Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

13 de janeiro de 2021 | 03h00

Economia

Ford deixa o Brasil

A decisão da centenária montadora Ford de fechar suas fábricas no País é um recado direto de que não acredita nas medidas prometidas por este governo, que se diz liberal. Um mercado do tamanho do brasileiro não foi suficiente para segurar a fabricante norte-americana. A instabilidade financeira e jurídica avivou a incompetência desse governo falastrão, que não entrega o que promete e já mostrou a que veio. Fabricar carros no diminuto mercado do Uruguai e na Argentina parece piada, mas é trágico. E pode ser o começo de uma grande e grave quebradeira, com ainda mais aumento do desemprego.

LUIZ THADEU NUNES E SILVA

LUIZ.THADEU@UOL.COM.BR

SÃO LUÍS (MA)

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Bye, bye, Brasil

O fechamento de todas as fábricas da Ford no Brasil é só mais um sintoma de um país que penaliza a atividade industrial com altos impostos, leis trabalhistas ultrapassadas e logística ineficiente, entre outras mazelas conhecidas e que compõem o famigerado custo Brasil. Enquanto o Congresso Nacional não se der conta de que precisamos urgentemente das reformas já cansadamente desenhadas por especialistas, a desindustrialização do nosso país continuará a passos largos.

OSCAR THOMPSON

OSCARTHOMPSON@HOTMAIL.COM

SANTANA DE PARNAÍBA

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Custo Brasil

Reestruturação global, otimização de custos, tudo confere. Mas o custo Brasil – tributos intermináveis, burocracias sistêmicas – pode ter sido o que mais pesou na saída da Ford.

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

SEPASSOS@YAHOO.COM.BR

PORTO FELIZ

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Manicômio tributário

A multinacional norte-americana desistiu de fabricar veículos no Brasil após um século de operação fabril por aqui. Destacamos que ela enfrentou e venceu os problemas causados pelas duas guerras mundiais, pela Intentona Comunista, pelas ditaduras de direita e pelos planos econômicos fracassados. Mas não resistiu ao “manicômio tributário” (Rodrigo Maia), fruto dos governos do PT e da falta de confiança dos investidores no desgoverno Bolsonaro.

MÁRCIO DA CRUZ LEITE

MARCIO.LEITE@TERRA.COM.BR

ITU

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Os pais da ‘criança’

O sr. Rodrigo Maia diz que o fechamento da Ford se deve ao “manicômio tributário”. Perguntar não ofende: e quem o criou? Não foram seus companheiros de Congresso e os respectivos antecessores, que desde 1988 só souberam cuidar de seus interesses particulares? Pergunta final: e chamar isso que está aí de “Simples Nacional” não é um deboche?

ARTHUR VERNA

A.VERNA1934@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Segurança tributária

Em nota, a Fiesp alertou que faltam medidas para reduzir o custo Brasil, que pode ter sido uma das causas da saída da Ford do País. Entre as medidas viáveis, há a possibilidade de os impostos serem de ofício, em vez de declaratórios, ou seja, o governo informa o que as pessoas jurídicas e físicas deverão pagar e, uma vez pago, não haverá risco de multa futura. Essa medida traria aos empresários segurança de não serem autuados, além de economia de controles. Sempre haveria a possibilidade de as pessoas físicas e jurídicas contestarem os impostos a pagar, com base nos seus controles. Com o avanço da tecnologia da informação, essa medida é perfeitamente possível de ser implementada e minimizaria o efeito de custo e insegurança que a complexa legislação tributária traz.

MARTINHO ISNARD R. DE ALMEIDA

MARTINHO@USP.BR

SÃO PAULO

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Debandada

Bayer vende sua planta industrial, Ford retira-se do Brasil, a Volks inicia plano de demissão voluntária, o Banco do Brasil fechará agências e demitirá 5 mil funcionários. As notícias no começo do ano indicam um final nada feliz para o emprego e o desenvolvimento industrial, fruto da pandemia e da instabilidade governamental. Mas empresas centenárias no País não podem sair sem ao menos prévia comunicação ou entendimento com autoridades, pois obtiveram muitos incentivos fiscais.

CARLOS HENRIQUE ABRÃO

ABRAOC@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Desgoverno Bolsonaro

Ameaça aos brasileiros

Quanto mais se assiste a filmes e relatos sobre a invasão de apoiadores de Donald Trump ao Capitólio, mais se vê a extensão do ódio e da violência dessas pessoas. Claro que não só ao longo do mandato, como no próprio dia de manhã, o presidente insuflou essas pessoas a praticar todos os atos violentos que vimos. Seus filhos também o fizeram, o que demonstra que essa família não tem controle e não avalia o peso de suas palavras. O que mais assusta e aflige é como o presidente Jair Bolsonaro e seus familiares apoiam e até imitam tudo o que os Trumps fazem e os idolatram. Como bem escreveu o articulista Rolf Kuntz (10/1, A2), o presidente do Brasil não preza a democracia e traduz isso em inúmeras falas. Seu horror às liberdades o faz incapaz de se relacionar democraticamente com a imprensa. Sua incompetência é gritante, está no terceiro ano de mandato e tem a coragem de dizer que não consegue fazer nada. Não consegue ou não quer? O que podemos esperar daqui em diante, agora que ele nos ameaçou dizendo que “algo pior” do que se viu nos EUA poderá ocorrer aqui? Seus apoiadores ousarão fazer o mesmo se ele não for reeleito? Que poderemos fazer para nos protegermos dessa insanidade?

MARIA TEREZA CENTOLA MURRAY

TEREZAMURRAY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Calendário da imunização

Passei meses na expectativa de quando se iniciaria aqui a vacinação contra a covid-19. Agora estou tranquilo, pois o ministro da Saúde anunciou que será no dia D e na hora H. Agradeço ao ministro por nos tranquilizar.

JORGE EDUARDO NUDEL

JORGENUDEL@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


A FORD DEIXA O BRASIL

Mais de um século depois de se estabelecer como a primeira montadora de veículos no Brasil, a Ford anuncia o fim da fabricação de automóveis no País. Há dois anos, já parou a produção de caminhões e vendeu a fábrica. Agora, começa demitindo 5 mil empregados de três plantas, e com planos de importar carros de sua produção em outros países para abastecer o nosso mercado. A medida é um alerta por reformas econômicas, especialmente a redução da voracidade fiscal. Um mesmo veículo produzido no Brasil custa 40% mais que um idêntico montado no México. Os tributos escorchantes vêm há décadas. Quando não podíamos importar automóveis, não ensejava a concorrência predatória. Mas, desde 1990, quando abrimos os portos, o País clama pela solução tributária, que foi negligenciada por sucessivos governos. Governo, parlamentares e até empresários têm de se debruçar sobre esta pauta e fazê-la acontecer. Se não o fizerem, logo teremos de amargar a saída de outras empresas do País, especialmente as grandes, em prejuízo da economia nacional. No mundo globalizado ninguém pode ter imposto alto. Quem insistir perderá seu parque fabril e enfrentará dificuldades. Muitos empregos do Brasil já se mudaram para a China e, se não corrermos com as reformas, outros também irão para além-fronteiras.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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TRISTE NOTÍCIA

Muito triste a notícia de que a Ford encerra suas atividades no Brasil. Vivi muitos anos andando, passeando e trabalhando com meu Ford Corcel, que inclusive me levou para o altar.

Arcangelo Sforcin Filho despachante2121@gmail.com

São Paulo

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Estado, 12 de janeiro: Após um século, Ford encerra produção de veículos no País. Para mim é uma triste notícia, eis que foi  dirigindo um Ford-1929, com câmbio na barra da direção, então chamado de “Ford Bigode”, que fiz a única prova dirigindo no trânsito e obtendo a chamada carta de habilitação, expedida pela Delegacia de Trânsito de São Paulo. Bendito Ford.

Antonio  Brandileone abrandileone@uol.com.br

São Paulo

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COMPREENSÍVEL

A Ford fez muito bem em encerrar a produção no Brasil. Houve queda nas vendas no setor automobilístico, os impostos são altos, há excesso de burocracia e a insegurança jurídica do País agrava a situação de multinacionais. Para piorar ainda mais, há indefinição do governo federal sobre o cronograma de vacinação contra a covid-19, em meio à segunda onda do novo coronavírus. Portanto, não há como fazer investimentos ou planejamento de médio e de longo prazos, porque não se sabe quando haverá a retomada do crescimento da economia. Sem a reforma tributária pelo Congresso Nacional e com o aumento de ICMS, como em São Paulo, o setor de veículos fica ainda mais prejudicado, afetando toda a cadeia produtiva e agravando o desemprego.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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ABISMO

Num mesmo dia, duas notícias de forte impacto. Uma, do Banco do Brasil informando que vai fechar muitas agências e abrir um PDV para 5 mil funcionários. Outra, da Ford, com o anúncio do fechamento de três de suas fábricas no Brasil e com possibilidade de dispensar outros 5 mil funcionários – fora o impacto nas suas concessionárias. Cadê o ministro Paulo Guedes? Estamos caminhando para um abismo.

Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi Mirim

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RECADO DADO

A Ford vai fechar suas fábricas de veículos no Brasil. Claro que milhares de empregos diretos e indiretos serão extintos. No entanto, manterão a operação na Argentina. Será que nossos governantes não percebem o recado dado? Sem as reformas, caminhamos para onde?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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MUDANÇA DE FOCO

Que a saída da Ford marque a mudança de foco da indústria brasileira, o Brasil deve deixar para trás a condição de país que oferece mão de obra barata, muitos subsídios e leis ambientais frouxas e perseguir a sua verdadeira vocação industrial: industrializar a gigantesca produção agropecuária deve ser o novo foco da indústria brasileira. O País deve abandonar a exportação de grãos e passar a exportar produtos industrializados: café, soja, carne, tudo industrializado no Brasil e exportado por um valor muito maior. Chegou a hora de o Brasil deixar de ser uma colônia extrativista que faz a fortuna dos países que a exploram, chegou a hora de o Brasil ganhar dinheiro como gente grande com sua produção agropecuária. Que venha logo a revolução industrial brasileira.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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LADEIRA ABAIXO

2021 começa bem mal: fechamento das fábricas da Ford no País e de agências do Banco do Brasil. Mas o “Posto Ipiranga” segue firme e forte ao lado do “mito”. Eu sugiro aos brasileiros apertarem o cinto, pois a descida ladeira abaixo vai ser com muita turbulência. E não se esqueçam de fazer arminha e jair se acostumando com mais desemprego e violência. E quem sabe em 2022 os eleitores decidam somar 13 + 17 e escolher um partido Novo.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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SEM AGENDA PARA POBREZA

Jair Bolsonaro, desde 2019, apesar de ter prometido, se nega a apoiar a reforma administrativa e a rever alguns programas sociais, como, por exemplo, o PIS/Pasep, que permitiria economia de dezenas de bilhões de reais que poderiam resultar em mais recursos para o Bolsa Família e ainda incorporar e beneficiar outras milhões de pessoas que vivem na miséria. Os números desta realidade e triste fotografia social estão demonstrados no editorial do Estado Ano novo com mais pobres e matéria no caderno de Economia de 11/1. O fim do auxílio emergencial poderá jogar mais 3,4 milhões de pessoas na extrema pobreza e acumular 17,3 milhões de pessoas vivendo na miséria no País. Pior ainda quando lembramos que temos mais 40 milhões de brasileiros entre desempregados e subempregados. Jair Bolsonaro não tem agenda para cuidar da pobreza no Brasil, assim como desgraçadamente também não faz nada para salvar vidas nesta pandemia. No entanto, não mede esforços para melhorar o soldo dos militares, armar a população, conceder benefícios a motoristas infratores e desprezar o meio ambiente, prejudicando o nível de investimento no País. Pobre e maltratado Brasil!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DOIS VÍRUS

O Brasil conseguiu receber dois vírus. Um é o da covid-19, que já matou mais de 200 mil brasileiros. O outro vírus letal é o governo Bolsonaro, que vai levar o botijão de gás a R$ 200,00 e vai matar de fome milhões de brasileiros.

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

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A NOSSA MEMÓRIA VIVA

A memória viva desta geração não registra os horrores que a pandemia impôs a esta nação. Mais de 200 mil mortos em menos de 11 meses desde que ela se apresentou como agente mortal. Da mesma forma, jamais houve no Brasil tamanha inércia dos poderes constituídos pela ordem democrática e republicana para agir em prol da dignidade da instituição Presidência da República e escorraçar o sacripanta ali empossado. Um elemento desprovido de capacidade intelectual e evidentemente responsável por toda desarticulação das ações em prol da saúde de 220 milhões de brasileiros. Chega de lamúrias, de manifestações de indignação por meio das redes sociais e notas à imprensa. É hora de agir. Vencer a pandemia exige denodo e apreço pela ciência. Derrotar a ignorância e a desfaçatez pela vida requer vigilância e a compulsão do exercício de quem por evidente obrigação tem de se pautar pela ordem constitucional na proteção da vida. Agir tanto contra a pandemia como contra a ignorância do Planalto, eis as duas frentes de luta, ora indissociáveis, para que homens dignos dos cargos que ocupam preservem nossa dignidade e dezenas de milhares de vidas.           

Oswaldo Colombo Fho. colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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MINISTÉRIO SEM RUMO

No dia 7 de janeiro de 2021, o governador do Estado de São Paulo e a equipe do Instituto Butantan divulgaram dados que comprovariam a alta eficiência da CoronaVac e afirmaram que, tão logo a documentação ficasse pronta, submeteriam a vacina à autorização da Anvisa. No mesmo dia, à tarde, quando questionado sobre a inexistente política de vacinação contra covid-19 no Brasil, o senhor Eduardo Pazuello, nosso ministro da Saúde, anunciou a aquisição da CoronaVac pelo governo federal, para a surpresa não só do governador de São Paulo, mas de todos nós. Com um tom imponente, Pazuello dirigiu-se aos jornalistas e aos telespectadores como um general dirige a palavra aos soldados, e se retirou de cena com a desculpa de ter outro compromisso, deixando a cargo de seus assessores a responsabilidade de responder às dúvidas da imprensa. O que dizer do nosso terceiro ministro da Saúde em dois anos de mandato do presidente Jair Bolsonaro? Seus antecessores, ao menos, eram médicos... O senhor Pazuello não deve ter a mínima noção do que seja um vírus, tampouco uma vacina. Não nos surpreende, portanto, que o governo federal tenha ignorado a necessidade de adquirir seringas e agulhas para imunizar a população brasileira – ou o senhor ministro achou que a vacina contra covid-19 seria na forma de gotas, como a da poliomielite?

Tomomasa Yano tyanosan@gmail.com

Campinas

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A EFICÁCIA DA CORONAVAC

Como não sou cientista (felizmente), considero que a extrema demora na divulgação da eficácia verdadeira da vacina do Instituto Butantan, a Coronavac chinesa, agora se explica. O mínimo para não ser descartada seria de 50%. Conseguiram chegar, em cima da hora (sabe-se lá como), a míseros 50,38%. Espero que a imprensa investigue com denodo essa situação esquisita, independentemente de disputas políticas.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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EFICAZ, MAS NÃO TANTO

Finalmente, o Instituto Butantan acabou divulgando a verdadeira – e decepcionante – eficácia de 50,38% da vacina Coronavac, em comparação com os dados fantasiosos, declarados pelo governador João Científico Doria da eficácia impressionante entre 78% para casos leves e 100% na prevenção de casos graves da covid-19. O que importa não é a reputação técnico-científica do Instituto Butantan, mas sim que o governador tirou as fotos ao lado dos containers com a frase “vacina do Brasil”. Valeu!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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INSTITUTO DE INFECTOLOGIA EMÍLIO RIBAS

Aposentado há oito anos dessa instituição, durante meus 40 anos de atuação vivi epidemias, surtos, até mesmo o surgimento de novas doenças (encefalite do Vale do Ribeira por Vírus Rocio, aids), com os desencantos e sucessos próprios da profissão. Lendo a reportagem de segunda-feira (Rotina na linha de frente contra covid mistura solidariedade e indignação, 11/1, A8), fiquei decepcionado e apreensivo. Foi apresentada uma única faceta, romântica, do nosso cotidiano nessa instituição. Aspectos relevantes foram, talvez inadvertidamente, relegados. Somos referência em doenças infectocontagiosas, não só no País, mas ao menos no Hemisfério Sul. Causa profunda tristeza estarmos reduzidos a 60 leitos de enfermaria e outros tantos de UTI. Quando residente, na epidemia de meningite meningocócica (início em 1973, auge em 1974), cada um de nós, residentes, tinha sob seus cuidados diários quase esse tanto de pacientes – um dia resolvi contar: 101 doentes! Isso sem contar os fervilhantes e tensos pronto-socorro e UTI, num hospital cuja lotação, antes da epidemia, era de 200 leitos. Era, também, um hospital-escola dando cursos a várias instituições de Medicina e Enfermagem (até cursos para Fisioterapia e Nutrição), recebendo estagiários de vários Estados do Brasil e também da América Latina. Porém, na última década, quando nos foi retirada a autonomia e perpetrada verdadeira intervenção, passando à tutela da Fundação Faculdade de Medicina, o IIER vem sofrendo uma gradativa desativação, e a diminuição do número de leitos é seu reflexo mais gritante. Eu fazia troça: “É o único hospital que substitui leitos por escrivaninhas”. Na vigência dessa tragédia devida à covid-19, essa instituição estar encolhendo rumo à extinção é ainda mais trágico: deveria é estar sendo aparelhada e ampliada para suportar o atendimento, não o contrário. Urge que o sr. governador se mostre sensível, receptivo e realista quanto à importância dessa instituição e lhe dê o suporte devido e necessário, a começar por devolver a autonomia e a gestão aos cuidados dos que vivem o dia a dia nas suas enfermarias, e não em gabinetes distantes dos nossos corredores. E destinar os recursos tão preciosos para atender a população do Estado que ele governa. Que olhe para o Emílio Ribas com o mesmo reconhecimento que tem olhado para o Instituto Butantan.

Ricardo Hanna, médico ricardohanna@bol.com.br

São Paulo

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‘CANSAÇO DO NEGATIVISMO’

Na mosca o artigo Cansaço do negativismo (11/1, A2). A imprensa brasileira está tomada por um cacoete de “quanto pior, melhor”. Volto ao Brasil todo final de ano e me surpreendi com o bombardeiro diário de negativismo, seja na imprensa escrita, no rádio, na TV ou na internet. É a cultura da tragédia, do “copo meio vazio”, enfiado goela abaixo do brasileiro diariamente. Pobre do nosso povo que um dia poderá optar por viver na alienação por questão de sanidade mental.

Alexandre Galvao da Silva alex.g.da.silva@outlook.com

São Paulo

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O PERIGOSO DIALETO PRIVADO PRESIDENCIAL

Magnífico o artigo do professor Elias Thomé Saliba Livro de linguista francesa decifra dialeto particular de Trump (Estado, 9/1) mostrando os padrões de linguagem do quase ex-presidente Donald Trump e sua obsessão por sempre encontrar outros culpados, principalmente a imprensa, por seus erros e fracassos na condução dos simples e dos complexos assuntos da vida norte-americana e causando a nós, brasileiros, a enorme preocupação com a semelhança com o ocupante do cargo correspondente em Brasília. A linguagem chula de ambos causa enorme prejuízo a ambos os países no âmbito internacional. Lamentável e preocupante.

Gessner Vidalis Bovolento gvbov47@gmail.com

São Paulo

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FANÁTICOS E DELINQUENTES

Bolsonaro ameaça ser Trump amanhã! Rodrigo Maia, o Congresso Nacional, os partidos políticos, as Forças Armadas, a OAB e o STF esperam o que para deter esta familícia? Com a pandemia, o povo brasileiro está de mãos atadas. Está mais do que na hora de começarem as providências. Seguidores de Bolsonaro têm a mesma delinquência dos seguidores de Trump, são fanáticos e já jogaram fogos no STF. Rodrigo Maia está borrando sua biografia!

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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AMEAÇA FANÁTICA

Anulei meu voto em 2018 e fico feliz. Não sabia que iria dar esta loucura, mas não cheirava bem, e sabia o que foi ser descriminado por fanáticos petistas por não pensar igual, mesmo envolvido num trabalho de claro viés social. O que vem matando há muito este país é o fanatismo. Trabalhei com um petista de carteirinha, literalmente, e nos divertíamos fazendo piadas críticas sobre nossas posições. Ele se foi num derrame e sinto muita falta daquela relação sadia. Convivi muito com pessoas de direita socialmente responsáveis, dignas, produtivas, justas. A diferença entre eles, se não eram detalhes, poderia ser se seus discursos tivessem sido colocados no contexto correto. Aceitamos entender diferenças como discursos fanáticos, portanto fora do contexto normal. Aceitamos o populismo puro e suas segundas intenções de uns poucos apoiadas no fanatismo, o que é bem mais maléfico que o discurso fanático em si. Passados poucos dias da invasão do Capitólio, a pergunta que se deve fazer é o que realmente há por trás desta massiva manipulação de fanáticos. Foram insuflados por um maníaco egocêntrico e é só? O passado de Trump dá inúmeras razões para duvidar. A preciosa lição está sendo dada para nós, brasileiros, que temos um pretenso arremedo de Trump no poder, resta saber se vamos aprender. Bolsonaro, o que crê amigo inseparável de Trump, está aí, leve, livre e solto. O Brasil é um país de problemas gigantescos e nós não somos uma horda de fanáticos boçais. Ou somos? Minha mãe dizia que “não interessa o que você diz, me interessa o que você faz”. Vamos esperar mais dois anos no blá blá blá e ver no que dá?

Arturo Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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DEMOCRACIA EM RISCO

Na democracia é a liberdade que garante o poder de organização, porém os que a ela se opõem negam a si mesmos esse direito. Dessa maneira, concluo que uma democracia, em nome de seus princípios, não deve permitir que autoritários se organizem para destruí-la. E criminosos que incitam multidões a cometerem crimes devem ser punidos igualmente como os que os perpetraram. Assim sendo, todos os que apoiaram Trump nesta jornada insana para erradicar os votos que ele não recebeu são igualmente culpados. Os políticos republicanos que o ajudaram a divulgar a ideia de que houve fraude nas eleições mesmo depois de a Suprema Corte ter negado validade nessas afirmações sem provas, seus familiares que no dia 6 ajudaram a insuflar a multidão, seus apoiadores. E aí não podemos nos esquecer do nosso ambiente, onde o presidente do Brasil apoiou e apoia a insanidade do trumpismo, que agora mostrou toda a sua face. E a ameaça de que aqui também ocorrerá problemas na eleição se continuarmos com voto eletrônico. Bolsonaro diz claramente que, se ele não for eleito, é porque houve fraude, já que até quando ele se elegeu ele a afirma. Se não nos defendermos dos que querem usar os direitos da democracia para solapá-la já, estaremos em maus lençóis daqui a pouco. Ou já estamos. Todos os indícios aí estão. O nosso chanceler, com seu comentário absurdo sobre a invasão do Capitólio, deixa-nos todos de cabelo em pé, além de ter aberto uma crise interna no Itamaraty. E é sabido que Ernesto Araújo, assim como toda a família do presidente, idolatra Donald Trump. Portanto, o Brasil tem de começar a acordar.

Maria Tereza Centola Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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VERGONHA INTERNACIONAL

As ações de Jair Bolsonaro e de seu mentecapto ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, são criminosas, antes de vergonhosas e desrespeitosas aos brasileiros. Perdemos todos os protagonismos internacionais e precisamos nos desculpar pelo desgoverno daqui toda vez que falamos com interlocutores estrangeiros, especialmente sobre ciência e tecnologia. O que foi feito da tradição do Itamaraty (10/1, A3) seria uma dúvida, mas é a constatação da destruição de tudo o que aqui foi construído a duras penas. Há que esclarecer, porém, que Adoniran Barbosa cunhou o samba como sendo do Arnesto, não com a grafia mais polida do nome do funesto chanceler.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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TRUMP, A AMERICA E AS BANANAS

O Partido Republicano terá de escolher: entregar a cabeça de Donald Trump ou afundar abraçado com ele. 25.ª emenda ou impeachment, a bravata infantil de Trump não ficará impune. Aqui, no Brasil, os policiais estão atônitos com a velocidade dos acontecimentos. Resolver a questão Trump rapidamente é a última chance de os Estados Unidos não chafurdarem de vez no pântano de terceiro mundo das repúblicas bananeiras.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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DEMOCRACIA AMEAÇADA

Está de saída o presidente que não deveria tê-lo sido. Deixando a cena o famoso canastrão. A recente invasão do Congresso dos EUA por fanáticos de Trump foi uma vergonha para a grande e respeitada democracia, mas as suas sólidas instituições reagiram imediatamente. Resultado: sairá do poder um bufão e entrará um estadista.

Nivaldo Ribeiro Santos nivasan1928@gmail.com

São Paulo

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CONTAGEM REGRESSIVA

Iniciada a contagem regressiva para os EUA finalmente se livrarem de Donald Trump. 10, 9, 8, 7, 6... God bless America.

Vicky Vogel vogelvick7@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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