Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Patifaria

O verbo possibilitou o entendimento pessoal e entre os povos. Impulsionou a filosofia, a medicina e todas as demais ciências. Porém também sonegou a verdade e manteve muitos patifes em governos. A dissimulação semântica encobre as nossas cognições. Leitor há mais de meio século do Estado, jamais imaginaria o título de editorial de ontem: A época da patifaria (A3). Há momentos históricos tão graves que somente o pastor Alberto Caeiro pode mostrar o caminho às suas ovelhas. Para quem simulou condenar a velha política – da qual nem mesmo participou, em 27 anos apoiado no balcão das cantinas do Congresso Nacional –, agraciar parlamentares com R$ 165 bilhões para se manter no poder e se reeleger é a “nova política”. Tal qual os “novos” bandoleiros urbanos menores de 18 anos, saídos da infância e que encostam um trabuco em nosso peito.

AMADEU ROBERTO GARRIDO DE PAULA

AMADEUGARRIDOADV@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Leite condensado

O escândalo envolvendo o lamentável Jair Bolsonaro no gasto de mais de R$ 15 milhões de dinheiro público em leite condensado superfaturado é para fechar o caixão. Impressionante a que ponto chegamos de baixeza e ignomínia generalizadas, algo jamais imaginado nesse nível. Responsável pela morte gratuita e desnecessária de mais de 220 mil brasileiros na pandemia, temos um louco do mal a serviço dos interesses de uma classe predatória e parasitária que manda e desmanda no Brasil, contra o povo. Já são mais de dois anos de pesadelo, vendo o País afundar na lama e descer a ladeira. Até quando as instituições – Congresso, Supremo Tribunal, Ministério Público, Tribunal de Contas – e a própria sociedade civil se vão omitir, fingir que vivemos na normalidade democrática e o rei não está nu? Rei, não, bobo da corte. O pior governo da História do País, disparado. Ou reagimos já ou será tarde demais.

RENATO KHAIR

RENATOKHAIR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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‘Quousque tandem’?

Moleque, irresponsável, desrespeitoso, falando palavrões em seus discursos, mal-educado, grosseiro, sem personalidade (“vachina” e agora pede água), como não tem mais o Trump como bússola, vai agora de Maduro, tentando transformar o Brasil numa Venezuela de direita. E nossos ilustres e caros representantes no Congresso, o Supremo, a PGR, as Forças Armadas e, sobretudo o povo, vão deixar progredir esse descalabro? Cadê nosso sangue, nossa cultura, nossos princípios, nossa Pátria? Vamos deixar acontecer e depois chorar o leite derramado? Acorda, Supremo, já que a Câmara não toma atitude. Ou vai permitir que as Forças Armadas decidam o nosso destino?

CARLOS ICARAHY GONÇALVES

ICARAHYRG@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Caldeirão

Bolsonaro encontrou o caderninho de receitas de Maduro e está nos cozinhando direitinho.

JOSÉ ANTÔNIO SANTOS FARINA

JOSEASFARINA@GMAIL.COM

POÇOS DE CALDAS (MG)

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O caos como método

Com medidas e discursos repletos de palavreado chulo, Bolsonaro incita seus incautos seguidores na tentativa criminosa de provocar a todo custo o caos no País para, em seguida, tomar todo o poder como salvador da Pátria. Se insistir nesse propósito e continuar impune, em breve vai conseguir.

FREDERICO FONTOURA LEINZ

FREDY1943@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Diferenças

Há homens que usam o cérebro, argumentos, e os sem-argumentos, que usam palavrões. Essa é a diferença, simples assim. E viva a imprensa livre!

TANIA TAVARES

TANIATMA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Angústia e medo

A excelente crônica de Ignácio de Loyola Brandão A noite em que Natuza chorou (29/1, H10) tocou-me fundo. Estamos angustiados. Temos medo, sim. Medo de sofrer, de saber que nossa família está sofrendo, de ver nosso país se esvaindo em sofrimento e tristeza, vidas humanas que se vão. Já passou da hora de fazermos alguma coisa. Temos de reagir!

SANDRA BORDALLO

SDB2006@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Congresso Nacional

À venda

A infâmia repete-se no Congresso. Apesar da imensa crise econômica e sanitária em que o País está atolado, parlamentares negociam seu compromisso com a Nação no varejo da Câmara e do Senado, trocando-o por verbas e nomeações. Nossa classe política não perde oportunidade de demonstrar que do Planalto Central jamais sairá esperança ou decência.

JOSÉ TADEU GOBBI

TADGOBBI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Hematófago

Alguma vez algum dirigente político já teve o Centrão na mão? Engana-se, pois, o presidente da República se pensa que vai conseguir. O Centrão é igual a mosquito: chupa o sangue de qualquer um.

PAULA DE RIBAMAR E SILVA

PAULA.RIBAMAR@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Embuste

Os atuais ainda fãs do rei da rachadinha já existiam antes dele. Gente ruim, que só achou um espelho para expressar sua moral e fé de fachada, preconceitos vis, falso intelecto, renda de falcatruas, etc. Até sanarmos nossa falta de educação básica, de justiça, de democracia, continuaremos correndo atrás de impeachment contra os representantes desses embusteiros.

JOÃO BOSCO EGAS CARLUCHO

BOSCOCARLUCHO@GMAIL.COM

GARIBALDI (RS)

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Dia da decisão

Amanhã, 1.º de fevereiro, é o dia de os deputados federais decidirem se entram no salão de votação como homens, eretos, de cabeça erguida, ou como muares, arqueados, com sela e arreios, prontos para serem montados pelo governo. Que decidam olhando para o povo.

WILSON SCARPELLI

WISCAR@TERRA.COM.BR

COTIA


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


VENDILHÕES DO TEMPLO

Às vésperas da importantíssima eleição para as presidências da Câmara e do Senado, a farta distribuição às claras pelo desgoverno Bolsonaro de cerca de R$ 3 bilhões (!) para 250 deputados e 35 senadores usarem em obras em seus redutos eleitorais prova que 2 mil anos depois os vendilhões do templo mantêm a velha máxima de que “cada homem tem seu preço”. Vergonha!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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PATIFARIA

Para conquistar aliados no comando das duas Casas do Congresso Nacional, Bolsonaro, que alega não ter dinheiro para a continuidade do auxílio emergencial e que o País está quebrado, está liberando valores exorbitantes em emendas parlamentares. Fala-se em R$ 3 bilhões, R$ 16 bilhões e até em R$ 20 bilhões. O mensalão petista ressurgiu com Jair Bolsonaro. É o poder a qualquer preço!

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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A GUERRA DE BOLSONARO

Jair Bolsonaro está se preparando para uma guerra para se manter no cargo. Abduz a politicalha para defendê-lo contra o impeachment. Afinal, pela falta de decoro, pela boca suja de que só saem palavras de baixo calão e blasfêmias, pelo pouco-caso com os mais de 222 mil óbitos vítimas da pandemia, pela falta de respeito às instituições, entre outras aberrações, o presidente ainda mente, com a maior cara de pau, em suas aparições. Na verdade, Bolsonaro se prepara para a guerra que ele próprio criou – e vai perder. Durma com um barulho desse!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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SEMPRE MAIS

Em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, Bolsonaro havia admitido que poderá recriar os Ministérios do Esporte, da Cultura e da Pesca, após a eleição que vai renovar a cúpula do Congresso amanhã (Estado, 29/1). O presidente não sabe que ao Congresso não interessam ministérios “pequenos” e que almeja algo como a Saúde, o Meio Ambiente e a Justiça, por exemplo? Como diria Chacrinha, eu vim para confundir, não para explicar.

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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PEDRA SOBRE PEDRA

Do Jair Bolsonaro que em campanha eleitoral era contra a reeleição, a velha política do toma lá dá cá, a corrupção, a favor da Lava Jato, da redução de ministérios, de uma reforma estrutural do Estado com menos Brasília e mais Brasil não sobrou pedra sobre pedra. Assumido o governo, destruiu as políticas ambientais, educacionais e sanitárias do País e bloqueou todas as propostas de reformas estruturais necessárias ao desenvolvimento. Suas concepções político-sociais e competência administrativa são simplesmente lastimáveis. Suas atitudes pessoais são incivilizadas, um desrespeito ao cargo, a cidadãos e instituições. No entanto, pesquisas recentes apontam de 54% a 56% na preferência do eleitorado contra possíveis adversários, aproximadamente os mesmos 55% obtidos no 2.º turno de 2018. Somente por ignorância? Por outro lado, a troca de aproximadamente 60% em nada alterou os usos e costumes das excelências no Legislativo, como bem atesta o processo de escolha das novas mesas do Congresso. Por fim, o Judiciário se constitui, em regra, um organismo estranho à realidade pátria, em que a alta magistratura em sua bolha particular cuida mais dos seus do que dos nossos interesses. A pergunta que não cala é: que país desejamos para nós mesmos?

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

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PRÉ-LAVA JATO

A vitória de Arthur Lira (Progressistas-AL), para a presidência da Câmara, e de Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para presidência do Senado nos leva velozmente ao passado, na época pré-Lava Jato. Intolerável...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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NÃO NOS REPRESENTAM

Nada como o movimento compacto de rebanho de nossos parlamentares que, em torno das eleições para as presidências da Câmara e do Senado, demonstram cabalmente a sua preferência pelas coisas não do País e do povo, mas pelas pessoais de cada um deles que irá receber gordas benesses por seu falso interesse pela boa política. Abaixo Centrão e grupelhos correlatos, como governo e oposições, pois nenhum de vocês representa a nação brasileira.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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ELEIÇÃO NO CONGRESSO

Amanhã, 1.º de fevereiro, o Brasil toma uma importante decisão: a eleição para presidentes da Câmara e do Senado. E qual a relevância dessa eleição? Cabe ao presidente da Câmara pautar os assuntos que estão pendentes e que mudam nossa vida. Poucos brasileiros sabem quais são as decisões do Congresso que norteiam nosso destino. O Brasil, infelizmente, tem apresentado candidatos que estão longe de mudar nosso país. Basta ver que os eleitos na última eleição cujo discurso era a mudança só queriam o poder, criticam o governo, mas não partem para a ação. Por que não houve empenho dos 513 para a aprovação das reformas administrativa, tributária e política, a extinção do foro privilegiado e a aprovação da prisão após condenação em segunda instância? Porque de uma forma ou de outra essas decisões, se levadas a sério, acabam com certas mordomias e podem levar muitos à prisão. Neste momento, a conveniência, os interesses e a sobrevivência política falam mais alto. Idem no Senado. Hora da compra de apoios. Sempre foi assim. Ainda não nasceu quem mude essa prática abjeta, vil, infame e vergonhosa.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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FARSA EM BRASÍLIA

Perguntar não ofende: o Congresso Nacional precisa realmente realizar eleições, e ainda com votação “secreta”, para escolher os presidentes das suas duas Casas? O ganho dos dois candidatos do governo não é de conhecimento de todos, especialmente após a liberação de R$ 3 bilhões para 250 deputados e 35 senadores, a serem investidos em obras em seus redutos eleitorais? O fato é o seguinte: o presidente Jair Cloroquina Bolsonaro está praticando a velha e nefasta política de toma lá dá cá, ao gosto dos membros de chamado Sujão (vulgar Centrão). Poupem-nos desta farsa!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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A RAIZ DA CORRUPÇÃO

Sugiro que os presidentes da Câmara e do Senado sejam escolhidos de outra forma: um sorteio, um bingo, um jogo de futebol, pode ainda haver algum tipo de revezamento, a sessão pode ser presidida cada semana por um parlamentar diferente, pode ser presidida pelo parlamentar mais velho ou o mais novo, pelo que mais apresentou projetos relevantes, pelo mais bonito ou o que tenha melhor dicção. Qualquer coisa que se faça será melhor que o modelo que existe hoje, em que o presidente da República simplesmente compra a presidência das Casas usando bilhões de reais dos cofres públicos.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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NOVA VELHA MESA

Quem colocou os 594 legisladores no colo do presidente para que ajudassem a tirar o País dos frangalhos com 32 anos de administração do centro esquerda e os absurdos 38 ministérios, para acomodar os apadrinhados, foi o eleitor. Se ignorante politicamente ou não, vai ter de governar com o que recebeu. Se a trupe do toma lá da cá continua viva e atuante, o que fazer? Ninguém pode alegar que por dois anos ele não tentou. Foi barrado incondicionalmente por Rodrigo “Botafogo” Maia e Davi “Batoré” Alcolumbre. Sabotadores-mor da Nação.

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão

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BRASIL, OU VAI OU RACHA

Vamos torcer para que amanhã, 1.º de fevereiro, não sejam eleitos para a presidência do Senado Rogério Pacheco, e tampouco para a da Câmara o investigado Arthur Lira, candidatos apoiados e alinhados unha e carne com o inconsequente e irresponsável Jair Bolsonaro. Os dois não têm nenhum compromisso com as privatizações nem com reformas inadiáveis como a tributária e a administrativa. Vão atuar, se eleitos (cruz credo), infelizmente, ao sabor das ordens do Planalto, inspirados em projetos improdutivos e nefastos para o Brasil – até com a possiblidade de aprovação do famigerado imposto do cheque, a CMPF. Anos luz, seria melhor para o País se eleitos a senadora Simone Tebet e o deputado Baleia Rossi. Independentes, estes dois devem priorizar projetos que estimulam o equilíbrio fiscal, o crescimento econômico, a criação robusta de empregos e de benefícios aos mais necessitados. Ou seja, amanhã, dependendo dos eleitos, o Brasil vai ou racha. É hora de pressionar todos os parlamentares do Congresso. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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A SUPER SEGUNDA-FEIRA QUE PODE MUDAR O BRASIL

Independentemente de ser para a esquerda, direita ou centro, a polarização é um cancro na política brasileira. Seus praticantes enganam o povo, especialmente o eleitorado, e mistificam sobre tudo. Criam versões e, com elas, tentam manchar a imagem de adversários, governantes e desafetos em geral, buscando impedi-los no cumprimento de suas tarefas. Parlamentares contrariados em seus objetivos e ganas buscam o caos e, negando a própria representação popular, recorrem à Justiça tentando obter aquilo que não conseguem pelo diálogo, pela ação política ou votação legislativa. E o pior é que setores judiciais de diferentes níveis lhes dão guarida e, com isso, apequenam a estatura do Poder Judiciário, que, para bem servir à democracia e às instituições, deveria se cuidar melhor para manter sua condição nata de último bastião da sociedade. Amanhã, 1.º de fevereiro, veremos a escolha dos novos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado federal. É a oportunidade concreta de mudanças. Oxalá os eleitos sejam cônscios de sua importância e responsabilidades e mais lúcidos e sinceros que os cessantes. Capazes de levar o Congresso a produzir mais, deixar de travar as reformas de que o País tanto necessita e a abandonar o caricato aspecto de picadeiro circense que os polarizados têm imposto à maioria silenciosa ou acovardada. Que o Poder Legislativo, berço de onde vieram os outros poderes de República, recupere sua altivez e representatividade. Detalhes: a nefasta polarização não se dá só no nível federal. Também ocorre nos Estados e municípios. Seus impatrióticos praticantes têm de, alguma forma, ser contidos, pelo bem geral da Nação.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo           

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A COBRANÇA VIRÁ

É óbvio que a eleição dos presidentes das duas casas do Congresso Nacional é fundamental para o segundo mandato do presidente Bolsonaro. Por esse motivo o toma lá, dá cá voltou a todo vapor na nova política – de nova ela não tem nada, não é? Essa prática é atávica desde os tempos do descobrimento do Brasil. Os cargos importantes da Corte portuguesa eram negociados pelo rei com os súditos e até hoje as posições nos governos e demais instituições têm sido, em grande parte, desta forma. Vai ser difícil de nos libertarmos da velha política. O preço para eleger Arthur Lira na Câmara será muito elevado, porém pode haver um lado bom neste fato: o poder não ficará numa só mão. O povo vai cobrar do governo o necessário para sua sobrevivência digna.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Petrópolis (RJ)

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OMISSÃO

A omissão é um grande pecado e o futuro cobra-nos por ela. Aí vem o arrependimento, é tarde, não adianta lamentar. Pessoalmente, só me arrependo do que não fiz, pois, se errar fazendo, aprenderei com meus erros. Só erra quem faz. Rodrigo Maia, podemos dizer, não foi o pior dos presidentes da Câmara. Basta lembrar Severino Cavalcanti e Eduardo Cunha. Maia até teve seus momentos de acerto. Contudo, não soube aproveitar o cargo que exerce para mudar a prática política, talvez acreditando que o discurso da nova política era para valer. Não era. O Centrão ficou pouco tempo fora do poder, agora voltou com toda força destruindo as promessas de que não seriam admitidos corruptos no governo. Esse grupo político é bom de negócio e vai cobrar elevado preço, inclusive não aprovando nada que afete seus interesses, mesmo que isso seja prejudicial ao País. O governo vai experimentar o veneno. Não será surpresa, pois o presidente viveu quase três décadas no meio deste grupo. Quando se quer mudar, a coisa mais sensata é escolher os melhores, e não os piores, mesmo com algum desgaste. Os governantes não entenderam ainda que este pessoal se acovarda diante de alguém que mereça crédito e se imponha por compromisso assumido com o povo. Lembremos Itamar Franco. Escolheu pessoas sérias e, quando uma raposa política afirmou que havia corruptos no governo, ele o convidou ao palácio, chamou a imprensa e disse: esteja à vontade, governador, denuncie os corruptos, que os vou demitir. O cacique, então, desconversou, foi embora e se recolheu, vindo a ser ressuscitado por Fernando Henrique depois, para assumir a presidência do Senado. Itamar fez um bom governo, inclusive implantando o programa que enterrou a inflação, que vem dando sinais de que estará de volta em breve. Voltando a Rodrigo Maia, ele adotou uma postura de beliscar e assoprar. Num momento, agia como se integrasse a base de apoio do governo, e no momento seguinte agia como se fosse oposição. Neste vaivém foi cauteloso demais. Recebeu mais de 60 pedidos de impeachment do presidente da República e, parece, nem os leu nem processou, sob o argumento de que o momento não é propício. No fundo, não quis pôr em risco o bom momento que parecia desfrutar, na ilusão de que poderia vencer a máquina do governo, no apoio a um candidato que vem do pior que a política brasileira já produziu. Se tivesse dado andamento a algum pedido, salvaria sua biografia; não o fazendo, vai pagar um preço político muito elevado se seu candidato for derrotado. Quem sabe, não conseguindo eleger seu candidato. Não nos esqueçamos, temos no Senado Davi Alcolumbre, de estatura semelhante. Pena que ambos possam ser tidos como jovens na idade, mas gagás na prática política. E vem aí Rodrigo Pacheco. Vamos rezar.

Antônio Dilson Pereira advdilson.pereira@gmail.com

Curitiba

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ESCONDIDINHO DE VOTO À MODA DA CASA

“Presidente da CPI que investiga as fake news bolsonaristas, o senador baiano Angelo Coronel (PSD) recebeu sinal verde do Palácio do Planalto para direcionar R$ 40 milhões de recursos extras do orçamento a obras em seu reduto eleitoral” (Estado, 30/1). Qualquer semelhança com interferência na CPI e compra de voto é mera coincidência, segundo o senador. Bye, bye, CPI das Fake News, bem-vindos candidatos do Bolsonaro ao Congresso. E assim vamos!

Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião

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EFEMÉRIDE

Diz a História: no ano 453 a.C., em mês e dia que não foi possível de confirmar, verificou-se terrível batalha entre os aguerridos exércitos da Pérsia e de Creta. Segundo relatam as crônicas, venceram os cretinos, que até agora encontram-se no governo!

Mario Miguel mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí

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PASSEIO SEM COVARDIA

Bolsonaro, você quer fazer um teste de popularidade? Programe um passeio pelas principais avenidas do Rio de Janeiro, de São Paulo, Belo Horizonte ou qualquer outra capital do Brasil. Escolha qualquer dia útil, entre 12h e 13h. Você vai sentir realmente qual é a reação, o grau de satisfação, o índice de aprovação dos brasileiros após 760 dias de seu mandato. Sugiro que você esteja protegido dentro de um tanque de guerra, mais os aparatos de praxe, tais como batedores, carros blindados, etc. Mas, se você quiser mesmo provar que o povo aprova os últimos 25 meses de governo, convide Paulo Guedes, Eduardo Pazuello ou qualquer um dos seus filhos para te acompanhar neste passeio.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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MAIS UM

Bolsonarista apresenta projeto para acabar com obrigatoriedade de máscara. Bolsonaro está fazendo escola. Mais um débil mental que acha que máscara não serve para nada.

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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TSUNAMI

Com novas variantes do coronavírus, tsunami no Brasil se aproxima (Estado, 30/1). O artigo de Fernando Reinach termina pedindo para apertarmos o cinto, porque dias muitos desafiadores vêm pela frente, com as novas cepas da covid-19 avançando pelo País. No momento seguinte, só consegui ter esta reflexão: Bolsonaro, Doria, governadores, prefeitos, enfim, todos os gestores públicos, serenem os seus conflitos políticos, decretem uma trégua e trabalhem juntos pelo enfrentamento da pandemia.  Se não forem capazes disso, há sério risco de a desordem social tomar conta do País. Frágeis como estamos, as consequências disso são inimagináveis.

Francisco Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo




 

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