Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

R$ 3 bi para parlamentares!

Em live na quinta-feira, o sr. presidente Jair Bolsonaro comentava não haver verba para continuar a alimentar o auxílio emergencial. “Onde vocês acham que vou encontrar verba?”, questionou. Para minha surpresa, abro o Estado de ontem e leio a seguinte manchete: Planalto interfere em eleição e libera R$ 3 bi a parlamentares. Isso prova que dinheiro há, é só o presidente ter vontade de direcioná-lo corretamente. Está claro que a destinação de verbas públicas é política, nada tem que ver com causas humanitárias. O povo brasileiro que espere, porque para ele não há dinheiro.

MIGUEL GROSS

MGROSS509@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Utopialândia

O dr. Paulo Guedes, ministro da Economia, dá excelente aula de economia prática: em tempos bicudos, dinheiro para bolsa-auxílio aos pobres e excluídos vai ter de tirar da educação e da segurança. Já a distribuição de dinheiro a parlamentares para garantir a vitória dos candidatos pró-governo no Congresso Nacional... Sem palavras. E vem aí o Centrão. Quem tem competência se estabelece. Seja para o bem ou para o mal.

SERGIO HOLL LARA

JRMHOLL.IDT@TERRA.COM.BR

INDAIATUBA

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Estilo & opção

Lulla queria mandar, tentou comprar o Congresso. Bolsonaro quer comandar, está loteando o Executivo...

A. FERNANDES

STAANDYBALL@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Igualzinho ao PT

O presidente Bolsonaro deveria tentar se filiar ao PT. Afinal, ele continua o processo de corromper o Congresso Nacional para ter “tudo dominado”. Tudo de que pensávamos nos termos livrado nas eleições de 2018.

LUIZ FRID

LUIZ.FRID@GLOBOMAIL.COM

SÃO PAULO

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Estado sufoca a Nação

Na Constituição de 88, os políticos criaram um sistema que se mostra nocivo para a sociedade brasileira. O nosso Parlamento, o Judiciário e o Executivo consomem grande parte do que nos é tirado do bolso com impostos exagerados, e nada produzem. Os agentes políticos, grande parte deles corruptos, desviam recursos que deveriam trazer bem-estar à sociedade, que passa por dificuldades para satisfazer suas necessidades básicas. Ao comprar apoio para eleger os líderes do Parlamento e se blindar, o Executivo dá uma mostra da falência do sistema. A sociedade ruiu diante da corrupção. Não temos líderes em condições de mudar o sistema. O dilema parece sem fim. Ficamos elegendo pessoas incapazes de dar dignidade à Nação, buscamos mudanças e caímos na mesmice. Uma radical reforma política, com diminuição dos cargos políticos e dos gastos públicos, seria o início de uma mudança. Porém eles não querem, por motivos óbvios. Brasil acima de tudo? Só com bem-estar social!

EDMAR AUGUSTO MONTEIRO

EAMONTEIROEA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Presidencialismo de cooptação

Quase 30 anos como parlamentar, tido como folclórico, comédia. Tragédia em menos de dois anos como presidente. A mesma pessoa, as mesmas ideias. A diferença de poder dos cargos fez toda a diferença. Bolsonaro comprovou, como ninguém, os perigos do nosso presidencialismo. Resta-nos entender a lição. Enfim, algo a agradecer-lhe.

VENTURA ALLAN MORENILLA

VENTURA.MORENILLA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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A quem interessa?

Muito me espanta ver um banqueiro dizer que não é hora de impeachment de Bolsonaro. Quando será, então? Quando atingirmos o nível da Venezuela? Com as milícias bem armadas, as Forças Armadas apoiando um “coronelzinho”, a economia destruída, a saúde acabada, a educação em frangalhos, nossa imagem no exterior destruída e sem meio ambiente, de forma a eliminar mais facilmente o nosso povo? A quem interessa a continuação desse governo? Os bancos estão ganhando muito? Mas não ganharam sempre? A indústria e a construção civil estão ganhando muito? Com essa economia, e cada vez pior? Cabe insistir na pergunta: a quem interessa manter uma pessoa despreparada para governar a Nação numa crise tão aguda como a que vivemos?

CRISTIANE MAGALHÃES

CRIS_MAGALHAES@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Sinuca

Agora que Bolsonaro está comprando todo mundo, caminhando para controlar o Supremo Tribunal e recheando o Executivo de militares, quem vai apear o sociopata do poder? A anunciada greve dos caminhoneiros vai estimular alguma ação ou os “maricas” vão continuar olhando o Brasil entrar em colapso?

ROBERTO HOLLNAGEL

ROLLNAGEL@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Para enfrentar o populismo

Leitura obrigatória para nossos homens públicos, artigo de Luiz Felipe D’Avila no Estado (27/1, A2) propõe três medidas para enfrentar o populismo: 1) Imprensa séria não pode agir como as redes sociais, que muitas vezes atuam como a cracolândia das informações; 2) os contrapesos constitucionais têm de agir para preservar a democracia; 3) o centro democrático precisa se organizar rapidamente. Hoje sua atuação é marcada pela absoluta ausência de ideias, propostas e liderança.

CLEO AIDAR

CLEOAIDAR@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Perdeu a chance

Rodrigo Maia (DEM-RJ), que foi personagem-chave na queda de Dilma Rousseff, segundo relato de Eduardo Cunha, perdeu a oportunidade de participar da queda de mais um irresponsável e inútil, engavetando dezenas de processos de impeachment contra o capitão cloroquina, e de se tornar presidenciável. O futuro político de Rodrigo Maia, que apostou todas as fichas em Baleia Rossi, é cair no ostracismo. Tinha tudo para ser um protagonista. Dormiu no ponto. Tchau, querido!

J. A. MULLER

JOSEALCIDESMULLER@HOTMAIL.COM

AVARÉ


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


O TRIUNFO DA CORRUPÇÃO

O relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou que a corrupção parece triunfar novamente como cupim da República. Afirmou ainda que, após 30 anos de Constituição, a democracia brasileira evidencia crise porque faltou, e ainda falta ao poder público, dar respostas aos crimes impunes. Notadamente, tais afirmações do ministro Edson Fachin só fazem apontar o próprio STF como o maior responsável por essas impunidades, haja vista ter este Supremo Tribunal, recentemente, impedido, por voto de sua maioria, a prisão de condenados após o trâmite condenatório em segunda instância de justiça. Assim, reconhece o nobre ministro, o inócuo da atuação do STF nos quesitos punibilidade e justiça, coerência e isenção política institucional, ou será que alguém, neste país chamado Brasil, ainda acredita na verdadeira justiça após o trâmite a perder de vista de sentenças e condenações?

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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RESPOSTAS

O ministro Edson Fachin, do STF, afirmou que a corrupção parece triunfar novamente, como cupim da República, e que falta ao poder público dar respostas aos crimes impunes. A punição tem de começar pelo próprio STF, que vem concedendo habeas corpus a granel. O MST já invadiu e depredou prédios públicos, inclusive o Congresso Nacional, e nada aconteceu, ao contrário dos EUA, onde a invasão do Capitólio já rendeu a prisão de inúmeros baderneiros. A ineficiência do poder público é o maior responsável pela  corrupção que grassa no País.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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CUPIM DA REPÚBLICA

Da contundente fala ao Estadão do ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF (29/1, A10), cabe destacar: “Se após 30 anos de Constituição a democracia evidencia crise, é porque faltou (e ainda falta) ao poder público dar respostas aos crimes impunes (...) É possível (e necessário) apurar e (quando couber) punir a corrupção. A corrupção parece triunfar novamente como cupim da República brasileira (...) A democracia não tem lugar para os que dela abusam.” A esta altura dos acontecimentos, suas palavras não poderiam soar mais oportunas. Punição já. Basta de corrupção!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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MINISTROS SUPREMOS

Sem dúvida a avaliação só poderia sair do cupinzeiro STF, que, quando se trata de julgar ações que punem seus pares, os ministros se recolhem à taberna, bebem seus néctares DOCC, comem suas lagostas, esperam a ventania passar e saem para despejar bobagem como esta. Basta definirem a prisão após condenação em segunda instância e acabar com o foro privilegiado e agradecemos.

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão

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ROMPER COM A POLITICALHA

O ministro Fachin, na quinta-feira (29/1), declarou que a corrupção parece triunfar novamente como um cupim da República. Ele disse isso porque é mais que importante para a politicalha matar a Operação Lava Jato, a começar por desacreditar o ex-juiz Sergio Moro, como estão fazendo.  Ministro Fachin, olhe para os pares à sua volta e, na hora da decisão entre a corrupção que assola o País e a justiça, cobre ou até mesmo implore deles o compromisso que eles têm com o povo brasileiro e com o STF, que está desacreditado porque parece mais ser propriedade de Lula, Bolsonaro e da tralha que os acompanha! Julguem como homens justos, e não como anões, paus-mandados da politicalha que não deixa este país sair do Terceiro Mundo.

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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CADA CABEÇA UMA SENTENÇA

Se Nunes Marques, indicado por Bolsonaro, pode selar o destino de Lula no STF, os indicados por Lula, em outras decisões, também selaram o destino do ex-presidente; cabem aos ministros as decisões.

Paulo Tarso J. Santos ptjsantos@yahoo.com.br

São Paulo

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FACHIN E OS CUPINS

Talvez seja necessário acelerar as decisões na esfera da Justiça, e isso poderia ser resolvido com (1) menos verborragia e demonstrações de pseudointelectualidade; (2) o fim das protelações; (3) a perda do medo de condenar corruptos e corruptores (caridade não se casa com Estado); (4) Justiça não admite ideologias; (5) falar menos e só através de atos; e (6) ver aquilo que até os cidadãos comuns enxergam. Justiça e Poder Executivo: por que impedir a volta às aulas, se isso é decisão bastante ponderada pelo governo? A Justiça sempre sabe mais de todos e sabe tudo? Sugestão: estamos em meio a muitas pandemias. É hora de unir esforços, e não de dispersar!

Orlando Puppin orpupp@globo.com

São Paulo

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MANCHETES

Em meio às manchetes do Estado de ontem há três que merecem atenção especial. Duas igualmente importantes devem ser sempre lembradas, enquanto uma, também importante, necessita de uma leve correção. A primeira: “Corrupção triunfa como cupim”, do ministro do STF Edson Fachin (o uso do poder publico, capitaneado pelo presidente, corre solto como nunca foi); a segunda figura nas Notas & Informações: O julgamento da História não basta (embora a justiça possa tardar, ela alcançará os culpados, mesmo que políticos); a terceira é a entrevista em que o sr. Trabuco considera que o impeachment não é a resposta mais adequada para o momento. Faltou acrescentar que, sem impeachment, todas as outras respostas dificilmente poderão ser levadas a cabo. 

Luiz Ribeiro Pinto brasilcat@uol.com.br

Ribeirão Preto

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AINDA HÁ TEMPO

O presidente do Conselho de Administração do Banco Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, afirmou que o impeachment do presidente Jair Bolsonaro não é a resposta “mais adequada” para o País superar o momento desafiador que enfrenta. A prioridade deve ser, segundo ele, a imunização em massa e a retomada da economia. Corretíssimo. Enquanto isso, nenhum dos candidatos à presidência tanto da Câmara como do Senado está lá muito entusiasmado quanto à possibilidade de abertura de processo de impeachment por não haver ambiente político para tanto. Corretíssimo também. Portanto, se o presidente Bolsonaro ainda almeja escapar de um impedimento, está na hora de cessar de vociferar patacoadas e parar de atrapalhar, o que ajudaria muito e seria igualmente corretíssimo. Há tempo ainda.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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CONSELHO PARA O GENERAL

Acompanhei, com meu costumeiro nojo, o desenrolar de mais uma briguinha entre os integrantes deste famigerado governo que a desatenção dos eleitores impôs ao País nas eleições de 2018. E constatei sem surpresa que a repetição do enredo não traz aprendizado nenhum aos contendores. Parecem achar que tudo o que perpetram de mal, diariamente, não lhes trará consequências desagradáveis, que o País não lhes cobrará por seus atos e que nenhuma responsabilidade lhes recairá sobre os ombros. Só que eu acho que deveriam prestar mais atenção, pois crimes vários estão sendo cometidos e é ledo engano imaginar que se apagarão sem deixar rastros, como parecem esperar. Além, é claro, da derrota eleitoral em 2022 – inevitável, no meu entender –, aguardam estes indivíduos muitos e muitos outros dissabores, não só pela atuação da Justiça, que acabará por sair do sono letárgico que a acomete, como pela atuação muito mais funesta dos seus aliados da banda podre do Legislativo, que, quando sentirem a reação da população, serão os primeiros a acender as tochas para cauterizar a podridão. E, como é de praxe, serão entusiasticamente aplaudidos pela mesma claque estúpida que hoje apoia o governo. Claque esta que, da mesma maneira bovina, ombreou com os ladravazes petistas. Dito isso, vou dar um conselho a um dos protagonistas da rusga de momento, o excelentíssimo senhor vice-presidente da República: não perca seu tempo em se defender dos ataques do seu superior, porque será inútil. Vosselência é, de sempre, um aliado ocasional que serviu aos propósitos mistificadores do PR e que não será mais necessário porque não tem mais nada a oferecer, inclusive seu passado de honra que, ao que parece, já não mais existe. Assim, se lhe resta algum prurido de patriotismo e inteligência, Vosselência tem na mão a arma que poderá lhe dar consolo e lugar de destaque na história pátria: renuncie ao cargo antes das eleições do Congresso, fazendo assim, com um golpe digno de estrategista emérito, e graças aos mais de 60 pedidos de impeachment, o próximo presidente da República. Vosselência, para o bem ou para o mal, se tornará o maior eleitor que o Brasil terá visto. E talvez assim se redima um pouco de ter apoiado o vilão que, de subalterno, se tornou seu chefe e corrosivo inimigo não declarado.

Helio Divino de Carvalho helio.sg.go@gmail.com

Aparecida de Goiânia (GO)

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NÃO VAI ACABAR BEM

Jair Bolsonaro sabe que pode ser preso a qualquer momento, bastaria uma pequena mudança no humor do Congresso e ele sofreria um impeachment fulminante. Para se manter no cargo, Bolsonaro sabe que tem de manter o sorriso nos lábios da bancada da corrupção. A promessa de um cargo no STF é o suficiente para manter o procurador-geral da República feliz. Todos sabem que o governo Bolsonaro não vai acabar bem, e muitos irão para a cadeia. Resta saber quando isso irá acontecer, e resta saber quantos brasileiros terão de perder a vida antes que este circo de horrores termine.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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TOMA LÁ, DÁ CÁ A TODO VAPOR

Percebendo a possibilidade de ser afastado do cargo, Jair Bolsonaro – após dizer que o País está quebrado – resolveu liberar cerca de R$ 3 bilhões aos congressistas para que o ajudem a eleger o condenado Arthur Lira e o senador Rodrigo Pacheco para a presidência da Câmara e do Senado, respectivamente. Afinal, ambos já se declararam contrários ao seu impeachment. Ora, não foi Bolsonaro que disse que não havia dinheiro para a manutenção do auxílio emergencial aos mais vulneráveis? Mas para a politicalha corrupta existe? É o famoso toma lá, dá cá a todo vapor!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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BLACK MONDAY

250 deputados e 35 senadores. 285 parlamentares. R$ 3 bilhões em emendas para “remendar” as “bases”. Um pouco mais de R$ 10 milhões per capita. Bolsonaro deve ter achado uma pechincha...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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ELEIÇÃO NO CONGRESSO

A dois dias da decisão nas Casas do Congresso, continua tudo como dantes no quartel de Abrantes. Ao longo da história, nada muda no Parlamento brasileiro, e desta vez não será diferente. O ar rarefeito, as paredes enegrecidas, a mesa conspurcada revelam que a corrupção está de tal forma entranhada na sociedade brasileira ali representada que jamais a luz do sol, da justiça, do amor à Pátria iluminará aquele antro dominado pelas trevas e escuridão eterna, e nem Jesus, se reaparecesse entre nós, lograria expulsar os vendilhões daquele templo conspurcado.

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo

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COVID-19 NO AMAZONAS

Sobre a tragédia que assolou o Estado do Amazonas pela covid-19, o presidente Bolsonaro afirmou que o governo está fazendo sua parte. Talvez, justamente por isso, a situação está cada dia pior.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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INQUÉRITO

Conforme noticiado pelo Estado em 29/1, a Polícia Federal abre inquérito para investigar se houve omissão de Eduardo Pazuello, ministro da Saúde, no colapso de Manaus. Na mesma edição, publicou a notícia de que, segundo o Ministério da Saúde, “Pazuello não tem voo de volta a Brasília. Ficará no Amazonas o tempo que for necessário”. Pelo andar da carruagem, acredito que será por muito tempo...

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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VERGONHA NO COMBATE À COVID-19

Lamentável a inação do nosso presidente negacionista da covid-19 e de seu inoperante ministro no que diz respeito à aquisição das vacinas para salvar a vida do nosso povo – chegamos a 9.058.000 de infectados e 221.547 brasileiros que perderam a vida pela contaminação do terrível vírus. Nos EUA, que nos últimos 30 dias, com a vacinação em curso, já reduziram em 34% as internações hospitalares, o presidente Joe Biden quer chegar a 100 milhões de americanos vacinados em 100 dias de governo. Enquanto por aqui temos o título de pior governo que lida com a pandemia, vacinamos só 1% e  estamos em 98.º lugar, contando somente com os diluentes e frascos para embalagem, sem os insumos  necessários para a vacina (IFA), que não aparecem, por falta de vontade política. Os responsáveis deveriam ser julgados por crime contra a pessoa humana, pela omissão durante a pandemia. Aguardem isso. Com tristeza pelos que perderam a vida sem poder se defender.

Jose Pedro Naisser jpnaisser@hotmail.com

Curitiba

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PÁTRIA DESALMADA BRASIL

Alguns dizem que aquele Brasil feliz, que tinha suas artes, música, arquitetura, literatura, dramaturgia, enfim, sua cultura e sua identidade miscigenada admiradas mundo afora, já não existe mais. O que restou foi este obscurantismo cinzento, este ódio ressentido e a mais desavergonhada ignorância orgulhosa tão bem caracterizada no atual presidente da República e nos seus asseclas de redes sociais. Pois prefiro acreditar que o Brasil original está apenas adormecido, mas fervendo para retomar as rédeas desta gente imprestável que nos envergonha perante a humanidade e à História. Desde que este admirador de torturadores ascendeu ao principal cargo da Nação, algum mau agouro se abateu contra nosso país. Não seria exagero comparar nossas mazelas de dimensões bíblicas àquelas sete pragas do antigo Egito. Afinal, nunca houve 220 mil mortos em tão pouco tempo levados por dois vírus, o primeiro natural, mas o segundo fruto da indigência moral e da irresponsabilidade deste desgoverno. Nossas fauna e flora amazônicas e pantaneiras ardem em chamas sob o olhar sinistro, cínico e cúmplice do ministro do Meio Ambiente. Já o outro, das Relações Exteriores, louva o fato de sermos um pária global. Haja estômago! E, a despeito de sermos o maior produtor de soja do mundo, chegamos ao cúmulo de importar o grão do nosso maior concorrente, os EUA, pagando mais caro do que vendemos a terceiros. Obra do pseudogênio da Economia, que decidiu por conta própria que era desnecessário manter estoques reguladores de produtos agrícolas. Política de segurança alimentar esta que já durava meio século. O que importava era estocar cloroquina, leite condensado e alfafa superfaturados. Não é à toa que colhemos estagflação, desemprego e fechamento de empresas em número sem precedentes e a única indústria que cresce no País atualmente são fábricas de caixões. Senhores e senhoras, ou o Brasil se levanta e remove este entulho que ocupa o Palácio do Planalto, ou veremos nosso destino cair no abismo da tristeza, da recessão e das trevas do autoritarismo, como outros países já o fizeram. Passa da hora de provar que merecemos nossa redenção e tratarmos o Brasil com o devido respeito que merece.

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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VOLTA ÀS AULAS

Não há consenso entre o governador e os prefeitos das 465 cidades do Estado em relação à abertura ou ao fechamento das escolas. A complexa situação envolve as redes pública e privada, escolas municipais e estaduais, ensinos fundamental e médio, aulas diurnas e noturnas. Diante da segunda onda da pandemia e da variante da covid-19 encontrada em Manaus, a Justiça deu uma liminar – já derrubada – que suspendia as aulas presenciais porque os professores ainda não foram vacinados. Será este outro ano perdido na educação brasileira por falta de empenho do governo federal em agilizar a vacinação no País?

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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JOÃO LARA MESQUITA

Cumprimento o jornalista João Lara Mesquita, efusivamente, em virtude da sua mui merecida eleição para a tradicional Academia Paulista de Letras (APL), passando a ocupar a cadeira de número 17, que era ocupada pelo conceituado e saudoso musicólogo, jornalista e crítico musical Zuza Homem de Mello. Auguro-lhe o pleno sucesso nas suas relevantes atividades nesse sodalício, notadamente na defesa das causas ambientais e no ingente esforço de promover a despoluição do Rio Tietê. No ensejo, envio-lhe os nossos sinceros testemunhos de imensa admiração e estima.

Luiz Gonzaga Bertelli, presidente da Academia Paulista de História (APH) e diretor presidente da União dos Juristas Católicos de São Paulo lgbertelli@uol.com.br

São Paulo

 

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