Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2021 | 03h00

A União contra São Paulo

Pequenez de Bolsonaro

Imagine que você seja uma pessoa íntegra que ocupe um cargo importante, de comando, no governo federal e receba uma ordem imoral do presidente, como essa de cortar o relacionamento com o governador de São Paulo e não atender a nenhum pleito do Estado. Só há duas atitudes éticas, morais, a tomar: continuar agindo como sempre, sem dar atenção a mais um pedido tresloucado de Bolsonaro, ou renunciar.

MARCOS LEFEVRE

LEFEVRE.PART@HOTMAIL.COM

CURITIBA

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Sempre pronto

O desejo de Jair Bolsonaro, por interesse político, é prejudicar o governador do maior Estado da Federação. Mas está causando danos ao Estado, o que não é lícito nem justo. Mas São Paulo, como sempre, está pronto para o enfrentamento e saberá dar a resposta na ocasião oportuna. Porque quieta non movere.

JOSÉ CARLOS DE CARVALHO CARNEIRO

CARNEIROJCC@UOL.COM.BR

RIO CLARO

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Desgoverno e pandemia

A vacina do Brasil

O presidente Jair Bolsonaro disse (22/1) que “não há nada comprovado cientificamente sobre a eficácia da Coronavac”. E daí? Outros lunáticos continuam dizendo que a Terra é plana...

CLÁUDIO MOSCHELLA

ARQUITETO@CLAUDIOMOSCHELLA.NET

SÃO PAULO

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Conta rápida

Vamos imaginar que para cada brasileiro que perdeu a vida por causa do despreparo do governo federal para cuidar da saúde da população tenha cinco pessoas da família que deixarão de votar no atual presidente da República em 2022. Esses serão votos perdidos, no mínimo. E fica fácil imaginar para quem irão esses votos.

RICARDO FIORAVANTE LORENZI

RICARDO.LORENZI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Ave, Messias

Os que já morreram e os que ainda vão morrer te saúdam!

ELIO LUIZ MAUER

ELIOMAUER@GMAIL.COM

CURITIBA

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PGR x Pazuello

Por que inquérito contra “quem cumpre”, e não contra “quem manda”?

GUTO PACHECO

JAM.PACHECO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Boi para piranha?

Quando as águas estão cheias de predadores, um boi é lançado às piranhas para a boiada poder passar. Tudo está a indicar que seja esse o destino do general Eduardo Pazuello.

FRANCISCO PEDRO PAMPADO DO CANTO

FRANCISCO@MCQUIMICA.COM.BR

SÃO PAULO

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Congresso Nacional

Eleição na Câmara

Está muito acirrada a disputa pela presidência da Câmara dos Deputados e não é improvável que o vencedor venha a ser Arthur Lira. Deputado por Alagoas, Lira pertence ao Centrão, que é composto por políticos que têm fome de hiena por cargos e verbas governamentais, agora fartamente prometidos pelo presidente Bolsonaro. Entretanto, desperta a curiosidade que haja alguns processos contra ele “correndo em segredo” no Supremo Tribunal Federal (STF), os quais, como estamos cansados de saber, dada a velocidade de trabalho da Justiça brasileira, talvez acabem por prescrever, como já foi com outra ação contra ele. Essa figura curiosa, que representa um Estado com apenas 9 deputados, poderá ter o comando de uma Casa com 513 parlamentares, enquanto São Paulo, com 70, tem atuação inexpressiva. Lira tem a certeza de ser inocentado no STF de acusações que envolvem valores que atingem R$ 250 milhões porque conta com o apoio de Bolsonaro, que, desesperado, por seu comportamento catastrófico na administração do País, começa a correr o risco de sofrer um processo de impeachment e precisará comprar parlamentares que só não vendem a alma ao diabo porque este não existe.

LAÉRCIO ZANNINI

SPETTRO@UOL.COM.BR

GARÇA

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Cooptação

Tudo indica que o presidente Bolsonaro vai gastar os quatro anos de seu mandato cooptando parlamentares para controlar o Congresso, pois, como está claro, a única coisa que lhe interessa é a eleição de 2022.

LUIZ FRID

LUIZ.FRID@GLOBOMAIL.COM

SÃO PAULO

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Isso é corrupção

É necessário criminalizar o “toma lá da cá”. A perda do cargo ou mandato, a inelegibilidade do agente, o ressarcimento aos cofres públicos dos valores pagos ou recebidos são sanções necessárias para inibir a ocorrência de tais delitos.

JORGE DE JESUS LONGATO

FINANCEIRO@CESTADECOMPRAS.COM.BR

MOGI-MIRIM

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O medo fala mais alto

O interessante editorial O bom combate (24/1, A3) trouxe à baila o problema que hoje aflige as oposições: aprovar ou não projetos que, embora sejam bons para o futuro do Brasil, podem reforçar o esforço de Jair Bolsonaro de ficar ao menos mais seis anos neste desgoverno. Corretamente, conclui que ela deve, sim, apoiar tudo o que, apesar deste desgoverno, seja bom para o Brasil. Até o PT, na palavra do seu líder no Senado, confirmou essa disposição. Mas... Nas próximas eleições para a presidência das duas Casas do Congresso o medo da Lava Jato está soando alto demais e o PT resolveu votar nos candidatos apoiados por Bolsonaro. No Senado o apoio é oficial. Na Câmara o apoio deve ser mais discreto. Esse é um bom exemplo de como interesses particulares se sobrepõem aos interesses públicos. E só nós, brasileiros, poderemos corrigir essas distorções, apoiando os políticos ainda não “infectados” de todas as maneiras legais, em especial com os nossos votos.

LUIZ RIBEIRO PINTO

BRASILCAT@UOL.COM.BR

RIBEIRÃO PRETO

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Estado de Direito

Lulopetismo e bolsonarismo, o que mais precisamos para atingir um patamar em que o protagonismo político não supere o Estado de Direito?

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

FRANSIDOTI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


DOIS ANOS DA TRAGÉDIA DE BRUMADINHO

Os dois anos da ruptura da barragem em Brumadinho não passaram despercebidos pelo Estadão. Em 2020, houve a elaboração da Lei 14.066, que introduziu alterações na lei de 2010 sobre a segurança de barragens. Aponta-se como fundamento da política de segurança “a informação e o estímulo à participação direta ou indireta da população nas ações preventivas e emergenciais”. Contudo, é preciso maior clareza na legislação para que a transparência seja concretizada, quando forem realizadas as inspeções de segurança, pois as inspeções regulares serão efetuadas “pela própria equipe de segurança da barragem”.

Paulo Affonso Leme Machado paulo.leme.machado@uol.com.br

São Paulo

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MAIS DESTRUIÇÃO?

Reportagem de 24/1 no Estadão informou que a Vale vai concentrar a sua expansão na Região Norte, mais especificamente na Serra de Carajás, cujos rios desembocam de alguma maneira do Rio Tocantins. Procurando amenizar o projeto de intensificar a mineração na Amazônia, por si só um absurdo, alega que a maior pureza do minério naquela região vai ajudar as siderúrgicas da China a diminuir a emissão de carbono. Seria piada, se não fosse o cúmulo do cinismo. Essa publicação, à véspera do segundo aniversário da hecatombe de Brumadinho, demonstra mais uma vez com que insensibilidade a companhia trata as desgraças que provocou. Quem visualizar como ficaram as paisagens, tanto em Brumadinho como em Mariana, esta pela Samarco, sua subsidiária, ambas ao ar livre, pode ter uma ideia do que poderá ocorrer na Amazônia, em escala muito maior. Em decorrência dos dois anos da tragédia de Brumadinho, os órgãos de informação do País publicaram reportagens e entrevistas das vítimas desta trágica empresa. Não dá para ficar indiferente ante tanta desgraça, e injustiça, além das consequências que restarão para sempre. A constatação é de que a empresa continua empurrando de barriga as indenizações pela hecatombe que cometeu naquela região. Somente com o atual governo federal esta empresa poderia obter licença para repetir em Carajás o que fez em Minas Gerais. Pelo seu histórico, a Vale poderá, sim, causar mais destruição ambiental, agora na Floresta Amazônica – aquela que é a maior arma da nossa civilização contra o aquecimento global. Um governo honesto e medianamente inteligente jamais consentiria tal disparate, ainda mais com a empresa que já destruiu dois biomas importantes em Minas Gerais.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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FRITANDO PAZUELLO

Jair Bolsonaro é ruim para muita coisa, mas pôr a culpa nos outros é sua especialidade. Assim, mandou o procurador-geral da República, Augusto Aras, pedir abertura de inquérito contra o ministro da Saúde para começar a fritá-lo e esperar a eleição nas presidências da Câmara e do Senado. Quando ele souber a quem tem de agradar e entregar vários ministérios, já poderá demitir “o único culpado da falta de vacinas”, que é Pazzuelo, que obedeceu religiosamente às ordens do presidente e que levará a culpa. Este é o homem que elegemos para não ter o retorno do PT ao poder, mas que cada vez mais queremos vê-lo pelas costas.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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MINISTRO OBEDIENTE

Após a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedir abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o polêmico ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, pela atitude omissiva em relação à asfixia da população de Manaus pela falta de oxigênio nos hospitais públicos, o obediente general viajou para a capital do Estado do Amazonas sem data para voltar. Como não fará falta alguma em Brasília, será melhor mesmo que fique por lá confinado por tempo indeterminado.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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EM MANAUS

Que Pazuello fique por lá. Ninguém sentirá falta dele em Brasília.

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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VENCIMENTO

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que fica no Amazonas “enquanto for necessário”. Presume-se que é até a reforma ministerial do presidente Bolsonaro.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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MINISTÉRIO DA SAÚDE

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, aquele que é especialista em logística, devia pedir demissão do cargo e pedir desculpas aos brasileiros pela sua incompetência. Aliás, quando usar a farda de general, ao invés de estrelas no ombro, deveria substituí-las por cruzes.

Pedro Luiz Leopardi leopardi73@gmail.com

São Paulo

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BOI DE PIRANHA

O procurador apontou o dedo da suspeição para o ministro. Deve ter se esquecido do “um manda e o outro obedece”. O que não isenta em nada o ministro, mas não deixa nenhuma dúvida sobre a responsabilidade maior do mandante...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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CRIMES!

Quem cometeu crime de responsabilidade foi só o ministro Pazuello? Mas Pazuello já disse que é simples assim: um manda e o outro obedece!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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PLANO DE EMERGÊNCIA

As críticas públicas da gestão Bolsonaro dirigidas à proposta da Pfizer para vender vacinas ao Brasil, neste momento de escassez do produto, não deixam nenhuma dúvida de que, fora das hostes bolsonaristas de beneficiados ou fanáticos, não existe saída para esta implacável crise que não contemple um plano de emergência, conhecido como plano B. A saída passa, incondicionalmente, pela mobilização da sociedade, através de um consórcio dos Estados e empresários, para que assumam um movimento nacional com a incumbência de conseguir vacinas para mais de 150 milhões da população, o mais rápido que for possível – desafio que, definitivamente, o governo Bolsonaro jamais assumirá, por não desejar e por absoluta incompetência.

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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CARTA AO PRESIDENTE

Presidente, não faça chacota! A grandeza e o caráter de um presidente não estão nas palavras enunciadas perante seguidores, de forma grosseira e leviana. Estão nas ações e atitudes necessárias perante as adversidades que o momento exige. Não foram tomadas as providências cabíveis no início da pandemia, e agora estamos sem vacinas e leitos disponíveis para os atingidos pela covid-19. Não adianta culpar os laboratórios e se isentar de responsabilidade. Sua culpa ficará eternamente nos anais da história do nosso país. Respeite e faça jus aos seus votos recebidos pelos eleitores brasileiros, esperançosos de que o Brasil iria mudar. Mesmo com 83 anos, jamais deixei de votar, apesar de estar isento dessa obrigação já por l3 anos. Hoje, porém, decepcionado, acabei de jogar meu título de eleitor na latrina.

João Ernesto Varallo jevarallo@hotmail.com

São Paulo

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ESTELIONATO

A relação do presidente Bolsonaro com a vacina Coronavac, do Butantan, é a mesma da de um oportunista com a possibilidade do cometimento de um estelionato. Uma vez dado certo o seu estelionato eleitoral, por que não cometer o estelionato da vacina? E a população brasileira, que em grande parte não se atualiza das ocorrências dos bastidores da política, talvez nem perceba que o presidente do País pouco se importa com ela, mas apenas com os seus acólitos, com os seus cargos públicos e com as suas vantagens à moda do Gérson, levando vantagem em tudo.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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POSIÇÃO PRÉ-CIENTÍFICA

A partir das eleições que puseram Bolsonaro no poder, ficou “moderninho” exarar posições pré-científicas. Nada contra essa orientação. Acredito, entretanto, que este tipo de imbecil não deveria receber cuidados em hospitais, nem ser aceito pelo SUS. Temos direito de cobrar deles coerência.

Marize Carvalho Vilela marizecarvalhovilela@gmail.com

São Paulo

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O FANTASMA DE BOLSONARO

Por mais que o Messias por correspondência mereça o absoluto desprezo dos homens de bem, não há como deixar de registrar as parlapatices do chefe da Nação. Portanto, vamos a elas. Desprezava a debochava da vacina Coronavac. Jogava toda sua colossal ira contra as providências do governador João Doria. Sabotava e ainda sabota, na Anvisa (antro de sabujos), todas as solicitações de Doria através do Instituto Butantan. Decidiu, de vez, politizar a vacinação. Atrasando tudo. Preferindo adotar postura de omisso e insensível. A população sofre, se angustia, à espera de quantidade suficiente de vacinas para imunizar, pelo menos, 75% da população, pelos cálculos dos especialistas. O Brasil está nas mãos de incompetentes. Nada anda. Nada avança. O ministro da Saúde, coitado, é um subalterno pernóstico. Trata repórteres como se fossem recrutas do Exército. O povo que se lasque. Morram todos, parecem torcer Bolsonaro e áulicos. Por ora já morreram mais de 217 mil brasileiros. Desde o início da pandemia, lá se vai um ano, Bolsonaro passou a ter pesadelos com João Doria. Antecipou, por conta própria e completa irresponsabilidade, o jogo político de 2022. Politizou a vacina. Botou na cabeça oca que Doria é adversário forte nas urnas. Nisso acertou. Mas precisa trabalhar pela coletividade. Tentar recuperar o tempo perdido. Tratar as pessoas com civilidade. Aceitar o contraditório. O Brasil, mesmo depois da pandemia, continuará com imensos problemas. O desemprego aumentando. A miséria humilhando milhões de famílias. Se o governo não retornar com o auxílio emergencial, o Brasil enfrentará um caos social nunca visto. O quadro será cruel. Famílias roubando mercados e catando restos de alimentos nas latas de lixo. O governador paulista saiu na frente, disparado, na maratona pela vacina. Faz excelente trabalho a favor dela. Tem, assim, com méritos, a honra histórica de vacinar a primeira cidadã no Brasil. Foi vacinada, aos olhos da mídia mundial, a enfermeira Monica Calazans, que cuida de pacientes com covid-19. Birrento, Bolsonaro não vacina ninguém. Garante que não tomará a vacina. Se acha um super-homem. Francamente, melancólico Bolsonaro. Perde boa oportunidade de mostrar desprendimento de atitudes. Pelo menos por alguns momentos. Agora, faz o diabo para eleger dois serviçais para as presidências do Senado e da Câmara. Sabe que assim conseguirá estancar os processos de impeachment contra ele. Mas até as pedras das ruas sabem que a casa está caindo.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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CONFUNDINDO ALHOS COM BUGALHOS

O nosso “iluminado” confunde crença infundada com política insana e ainda acha que o povo lhe deve reverência. O autodenominado “salvador da pátria contra o comunismo” não percebe o mal que está fazendo ao Brasil e, se não percebe, isso é justificativa suficiente para seu afastamento, pois demonstra “dissonância cognitiva” que não é admissível num presidente da República. Confunde compra de legisladores, via toma lá, dá cá, com boa política, asfixia de doentes pela covid-19 com falta de tomar cloroquina, política de relações exteriores com relações de botequim, justiça para todos com justiça só para seus rebentos. A lista de bugalhos é longa e não termina aqui. Esperando que o Congresso e o STF não troquem alhos por bugalhos também, aguardamos a extirpação desse bugalho.

Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião

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INSANIDADE

Diante de tudo o que Bolsonaro já fez durante a pandemia, pode-se certamente responsabilizá-lo e concluir que já cometeu vários crimes, inclusive de morte. Se Rodrigo Maia, que é o único que pode tentar fazer alguma coisa, nada faz, é conivente e, portanto, esses crimes podem ser também a ele imputados. Pagarão por isso algum dia?

Jasson Figueiredo Filho figueiredo.jrf@gmail.com

São Carlos

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MANIFESTAÇÃO PRÓ-IMPEACHMENT

Este país sempre terá muita dificuldade de sair do marasmo do desenvolvimento social, econômico e político. O direito de manifestação é sacramentado pela Constituição, e na sexta-feira tivemos manifestação pelo impeachment de Bolsonaro. O incrível e inadmissível é que predominantemente os manifestantes empunhavam as bandeiras do PT e do PCdoB, sendo que só podem desejar a volta do maior estado de corrupção e ladroagem que imperou no Brasil nos mandatos de Lulaladrão, devidamente condenado em três instâncias da Justiça por 11 juízes, e de Dilma Rousseff, que enterrou o País com a sua incompetência e irresponsabilidade. Nosso sistema eleitoral define que somos um país de escolhas em dois turnos, e, por mais erros e destemperos que podemos ter com o atual governo, estando do outro lado esta gangue de corruptos e ladroes define muito bem a nossa escolha. Não esqueçam o passado, o histórico dos políticos, sejam honestos e racionais nas suas escolhas, pois quem você elege fará a gestão do seu dinheiro, do seu futuro e da sua vida.

Carlos Sulzer csulzer@terra.com.br

Santos

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MOMENTO REPUBLICANO

Neste conturbado Brasil, sem governo e em meio à pandemia da covid-19, com alívio assistimos ontem, 25/1, a um raro momento republicano nesta era destruidora de Jair Bolsonaro. A convite do governador de São Paulo, João Doria, os ex-presidentes José Sarney, Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer reafirmaram apoio irrestrito à vacinação contra o coronavírus, sugerindo também que população, a fim de salvar vidas, respeite os protocolos de contenção da transmissão do vírus, como o uso de máscaras e o isolamento social. O ato nobre, infelizmente, não faz parte da índole de Jair Bolsonaro, que se nega a respeitar a ciência e nega a alta letalidade deste devastador vírus, que já infectou quase 9 milhões de brasileiros e acumula mais de 217 mil mortes no País. É bom lembrar que Doria também convidou para este ato os ex-presidentes Fernando Collor, Lula e Dilma Rousseff, mas, numa atitude também negacionista, recusaram o convite.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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OPÇÃO PELA BURRICE

Atribuído a Nelson Rodrigues: “Toda unanimidade é burra”. Hoje, estou tentado a dizer que quase toda rigidez é burra. Não entro na discussão entre fechamento vertical ou seletivo, que permeou os jornais no início da pandemia de covid-19. Mas a atitude do governo de São Paulo de fechar “verticalmente” pode ser muito cômoda para quem assina o decreto. Mas é uma tragédia para nós, paulistas, e deve ter impactos econômicos que pagaremos por muito tempo e com muito sacrifício. Fazer a coisa certa daria muito mais trabalho. E talvez não rendesse votos, quem poderia afirmá-lo? Alguns exemplos do que poderia ser feito diferente: no transporte público, as composições teriam uma lotação máxima, a partir da qual não parariam nos pontos ou estações, até fazer mais “espaço”; quanto aos restaurantes, bares, etc., fazer uma parceria com as respectivas associações para impor disciplina de distanciamento de modo efetivo, sem precisar sobrecarregar as polícias militares e guardas civis metropolitanas; shoppings, barbearias, cabeleireiros, etc., ampliariam os horários de funcionamento (em lugar de estreitá-los) de modo a melhor distribuir os fluxos de pessoas. E, não menos importante: colocar as polícias militares nas ruas dando exemplo de uso de máscara e equipamentos de proteção e exigindo o correto uso dos mesmos pelos cidadãos. É este último fator, a indisciplina da população, que nos está matando. Não se enganem.

Ricardo Julio Rodil ricardorodil46@gmail.com

São Paulo

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SÃO PAULO, 467 ANOS

São Paulo completou 467 anos, mas temos, mesmo, razão para comemorar? O centro da cidade, onde estão suas principais referências históricas, está totalmente abandonado. Muitas lojas e espaços estão fechados, não só devido à pandemia, mas pela profunda deterioração urbana. E nenhum sinal de que isso vai mudar. Ao mesmo tempo, o prefeito eleito e empossado há menos de um mês está de licença-saúde há quase dez dias. Claro que ele precisa cuidar da sua saúde, mas quem vai cuidar da saúde da cidade?

Francisco Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo

 

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