Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

16 de janeiro de 2021 | 03h00

Pandemia

Mortes por asfixia em Manaus

Chegou o dia D, de desgraça, e a hora H, de horror!

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

LRCOSTAJR@UOL.COM.BR

CAMPINAS

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Falta de oxigênio

O que estamos vendo em Manaus é criminoso. Pessoas morrendo asfixiadas, leitos que se transformam em câmaras de morte e total incompetência e falta de humanidade dos responsáveis, principalmente do governo federal, aí incluídos o presidente da República e o ministro da Saúde. E não há que dizer que a situação era inesperada. Na última semana, Eduardo Pazuello esteve em Manaus. Mas o objetivo da visita foi lançar um aplicativo que recomenda medicamentos sem comprovação científica. Vários foram os alertas de que o caos estava para vir. Mas não deram importância. Preferiram propagar fake news, como tem sido hábito desse governo. Também há responsabilidade daqueles que em dezembro criticaram o lockdown proposto na cidade. Há sangue nas mãos de cada uma dessas pessoas!

LUCAS DIAS

LUCAS_SANDIAS@HOTMAIL.COM

RIO VERDE (GO)

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Tirando o corpo fora

O presidente Jair Bolsonaro alegou que não é culpa dele o caos da mortandade que se está vendo em Manaus, com sofrimentos atrozes e agonia de pacientes, e de seus familiares, chegando aos absurdos do inconcebível. Afirmou literalmente o sr. Bolsonaro, ter feito a parte dele. Agora, nós, brasileiros, cansados que estamos desse governo mórbido, cruel e ridículo, façamos a nossa parte e exijamos que esse presidente se retire de cena e, então, finalmente, faça de fato a parte dele, que é a de não mais macular a imagem do Brasil e dos brasileiros com a sua constrangedora e inadequada presença à frente de um governo inócuo, inoperante e, ainda mais, perversamente maléfico para os atingidos pela covid-19.

MARCELO GOMES JORGE FERES

MARCELO.GOMES.JORGE.FERES@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Crime de extermínio

A morte de nossos irmãos do Amazonas por falta de oxigênio deixa um único caminho de resistência democrática: acionar a Corte Internacional de Justiça para julgar Jair Bolsonaro por crime de extermínio – “imposição de condições de vida desumanas, tais como privação de acesso a alimento ou medicação com o fim de destruir a população”.

AMADEU ROBERTO GARRIDO DE PAULA

AMADEUGARRIDOADV@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Estranhas escolhas

Começaram a “exportar” doentes do Amazonas para outros Estados. A “gripezinha” está fora de controle, enquanto Pazuello diz que nada pode ser feito a não ser esperar oxigênio. Essa é a logística da República dos bananas. Aliás, em plena pandemia e pouco antes de a Ford anunciar que vai deixar o País, o governo renovou a sua frota de carros com essa montadora. Patético!

GEDER PARZIANELLO

GEDERPARZIANELLO@YAHOO.COM.BR

SÃO BORJA (RS)

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O aviãozinho do general

O capitão, chefe do general, ordenou a compra de 2 milhões de vacinas – o suficiente para vacinar o bairro do Tatuapé, em São Paulo... O avião a ser despachado para a Índia aguarda liberação, não se sabe ainda em quantos dias. Nesse ínterim, o estoque de Coronavac, do Instituto Butantan, aguarda a aprovação da militarizada Anvisa. Relatórios indicam que a Coronavac evita mortes e infecções graves da covid-19. Santo Deus, a política do capitão prevalece sobre a saúde dos cidadãos!

FRANCISCO PEDRO PAMPADO DO CANTO

FRANCISCO@MCQUIMICA.COM.BR

SÃO PAULO

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Logística

Nosso ministro da Saúde, especializado em logística, contrata um avião comercial para buscar vacinas na Índia. Por que não usar aeronaves da FAB ou os aviões da Presidência? Qual o custo dessa operação? É muita ineficiência!

MANUEL PIRES MONTEIRO

MANUEL.PIRES1954@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Sem lógica

A palavra logística vem do grego e significa habilidades de raciocínio lógico. Mas, pelo que se noticia do plano de vacinação planejado pelo capitão, naturalmente assessorado pelo general que, até onde sei, é tido como especialista justamente em logística, não vejo nada que se possa chamar de lógico.

BENEDITO ANTONIO TURSSI

TURSSI@ECOXIM.COM.BR

IBATÉ

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A vacinação necessária

Há um ano tínhamos no Brasil e no mundo a esperança de um surto limitado de covid-19, e as curvas de Cingapura com data de previsão de término dos episódios em cada país são evidência disso. A observação do surto na China, na Europa e nos EUA também nos levou a acreditar, erroneamente, na possível aquisição de imunidade coletiva quando houvesse de 25% a 30% de infectados na população. Hoje, porém, sabemos que nada disso aconteceu e novas variantes do SARS CoV-2 estão aumentando a incidência de casos, mostrando que a suscetibilidade ao vírus é praticamente universal. Por esforço e sorte, há várias vacinas com potencial de combate à atual situação, com eficácia diversa e boa segurança. Por sermos um país periférico no contexto político, assim como na inovação científica na área de imunizantes, temos acesso limitado às melhores vacinas e na quantidade necessária. Pela gravidade da fase atual da epidemia no Brasil, todas as vacinas disponíveis devem ser aplicadas de imediato e, possivelmente, complementadas quando tivermos acesso a outras melhores.

BERNARDO EJZENBERG

BERNARDOEJZENBERG@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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A vacina que temos

Chovem críticas ao governador de São Paulo, João Doria, e ao dr. Dimas Covas, diretor do Butantan, por motivos vários. Mas que crime eles cometeram, afinal? O de entregar a única vacina com que realmente podemos contar?

ELIANA FRANÇA LEME

EFLEME@GMAIL.COM

CAMPINAS


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


TRAGÉDIA EM MANAUS

Quantas vidas teriam sido salvas, se os mesmos R$ 8,9 milhões gastos pelo Exército em treinamento militar em 15/10/2020 na Amazônia tivessem sido, desta vez, empregados para suprir demandas básicas da população amazonense? O que dizer de um país, com 334 mil militares na ativa, permitir que brasileiros hospitalizados morram asfixiados nos hospitais da capital do Amazonas pela simples falta de oxigênio? Passou da hora de a sociedade civil voltar às ruas e exigir ao menos o mínimo destes covardes que hoje brincam de governar o Brasil.

Fabio Meirelles meirellesfabio@ig.com.br

São Paulo

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GENERAL PESADELO

O Estado do Amazonas, mais precisamente sua capital, Manaus, está vivendo dias de terror com o aumento gigantesco de pessoas vítimas da covid-19. É de estarrecer saber que morreram muitas pessoas, por asfixia, porque os hospitais de Manaus não têm mais oxigênio. O governador e seu secretário de Saúde não se preparam para o anunciado aumento da contaminação do vírus após as festas natalinas e de passagem do ano. E estamos assistindo a cenas de terror pela TV, de desespero de familiares dos internados nesses hospitais, pedindo pelo amor de Deus que seus parentes não morram por falta de oxigênio. O ministro da Saúde, general Pazuello, esteve há alguns dias na capital amazonense e viu o caos que estão o atendimento médico e o colapso dos hospitais. O máximo que fez foi arranjar alguns tubos de oxigênio. Foi embora depois de dois dias, e não providenciou o necessário socorro para restabelecer um atendimento digno para as pessoas que estão internadas. O noticiário diz que estão transferindo cerca de 700 pacientes para as capitais dos Estados do Norte e Nordeste. Quanto custarão essas transferências, que devem ser feitas de avião? Não seria mais fácil e mais econômico mandar um jato da FAB levar esses tubos de oxigênio para Manaus? Onde está a expertise (logística tão falada) do general Pesadelo? Ou mudou sua expertise para coveiro ou exterminador?

Agnes Eckermann agneseck@gmail.com

Porto Feliz

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ASFIXIA

Uma amiga parou de fumar da noite para o dia ao sentir falta de ar em dois momentos em dias alternados. Se alguém quer saber o que é morrer por asfixia, tampe seu nariz e veja quanto tempo aguentará. Nosso país chegou a este ponto, pela asfixia mental deste desgoverno, que continua tratando a covid-19 como “gripezinha” e coisa de “maricas”. Impedindo lockdown em Manaus, terá nas suas costas as mortes destes brasileiros. Espero que os que ainda não se condicionaram de que a “gripezinha” mata vejam a situação do Amazonas, pois você pode ter dinheiro e não ter oxigênio nem  hospitais!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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IMPOSSÍVEL NÃO CHORAR

As manchetes estampadas nos jornais e as cenas exibidas na TV sobre a situação em Manaus nos trazem um sentimento de impotência, misturado com revolta. Embora queira agora se eximir da culpa que lhe cabe, o presidente da República, Jair Bolsonaro, é o principal responsável pelo que vem acontecendo no País em decorrência da pandemia. De início, vem se comportando contra as medidas mais comezinhas para a população se proteger, ou seja, o isolamento social e o uso de máscaras. Pior, passou a recomendar o uso de cloroquina, sem ter o diploma de médico, o que é uma irregularidade, para dizer o mínimo. Quando ele exonerou um ministro médico e competente por pura birra, nomeando em seu lugar um general, Eduardo Pazuello, que se mostrou totalmente desambientado para o cargo, na realidade assumiu a responsabilidade pelo que vem acontecendo agora. Não existe outra conclusão. Nasci 18 meses antes do início da 2.ª Guerra Mundial e desde tenra idade convivi com as discussões sobre política e conflitos mundiais, e me acostumei a acompanhá-las de perto. Ainda garoto, passei em frente do cemitério de Pistoia e vi as cruzes a perder de vista, cada uma indicando a sepultura de um soldado brasileiro da Força Expedicionária do Brasil. Foi um choque. Contudo, jamais esperei ler as manchetes de ontem sobre os nossos irmãos de Manaus morrendo asfixiados nos hospitais, por falta de oxigênio. Que ministro da Saúde é este que deixa a situação chegar a tal ponto? A pergunta é válida, pois caberia ao Ministério da Saúde coordenar o combate ao vírus e garantir todos os procedimentos para que o vírus não se espalhasse e que todas as unidades da Federação tivessem os equipamentos e insumos necessários para atender a população brasileira. O que é mais inacreditável é o ministro ter estado em Manaus há alguns dias e não entender a gravidade da situação a tempo de mobilizar todas as autoridades do País para auxiliar a capital amazonense, assim como pedir ajuda aos demais países, se fosse o caso.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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SOFRIMENTO

É estarrecedor o sofrimento pelo qual está passando nosso povo, principalmente em Manaus (AM), onde os portadores de covid-19 internados estão morrendo por falta de oxigênio nos hospitais. Por ironia do destino, nosso mandatário Jair Messias Bolsonaro teve de recorrer ao presidente Nicolás Maduro para importar oxigênio da Venezuela.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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ASFIXIA AMAZONENSE

No “pulmão do mundo” falta oxigênio. A Bolsonaro e Pazuello, vergonha na cara!

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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MOMENTO DIFÍCIL

Infelizmente, tenho percebido que muita gente está fugindo da imprensa não pela credibilidade das notícias, mas por não suportar a verdade que vivemos. Pura alienação. Uma pena.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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ESTUPIDEZ À TODA PROVA

Vários caminhões poderiam ter saído de São Paulo, a maior cidade brasileira, carregados com oxigênio, para abastecerem Manaus. A logística deveria ter sido elaborada com uma semana de antecedência, para que todas as etapas fossem cumpridas com êxito. Como nós estamos no Brasil, o oxigênio acabou nos hospitais da capital do Amazonas e o oxigênio está sendo transportado por aviões. Faltou o mínimo de planejamento das autoridades manauaras. Os pacientes sofreram à toa e alguns perderam a vida por causa da incompetência dos poderosos. Mais um crime acaba de ser cometido durante a pandemia. Haja cadeia para todos os infratores.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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DESMONTE DO SUS

O Brasil deveria estar preparado para lidar com a pandemia da covid-19, com a excelente estrutura e funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) que tinha. Então o que deu errado? Foi o despreparado intelectual e comportamental do negacionista capitão-presidente, cujo desgoverno desmontou os pilares da organização e credibilidade do SUS. Além da falta de respeito pela vida dos brasileiros ao sabotar as medidas de proteção preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), esse desastroso indivíduo – que deverá ser julgado por genocídio – transformou a pandemia em algo muito pior: ao trabalhar a favor do vírus, provocou a morte de mais de 200 mil brasileiros. Enquanto a corrupção dos seus aliados continua lépida e faceira, a vacinação contra esta doença anda a passos trôpegos sob o comando de militares despreparados.

Walter Wanderley Amoras wwamoras@gmail.com

Belém

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IMPERDOÁVEL

Não haverá perdão para as instituições e as pessoas que têm poder para acabar com a palhaçada criminosa que Jair Bolsonaro e seu intendente estão fazendo. Procuradoria-Geral da República, Supremo Tribunal Federal, Congresso Nacional, Forças Armadas, não haverá perdão. O que está acontecendo em Manaus vai acontecer amanhã no País inteiro. Não há perdão para Bolsonaro e Pazuello, nem para os apaniguados que continuam não vendo motivos para o impeachment do presidente da República.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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ASSASSINATOS EM SÉRIE

Nada a fazer? Ninguém, nenhuma entidade, STF, sei lá? Quem poderia brecar isso? Temos de assistir, desesperados, ao assassinato de brasileiros pelo presidente ávido por mortes e seu Ministério da Saúde. Até quando?

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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MICO

Governo Bolsonaro anuncia a busca de 2 milhões de doses de vacina contra covid-19 na Índia, que responde dizendo que “é muito cedo” para atender tal pedido do Brasil. Caso o avião brasileiro retorne vazio, Bolsonaro, que já é ridicularizado mundialmente, receberá o título de bobo da corte. É o fim da picada!

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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O ESFORÇO DO PRESIDENTE

O governo Bolsonaro continua se esforçando para continuar a matar milhares de brasileiros (já são quase 210 mil). Não bastava ir de encontro às recomendações científicas e dos profissionais de Saúde (isolamento social, uso de máscaras e de álcool em gel, etc.), o governo, agora, insiste numa “mera politização” e em não fazer investimentos, publicizando campanhas voltadas para a importância de vacinar o máximo de pessoas em tempo recorde, acabando – ou diminuindo – com aquelas teorias nazifascitoides de que a vacina faz mal, não adianta e até transforma pessoas em jacaré. Para o chefe do Executivo federal, eleito para “fazer a diferença”, a pandemia continua sendo “uma frescura”, “uma gripezinha”, coisa de “maricas”, que pode ser curada com cloroquina, invermectina e outras drogas tão drogas quanto ele, seu governo, seu pseudoministro da Saúde e toda aquela malta que o cerca. Queira Deus que o Brasil se livre, rapidamente, de todo este mal e destas pessoas que insistem em matar pessoas País afora.

João Di Renna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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PARA EVITAR MAIOR CATÁSTROFE

A disseminação da variante do novo coronavírus está provocando uma tragédia em Manaus. A nova cepa vai se espalhar por todo o País. Tanto o governo federal como o governo de São Paulo apostaram em vacinas com vírus inativo, como se a pandemia fosse estática no tempo. A demora no início da vacinação e o aumento do número de mutações apontam para um risco maior da imunidade cruzada dos anticorpos não ter total eficácia nas pessoas, quando estas forem finalmente vacinadas. Portanto, a única solução para evitar uma catástrofe de dimensões incalculáveis é usar uma vacina de RNA mensageiro, com eficácia de 95%, que inclua a nova variante encontrada na capital do Estado do Amazonas.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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MACRON, A SOJA E O CHANEL N.º 5

Mais uma vez o sr. Emmanuel Macron, presidente da França, vem a público falar da Amazônia, tentando atingir o governo brasileiro e, de quebra, prejudicar nossos produtores de soja. Não escrevo aqui para defender Jair Bolsonaro ou quem quer que seja. Seria interessante informarem o sr. Macron dos locais produtores de soja no Brasil. Levem-no para passear no interior das Regiões Sul e Sudeste e ver as plantações de soja. Mas vamos a outra questão: o Jornal de Manhã – Regional, de Marília, cidade onde resido, no interior de São Paulo, publicou no dia 9/1/2021, por coincidência, uma notícia sobre os 100 anos de existência do famoso perfume francês Chanel n.º 5. O jornal publica que na fórmula do Chanel n.º 5 está presente o linolol extraído do pau-rosa, planta em extinção da Amazônia. Segundo o jornal, na década de 1960 o preço do linolol subiu muito e houve uma corrida para tentar produtos sintéticos, porém as perfumarias continuaram correndo atrás do linolol autêntico. Na década de 1990, o Ibama proibiu o corte e a extração do pau-rosa, mas algumas empresas conseguiram na Justiça o direito de manter a exploração desta árvore, e segundo o Jornal da Manhã, perfumistas do mundo inteiro usam, até hoje, a matéria-prima que vem da Amazônia. Uma das pesquisas sobre o linolol mostrou que ele está presente no manjericão. Portanto, diante do relatado, se o sr. Macron é tão preocupado com a Amazônia, deveria fazer uma campanha para que os franceses não usassem o Chanel n.º 5. Ou, então, estimular os produtores do Chanel a usarem outras fontes que não o linolol, tais como manjericão. O governo francês poderia fazer uma grande campanha nacional subsidiando o manjericão, ajudando as perfumarias e salvando o pau-rosa. Mas, pelo que li no jornal O Estado de S. Paulo esta semana sobre a fala do sr. Macron, tudo leva a crer que a intenção é subsidiar os produtores franceses de soja, e o “desmatamento” da Amazônia serviria como desculpa. O dicionário Michaelis dá um nome para isso.

Mário do Carmo Martini Bernardo mariocmb@bol.com.br

Marília

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DEFESA DO BRASIL

Parabéns pelo texto publicado dia 14/1 neste histórico e combativo jornal (Macron contra a soja brasileira). Foram as palavras que eu gostaria de ter dito. Recomendo mandar uma cópia ao embaixador da França no Brasil e uma ao Itamaraty. Já está na hora de os nossos embaixadores atuarem como os brasileiros esperam, independentemente do péssimo ministro das Relações Exteriores, que está mais preocupado com o destino de um tresloucado presidente norte-americano. Antes de tudo, somos brasileiros sendo atacados por um presidente francês. É uma agressão movida por um péssimo presidente de uma nação amiga historicamente, o que, certamente, caberá a seu povo julgar nas próximas eleições. Que o Itamaraty volte a ser o Itamaraty e que honre os ensinamentos do Barão do Rio Branco.

Jose Rubens de Macedo Soares joserubensms@gmail.com

São Paulo

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A SAÍDA DA FORD DO BRASIL

A respeito da carta do leitor sr. Carlos E. de Barros Rodrigues (Dívidas em aberto, Fórum dos Leitores de 14/1), realmente, o leitor tem razão ao mencionar que a Ford também encerrou suas atividades na Austrália. Mas comparar um mercado de 25 milhões de habitantes com o do país líder da América do Sul Brasil, com 215 milhões, não tem o menor sentido. Quanto à dívida com o BNDES, não tem problema, pois o banco trabalha com garantias reais e a Ford tem patrimônio superior a este montante. O mais difícil é explicar a opção pela Argentina versus o Brasil. E, para concluir, o número de colaboradores a serem demitidos pela Ford é igual ao do programa de fechamento de agências do Banco do Brasil.

Azor de Toledo Barros Filho azortb@globo.com

São Paulo

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AJUSTE FISCAL ÀS AVESSAS

Fiquei estarrecido com a justificativa esdrúxula dada pela secretária estadual de Desenvolvimento Econômico de São Paulo para o aumento de impostos decretado pelo governador (Estado, 15/1). A secretária já alegou em oportunidades anteriores que todos precisam fazer sacrifícios, visto que enfrentamos a maior crise econômica e sanitária do século. Vale ressaltar, no entanto, que o próprio governo paulista reduziu em 12% os recursos destinados às Santas Casas e hospitais filantrópicos, excluindo apenas o que for relacionado ao tratamento e combate à pandemia do novo coronavírus. Além disso, não ficou claro qual foi a receita obtida em 2020, quando comparado com o ano de 2019, e por isso é muito vago afirmar, sem comprovação, que o Estado terá R$ 10 bilhões de déficit. Lembrando que o ajuste fiscal utiliza como justificativa a previsão desse déficit bilionário. Por outro lado, o governador e seus secretários não levaram em conta que o fim dos incentivos fiscais acarretará em aumento de preços, visto que as empresas repassarão esse custo adicional ao consumidor final. Ao invés de cortar cargos ou mesmo procurar dar eficiência à máquina pública, incluindo as estatais, a regra adotada pelo Palácio dos Bandeirantes foi e tem sido elevar a carga tributária. Registra-se, ainda, que o recuo do governo de São Paulo não será suficiente. É preciso mais. É preciso pensar na população que, em tempos pandêmicos, está tendo de priorizar gastos e cortar despesas.

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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CARGA TRIBUTÁRIA

Em plena pandemia de covid-19, o governador de São Paulo, preocupado com a vacina chinesa Coronavac, aumentou a carga tributária dos medicamentos e equipamentos médico-hospitalares, demonstrando com isso falta de senso administrativo e, sobretudo, amor ao próximo. A pergunta que fazemos ao inquilino do Palácio dos Bandeirantes é a seguinte: seu sonho de concorrer à Presidência da República acabou?

Aloisio Pedro Novelli celnovelli@terra.com.br

Marília

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IBIRAPUERA

Muito bom artigo de Zeina Latif de 14/1 (O próprio umbigo). Quem pagará a manutenção de R$ 15 milhões anuais do Complexo Ibirapuera, entre outros, somos nós. Assisti a um jogo de basquete nesse estádio decadente, e anteriormente havia assistido a outros, em Toronto e em Orlando. Dá pena da plateia brasileira, que deixa de vivenciar uma verdadeira festa de organização, conforto, alimentação em prol de um autoritarismo saudosista. É preciso tirar os dinossauros da mesa destes fósseis da Prefeitura e do Estado.

Regina M. Ferrari ferrari@tavola.com.br

Santana de Parnaíba

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