, 2022 vem aí...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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CAINDO A MÁSCARA

O ministro do STF Ricardo Lewandowski impediu que o governo federal – leia-se Jair Bolsonaro – requisitasse seringas, agulhas e imunizantes do governo paulista – leia-se João Doria. Em sua ordem, frisou que a inércia de Bolsonaro no combate à pandemia não pode, agora, valer-se dos esforços dos governadores que se prepararam para o combate à pandemia e, assim, tenham seus insumos requisitados pelo negacionista Bolsonaro. Presidente, não seja “maricas” e renuncie, pois a máscara, literalmente, já caiu.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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O DRAMA DO REGISTRO DE PREÇOS

O fracasso do Ministério da Saúde nas aquisições de seringas e agulhas para aplicação das vacinas contra a covid-19, mais uma vez, foi culpa do presidente. O Registro de Preços (RP) é o método mais inteligente para as aquisições de produtos para uso comum na administração pública. A começar pelo fato de que a mesma não se compromete a adquirir os produtos através do respectivo contrato, denominado Ata de RP. Muito ao contrário, cabe ao servidor que for utilizá-la realizar uma pesquisa de mercado para verificar se o preço registrado ainda é vantajoso. Caso em contrário, deverá realizar aquisição por outros meios. As Atas de RP funcionam como uma espécie de guarda-chuva para a administração pública. Se os preços da ata estiverem abaixo ou iguais aos da pesquisa, a administração pode emitir de pronto um empenho ao detentor da ata, economizando o tempo e os custos referentes a uma nova licitação. Por tais características, é fácil concluir que estabelecer um preço máximo, como o exigido pelo Ministério da Saúde no pregão fracassado, seria desnecessário, o que não quer dizer que custos absurdos seriam aceitos, sem mais nem menos. Entretanto, numa emergência, como é o caso em questão, é evidente que com a procura mundial de seringas e agulhas, durante uma pandemia, os preços disparariam. Tendo em vista que a cada dia de atraso na aplicação das vacinas poderemos contabilizar centenas de mortos, nem tem cabimento a atitude do presidente de cancelar a compra. A sua alegação, de que os Estados e municípios possuem as seringas, está errada, pois já estão destinadas para a vacinação anual realizada pelo SUS. Para resumir, se tivéssemos os preços já registrados de todos os insumos, a população poderia ser vacinada de imediato tão logo a vacina fosse liberada pela Anvisa. Por fim, cabe um último comentário. O RP efetuado pelo Estado de São Paulo em dezembro gerou, na oferta mais cara, um custo unitário de R$ 0,67 para o conjunto seringa e agulha. O custo máximo, por unidade, a ser aceito no pregão federal foi de R$ 0,37. O propósito do presidente seria economizar R$ 0,30 por unidade, que no total da compra realmente daria um valor considerável. Mas, ao custo de uma vida humana por R$ 0,30 de economia, considerando que cada seringa deixada de comprar pode representar a morte de uma pessoa, é claro que não se justifica.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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INSPEÇÃO

Informaram os jornais de sexta-feira que a Fiocruz solicitou à Anvisa autorização emergencial de uso de lote da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford/AstraZeneca, a ser adquirido pelo governo brasileiro da fábrica instalada na Índia do Serum Institute/Baharat Biotech. Para segurança dos brasileiros que receberão a vacina, acreditamos que a Anvisa, antes de concluir essa avaliação, fará detalhada inspeção das instalações da fábrica indiana, da mesma forma que fez com as fábricas da vacina Coronavac, do Instituto Butantan e Sinovac, e as da Friocruz e WuXi Biologics Co., quanto à vacina da Oxford/AstraZeneca da Fiocruz. Se não fizer isso, não poderá garantir igualdade de condições de avaliação dessas vacinas.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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EQUÍVOCO IMPERDOÁVEL

Embora de eficácia significativamente inferior às vacinas da Pfizer e da Moderna, a Coronavac é indubitavelmente muito bem-vinda. Entretanto, é preciso ficar claro que, quanto menor a eficácia, maior será o número de pessoas a serem vacinadas para que seja atingida a imunidade coletiva, o que custará, no caso do Brasil, mais estratégia, mais dinheiro e, principalmente, mais tempo. Perante esse quadro, praticamente o ano inteiro de 2021 deverá ser ainda de muito cuidado quanto ao uso de máscaras, higiene e distanciamento social. Comemorar a proximidade do início da vacinação como se a pandemia estivesse no fim é equívoco imperdoável.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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MUITO CUIDADO

Quem tem juízo toma cuidado para não ser contaminado pelo coronavírus, mesmo sabendo da impossibilidade de ter 100% de certeza. Mas quem toma os devidos cuidados e for contaminado, é quase certo que outra pessoa foi o agente, que pode ter sido de forma involuntária ou por atitudes de irresponsabilidade. Certo? Caso o contaminado saia ileso, restará o trauma da doença e do contato com outras pessoas. Certo? Se o contaminado morrer, para ele será o fim da linha terrena. Certo? E o contaminador, involuntário ou irresponsável, como será? Disso eu tenho medo. Direcionar a vida para ninguém prejudicar deveria ser meta de quem recebeu um cérebro para pensar. Mas vivemos no Brasil e temos autoridades políticas e até profissionais da área da saúde com atuações genocidas. Somente a informação correta e o feeling humanitário podem combater os negacionistas, terraplanistas e canceladores que existem neste pedaço da Terra.

Sergio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

São Paulo

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MAIS REALISTA QUE O REI

O próprio Donald Trump, após ser duramente criticado por dirigentes locais e do resto do mundo, por estimular a invasão do Capitólio na semana passada, que teve um saldo de quatro mortes, voltou atrás e afirmou que os invasores responderão por seus atos de acordo com a lei. O único mandatário que não condenou a invasão nos EUA foi o nosso presidente, Jair Bolsonaro, que insiste em relacionar o fato com a fraude no sistema eleitoral americano, alertando que o mesmo ocorrerá aqui em 2022, se mantido o sistema do voto eletrônico. Nos EUA, Trump critica o voto impresso, inclusive aquele obtido através do correio. Aqui,  Bolsonaro também prepara a justificativa de sua rejeição no próximo pleito, sustentando que nosso voto eletrônico é fraudulento e deve ser substituído pelo impresso. Até parece que Trump e Bolsonaro acreditam que o voto a favor deles tem peso dobrado, ao passo que o nosso, seus opositores, vale apenas um por eleitor. Essa postura não surpreende, pois Bolsonaro é, mesmo, do contra em tudo o que faz e essas atitudes antidemocráticas deverão convencer os brasileiros conscientes de que sua reeleição seria o maior erro para o futuro do País.

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo

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FRAUDE ELEITORAL

Segundo Bolsonaro, se não tiver voto impresso em 2022, vai ter fraude nas eleições presidenciais. Mas nos Estados Unidos, do ídolo Trump, as cédulas não são de papel?

Marisa Bodenstorfer

Lenting, Alemanha

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CALA A BOCA

Alguém precisa calar a boca deste presidente que, a cada entrevista, só fala em apologia à baderna e, agora, usa os acontecimentos da semana passada nos Estados Unidos como ligação à eleição de 2022 no Brasil, já prevendo a derrota na sua reeleição.

Artur Topgian topgian@terra.com.br

São Paulo

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‘VÂNDALOS DA DEMOCRACIA’

Acerca do editorial de 8/1 intitulado Vândalos da democracia, é importante destacar alguns pontos sobre o presidente Jair Bolsonaro. Primeiro, as asneiras ditas por ele na Presidência da República são o famoso “milho aos porcos”, desvio midiático para a sua incompetência de governar, já sabida desde sempre. Segundo ponto: Bolsonaro “fala sozinho” no jogo político eleitoral brasileiro atual. Não há forças sociais de oposição, seja à direita e à esquerda, que construa uma alternativa ao projeto político do miliciano carioca, propondo saídas para a grave crise social, econômica e sanitária que vivemos hoje. Terceiro ponto: Bolsonaro, gostemos ou não, é um dos únicos políticos brasileiros, junto com Lula, que tem no seu discurso uma inserção e diálogo com a vida cotidiana do “cidadão comum” em âmbito nacional, que são as pessoas que, no frigir dos ovos, decidem as eleições na democracia representativa liberal.

Kassiano César de Souza Baptista kassianocesar@hotmail.com

São Paulo

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BOLSONARO E TRUMP

Pelas características de ambos, elegância e comportamento sutil, creio que Bolsonaro e Donald Trump são irmãos siameses. Resta saber por onde ambos se ligam. Pela cabeça talvez, ambas são meio vazias, mas o mais acertado é que seja pelo intestino, pois  o  que ambos produzem só pode mesmo sair por ali.

Hamilton Penalva hpenalva@globo.com

São Paulo

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INVASÃO AO CAPITÓLIO

Como comentou Celso Ming na sua coluna A invasão do Congresso dos EUA e nós aqui (7/1, B2), é preciso saber por que o sistema de segurança dos EUA, que é dotado de vários órgãos, falhou ao não prever o risco de invasão do Congresso. Só depois da invasão isolaram o Congresso com cercas altas. Protesto nas ruas ou em frente aos órgão públicos são normais no EUA, como temos visto ultimamente no noticiário.

José Luiz Abraços octopus1@uol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÃO NO CONGRESSO NACIONAL

O que esperar desta Câmara dos Deputados quando se trata de votar pautas contra o Brasil? Nem Arthur Lira nem Baleia Rossi são os candidatos dos sonhos dos brasileiros. Esse é o mal de ter tantos partidos. Tudo o que se vê agora são promessas pelo voto. Se eleito, Baleia Rossi dará continuidade às pautas de Rodrigo Maia, que é quem continuará mandando. Será o Centrão mandando e ditando regras. Nenhum deputado será punido, o foro privilegiado continuará, e o caso Flor de Lis? Tudo engavetado. O apoio dos partidos em um ou em outro candidato é, sim, constrangedor, dado que voto significa dinheiro na mão dos apoiadores e possíveis delitos perdoados. Por incrível que possa parecer, a renovação na última eleição ficou só no papel. Vê-se que o sonho de chegar ao Planalto é tão somente o cargo. Uma vez lá, desfrutando de todas as mordomias, as excelências esquecem-se rapidamente de seu discurso pré-eleição. A cada eleição o cidadão tem a esperança de melhorar o País trocando as moscas, mas, pelo visto, a m... é muito boa, pois  o pouso para algumas parece eterno.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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PRESIDÊNCIA DA CÂMARA

A respeito da próxima eleição para a Câmara dos Deputados, não apenas é bom lembrar de um Severino Cavalcante ou Eduardo Cunha, mas a candidatura de um marginal ao poder. A Câmara já teve grandes nomes na sua presidência, entre eles avulto o de Ernesto Pereira Lopes, que a exerceu de forma tão elevada que o colunista Castelo Branco disse em 1972 que “Pereira Lopes exerceu a presidência da Câmara quando os demais a desfrutaram”. Quando eleito ou acolhido, Pereira Lopes se preocupou com o fato de os deputados não terem um gabinete, por menor que fosse, para receber alguém. Lutou muito contra isso e com verbas ele conseguiu e foi criado o anexo II. O jornal O Estado de S. Paulo de 2 de dezembro de 1972 disse: “Pereira Lopes sai engrandecido da presidência da Câmara.” Ao deixar o cargo, foi homenageado com um jantar para mais de 500 pessoas e saudado por lideranças da Câmara, inclusive pelo M. D. B.

Coriolano M. Ferraz Meirelles coriolanomeirelles@gmail.com

São Carlos

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FARRA

Senadora recebe R$ 52 mil por 15 dias (8/1, A6). Não é de estranhar esta farra com os cofres públicos em plena pandemia. Resta saber e investigar que outros benefícios estariam atrelados a esta bizarrice, como direito a mais uma aposentadoria como senadora, seguro saúde vitalício e outras mordomias que só a privilegiatura goza, enquanto os demais brasileiros apertam o cinto e correm atrás de emprego. Já passou da hora de o Parlamento dar o exemplo, cortando na própria pele.

Marco Antonio Moura de Castro mike.castro@uol.com.br

São Paulo

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TAPA NA CARA DA SOCIEDADE

15 dias de passagem pelo cargo e já ganhou o suficiente para sustentar famílias e famílias com auxílio emergencial. Prova maior de que o maior gerador de desigualdade do Brasil é o próprio Estado. Reforma administrativa já!

Lucas Mota lucasrmota@uol.com.br

São Paulo

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UNIÃO EM MAGÉ

O município de Magé, no Estado do Rio de Janeiro (onde acontece tudo de imoral, indecente e ilegal, sim, ao contrário do que defendem alguns juristas brasileiros imorais, indecentes e ilegais), acaba de reafirmar que a política brasileira é imoral, indecente e ilegal. Ignorando qualquer mínimo conceito de nepotismo, o prefeito de lá acaba de nomear vários membros da família para cargos de primeiro escalão. Em menos de uma semana, o fiel representante do Partido Progressista (PP) e da “velha política” de Bolsonaro e do aliado Centrão, Renato Cozzolino, nomeou a irmã – que também é vice-prefeita – secretária de Educação e Cultura; a noiva, secretária de Ação Social e Direitos Humanos; três primos à frente das Secretarias de Governo, Fazenda e Trabalho e Renda, além de cunhado e tio comandando outras não menos importantes e, certamente, interessantes para algumas pretensões do prefeito que ainda defende as “qualidades técnicas” de uma família que mais lembra as mais autênticas famiglias. É por estas e outras que a maioria dos municípios e dos Estados está quebrada.

João Di Renna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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IDOSO DISCRIMINADO

Na formulação de políticas públicas, cada ente federativo interpreta a seu modo (e conveniência) o Estatuto do Idoso, uma lei federal que regula os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. Recentemente, o prefeito de São Paulo e o governador do Estado, em ação articulada e não debatida em público, revogaram a gratuidade nos transportes coletivos públicos aos idosos, que vigorava desde 2013. Além de prejudicar os mais carentes e praticar discriminação entre pessoas idosas, a medida é inoportuna em tempos de crise econômica e sanitária, com alta do custo de vida e do desemprego.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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SALÁRIO DE PREFEITO

Na Bahia, em Jacobina, o prefeito reduz o próprio salário em 92% e vai receber salário mínimo. Enquanto isso, em São Paulo, Bruno Covas, que já disse em sua campanha viver de política, aumentou o próprio salário em 43%.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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RECUO

O governador do Estado de São Paulo envia para a Assembleia Legislativa um decreto ou sei lá o que aumentando o imposto de vários produtos de primeira necessidade. E, como uma luz no final do túnel, volta atrás em sua decisão, talvez temendo algo de pior em nosso Estado. Em março de 2020, em plena pandemia, o ilustre envia à Assembleia a RPPS-LC 1.354/2020, cobrando dos servidores aposentados uma contribuição previdenciária que não é pouco, dizendo que a SSPREV está falida. Uma enorme mentira, pois todo servidor da ativa contribui com esse órgão. Ressalto que essa “contribuição” é cobrada de todos os servidores aposentados, que não veem um níquel de aumento durante anos. Será que ele não poderia voltar atrás também nessa cobrança?

Marilse Piva Azevedo mapiaz@hotmail.com

Santo André

 

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