Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2021 | 03h00

Desgoverno e pandemia

Os irresponsáveis

Observando essa crise por falta de oxigênio na rede hospitalar do Amazonas, saltam aos olhos os irresponsáveis que permitiram chegar a essa situação calamitosa, trágica, em última análise criminosa. Qualquer encarregado de almoxarifado principiante conhece um “alarme” no estoque conhecido como “ponto de compra ou de pedido”, que é acionado quando a quantidade existente de um item crítico atinge o nível mínimo a partir do qual a atividade da organização fica comprometida. Quando esse ponto é atingido, um pedido de fornecimento é emitido automaticamente para reposição do nível necessário. Qualquer encarregado de almoxarifado principiante sabe disso, menos os irresponsáveis que controlam os estoques de oxigênio nos hospitais amazonenses, os que dirigem os hospitais, o secretário da Saúde e o que governa o Estado, o que ocupa o Ministério da Saúde e se diz especialista em logística e suprimentos e, finalmente, o irresponsável que preside o nosso país. Este brinca diariamente com a pandemia, que já matou mais de 200 mil compatriotas nossos, e faz cara de paisagem diante do drama dos pobres coitados que morrem sufocados nos corredores dos hospitais. Todos esses irresponsáveis têm de ser processados e condenados como causadores de um grande número de mortes por sufocamento com a falta de oxigênio.

JOSÉ CLAUDIO MARMO RIZZO

JCMRIZZO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Incompetência galopante

Confirmando-se as palavras do governador do Amazonas sobre a falta de oxigênio em Manaus, o problema é muito mais grave do que o anunciado. Se o “pessoal” do Ministério da Saúde está lá já faz um mês, então a incompetência é muito maior. Lembrando que até o ministro da pasta esteve lá, se bem que o assunto era cloroquina, como mandou o chefe. Com certeza, se fossem cuidar dos suprimentos para a cozinha, faltaria o sal.

SÉRGIO BARBOSA

SERGIOBARBOSA19@GMAIL.COM

BATATAIS

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Inconcebível

Depois da visita do general da Saúde a Manaus para “observação in loco” da situação do atendimento, e tendo ele considerado que tudo estava sendo bem encaminhado, tomamos conhecimento da escassez de oxigênio medicinal no Estado. Na Amazônia, vista como um dos principais pulmões do mundo, faltar oxigênio chega a ser tragicômico. E a Aeronáutica não dispõe de aviões para transportá-lo! Mas o máximo foi encaminhar um avião à Índia para buscar vacinas sem combinar com os indianos. Só depois de se deslocar para o Recife, e esperar, é que ficamos sabendo que a Índia não entregaria as vacinas. Não acredito, deve ser fake!

DÉCIO ANTÔNIO DAMIN

DECIODAMIN@GMAIL.COM

PORTO ALEGRE

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Para eles não falta

Nunca ouvi falar de falta de aviões da FAB quando se tratou de levar políticos, seus amigos e familiares a jogos de futebol.

SHIRLEY SCHREIER

SCHREIER@IQ.USP.BR

SÃO PAULO

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Falando de aviões...

Os partidos políticos têm bancado jatos para campanhas à presidência da Câmara dos Deputados. Difícil entender o motivo de tantos gastos. Qual o sentido disso? Quem vota não são os próprios deputados? Ora, façam suas campanhas, suas costuras, seu “toma lá dá cá” dentro do Congresso, em Brasília! Não estão ou deveriam estar todos lá trabalhando, como todos os brasileiros? É um absurdo, neste momento de tanta dificuldade econômica, de contenção de despesas, essa afronta, falta de consideração e respeito à Nação. Mesmo declarando usar recursos próprios provenientes de doações, é um absurdo. Vivem em outro mundo.

MARTHA CAJADO

GMCAJADO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Imprestável

A eficácia do governo em buscar vacina na Índia foi de 0%. Mais uma prova da nulidade que é nosso ministro da Saúde.

ROBERT HALLER

ROBELISA1@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Coronavac e redução de risco

Gostaria de expressar minha indignação diante do artigo Coronavac: qual a eficácia?, de Fernando Reinach (14/1). O autor questiona a eficácia da Coronavac e diz que refez as contas com base nos dados apresentados. E ainda acusa o Butantan de “desonestidade intelectual”. A análise de dados em estudos como esse não pode ser resumida usando matemática elementar. Parafraseando o próprio Reinach, qualquer livro bom de epidemiologia alerta que estimativas variam e é preciso considerar sua precisão, ou seja, 49% ou 51% tanto faz. O artigo na mesma página, com a justificativa de Ricardo Palacios, é esclarecedor, mas até aí “Inês é morta”. Pessoas deixarão de tomar a vacina dizendo que tem eficácia menor que 50%. É preciso entender que a eficácia de uma vacina trata da redução de risco, que é diferente da probabilidade de que desfechos aconteçam. A vacina contra o coronavírus, seja lá qual for, é a única maneira de cessar a pandemia. Se as pessoas não se vacinarem, esse tormento que estamos vivendo não terminará tão cedo.

ÂNGELA TAVARES PAES, Ph.D. em Estatística pela USP, professora do curso de Medicina da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein

ATPAES@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Sabotagem

Somos uma nação de sabotadores? Elegemos um sabotador? Estamos sabotando o único exército que nos pode salvar desta situação, que são as hostes da saúde, esgotadas, adoecendo, sofrendo baixas. E o que fazemos? Ora, nós nos aglomeramos alegremente, aumentamos o contágio, agimos estupidamente. Sem pensar no valor maior, que é a vida.

VENTURA ALLAN MORENILLA

VENTURA.MORENILLA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Reincidente

Para “aquele” um que se recusa a usar máscara, vão duas sugestões: usar mordaça para não falar besteira e usar focinheira para não morder.

CARLOS ALBERTO ROXO

ROXO.SETE@GMAIL.COM

SÃO PAULO



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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


A CEPA MANAUARA

Novas ações do governo federal mostraram o general da banda bolsonariana acantonado na Saúde vociferando não termos aeronaves suficientes para transferir equipamentos hospitalares para provimento de oxigênio no Amazonas infectado e asfixiado, desmentindo-se depois, em face do transporte dos torpedos efetuado pelo Ministério da Aeronáutica. Em outra decisão, determinou a transferência de doentes manauaras para hospitais de outras capitais, por força de uma decisão judicial não contestada, capaz de acarretar a disseminação da nova cepa da covid-19 descoberta em Manaus para outras regiões do País, provocando, quiçá, a proliferação geral do processo infeccioso, como já ocorreu em outras plagas. Agora o avião alugado que iria para a Índia não alçou voo, pois a vinda das 2 milhões de doses da Índia não passava de mais um blefe do capitão da bolsa vazia e cabeça oca.

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo

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IRONIA TENEBROSA

Manaus, capital do Amazonas, região conhecida como “pulmão do mundo”, ironicamente sofre com a falta de oxigênio nos hospitais. Alguém nesta terra pode aceitar semelhante tragédia? Amazônia não tem oxigênio. Impensável! Há pelo menos um mês havia a indicação, pelos sanitaristas do Estado, do colapso iminente na cidade. Os irresponsáveis governos federal, estadual, municipal, além do ministro da Saúde, informados, sabiam, mas pouco se importaram. A tragédia se instaurou! Recém-nascidos morreram, agonia pavorosa, idosos, jovens, adultos, profissionais da saúde, caos instalado. Na sexta-feira, o governo do Estado (pasmem) afirmou ter adquirido cilindros para oxigenar por 48 horas, ou seja, dois dias. Devia ter se calado! Não basta o excelentíssimo presidente da República, que sempre tem um microfone, alardear que em seu governo não tem corrupção (?). Nestes dois anos, falou bastante, viajou, conversou, acenou, aglomerou e passeou muito. Muitas reuniões, poucas soluções. Ouvimos nos últimos dias, com intensidade crescente, conhecidos sons, é bom Sua Excelência estar atenta!

José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André

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COLAPSO

A Saúde está entrando em colapso. Não tem precedentes o que aconteceu em Manaus. Falta estratégia na Saúde e nada justifica que o leigo e incompetente Eduardo Pazuello continue no comando do Ministério da Saúde neste momento tão crítico. É imperativo que a Saúde seja conduzida por um profissional da área, competente e com carta branca para conduzir a pasta sem qualquer interferência da Presidência da República.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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EMERGÊNCIA NA OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) convocou uma reunião de emergência por causa das mutações e do aumento de casos de covid-19. Enquanto isso, no Brasil, a compra de seringas foi realizada por via marítima, e não por via aérea. O próprio ministro da Saúde já admitiu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não tem seringas para a vacinação. Além disso, as vacinas serão com vírus inativo e sem uma garantia de conseguir neutralizar todos os efeitos das variantes que se espalham pelo mundo. A vacina com RNA mensageiro pode ser rapidamente adaptada e incorporar novas cepas em poucas semanas. A primeira onda da pandemia provocou a morte de quase 140 mil pessoas entre maio e setembro de 2020. Agora, a segunda onda da pandemia pode provocar a morte de 100 mil pessoas (25 mil por mês) nos próximos quatro meses. Das atuais 200 mil mortes, pode-se subir rapidamente para o patamar de 300 mil mortes. A inoperância e o atraso do governo federal agravam a tragédia.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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INDO PARA O BREJO

Estamos sendo tratados como gado no pasto esperando ração contra covid-19. A reunião da Anvisa ontem (17/1)  para a liberação da Coronavac e da vacina de Oxford deveria ter sido feita meses atrás. Enquanto “nossos donos” não resolvem nada, seria bom conversarem com os vizinhos que não estão deixando morrer seus rebanhos.

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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VACINAÇÃO

Alô, genocidas de plantão, a começar pelo bufão-mor e pelo obediente do Planalto. A população de São Paulo é de cerca de 40 milhões, 1/6 da população do Brasil. Conforme o declarado pelo obediente, a distribuição das doses das vacinas será proporcional. Para quem tem um cérebro pouco maior que o de uma minhoca e, mesmo não sendo um especialista em logística, 1/6 das doses deve permanecer em São Paulo, não havendo necessidade de desperdício de tempo e de recursos para ir para as mãos da União e depois voltar para cá. E mais: discriminar São Paulo destinando porcentual menor de doses é crime! Chega de sabotar! Curvem-se à razão. Vidas de brasileiros importam, inclusive a dos de São Paulo! Cessem a irresponsabilidade que vem ceifando vidas brasileiras.

Ricardo Hanna, médico ricardohanna@bol.com.br

São Paulo

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FALA PARA O CARA GOVERNAR, PÔ!

Respeito o vice-presidente Hamilton Mourão, que, diferentemente do presidente, é culto e diplomático. Mas ele escorrega ao defender o indefensável Jair Bolsonaro, como fez na entrevista concedida ao Estado (‘Deixa o cara governar, pô!’, 17/1, A4).  Não, general Mourão, fale para o cara governar, pô! Jair Bolsonaro representa dois anos de retrocesso para a história desta maltratada República. Autoritário, nesta pandemia explicitamente, tem-se mostrado desumano, sem respeito pela ciência, pelo meio ambiente, além de cometer outras maldades. Fora da realidade, Mourão também disse na entrevista que “aqui, no Brasil, qualquer coisa é impeachment”, referindo-se aos mais de 50 pedidos contra Bolsonaro que estão na Câmara. No momento, e já tardiamente, volta ao radar a análise de um pedido de interrupção do mandato do presidente. Isso porque Bolsonaro está destruindo a imagem do Brasil e o nosso desenvolvimento econômico e social. Não há mais espaço para relevar seu mau-caratismo.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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GAFANHOTOS

O general Mourão, apesar de ler nove livros ao mesmo tempo, não deve conhecer o versículo de Mateus 6:24, que ensina não ser possível servir a dois senhores, o povo e Jair Bolsonaro, dando uma no cravo e outra na ferradura. Na sua entrevista ao Estadão, o pedido para deixar Bolsonaro governar só pode ser piada, pois em dois anos o seu chefe só teve atenção para a retrógrada visão de costumes, adorar Donald Trump, investir contra instituições e acabar com a fiscalização ambiental no País. Além de desmoralizar o ministro da Economia, anular o Ministério da Educação e, não fosse a competência do agronegócio, afundar as exportações para a China. Em plena pandemia, levou o Ministério da Saúde ao desastre, ao nomear o general almoxarife para dirigi-lo. Fixado na reeleição, rendeu-se ao pior da prática política, estimula a quebra de hierarquia policial, xinga a imprensa e, sem compromissos com o futuro e com a verdade, enfiou as reformas estruturais no saco, a exemplo do recente caso BB. A incompetência e o espírito destrutivo são tantos que os gafanhotos desviaram de rota, por verem nele um adversário superior. E o general, não satisfeito, ainda quer dar mais tempo ao nefasto. Só rezando.

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

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O RETORNO DA SOMBRA DO IMPEACHMENT

Com o desenvolvimento da situação calamitosa em Manaus, as situações no mínimo vexaminosas em que o próprio governo se coloca, bem como a postura comumente antirrepublicana do presidente, a possibilidade de um impeachment de Bolsonaro está cada vez mais aceita entre políticos e a própria população brasileira. Segundo levantamento obtido pela Carta Capital divulgado em 15 de janeiro, em apenas 24 horas pedidos de impeachment cresceram 432% nas redes sociais, demonstrando o aumento da insatisfação popular com a atual gestão que ocupa o Planalto. Também é possível citar o número de “panelaços” que ocorrem País afora – movimento com cada vez maior adesão. Entre parlamentares, a ideia já não parece mais impossível. Rodrigo Maia, atual presidente da Câmara dos Deputados, declarou que a discussão sobre o impedimento de Bolsonaro é “inevitável” no futuro. Atualmente, partidos de oposição como PSB, PT, Rede, PCdoB e PDT já preparam um pedido de impeachment contundente em razão da resposta – ou falta dela – do governo federal diante da crise de saúde em Manaus. É imprescindível neste momento, em meio às crises sanitária e econômica em decorrência do novo coronavírus, a união entre prefeitos, governadores e presidente da República, bem como a atuação responsável de parlamentares em todas as esferas públicas, para que consigamos superar o mais rápido e eficientemente possível este mal que assola o mundo. No entanto, é também importante que medidas cabíveis sejam tomadas pelos devidos responsáveis quando o chefe do Poder Executivo federal assume postura negacionista, desrespeitosa e incompetente com relação à covid-19. É preciso, sim, portanto, discutir a possibilidade de impedimento de Jair Bolsonaro, pois, se o presidente não assumir postura adequada ao cargo que ocupa e continuar a atuar de maneira não condizente com o que a crise pede, o remédio constitucional do impedimento poderá ser aplicado pelos parlamentares brasileiros.

Lucas Loeblein lucasloeblein@hotmail.com

Gravataí (RS)

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PESQUISA

Deve ou não deve haver impeachment de Jair Bolsonaro? É estranho que até o momento nenhuma instituição política tenha encomendado ao Ibobe ou similares uma pesquisa de opinião pública a fim de saber se deve ou não haver processo de impeachment de Jair Bolsonaro. Rodrigo Maia, presidente da Câmara, continua engavetando mais de 30 processos de impeachment. Baleia Rossi, titubeante, já demonstrou desinteresse. Penso que, havendo uma pesquisa de opinião sobre isso, tanto Rodrigo Maia como Baleia Rossi se sentirão à vontade de deixar que a maioria dos parlamentares decida. Urge que a maioria do eleitorado se pronuncie. Creio que para a maioria dos brasileiros é um pesadelo pensar que Jair Bolsonaro ainda possa ficar mais dois anos cometendo desatinos impunemente.

José Carlos de Castro Rios castroriosjosecarlos@gmail.com

São Paulo

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IMPEACHMENT JÁ!

E o Congresso Nacional, o que está esperando para impedir este psicopata genocida, que está matando seu próprio povo por sufocamento?

Shirley Schreier schreier@iq.usp.br

São Paulo

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IMPLORANDO

Parte do povo brasileiro implora para que Rodrigo Maia desengavete os pedidos de impeachment de Bolsonaro. Não importa se vingará ou não, mas precisa ser colocado! Precisamos saber quem está contra ele e a favor do Brasil, ou vice-versa. Temos de parar de ouvir os desatinos do presidente e fazer cessar estas mortes desenfreadas proporcionadas por ele e seu Ministério da Saúde. O governo anda para trás e os ministros que lá estão e não obedecem ao chefe ou estão parados ou desautorizados. Todos são cúmplices da derrocada e das mortes que poderiam ser evitadas. No momento, seus maiores fiadores são Rodrigo Maia e Paulo Guedes – este, aliás, um blefe.

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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MOTIVO MAIOR

Protestos e movimentos pró-impeachment do presidente Bolsonaro estão crescendo no ritmo do aumento do número de pessoas infectadas pela covid-19. Os motivos para justificar a medida não faltam, porém existe um que pode ser fundamental e indiscutível, pois vai atingir o presidente de calças curtas, ou seja, sem nenhuma defesa. O tiro mortal – palavra que o presidente gosta de falar – deverá ser disparado por todos os lados, Congresso, Justiça e povo. Trata-se de descumprimento do artigo principal que fala do dever do presidente: em palavras coloquiais, seria o descumprimento do principal dever do mandatário perante a população: cuidar da saúde e do bem-estar da população, assim como divulgar mentiras que podem causar prejuízos enormes às pessoas que seguirem a sua orientação. Suas atitudes diárias como presidente têm causado enormes prejuízos ao povo brasileiro, inclusive o aumento do número de pessoas infectadas pela covid-19 e o consequente aumento do número de vítimas fatais. As razões apresentadas são suficientes para afastá-lo do cargo, para o bem da Nação!

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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PÉSSIMO EXEMPLO

A lista de vergonha de Jair Bolsonaro, pelo péssimo exemplo de sua vida pregressa. Seria expulso do Exército por insubordinação, mas conseguiu ser reformado; não explica a origem dos cheques depositados na conta bancária da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e tampouco as rachadinhas de seu filho Flávio Bolsonaro e do seu ex-assessor Fabrício Queiroz; apoia o rachadinha-mor Arthur Lira para a presidência da Câmara; e avacalhou, literalmente, o combate à pandemia, chamando os brasileiros de “maricas”, entre outras vergonhas. E ainda delira sonhando com a reeleição. Na verdade, deveria, sim, se concentrar para não sofrer impeachment já. Fica a dica!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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DEFESA DA DEMOCRACIA

Sobre o artigo Na defesa da democracia, quem cala consente, de Sergio Fausto no Espaço Aberto de 16/1/2021 (A2), só tenho uma ressalva sobre as três obsessões presidenciais, citadas por Miguel Reale Jr. Acredito que, na verdade, são 4: a não citada “livrar os filhos e a si próprio da cadeia” está em primeiríssimo lugar.

Sonia Maria Cavinatto soniacavinato@gmail.com

Campinas

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E AGORA, BOLSONARO?

De repente, a Ford anuncia sua saída do Brasil, com o fechamento de suas fábricas e anunciando que seus produtos vendáveis aqui virão da Argentina ou de outros países. Bem, estava eu numa padaria quando vi e ouvi um metalúrgico que trabalha numa empresa de autopeças para atender a Ford. Sua feição, com ar de desespero por sentir que será demitido numa época em que quase todo o movimento da economia reflete uma situação que não sabemos quando terminará. Por ele – e creio ser a opinião dos demais trabalhadores da Ford –, o Brasil pode continuar importando veículos dessa montadora, mas aplicando imposto de no mínimo 100%. Além desse imposto, todo bem patrimonial da Ford aqui, no Brasil, deveria ser bloqueado para garantir que os funcionários demitidos recebessem indenizações adequadas ao tempo de serviço. Muitos operários perguntam o porquê dessa decisão, que pareceu repentina, mas quando o País tem um presidente que se mostra incapaz de exercer o cargo e passa a maior parte do mandato trabalhando por sua reeleição em 2022, e quando é cobrado por sua posição contrária ao uso de máscaras e ao confinamento para controlar o embate contra a pandemia, por exemplo, como fazem os líderes de países do mundo civilizado, ele trabalha contra e termina com um desabafo dizendo que “(...) o Brasil está quebrado” e ele nada pode fazer. Ora, ora, se fosse gerente de uma indústria e dissesse isso, seria demitido no ato, mas, como presidente de um país, em vez de elevar o moral de sua população, ele chuta o balde. Pior é ver e ouvir tudo isso e não existir uma união política e militar para resolver esta situação, da qual se aproveita uma montadora, a Ford, para dar o fora do País, mas querendo continuar a gozar de vantagens para trazer ao nosso mercado seus produtos fabricados fora daqui.

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

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CONCORRÊNCIA

Sob a desculpa (verdadeira) dos altos impostos aos seus veículos (mas todos devidamente repassados aos consumidores), a Ford anunciou o fim da produção de veículos no País e a demissão de 5 mil colaboradores. Entretanto, na edição do Estado de 12/1 (página B6), lemos que a Falta de estoques afeta entrega de carros às locadoras.  Na verdade, uma montadora que insiste em ainda fabricar veículos como os ultrapassadíssimos modelos KA e EcoSport não pode pretender ser uma campeã de vendas e enfrentar a concorrência das novas montadoras japonesas, coreanas, chinesas e das veteranas, porém sempre inovadoras, GM, Fiat e Volkswagen. Boa sorte na Argentina e no Uruguai.

Luiz Antônio Alves de Souza zam@uol.com.br

São Paulo

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DE QUEM É A CULPA?

Lamentável, sob todos os aspectos, o anúncio do encerramento das atividades da montadora Ford no Brasil. Inevitavelmente, advirá, entre outras consequências desagradáveis, a extinção de milhares de postos de trabalho. Deve ser lembrado, no entanto, que o triste acontecimento faz parte do ritmo normal da evolução capitalista. Atividades corporativas que adotam estratégias equivocadas diante de ambientes de negócio confusos, com excessiva interferência oficial, como ocorre no Brasil, fatalmente encontrarão desfecho semelhante. Mesmo em economias nas quais prevalece a livre iniciativa, o ritmo implacável da dinâmica empresarial pode produzir estragos. Quem poderia imaginar que complexos como a Pnam ou a Varig, pertencentes a um setor particularmente vulnerável a tais oscilações, verdadeiros símbolos nacionais, poderiam um dia fechar as portas? Colocar a culpa por tais episódios exclusivamente nas políticas de governo, além de constituir uma visão borrada, não leva em consideração a incompetência e a falta de visão de seus executivos.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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NOSSO FUTURO

A notícia da saída da Ford do Brasil é uma surpresa horrível? Para quem? Mesmo antes do início do inchaço do setor automobilístico no Brasil, resultado de todo tipo de estímulos e incentivos fiscais, já era longa e aprofundada a discussão mundial sobre o que fazer com o automóvel e qual seria seu futuro. Desde 1970 inúmeras cidades europeias começaram a restringir a circulação de automóveis como forma de recuperar áreas degradadas, diminuir as tensões sociais e, principalmente, como forma de fortalecer suas economias. Mais uma vez e como sempre o Brasil optou por seguir o caminho inverso. Poderia ter sido uma estratégia, caso tivéssemos um macro plano de desenvolvimento para médio e longo prazos, o que há décadas não temos. Foram dados incentivos ficais de dezenas de bilhões ao setor para gerar trabalhos diretos e indiretos, mas ninguém apresenta cálculos de qual foi o custo-benefício para toda a nossa economia, sem exceção. “Gerou tantos empregos” é uma boa forma de deixar as questões numa superfície enganadora. O futuro está no auto elétrico. Nosso futuro, não muito promissor, estará no que fazer daqui para a frente com todo um setor econômico gigantesco que, pelas perspectivas, já está obsoleto. Quem vai querer nossas carroças?

Arturo Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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DE VENTO EM PROA

Mercedes Benz, Ford... Como se vê, a desindustrialização do País vai de vento em proa. Muda, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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MUDANÇA DE ESTRATÉGIA

Fordland e Belterra, no distante vale do Rio Tapajós, no Estado do Pará, foram dois empreendimentos da Ford com o objetivo de produzir borracha que não deram certo e que também foram abandonados. Apesar dos altos investimentos e dos subsídios governamentais, a Ford, que foi a primeira montadora a produzir 1 milhão de unidades, não conseguiu vencer a concorrência e optou pela saída do País. Empresa privada que não dá lucro só tem uma alternativa, que é mudar de estratégia. Foi o que a Ford fez.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré



 

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