Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2021 | 03h00

O Brasil de Bolsonaro

Descalabro

Deputados do DEM na Bahia apoiam Arthur Lira. Cadastramento para o governo federal liberar verbas para entidades religiosas. O governo gasta R$ 15 milhões em leite condensado. Qual é o problema? Temos quase 220 mil mortos pela covid-19, e daí? Todo mundo vai morrer um dia, não é mesmo? Esse é o nosso desgoverno. Depois os parlamentares reclamam que o povo não acredita no nosso Congresso. Por que será?

VICENTE COPPOLLA

VCOPPOLLA@GMAIL.COM

SÃO CAETANO DO SUL

*

Urubuzada à espreita

Todo mundo chocado com o leite condensado? Lembrem-se de que ainda não temos o Orçamento da União de 2021 aprovado. E já vamos para fevereiro. Portanto, teremos um Orçamento feito de qualquer jeito, aprovado por amigos fisiológicos do Centrão, juntamente com despesas extraordinárias da pandemia, sem licitação. Prato cheio para a urubuzada e a roubalheira tradicional com a turminha amiga, estatal ou paraestatal, de gravata ou de fuzil. O leite condensado será pinto diante do estouro do cheque especial e da consequente “transferência de renda” que virá. Isso tudo com CPMF goela abaixo. Resumindo: danou-se.

ROBERTO YOKOTA

RKYOKOTA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Desperdício e corrupção

Está mais que na hora de as lideranças empresariais agirem de forma mais efetiva e contundente para exigir do Executivo e do Legislativo ações concretas imediatas para a reforma tributária e a administrativa. E chamar a atenção do Judiciário para a necessidade de garantir a segurança jurídica no País. Não adianta investirmos para gerar riqueza se ela se perde no desperdício administrativo e na corrupção.

ANDRÉ COUTINHO

ARCOUTI@UOL.COM.BR

CAMPINAS

*

Desindustrialização

Em campanha o então candidato Jair Bolsonaro disse em entrevista à Rádio Jornal, de Barretos, que o seu objetivo era fazer o Brasil retroagir a algo semelhante ao que era há 40, 50 anos. Ele não só vem cumprindo sua meta, como a supera em 100, 200 anos, para quando o Brasil era um país agrícola.

FRANZ JOSEF HILDINGER

FR4NZJ0S3F-H@YAHOO.COM

PRAIA GRANDE

*

Estatais, ônus perene?

Em meio a prioridades óbvias decorrentes da cruel conjuntura criada pela pandemia, devemos manter acesas atitudes perenes da Nação em prol de um Brasil mais produtivo e inclusivo. São exemplos notáveis e negativos a saída do governo de Wilson Ferreira e Salim Mattar, executivos competentes, defensores da redução das imensas ineficiências existentes no modelo anacrônico de empresas estatais, a assolar o País. Incapazes de enfrentar a massa de autoridades que precisam das benesses advindas de estatais para se reeleger e premiar apadrinhados, os dois executivos deixaram os cargos. Com sua lamentável saída, enfatizam quanto tais atrasos e privilégios significam para a manutenção da pobreza sistêmica e da má geração de renda efetiva no Brasil. O povo precisa acordar, a epidemia será derrotada nos próximos meses, mas o oportunismo e o egoísmo de alguns líderes têm raízes mais permanentes!

JOÃO CRESTANA

JBAT@TORREAR.COM.BR

SÃO PAULO

*

Gigantismo do Estado

Está mais do que evidente que o caminho para encontrar soluções para a economia do País passa urgentemente pela redução do gigantismo do Estado brasileiro. No setor elétrico não é diferente. É lamentável que neste momento em que o País mais precisa de seus talentos o governo perca um executivo da integridade técnica e moral do sr. Wilson Ferreira Júnior, que deixa a presidência da Eletrobrás. Oxalá o governo aproveite a oportunidade de uma pausa na privatização do seu sistema interligado de eletricidade e reveja o seu oneroso e ineficaz modelo “federativo”, que concentra em Brasília todas as decisões setoriais sobre tarifas, fiscalização e concessões.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

NOO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

*

Congresso Nacional

Sucessão

É impensável que a esta altura a candidata à presidência do Senado Simone Tebet (MDB) não tenha uma opinião formada sobre os pedidos de impeachment contra Jair Bolsonaro (25/1). Não há como unir forças contra a epidemia, como pretende a senadora, pois elas são antagônicas, e para isso de nada adiantará convocar o ministro da Saúde. Os erros grosseiros na condução do País se acumulam e o prejuízo será inestimável, pois não seremos tão resilientes como em outras crises.

MARIA LUCIA RUHNKE JORGE

MLUCIA.RJORGE@GMAIL.COM

PIRACICABA

*

Impeachment na gaveta

Rodrigo Maia está escrevendo a sua história. De cumplicidade com Jair Bolsonaro.

CECILIA CENTURION

CECILIACENTURION.G@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Omissão dos partidos

Ignorando a tragédia atual, que está abalando o mundo inteiro, nossos deputados federais e senadores, integrantes de partidos políticos que têm objetivos estatutários praticamente iguais e são sustentados com o nosso dinheiro, legitimam-se por meio de suas legendas como nossos representantes. No entanto, esses estatutos não têm nenhuma utilidade, por já estarem manchados por interesses ocultos, que nada têm de democráticos. E os eleitos, sabedores da nossa impotência para eventualmente removê-los do mandato, descaradamente ignoram os eventuais ideais partidários, assim como o interesse de seus eleitores, engavetando projetos vitais para o País, enquanto se empenham vigorosamente nas eleições dos presidentes das duas Casas. Melhor esclarecendo, buscando eleger aqueles que lhes trarão mais vantagens. Fidelidade partidária, programa partidário? Ora, meros detalhes estatutários das agremiações.

HONYLDO ROBERTO PEREIRA PINTO

HONYLDO@GMAIL.COM

RIBEIRÃO PRETO


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



‘FALHAMOS MISERAVELMENTE’

Paulo Guedes, esta semana em entrevista, usou a expressão “falhamos miseravelmente”, referindo-se ao caos em Manaus. É a primeira vez que um político do governo usa uma expressão tão adequada à bárbara, cruel e miserável situação em que se encontra o Brasil. Já são 14 milhões de pessoas desempregadas, a maioria passando fome, vivendo em moradias precárias, sem saneamento. Enquanto isso, o presidente Bolsonaro gasta milhões e milhões em guloseimas e comidas nocivas à saúde e típicas de gente ignorante dentro do seu palácio (uma história de terror). Sugiro duas coisas que poderiam limpar a imagem do presidente: devolver o dinheiro gasto, usando-o na saúde e na educação. Com uma dieta mais saudável, pode até ser que consiga raciocinar (?) melhor e não falhar miseravelmente, como falhou até agora. Ele, que gosta tanto de dizer que é do povo, poderia começar a se alimentar e alimentar os dependurados no palácio com uma dieta de arroz, feijão, carne e salada. Pode até ser que o cérebro desta gente comece a funcionar.

Marta Lawson lawsonmv@hotmail.com

São Paulo

*

DOCE VIDA!

Entre os gastos do governo federal em 2020 constam valores absurdos e em grande quantidade gastos com produtos supérfluos como bombons, chicletes, refrigerantes e leite condensado. E lembremos que lagosta, caviar e outras iguarias finas para o Supremo Tribunal Federal (STF) também aparecem costumeiramente nos gastos bancados com dinheiro público. Enquanto isso, morrem pessoas por falta de oxigênio nos hospitais, sem leitos de UTI e nas filas intermináveis do SUS. De fato, este não é um país sério.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

*

SUPÉRFLUO ALIMENTAR

No pandêmico e virótico annus horribilis de 2020, com cerca de 15 milhões de desempregados Brasil afora vivendo à míngua com os pratos vazios, a administração federal do desgoverno Bolsonaro teve o desplante de torrar nada menos do que R$ 15 milhões em recursos públicos na aquisição de leite condensado, R$ 2,2 milhões em chicletes, R$ 2,5 milhões em vinhos e R$ 32,7 milhões em pizzas e refrigerantes. Com efeito, o impeachment de Bolsonaro não pode ser mais adiado. Basta!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

PUDIM SANTO

Será que descobriram que o leite condensado acaba com a covid-19? Pela quantidade comprada, será uma latinha por brasileiro?

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

*

O LEITE CONDENSADO DO PRESIDENTE

Depois de ficar estarrecido com a notícia de que o Palácio do Planalto gastou cerca de R$ 15 milhões na compra de leite condensado, fiquei imaginando onde poderia ser consumida tal quantidade, e as duas hipóteses que me ocorreram foram: adoçar todos os inimigos políticos, youtubers, etc., e a outra – desculpem a ironia –, mas seria um gasto na formação de “brigadeiros” para o Exército.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

*

ARSENAL LÁCTEO-CONDENSADO

Qual o espanto, gente? A compra foi para o combate à epidemia. Embora a maioria prefira as de chocolate, Bolsonaro vai municiar o Pazuello com “bombas” de leite condensado...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

*

DOIS LONGOS ANOS

Considerando o retrospecto dos dois anos deste governo, penso: o que virá pela frente? Na página A10 da edição de ontem do Estado, uma foto de Sua Excelência, o presidente, promovendo marca de leite condensado. Nada contra, apenas entendo que deveria, por isonomia, dar o mesmo tratamento à goma de mascar. Ambos consumidos “à gorgaça” neste governo. Faltam dois longos anos. Misericórdia!

Jose Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André

*

EXPLICAÇÃO

Que venha uma explicação convincente sobre a saída do ar do Portal da Transparência dos gastos do governo, e particularmente uma explicação mais convincente ainda sobre o preço de compra de leite condensado, sob pena de o vice-presidente, general Mourão, preparar o terno da posse.

Panayotis Poulis  ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

*

UM GOVERNO QUE NOS ENVERGONHA

Acompanho a política nacional há mais de 70 anos e posso dizer, sem erro, que nenhum outro presidente do Brasil nos envergonhou tanto perante a comunidade internacional como o atual. Depois do seu procedimento contra as medidas preconizadas pelos médicos para enfrentarmos a pandemia e a sua insana troca de um ministro da Saúde competente por um general ignorante em Medicina e totalmente obediente a ele; e após a sua ridícula atitude contra a vacina chinesa, tenta agora trazer para si o bom resultado alcançado graças à iniciativa do governador de São Paulo, com o início da vacinação no Brasil. O presidente vir agora agradecer ao governo chinês e, ao mesmo tempo, enaltecer três dos seus ministros, o da Saúde, o das Relações Exteriores e a da Agricultura, esta a única que realmente colaborou, pelo sucesso da empreitada já é manifestação explícita de mau-caratismo. E quando o governador de São Paulo ironizou o procedimento, o seu ministro de Comunicações o criticou, sem citar nomes, dizendo que “tem gente que quer holofote a todo custo. É caso de psicanálise”. Ora, logo este ministro, que em toda a ocorrência da questão da vacina só apareceu quando se deslocou até São Paulo para tirar foto em frente ao contêiner vindo da Índia, junto com o das Relações Exteriores, um estúpido crítico do governo chinês, e o da Saúde, que nem soube evitar o flagelo de Manaus, apesar de ter estado na capital amazonense dias antes, quando só se preocupou em divulgar a cloroquina para combater covid-19. Fizeram mais: tornaram-se cicerones daquela carga, seguindo-a até o Rio de Janeiro, sempre tirando fotos. Essas pessoas têm a triste ilusão de que, aparecendo na foto, engrandecem o seu currículo medíocre. A isso chamo querer holofote, no caso, apesar de não fazer nada para que a vacina viesse até nós. Mas essa é uma velha prática na administração pública, quem faz acontecer, mesmo, dificilmente aparece nas fotos. O presidente e os seus ministros contribuíram para que tivéssemos muito mais mortos pelo vírus do que ocorreria com outro chefe do Executivo realmente capaz.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

*

‘GOVERNO INEXISTENTE’

São precisas as avaliações sobre o Governo inexistente (27/1, A3), mas sabia-se desde sempre que Bolsonaro seria um desgoverno, com campanha calcada na mentira e no discurso de ódio, e baseado em pauta de costumes deletéria para a sociedade e o Estado brasileiro. Não se trata de incompetência, mas, sim, de ações criminosas continuadas para destruir um país. Hoje são os ministros da Saúde e das Relações Exteriores que estão em evidência, ontem foi o do Meio Ambiente, outro dia o da Educação. Todos, sem exceção, são da pior estirpe possível e se mantêm somente pela conivência dos demais poderes e adesão ao chefe miliciano. Pelo andar da eleição para o comando do Congresso Nacional, este câncer continuará destruindo o tecido social brasileiro por muitos e letais meses.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

*

A NOIVA DE OLHO ROXO

O Brasil segue sua sina de fazer péssimas escolhas, tudo indica que Arthur Lira será o novo presidente da Câmara dos Deputados. A noiva que entra na igreja sorrindo, com o olho roxo, não poderá reclamar depois que apanha do marido.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

BÔNUS DA VITÓRIA

Não é para estranhar que o poder da caneta presidencial seja o diferencial no alinhamento do Congresso às pretensões do Executivo. Assim, faz todo sentido que ocorra no momento da eleição para a presidência das duas Casas. Como vimos em matérias anteriores, a ação pretérita dos candidatos é muito similar quando se tratou de votação de matérias pró-governo. Importante é a patota ganhar. Poucos foram os presidentes que não tiveram o Legislativo alinhado às suas pretensões. Não fosse assim, o descobrimento da corrupção petista teria no mensalão um peso e continuidade de total relevância. Não haveria a necessidade da Operação Lava Jato. Agora, o que se pretende é a volta ao novo normal. Que de novo não tem nada: Estado inchado de tão grande, CPMF salvadora da pátria, caviar, doce de leite e outros mimos para os rega-bofes comemorativos da vitória. Cortes de gastos na carne, impensáveis. Afinal, o que são os milhares de desempregados sem chance de empregabilidade e os milhões de doentes destratados por políticas de saúde estadual e municipal míopes que hoje nos acordam para a realidade? Um ônus muito inferior ao bônus que manterão.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

*

EXOTISMO

Considerados os já adentrados anos de minha vida, convenci-me de que os brasileiros, ao escolherem seus representantes, quase sempre optam pelos mais exóticos. Quando menino ainda, dizia-se que o presidente Dutra, ao ser cumprimentado pelo presidente americano com “How do you do, Dutra?”, teria respondido “Ao tru iu tru,Truman?”. Jânio Quadros, o homem da vassourinha, um ébrio assumido, renunciou ao poder em combinação com seus correligionários, aguardando ser reconduzido ao cargo com poderes absolutos, mas foi traído. João Goulart curvou-se ao parlamentarismo por dois anos, até assumir efetivamente a presidência, da qual foi afastado pela revolução de 1964, sem reagir ao golpe. José Sarney, que era vice de Tancredo Neves, falecido antes de assumir, levou o País à pior inflação até então havida. Collor de Mello, o caçador de marajás, foi deposto por improbidade denunciada pelo próprio irmão. Lula, que se autointitulava “a alma mais honesta deste país”, veio a ser o único presidente já condenado e preso por corrupção. Dilma Rousseff foi cassada após um governo catastrófico, que lançou a Nação num grande caos financeiro. E Bolsonaro, que sem nenhuma qualidade previamente conhecida valeu-se de um atentado para eleger-se, vem praticando o pior (des)governo da história do Brasil.

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo

*

FORA BOLSONARO!

Ex-militar convidado a deixar o Exército brasileiro por indisciplina e terrorismo. Doente mental que sofre de transtorno de personalidade e tem dificuldade de relacionamento e comunicação. Portador de personalidade egoísta e individualista. Homem que gosta de dinheiro, vida boa e mulher nova. Ensinou os filhos a viver à custa do Estado e praticar a rachadinha. Retirou direitos previdenciários da sociedade para dar mais dinheiro aos banqueiros apátridas. Aumentou o desemprego e a desindustrialização. Pior presidente da história da República. Nem o PSL, partido pelo qual foi eleito, o suportou. Tem de ser tirado o mais rapidamente possível da Presidência da República, para o bem do Brasil!

Francisco Anéas franciscoaneas66@gmail.com

São Paulo

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FARINHA POUCA...

A bagunça que se tornou a distribuição das poucas vacinas disponíveis no País fez virem à tona as velhas modalidades do “sabe com quem está falando?” e os “jeitinhos” imorais. Além de “autoridades” que furam a fila da vacinação exigindo sua própria vacina, junto com esposas, parentes e conhecidos, temos a inclusão de categorias profissionais no grupo prioritário por motivos políticos. E nota-se, ainda, que há médicos que jamais foram da chamada linha de frente, isto é, aqueles que estão dia a dia em contato direto com doentes atingidos pela covid-19 em UTIs e enfermarias, se vacinando descaradamente e usando os mais frágeis argumentos para justificar sua atitude. É necessário investigar seriamente tais discrepâncias, passando-se a obedecer as prioridades estabelecidas.

Heleo Pohlmann Braga heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto

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A SEGUNDA DOSE

Adequada a decisão da juíza Jaiza Maria Pinto Fraxe, da 1.ª Vara Federal de Manaus, que impede a aplicação da segunda dose da vacina contra a covid-19 naqueles que furaram a fila. Além da proibição, a sentença determina que o vacinado indevido, se insistir em receber a dose adicional, seja preso em flagrante. É uma postura que deveria estar presente em todas as localidades. Oposta ao prefeito da capital amazonense, que ameaçou proibir a postagem de fotos da vacinação nas redes sociais, o que não repararia o desvio, mas serviria para esconder os errantes, normalmente pessoas importantes que, valendo-se da carteirada e do tráfico de influência, burlaram a ordem de vacinação. Devem os governos federal, estaduais e até os municipais definir penalidades para quem burlar a vacinação. Punir tanto o vacinado quanto o vacinador que aplicar a dose em desacordo com a escala de prioridade e as orientações. O estabelecimento de grupos prioritários para tomar a vacina não é aleatório. Atende a critérios científicos que identificam os indivíduos sob maior risco de serem infectados pelo coronavírus e desenvolver a síndrome respiratória e outros males que demandam internação com entubação e podem levar à morte. Imunizar quem não corre esses riscos pode ensejar óbitos dos vulneráveis que, com a vacina, são evitáveis.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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INICIATIVA PRIVADA

A intenção da coalizão composta por aproximadamente 60 empresas privadas de comprar 33 milhões de vacinas da Oxford pode até ser inoportuna neste momento, pela possibilidade de ser interpretada como fura-fila, embora a contrapartida da destinação de 50% delas para o SUS seja muito atraente. Entretanto, na medida em que análises realistas mostram que, pelo andar da carruagem, 80% da população brasileira não conseguirá ser vacinada antes de meados de 2022, propostas provenientes da iniciativa privada visando a apressar a vacinação serão cada vez mais frequentes e precisarão ser consideradas seriamente à luz do bom senso. Não haverá como fugir disso.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

*

‘A REALIDADE DAS NOVAS CEPAS’

Em seu artigo A realidade das novas cepas, Fernando Reinach chama a atenção para um grave problema. A imunização está atrasada. A vacina tem baixa eficácia e depende da importação de insumos. Vai demorar para terminar a construção da fábrica para produção de vacinas no Brasil. A nova variante está se espalhando rapidamente pelo País. Só o uso de uma vacina de alta eficácia e que inclua a nova cepa poderá enfrentar a situação. O governo federal não está empenhado para solucionar a questão no curto prazo.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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PANDEMIA DE MULTAS

Residir próximo do sr. governador virou um inferno para os vizinhos. Como parte do efetivo de policiais militares designados para vigiar a residência do mandatário não tem o que fazer, fica multando os motoristas alegando verdadeiros absurdos. Um deles foi, no verão, multar um dos moradores vizinhos porque estaria sem o farol ligado no final da tarde, em pleno verão, com sol ainda batendo. Outro é multar os veículos que não dão sinal para virar à esquerda ou direita em frente à praça. Os policiais não observaram que há sinalização no chão de desdobramento de vias. Quem está na pista da esquerda tem de virar à esquerda e quem está na direita tem de virar à direita. É obrigatório, portanto não tem de avisar. E não é preciso avisar por ser, além de obrigatório, como não há a quem avisar por ser uma rua tranquila e sem carros atrás. Basta uma lanterna queimada para quem irá trocar, mas tem de passar por ali, ou usar o celular para localização de destinos por meio de aplicativos que, em meio a esta pandemia, vai virar multa. Não bastassem os problemas do dia a dia da pandemia, temos a pandemia de multas. É preciso avisar que tenham enorme cuidado com a Praça Claudio Abramo, sem número, Jardins – policiais militares que deveriam vigiar a residência do sr. governador estão se especializando em multar os vizinhos e cidadãos de bem que por ali passam. Enquanto redigem suas multas, com a cabeça voltada para o celular/talonário, um terrorista ou um maluco pode atacar a residência do sr. governador. Bela falha na segurança e belo exemplo da máquina de multas que virou São Paulo. Multar e não orientar é o esquema característico dos mandatários. E, já que não têm o que fazer, poderiam auxiliar na fiscalização das festas clandestinas no próprio bairro do sr. governador, o Morumbi, próximo ao palácio, e na periferia de São Paulo, que, ao contrario dos restaurantes, não seguem os sistemas de segurança e prevenção contra a covid-19.

Jose Rubens de Macedo Soares joserubens@jrmacedoadv.com.br

São Paulo

*

URNAS ELETRÔNICAS

O Exmo. ex-ministro Carlos Velloso fez um vigoroso texto em defesa da segurança de nossas urnas eletrônicas (Urnas eletrônicas, garantia de eleições limpas, 27/1, A2). Não me impressionei com a profusão de nomes que ele jorrou em seu artigo. Acredito mais nos incógnitos hackers que, em menos de duas horas, raquearam urnas eletrônicas que foram submetidas a escrutínio em recente conferência de hackers, conforme noticiou o programa Estúdio i, da Globonews.

Armando Curado curado.armando@gmail.com

Rio de Janeiro

O Brasil de Bolsonaro

Descalabro

Deputados do DEM na Bahia apoiam Arthur Lira. Cadastramento para o governo federal liberar verbas para entidades religiosas. O governo gasta R$ 15 milhões em leite condensado. Qual é o problema? Temos quase 220 mil mortos pela covid-19, e daí? Todo mundo vai morrer um dia, não é mesmo? Esse é o nosso desgoverno. Depois os parlamentares reclamam que o povo não acredita no nosso Congresso. Por que será?

VICENTE COPPOLLA

VCOPPOLLA@GMAIL.COM

SÃO CAETANO DO SUL

*

Urubuzada à espreita

Todo mundo chocado com o leite condensado? Lembrem-se de que ainda não temos o Orçamento da União de 2021 aprovado. E já vamos para fevereiro. Portanto, teremos um Orçamento feito de qualquer jeito, aprovado por amigos fisiológicos do Centrão, juntamente com despesas extraordinárias da pandemia, sem licitação. Prato cheio para a urubuzada e a roubalheira tradicional com a turminha amiga, estatal ou paraestatal, de gravata ou de fuzil. O leite condensado será pinto diante do estouro do cheque especial e da consequente “transferência de renda” que virá. Isso tudo com CPMF goela abaixo. Resumindo: danou-se.

ROBERTO YOKOTA

RKYOKOTA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Desperdício e corrupção

Está mais que na hora de as lideranças empresariais agirem de forma mais efetiva e contundente para exigir do Executivo e do Legislativo ações concretas imediatas para a reforma tributária e a administrativa. E chamar a atenção do Judiciário para a necessidade de garantir a segurança jurídica no País. Não adianta investirmos para gerar riqueza se ela se perde no desperdício administrativo e na corrupção.

ANDRÉ COUTINHO

ARCOUTI@UOL.COM.BR

CAMPINAS

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Desindustrialização

Em campanha o então candidato Jair Bolsonaro disse em entrevista à Rádio Jornal, de Barretos, que o seu objetivo era fazer o Brasil retroagir a algo semelhante ao que era há 40, 50 anos. Ele não só vem cumprindo sua meta, como a supera em 100, 200 anos, para quando o Brasil era um país agrícola.

FRANZ JOSEF HILDINGER

FR4NZJ0S3F-H@YAHOO.COM

PRAIA GRANDE

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Estatais, ônus perene?

Em meio a prioridades óbvias decorrentes da cruel conjuntura criada pela pandemia, devemos manter acesas atitudes perenes da Nação em prol de um Brasil mais produtivo e inclusivo. São exemplos notáveis e negativos a saída do governo de Wilson Ferreira e Salim Mattar, executivos competentes, defensores da redução das imensas ineficiências existentes no modelo anacrônico de empresas estatais, a assolar o País. Incapazes de enfrentar a massa de autoridades que precisam das benesses advindas de estatais para se reeleger e premiar apadrinhados, os dois executivos deixaram os cargos. Com sua lamentável saída, enfatizam quanto tais atrasos e privilégios significam para a manutenção da pobreza sistêmica e da má geração de renda efetiva no Brasil. O povo precisa acordar, a epidemia será derrotada nos próximos meses, mas o oportunismo e o egoísmo de alguns líderes têm raízes mais permanentes!

JOÃO CRESTANA

JBAT@TORREAR.COM.BR

SÃO PAULO

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Gigantismo do Estado

Está mais do que evidente que o caminho para encontrar soluções para a economia do País passa urgentemente pela redução do gigantismo do Estado brasileiro. No setor elétrico não é diferente. É lamentável que neste momento em que o País mais precisa de seus talentos o governo perca um executivo da integridade técnica e moral do sr. Wilson Ferreira Júnior, que deixa a presidência da Eletrobrás. Oxalá o governo aproveite a oportunidade de uma pausa na privatização do seu sistema interligado de eletricidade e reveja o seu oneroso e ineficaz modelo “federativo”, que concentra em Brasília todas as decisões setoriais sobre tarifas, fiscalização e concessões.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

NOO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Congresso Nacional

Sucessão

É impensável que a esta altura a candidata à presidência do Senado Simone Tebet (MDB) não tenha uma opinião formada sobre os pedidos de impeachment contra Jair Bolsonaro (25/1). Não há como unir forças contra a epidemia, como pretende a senadora, pois elas são antagônicas, e para isso de nada adiantará convocar o ministro da Saúde. Os erros grosseiros na condução do País se acumulam e o prejuízo será inestimável, pois não seremos tão resilientes como em outras crises.

MARIA LUCIA RUHNKE JORGE

MLUCIA.RJORGE@GMAIL.COM

PIRACICABA

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Impeachment na gaveta

Rodrigo Maia está escrevendo a sua história. De cumplicidade com Jair Bolsonaro.

CECILIA CENTURION

CECILIACENTURION.G@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Omissão dos partidos

Ignorando a tragédia atual, que está abalando o mundo inteiro, nossos deputados federais e senadores, integrantes de partidos políticos que têm objetivos estatutários praticamente iguais e são sustentados com o nosso dinheiro, legitimam-se por meio de suas legendas como nossos representantes. No entanto, esses estatutos não têm nenhuma utilidade, por já estarem manchados por interesses ocultos, que nada têm de democráticos. E os eleitos, sabedores da nossa impotência para eventualmente removê-los do mandato, descaradamente ignoram os eventuais ideais partidários, assim como o interesse de seus eleitores, engavetando projetos vitais para o País, enquanto se empenham vigorosamente nas eleições dos presidentes das duas Casas. Melhor esclarecendo, buscando eleger aqueles que lhes trarão mais vantagens. Fidelidade partidária, programa partidário? Ora, meros detalhes estatutários das agremiações.

HONYLDO ROBERTO PEREIRA PINTO

HONYLDO@GMAIL.COM

RIBEIRÃO PRETO


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


‘FALHAMOS MISERAVELMENTE’

Paulo Guedes, esta semana em entrevista, usou a expressão “falhamos miseravelmente”, referindo-se ao caos em Manaus. É a primeira vez que um político do governo usa uma expressão tão adequada à bárbara, cruel e miserável situação em que se encontra o Brasil. Já são 14 milhões de pessoas desempregadas, a maioria passando fome, vivendo em moradias precárias, sem saneamento. Enquanto isso, o presidente Bolsonaro gasta milhões e milhões em guloseimas e comidas nocivas à saúde e típicas de gente ignorante dentro do seu palácio (uma história de terror). Sugiro duas coisas que poderiam limpar a imagem do presidente: devolver o dinheiro gasto, usando-o na saúde e na educação. Com uma dieta mais saudável, pode até ser que consiga raciocinar (?) melhor e não falhar miseravelmente, como falhou até agora. Ele, que gosta tanto de dizer que é do povo, poderia começar a se alimentar e alimentar os dependurados no palácio com uma dieta de arroz, feijão, carne e salada. Pode até ser que o cérebro desta gente comece a funcionar.

Marta Lawson lawsonmv@hotmail.com

São Paulo

*

DOCE VIDA!

Entre os gastos do governo federal em 2020 constam valores absurdos e em grande quantidade gastos com produtos supérfluos como bombons, chicletes, refrigerantes e leite condensado. E lembremos que lagosta, caviar e outras iguarias finas para o Supremo Tribunal Federal (STF) também aparecem costumeiramente nos gastos bancados com dinheiro público. Enquanto isso, morrem pessoas por falta de oxigênio nos hospitais, sem leitos de UTI e nas filas intermináveis do SUS. De fato, este não é um país sério.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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SUPÉRFLUO ALIMENTAR

No pandêmico e virótico annus horribilis de 2020, com cerca de 15 milhões de desempregados Brasil afora vivendo à míngua com os pratos vazios, a administração federal do desgoverno Bolsonaro teve o desplante de torrar nada menos do que R$ 15 milhões em recursos públicos na aquisição de leite condensado, R$ 2,2 milhões em chicletes, R$ 2,5 milhões em vinhos e R$ 32,7 milhões em pizzas e refrigerantes. Com efeito, o impeachment de Bolsonaro não pode ser mais adiado. Basta!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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PUDIM SANTO

Será que descobriram que o leite condensado acaba com a covid-19? Pela quantidade comprada, será uma latinha por brasileiro?

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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O LEITE CONDENSADO DO PRESIDENTE

Depois de ficar estarrecido com a notícia de que o Palácio do Planalto gastou cerca de R$ 15 milhões na compra de leite condensado, fiquei imaginando onde poderia ser consumida tal quantidade, e as duas hipóteses que me ocorreram foram: adoçar todos os inimigos políticos, youtubers, etc., e a outra – desculpem a ironia –, mas seria um gasto na formação de “brigadeiros” para o Exército.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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ARSENAL LÁCTEO-CONDENSADO

Qual o espanto, gente? A compra foi para o combate à epidemia. Embora a maioria prefira as de chocolate, Bolsonaro vai municiar o Pazuello com “bombas” de leite condensado...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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DOIS LONGOS ANOS

Considerando o retrospecto dos dois anos deste governo, penso: o que virá pela frente? Na página A10 da edição de ontem do Estado, uma foto de Sua Excelência, o presidente, promovendo marca de leite condensado. Nada contra, apenas entendo que deveria, por isonomia, dar o mesmo tratamento à goma de mascar. Ambos consumidos “à gorgaça” neste governo. Faltam dois longos anos. Misericórdia!

Jose Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André

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EXPLICAÇÃO

Que venha uma explicação convincente sobre a saída do ar do Portal da Transparência dos gastos do governo, e particularmente uma explicação mais convincente ainda sobre o preço de compra de leite condensado, sob pena de o vice-presidente, general Mourão, preparar o terno da posse.

Panayotis Poulis  ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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UM GOVERNO QUE NOS ENVERGONHA

Acompanho a política nacional há mais de 70 anos e posso dizer, sem erro, que nenhum outro presidente do Brasil nos envergonhou tanto perante a comunidade internacional como o atual. Depois do seu procedimento contra as medidas preconizadas pelos médicos para enfrentarmos a pandemia e a sua insana troca de um ministro da Saúde competente por um general ignorante em Medicina e totalmente obediente a ele; e após a sua ridícula atitude contra a vacina chinesa, tenta agora trazer para si o bom resultado alcançado graças à iniciativa do governador de São Paulo, com o início da vacinação no Brasil. O presidente vir agora agradecer ao governo chinês e, ao mesmo tempo, enaltecer três dos seus ministros, o da Saúde, o das Relações Exteriores e a da Agricultura, esta a única que realmente colaborou, pelo sucesso da empreitada já é manifestação explícita de mau-caratismo. E quando o governador de São Paulo ironizou o procedimento, o seu ministro de Comunicações o criticou, sem citar nomes, dizendo que “tem gente que quer holofote a todo custo. É caso de psicanálise”. Ora, logo este ministro, que em toda a ocorrência da questão da vacina só apareceu quando se deslocou até São Paulo para tirar foto em frente ao contêiner vindo da Índia, junto com o das Relações Exteriores, um estúpido crítico do governo chinês, e o da Saúde, que nem soube evitar o flagelo de Manaus, apesar de ter estado na capital amazonense dias antes, quando só se preocupou em divulgar a cloroquina para combater covid-19. Fizeram mais: tornaram-se cicerones daquela carga, seguindo-a até o Rio de Janeiro, sempre tirando fotos. Essas pessoas têm a triste ilusão de que, aparecendo na foto, engrandecem o seu currículo medíocre. A isso chamo querer holofote, no caso, apesar de não fazer nada para que a vacina viesse até nós. Mas essa é uma velha prática na administração pública, quem faz acontecer, mesmo, dificilmente aparece nas fotos. O presidente e os seus ministros contribuíram para que tivéssemos muito mais mortos pelo vírus do que ocorreria com outro chefe do Executivo realmente capaz.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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‘GOVERNO INEXISTENTE’

São precisas as avaliações sobre o Governo inexistente (27/1, A3), mas sabia-se desde sempre que Bolsonaro seria um desgoverno, com campanha calcada na mentira e no discurso de ódio, e baseado em pauta de costumes deletéria para a sociedade e o Estado brasileiro. Não se trata de incompetência, mas, sim, de ações criminosas continuadas para destruir um país. Hoje são os ministros da Saúde e das Relações Exteriores que estão em evidência, ontem foi o do Meio Ambiente, outro dia o da Educação. Todos, sem exceção, são da pior estirpe possível e se mantêm somente pela conivência dos demais poderes e adesão ao chefe miliciano. Pelo andar da eleição para o comando do Congresso Nacional, este câncer continuará destruindo o tecido social brasileiro por muitos e letais meses.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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A NOIVA DE OLHO ROXO

O Brasil segue sua sina de fazer péssimas escolhas, tudo indica que Arthur Lira será o novo presidente da Câmara dos Deputados. A noiva que entra na igreja sorrindo, com o olho roxo, não poderá reclamar depois que apanha do marido.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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BÔNUS DA VITÓRIA

Não é para estranhar que o poder da caneta presidencial seja o diferencial no alinhamento do Congresso às pretensões do Executivo. Assim, faz todo sentido que ocorra no momento da eleição para a presidência das duas Casas. Como vimos em matérias anteriores, a ação pretérita dos candidatos é muito similar quando se tratou de votação de matérias pró-governo. Importante é a patota ganhar. Poucos foram os presidentes que não tiveram o Legislativo alinhado às suas pretensões. Não fosse assim, o descobrimento da corrupção petista teria no mensalão um peso e continuidade de total relevância. Não haveria a necessidade da Operação Lava Jato. Agora, o que se pretende é a volta ao novo normal. Que de novo não tem nada: Estado inchado de tão grande, CPMF salvadora da pátria, caviar, doce de leite e outros mimos para os rega-bofes comemorativos da vitória. Cortes de gastos na carne, impensáveis. Afinal, o que são os milhares de desempregados sem chance de empregabilidade e os milhões de doentes destratados por políticas de saúde estadual e municipal míopes que hoje nos acordam para a realidade? Um ônus muito inferior ao bônus que manterão.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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EXOTISMO

Considerados os já adentrados anos de minha vida, convenci-me de que os brasileiros, ao escolherem seus representantes, quase sempre optam pelos mais exóticos. Quando menino ainda, dizia-se que o presidente Dutra, ao ser cumprimentado pelo presidente americano com “How do you do, Dutra?”, teria respondido “Ao tru iu tru,Truman?”. Jânio Quadros, o homem da vassourinha, um ébrio assumido, renunciou ao poder em combinação com seus correligionários, aguardando ser reconduzido ao cargo com poderes absolutos, mas foi traído. João Goulart curvou-se ao parlamentarismo por dois anos, até assumir efetivamente a presidência, da qual foi afastado pela revolução de 1964, sem reagir ao golpe. José Sarney, que era vice de Tancredo Neves, falecido antes de assumir, levou o País à pior inflação até então havida. Collor de Mello, o caçador de marajás, foi deposto por improbidade denunciada pelo próprio irmão. Lula, que se autointitulava “a alma mais honesta deste país”, veio a ser o único presidente já condenado e preso por corrupção. Dilma Rousseff foi cassada após um governo catastrófico, que lançou a Nação num grande caos financeiro. E Bolsonaro, que sem nenhuma qualidade previamente conhecida valeu-se de um atentado para eleger-se, vem praticando o pior (des)governo da história do Brasil.

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo

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FORA BOLSONARO!

Ex-militar convidado a deixar o Exército brasileiro por indisciplina e terrorismo. Doente mental que sofre de transtorno de personalidade e tem dificuldade de relacionamento e comunicação. Portador de personalidade egoísta e individualista. Homem que gosta de dinheiro, vida boa e mulher nova. Ensinou os filhos a viver à custa do Estado e praticar a rachadinha. Retirou direitos previdenciários da sociedade para dar mais dinheiro aos banqueiros apátridas. Aumentou o desemprego e a desindustrialização. Pior presidente da história da República. Nem o PSL, partido pelo qual foi eleito, o suportou. Tem de ser tirado o mais rapidamente possível da Presidência da República, para o bem do Brasil!

Francisco Anéas franciscoaneas66@gmail.com

São Paulo

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FARINHA POUCA...

A bagunça que se tornou a distribuição das poucas vacinas disponíveis no País fez virem à tona as velhas modalidades do “sabe com quem está falando?” e os “jeitinhos” imorais. Além de “autoridades” que furam a fila da vacinação exigindo sua própria vacina, junto com esposas, parentes e conhecidos, temos a inclusão de categorias profissionais no grupo prioritário por motivos políticos. E nota-se, ainda, que há médicos que jamais foram da chamada linha de frente, isto é, aqueles que estão dia a dia em contato direto com doentes atingidos pela covid-19 em UTIs e enfermarias, se vacinando descaradamente e usando os mais frágeis argumentos para justificar sua atitude. É necessário investigar seriamente tais discrepâncias, passando-se a obedecer as prioridades estabelecidas.

Heleo Pohlmann Braga heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto

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A SEGUNDA DOSE

Adequada a decisão da juíza Jaiza Maria Pinto Fraxe, da 1.ª Vara Federal de Manaus, que impede a aplicação da segunda dose da vacina contra a covid-19 naqueles que furaram a fila. Além da proibição, a sentença determina que o vacinado indevido, se insistir em receber a dose adicional, seja preso em flagrante. É uma postura que deveria estar presente em todas as localidades. Oposta ao prefeito da capital amazonense, que ameaçou proibir a postagem de fotos da vacinação nas redes sociais, o que não repararia o desvio, mas serviria para esconder os errantes, normalmente pessoas importantes que, valendo-se da carteirada e do tráfico de influência, burlaram a ordem de vacinação. Devem os governos federal, estaduais e até os municipais definir penalidades para quem burlar a vacinação. Punir tanto o vacinado quanto o vacinador que aplicar a dose em desacordo com a escala de prioridade e as orientações. O estabelecimento de grupos prioritários para tomar a vacina não é aleatório. Atende a critérios científicos que identificam os indivíduos sob maior risco de serem infectados pelo coronavírus e desenvolver a síndrome respiratória e outros males que demandam internação com entubação e podem levar à morte. Imunizar quem não corre esses riscos pode ensejar óbitos dos vulneráveis que, com a vacina, são evitáveis.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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INICIATIVA PRIVADA

A intenção da coalizão composta por aproximadamente 60 empresas privadas de comprar 33 milhões de vacinas da Oxford pode até ser inoportuna neste momento, pela possibilidade de ser interpretada como fura-fila, embora a contrapartida da destinação de 50% delas para o SUS seja muito atraente. Entretanto, na medida em que análises realistas mostram que, pelo andar da carruagem, 80% da população brasileira não conseguirá ser vacinada antes de meados de 2022, propostas provenientes da iniciativa privada visando a apressar a vacinação serão cada vez mais frequentes e precisarão ser consideradas seriamente à luz do bom senso. Não haverá como fugir disso.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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‘A REALIDADE DAS NOVAS CEPAS’

Em seu artigo A realidade das novas cepas, Fernando Reinach chama a atenção para um grave problema. A imunização está atrasada. A vacina tem baixa eficácia e depende da importação de insumos. Vai demorar para terminar a construção da fábrica para produção de vacinas no Brasil. A nova variante está se espalhando rapidamente pelo País. Só o uso de uma vacina de alta eficácia e que inclua a nova cepa poderá enfrentar a situação. O governo federal não está empenhado para solucionar a questão no curto prazo.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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PANDEMIA DE MULTAS

Residir próximo do sr. governador virou um inferno para os vizinhos. Como parte do efetivo de policiais militares designados para vigiar a residência do mandatário não tem o que fazer, fica multando os motoristas alegando verdadeiros absurdos. Um deles foi, no verão, multar um dos moradores vizinhos porque estaria sem o farol ligado no final da tarde, em pleno verão, com sol ainda batendo. Outro é multar os veículos que não dão sinal para virar à esquerda ou direita em frente à praça. Os policiais não observaram que há sinalização no chão de desdobramento de vias. Quem está na pista da esquerda tem de virar à esquerda e quem está na direita tem de virar à direita. É obrigatório, portanto não tem de avisar. E não é preciso avisar por ser, além de obrigatório, como não há a quem avisar por ser uma rua tranquila e sem carros atrás. Basta uma lanterna queimada para quem irá trocar, mas tem de passar por ali, ou usar o celular para localização de destinos por meio de aplicativos que, em meio a esta pandemia, vai virar multa. Não bastassem os problemas do dia a dia da pandemia, temos a pandemia de multas. É preciso avisar que tenham enorme cuidado com a Praça Claudio Abramo, sem número, Jardins – policiais militares que deveriam vigiar a residência do sr. governador estão se especializando em multar os vizinhos e cidadãos de bem que por ali passam. Enquanto redigem suas multas, com a cabeça voltada para o celular/talonário, um terrorista ou um maluco pode atacar a residência do sr. governador. Bela falha na segurança e belo exemplo da máquina de multas que virou São Paulo. Multar e não orientar é o esquema característico dos mandatários. E, já que não têm o que fazer, poderiam auxiliar na fiscalização das festas clandestinas no próprio bairro do sr. governador, o Morumbi, próximo ao palácio, e na periferia de São Paulo, que, ao contrario dos restaurantes, não seguem os sistemas de segurança e prevenção contra a covid-19.

Jose Rubens de Macedo Soares joserubens@jrmacedoadv.com.br

São Paulo

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URNAS ELETRÔNICAS

O Exmo. ex-ministro Carlos Velloso fez um vigoroso texto em defesa da segurança de nossas urnas eletrônicas (Urnas eletrônicas, garantia de eleições limpas, 27/1, A2). Não me impressionei com a profusão de nomes que ele jorrou em seu artigo. Acredito mais nos incógnitos hackers que, em menos de duas horas, raquearam urnas eletrônicas que foram submetidas a escrutínio em recente conferência de hackers, conforme noticiou o programa Estúdio i, da Globonews.

Armando Curado curado.armando@gmail.com

Rio de Janeiro

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