Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

21 de janeiro de 2021 | 03h00

Nova era

Posse de Biden

O democrata Joe Biden assumiu ontem a presidência dos EUA e os americanos passam a respirar mais aliviados. No Brasil ainda temos de aguardar, mas no horizonte já há sinais de que por aqui as coisas também vão mudar. Vamos aguardar, até porque não há mal que dure para sempre.

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

MMPASSONI@GMAIL.COM

JANDAIA DO SUL (PR)

*

Despedida de Trump

Triste ver como Donald Trump deixa a Casa Branca e sua história. Desacreditado, criticado e isolado por muitos, colheu o que sua soberba plantou. Que sirva de exemplo aos que se vendem como heróis e mitos – meros vendedores de ilusões.

CARLOS GASPAR

CARLOS-GASPAR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

*

Império da lei

Donald Trump tentou o desvio constitucional, abortado por velho, porém vigoroso remédio cuja fórmula remonta a 1789: a Constituição dos EUA. Joe Biden chegou ao poder por força da lei e da vontade do povo, resultante da mais eficaz arma, nas sociedades civilizadas, para dissuasão de aventuras à Trump: o voto livre no tempo certo e acertado.

JOSÉ MARIA LEAL PAES

TUNANTAMINA@GMAIL.COM

BELÉM

*

Desgoverno e pandemia

Cascateiro contra Biden

“Quando acaba a saliva, vem a pólvora”, bravateou o “líder” que não consegue sequer comprar uma caixa de vacina.

RODRIGO IBRAIM

RODRIGOIBRAIM@GMAIL.COM

TABOÃO DA SERRA

*

Mais pária que nunca

O resultado da desastrosa política externa brasileira, com ênfase para as agressões desnecessárias e totalmente sem sentido à China, o nosso maior parceiro comercial, protagonizadas pelo presidente, seus filhos e o indigesto chanceler Ernesto Araújo, já começou a aparecer na “sutileza” dos chineses em boicotar a entrega de vacinas e insumos. Neste histórico 20 de janeiro, com a posse do novo presidente dos EUA, o democrata Joe Biden, nosso chanceler completa sua formação de orgulhoso pária. Tudo somado, substituir o representante brasileiro do mais absoluto atraso é vital para a nossa política externa.

ABEL PIRES RODRIGUES

ABEL@KNN.COM.BR

RIO DE JANEIRO

*

O troco

Com o fim do governo trumpista nos EUA, realmente o Brasil vai se destacar ainda mais como pária do mundo, para deleite do chanceler Ernesto Araújo. Vamos ver até quando aguentaremos as retaliações das grandes potências mundiais.

JORGE DE JESUS LONGATO

FINANCEIRO@CESTADECOMPRAS.COM.BR

MOGI-MIRIM

*

Anão diplomático

Uma vez um representante de outro país disse que éramos um anão diplomático. Hoje, sob Bolsonaro, é o mundo que o diz. Pela extrema inabilidade de nosso chanceler, além de sua submissão à tresloucada família presidencial, estamos com os canais de negociação abalados para o fornecimento do insumo farmacológico ativo (IFA) para a produção de vacinas, não só com a China, mas também com a Índia, já que não apoiamos a quebra de patentes de vacinas, proposta pelos indianos. É imperioso o impeachment desse presidente, um embusteiro não só inútil, mas danoso para a população brasileira, o qual insiste em “receitar” em alto e bom som medicamentos ineficazes contra a covid-19 e em estimular a aglutinação e o desuso da máscara. E o sr. vice-presidente Hamilton Mourão não queira que deixemos “o cara governar” como ele quer. Isso significaria o caos.

JOSÉ EDUARDO ZAMBON

ZAMBONELIAS@HOTMAIL.COM

MARÍLIA

*

Intendente trapalhão

Até na distribuição das vacinas do Butantan pelo governo Bolsonaro houve atrasos. Versão triste da piada do inferno brasileiro: quando morrem milhares, não tem vacina; quando tem vacina, não tem agulha; quando tem vacina e agulha, falta seringa; quando tem tudo, faltam competência, seriedade e até logística, a especialidade do general ministro da Saúde. Pobre, roubado, enganado, estropiado, inocente povo brasileiro!

JOSÉ ROBERTO NIERO

JRNIERO@YAHOO.COM.BR

SÃO CAETANO DO SUL

*

Generalato brasileiro

Apavora-me pensar que todos os nossos generais contemporâneos tenham o nível de discernimento do caudatário Eduardo Pazuello. Espero que não. E, não o sendo, os demais devem urgentemente tirá-lo dos holofotes, pois a cada manifestação dele toda a instituição castrense fica mais desacreditada.

ANTÔNIO CARLOS LAURITO

ACLAURITO@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Ditadura nunca mais

Assusta-me a fala do presidente sobre as Forças Armadas “decidirem” os rumos da democracia. Alguém faça o favor de avisá-lo de que temos instituições fortes e que a nossa democracia será defendida contra os arroubos antidemocráticos.

MARIA ÍSIS M. MONTEIRO DE BARROS

MISISMB@HOTMAIL.COM

SANTA RITA DO PASSA QUATRO

*

Democracia sempre

Foi com grande alegria que tomamos conhecimento da nota do ministro Edson Fachin, do STF, divulgada em 19/1, endereçada ao Estado. Nestes tempos difíceis, em que lidamos com uma pandemia e por força desta temos a obrigação de viver apartados uns dos outros, aflora, naturalmente, o sentimento de solidão. Agora, porém, nos sentimos menos isolados, menos solitários, quando vemos a expressão exata do que pensamos em suas tão eloquentes palavras. A Constituição federal – e é triste que o tenhamos de dizer em 2021 – é a única resposta, seja em tempos de calmaria, seja na tempestade. Receba o ministro Fachin nossos mais sinceros cumprimentos e tenha a certeza de que ombreamos na trincheira de defesa da democracia e da Carta de 1988.

ROBERTO PODVAL E DANIEL ROMEIRO

ROBERTO@PODVAL.ADV.BR

SÃO PAULO


_______________________________________________________________________

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


OXIGÊNIO VENEZUELANO

E a pobre Venezuela de Nicolás Maduro, país à beira da falência, socorreu o Brasil de Jair Bolsonaro enviando um carregamento de oxigênio para a asfixiante Manaus. A que ponto chegamos!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

MAIS VERGONHA

Com que dignidade o Brasil vai agradecer a ajuda humanitária da Venezuela com tubos de oxigênio para Manaus? Este é o governo Bolsonaro, uma vergonha atrás de outra!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

*

RUIM DE SERVIÇO

O governador do Amazonas é ruim de serviço. Serviçal do governo federal, é incompetente, não tem firmeza, iniciativa nem autoridade para solucionar os graves problemas da população de seu Estado. A tenebrosa quadra da pandemia mostra que Wilson Lima é incapacitado para gerir os pleitos dos amazonenses. A atual situação do Amazonas humilha o Brasil aos olhos do Brasil e do exterior. Providências demoraram a ser adotadas. Lima é rodeado de outros incapazes, pretensiosos e ineficientes auxiliares. Saídos não se sabe de onde. Wilson Lima desmoraliza e infelicita o Amazonas. É inacreditável que pessoas morram por falta de oxigênio nos hospitais. São vergonhosas para todos os cidadãos de bem as tristes imagens da TV mostrando a aflição de famílias destruídas. Lamentável que o Amazonas não tenha hoje homens públicos do gabarito, credibilidade e competência de um Gilberto Mestrinho, Bernardo Cabral, Plínio Coelho, Omar Aziz, Eduardo Braga, Amazonino Mendes e Alvaro Maia. Dispõe, apenas, de um medíocre que atente pela alcunha de Wilson Lima. Xô, governador.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

*

MORTAL PALHAÇADA

Mentiras de Pazuello em rede nacional criam vexame para o governo e responsabilizam Bolsonaro. Manaus precisou da ajuda da Venezuela e dos EUA para não ficar completamente asfixiada por falta de oxigênio nos hospitais – isso porque o governo federal e do Estado estavam dormindo sobre o protocolo de tratamento precoce achando que os 120 mil comprimidos de hidroxicloroquina enviados pelo ministério a Manaus iam resolver o problema. Agora, depois do caos instalado, vem a público o sr. Pazuello contar, em rede nacional, tudo o que o governo não fez e agora está tentando fazer de forma totalmente atrasada e atabalhoada. Tivemos de ouvir uma lição sobre uma teoria (?) das quatro (?) ondas da pandemia e a explicação surreal de que jamais o atendimento precoce patrocinado pelo Ministério da Saúde incentivou o uso da cloroquina e que nunca falou em tratamento precoce, e sim em atendimento precoce sem citar remédios. O sr. Pazuello conseguiu mostrar ao Brasil a mortal palhaçada que é o governo Bolsonaro.

Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião

*

FALTA

Falta de oxigênio, de insumos para a produção de vacinas e mais de 200 mil mortes mostram a falta de um verdadeiro líder, que infelizmente não temos.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

*

ATÉ QUANDO?

Na atual situação crítica de pandemia, o que importa não são as baixarias se um dirigente é “santo da calça apertada” ou se o outro é “facínora”, mas sim por quanto tempo o Brasil aguentaria a incompetência fenomenal e atitude negacionista de Eduardo Pazuello e Jair Bolsonaro. Que “especialista em logística” é este que deixa o estoque de oxigênio acabar nos hospitais de Manaus? Que implora à Índia para ceder míseros 2 milhões de doses de vacina que ela, com razão, prefere não vender para atender os seus cidadãos? Como fica a imagem do Brasil de ter de transportar 60 bebês prematuros de Manaus para outros Estados por falta de oxigênio nos hospitais? Que traz este gás de outros países, até da Venezuela? Tudo o que os dois sabem fazer é jogar a culpa nos Estados e municípios e, como médicos autodidatas, recomendar o kit cloroquina no tratamento precoce da doença, pois o medicamento “não mata ninguém”. E não protege também!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

*

‘CAVALÃO’

O cadete Bolsonaro 531 – o “Cavalão da Aman”, conforme dito pelo historiador José Murilo de Carvalho no Estadão de 20/1 –, disse que não é um excelente presidente e que está cumprindo sua missão. Sim, claro, “Cavalão”. O povo, ao contrário do que o senhor pensa, não é idiota, está acompanhando horrorizado sua “nobre missão”, a saber: proteger os filhotes com a ajuda da Abin, chamar a pandemia de gripezinha, interferir nas instituições, nomear ministros incompetentes, trabalhar contra quem pode fornecer insumos para a vacina e outras cositas más... Ora, “Cavalão”, tenha certeza de que essa missão maldita será breve.

Luiz Antonio Amaro da Silva zulloamaro@hotmail.com

Guarulhos

*

O MUNDO É REDONDO

É melhor já ir se acostumando, o Brasil será salvo pela vacina da China comunista e pelo oxigênio enviado prontamente pelo vizinho comunista, a Venezuela. O mundo é redondo, ao contrário do que pensam os terraplanistas, e dá voltas. Jair Bolsonaro deveria agradecer os presidentes da Venezuela e da China pelos inestancáveis serviços prestados à Nação. A mesma honraria oferecida ao ex-policial Adriano da Nóbrega estaria de bom tamanho.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

DÁ PARA ACREDITAR?

Lá atrás, o estadista Jair Bolsonaro disse que os brasileiros não deveriam se preocupar com o coronavírus, pois estão acostumados a “mergulhar no esgoto, e nada acontece”. Logo depois, disse que quem fosse vacinado com a Coronavac viraria jacaré. Agora, resolveu “confiscar” toda a produção desta vacina para ser reconhecido como o salvador da Pátria – só que não. Afinal, dá para acreditar neste estadista?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

DURO GOLPE

A aprovação, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), das vacinas Coronavac e de Oxford encheu o brasileiro de esperança quanto ao fim da pandemia e, principalmente, a volta da normalidade. Mas agora ocorre a frustração e até o temor pelo retardo da Índia em fornecer as 2 milhões de doses que o Brasil comprou naquele país e pela demora da China no fornecimento dos insumos para o Instituto Butantan e a Fiocruz produzirem localmente as duas vacinas aprovadas. É um duro golpe no povo, que já fazia as contas de quantos dias faltavam para receber a vacina, e agora fica sabendo que terá de aguardar mais um, dois, três ou mais meses. É chegada a hora de liberar a iniciativa privada para atuar no processo. Os preços internacionais da droga ainda são elevados, mas, se nosso país tiver grandes corporações e entidades empresariais interessadas, estas terão poder de negociação e acabarão trazendo as doses por valores minimamente aceitáveis. E o que importa é cortar o caminho e fazer com que a vacina chegue o mais rápido possível aos brasileiros. Pouco importa se através do sistema público ou pela via privada; o grande objetivo é vacinar. É bom, também, que os políticos, em vez de disputarem espaço na vacinação, unam-se para que tudo saia bem. Não podem ignorar que mais de mil brasileiros estão morrendo todos os dias na pandemia.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                        

*

VACINAÇÃO SEM VACINA

Assustadora é esta campanha de vacinação ser iniciada sem haver a certeza de que teremos vacinas suficientes para imunizar até uma pequena parte da nossa imensa população. Esta tragédia que se anuncia pode provocar uma convulsão social sem precedentes entre nós, pela irresponsabilidade impressionante com que nossas lideranças políticas trataram esta pandemia global, desde o início de sua insurgência, há pouco mais de um ano. Que o Todo-Poderoso nos proteja.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

*

PROPAGANDA ANTECIPADA

A vacinação em São Paulo mudou e não há data para o seu começo – isso explicita o forte e único objetivo político e oportunista de João Doria, pois a logística, os insumos, a matéria-prima, tudo isso foi deixado de lado em nome de uma propaganda política antecipada.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

*

A VACINA E O TRANSPORTE PÚBLICO

Enfim, começou a vacinação do Estado de São Paulo com a chinesa Coronavac. Significa que o senhor João Doria confia na vacina. Sendo assim, que o governador seja coerente e volte com a gratuidade no transporte público na Capital para os idosos acima de 60 anos. Afinal, muitos irão tomar a sua vacina pegando ônibus, trens ou metrô.

Julio Simi Neto j.simi@terra.com.br

São Bernardo do Campo

*

DIANTE DOS ENFERMOS

A reação do ministro da Saúde Pazzuelo ao início da vacinação em São Paulo imediatamente após a aprovação da vacina pela Anvisa foi patética. Ao invés de comemorar, como todo o povo brasileiro fez e está fazendo, preocupou-se com a derrota política que juntamente com seu chefe sofreu, e, além de menosprezar o feito, afirmou ser um golpe de marketing do governador Doria. E foi além, e em tom de ameaça disse que houve um desrespeito às leis iniciando a vacinação antecipadamente. Isso me fez lembrar a passagem bíblica Mateus capítulo 12, em que Jesus, diante de um homem enfermo, foi questionado pelos seus opositores se era permitido curar no sábado. Jesus respondeu que é permitido fazer o bem no sábado. E imediatamente o curou.

Roberto Croitor roberto.croitor@gmail.com

São Paulo

*

CRIME DE RESPONSABILIDADE

Como médica, professora universitária e pesquisadora, estou habituada a trabalhar com as evidências científicas. Se fosse o contrário, eu jamais poderia estar nesta posição. A ciência é baseada em estudos, observações, compilações de dados, estatística, experiências, enfim, em números concretos. Aprendemos na faculdade que a saúde e o bem-estar do nosso paciente é o nosso maior objetivo e procuramos passar isso para nossos alunos. Não causar dano é nosso primeiro mandamento: Primum non nocere. Este conceito está totalmente sedimentado em nossa forma de pensar. Buscamos e respeitamos as evidências científicas. Mas, frequentemente, temos de ouvir opiniões pseudomédicas baseadas em superstições, simpatias, experiências desconhecidos, tratamentos miraculosos, ervas medicinais fantásticas, que o mundo ainda não descobriu, mas que curaram um vizinho do amigo. Sempre que possível, tentamos argumentar que, na grande maioria das vezes, essas coisas não têm fundamentação científica e, portanto, não devem funcionar. Nem sempre somos convincentes, porque o ser humano muitas vezes prefere a magia à ciência, e este é um fenômeno que, confesso, ainda preciso entender melhor. Portanto, quando ouço que alguém é contrário à vacina, uso os argumentos habituais, mas não me descabelo por isso. Infelizmente, a vida mostrará quem estava certo. As vacinas se baseiam em fragmentos dos microorganismos que são injetados em nosso corpo para estimular a produção de anticorpos contra estes vírus ou bactérias, deixando-nos já preparados para contra-atacar rapidamente, caso haja uma invasão por um destes germes virulentos, evitando, assim, que contraiamos a doença na sua forma mais grave. Portanto, racionalmente, não tem como ser contra! A doença não pode ser melhor do que a vacina! A abrangência de uma pessoa qualquer (seu vizinho, seu cunhado, uma sobrinha alternativa, o motorista do Uber, o feirante, a balconista) dizendo que é contra vacinas é ruim, mas é pequena. Entretanto, o presidente da República dizendo isso em redes de televisão ou radio é um desastre sem precedentes e com consequências catastróficas, portanto inaceitável. Um crime de responsabilidade social e contra a vida, especialmente vindo de alguém que deveria estar defendendo a segurança, o bem-estar e a saúde de seu povo. Desprezar as evidências científicas, desdenhar dos pesquisadores e inventar teorias da conspiração não é o que esperamos de um chefe da Nação. Ele precisa, no mínimo, se calar. Mas já vimos que isso será impossível, pois a única preocupação dele é com a sua perpetuação no cargo. Já assistimos a isso acontecer antes e podemos até dizer que este foi o motivo de chegarmos até esta situação inimaginável, de elegermos para o cargo mais alto da Nação alguém tão despreparado, por falta de alternativa melhor.  Todos queremos voltar à vida normal, que cessem as mortes desnecessárias de colegas e familiares, que a economia volte a girar, que voltemos a nos reunir, que caiam as máscaras. A única saída viável é por meio da vacina. Portanto, chega de ouvir tanta besteira! É hora de a sociedade organizada, dos conselhos de profissionais da saúde, das associações médicas e científicas, dos dirigentes da indústria e do comércio, do setor financeiro usarem sua força e exigirem que técnicos competentes sejam ouvidos e que assumam a condução desta crise na saúde. Basta de bolsonagens!

Marise Lazaretti-Castro marise.lazaretti@imabrasil.com.br

São Paulo

*

DOM JAIR DE LA MANCHA

Como nas personagens do famoso livro, o presidente Dom Jair Quixote Bolsonaro e seu seguidor Eduardo Pança Pazuello travam batalhas com inimigos imaginários para fugir da triste realidade de que foram um fracasso total no combate à pandemia. Sem motivo qualquer, Dom Jair diz que as Forças Armadas decidem “democracia ou ditadura”. Declara, ainda, que “as Forças Armadas foram sucateadas” e “porque nós, militares, somos o último obstáculo para o socialismo”. Pazuello, especialista em logística, oferece remédios de prevenção contra a covid-19 sem qualquer eficácia e deixa gente morrer em Manaus por falta de oxigênio. Presidente e ministro da Saúde: a Noruega “que mata baleia e explora petróleo” e tem regime socialista é classificada no topo do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em 2020. Inventar batalhas imaginárias não distrai mais nem uma criança. Estamos falando aqui de gente, são mais de 200 mil mortos e 14 milhões de desempregados. Assumam as suas responsabilidades!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

*

SINCERO

Jair Bolsonaro é mais sincero quando fala de improviso. Ao declarar que só as Forças Armadas podem viabilizar um regime ditatorial, ele confirma e justifica a seus apoiadores a proteção que  dedica a tudo o que envolve força armada. Conquistar apoio de Forças Armadas é, sem dúvida, o passo mais importante numa caminhada rumo a um governo ditatorial. E se (ao que tudo indica!) for este o caso, essa caminhada tem de ser interrompida o mais breve possível.

Luiz Ribeiro Pinto brasilcat@uol.com.br

Ribeirão Preto

*

PRESIDENCIALISMO

Quase 30 anos como parlamentar, tido como folclórico, comédia. Tragédia, em menos de dois anos como presidente. A mesma pessoa, as mesmas ideias. A diferença de poder dos cargos fez toda diferença. Bolsonaro comprovou como ninguém os perigos do presidencialismo. Resta-nos entender a lição. Enfim algo a agradecer ao presidente.

Ventura Allan Morenilla ventura.morenilla@gmail.com

São Paulo

*

ADMINISTRAÇÃO DE SÃO PAULO

O sr. Flávio F. Figueiredo (Prezado sr. Bruno, Estado, 20/1, A2), realmente está coberto de razão em relação à total incompetência dos nossos “governantes”. Ontem, pela manhã, a Avenida Sumaré (sentido Jardins) tinha uma das suas faixas (esquerda) interditada. Havia uma obra no canteiro central (local dos pedestres e bicicletas). Só fui encontrar 4 ou 5 operários trabalhando na altura da Rua Apiacás (após 5 cruzamentos) e a pista só estava totalmente liberada na altura da Rua Prof. João Arruda. Para o trânsito, só sobrou uma faixa, tendo em vista a privativa para ônibus. Para um trajeto que normalmente faço em 10/15 minutos levei mais de 45 minutos. Se é que essa obra seja realmente prioritária, nessa situação, qualquer responsável, com um mínimo de capacidade, colocaria dezenas de operários trabalhando e liberaria a faixa privativa dos ônibus. Pobre Brasil, pobres paulistanos.

Renato A. Campana racampana@uol.com.br

São Paulo

*

IPTU 2021

Chegou o aguardado carnê e vejo que nada aumentou. Ao contrário, houve redução na taxa de obsolescência (ou seja, a cada ano meu imóvel fica mais novo!) e no desconto predial concedido todos os anos. Resultado: 15% a mais de Imposto Predial neste ano. Boa, Covas, primeira promessa de campanha cumprida!

Flávio Madureira Padula flvpadula@gmail.com

São Paulo


 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.