Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

04 de fevereiro de 2021 | 03h00

O Brasil de Bolsonaro

Nada vai melhorar

Acabou a desculpa: como Bolsonaro se queixava da falta de colaboração do Congresso, é lícito supor que agora terá força política para tocar a sua agenda (3/2, A3). Ledo engano, pois o ministro Paulo Guedes, da Economia, já deu o tom dos trabalhos. Como em 2019 assumiu um governo sem nenhum projeto para o País, demorou muito tempo para encaminhar as propostas de reformas que precisam ser feitas. As que mandou não tinham a profundidade necessária e os projetos ficaram no limbo, porque o governo não mexeu uma palha para aprová-los, preferiu ficar acusando o Congresso pela não aprovação para justificar a inoperância. Perdeu o capital político conseguido na eleição e se esvaziou. Agora jogou na eleição dos presidentes das duas Casas do Congresso e ganhou. Novamente Guedes erra, o governo conseguiu de novo capital político e não vai aproveitar, pois o ministro disse que terá um plano escalonado, ou seja, as reformas necessárias serão postergadas e não serão aprovadas. Vai perder o capital de novo e continuará procurando desculpas para a incompetência do governo. O Centrão vai deitar e rolar.

ANTÔNIO DILSON PEREIRA

ADVDILSON.PEREIRA@GMAIL.COM

CURITIBA

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Caos no horizonte

Após a leitura do editorial Acabou a desculpa e dos artigos República das bananas podres, de José Nêumanne, e Como Bolsonaro prejudica o Banco do Brasil, de Maílson da Nóbrega (3/1, A2), chego à triste conclusão de que, com o recente controle (R$) do Congresso e a futura nomeação de um “terrivelmente evangélico” para o Supremo Tribunal, estamos caminhando rápido no rumo da Venezuela.

OSWALDO CESAR CORAIN

OC-CORAIN@UOL.COM.BR

ATIBAIA

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Engrenagem

Há muitos anos assisti a uma peça de Sartre no Teatro de Arena chamada A Engrenagem. Um novo governante, cheio de ambições de realizações, acaba sendo absorvido pela “engrenagem”, cometendo os mesmos erros que seu antecessor. E nós acabamos de assistir ao início do segundo ato, desta vez na vida real, ao ver o capitão se jogar nos braços do Centrão.

FRANCISCO PEDRO PAMPADO DO CANTO

FRANCISCO@MCQUIMICA.COM.BR

SÃO PAULO

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Visão acrítica

“Temos a preocupação com a estabilidade, porque o agravamento da situação depois cai no nosso colo. É melhor prevenir do que remediar. (...) Asseguro à Nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais.” Essas foram as palavras intimidatórias, desferidas ao STF, do general Villas Boas acerca de um possível habeas corpus para o ex-presidente Lula antes das últimas eleições presidenciais. Mas de que valem, se agora temos generais articulando o “toma lá dá cá” com parlamentares de reputação duvidosa para que apoiem pautas que enfraquecem o combate à corrupção e evitam o impeachment de um presidente que nomeia um PGR desfavorável à Lava Jato, indica ministro do Supremo contrário à Lei da Ficha Limpa e é acusado de negligência na pandemia? Essas atitudes tomadas por Bolsonaro facilitam a elegibilidade do próprio Lula. Seriam os milhares de militares ocupando cargos no governo que impedem uma visão mais crítica do generalato?

JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIAS

ZAMBONELIAS@HOTMAIL.COM

MARÍLIA

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Números

Em setembro de 1993, Lula falava dos “300 picaretas” que defendiam apenas os seus próprios interesses na Câmara dos Deputados. Em fevereiro de 2021, Arthur Lira foi eleito presidente da Câmara com 302 votos e sua festinha “surpresa” teve 300 participantes. Enquanto isso, no mesmo dia, 600 brasileiros morreram de covid-19.

CARLOS GASPAR

CARLOS-GASPAR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Festa em Sucupira

Pelas fotos publicadas na mídia, a comemoração da vitória do alagoano Arthur Lira para presidente da Câmara dos Deputados ficou com ar de festa em Sucupira, principalmente aquela em que posa como coronel político rodeado de mulheres, todo pimpão. Sucupira é o microcosmo de Brasília. E Lira lembra Odorico Paraguaçu.

LAÉRCIO ZANINI

SPETTRO@UOL.COM.BR

GARÇA

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Empresas estatais

Patíbulo

A relação de salários e benefícios pagos pelas estatais a seus “funcionários” corrobora quão imorais e vergonhosos se tornaram esses covis onde produtividade é palavra desconhecida. A economia gerada se recebessem os mesmos salários e benefícios que seus equivalentes da iniciativa privada, seguramente, garantiria programas de atendimento às faixas mais carentes, tirando milhões de famílias da pobreza, sem necessidade de aumento de impostos. Funcionários públicos são a versão moderna da antiga nobreza, mancomunados com a “realeza” dos Poderes Executivo e Legislativo e que exploram o povo em benefício próprio. Não aprenderam o que a França fez com os seus nobres em 1789.

ELY WEINSTEIN

ELYW@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Capitão Tom

Um herói

Thomas Moore nasceu em 1920, no império onde o Sol nunca se punha. Na 2.ª Guerra serviu na Índia e em Burma, onde se tornou capitão. Mas sua maior vitória foi em casa, erguendo uma campanha de arrecadação de fundos para o combate à covid-19. Seu empenho rendeu mais de 30 milhões de libras em doações e ele foi condecorado por Sua Majestade Elizabeth II pelos grandes feitos para a sua nação. Terminou por sucumbir a complicações do coronavírus, perto de completar 101 anos. Descanse em paz o nobre combatente!

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

SEPASSOS@YAHOO.COM.BR

PORTO FELIZ


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


O FIM DA LAVA JATO

Hoje se apagou a luz da justiça que por um momento brilhou intensamente no Brasil e que nos trouxe tanta esperança. Os que amam a injustiça venceram. O povo que ficar em silêncio diante das injustiças e das mentiras não merece ser, não merece existir.

Lourdes Migliavacca lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

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DUPLO ESCÁRNIO

A foto da primeira página do Estadão de 3/2/2021 mereceria a manchete Duplo escárnio. Em plena pandemia, que nas últimas semanas mantém a média diária de mais de mil mortes no País, dezenas de pessoas confraternizam alegremente aglomeradas e sem máscara. Comemoram a vitória do sorridente Arthur Lira, eleito presidente da Câmara dos Deputados. Estão em outro mundo, transmitindo aos concidadãos, especialmente aos menos instruídos, a atitude negacionista diante de um vírus que se aproveita desses fatos para se multiplicar exponencialmente, além de favorecer o aparecimento de novas cepas cujos efeitos ainda não são plenamente conhecidos pela ciência. De outra parte, essa alegre manifestação comemora a eleição para a presidência da Câmara dos Deputados de um réu em duas ações no STF, além de acusações por rachadinha e violência doméstica (Ana Mendonça, O Estado de Minas Gerais). No Supremo, é réu por corrupção em inquérito da Operação Lava Jato – operação agora extinta, o que começou desde a nomeação do procurador-geral da República, Augusto Aras, pelo presidente Jair Bolsonaro. Com sarcasmo, poderíamos dizer que, ao menos no quesito “capivara” – entenda-se como folha corrida – o País evoluiu, pois antes tinha um investigado Botafogo e, agora, tem um réu por corrupção no terceiro degrau da Presidência da República.

Antonio Carlos Gomes das Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

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A FESTA DOS 300

Arthur Lira deu uma festa para 300 convidados, para comemorar sua vitória. Poucos usavam máscara. Em plena pandemia! Faz-nos pensar: será que deram um jeitinho e furaram a fila para vacinarem-se primeiro, ou são genocidas?

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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‘IMUNIDADE’

Para o povo que mora no Brasil não pode, mas em Brasília pode haver festa para 300 pessoas, desde que seja para políticos e correligionários comemorarem o resultado de eleições no Congresso. Aglomeração e condições ideais para a disseminação da covid-19 foram mostradas à exaustão durante as eleições do Legislativo. O poder que elabora leis para o povo não as cumpre – será porque gozam de “imunidade” parlamentar? Ou será que para as autoridades em Brasília vale a máxima “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”?

Pedro Luiz Bicudo plbicudo@gmail.com

Piracicaba

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A COVID NO BAILE DO CENTRÃO

Duas fotos sugestivas no Estadão, que valem por mil palavras e sintetizam a politicalha que domina o Brasil. A primeira, dia 2/2, flagra o senador rachadinha Flávio Bolsonaro passando o celular para o serviçal eleito, senador Rodrigo Pacheco, para receber as primeiras ordens do chefe Jair Bolsonaro; e a segunda foto, na primeira página da edição de ontem (3/2), exibe os colossais descaramento, deboche e irresponsabilidade de parlamentares, sem máscara, pajeando o rei da rachadinha de Alagoas, também sem máscara, Arthur Lira, no carnaval da vitória do Centrão. O vírus da covid-19 adorou o baile. Circulou e contaminou centenas de foliões. Oremos.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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SEGUINDO O EXEMPLO

Lamentável que, numa pandemia que enluta nosso país, tivemos de ver o novo presidente da Câmara, Arthur Lira, numa festa de comemoração com mais de 300 convidados – a maioria, inclusive ele, não usando máscara de proteção. Pelo visto, Lira é mesmo um seguidor ferrenho do presidente Bolsonaro. Lamentável.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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DESMASCARADA

Joice Hassemann (PSL-SP), uma antibolsonarista e defensora do uso de máscara, foi flagrada na festa da vitória do bolsonarista Arthur Lira (PP-AL) sem máscara. Nem Freud explica!

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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‘ACABOU A DESCULPA’

Jair Bolsonaro foi às compras e vai ter de pagar a fatura para garantir a aprovação de suas “pautas”. Se ainda assim não conseguir manobrar os parlamentares para agirem em seu favor, só lhe restará reclamar, como na antológica manchete do Casseta e Planeta: “Os deputados comprados vieram com defeito...”.

Flávio Madureira Padula flvpadula@gmail.com

São Paulo

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MURRO EM PONTA DE FACA

Jair Bolsonaro de bobo não tem nada. Cooptou habilmente o Centrão e emplacou um forte aliado na presidência da Câmara, afastando assim, ao menos por um bom tempo, a ameaça de impeachment. E, de quebra, ganhou um bônus: conseguiu humilhar e dividir a oposição. Diante deste cenário, só resta à opinião pública o pragmatismo de pressionar o Congresso para que sejam discutidas e aprovadas as reformas tributária e administrativa, o Executivo para que compre vacinas e o Ministério da Economia para que quebre literalmente a cabeça e prolongue o auxílio emergencial. Nada disso será fácil, mas é o que temos para hoje. Melhor isso do que dar murro em ponta de faca (leia-se: insistir na tese do impedimento).

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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MEDO!

Além de negacionista, será que atrasar a compra das vacinas pelo presidente é um meio de evitar o povo na rua contra seu governo e pedindo o seu impeachment? Melhor comprar o Congresso!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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NA CCJ

A deputada Bis Kicis na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara vai rasgar a Constituição e fazer justiça com as próprias mãos. Prega o fechamento do Congresso, o retorno de uma ditadura militar. É uma negacionista da pandemia e da democracia. O ovo da serpente da direita totalitária no ninho do Estado Democrático de Direito.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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ADIANTE. NEGÓCIOS CONCLUÍDOS

Terminadas as aquisições na Câmara dos Deputados e no Senado da República e feitas as comemorações com comes e bebes, Jair Messias Bolsonaro está devidamente armado para cumprir suas promessas de campanha. Nada a impedir, pois, que realize bem rapidamente as privatizações necessárias e prometidas e tornar realidade as reformas tributária e administrativa. Não mais pode dizer que negociou mal com o Congresso Nacional, porque o volume de verbas liberadas foi simplesmente espetacular – além do que com o Centrão e sua grande afeição não pode falhar, sob pena de ficar caracterizada a maior ingratidão política do planeta. Só resta a nós, de fora das festas, aguardar que o País deslanche com a efetivação das reformas enunciadas, mas com completo esquecimento de criação de tributos, doença incurável de Paulo Guedes, que não consegue cortar gastos e despesas da União e vive com a ideia fixa na CPMF.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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DESTRAVANDO A AGENDA

O ministro da Economia, Paulo Guedes, está apostando todas as suas fichas nos novos presidentes congressistas, pois, na verdade, ele nem mesmo conseguiu emplacar as privatizações das grandes estatais, como a Eletrobrás. Suas propostas mirabolantes para tirar o País do caos já nascem mortas. Revés após revés, já fala na volta da famigerada CPMF. Ora, os brasileiros estão à míngua e Guedes quer ressuscitar este maldoso imposto? Afinal, sem as reformas administrativa e tributária, o que Guedes entende por “destravar a agenda”?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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A CONTA

Estreitam-se os caminhos ao governo Bolsonaro, agora com total apoio na Câmara e no Senado federal, por seus presidentes recém-eleitos graças à derrama do dinheiro público transformado em adulações e comércio de votos. E, sem desculpas, agora, a inoperância do atual governo encontra o seu beco sem saídas de onde só lhe restará triunfar por atitudes governistas positivas ou, então, desaguar no precipício de vertiginosa queda. Porém, nada que se inicia mal termina bem, e os agora muito amigos, do governo e do Centrão, terão de percorrer os caminhos pedregosos dos interesses conflitantes da sociedade e dos grupos estruturados de poder e os de pressão. Boa sorte, presidente, e que a cara proteção do seu clã valha a pena da desproporção do valor dessa conta.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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302 VOTO$

O Brasil pergunta se a compra dos 302 votos de Suas Excrecências pelo governo Bolsonaro para a eleição da presidência do Congresso foi com nota fiscal ou sem? Vergonha!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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ELEIÇÃO NO CONGRESSO

Não houve racha no DEM. ACM Neto, presidente de direito, cabeça fria e feita, mirou lá longe, 2022, e levou o partido a apoiar, pragmaticamente, Arthur Lira. Rodrigo Maia, raiva pura e ambição desmedida, maior que a cadeira em que sentava, sozinho, ninguém com ele. Onde a divisão?

Roberto Maciel rovisa681@gmail.com

Salvador

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CENTRO E FILOSOFIA

Centro (Centrão) é comércio político, e não filosofia. Dir-se-ia que comércio e política se estranham. Não necessariamente. O que dizer do comércio bibliográfico, cinematográfico, cultural e outros? Se direita e esquerda têm projeções filosóficas que se desgastaram, o centro da política brasileira caminha com suas sacolas de compra e venda – seus ativos – para a falência, como vem de expressar um estranho no ninho, Fernando Henrique Cardoso. Ante as circunstâncias mais inacreditáveis que nos entornaram nos últimos tempos, uma posição de centro, alavancada em princípios (garantia de saúde, emprego e renda, por exemplo), poderia empalidecer o abominável destino mercantil da República e ganhar forças, como Ângela Merkel e Emmanuel Macron. Seu sucesso seria um jato d’água fria sobre os extremos. 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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SEM PARAQUEDAS

Na terça-feira, em entrevista ao Estado, Fernando Henrique Cardoso disse que espera que o PSDB não esteja no ciclo descendente. FHC não precisa segurar a respiração em antecipação. O PSDB não está em ciclo descendente. O PSDB está em queda livre, sem paraquedas. Entre as várias razões que levaram o PSDB a essa situação está justamente a dependência psicológica de FHC e outros caciques da velha guarda do partido com os holofotes do poder. A velha guarda do PSDB é particularmente tóxica porque é completamente desconexa com a realidade nacional. Já deixaram de ir às ruas há décadas e nunca permitiram a renovação da liderança do partido. Para piorar, o governador do Estado de São Paulo, o mais poderoso dos políticos tucanos e um oportunista certificável, está trocando o pé pelas mãos quase diariamente por puro compromisso com o erro e seu desejo de antagonizar com o presidente da República a qualquer custo. Paulistas ainda votam no PSDB por absoluta falta de opção. Votam com nariz torcido. Basta aparecer alguém de cara limpa e falando lé com cré que vai desbancar o PSDB do seu último ponto de resistência. Mas, dito tudo isso, FHC está certo em ao menos um ponto. É preciso marcar posição. É preciso antagonizar. É preciso mostrar ao País de forma clara qual o caminho a ser seguido, que é o caminho de muito suor e trabalho. Mas não conte com o PSDB, o partido dos muristas, dos sem agenda, dos sem ideias modernas e dos poetas para ser o portador dessa mensagem. Como a população já entendeu isso, o destino do PSDB não pode ser outro senão o da sua miniaturização. Vai sem paraquedas, que a dor é por menos tempo.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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O PSDB

A palavra de FHC aponta para o que está acontecendo com o PSDB, meu partido de preferência até aqui. Contudo, há muitos anos o PSDB vem aos poucos se desmanchando por falta de clareza e na forma que se apresenta à população. Cito aqui, entre outros, um fato mais recente: a indicação de candidato à eleição ao governo de São Paulo. Apesar de ter ganhado esta eleição, houve um racha gritante dentro do partido e, pior, foi exteriorizado. Agora, temos um governador cuja equipe apostou “no cavalo ganhador”, sem dúvida uma vantagem. A vacina do Instituto Butantan chegou antes. Por outro lado, o Estado de São Paulo tem cerca de um quarto das mortes do Brasil e o plano de enfrentamento da pandemia beira o ridículo. Atualmente (3/2/2021) é laranja durante o dia e vermelho à noite. Sei que não há situação ideal, mas com novas cepas do vírus entrantes, teria o governo de ser mais claro no enfrentamento e parar de usar a vacina como bandeira. Fica claro, ao ver o que acontece com a vacinação na Europa, que há falta de quantidades suficientes de vacinas. Portanto, as medidas sociais de afastamento social e higiene são as mais importantes, e serão por mais um ano. Comento aqui sobre o PSDB, aproveitando o gancho de FHC, pois quanto às outras cenas de “sem máscaras” reunidos às centenas, em ambiente fechado, espalhando perdigotos no ar e sem um mínimo distanciamento, deixo que as imagens falem sozinhas.

Nelson Mattioli Leite nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo

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ONDE ESTÃO?

Diante da prisão do sr. Navalni, por oposição ao governo Putin, e do noticiado ontem (3/2) por este tradicional jornal – sobre benefícios nas estatais de adicional de férias de 100% e de R$ 1,2 mil por filho –, indago onde estão os artistas, jornalistas e intelectuais brasileiros de esquerda, que nenhuma manifestação fizeram contra as precitadas espúria prisão e caras benesses com o erário? Estariam atrás de bons cachês ou pagamentos, algumas vezes em dólar, e do consumismo burguês?

Fernando de Oliveira Geribello fgadvocacia@uol.com.br

São Paulo

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