Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Aleluia!

Tremendamente alvissareira, em termos políticos e éticos, a notícia, divulgada pelo Estado (26/1, A4), de que católicos e evangélicos reforçam a pressão pelo impeachment do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro. Líderes religiosos formaram uma “Frente de Fé”, movimento para formalizar o pedido de abertura do processo de impedimento à Câmara dos Deputados, em reação à negligência de Bolsonaro no enfrentamento da pandemia da covid-19, ensejando a morte de mais de 217 mil pessoas no Brasil. A mobilização dos fiéis pela “Frente de Fé”, País afora, poderá, sim, acelerar os acontecimentos, pelo bem do Brasil.

HERBERT SÍLVIO A. PINHO HALBSGUT

H.HALBSGUT@HOTMAIL.COM

RIO CLARO

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‘Vox populi’

Água mole em pedra dura tanto bate até que... vira impeachment!

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

MMPASSONI@GMAIL.COM

JANDAIA DO SUL (PR)

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Pato pateta

A trajetória do presidente Bolsonaro lembra aquela musiquinha infantil: “O pato pateta pintou o caneco (...), tantas fez o pato que foi pra panela”.

JOSÉ FERNANDO CAPARICA

FERNANDO.CAPARICA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Alerta vermelho

Mais de 217 mil mortos advertem: Bolsonaro faz mal à saúde!

ANTÔNIO CARLOS LAURITO

ACLAURITO@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Inquérito contra Pazuello

Políticos têm opiniões que mudam a todo momento e a isso chamam “pragmatismo”. Bolsonaro não tem nada de pragmático, é mentiroso contumaz, patológico. E agora vai negar até o fim estar diretamente ligado à postura omissa do seu ministro da Saúde, o terceiro durante uma crise sanitária sem precedentes. Não me espantarei se ele inventar o “negacionismo do negacionismo”, dizendo que sempre foi a favor da vacina, do isolamento social, do uso de máscaras e que se deixou levar pelos conselhos de seu ministro da Saúde para indicar a cloroquina como solução mágica para a covid-19. Aliás, Pazuello, que será investigado agora por omissão na pandemia (isso porque obedece cegamente ao seu “rei”), deve pedir a ajuda de Bolsonaro para garantir a sua defesa – afinal, ele fez isso por Fabrício Queiroz, garantindo advogado e esconderijo em Atibaia (SP), sem custos, ao operador das rachadinhas.

VALTER MENDES JR.

MENDESJR@AASP.ORG.BR

SANTO ANDRÉ

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Esperança e resignação

Executivo negacionista, Legislativo fisiológico e Judiciário partidarizado. Tocadas por gente que as faz soar desafinadas, as instituições de há muito vêm tirando a esperança da sociedade. Nessa toada, a pandemia é o coral fúnebre que anuncia o caos antes do desastre iminente. Por aqui, a luz no fim do túnel deixa claro que ele está bloqueado para nós...

A. FERNANDES

STANDYBALL@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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O BNDES não pode ajudar?

Triste realidade: os donos de bares, lanchonetes e restaurantes que obedeceram à ordem de fechar perderam todo o estoque e estão sem dinheiro para retomar os negócios, pagar os salários dos empregados, o aluguel e os impostos. O governo bem que poderia abrir um financiamento via BNDES para ajudar esses heróis que garantem tantos empregos.

JOSÉ CARLOS COSTA

POLICAIO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Auxílio x corte de gastos

O ministro da Economia, Paulo Guedes, aceita discutir nova rodada de auxílio emergencial desde que o Congresso aprove medidas para cortar gastos. E como será feito esse corte? Uma dessas medidas seria a proposta de emenda constitucional (PEC) que não avançou em 2020 e inclui cortes de despesas com os servidores públicos? Quais servidores? Que tal começar pelos fornidos parlamentares e os nobres do Supremo Tribunal Federal, servidores de altíssimo escalão, cujas mordomias superam a nossa imaginação? Mas é um sonho acreditar que as excelências abdicariam de suas benesses. E esperar muito de certas figuras abomináveis na ganância pelo poder. Provavelmente a corda vai rebentar para o lado dos funcionários comuns, sempre os culpados... Que triste país é este?

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

APARECIDAGAZIOLLA@GMAIL.COM

SÃO CAETANO DO SUL

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Fantástica mediocridade

A fila do INSS, sob os auspícios do ministro da Economia, Paulo Guedes, conta com 1,7 milhão de contribuintes aguardando o deferimento de suas solicitações. Enfim, são aposentadorias e auxílios diversos amparados por correspondentes contribuições de empregados e empregadores ao Regime Geral da Previdência Social, ligado à iniciativa privada. Trata-se do maior programa de distribuição de renda do mundo. Na maioria dos casos, foram décadas de contribuição e, agora, é uma fila sem fim e sem atenção dos Poderes constituídos. No Congresso lulobolsonarista, querem “auxílios”. De fato, para muitos eles são necessários. Mas tomemos uma simulação em que apenas 50% dessas solicitações protocoladas façam jus ao deferimento de benefícios no valor de um salário mínimo cada. Teríamos a injeção na economia de quase R$ 1 bilhão por mês de forma perene, e não circunstancial, que dê margem à política de baixo nível. Enfim, um governo incompetente e um ministério fantasticamente medíocre.

OSWALDO COLOMBO FILHO

COLOMBOCONSULT@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Lema e dilema

Confirmado: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” e Bolsonaro abaixo de todas as expectativas.

CARLOS GASPAR

CARLOS-GASPAR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Rumo desconhecido

O Brasil está à deriva. E a maioria não tem salva-vidas.

MÁRIO GHELLERE FILHO

MARINHOGHELLERE@GMAIL.COM

MOCOCA


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


FÉ NO IMPEACHMENT

Líderes religiosos reforçam pressão por impeachment de Bolsonaro (Estado, 26/1). Talvez agora o impeachment do criminoso que ocupa o Palácio do Planalto vá adiante, em razão da movimentação e da indignação de líderes religiosos e de parte da bancada da Bíblia no Congresso. O receio é trocar um falso milagre por uma indulgência comprada, mas torçamos para que a ação prospere. Não sei como ficará o senhor Tunéscio, o representante bolsonarista que tinha fé cega em seu Messias, ao ver que aqueles que lhe indicaram o voto pelo WhatsApp dois anos atrás são os mesmos que agora tiveram uma epifania de clareza política.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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‘PEDIDOS DE IMPEACHMENT’

Apreciamos, imensamente, o bem elaborado editorial deste jornal: Pedidos de impeachment, publicado no Estadão no dia 22 do mês fluente. Com efeito, em tese, o impeachment deveria ser a última medida a ser atualmente implementada, em face da enorme expansão do vírus da covid-19, causando milhares de mortes e sofrimento.

Luiz Gonzaga Bertelli, presidente da Academia Paulista de História (APH) e diretor presidente da União dos Juristas Católicos de SP lgbertelli@uol.com.br

São Paulo

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PROTESTOS

Os protestos contra Bolsonaro neste fim de semana iniciaram um novo capítulo no processo sucessório no País!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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EM QUEDA

A mais recente pesquisa do Datafolha sobre o desgoverno Bolsonaro revelou os seguintes números: 40% o avaliam como “ruim ou péssimo”; 42% defendem a abertura de um processo por crime de responsabilidade; 50% consideram que o presidente não tem capacidade para governar; e 41% nunca confiaram na sua palavra. Com a reprovação crescente da população, angustiada em meio à pandemia e à crise econômica e política, tais números deverão recrudescer ainda mais nos próximos dois anos de mandato de Bolsonaro, podendo chegar a um ponto insustentável. Urge que sejam tomadas providências sem mais delongas. Muda, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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CORAÇÕES INDIGNADOS

O “ruído” que o vice-presidente Hamilton Mourão usa para minimizar a queda de Bolsonaro nas pesquisas de aprovação é o sentimento de indignação batendo forte nos corações da população. É o despertar da letargia dos brasileiros.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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ME DÊ MOTIVOS!

Jair Bolsonaro fornece um generoso leque de motivos para ser afastado da Presidência da República: insubordinação e planos de praticar atos de terrorismo no Exército, 30 anos contando o dinheiro da rachadinha, quando foi deputado. Na Presidência da República, Bolsonaro jogou o decoro no lixo, mas na gestão da pandemia Bolsonaro se superou: demitiu os médicos que se recusaram a cumprir suas ordens, receitou remédios sem ser médico, não comprou vacinas quando teve a oportunidade, desautorizou a compra de vacinas, não tomou qualquer providência quando foi informado da iminência de uma tragédia em Manaus. As ações criminosas de Jair Bolsonaro na pandemia extrapolam as fronteiras, este senhor será julgado por genocídio no tribunal internacional, e todos aqueles que têm poder e ainda estão discutindo se há ou não motivos para o impeachment de Bolsonaro serão julgados como cúmplices do crime de genocídio praticado por Bolsonaro contra o povo brasileiro.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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PRESIDENTE CARA-DE-PÃO

Até recentemente, os comentários do presidente Jair Cloroquina Bolsonaro sobre a vacina Coronavac eram depreciativos (“a eficácia daquela vacina em SP parece que está lá embaixo”) ou, para o desespero dos infectologistas, contra a vacinação (“se tomar vacina e virar jacaré não tenho nada a ver com isso” e “não vou tomar vacina e ponto final”). Agora, que associou a queda da sua popularidade com essas atitudes toscas, virou defensor da mesma vacina, tentando atribuir ao seu governo, e não ao governo de São Paulo, a iniciativa de contratar o referido imunizante. A máxima do John F. Kennedy descreve bem esta picaretagem: “O sucesso tem muitos pais, mas o fracasso é órfão”. E ponha fracasso nisso!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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O VERSO DO REVERSO

O presidente Jair Bolsonaro disse, em 22/1, que não havia nada comprovado cientificamente sobre a eficácia da Coronavac. Na segunda-feira, 25/1, o mesmo Bolsonaro disse que o governo federal vem tratando com seriedade todas as questões referentes ao fornecimento de insumos farmacêuticos para produção de vacinas. “Ressalta-se que o governo federal é o único interlocutor oficial com o governo chinês.” Jair Bolsonaro mentiu em 22/1 ou em 25/1? 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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NO JOGO

De repente o presidente Bolsonaro resolveu entrar no jogo diplomático positivo, embora dissimulado, para ajudar a salvar a vida dos brasileiros “maricas”.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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DANÇANDO E PISOTEANDO CONFORME A MÚSICA

O presidente Bolsonaro, após haver desprezado ofertas de fornecimento da vacina anticovid da AstraZeneca e de ter menosprezado a vacina chinesa Coronavac, vem agora, com a maior desfaçatez, militar contra o que pregava aos sete ventos e fazer a apologia de todas as vacinas contra a covid-19. Bolsonaro dança conforme as músicas que são tocadas, apesar de, primeiro, desafinar e pisar em todos os pés de todos os que dançam. Não é um presidente que preside, é um dublê que, tardiamente, contracena com os verdadeiros atores políticos que fazem realmente as coisas que importam acontecerem, e isso em todas as áreas de atuação de um governo, quer seja em meio ambiente, saúde, educação, segurança etc.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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COMPRO NÃO COMPRO

O Ministério da Saúde, com aprovação de especialistas, deu sinal verde para uma consulta de compra de 33 milhões de doses das vacinas contra o vírus covid-19 por um grupo de empresas privadas. A ação é muito bem-vinda e as avaliações não poderiam ser outra, afinal estamos na maior pandemia da nossa história; as compras representam bancar vacinas para mais de 15% da população, independentemente da cota de 50% para os funcionários do pool; e, o mais importante, não podemos esquecer que neste compro não compro do negacionista governo Bolsonaro morrem mais de mil brasileiros por dia.

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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CIGARRA OU FORMIGA

O editorial de 26/1 Sobrou para o hipnotizador fala da contratação de um hipnotizador pelo Ministério da Saúde. Totalmente desnecessário, para quem já vive num mundo de ilusão. Políticos nos fazem crer que pandemia é gripezinha, que o governo é adepto da economia liberal, quando aplica fundamentos conservadores e aqueles que iriam realizar o programa se mandam. Pior, o Centrão, aliado de última hora no Congresso, que vê e antevê lucros futuros, já determina presidente para empresa que seria privatizada. Também nos disseram que seriam contra a corrupção, que este governo não rouba. No entanto, o ícone contra a corrupção cooptado para ser integrante do governo desistiu, tantos foram os sapos que teve de engolir. Como pode ser taxada a rachadinha, e um malfeito ou um bem-feito para quem se aproveita? O governo segue também um guru, que esperneia quando vê seus diagnósticos frustrados. Segurança: só é tema de campanha, embora sempre recorrente. Faria melhor o ministro da Saúde se contratasse um músico para alegrar o ambiente fúnebre em que vivemos. Já diz o velho ditado: quem canta seus males espanta. Ilusão da letra de samba, e neste quesito somos competentes. Se pensasse bem, nomearia um sambista agora. Estamos mesmo mais para cigarra do que para formiga.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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MARKINHOS SHOW, O HIPNÓLOGO

Tão desorientadas, imprevistas e sem rumo andam as coisas lá pelos lados do Planalto que todos ficamos chocados com a indicação do messiânico Markinhos Show como a última ratio mundi para sanear todos os males que por ali correm, segundo a avaliação do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. “Todo o erro do governo estaria na comunicação” (sic). Vá lá! Então, sendo isso, o remédio miraculoso está ali na prateleira, ao alcance da mão, cujo rótulo em letras maiúsculas não deixa dúvida, diz Pazuello: Markinhos Show. Ao percorrer as qualificações do desconhecido personagem, aquela prerrogativa que sem mais delongas o entroniza no alto posto, descobre-se que, entre tantas prendas, uma se destaca: a de hipnólogo. Que remédio venha a ser este, assim tão forte e de tão fino trato, que o traz, de pronto, ao ambicionado posto governamental? Segundo Caldas Aulete, hipnólogo seria o tratadista de hipnologia, ou seja, o que trata acerca do sono e seus efeitos. Eis mais um capítulo das loucuras do governo, a de que todo o erro do governo estaria na comunicação. Será que o especialista em “sono e seus efeitos” teria o condão de despertar o governo de seu sono letárgico, e trazê-lo de volta à nossa crua realidade? Esperemos que sim.

Antonio B. Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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A REVELAÇÃO

É nos momentos críticos da história humana que se revela o caráter das pessoas. Tanto a sabedoria de alguns como a ignorância da maioria vêm à tona mostrar sua verdadeira face. Em Maricas, covardes, picaretas (Estado, 26/1, A5), Eliane Cantanhêde expõe a brutal falta de caráter humano de pessoas que deveriam dar o exemplo de comportamento na hora da tragédia. Começa no Palácio do Planalto, onde o pior exemplo vem do presidente da República, passa pelo ministros que deveriam ser especialistas em sua áreas vitais para o desenvolvimento da Nação, ecoa por parlamentares do Poder Legislativo e chega ao Judiciário, onde um desembargador faz um discurso usando os termos que dão nome à coluna de Eliane Cantanhede para se referir aos que enfrentam com seriedade e bom senso o combate à epidemia mundial. Curiosamente, usam as palavras que os definem para ofender as pessoas com o caráter e a inteligência que lhes falta. A verdadeira tragédia da história humana se revela na total ausência das características que definem um ser humano sapiens em pessoas que desgraçadamente chegam ao poder.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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IMBATÍVEL CANDIDATO AO STF

Eliane Cantanhêde informa, em Maricas, covardes, picaretas (26/1, A5), que os 29 magistrados do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ/MS) receberam em média R$ 268,2 mil em dezembro passado. Que o Dr. Carlos Eduardo Contar, ao assumir a presidência do tribunal e também o seu caráter negacionista, pediu o “fim da esquizofrenia e palhaçada midiática fúnebre”, além de cometer plágios diversos como classificar de irresponsável, covarde e picareta “o fique em casa”; os crentes na ciência e entidades de saúde “(...) como rebanho indo para o matadouro”; a pandemia como “histeria coletiva, mentira global”; “louvor ao morticínio”, condenando a “inadmissível violação de direitos e garantias individuais”, além do “combate indiscriminado e leviano a medicamentos (...)”. A profusão de ideias dá a justa medida do tipo de justiça a que estão submetidos os sul mato-grossenses e, caso seja “terrivelmente evangélico”, o nobre magistrado é candidato imbatível à próxima vaga no STF, tornando infrutífero o esmero da atuação do dr. Augusto Aras na PGR. Adicionalmente, sua Excia. deveria registrar em cartório que dispensa qualquer auxílio público, incluído o SUS, para eventual tratamento contra a covid-19, dado o montante dos emolumentos já auferidos.

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

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ARAS, O JUSTO

Ao pedir que o STF abra inquérito contra o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, Augusto Aras inovou. Ampliou um antigo ditado e “matou quatro coelhos numa cajadada só”. Mostrou que está trabalhando um pouco, provou que tem alguma preocupação com a saúde dos brasileiros, manteve mais um tempo seu poder e benefícios e, principalmente, agradou o chefe que o ajudou.

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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INCONCEBÍVEL

Desculpem o trocadilho, mas, se “contar”, ninguém vai acreditar. A coluna de Eliane Cantanhêde Maricas, covardes e picaretas (26/1, A5) trouxe triste informação de um desembargador, presidente do Tribunal de Justiça de importante Estado brasileiro,  que chamou de “covardes e picaretas de ocasião” aqueles que pregam o isolamento social como medida para reduzir o contágio pelo coronavírus. Inconcebível que pessoas com este nível de pensamento consigam alçar postos tão elevados. Certamente, o Q.I. neste caso não é o de “quociente de inteligência”, mas aquele outro de “quem indica”.

Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi Mirim

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INSANIDADE JURÍDICA

O novo presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, desembargador Carlos Eduardo Contar, espelha a acachapante estupidez de quem deveria julgar com isenção. Mais um para acompanhar a Nau dos Insensatos governamental, cujos passageiros perturbados não sabem nem se importam em saber para onde estão indo.

Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião

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INVASÃO À PRIVACIDADE

Trabalhadores da saúde e prefeitos disputam vacina (Estado, 25/1, A1 e A4), num reflexo nos Estados e municípios do péssimo governo federal. Conforme a Coluna do Estadão de 22/1 (A4), governantes do Norte e do Nordeste querem publicar dados privados, nomes e demais detalhes das pessoas vacinadas, a fim de esconder sua incompetência – e se eximir de suas responsabilidades – em fiscalizar fura-filas da vacinação. Há até aberrações em comparar a necessária transparência dos salários públicos e em alegar que, assim, dados privados podem ser publicados também! Temos mais uma comprovação de que membros dos poderes públicos se acham donos dos brasileiros, podendo se imiscuir na vida de todos a seu bel-prazer, além de considerar, em princípio, todos os cidadãos culpados de furar-fila da vacinação. Tais pretensões abusivas de invadir a privacidade e de atentar contra a segurança e os direitos individuais dos brasileiros devem ser combatidas e impedidas em todo o território nacional. Já!

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br

São Paulo

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VACINAÇÃO NO BRASIL

Na ausência da civilidade, a ação dos fura-fila. Só falta agora venda de lugares na fila para furar a fila fura-fila...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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INTOCÁVEL

O ministro Ricardo Lewandowski costumeiramente decide a favor de Lula da Silva, como no caso da Operação Spoofing, permitindo ao ex-presidente livre acesso ao material hackeado dos procuradores da Lava Jato e do ex-juiz Sergio Moro. Se Moro é suspeito de parcialidade no julgamento do “mais honesto” dos brasileiros, o que dizer do ministro Lewandowski?

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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PURA FICÇÃO

Para o STF e muitos outros crédulos, Lula – a “alma mais honesta deste país” – é o inocente mais injustamente condenado. Para eles, é pura ficção o elevador privativo de uma das coberturas, à época personalizada por dona Marisa Letícia, num edifício em Guarujá, foi apenas uma gentileza da benevolente construtora, como também a reforma no sítio em Atibaia, com pedalinhos com os nomes dos netos do presidente e uma adega climatizada com uma fortuna em vinhos especiais. Também é pura ficção a maior corrupção à face da Terra, que abalou a Petrobras, maior empresa brasileira. Tudo por causa de inveja, difamações, falsas provas e perseguição, Lula foi condenado duas vezes em duas instâncias e é réu em oito processos. Há quem diga que as nossas prisões estão cheias de inocentes e há quem acredite que muitos malfeitores estão soltos pelo STF por falta de recibos com firmas reconhecidas em cartório, sem comprovações reais das falcatruas, prevalecendo assim a presunção de inocência para justificar a soltura.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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WALLYS NACIONAIS

É bastante conhecida a série inglesa de livros ilustrados Onde está Wally?, que acabou dando origem a tiras de jornais e revistas em que, em alguma ilustração, encontra-se escondido um personagem de nome Wally, que deve ser encontrado pelos leitores. É muito divertido. Agora, inspirado nesse sucesso editorial, vou propor a busca de nossos Wallys nacionais, que não estão vestidos com uma camisa listrada em vermelho e branco, com um gorro das mesmas cores, como o personagem original. Os nossos Wallys deveriam estar vestidos com uniformes semelhantes, porém com listas brancas e pretas, próprias dos internos prisionais, mas se esconderam antes que os vestissem. Não importa, vamos procurá-los com a limitação de nossa lembrança esperando que os órgãos da mídia nos ajudem a encontrá-los. Começamos com o apedeuta de Garanhuns que, ao que tudo indica, deveria estar escondido em seu loft de São Bernardo, enquanto não há decisão final sobre sua prisão em segunda instância. Mas não é possível encontrá-lo nesse local, pois ele continua circulando por aí entre seu “Instituto” (sic) e a sede de seu partido, ou ainda na casa de sua namorada. O personagem seguinte é feminino, a Wally, difícil de achar, pois ela vive correndo atrás de vento para estocar. Seguem-se outros Wallys petistas que simplesmente “sumiram na multidão”, José “o Dirceu”, Antonio “o Palocci”, Guido “o Mantega” e Paulo “o Bernardo” (marido da Gleisi “a Hoffmann”), todos eles escondidos atrás de colunas por recomendação de seus defensores para fugir dos camburões. Mas não é só no PT que existem Wallys a procurar. E o assessor do ex-presidente flagrado fugindo com uma mala contendo R$ 500 mil? E outro assessor que se diz “dono” (sic) da fazenda de Duartina? O próprio ex-presidente está mais difícil de encontrar que o verdadeiro Wally. E os ex-governadores do Rio, Pezão, Garotinho, Witzel e o ex-prefeito Crivella? Dou um doce para quem achá-los. Temos Wallys empresários como os irmãos Batista, da JBF, os Odebrecht, pai e filho, e o outro Batista que foi casado com uma modelo que se deixou encoleirar com as iniciais dele gravadas. Seria possível continuar listando indefinidamente os Wallys tupiniquins, que são o que não falta nesta terra. Mas o Wally dos Wallys brasileiros é aquele político que escondeu R$ 50 milhões de dinheiro vivo em malas no apartamento da mãe no Nordeste. Este, além de se misturar na multidão, conseguiu fazer apagar (deletar) todas as informações e referências sobre o ocorrido na internet. Não é possível achar nada sobre o episódio no buscador do Google.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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