Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

20 de janeiro de 2021 | 03h00

Desgoverno e pandemia

Arreganhos autoritários

A declaração de Jair Bolsonaro de que se “um povo vai viver na democracia ou na ditadura é decisão das suas Forças Armadas” é pura técnica de cobrir com uma cortina de fumaça a sua situação angustiosa diante do início da distribuição da vacina Coronavac pelo governo do Estado de São Paulo. Essa tática de comunicação para desviar a atenção do público está desgastada pelo uso exagerado por Bolsonaro, quase toda manhã, no seu parlatório no gradil do palácio, para os seus seguidores e subalternos.

MANOEL AMIRATTI PEREZ

MAMIRATTI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Ideia fixa

Está evidente o que pretende Jair Bolsonaro quando diz que as Forças Armadas é que definem democracia ou ditadura. Sabedor de que ele é o chefe supremo das Forças Armadas, e tendo percebido que os oficiais militares que trabalham sob suas ordens fazem o que ele manda, acredita que pode instituir no Brasil um governo autoritário e ter sua aceitação como democrático pelas Forças Armadas. E piamente acredita que essas ideias não atentam contra a Constituição... Por favor, não duvidem disso. Já tentou antes, no ano passado, e vai tentar de novo.

WILSON SCARPELLI

WISCAR@TERRA.COM.BR

COTIA

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Nova ameaça de golpe

Alguém pode avisar ao mentecapto que exerce o poder que quem decide é o povo e as Forças Armadas são servidoras da Nação? Esquece, cara !

JOSE ROBERTO PALMA

PALMAJOSEROBERTO@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Orate

O dispositivo constitucional para o impeachment, além de ser demorado, é caro (em mais de um sentido). Porém qualquer recém-formado(a) em Psiquiatria pode muito bem declará-lo impedido.

GUTO PACHECO

JAM.PACHECO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Tempos mais duros

Considerando a faixa etária acima dos 15 anos, somos 161 milhões de brasileiros esperando a vacina, que, em duas doses, vai exigir 320 milhões de unidades. Por iniciativa exclusiva do governador João Doria, via Instituto Butantan, foi liberado o primeiro lote de 6 milhões, acrescido de 4,8 milhões de doses já produzidas e aguardando autorização da Anvisa, quantidade que representa ínfimo 1,88% da nossa necessidade. Considerando a ausência de vontade do comandante Bolsonaro (sic) em colaborar, o mínimo que seja, para enfrentar esse inimigo invisível, aliada à já consagrada incompetência do seu staff, com destaque para o seu comandado da logística e para aquele que deveria buscar relações de apoio amigo, em vez de afastá-lo, não se vislumbra um horizonte próximo para pôr fim a essa desgraça sanitária. Não bastasse a angústia de estarmos sob fogo inimigo, perdendo a batalha com a morte de mais de 210 mil soldados, esse mandachuva ainda vocifera contra o livre exercício da democracia. Diante desses nauseantes arrotos autoritários e da omissão de resposta à altura dos que se dizem líderes do País, tempos ainda mais duros estão por vir.

HONYLDO ROBERTO PEREIRA PINTO

HONYLDO@GMAIL.COM

RIBEIRÃO PRETO

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O inferno é o limite

“Vacina chinesa do Doria? Não vou comprar. (...) Já mandei cancelar. O presidente sou eu, não abro mão da minha autoridade.” Bolsonaro se supera a cada dia e mantém performance olímpica. Até minha tia Chiquinha, italiana nascida no último quarto do século 19 e falecida no Brasil aos 97 anos no terceiro quarto do século 20, diria: “Clotilde, esse daí... Non sei, non!”. Ele é um moto-contínuo de falas e atitudes que deixam atônitos até os maiores luminares do pensamento, pois nem esses poucos conseguem acompanhar as diatribes de ogro desembestado. É surreal demais até para o próprio surrealismo.

NELSON SAMPAIO JR.

N.SAMPAIO@HOTMAIL.COM

CURITIBA

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Charlatanismo

Cadê os Conselhos de Medicina, que ainda não se pronunciaram contra o charlatanismo do presidente da República ao indicar remédios preventivos contra a covid-19?

ELEINE BONAZZI

LENINHABONAZZI@GMAIL.COM

PIRACICABA

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Meridiano de Greenwich

O alter ego de Bolsonaro nunca ouviu falar em meridiano de Greenwich, elabora seus cálculos astronômicos com base em critérios só dele conhecidos para justificar o fuso horário da Índia como responsável pelo atraso na chegada da vacina Oxford-AstraZeneca, preferida do capitão. Essas noções básicas personalísticas devem explicar a remoção do oficial da ativa para o Ministério da Saúde, a fim de evitar a aplicação de seus critérios de logística em ações militares do Exército.

LAIRTON COSTA

LAIRTON.COSTA@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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Fuso horário

Que sorte! Ainda bem que não temos mais horário de verão, senão a negociação do ministro Eduardo Pazuello com a Índia iria demorar mais.

RUY SALGADO RIBEIRO

RUYSALGAO@UOL.COM.BR

RIBEIRÃO PRETO

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Ponteiros

Se o problema na importação da vacina é o fuso horário, que se troque o ministro por alguém que saiba ver as horas.

A. FERNANDES

STANDYBALL@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Padrão das Forças?

Se a competência e a eficácia demonstrada pelos oficiais (da reserva e da ativa) que ocupam altos cargos no atual governo forem uma amostra representativa do que temos nas Forças Armadas, caso o Paraguai declarasse guerra seria possível que não só recuperasse todo o território perdido há 150 anos e ainda conquistasse mais algum, como a Venezuela poderia apossar-se da Amazônia...

ELY WEINSTEIN

ELYW@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


O ÚLTIMO DIA DE DONALD TRUMP

Hoje, 20/1/2021, é um dia histórico para os Estados Unidos e para o mundo celebrarem a saída de Donald Trump da presidência da maior potência política, econômica e militar do planeta, pelo risco que correram com sua conduta de perverso predador de tudo o que caracteriza uma democracia. Mau caráter e egocêntrico, catalisou para seu mundo paralelo e seu totalitarismo fascista toda a população de ressentidos que se identifica com líderes populistas incompetentes e demagogos, que historicamente conduzem suas nações à autodestruição. O Brasil conhece de perto essa experiência destruidora de uma democracia, que faz escolhas políticas equivocadas, motivadas mais pelo ódio do que pela razão.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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A POSSE DE JOE BIDEN

A posse de Joe Biden, nos Estados Unidos, é um alívio para a democracia, mas, ao mesmo tempo, uma apreensão em relação às ações dos partidários de Donald Trump nos próximos quatro anos. O novo presidente tem liderança, ambição e coordenação nacional para inspirar o plano com a meta de vacinar contra a covid-19 100 milhões de pessoas, em 100 dias, nos 50 Estados do país, e um deles é um arquipélago situado a 3.100 km do continente. Com 400 mil mortes, podendo chegar a 500 mil no próximo mês, os Estados Unidos têm muita pressa em vacinar 30% da população para conter a pandemia.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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DESEQUILIBRADOS MENTAIS

Hoje será o grande fim do show Trump: a América assistiu à farsa transformar-se em terror. Uma descida de quatro anos à loucura política termina com a insurreição no Capitólio e sua expulsão da Casa Branca, onde nunca deveria ter pisado. Assim deverá ser o fim do show Bolsonaro, o Trump tupiniquim, por impeachment ou derrotado nas eleições de 2022. Este, ao ser derrotado pela Ciência, com a descoberta da vacina contra a covid-19 e sua chegada ao braço dos brasileiros, foi derrotado fragorosamente pelo governador João Doria (SP), que acreditou na Ciência e investiu no Instituto Butantan. O trauma provocou um surto de sua doença mental, com mais uma lambança envolvendo as Forças Armadas, sobre a manutenção ou não da democracia no Brasil. Este despreparado intelectual e comportamental não conhece o mínimo de História geral e brasileira. Aliás, o ex-capitão, nestes desvarios, está arrastando para o descrédito um general da ativa, apelidado de ministro da Saúde, e vários oficiais superiores na reserva que fazem parte deste desgoverno.

Walter Wanderley Amoras wwamoras@gmail.com

Belém

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DEMOCRACIA: NOVA DEFINIÇÃO

Jair Bolsonaro: “Quem decide se o povo vai viver em uma democracia ou ditadura são as Forças Armadas” (Estado, 18/1). De qual cartola o presidente tirou esse brilhante raciocínio? Do dicionário Houaiss não foi, porque lá está escrito que democracia é governo em que o poder é exercido pelo povo; do AI-5 também não, pois Bolsonaro e seus filhotes defendem a ditadura com unhas e dentes; tampouco da equipe de seu governo, na qual 6.157 militares da reserva ou da ativa exercem funções civis; e, para não alongar mais, o atual governo liberou o porte de armas, que sabidamente não são empregadas para defender a democracia. Assim sendo, só resta repetir a pergunta feita no início deste comentário: de qual cartola o presidente tirou esse brilhante raciocínio?

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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GRITO DOS INOCENTES

Ontem, o Estadão publicou na página A4 matéria e análise sobre a afirmação de Jair Bolsonaro de que as Forças Armadas definem democracia ou ditadura. Eu não iria tão longe como foi a análise publicada, que sugere que, para Bolsonaro, as Forças Armadas seriam o “poder moderador” na nossa República. Mas uma análise fria tem de reconhecer a verdade na afirmação do presidente. Aliás, a leitura atenta da postura das Forças Armadas norte-americanas na última crise política (exemplo utilizado na análise do Estadão) confirma a visão de Bolsonaro. A manifestação das Forças Armadas norte-americanas de que não estariam interferindo no processo político se deu justamente em função dos fortes rumores de que estariam se mobilizando para apoiar Trump. É bom também lembrar que as Forças Armadas norte-americanas prestam juramento de defender o país contra inimigos externos e internos. Ou seja, nos EUA, a interferência das Forças Armadas no processo político interno é prevista, sim! Finalmente, basta que se olhe qualquer ditadura ao redor do mundo ao longo da história para averiguar que, de fato, elas só sobrevivem graças ao apoio de suas Forças Armadas e só desaparecem quando esse apoio desaparece. Só os desatentos e inocentes úteis pensam diferente.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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DEMOCRACIA E DITADURA

Em reconhecimento aos grandes serviços prestados por este jornal na defesa da democracia no Brasil, peço que continuem como baluarte nesta batalha pela manutenção da democracia. Forças militares são quem definem democracia? Em Roma, durante o Império, os militares eram proibidos de entrar na cidade de Roma. Não eram bem vistos. Os romanos eram sábios. Mourão, Pazuello, Bolsonaro demonstram como são parte dos atuais militares e suas ambições. Urge mandá-los de volta para o quartel. Sua máscara caiu, presidente Bolsonaro – quer ser um ditador de República de bananas? Não somos bananas e lugar de militar é na caserna. Fora Bolsonaro, fora Mourão, fora Pazuello. Ditadura nunca mais.

Priscila A. Ferro pyscynahh@gmail.com

São Paulo

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CONSTITUIÇÃO

“Quem decide se o povo vai viver em uma democracia ou ditadura são as Forças Armadas” (sic Bolsonaro). Onde está a reação do STF (guardião da Constituição) a essa afirmação fascista? A Constituição reza em seu art. 1.º, parágrafo único: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. Está na hora de as instituições democráticas do País colocarem um basta neste governo irracional.

Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião

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TRATAMENTO PRECOCE

Inúmeros órgãos do Brasil estão severamente infectados pelo bolsonavírus (bovid-22), com risco de agravamento e colapso. O único tratamento (nem tão) precoce disponível é o impeachment, até mesmo para evitar uma crise institucional “pior que a do Capitólio” no final de 2022. Como sugerido por Itamar Montalvão (Trump, Bolsonaro e a pedagogia do impeachment, 10/1, A2), “urge que Maia ponha a admissibilidade em votação, a despeito do resultado que possa ter”.

César Garcia cfmgarcia@gmail.com

São Paulo

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UM AMADOR EM BRASÍLIA

“Deixa o cara governar, pô!” é a palavra de ordem do vice-presidente brasileiro, Hamilton Mourão. Mas, general, “o cara” não sabe governar! No Exército, só desenvolveu o apetite por mandar, sem direção, sem objetivo. Com sua malandragem inata, emula agora a outros para esconder seu amadorismo: de Lula copia o populismo, lança-se ao mar ou cavalga para aqueles que apreciam pão e circo; de Trump copia a fala debochada, fazendo a galera ulular de prazer; de Hitler copia a retórica mentirosa para que os fracos de autoestima fantasiem que exercem o mando junto com ele, pobres patéticos pseudo-heróis tupiniquins.  Desgovernar é o que “o cara” e seus seguidores sabem fazer.

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

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A DESCIDA AOS CÍRCULOS INFERNAIS

O vice-presidente, general Mourão, especialista em política nas democracias representativas, não vê adversário para Bolsonaro. Mas há, general, pelo menos um: Donald Trump, na maratona infernal, nas descidas aos mais lúgubres sítios, como pontuou o professor Celso Lafer em sua análise de domingo: “Trump traiu a alma das instituições republicanas dos EUA. Dante o inseriria nos círculos do inferno onde penam os falsários e os traidores”.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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NAU A PIQUE

Era uma vez um homem de tez clara, olhos azuis, cabelos escorridos de lado e um sorriso às vezes franco e até bonito, às vezes um tanto constrangido, com dentes algo meio maltratados. Poderia ter feito história como um líder de uma nação que vinha combatendo a corrupção, mas para isso deveria fazer parte de uma guinada de mãos no poder, já que as pregressas estavam maculadas pelos desvios de dinheiro público e roubalheira geral. Nos tortuosos caminhos do poder e dos conchavos públicos, traiu seus eleitores, preferindo o caminho do balcão de venda de favores, aliou-se aos piores e mal intencionados, negou a pior pandemia dos últimos 100 anos e só deu maus exemplos, além de constranger as Forças Armadas e ameaçar a democracia, sempre tirando o corpo fora e criando cortinas de fumaça. O País está perplexo diante das irresponsabilidades do seu presidente e alguns auxiliares, no dia D e na hora H do seu infortúnio. Por sorte, alguns políticos responsáveis chamaram para si a responsabilidade de encontrar um caminho – vide o governador de São Paulo, João Doria. Que as instituições se manifestem para proteger o povo brasileiro desta nau a pique.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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DESGOVERNO

Em meio a toda a tragédia, irresponsabilidade, inépcia, negacionismo mortal e tudo o mais, é preciso ter em vista e ressaltar veementemente dois fatos: 1) na segunda-feira, dia 11/1, o sr. general “especialista” em logística e ministro da Saúde, em obediência ao chefe, foi a Manaus simplesmente para impor o uso da cloroquina, medicamente que não tem comprovação da ciência médica quanto à sua eficácia no tratamento da covid-19. Mas, então, a partir de quarta-feira, dia 13/1, manauaras começaram a morrer por asfixia, dada a falta de oxigênio nos hospitais. Um monstruoso descalabro! Fato 2) Dias atrás, demonstrando toda a sua “soberba”, Jair Bolsonaro disse em alto e bom som que “os laboratórios é que deveriam procurar o governo brasileiro se quisessem vender ao Brasil suas vacinas”. Logicamente, todos os laboratórios estão vendendo suas vacinas aos países que os procuraram para tal. Lembremos que a Pfizer, por exemplo, esteve em conversas com a Anvisa, mas nem se interessou em pedir aprovação de seu imunizante. É por isso que, praticamente, não temos vacinas. Por ora, Bolsonaro tem de se contentar com a Coronavac. Humilhado por Doria! Ah, e pela Índia também!

Hugo Jose Policastro hjpolicastro@terra.com.br

São Carlos

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LOGÍSTICA

Se alguma preocupação existia quanto à remessa e distribuição da vacina aos Estados, sosseguem. Nosso competente ministro da Saúde, general Pazuello, é PhD em logística, portanto fiquem tranquilos.

Jose Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André

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VACINA, APESAR DO PRESIDENTE

Muito bem detalhado o editorial Apesar de tudo, a vacina (19/1, A3), contendo o ápice do relatório da Anvisa que é a inexistência de medicamento para tratamento precoce contra a covid-19. Contra o novo coronavírus temos, finalmente, vacina sendo aplicada em solo brasileiro. Falta a vacina contra o genocida que habita o Palácio do Planalto. Quiçá agora o conivente Parlamento tome a atitude que deveria ter tomado há muito tempo e abra os processos de impeachment para que possamos seguir na cura democrática.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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‘VACHINA’

Quem diria, hein, a mesma China que este governo Bolsonaro desprezou, difamou e ironizou, desde 2020, é agora patrimônio intelectual e científico de nossa primeira vacina e colocou o governo de joelhos. À espera de mais doses vindas de lá, sob acusações de Pazuello de que os chineses não estão facilitando em nada o envio de mais doses conforme contrato. Isso me fez lembrar os deboches dos filhos de Bolsonaro e dele próprio, presidente, nas redes sociais, acusando chineses e desdenhando da vachina. Quem desdenha agora quer comprar. Se temos a vacina pronta no Brasil, é graças ao governo paulista, que comprou com recursos do contribuinte de São Paulo, e não como Pazuello mentiu em rede nacional e ao vivo.

Geder Parzianello gederparzianello@yahoo.com.br

São Borja (RS)

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O BRASIL TEM UMA VACINA

Para que serve a primeira fotografia de alguém sendo vacinada contra covid-19 em território nacional? O efeito é apenas simbólico, e agora é hora de botar as mãos na massa e iniciar o trabalho de gente adulta e habilitada para imunizar todo o povo brasileiro. Habemus vaccinum! Vamos aplicá-la e deixar nossos profissionais de saúde trabalharem em prol da população, sem nesgas políticas que em nada nos engrandecem e só têm atrapalhado e custado a vida de muitos cidadãos que nos deixaram antes da hora por causa da infeliz disputa de nossos desnorteados governantes, candidatos a salvadores da Pátria.

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo

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CONTOS DA CAROCHINHA

Impressionante a semelhança ocorrida em São Paulo com o conto da formiga e da cigarra, em relação à importação e fabricação da vacina Coronavac.

Rubens Manoel Paranhos Bello rubensmanoelbello@gmail.com

Jandira

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COMO ENTENDER?

Como entender os que negaram a gravidade da pandemia, recusando as normas de isolamento social, desdenhando o poder protetor da máscara e da higiene das mãos e que agora questionam os benefícios das vacinas? Que se preocupam mais com teorias da conspiração, mas que ficam paralisados quando é hora de planejar estratégias para reduzir a mortalidade do nosso povo? Que reclamam das consequências sobre a economia, mas recomendam que o povo se aglomere e inventam mentiras sobre a vacina? O que se passa nessas cabeças? Não é possível alegar falta de inteligência ou de cultura, porque os negacionistas mais ferrenhos pertencem a uma classe considerada “esclarecida e bem-sucedida”, muitos com atividades de destaque e de liderança. Que seita é essa de “dementadores”, que retira a crítica dos seus seguidores e os coloca em uma espécie de hipnose coletiva? Alguém pode me explicar? A vacina é a salvação. Ela significa a esperança de uma volta à nossa vida normal. Não é política. É ciência!

Marise Lazaretti Castro marise.lazaretti@imabrasil.com.br

São Paulo

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CUSPINDO NO PRATO EM QUE COMEU

Depois de tantas diatribes do (des)governo bolsolavista, e tendo como pano de fundo o banimento de Trump das redes sociais, não é difícil de imaginar que, em menos de um ano, veremos a execração do WhatsApp, Instagram e Facebook por asseclas bolsonaristas, que já se movimentam para encampar e lotear terreno no Telegram, a nova “terra prometida” da liberdade de expressão. Será o império de Mark Zuckerberg tachado como o novo vilão “globalista comunista” pelas turbas delirantes na extrema-direita? A ver...

Eric Martins eric-martins@hotmail.com

São Paulo

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DUAS NOTÍCIAS SOBRE A FORD

Na semana passada, a Ford Brasil informou que vai sair do País. Nesta semana, o jornal The New York Times noticiou que o carro elétrico lançado pela Ford está fazendo sucesso e será um forte competidor da Tesla, que é considerada uma das empresas mais modernas do mundo. Triste contraste entre o que poderíamos ser e o que somos.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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FECHAMENTO DE FÁBRICAS

Quando a Ford anunciou o fechamento de suas fábricas no Brasil, choveu xingamentos sobre a decisão, inclusive com o nosso transtornado presidente da República falando que ela queria mais subsídios, como sempre nada provando. Esquecendo os episódios Ford, temos de raciocinar sobre nosso modelo de desenvolvimento, uma vez que durante os últimos seis anos 36.600 fábricas fecharam no nosso país. Todos os dias, 17 delas foram para o beleléu. Temos muitas coisas erradas e é de uma infantilidade enorme acusar todas de má gestão ou dos transtorno da pandemia ou, ainda, de quererem mamar nas tetas do governo.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

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LICENÇA DO PREFEITO

A gestão municipal nem começou, e o prefeito sai em licença de 10 dias para tratamento de saúde.  Compreendo a necessidade e tenho respeito pela situação, mas o fato é que São Paulo precisava de um gestor com 110% de saúde e disposição física, para enfrentar os enormes e crescentes problemas da cidade.

Francisco Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo

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