Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2021 | 03h00

 Desgoverno e pandemia

Covid explode em Manaus

A calamidade pública que se espalha pelos hospitais de Manaus, onde pessoas morrem asfixiadas por falta de oxigênio, expõe ao mundo um quadro realmente dantesco. Apelos lancinantes e dramáticos do incansável pessoal da saúde expõem o estrangulamento da saúde pública manauara. Esse quadro estampa a incompetência das autoridades e da massa enlouquecida daqueles que, insanos, debocharam das advertências premonitórias da explosão da doença. E não foram poucas as admonições dos especialistas em saúde pública preanunciando essa explosão da covid-19 e de mortes que agora entre nós campeia. Mas qual o quê, nem as autoridades nem a população ouviram os apelos feitos pelos médicos e eis aí o resultado, testemunhado e certificado pelos corredores dos hospitais e cemitérios de Manaus. Ainda há, por acaso, quem não acredite na eficácia deletéria do coronavírus? O colapso da saúde no Estado do Amazonas que sirva de advertência a todas as autoridades, aos Estados e municípios, pois a omissão, neste caso, está a meio metro do crime de genocídio. Esse meio metro, porém, será facilmente transposto e, então, as autoridades omissas serão acusadas do extermínio de um povo!

ANTONIO B. CAMARGO bonival@camargoecamargo.adv.br

SÃO PAULO

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Lógica farsesca

“Nós trabalhamos para mudar o Brasil com responsabilidade e com coragem. Com todo o respeito a muita gente no Brasil, mas dificilmente tem alguém melhor que o Pazuello como gestor dentro do Ministério da Saúde. Segunda-feira estava cedo em Manaus. Ele vai lá e resolve o assunto. Tem gente que tá morrendo no canto do hospital como se tivesse morrendo afogado. Imediatamente as coisas são resolvidas” (sic Jair Bolsonaro). Resolvidas? Talvez no mundo da lua. Por ele, não se precisa de oxigênio coisíssima nenhuma, é só fazer tratamento precoce com hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina. Portanto, a culpa da encrenca é do governo do Estado e da prefeitura, que não impuseram a diretriz do Ministério da Saúde.

FILIPPO PARDINI filippo@pardini.net

SÃO SEBASTIÃO

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Especialista em quê?

Em face do horror que se alastra dia sim e outro também, o general que o capitão nos empurrou goela adentro como especialista em logística não passa, na realidade, de um especialista em “longística”, que não enxerga, nem de longe, a pranteada realidade brasileira.

LUÍS LAGO luis_lago1990@outlook.com

SÃO PAULO

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Reforço & eficácia

Sem vacina, Bolsonaro e Pazuello poderiam incluir em sua prescrição de cloroquina um reforço com feijões do pastor Valdemiro, de igual eficácia no tratamento da covid...

A. FERNANDES standyball@hotmail.com

SÃO PAULO

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O dia D, de Doria

Os 50,4% de eficácia da Coronavac serviram de deboche para o presidente Jair Bolsonaro. Mas, após a Índia adiar o envio de imunizantes, a vacina do consórcio Sinovac-Butantan passou a ser a solução para combater o caos da saúde brasileira. O Ministério da Saúde exige de São Paulo 6 milhões de doses da menosprezada “vachina” para dar início ao Plano Nacional de Vacinação. E, assim, o dia D e a hora H do general Eduardo Pazuello vão ser com a vacina do “moleque”. Nada como um dia depois do outro.

J. A. MULLER josealcidesmuller@hotmail.com

AVARÉ

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Corrupção

O mentiroso-mor afirmou em entrevista na TV que João Doria e Rodrigo Maia querem sua cadeira para roubar. Aproveito a ocasião para obter informação sobre os R$ 89 mil depositados na conta da esposa dele, bem como esclarecimento acerca das tais rachadinhas. Aliás, cadê o Queiroz?

JOSÉ ROBERTO PALMA palmajoseroberto@yahoo.com.br

SÃO PAULO

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Cruz, credo!

Ninguém precisa torcer para Bolsonaro se dar mal. Ele mesmo se encarrega disso. Foi um péssimo militar. Ia ser expulso do Exército por insubordinação, mas, protegido pela sorte e pelas leis militares, foi reformado. Deputado por sete legislaturas, nunca fez nada a não ser perseguir os LGBTs e pedir aumento de salário para os militares. Eleito para realizar, só conseguiu acabar com o PT. Prometeu mundos e fundos e não cumpriu. Tumultuou a pandemia, só fala besteiras, perturbando o ambiente político interno e degradando a imagem do Brasil no exterior. Torço para chegar 2022. Cruz, credo!

IRIA DE SÁ DODDE iriadodde@hotmail.com

RIO DE JANEIRO

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Perversidade

Sem ar. Sem vacina. Sem voz. Sem opções. Sem atos e ações. Escrevo profundamente entristecido, o nosso país sufoca a cada dia, sob a inóspita e torpe administração federal. É fato: temos dois inimigos nocivos. Cada qual, a seu turno, inflige dor e o sentimento eterno de perda. Um dos vírus ainda não é remediável, mas é possível mitigá-lo com vacina. Quanto ao segundo, que se ramificou na máquina federal, é possível demovê-lo de seu intento homicida pelo impedimento. Precisamos, urgentemente, de ar, vacina e, não menos importante, impeachment contra a incompetência e a falta de liderança.

RENATO MENDES DO NASCIMENTO renatonascimento@uol.com.br

SANTO ANDRÉ

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Decadência

Chegou a hora H do dia D para o pedido de impeachment do presidente Bolsonaro. Aliás, o fracasso do Ministério da Saúde no trato da covid-19 é tão retumbante que até a Venezuela oferece ajuda ao Brasil.

PEDRO LUIZ LEOPARDI leopardi73@gmail.com

JUNDIAÍ

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Salvação nacional

Para salvar o Brasil, impeachment já. Simples assim.

MAURÍCIO LIMA mapeli@uol.com.br

SÃO PAULO


Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


MANAUS SEM OXIGÊNIO

“Fizemos nossa parte”, disse o presidente Bolsonaro sobre a situação de Manaus (Estado, 15/1). Que parte? Negando a gravidade da covid-19, chamando a doença de “gripezinha”, fingindo tomar a cloroquina e dizendo “toma quem quiser, quem não quiser não toma” ou “quem é de direita toma cloroquina. Quem é de esquerda toma Tubaína”. Reunindo-se com seguidores sem máscara e causando aglomerações, dizendo que a doença está “no finalzinho”, afirmando que, pelo seu histórico de atleta, não seria atingido por essa doença, dizendo que lamenta os mortos, que todos vamos morrer um dia e que não adianta fugir da realidade, tem de deixar de ser um país de “maricas”. Chega, presidente, ou quer mais? Deixe de dizer asneiras, Jair Bolsonaro! Em lugar de dizer “fizemos nossa parte”, deveria dizer “vamos fazer nossa parte”. Seria o mínimo que se pode esperar do capitão-mor de uma nação!

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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O CAOS E O PLANALTO

O caos a que, infelizmente, estamos assistindo em Manaus (AM), onde pacientes hospitalizados estão morrendo por falta de oxigênio, é reflexo do descaso do perverso presidente Jair Bolsonaro. As imagens do que acontece na capital do Amazonas correm o mundo, assim como os dolorosos depoimentos de funcionários dos hospitais e das famílias desesperadas de pacientes, vendo seus entes queridos morrendo por asfixia. Em quase um ano de pandemia, que já matou mais de 207 mil brasileiros, Bolsonaro só foi capaz de zombar do coronavírus. E, agora, para o caos de Manaus, o cínico disse: “Já fizemos a nossa parte”. Realmente, sua parte foi abandonar a responsabilidade de seu governo por salvar vidas. Esta é uma típica reação de quem comete crimes contra a humanidade. O presidente mantém no comando do Ministério da Saúde um general que diz SER especialista em logística, mas nem é capaz de antecipar a compra de vacinas, agulhas e seringas – e ainda deixa perder a validade mais de 7 milhões de testes de covid-19, ao custo de R$ 290 milhões. Um autêntico serviçal de Bolsonaro que, assim como seu chefe charlatão, recomenda medicamento sem eficácia comprovada, como a cloroquina, para os pacientes de covid-19. Por fim, a prova de que este governo se lixa para a pandemia: nos últimos dias, aumentou para 14% a taxação de importação de oxigênio. Cadê a responsabilidade do Congresso Nacional? Já está mais do que na hora de interromper, com impeachment, o mandato de Jair Bolsonaro.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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TRAGÉDIA

A absurda tragédia que aflige o Estado do Amazonas não implica crime de responsabilidade? Impossível aceitar tamanho descalabro. Muito triste!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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S.O.S.

No Brasil do desgoverno negacionista e genocida de Jair Bolsonaro, a população do Amazonas, “pulmão do mundo”, está morrendo asfixiada nos hospitais públicos por falta de oxigênio. A que ponto chegamos! S.O.S.!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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RESPONSABILIDADES

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), autorizou a reabertura do comércio não essencial na última semana de dezembro de 2020. Tal atitude foi celebrada nas redes sociais pela deputada Bia Kicis (PSL-DF) e pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Agora, em janeiro, a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde indicou o uso de medicamento, sem comprovação científica, em ofício encaminhado para a área da saúde de Manaus. A mutação do coronavírus lá identificada já provocou o fechamento da Inglaterra para voos provenientes do Brasil. A falta de oxigênio nos hospitais está provocando dezenas de mortes por covid-19, mas o presidente da República e o ministro da Saúde culparam a falta de estrutura e a ausência do uso da cloroquina como tratamento precoce pelo colapso do sistema de saúde da capital do Estado. As autoridades públicas não respondem por seus atos sem a abertura de processo de impeachment do ministro, do governador e do presidente.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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GUERRA CIVIL

Jair Bolsonaro não vai receber vacina alguma da Índia, pelo menos não tão cedo, o governo federal mandou confiscar as vacinas do Instituto Butantan e o País enfrenta situações caóticas como as que estão ocorrendo em Manaus e a tendência é piorar muito. O Brasil vai mergulhar no caos, se não afastar imediatamente Bolsonaro e Pazuello de seus cargos. O brilhante trabalho realizado pelo Butantan corre o risco de se perder pela inépcia de Eduardo Pazuello. Bolsonaro vai fazer o diabo para não liberar o uso da Coronavac. Não é possível que as instituições continuem assistindo passivamente aos desmandos de Bolsonaro e Pazuello.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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LIMITE

Bolsonaro pede calma a quem acusa o governo de estar atrasado na vacinação. Tudo tem um limite. O governo perdeu o bonde e agora corre atrás do prejuízo.

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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O TEMPO DE JAIR BOLSONARO

Em vez de conversar com deputados em Brasília para eleger Arthur Lira presidente da Câmara, use seu tempo de ambição para conversar com médicos de Manaus. Sua vida política, presidente Bolsonaro, terá menos “porradas”.

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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APROVAÇÃO E DESPREZO

Segundo o Datafolha, atualmente 37% dos brasileiros aprovam Jair Bolsonaro. Mas aqueles que completaram o ensino médio e cursaram uma boa universidade têm pela família Bolsonaro um desprezo unânime e unanimemente declarado. Uns dizem que o capitão é corrupto e mentiroso. Por toda parte, diz-se que os seus filhos são ladrões. Vamos ver o que acontecerá depois das campanhas de vacinação, quando a choldra se sentirá mais segura para se manifestar em massa, contra o achatamento dos salários e a alta dos preços dos alimentos.

Joaquim Francisco de Carvalho jfdc35@uol.com.br

Rio de Janeiro

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VACINAÇÃO

A semana que passou foi a semana da luta pelo protagonismo da vacinação contra covid-19 no Brasil. E concluímos apenas que vale a máxima “quando muitos falam, poucos escutam”, o que deve ajudar no agravamento da saúde pública no Brasil.

Francisco José Sidoti  fransidoti@gmail.com

São Paulo

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MISTURA INDIGESTA

Salvo algum erro grosseiro nos dados apresentados à Anvisa pelo Instituto Butantan, a vacina Coronavac será muito provavelmente aprovada pelo órgão regulador. Entretanto, é preciso ficar claro que o governo estadual de São Paulo se comportou muito mal na questão da vacina desde que fechou parceria com a Sinovac: passou a fazer propaganda ostensiva de sua eficácia quando nem bem havia começado a fase 3 da pesquisa e errou feio ao divulgar o tal recorte de 78%, que caracterizou, quando muito, uma meia verdade. A Coronavac cumprirá seu papel de diminuir o contágio do coronavírus, não há dúvida, mas os governos de todas as esferas precisam (ou melhor, precisariam), acima de tudo, ser transparentes na condução da doença. Como afirmou o biólogo Fernando Reinach, “o importante é aprendermos a separar o que é ciência das promessas políticas dos governantes”. Misturar ciência com política nunca foi coisa boa.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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FESTA DA VACINA

Desvendou-se o mistério do “o dia D e a hora H”, do roliço ministro da Saúde, Eduardo Pazuello: trata-se da pantomima que Jair Bolsonaro havia marcado para o próximo dia 19, no Palácio do Planalto, abrindo a vacinação contra a covid-19. Seriam imunizados os felizes e privilegiados mestres em rachadinhas Fabrício Queiroz, Flávio Bolsonaro e Arthur Lira. Momento histórico para a ciência brasileira. Passistas da Mangueira alegrariam a solenidade, com farta distribuição de tigelas de açaí, levadas pela vendedora carne-e-unha do clã Bolsonaro, derrotada nas eleições para vereadora no Rio de Janeiro. Mostrando ser educado, Bolsonaro convidou João Doria para ser vacinado especialmente por ele. Gentleman, o governador não se fez de rogado e confirmou presença. As imagens da dupla de fraternais amigos correrão o mundo.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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O OVO DA SERPENTE

Os defensores dos projetos de lei que concedem autonomia, patentes e mandatos às Polícias Militar e Civil classificam as reações públicas à sua tramitação como histerias, sandices e insanidades, por associá-los a potenciais golpes. Justificam a pretendida autonomia para tornar as forças policiais livres de interferências políticas, com caráter eminentemente técnico, uma missão. Sem entrar no mérito do simplismo de ter corporações armadas autônomas, é formidável o argumento de transformar as forças de segurança em agências autogeridas, com orçamento próprio. O mesmo argumento poderia ser esgrimido para as demais corporações públicas, como a dos médicos, professores, engenheiros de obras, fiscais de renda e, suprassumo, das áreas administrativas. Certamente que, com tais agências, haveria melhores serviços públicos, além de economizar governadores e seus caros gabinetes. Talvez, quem sabe, se conseguisse evoluir até a supressão do Poder Legislativo, o que seria o estado da arte em matéria de economia de gastos. E, finalmente, os contribuintes seriam tornados apenas cidadãos isentos de impostos. Nem Willian Goldwin, o pai do anarquismo, teria sonhado com tanto.

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

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UMA GRAVE AMEAÇA

Quatro anos para preparar um golpe nas instituições e transformar o Brasil numa ditadura militar totalitária de extrema direita, em moldes fascistas, é analisado com muita clareza pelo Estado no editorial Uma grave ameaça contra o País (14/1, A3). Começou com demonstrações explícitas de acabar com o Judiciário e o Legislativo e a formação de um governo de generais. Agora, o assédio às forças policiais dos Estados para subordinar seu comando ao Palácio do Planalto, além de favorecer o acesso às armas para seus fanáticos seguidores. “Crônica de um Golpe Anunciado”, em letras maiúsculas, para ninguém ter dúvidas do que vai acontecer no Brasil, de todas as façanhas antidemocráticas, nos próximos dois anos. O show de Trump encenado no Capitólio terá sua versão nacional como ópera bufa à brasileira.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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PAU-MANDADO

Depois de comandar uma verdadeira guerra contra as vacinas, única solução definitiva para nos livrar da maior pandemia dos últimos tempos, o presidente Bolsonaro mostra que sua insanidade e seu saco de maldades não têm limites. Tramitam no Congresso, com ajuda dos apoiadores do presidente, dois projetos de lei orgânica que alteram a estrutura e a organização das Polícias Militar e Civil, com visível intenção de minar o poder dos governadores de Estados sobre a segurança pública. Como bem destacou reportagem deste jornal, os projetos são verdadeiros retrocessos, pois pioram a eficiência, a transparência e o controle dessas instituições. Por isso é fundamental para o País que o próximo presidente da Câmara dos Deputados não seja mais um pau-mandado do presidente Bolsonaro, característica já identificada no candidato ficha-suja Arthur Lira, por ele apoiado.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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ANTES QUE SEJA TARDE

Quem leu o artigo de Rolf Kuntz de domingo passado (Ameaça é crime, no Código Penal. Ameaça de golpe também é?) viu que lá foram ressaltados todos os motivos necessários para defenestrar o capitão do Planalto, antes que seja tarde demais. Para legitimar tal providência, basta relacionar aquelas razões com a informação da primeira página da mesma edição, de que os aliados de Bolsonaro estão apresentando projetos limitando o poder dos governadores sobre as polícias civil e militar. Quem viveu a tomada do poder pelos militares em 1964 deve se lembrar de que o êxito da empreitada se deu em razão do acordo celebrado entre o governador paulista Adhemar de Barros e o comandante da 2.ª Região em São Paulo, general de exército Amaury Kruel. Se perder a eleição pelo fato de não poder realizá-la com votos impressos, estes, sim, passíveis de fraude, Jair Bolsonaro deverá concentrar-se no emprego das Forças Armadas do País para tomar o poder à força, agindo com muito mais do que um cabo e dois soldados, de que se valeria seu filho para fechar o Supremo. A falta de disposição do presidente da Câmara dos Deputados em iniciar o processo de impeachment poderá custar caro à Nação.

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo

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REFUNDAR A REPÚBLICA

Quem fala em refundar a República neste governo militarista deve estar querendo a volta do Partido Regressista ao qual pertenceu Duque de Caxias.

Geder Parzianello gederparzianello@yahoo.com.br

São Borja (RS)

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AS POLÍCIAS A SALVO DAS INJUNÇÕES POLÍTICAS

A Constituição está em vigor há mais de 32 anos. O regime único para as polícias estaduais é uma de suas exigências. Mesmo com todo esse tempo de espera, o projeto nesse sentido que o Congresso Nacional se prepara para votar ainda provoca polêmica (Estado, 11/1, A4). Alguns acusam o governo federal e Bolsonaro de tentarem reduzir a autoridade dos governadores sobre suas forças de segurança. Outros buscam tornar menos frágil a posição dos comandantes das polícias militares e dos chefes das polícias civis. E há, ainda, quem pretenda alterar uniformes, redefinir procedimentos e até instituir a patente de general nas PMs. De tudo, o mais importante é imunizar os dirigentes das polícias em relação a injunções políticas, dando-lhes mandato fixo e exigindo que, para demiti-los antes do tempo, os governadores tenham a anuência da Assembleia Legislativa. Se isso foi estabelecido, os comandantes terão melhores condições de aplicar seus métodos de segurança pública e a comunidade estará mais bem servida. Quanto à criação do generalato, é inócua. Pode até atender a vaidade de alguns, mas um general desses não será em nada diferente de um coronel atual. Espera-se que, além do regulamento único das polícias, deputados e senadores se empenhem para produzir, também, as leis complementares de 100 pontos da Constituição que, apesar de passadas mais de três décadas da promulgação, ainda carecem de regulamentação.

Dirceu Cardoso Gonçalves, dirigente da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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AOS FANÁTICOS

Nos Estados Unidos, os amigos irresponsáveis de Donald Trump que o apoiaram nas loucuras dele agora estão recebendo o troco por sua conduta: Na reta final do mandato, Trump perde apoio e se volta contra aliados, primeira página da edição de 15/1 do Estado. Será que em 2022 veremos algo parecido no Brasil? Que se preparem os fanáticos.

Antônio Dilson Pereira advdilson.pereira@gmail.com

Curitiba

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SÓ É BEÓCIO QUEM QUER

Donald Trump quebrou a cara contra a democracia. Seu bobo da corte aqui, no Brasil, tentou o mesmo aos domingos, até Fabrício Queiroz ser preso. Quantos passeios com dinheiro público, falências e mortos serão necessários? Militares defendem o território, as instituições constitucionais e socorrem em calamidades. Não são juízes, pedagogos, cientistas, etc. O mito e seus generais em cabides de emprego não são as Forças Armadas. São só a velha canalha política que sempre atrasou o Brasil.

João Bosco Egas Carlucho boscocarlucho@gmail.com

Garibaldi (RS)

 

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