Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2021 | 03h30

Desgoverno Bolsonaro

Sociedade reage

Os panelaços e buzinaços nos últimos dias são sinais claros de que o Brasil está cansado e decidiu expressar seu descontentamento com o desgoverno federal. A sociedade brasileira arfa sem oxigênio pelas cidades amazônicas em crise sanitária. Arfa pelo fogo das queimadas de nossas matas, incentivadas por discursos antiambientalistas. Arfa com a falta de investimentos e de confiança na ciência, que instiga movimentos revoltosos contra vacinas e descrédito das autoridades sanitárias. Arfa com os discursos contra a imprensa, para as mentiras do governo terem tons de verdade. Os protestos recentes evidenciam que nossa Nação, a tomar fôlego, é muito maior que qualquer governo, seja de direita ou de esquerda. E nossa sociedade não ficará prostrada de joelhos diante de arroubos de qualquer governo inepto, mesmo com seu chefe se autoproclamando o messias da nossa pátria.

EDUARDO BARBOSA EDUARDO.BARBOSA.CSO@GMAIL.COM

SÃO CARLOS

*

O dono do poder

O povo põe, o povo tira. Simples assim.

CLARICE KIERTSMAN CKIERTSMAN@ICLOUD.COM

SÃO PAULO

*

Canto do cisne

Bolívar Lamounier muito bem discorreu sobre o passado inglório de Jair Bolsonaro nas Forças Armadas, que, inexplicavelmente, são coniventes com os crimes do presidente (O canto da sereia, 24/1, A2). A analogia de sua verborragia insana com o canto da sereia é precisa, o que, dada a insustentabilidade de sua permanência no posto mais alto da República, defendida apenas por néscios bolsonaristas, nos remete à possibilidade de ser apenas o canto do cisne. Quiçá assim o seja.

ADILSON ROBERTO GONÇALVES PRODOMOARG@GMAIL.COM

CAMPINAS

*

Ainda a alternativa

O editorial de 21/1 (A3) representa o desejo de que se construa uma alternativa ao incapaz Jair Bolsonaro e que tais, fundada num projeto de Brasil. Um simples projeto de duas pernas: a da educação, para haver futuro, e da redução das iniquidades sociais, para o presente. A remoção dos entulhos estruturais seria a condição de credibilidade necessária para alcançar essas metas. Infelizmente, até onde a vista alcança, a classe política não trata de questões estruturais coletivas, apenas atua como despachante de interesses menores, próprios e de grupos – e assim deve ser, como tão bem ensina o “honorável” deputado Ricardo Barros, líder do atual governo.

ALBERTO MAC DOWELL DE FIGUEIREDO

AMDFIGUEIREDO@TERRA.COM.BR

SÃO CARLOS

*

A hora e a vez do Congresso

Para chegar ao ostensivamente necessário processo de impeachment é essencial evitar que o desgoverno consiga colocar na presidência das duas casas do Congresso os candidatos por ele escolhidos a dedo, para os quais está “angariando” votos entre seus pares. Temos de ter foco. Temos de chamar aos brios os congressistas, para que deixem de lado seus pequenos interesses particulares e olhem e assumam os grandes interesses da Nação. O País não aguenta mais dois anos desse desgoverno, a meu ver, eleito por engano. Quanto mais seis anos, pois pretende reeleição. Imploramos aos congressistas que olhem para a Nação no longo prazo, e não para pequenos anseios imediatos. Não esqueçam que o governo se orgulha de o Brasil ter-se tornado pária internacional. Nós temos vergonha.

WILSON SCARPELLI WISCAR@TERRA.COM.BR

COTIA

*

Crise política

Neutralizar os mecanismos de freios e contrapesos do sistema político é uma ameaça à democracia. Um dos maiores defeitos do presidencialismo é a possibilidade de impedir a prestação de contas (accountability). Se o presidente da República conseguir o apoio do presidente da Câmara dos Deputados, não será possível instaurar nenhum processo por crime de responsabilidade perante o Senado. Se o Executivo coloca alguém de confiança na Procuradoria-Geral da República, não há possibilidade de apuração de eventual crime comum no Supremo Tribunal Federal. Arrastar um país dividido e polarizado para tentar a reeleição, em meio à grave crise da pandemia, parece ser a estratégia do atual governo federal.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR. LRCOSTAJR@UOL.COM.BR

CAMPINAS

*

‘Apedeutas cívicos’

Esse des(governo) é indiferente ao sofrimento da Nação e aparentemente não se importa se a epidemia ceifar 200 mil ou mesmo 1 milhão de vidas brasileiras (no caso dos aposentados e pensionistas, talvez até esteja vendo um bônus para as contas públicas...). Infelizmente, ainda não vejo chance real de impeachment, pois cargos e verbas públicas continuam a ser distribuídos para garantir que os candidatos oficiais conquistem a chefia do Congresso e tudo continue como está, enquanto a boiada passa. Tristes trópicos...

FERNANDO T. H. F. MACHADO FTHFMACHADO@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Aberração tributária

É incrível a capacidade do ministro da Economia de não avançar em temas estabelecidos que trariam modernidade à economia do Brasil (Candidato da aberração tributária, 24/1, A3). Vendo que nada foi feito, ele se alça a beber em fontes do atraso e do retrocesso, querendo reviver a carcomida e extinta CPMF.

RENATO BENTO FERNANDES

ECOTRENDTATUAPE@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

São Paulo, 467 anos

Parabéns

Fundada em 1554, feita vila em 1557, a partir de abril de 1709 São Paulo torna-se sede da capitania (isto é, São Paulo no comando da capitania), para elevar-se à categoria de cidade em 1711 – tudo como registra o magnífico e saudoso dr. Péricles da Silva Pinheiro, do glorioso Estadão, em sua obra laureada sobre As Fontes Primárias da Nobre Madrugada Espiritual de São Paulo (Coleção Ensaio).

PAULO RESTIFFE NETO PAULO.SERGIO@RESTIFFE.ADV.BR

SÃO PAULO

*

_______________________________________________

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O FIO DA MEADA

Faltou oxigênio nos hospitais do Amazonas. Isso provocou a morte de pacientes de covid-19 e, talvez, de outras moléstias. O quadro exige apuração da extensão dos danos, dos motivos, ações e omissões que levaram ao quadro crítico. É dever dos poderes públicos perseguir a identificação das inconformidades para, com as informações em mãos, promover, além das reparações ainda possíveis, a punição dos que deixaram de cumprir suas obrigações e ensejaram a instalação do caos, as mortes, sequelas e o sofrimento do povo. Politiqueiros e celerados de plantão insistem em culpar levianamente os adversários políticos ou desafetos pessoais, como o presidente da República, o ministro da Saúde, governador do Estado e outros agentes públicos. O caminho não é este. O correto é identificar a data em que se teve conhecimento de que faltaria o gás, verificar quais as providências adotadas pelos operadores do setor e o que fez o responsável de cada área com obrigação legal ou funcional de resolver o problema. Só puxando o fio da meada é que se encontrarão o ponto em que houve falha e os responsáveis. Estes devem ser chamados aos tribunais e julgados e apenados conforme o eu fizeram ou deixaram de fazer. Numa apuração é possível chegar até ao presidente da República, mas é preciso provas. Que as apurações se façam com a máxima urgência e a Justiça, em vez de midiáticas determinações administrativas do tipo “abasteça o Amazonas com oxigênio”, julgue as incorreções e puna exemplarmente quem tem a obrigação de fazê-lo, e não fez. Salvo melhor juízo, essa é a sua verdadeira função.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

*

INSUMO FARMACÊUTICO ATIVO

A sigla do momento é IFA, o Insumo Farmacêutico Ativo, o princípio ativo de uma vacina. China e Índia são os maiores fornecedores de IFA e todos os insumos farmacêuticos de remédios dos laboratórios de todo o mundo. O Brasil, com o pior inativo presidente do mundo e seu clã de filhos imbecis, passou dois anos de governo atacando a China, nosso principal parceiro comercial, e desprezando a Índia. Toda a politica externa brasileira foi de servilismo a Donald Trump e seu terrorismo ideológico fascista. Agora, sobra cloroquina, falta oxigênio e o IFA está longe, noutro fuso horário da ilogística governamental.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

*

ACOMODADOS ATÉ QUANDO?

Vi na TV que o Brasil produzia 50% dos fármacos necessários para vacinas e drogas diversas e hoje produz menos de 5%, tendo de importá-los de países como a China, Índia e outros, pois a indústria local foi ultrapassada, deixando de ser competitiva em custos e tecnologia. Nada a estranhar com a desindustrialização que afeta vários setores da produção nacional, em que as exceções confirmam a regra, como no caso da agricultura, resultado de anos de investimentos em pesquisa e tecnologia. Não precisaria ser gênio para entender que o desenvolvimento do País está em melhorar a qualidade da educação, hoje na rabeira do teste Pisa e com 35%, 15% e 5% de analfabetos funcionais entre os egressos dos cursos fundamental, médio e superior; em investimentos maciços em pesquisas e inovação tecnológica, no mundo dominado pela tecnologia digital. Para evoluir e alcançar essas metas, os recursos existem e são hoje consumidos no custeio do Estado anacrônico, representando mais de 1/3 do produto gerado e resgatáveis com a protelada reforma administrativa. Caso fossem atingidos por um raio de grandeza ou por um choque hipertraumático, nossos governantes haveriam de perceber que essa simples mudança criaria uma força incomum em moto contínuo, que traria um desenvolvimento muito além da mediocridade usual. Salvo se optarmos em ser os eternos fornecedores de commodities primárias de baixo valor agregado.

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

*

INCOMPETÊNCIA CRASSA

“Com todos esses bilhões que foram para Manaus, não tiveram um centavo para montar uma fábrica de oxigênio em cada hospital? Não sobrou um real para comprar um cilindro? Enfiaram todo esse dinheiro no c... A corrupção mata! (sic Marcos Eraldo Arnoud).” O sr. “Markinhos” demonstrou a que veio, autoclassificado como “palestrante motivacional, master coach, analista em Neuromarketing, especialista em Marketing, SEO, hipnólogo, mentalista, practitioner em PNL, músico, empreendedor e especialista em Marketing Político”, conseguiu enterrar de vez o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello (Pazuello nomeia ‘Markinhos Show’ como assessor, marqueteiro que se define master coach e hipnólogo, Estado, 20/1). De duas, uma: ou este “especialista em Marketing Político” é uma fraude ou o sr. Pazuello é uma caricatura de Barney (Idade da Pedra) tentando moldar uma pedra na conversa. Ops...! Tem mais uma possibilidade: que as duas anteriores estejam ocorrendo concomitantemente.

Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião

*

SHOW

E o polêmico ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, contratou como assessor de comunicação ninguém menos do que o notório Marcos Eraldo Arnoud, vulgo “Markinhos Show”, que, em seu site “venda para o cérebro”, se define como palestrante motivacional, master coach, analista de neuromarketing, SEO, bipnólogo, mentalista, practioner em PNL, músico, empreendedor e especialista em marketing político. Agora, sim, o Brasil do obediente general três estrelas inicia sua deslanchada rumo aos píncaros do sucesso. Show!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

PATENTE

Se o nível de um general três estrelas é o do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, causa espanto imaginar o das patentes abaixo da dele. Pobre Brasil.

Vicky Vogel vogelvick7@gmail.com

Rio de Janeiro

*

RECADO

Recado ao ministro Pazuello: ministro, não deixe de verificar se há algum problema com o fuso horário na sua próxima viagem ao Amazonas.

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

*

TERCEIRO IMPEACHMENT

Como o país vai chegar ao terceiro impeachment: 1) o governo federal fechou uma fábrica da Petrobrás no Paraná que tinha condições de fabricar e envasar cilindros de oxigênio; 2) recusou comprar 70 milhões de doses de vacina e, assim, iniciar a imunização no ano passado; 3) atrasou a compra de seringas, agulhas e matéria-prima para vacinas; 4) não manteve o envio regular de suprimento de oxigênio para Manaus; 5) só vai começar a vacinar a população em março porque a quantidade de doses produzida até agora só é suficiente para os profissionais da saúde; 6) apoia um candidato para presidente da Câmara dos Deputados que defende o voto impresso e a volta da CPMF, com apoio do ministro da Economia.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

*

KIT ANTIVACINA E PRÓ-BOIADA

Diga que um dia todo mundo vai morrer e acrescente “lamento” ou “e daí?”. Faça uma exposição das roupas da posse, suas e da Micheque. A boiada precisa de símbolos. Nem Luís XIV (“L’État c’est moi”, o Estado sou eu) chegou a tanto. Diga “eu sou a Constituição”. Tenha chiliques quando falarem de seus filhotes. Fique rubro de ódio. Mais chiliques quando falarem do Queiroz e daquele miliciano Adriano, morto na Bahia. A mulher dele foi empregada por um dos teus filhotes na Assembleia do Rio de Janeiro. Claro que não ia trabalhar, mas recebia todo mês e – como dizê-lo? – “repassava”. Apregoe que “Deus está acima de tudo” e “a Pátria acima de todos”. O finado Trump gritava America First. Hitler também evocava muito a pátria. “A Alemanha acima de todos.” Elogie torturadores, inclusive em um momento-chave da história, quando se votava o impeachment da estocadora de ventos e vendavais. Aquela que não tinha meta, mas quando atingisse a meta dobraria a meta. Talvez, se bem torturada, ela aprendesse que 13 menos 4 dá 9. Mas o coronel deu uma fraquejada no trato da detenta, deu uma de “maricas”, e ela continuou desconhecendo subtração e aritmética. Em todo caso, negue sempre que houve uma ditadura militar, quanto mais torturas. Brade aos quatro ventos que tem físico de atleta. Nunca diga que saiu desonrado do Exército, praticamente expulso, definido como mau oficial pelo general Geisel. Nunca diga também que conspirou para explodir quartéis. Mas diga que o nazismo “foi de esquerda”. Esses historiadores do mundo inteiro são comunistas... todos chineses, quem sabe. Cite sempre o PT, tão parecido com você no saque sistemático ao País e à honestidade com a res publica, a coisa pública. Diga que o PT roubou, mas não se olhe no espelho à noite, muito menos quando encontrar um dos teus filhos rachadinhos. Passe 28 anos no Congresso e não apresente qualquer projeto importante para o País. Nada que melhore a vida das pessoas. Mas não confesse isso com um “lamento”. Não toque no assunto “despesas com cartão corporativo”; é questão de segurança nacional! Ofereça cloroquina para a ema, que, altiva, a recusará virando-lhe as costas. Torça pela vitória de Trump. Seja o último a reconhecer a vitória do Biden. Nomeie um ministro da Educação que escreve “impreCionante” e depois promova-o para um cargo em Nova York, ganhando em dólar. Nomeie uma marionete para o Meio Ambiente e ela fará tudo para “passar a boiada” da destruição. Nomeie um general ignorante e submisso, um vassalo que se rebaixa publicamente para seu inferior na hierarquia militar – “um manda, outro obedece” – para ministro da Saúde. O sabujo assumiu e confessou que não sabia o que era o SUS. Veja a Argentina, falida, já vacinando sua população. Chile também. Espume de ódio. Lance um edital para a compra de seringas e consiga “impreCionantes” 2,4% do necessário. Chame a pandemia de “gripezinha”. Meses depois, diga que a pandemia “está no finalzinho”. Faça sempre o gesto das armas, sinalizando que essa é a melhor forma de diálogo “democrático”. Mussolini também dizia que “um povo armado é um povo livre”. Continue firme na luta pela aprovação da excludente de ilicitude que permitirá a policiais matarem se estiverem “sob violenta emoção”. Não terão de enfrentar a Justiça, menos ainda uma cela, porque estavam emocionados. Oh! Continue sendo um boçal assassino, que debocha da morte de 210 mil pessoas. 35% da população desta “pátria” te adora e te chama de “mito”. E dispute o título de pior presidente da história “deste país”, como dizia o ignorante-mor da República, aquele que não sabia de nada.

Jéthero Cardoso jetherocardoso@gmail.com

São Paulo

*

OS ERROS DE BOLSONARO

As firmas chinesas estão fazendo corpo mole para entregar os insumos aos Institutos Butantan e a Fiocruz necessários para fabricar as vacinas, certamente com a aprovação do governo daquele país. Apesar dos apelos do governo brasileiro, e de pintar o avião com o slogan Brasil Imunizado, uma firma indiana negou vender míseras 2 milhões de doses de vacina, suficientes para vacinar apenas 0,5% da população brasileira. No mesmo tempo, a Índia está fazendo doações de vacinas ao Sri Lanka, Nepal, Mianmar e às Maldivas. Estamos pagando o preço de agressões gratuitas e burras contra a China, nosso maior parceiro comercial, e contra a Índia e a África do Sul, pela oposição inexplicável na questão de quebra de patentes da covid-19 na Organização Mundial do Comércio (OMC). Que direito têm este instável presidente, seus exaltados filhos e seguidores para infernizar a nossa vida? Quando os parlamentares vão começar o processo “salve o Brasil”, vulgar impeachment?

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

*

‘CRIMES DE RESPONSABILIDADE’

Lembremos que não é de hoje a existência de dezenas de crimes de responsabilidade do presidente, como atesta o editorial (20/1, A3), faltando a vontade política para levar adiante as dezenas de pedidos de impeachment do criminoso que ocupa o Planalto. Porém, tanto a imprensa como empresários e parte da sociedade caíram no conto da esperança por uma política econômica melhor, inexistente desde o início de 2019. A “ilusão de Tunéscio” nos levará a um estado de sítio, a um autogolpe ou simplesmente à destruição do Estado Democrático de Direito. Acordemos, pois!

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

*

SEM CONDIÇÕES

Disse Jair Bolsonaro acerca do seu mandato: “Se Deus quiser continuarei meu mandato”. Não precisa ser especialista em psicologia para decifrar que o próprio Bolsonaro acredita que não tem condições de permanecer no cargo.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

*

PURGATÓRIO

Revoltante saber que as vacinas distribuídas para os hospitais universitários aqui, em São Paulo, não estão sendo apenas aplicadas nos profissionais da saúde de linha de frente do combate à covid-19, mas também no pessoal da administração. Enquanto isso, médicos dos postos de saúde, do Samu, os da linha de frente de outros hospitais, como também de clínicas e consultórios particulares e dentistas, como é que ficam? O otorrinolaringologista tem de examinar a garganta, o oftalmologista, para examinar os olhos, fica face a face com o paciente, o cardiologista recebe pacientes com dispneia, quando acham que é cardiopatia mas já sendo, porém, franca covid-19. Quanto aos dentistas e pneumologistas, nem precisa falar. E assim por diante, em outras áreas, quando os sintomas se confundem. Não basta vivermos num país cujo presidente perambula nas trevas, é necessário passar também por este purgatório do corporativismo, da ineficiência e da falta de critérios do Estado na aplicação das vacinas. Seria muito melhor se deixassem a iniciativa privada comercializar e imunizar os seus, ajudando todos a atingir a imunidade de rebanho o mais rapidamente possível. Mas, claro, isso não se permitiria, já que deslumbraria a ineficiência estatal. É mais uma faceta de um governo e país disfuncionais quando passam por desafio sem união.

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@hotmail.com

Marília

*

A FILA DA VACINA

Achei brilhante a atuação do governador João Doria na epopeia das vacinas, batendo o insano tosco Bozo, o genocida, que apostou na vacina de Oxford, inicialmente sem data de entrega. Estou absolutamente tranquilo aguardando minha vez de ser vacinado, todavia não consigo entender por que priorizaram indígenas e quilombolas, de todas as idades, e deixaram para o final de março os idosos com mais de 75 anos de idade. Será que um índio com 40 anos tem mais risco de contrair a síndrome do que um idoso de, digamos, 82 anos? Seria muito difícil de montar dois postos de vacinação para esses idosos de alto risco? Estes que ajudaram a construir São Paulo, o Estado mais importante do País, foram preteridos quando estava programado para serem vacinados em 8 de fevereiro. Com a palavra, os órgãos competentes. Por enquanto, é só uma injustiça com pitadas de demagogia.

Carlos Coelho ccoelho1@uol.com.br

São Paulo

*

VACINAÇÃO AMPLIADA

Espero que as autoridades responsáveis tenham o cuidado de credenciar o maior número possível de entidades autorizadas a executarem a tão esperada vacinação contra o coronavírus, tais como redes farmacêuticas, laboratórios de exames médicos, etc. Essas vacinas e as respectivas seringas seriam distribuídas, com um controle inteligente e rigoroso e os atendimentos seriam gratuitos e criteriosamente agendados. Entendo que uma “fila de velhinhos” em frente aos postos de saúde será um excelente foco da pandemia, principalmente para seus acompanhantes.

Luiz Antônio Alves de Souza zam@uol.com.br

São Paulo

*

PERGUNTA ÀS AUTORIDADES

O site https://vacinaja.sp.gov.br/ lista os postos de saúde existentes para os paulistanos se vacinar – quando houver vacina. Não encontrei na lista locais especiais como o Allianz Park e outros que já ofereceram suas dependências à vacinação, os quais seriam necessários para evitar filas imensas nos postos de saúde listados. Considerando que todos os postos de saúde já estão atendendo a multidões de pacientes com covid-19 – em detrimento de pacientes crônicos com diabetes, hipertensão, etc., que não podem nem querem se contaminar –, pergunto ao governador e ao prefeito como os postos de saúde poderão vacinar a população com segurança e, ao mesmo tempo, atender os pacientes de covid-19. Urge formular novo plano de vacinação adequado e informar ao paulistano.

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br

São Paulo

*

TEMPO DE GOVERNAR

Governar o Estado que responde por 1/3 do PIB brasileiro parece ser uma tarefa muito complicada e que deve demandar todas as energias do ocupante do Palácio dos Bandeirantes. Chama a atenção o tempo que o governador João Doria dispõe para viajar ao interior do Estado para ser fotografado ao lado dos vacinados. São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, Araraquara, e parece que a caravana vai seguir... Estamos no meio de uma crise sanitária em escala global e as perspectivas de curto prazo para o Brasil não são boas. Alguém próximo deveria avisar ao governador de que não estamos em campanha eleitoral. Um pouco de decoro seria de bom tom.

Hamilton Varela hamiltonvarela@gmail.com

São Carlos

*

INSS E A PANDEMIA

É incrível que o INSS, que foi inepto para conter fraudes milionárias do tipo “Georgina”, no auge da pandemia (20/11/2020) enviou um Comunicado de Exigência a aposentados e pensionistas, dando prazo de 60 dias para apresentar os documentos e ameaçando cancelar a pensão após 30 dias, implicando um recadastramento, exigindo inúmeros documentos e ignorando o processo anual de “prova de vida”. Um exemplo nada peculiar é de uma parente próxima, de cerca de 72 anos, pensionista do INSS desde 1986, quando o marido faleceu, que recebeu semelhante “intimação” e agora tem dificuldade de juntar a documentação, principalmente por morar num bairro modesto da cidade de São Paulo, cercado de uma comunidade comandada por uma facção criminosa. No começo do ano, um filho dela, funcionário público, foi assaltado próximo de sua residência, ferido a bala, passou por cirurgia, ficou internado e foi afastado do trabalho por cerca de 90 dias. As instituições sempre foram ruins, mas parece que no governo atual tudo piorou. Pessoas despreparadas, que ignoram que o acesso a sistemas sofisticados é para uma minoria, não contemplando aposentados e pensionistas.

Carlos Gonçalves de Faria marshalfaria@gmail.com

São Paulo

*

VALIDADE DAS CNHs

Em face da obrigatoriedade de exame médico presencial e que, infelizmente, a pandemia não recrudesceu, é urgente que o Detran prorrogue a validade das Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) que vencem em 2021 para 2022 nos mesmos moldes que se prorrogou as CNHs que venciam em 2020 para 2021.

Bernard Boone eldamboone@hotmail.com

São Paulo

*

‘MACRON E A SOJA’

Excelente o artigo do jornalista J. R. Guzzo publicado no Estado em 17/1/2021, sobre a produção de soja no Brasil, citando o presidente Emmanuel Macron, da França, para quem ela está destruindo a Floresta Amazônica. Consoante foi assinalado, a Amazônia inteirinha responde por apenas 10% da produção rural do País. A Europa colheu perto de 3 milhões de toneladas de soja, enquanto o Brasil, 135 milhões de toneladas na última safra. O Brasil é o país mais sustentável do universo e mais preservado, sendo a soja brasileira a mais rica do universo em teor de proteína.

Luiz Gonzaga Bertelli lgbertelli@uol.com.br

São Paulo



 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.