Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

12 de janeiro de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Preparando o golpe

Jair Bolsonaro não perde ocasião de produzir elogios em aglomerações policiais, num evidente movimento de cooptação. Recentemente o Estado publicou artigo do professor Miguel Reale Júnior alertando sobre a participação das Polícias Militares em movimentos de sublevação ocorridos no Brasil. Agora é anunciado esse projeto para conceder autonomia e novas patentes de comando às corporações policiais, que deixariam de ficar subordinadas à autoridade dos governos estaduais. A proposital confusão com a autonomia do Judiciário e das universidades, estendida às corporações policiais, é um pouco discreto caminho para a sindicalização e o aparelhamento da segurança pública, a fim de servir a eventuais planos do poder central.

ALBERTO MAC DOWELL DE FIGUEIREDO

AMDFIGUEIREDO@TERRA.COM.BR

SÃO CARLOS

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Projeto de ditadura

A intenção de tirar dos governadores o poder sobre as polícias estaduais pode ser o primeiro passo para a venezuelização do Brasil e perpetuação no poder.

CARLOS GASPAR

CARLOS-GASPAR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Controle das polícias

Realmente, é desejo do presidente Jair Messias Bolsonaro e de seus adeptos o controle das Polícias Militares de todos os Estados do Brasil. Assim, perdem poder sobre elas os governadores e Bolsonaro pode atuar mais livremente, visando a seus interesses – usá-las para as eleições de 2022. Aliás, Bolsonaro já declarou que, se o voto para as eleições de 2022 não for impresso, ocorrerá o mesmo que os EUA enfrentaram – e ainda enfrentam. Significa tal manifestação que os interesses dele colidem com nossa Carta Magna e que Bolsonaro quer poder absoluto para “governar” o Brasil. Daí por que não perde nenhuma cerimônia de formatura militar e similares. Toda a atenção dos democratas é necessária.

JOSÉ CARLOS DE CARVALHO CARNEIRO

CARNEIROJCC@UOL.COM.BR

RIO CLARO

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Só não vê quem não quer

“Se não tiver voto impresso em 2022, vamos ter problema pior que os Estados Unidos.” Traduzindo: ou eu ganho ou, então, a eleição foi roubada. O coveiro de 200 mil prepara golpe com ameaça preanunciada. Na vida civil, se sou ameaçado, vou à Justiça e peço uma ordem de restrição. No caso do coveiro, o equivalente é o Congresso Nacional afastá-lo de nós, decretando seu impeachment e acabando de vez com a contínua ameaça de morte por negacionismo da covid e ameaça de golpe nas eleições de 2022.

FILIPPO PARDINI

FILIPPO@PARDINI.NET

SÃO SEBASTIÃO

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Impedimento?

A aprovação de impedimento de presidente da República exige a aprovação de dois terços do Legislativo federal. É por isso que o presidente da Câmara dos Deputados ainda não pautou processos de impeachment, pois avalia que Bolsonaro conseguiu – talvez por causa de seu “brilhante” desempenho no governo, tanto na política externa como no combate ao desmatamento e à corrupção, culminando com seu “admirável” combate à pandemia que assola o mundo... – seduzir cerca de 50% dos atuais deputados e senadores (anotem!). Uma prévia já veremos em breve, com o resultado das eleições para a presidência da Câmara e do Senado. Para chegar ao impedimento será necessário destruir esse escudo. Se a vox populi soar forte, o Judiciário acordar e, num esforço sobre-humano, julgar rapidamente as centenas de processos envolvendo corruptos (dez por mês já seria bom), quem sabe conseguiremos o afastamento desse presidente. Razões não faltam.

LUIZ RIBEIRO PINTO

BRASILCAT@UOL.COM.BR

RIBEIRÃO PRETO

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Otimismo

Em seu artigo deste domingo (A2), Pedro Malan condiciona o otimismo quanto ao futuro do País à capacidade das oposições de se entenderem até 2022. Como ele diz, “ainda há tempo – mas não muito”. O desafio está colocado: as oposições baixarem a guarda, resolverem seus egocentrismos e agirem em benefício da Nação.

FRANCISCO EDUARDO BRITTO

BRITTO@ZNNALINHA.COM.BR

SÃO PAULO

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Pandemia

Semana decisiva

Esta semana é decisiva para que a Anvisa autorize o uso das vacinas Coronavac e Oxford/AstraZeneca, para imunização dos brasileiros. O Instituto Butantan, pelo bom planejamento do governo paulista, já tem estocados quase 11 milhões de doses da Coronavac e a imunização está prevista para começar dia 25. Essa é a única vacina disponível no Brasil. Mas Bolsonaro, que se tem mostrado desumano na pandemia, para confrontar o governador João Doria fala em vacinação simultânea... Ora, esse governo inepto na gestão federal, que não se antecipou na compra de vacinas, seringas, agulhas, etc., agora fala em vacinação simultânea em todo o País? Irracional! Assim que a Anvisa der o aval à Coronavac, São Paulo, com sua logística pronta e mais de 10 mil pontos de vacinação, está apto para iniciar a imunização. Estamos falando em salvar vidas, o que não pode ser confundido com palanque para 2022.

PAULO PANOSSIAN

PAULOPANOSSIAN@HOTMAIL.COM

SÃO CARLOS

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A ‘vacina do Doria’

Bolsonaro é ruim até de batismo. Nomeou, erradamente, a vacina do laboratório Sinovac de “vacina do Doria” e fez um escarcéu dizendo que jamais iria comprá-la. Agora que teve de capitular nesse quesito, envia ordens ao ministro da Saúde – patética figura – determinando a proibição dessa expressão: será agora apenas Coronavac ou vacina do Butantan. O presidente faz besteira e depois gasta o seu tempo e o dos seus subordinados, remunerados com o nosso dinheiro, tentando limpar os absurdos que ele mesmo proferiu. Pobres eleitores brasileiros, não sabiam quem estavam “contratando” ao votarem em 2018.

SANDRA MARIA GONÇALVES

SANDGON46@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


VACINAÇÃO POLITIZADA

O Instituto Butantan, com 120 anos de história e de credibilidade, entregou à Anvisa documentação com mais de 10 mil páginas mostrando a eficácia da Coronavac, mas a agência reguladora, hoje manipulada por Jair Bolsonaro, alegou insuficiência de informações. O irresponsável presidente brasileiro, depois de tentar confiscar o estoque de seringas do Estado de São Paulo, usa outra artimanha desonesta para retardar o início da vacinação, previsto para 25 de janeiro. Bolsonaro e Eduardo Pazuello estão mais para uma comédia pastelão, tipo “o gordo e o magro”, do que para presidente da República e ministro da Saúde.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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SENSO DE URGÊNCIA

Após dois incompreensíveis blefes, na sexta-feira (8/1), finalmente, o respeitoso Instituto Butantan requereu o uso emergencial da vacina chinesa Coronavac no Brasil. No mesmo dia, a Fiocruz também o fez para a vacina indiana Oxford. As regras são claras para o andamento e foram amplamente divulgadas. Por inconsistências, caíram em exigências os documentos do Butantan. Se demorou tanto (?), por que não os apresentou de forma completa e correta, tal qual procedeu o instituto coirmão do Rio de Janeiro? Sob a capa de holofotes midiáticos, o governador João Doria (SP), em grito de afogados com intenções políticas, apelou para o senso de urgência da Anvisa, visando à aprovação da documentação capenga. Será que isentaria de fiscalização as construções em razão do déficit de moradias populares no Estado? Governador, tenteie a sua pipa! Quem tem pressa vai devagar. A ciência tá nem aí para os candidatos à Presidência, em 2022. Nem batendo bumbo! Quem sabe faz a hora. Melhor cuidar de seu quintal (e das gravatas, ternos e camisas de grife) até lá. “Presta atenção no serviço.” Calado, pois!

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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ANVISA X BUTANTAN

O Butantan e a Anvisa sabem exatamente as informações necessárias para aprovação de qualquer vacina. Seja emergencial ou definitiva. Se a Anvisa estiver pedindo informações em excesso ou o Butantan enviando dados insuficientes, é necessário que seja feita a denúncia e que o Ministério Público de São Paulo tome as providencias. O que não é aceitável é que duas instituições de respeito fiquem envolvidas em baixarias e politicagens. A sociedade brasileira merece respeito.

João Israel Neiva jneiva@uol.com.br

Paraíso

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VIDAS EM JOGO

O Brasil já registrou mais de 200 mil mortes por covid-19, com mais de 8 milhões de casos. A Anvisa já recebeu do Instituto Butantan centenas de páginas atestando a eficácia da vacina Coronavac, mas continua a pedir mais dados para, então, aprovar a vacina. É a vida de milhares de brasileiros, inclusive a minha, que está ameaçada! Acho que está na hora de o Supremo Tribunal Federal (STF) intervir para o início imediato da vacinação, como já interveio em situações de menor importância.

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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LIMITE VENCIDO

Até onde o presidente Bolsonaro pretende chegar para adiar a vacinação da Coronavac, sob responsabilidade do Instituto Butantan, contra a covid-19, por pura vaidade pessoal? Se conseguir, poderá ser denunciado por homicídio doloso? O limite de sua irresponsabilidade já venceu faz tempo!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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POLITIZAÇÃO DA VACINA

Judicialização e politização são ações que andam juntas quando se trata de vacinação anti-covid. Precisava o ministro Ricardo Lewandowski exigir estabelecimento de prazos para início da vacinação quando as vacinas não estão sequer aprovadas? Rui Costa, no jornal A Tarde de ontem, com a boba pirraça enunciar “menos política e mais vacina”, pedir ao governo que atrapalhe menos e trazer música e, possivelmente, aglomeração à campanha a iniciar-se? João Doria pedir que a Anvisa demonstre senso de urgência deve significar passar por cima dos protocolos. Quando, após o início da vacinação, houver contratempos, a busca de culpados vai apontar quem? A agência reguladora, que deu o seu aval, não estas pessoas abjetas que atiram pedras sem assumir responsabilidades.

Roberto Maciel rovisa681@gmail.com

Salvador

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DATAS!

O tempo passa, o tempo voa, e a Anvisa procrastina numa boa. Por quê?

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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COMBATE À COVID-19

A orquestra continua tocando a valsa para retardar a aprovação da vacina produzida pelo Instituto Butantan. O desejo deste desgoverno federal está sendo fielmente cumprido. Como diz o superministro, “um manda e o outro obedece”. Do outro lado, parabéns ao dr. Jean Gorynschtein pela manifestação em entrevista a um canal de TV repudiando a criação de dificuldades sobre a integralidade  das informações fornecidas no pedido de aprovação.

Adib Hanna adib.hanna@bol.com.br

São Paulo

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REAÇÃO EXAGERADA

Com todo respeito ao secretário da saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorynschtein, a reação dele (“não é o momento de fazer ciência”) à exigência por parte da Anvisa de informações que estariam faltando no pedido entregue pelo Instituto Butantan para liberação da Coronavac, foi algo exagerada. O que o secretário quis dizer é que essas informações seriam meramente acadêmicas e, portanto, desnecessárias diante da urgência do início da vacinação. Mas não é isso. Os dados faltantes são necessários, entre outras coisas, para confirmar a eficácia real da vacina, se há alguma faixa etária em que ela atua melhor e se os voluntários que participaram do estudo representam fielmente a nossa população. É compreensível a ansiedade do governo estadual em dar início o quanto antes à vacinação, mas não é o momento de atabalhoar. A seriedade com que o estudo foi feito, devidamente avalizado pela Anvisa, é que determinará a aderência da população à vacina.

Luciano Harary, médico lharary@hotmail.com

São Paulo

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HAJA PACIÊNCIA

Em vias de aprovação da imunização através da vacina oriunda da Índia, agora só resta ruminar quando será atendida a súplica de Bolsonaro ao primeiro-ministro indiano para fornecer 2 milhões de doses que ninguém sabe se e quando estarão a nossa disposição e apenas suficientes para aplicação em índios, quilombolas e demais pessoas da preferência do capitão,  pois não existe sequer um frasco dela no Brasil. Por outro lado, as 6 milhões de doses da Coronavac já nas mãos do Instituto Butantan deverão continuar aguardando o atendimento das exigências da Anvisa bolsonariana para começar a ser aplicadas em todo o resto do território nacional. Não estivesse carimbada como produto oriundo da China, portanto indigesta para nosso prócer de plantão, provavelmente o processo de imunização já teria começado, mas, sendo produzida por iniciativa do governador paulista, tornou-se um aborrecimento para Bolsonaro, que não admite seja administrada antes da sua. Haja paciência, dizem aqueles afetados pela pandemia.

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo

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ESTAGNAÇÃO FÍSICA E MENTAL

Já que vivemos dias de um (des)governo em que nada, absolutamente nada de real e positivo se cria, tudo de ruim se copia de governos anteriores e ainda se amplia, permito-me também entrar e surfar nessa onda de estagnação física e mental, atualizando o velho dito popular de “quem avisa amigo é” para um singelo e oportuno “e a Anvisa, amiga de quem é?”.

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

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ANVISA

Ninguém duvida da necessidade de haver um órgão governamental para análise e verificação de ingredientes, sejam alimentícios ou fármacos. Fazemos parte de um mundo integrado, assim à medida que o processo tecnológico na industrialização dessas áreas acontece, novos ingredientes funcionais são agregados ao sistema. Assim como novos ingredientes são descobertos, com novos tipos de tratamento. É preciso, portanto, haver um órgão nacional para análise e normatização. No entanto, quando isso acontece, na grande maioria das vezes esses produtos já foram analisados exaustivamente pelos países de onde se originaram. Sem contar que, em alguns deles, cientistas de origem brasileira fazem parte de suas corporações. Para que, então, as dúvidas no caso de vacinas? Enviar pessoas para as fábricas do exterior para verificação tem cheiro de trem da alegria. Será que nossa burocracia precisaria dificultar aprovações óbvias e deixar mais pessoas morrerem? Deveríamos pensar no oposto: agilizar o processo para a vacinação ocorrer no prazo mais exíguo possível. A população que se propõe à vacinação agradece.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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UMA LENTE PARA OS CIDADÃOS

Quero apenas registrar os parabéns pelo artigo de Carlos Alberto Di Franco de ontem, Cansaço do negativismo (página A2). O ano de 2020 foi um divisor de águas para mim. O excesso de negativismo me indicou parcialidade (principalmente política) dos meios de comunicação. A consequência foi a perda na confiança da informação e, consequentemente, um afastamento natural, desiludido e inseguro onde buscar o real, a verdade. Acrescentaria ao texto de Di Franco o dever cívico que os meios de comunicação têm para com os melhores destinos do País. A posição privilegiada do conhecimento dos acontecimentos diários deve ser uma lente para os cidadãos. Sou empresário e fico pensando se em minha empresa buscasse apenas os problemas de cada departamento e seus colaboradores, sem qualquer ênfase nas realizações. Seja na empresa ou no País, as boas notícias existem e formam um ciclo virtuoso de conquistas e orgulho. Que a mensagem do artigo ilumine as mentes dos editores!

Astério Vaz Safatle asterio@lote5.com.br

São Paulo

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NEGATIVISMO

Matéria de leitura obrigatória em todas as faculdades de Jornalismo: Cansaço do negativismo, de Carlos Alberto Di Franco.

Flávio Santoro santorofc@me.com

Itu

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CANSAÇO

Perfeito o artigo Cansaço do negativismo, de Carlos Alberto Di Franco (O Estado de S. Paulo, 11/1, A2). Disse tudo, conseguiu expressar objetivamente o que sentimos.

Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião

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AMEAÇA DE GOLPE

Em histórico artigo no Estadão de 11/1 (Ameaça é crime, no Código Penal. Ameaça de golpe também é?), Rolf Kuntz expôs de maneira clara e didática as ameaças mais que evidentes de como vamos ver nos próximos dois anos a versão nacional do golpe terrorista que Donald Trump e suas milícias fascistas tentaram aplicar no Congresso e no Judiciário dos Estados Unidos. Mais do que ameaças, Jair Bolsonaro já explicitou que nas eleições presidenciais de 2022 no Brasil vai acontecer muito pior do que a tentativa de golpe nos Estados Unidos. Assim como não fizemos nada para nos prevenir da pandemia, de que tomamos conhecimento com antecedência dos vários meses em que ela foi devastando a Ásia e a Europa, agora temos dois anos de contínua preparação para a implantação de uma nova ditadura no Brasil. Vamos todos ficar de braços cruzados, como a América de Trump?

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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RUINDADE CONHECIDA

Bolsonaro, dois anos de palácio, um dos quais sob a pandemia dilaceradora, apresenta sérios problemas de comunicação e graves atitudes comportamentais. No entanto, jogam todos os problemas brasileiros nas costas do capitão, mas na verdade muitos vêm do Brasil império, passam pelo Brasil República e chegam até Temer, que antecedeu a vitória nas urnas de Bolsonaro. Como se vê, ninguém os resolveu e até hoje só se veem críticas, mas nada de projetos e aprovações de soluções. Assim, no final, corremos o risco de continuar com Bolsonaro, ruindade conhecida, a uma nova desgraça desconhecida.

Jesus Antonio Ribeiro jesus-ribeiro2005@ig.com.br

São Paulo

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NOVAS POLÍCIAS

Mesmo sem conhecer com mais profundidade os projetos que limitam o poder de governadores sobre polícias civil e militar (Estado, 11/1, A4), sou favorável à maioria deles. Até que enfim a questão chegou a preocupar as esferas federais, que se propõem a fazer alguma coisa. As estruturas organizacionais estão arcaicas, comprometendo a eficiência e desgastando, ainda mais, os já desmotivados policiais. Há pontos com os quais não concordo, como a equiparação hierárquica com as Forças Armadas, criando três escalões de generais. O que as polícias precisam é de modernização, em todos os sentidos, de modo a poder enfrentar a crescente criminalidade, que tanto preocupa a todos.

Jarim Lopes Roseira ipa.saopaulo@ipa-brasil.org.br

São Paulo

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LEI ORGÂNICA POLÍCIA CIVIL

O retrato da Polícia Civil em São Paulo é o pior possível, faltam 15 mil policiais, o salário é o pior do Brasil, sucateamento dos meios, perdas salariais absurdas, inclusive na aposentadoria, e o Estado não respeita direitos, cometendo ilegalidades que são corrigidas na Justiça, que se vê sobrecarregada de demandas de policiais civis. As viaturas da Polícia Civil, em comparação com as da PM, são antigas. Há tratamento diferenciado para departamentos em detrimento da periferia (distritos). Aqui é o retrato do caos, e deve ser assim também em outros Estados. Só um choque para mudar a realidade. São Paulo, em termos de polícia judiciária, destoa de sua grandeza, e isso claramente interessa a quem governa.

Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo

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PREPARANDO O GOLPE

A proposta bolsonarista, por estar em sintonia com o governo Bolsonaro, de criar lei pela qual as polícias militares não respondem aos governadores complementa o caos que já estão preparando há tempo. Se a lei passar, está pronto o ambiente do golpe que está sendo planejado.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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SOLDADOS DE BOLSONARO

A tentativa de Bolsonaro, assim como fez com a Polícia Federal, de interferência, agora para reduzir o poder de governadores sobre as polícias civil e militar, é seu projeto de golpe, tendo como seus soldados as polícias.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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